Nosso cérebro é dividido em hemisfério esquerdo e direito. Para entender melhor o que você lerá nesse artigo, é interessante saber primeiramente,  que o hemisfério esquerdo é, predominantemente, focado em nossas habilidades de cálculo, raciocínio lógico e matemático, entre outras funções (mais ligadas ao intelecto e lado racional das tomadas de decisão e pensamentos).

Já o lado direito é, também de maneira predominante, focado em nossos sentimentos/emoções, responsável por nossa criatividade, pela linguagem, desenvolvimento de novas habilidades (artísticas, por exemplo) e de relacionar-se. Portanto, precisamos desenvolver ao longo da vida ambos hemisférios, para que nossa inteligência emocional alcance níveis mais elevados e adequados à nossa maturidade e crescimento pessoal e profissional.

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Ok! Então o que é a Inteligência Emocional?

Segundo Daniel Goleman, Inteligência Emocional é “a capacidade de reconhecer nossos sentimentos e os das outras pessoas, de maneira a nos motivarmos a poder lidar adequadamente com as nossas emoções, tanto em relação a nós mesmos quanto às pessoas com as quais nos relacionamos.”

“É uma forma diferente de inteligência, composta principalmente de autoconhecimento, habilidade social e capacidade de perceber sentimentos alheios.”

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Sim, a empatia é um dos fatores de maior importância para nosso coeficiente de inteligência emocional. E é bem diferente de apenas reconhecer o que outro sente, é mais como um “sentir junto com a pessoa”.

E como as emoções podem ser definidas?

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Alguns estudiosos chegaram a uma definição:

-Emoção é um complexo estado de sentimentos, com componentes somáticos, psíquicos e comportamentais, relacionados ao afeto e humor. (Kaplan e Sadock, 1993).

-Todas as emoções são, em essência, impulsos, legados pela evolução, para uma ação imediata, para planejamentos instantâneos que visam lidar com a vida.

Inteligência Emocional no homem e na mulher:

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Segundo o artigo “Inteligência Emocional: Cérebro masculino versus cérebro feminino”, de um portal de psicologia de Portugal:

“Um grupo de cientistas da Johns Hopkins University fez um estudo no qual descobriram que existe uma região no córtex chamado lóbulo ínfero-parietal (LIP). Essa estrutura é maior nos homens do que nas mulheres. (…) Também descobriram que, nos homens, o lado esquerdo do LIP é maior do que no lado direito, o que os leva a ter maior tendência em habilidades matemáticas. Esta é a mesma área que foi demonstrada ser maior no cérebro de Albert Einstein e de outros físicos e matemáticos”.

No mesmo artigo, Jill M. Goldstein e colegas (da faculdade de Medicina de Harvard) são citados em sua pesquisa, onde utilizaram a ressonância magnética para medir área corticais e sub-corticais em mulheres. Os pesquisadores descobriram que determinadas partes do córtex frontal (envolvido em funções cognitivas muito importantes) são proporcionalmente mais volumosas em mulheres do que em homens, assim como partes do córtex límbico (sistema responsável pela regulação e compreensão das emoções). (…) Um outro estudo demonstrou que a área de Broca e Wernicke (áreas do cérebro que controlam a linguagem), eram respectivamente 20% e 18% maiores nas mulheres.

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Na Universidade de Yale descobriram que o cérebro das mulheres processa a linguagem simultaneamente nos dois hemisférios, enquanto que os homens tendem a processá-la com mais frequência no hemisfério esquerdo (focado no racional e na lógica, como vimos no início do artigo). É importante ressaltar que não há maneira melhor ou pior, nem correta ou errada de processar as informações e situações que vivenciamos. São apenas diferentes!

Portanto, homens e mulheres processam fatos e situações tanto emocionalmente quanto racionalmente, contudo, no homem, predomina-se o raciocínio lógico e racional, o que não quer dizer que não consigam sentir e se emocionar, porém, que processam e demonstram seu lado emotivo de maneira diferente e tardia, até mesmo pelas convenções culturais que perduraram e ainda têm certa força nos dias de hoje.

Já a mulher, processa as diferentes situações tanto racional quanto emocionalmente ao mesmo tempo, tendo que lidar com a razão e a emoção de maneira simultânea. Os estudos apontam  que, o que sentem a respeito de algo parece prevalecer ao que pensam com relação a mesma coisa.

A boa notícia é que ambos evoluem conforme o tempo e o amadurecimento, e com isso as habilidades ligadas à inteligência emocional podem melhorar em ambos sexos!

Razão X Emoção:

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O Q.I. não assegura prosperidade, prestigio ou felicidade. O que parece importar mais é como a pessoa reage às vicissitudes da vida. Quem lida bem com os próprios sentimentos e com os dos outros, tem maior probabilidade de sentir-se satisfeito e ser eficiente.

Harvard: acompanhou-se 95 estudantes (classes da década de 40): os que obtiveram melhores notas não foram os mais bem sucedidos na meia idade (salário, produtividade, status, relacionamento afetivo, amigos e família) . Estes não se sentiam felizes ou satisfeitos. (Pesquisa Harvard capitulo 3 – Inteligência Emocional – Daniel Goleman)

O “sequestro emocional”:

 

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-Temos duas mentes: a que raciocina e a que sente;

-Em muitas ocasiões, nossos impulsos emocionais dominam nossa razão;

-Como uma espécie de alarme: reagimos e só depois raciocinamos e percebemos com maior nitidez o que fizemos ou falamos;

-O problema é que muitas vezes nossas reações emocionais são inadequadas, ou seja, somos sequestrados por nosso emocional, que não nos permite, em todas as ocasiões, pensar e raciocinar antes de tomar uma decisão e agir.

Fatores que contribuem para a Inteligência Emocional:

 

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Auto-conhecimento:

Saber reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre, tomando consciência das suas emoções;

Controle emocional:

Capacidade de lidar com as próprias emoções, adequando-se a cada situação;

Automotivação:

Dirigir emoções para objetivos determinados;

Empatia:

Saber reconhecer as emoções nas outras pessoas, tal como se estivesse sentindo-as igualmente;

Habilidades nos relacionamentos interpessoais.

Habilidade de compreender os outros; a maneira de como aceitar e conviver com o outro.

“Conhece-te a ti mesmo” – Um breve conto:

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Um guerreiro samurai, conta uma velha história japonesa, certa vez desafiou um mestre Zen a explicar o conceito de céu e inferno, contudo, o monge respondeu-lhe com desprezo:

Não passas de um rústico… Não vou desperdiçar meu tempo com gente da tua laia!

Atacado na própria honra, o samurai teve um acesso de fúria e, sacando a espada, berrou:

Eu poderia te matar por tua impertinência!!!

Isso – respondeu o monge calmamente – é o inferno.

Espantado por reconhecer como verdadeiro o que o mestre dizia acerca da cólera que o dominara, o samurai acalmou-se, embainhou a espada e fez uma mesura, agradecendo ao monge a revelação.

E isso – disse o monge – é o céu.

Podemos aperfeiçoar a nossa Inteligência Emocional?

O ideal é que a Inteligência Emocional seja desenvolvida logo a partir da infância. No entanto, é possível ser aperfeiçoada durante toda a vida, inclusive na idade adulta.

Identificando suas principais “falhas” emocionais, você poderá aprender a ser um melhor ouvinte ou a controlar suas emoções não só a seu favor, mas também preservando e respeitando os que estão a sua volta.

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Desejo que, a partir de agora, você consiga entender melhor suas reações e lidar, da melhor maneira possível, com seus sentimentos e os sentimentos alheios. De qualquer forma, em situações de crise e sofrimento, a psicoterapia ajuda (e muito) na autoestima, no autoconhecimento, no reconhecimento das emoções (próprias e de terceiros), contribuindo para sua saúde emocional e mental, além de ajudar a enxergar as situações por outros ângulos, ampliando possibilidades de ação e compreensão da vida! Caso tenha gostado desse conteúdo, compartilhe com seus amigos e família! Obrigada e até semana que vem!

Autoras/Responsáveis por este artigo: Natália Ceará & Flávia Merschmann

Autora co-responsável: Natália Ceará – Psicóloga, Palestrante & Criadora do curso Autêntica-Mente, cujo intuito é que você performe com autenticidade na vida e na carreira. Estruturado a partir de mais de 13 anos de experiência (como profissional autônoma e celetista) e que utiliza ferramentas e técnicas de autoconhecimento e  inteligência emocional para garantir resultados sólidos e mensuráveis.

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Referências:

-Daniel Goleman. Livro: Inteligência Emocional

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-Armanda Vieira, Joana Isabel Moreira e Rita Morgadinho. Artigo: Inteligência Emocional: Cérebro masculino versus cérebro feminino. Ano: 2008.