Vamos pensar juntos…

1- Você se sente desconfortável quando precisa se expor diante de pessoas desconhecidas?
2- Você fica tenso(a) durante uma boa parte do dia (mesmo quando não há eventos atípicos)?
4- Você duvida de sua capacidade e se sente inseguro(a) em determinados momentos?
5- Você tem dificuldade para tomar iniciativas?
6- Você sente uma necessidade quase que permanente de ser aceito/compreendido/reconhecido?
7- Você tem medo de perder o emprego, o esposo(a), a saúde, entre coisas?

Ter medo e ansiedade diante de tais situações (dentro de certos limites) é comum e faz parte da vida de qualquer ser humano. Trata-se de uma resposta do nosso organismo diante de uma ameaça. O medo e ansiedade são, portanto, sentimentos que servem para nos proteger ou nos preparar para algo, contudo, eles tem uma diferença sutil que é importante ser explicada.

Ansiedade X Medo:

A ansiedade é um sentimento de apreensão desagradável que, em grande parte das situações, é vago (imotivado). Trata-se de um sinal de alerta que capacita o indivíduo a tomar medidas para enfrentar ameaças que são, na maior parte das vezes, incertas.

Já o medo é uma resposta a uma ameaça conhecida, definida. Sabemos do que temos ou do que estamos com medo num determinado momento.

Tanto um como o outro  podem vir acompanhados de sensações físicas como palpitações, transpiração, ofegação, dor de cabeça ou falta de ar, dentre várias outras.

Ansiedade X Ansiedade Generalizada (patológica):

A ansiedade patológica é diagnosticada, principalmente, pelo alto grau de intensidade com que se apresenta e pela prolongada duração (6 meses ou mais). Ao invés de contribuir com o enfrentamento da situação, atrapalha, dificulta ou impossibilita a adaptação do indivíduo.

Caracteriza-se por uma preocupação excessiva por questões injustificáveis ou desproporcionais (que não deveriam exigir tal nível de preocupação). Antes de fechar o diagnóstico, é importante descartar outros transtornos de ansiedade como o pânico e a fobia social, por exemplo, além de entender se está sendo causada por alguma substância.

Como a ansiedade perturba a visão que a pessoa tem a respeito de si mesma (auto-estima e auto-imagem) e a respeito do que acontece no ambiente, é necessário que esse diagnóstico seja sempre feito por um especialista (psicólogos e psiquiatras).

Sintomas psicológicos mais comuns:

1. Dificuldade para relaxar ou a sensação de que está a ponto de “estourar”, está no limite do nervosismo;
2. Cansa-se com facilidade;
3. Dificuldade de concentração e frequentes esquecimentos;
4. Irritabilidade ou humor instável;
5. Tensão muscular;
6. Distúrbios do sono, como insônia;
7- Assusta-se com facilidade.


Por fim, um critério presente em todos transtornos mentais é o prejuízo no funcionamento pessoal ou marcante sofrimento. Não podemos considerar os sintomas como suficientes para dar o diagnóstico caso o paciente não tenha seu desempenho pessoal, social e familiar afetados.

Sintomas físicos mais relatados:

comportamento

1- Respiração alterada/acelerada;
2- Frequência cardíaca alterada;
3- Ganho/perda de peso (chegando a causar transtornos alimentares em muitos casos);
4- Tensão muscular/dores;
5- Boca seca (sensação de que não está salivando como deveria);
6- Mãos ou pés úmidos;
7- Sudorese excessiva;
8- Náuseas e outros problemas com o aparelho digestivo;
9- Dificuldade de engolir ou sensação de um “bolo na garganta”.

Síndrome do Pensamento Acelerado:

Ansiedade

Segundo Augusto Cury em sua obra “Ansiedade: Como enfrentar o mal do século”, a síndrome acomete cerca de 80 à 90% da população em todas as faixas etárias, que estão adoecendo com o ritmo super acelerado que a sociedade tem adotado, reduzindo drasticamente seu nível de qualidade de vida e bem-estar. Essas pessoas se tornam ótimas para suas comunidades e suas empresas, porém carrascas de si mesmas, por quererem corresponder à todas as necessidades e expectativas alheias, esquecendo-se do que realmente as faz bem e as deixam alegres.

Paciência, tolerância, reflexão e apreciação são artigos de luxo! Se você está caminhando e alguém na sua frente tem um ritmo mais lento ou demora a te dar licença, você sente certo incômodo? Ou então, se o farol fica verde e o carro da frente demora alguns segundos para sair, você fica irritado, impaciente? E quando alguém demora para te responder no Whatsapp, no Facebook ou qualquer outro aplicativo? É importante começar a analisar o que é uma simples circunstância desagradável do seu dia e o que é, na verdade, um desconforto somente seu, que está se tornando um fardo para suportar sozinho(a).

Como é essa síndrome? Ela acontece quando há excesso/vício de pensamentos, de informações, de trabalho intelectual, de preocupação, de uso do celular etc. Ou seja, tudo isso junto, em ritmo acelerado e que leva ao stress. Não porque se goste de ser assim, mas sim porque o mundo vem tomando essa proporção, principalmente com a tecnologia imediatista e facilitadora que temos à disposição e que, eventualmente, nos ajuda muito, todavia em excesso, torna-se extremamente prejudicial à nossa saúde. O fato de não conseguir respeitar o seu ritmo natural e o de cada pessoa em suas tomadas de decisão, formação de argumentos e opiniões e o tempo que levam para responder mensagens etc, agride a sua saúde e seus relacionamentos, drasticamente.

Você vive esses excessos? Em caso positivo é importante buscar ajuda para desacelerar e encontrar um ritmo de realizar suas tarefas e rotina de maneira mais saudável e condizente com suas condições e com sua personalidade. Caso contrário, seu nível de stress e ansiedade poderão ficar comprometidos e interferir não só em sua felicidade como em sua saúde física, mental e emocional.

Você tem seguro emocional? Quando a situação chegar ao extremo, com certeza será mais difícil e levará mais tempo seu tratamento do que se buscar ajuda psicoterapêutica agora, como atitude preventiva. Liberte-se da necessidade de ser ou estar perfeito(a) em tudo. Tenha mente aberta para entender quando precisa de ajuda e saiba que isso é extremamente comum e saudável. Todos temos problemas e certo nível de ansiedade, contudo, vai ao psicólogo quem quer resolvê-los!

Grupo de Risco:

As mulheres sofrem praticamente duas vezes mais de ansiedade que os homens. De acordo com a matéria de novembro de 2014 da Folha de São Paulo, “a ansiedade afeta 20% das mulheres e 8% dos homens, segundo o psicólogo britânico Daniel Freeman, professor de psicologia clínica e membro sênior do Conselho de Pesquisa Médica da Universidade de Oxford”.

Tratamento:

Felizmente é possível sanar tais sintomas e tratar qualquer síndrome ou transtorno ligado à ansiedade! Nós psicólogos somos os profissionais mais capacitados e recomendados para isso. A psicoterapia semanal é o tratamento indicado. Quando houver necessidade, o psiquiatra será envolvido para repassar medicações como tranquilizantes (ou ansiolíticos) que complementarão o tratamento, assim como antidepressivos etc. Terapias alternativas e atividade física também proporcionam ótimos resultados, sendo muitas vezes recomendada a combinação de todas essas técnicas.

Muito obrigada por sua atenção! Espero que a leitura tenha sido útil e de fácil compreensão! Toda semana postamos aqui no Blog textos acerca da saúde mental/emocional e, clicando em VIDEOS, você encontrará excelentes vídeos sobre os mesmos temas! Volte sempre e compartilhe esses conhecimentos com seus amigos e parentes! Até logo!

Referências:

 – Matéria Folha de São Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2014/11/1549223-ansiedade-afeta-mais-mulheres-do-que-homens-diz-psicologo.shtml

– Livro: Ansiedade: Como enfrentar o mal do século. (Augusto Cury)

Responsáveis por este artigo: Natália Ceará & Flávia Merschmann

Natália Ceará – Psicóloga, Palestrante & Criadora do curso Autêntica-Mente, cujo intuito é que você performe com autenticidade na vida e na carreira. Estruturado a partir de mais de 13 anos de experiência (como profissional autônoma e celetista) e que utiliza ferramentas e técnicas de autoconhecimento e  inteligência emocional para garantir resultados sólidos e mensuráveis.

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