Quando se percebe que determinadas atitudes são tomadas como um sacrifício, ou seja, quem as tomou não sente-se necessariamente contente nem adquiri bem estar, mas, pelo contrário, agrada pessoas desagradando a si mesmo(a), é necessário “soar um alerta” para que haja uma intervenção profissional adequada, psicoterapêutica, pois este é um caso em que a pessoa precisará de ajuda para se desvincilhar de tamanha autocobrança e autocrítica por ter sempre que corresponder as expectativas alheias, ser agradável às pessoas à sua volta, muitas vezes abdicando-se de si e do que realmente quer para satisfazer os demais.

Agradar ao próximo não é de todo ruim, pois sempre há uma recompensa, ou por ter feito o bem, ou pela gratidão e o bem querer dos próximos, que gostam de ter aquela pessoa por perto e por vezes, sem querer, acabam abusando de sua boa vontade, por notarem que possuem este espaço, que têm a permissão dessa pessoa para ir além em suas demandas.

O fato de agradar aos outros também pode ser uma forma de se sentir aceito em um grupo, algo que a pessoa acredita que não conseguiria se agisse conforme a sua personalidade. Há ainda aqueles que agradam esperando sempre algo em troca e, quando não ocorre, se frustram e ficam ressentidos.

Agradar aos outros sem estar se agradando pode ser prejudicial para as emoções do indivíduo e algo que deveria ser prazeroso se torna um peso. Pessoas com necessidade de agradar podem se tornar inseguras, depressivas, ansiosas, ter baixa autoestima e não terem condições de decidir por si, precisando sempre da opinião do outro.

Às vezes é preciso fazer o que não se gosta em benefício de um grupo, por exemplo, mas ninguém deve se tornar escravo desse comportamento. Veja quando agradar todo mundo pode se tornar prejudicial:

Agradar a todos pode se tornar um problema quando:

  • Sempre se espera algo em troca;
  • Não há retorno e há frustração;
  • Acredita-se que é necessário agradar para ser aceito;
  • Deixa-se de lado as vontades e desejos próprios;
  • Não se consegue mais identificar o que se gosta;
  • Os gostos são baseados nos de outra pessoa;
  • Fica-se impossibilitado de dizer não;
  • Consegue-se dizer não, mas tenta-se sempre justificar (inclusive mentindo);
  • Há necessidade de ser visto como alguém bom e legal;
  • Sem perceber, os outros abusam dessa pessoa;
  • A pessoa se culpa por tudo de errado que acontece;
  • A pessoa sente-se imprescindível e insubstituível naquele meio;
  • A pessoa considera o amor e a entrega sacrifícios normais;
  • A pessoa apresenta sinais de baixa autoestima, ansiedade, estresse e outros problemas emocionais.

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É necessário identificar e entender a origem desses comportamentos, como iniciaram e por quê, em qual ambiente e com quais pessoas. Foi uma cobrança que a pessoa se instituiu ou essa exigência veio de terceiros? Isso ajudará bastante na compreensão e no início da intervenção terapêutica, contudo, esse padrão de comportamento é bastante rígido, envolve ganhos secundários e é bastante resistente à mudança e transformação. Á medida que o indivíduo percebe suas perdas, nota que é possível agir diferente e continuar sendo aceito e amado e ainda pode desfrutar da sua própria satisfação, sem sentir bloqueios, vergonha nem culpa ou medo por assumir o que realmente quer fazer e quem se é de fato, sua realidade tende a melhorar significativamente.

Será mandatório, durante todo o processo, trabalhar com a ACEITAÇÃO. Esse tipo de paciente não admite certos erros, busca o controle sobre todas as situações, nega-se e nega o que está sentindo e querendo a todo instante, além de exercer outras defesas contra si mesmo, para não ter que revelar seus reais problemas, vontades, opiniões negativas ou depreciativas, sentimentos inferiores, como inveja, ciúme, raiva, rancor etc. Tudo isso vive sendo armazenado, engolido e bem mal digerido, a ponto, muitas vezes, dessa pessoa adoecer, somatizar tamanha frustração e ressentimentos resultantes da auto-negação, de não sentir a reciprocidade das pessoas ao seu redor com a sua benevolência e o despreendimento que gostaria que estes praticassem a seu favor também.

Espero que essa conteúdo tenha lhe trazido algum benefício, que tenha sido útil de alguma maneira e, se assim o foi, peço que compartilhe com seus amigos e familiares, para que mais pessoas possam compreender pelo que passam ou pelo que alguém que elas conheçam com essas características está enfrentando, precisando de ajuda.

Tanto eu como minha sócia, Flávia Merschmann, idealizadoras e autoras desse Blog da Bem Viver +, estamos à disposição para psicoterapia individual, seja online (para todo país e fora) ou presencial (no caso de Campinas e região).

Não espere por melhora se você não passa a fazer algo diferente por si mesmo e se não consegue aceitar ajuda profissional ou de outras pessoas. Não seja a pessoa a ser enterrada sob esta lápide…

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Grande abraço!

Referência:

Artigo online: “Por que querer agradar todo mundo?” Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524) Link: https://www.psicologoeterapia.com.br/psicologo-ajuda-emocional/porque-querer-agradar-todo-mundo/

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