Você já se perguntou o que você transmite, que mensagem ou que recado você passa através de sua imagem? E o que você realmente quer passar?! Até aqui tudo bem! Mas e quando nos questionamos sobre o seguinte:

O que estou passando é o que realmente sou?! Aí pode complicar um pouquinho não é mesmo?

Poemos dizer aqui que a imagem que alguém transmite é um conjunto de itens, uma série de comportamentos que podemos visualizar em uma pessoa, ou seja, não se trata apenas de sua aparência física ou da forma como se veste, mas também, a postura com que se anda, senta, como se porta com seu corpo durante uma conversa, uma entrevista formal ou em um relacionamento íntimo, que estilo adota (nos seus acessórios penteado, cores etc).

Em outro post poderemos explorar um segundo passo que vai além de nossa imagem, que são os gestos e atitudes que compõe nossa linguagem corporal, mas, hoje vamos começar do começo! Nossa primeira impressão, o que desejamos transmitir e passar aos outros ao nosso redor. Que recado deixamos àqueles que estão nos vendo?

Para tanto você precisará diferenciar algo fundamental….que é sensação de sentimento e vontade de personalidade. Eu já explico! Contudo, esse é o maior erro das pessoas ao tentar traduzir o que os outros estão tentando passar com sua imagem. Acabam julgando, quando poderiam analisar, tentar compreender melhor o que está por trás de certas escolhas e atitudes, mas ficam presos no conforto do pré-conceito, com preguiça de desvendar, decifrar as nuances e contornos que uma imagem esconde.

Então me permita explicar:

Sensação = tato, como você se sente com relação à sua pele, ao toque, se algo é confortável ou desconfortável, apertado ou largo, se penica, se é fofo e quentinho ou um tecido geladinho e refrescante… e por aí vai.

Sentimento = é como se sente com relação às suas emoções, ou seja, sente-se uma pessoa poderosa, inteligente, sexy, romântica, divertida, irônica, sarcástica ou com raiva, tristeza, medo, raiva….acho que deu pra pegar a diferença, certo?

Vontade = aquilo quero passar, que desejo que os outros entendam, como quero ser visto e apreciado(a).

Personalidade = o conjunto das minhas características, formadas pela minha história e decisões únicas, que mais ninguém poderia sentir ou compartilhar e que formam a minha maneira de ser no mundo, de compreender as coisas e pessoas.

Muitas vezes uma peça de roupa ou acessório que você escolhe, traduz tanto sua emoção do momento, quanto agrada seu corpo, mas isso nem sempre ocorre. As vezes nos sentimos maravilhosos às custas de algo super desconfortável, mas, também podemos nos sentir poderosos e únicos vestindo algo casual e confortável, como uma calça jeans e uma camiseta! Diferente do que se pensa e diz por aí. Por que não?! Mas isso é tarefa para irmos evoluindo conforme nossa sociedade conseguir abrir a mente, cada um no seu ritmo. O que existe, por enquanto, é o velho (e nem sempre tão incorreto assim), julgamento da “primeira impressão”. Então vamos à isso!

A pergunta que fiz no título segue a partir daqui: que mensagem você está transmitindo para quem te vê ou se relaciona contigo? Essa imagem tem a ver com quem você realmente é ou com quem você gostaria de ser? Pense bem! Não tem nada de errado em se vestir como alguém que NÃO somos, mas como isso pode nos afetar? Será que isso te distancia, cada dia mais,de sua identidade? Bloqueando seus reais sentimentos?

Por exemplo: Se você não gosta de nada te apertando, penicando e preza pelo conforto, roupas “fresquinhas” e largas, é necessário assumir sua preferência e não se sentir em nenhum momento inferior à nada nem ninguém. É necessário construir seu estilo junto com sua autoestima e amor próprio, para não se passar pelo que você não é, como também para sair de uma postura muito comum,uma desculpa de que “você só não se veste diferente ou melhor porque não pode”. Melhor que o que? Melhor que quem? O que é melhor de fato? É vestir-se e construir seu estilo pensando no oposto, ou seja: mesmo que eu pudesse, não me vestiria diferente disso! Esse(a) SOU EU.

Você também pode brincar com seu estilo, mesmo seguindo as boas práticas (para não dizer regras, porque não são), que existem na sociedade. Por exemplo: você pode gostar de shorts e regata, mas não vai assim numa empresa fazer entrevista, certo? Mesmo assim, você pode utilizar algo que deixe marcado às pessoas sobre sua personalidade e estilo, como um colar, uma bolsa, um sapato, algo que mostre para os outros quem realmente você gosta de ser.

Agora vamos à análise que geralmente é feita por todos e pela sociedade, o famoso julgamento!

Se você conhece, por exemplo, uma mulher que sempre, em qualquer situação, está vestindo saia curta e decotão (seja frio, calor, jantar de família ou churrasco), muitos diriam, no mínimo, que está sempre querendo sobressair, chamar atenção, seduzir (como muitos ainda criticam), não é isso que acontece?

Porém, alguém já tentou se perguntar o real motivo, o porquê de verdade, sobre o que a pessoa pensa e sente sobre si mesma para escolher essa ou aquela peça de roupa?! Tudo bem, pode até ser que ela esteja querendo chamar atenção etc, mas a pergunta a ser feita é outra: Então, o que a faz se sentir assim? Por que sente que precisa atrair esse tipo de atenção? Entendeu a diferença? Isso é trocar o julgamento pela curiosidade! Existe o óbvio e existe aquilo que todos nós tentamos sempre compensar e equilibrar dentro do que sentimos, por isso escolhemos essa ou aquela forma de nos expressar, de nos vestir etc.

Outro exemplo: aquele que sempre está “largado” como se diz por aí, de chinelo, bermuda e regata, ou aquela menina que nunca põe maquiagem, usa sempre as mesmas peças. Você consegue ter 100% de certeza que eles são assim apenas porque “não são vaidosos” ou porque “são relaxados”???? Ou você se preocupa mais com o como eles estão se sentindo (sentimento) e com a real vontade e personalidade deles, se estão felizes e satisfeitos com a vida desse jeito mesmo?

No mundo da mídia existem algumas polêmicas, como por exemplo o caso do Steve Jobs, que sempre se vestiu com calça jeans e camiseta preta. E essa era a identidade dele.  Os grandes conflitos que existem por conta disso, tem a ver com passar uma mensagem que na realidade não condiz com QUEM você é de fato e com o que você quer transmitir. Até por que isso varia de acordo com a situação e as pessoas com quem vamos nos encontrar, não é verdade??

O questionamento que eu quero deixar aqui como principal reflexão de toda questão de imagem e vestuário é seguinte: O que você veste e usa está alinhado ao que você realmente gosta e à como está se sentindo no presente? Está diretamente ligado a QUEM VOCÊ É NA SUA ESSÊNCIA? Ou você está buscando, na realidade, satisfazer uma expectativa de outra ou outra(s) pessoa(s)? Querendo passar uma imagem de algo que não tem ou não é, apenas para preencher um espaço, um vazio ou uma dor que não sanou ainda em sua mente e seu coração?! Bote os neurônios pra trabalhar!

Busque pela congruência e pelo amor próprio acima de tudo! Vista-se e escolha o que você quer usar com a tranquilidade de aquilo representar você e mais ninguém, e está tudo bem se existem outros estilos para o mesmo tipo de ocasião, afinal, se você não estiver desrespeitando ninguém, invadindo o espaço ou a liberdade dos que estão à sua volta, você não tem nada a perder por ser quem é!

As boas práticas estão aí para nos guiar, mas elas com certeza não devem definir quem devemos ser, quem é “melhor” ou “pior” ser, ou nos impedir de sermos autênticos, espontâneos e originais! A moda traz novidades, traz tendências, mas a palavra é essa: TENDÊNCIA, não regra. Ninguém é obrigado e não deveríamos ser julgados por escolhas que nos fazem bem e traduzem quem somos. Todavia, como falei esse dia vai demorar a chegar.

Enquanto isso, fique com o desafio de ter a coragem  de passar a imagem de quem você é realmente. Algo que já tem sido muito complexo para muita gente! Ainda há muita insegurança, falta de autoconfiança e de amor próprio. Portanto, conheça-se bem e profundamente, empodere-se, desconstrua-se por inteiro(a) se for necessário, tudo o que auxiliar na construção de sua melhor versão!

A única REGRA, repito: é respeitar o espaço e as pessoas ao seu redor! Não invada a liberdade de ninguém, e saiba lidar com as consequências e julgamentos de suas escolhas, da melhor forma possível: sendo autêntico, natural e original NO SEU ESTILO! Acima de todo estilo está a elegância e o charme de uma boa educação, de valores e princípios éticos, a maravilha da simpatia e da empatia!

E quando for olhar para o outro, olhe com os olhos que gostaria de ser visto(a): com amor, fazendo as perguntas corretas para si mesmo: o superficial e aparente nem sempre traduzem a essência de uma determinada pessoa!

Muito obrigada por seu tempo e sua atenção até aqui! Para ler mais sobre sua saúde emocional e mental, continue ligado(a) no nosso Blog! Duas vezes por mês publicamos coisas novas, mas você já deu uma olhada em tudo que tem por aqui?! Você não perde por explorar!!

Forte abraço!