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	<title>Arquivo de Familia - Bem Viver Mais</title>
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	<title>Arquivo de Familia - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Constelação Familiar (Parte I)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Mar 2022 18:09:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Questões mal resolvidas e mágoas acumuladas entre parentes, mesmo envolvendo aqueles que já partiram há tempos, podem gerar dor, sofrimento e ruídos nos relacionamentos que atravessam gerações. Para romper esse ciclo penoso, muitos defendem que a técnica da Constelação Familiar Sistêmica pode ser um recurso benéfico, rápido e eficiente.  Entenda melhor como esse método funciona&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span>Questões mal resolvidas e mágoas acumuladas entre parentes, mesmo envolvendo aqueles que já partiram há tempos, podem gerar dor, sofrimento e ruídos nos relacionamentos que atravessam gerações. Para romper esse ciclo penoso, muitos defendem que a técnica da Constelação Familiar Sistêmica pode ser um recurso benéfico, rápido e eficiente. </span></p>
<p><span>Entenda melhor como esse método funciona e como ele atua para melhorar a comunicação entre pessoas que se amam, mas às vezes não conseguem se entender.</span></p>
<p>Aproveito para deixar também o link de um artigo sobre esse tema (Parte I):</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="AYuLDSEucn"><p><a href="https://bemvivermais.com/constelacao_familiar_parte1/">Constelação Familiar (Parte 1)</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Constelação Familiar (Parte 1)&#8221; &#8212; Bem Viver Mais" src="https://bemvivermais.com/constelacao_familiar_parte1/embed/#?secret=WsMhicmlrj#?secret=AYuLDSEucn" data-secret="AYuLDSEucn" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><span id="more-2430"></span></p>
<audio class="wp-audio-shortcode" id="audio-2430-1" preload="none" style="width: 100%;" controls="controls"><source type="audio/mpeg" src="https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2022/03/Constelação-Familiar-Parte-I.m4a?_=1" /><a href="https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2022/03/Constelação-Familiar-Parte-I.m4a">https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2022/03/Constelação-Familiar-Parte-I.m4a</a></audio>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Feedback:</strong> contato@bemvivermais.com</p>
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		<title>Responsabilidade afetiva: o que é e como reconhecer a falta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Nov 2021 19:16:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Conceito trata da honestidade e transparência nas relações, sejam elas amorosas ou não. O que é responsabilidade afetiva: A responsabilidade afetiva diz respeito à honestidade e transparência em uma relação. Significa se responsabilizar pelo que se provoca no outro &#8211; não pela idealização que a pessoa cria, mas pela forma como você está passando aquilo que deseja. A&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Conceito trata da honestidade e transparência nas relações, sejam elas amorosas ou não.</p>
<h3><strong>O que é responsabilidade afetiva:</strong></h3>
<p>A responsabilidade afetiva diz respeito à honestidade e transparência em uma relação. Significa se responsabilizar pelo que se provoca no outro &#8211; não pela idealização que a pessoa cria, mas pela forma como você está passando aquilo que deseja.</p>
<p>A pessoa responsável afetivamente deve ser ética, agir de acordo com a sua real intenção, sem manobras de poder deliberadas. Assim, responsabilidade afetiva nada mais é que ter consideração tanto com os próprios sentimentos e intenções quanto com os da outra pessoa, além de ter a capacidade de agir com clareza conforme esses sentimentos e intenções emergem.</p>
<p>Colocar-se no lugar da outra pessoa, ou seja, ter empatia, está conectado com a responsabilidade afetiva. <span id="more-2369"></span>isso é importante para não alimentar sentimentos na outra pessoa somente para sentir-se bem quando você sabe que suas intenções não são as mesmas que as do outro.</p>
<p>A capacidade de se colocar no lugar do outro já aciona cuidados com as ações. E ser empático é isso, pensar no impacto que o que eu falo e faço causa na outra pessoa.</p>
<p>Embora a associação mais comum da responsabilidade afetiva seja com relacionamentos amorosos, essa não é a única esfera que na qual ela é importante. É interessante trazer esse conceito para todas as nossas relações: namoro, amizade, família, entre outros.</p>
<h3><strong>Como reconhecer a falta de responsabilidade afetiva:</strong></h3>
<p>Onde não houver empatia e respeito é o lugar que se reconhece a falta de responsabilidade afetiva. Se alguém te diminui dentro de uma relação apenas para se sentir melhor, este também é um lugar de falta de responsabilidade afetiva.</p>
<h3><strong>Responsabilidade afetiva e reciprocidade afetiva:</strong></h3>
<p>A responsabilidade afetiva e a reciprocidade são conceitos diferentes que não devem ser confundidos. Na responsabilidade afetiva, você mostra seu real interesse e age em coerência com seus sentimentos. Comunica suas intenções e expectativas claramente, de forma responsável &#8211; daí o termo.</p>
<p>Já na reciprocidade, você corresponde ao sentimento de outra pessoa. Muitas vezes, a expressão é utilizada para descrever a situação em que duas (ou mais pessoas) partilham do mesmo sentimento, na mesma intensidade.</p>
<p>É possível tratar as pessoas com quem se relaciona de uma boa maneira, sem ter o mesmo sentimento ou a mesma intensidade recebida. Não somos obrigados a sentir a mesma coisa, mas devemos respeitar os sentimentos, tanto os seus quanto os do outro.</p>
<p>É importante frisar a cautela para que não se tome qualquer &#8220;não correspondência&#8221; em uma relação como falta de responsabilidade afetiva. A idealização do outro não deve ser responsabilidade da pessoa.</p>
<h3><strong>Situações que pedem por responsabilidade afetiva:</strong></h3>
<p>Nas relações de amizade, a responsabilidade afetiva pode ser aplicada de diversas formas, algumas até mesmo complexas. Demonstrar um tipo de carinho, interesse, presença ou se tornar um porto seguro para a pessoa sem que deseje ser de fato, pode vir a causar dificuldades para o outro &#8211; configurando uma irresponsabilidade afetiva.</p>
<p>Também é possível ter responsabilidade afetiva no sexo casual, por exemplo. Nele, você pode realizar seu desejo de sexo sem compromisso, mas com consentimento da outra pessoa e sem ferir ou tolher os desejos dela.</p>
<p>Outro exemplo seria uma relação em que você não tem interesse de namorar e percebe as expectativas da outra pessoa. Sabendo que o sentimento e desejo não são recíprocos, é importante comunicar isto de forma empática, para não criar falsas esperanças no outro apenas para alimentar sua autoestima de alguma forma.</p>
<p>Se eu sei que a minha intenção é, exclusivamente, transar com uma pessoa, eu não devo prometer coisas que não intuo cumprir. Não pergunto nada do tipo &#8216;onde iremos passar o Ano Novo?&#8217;, sendo que passar esse período com a pessoa não é minha real intenção.</p>
<p>De maneira geral, é fundamental desenvolver uma comunicação assertiva dentro de qualquer relação afetiva, assim como ter consciência sobre onde você se encontra na relação e o que você deseja dela.</p>
<h3><strong>Como ter mais responsabilidade afetiva</strong></h3>
<p>Não existem formas de racionalizar a responsabilidade afetiva em tópicos, porém trouxemos algumas reflexões essenciais para quem deseja ser responsável afetivamente. Confira os pontos a seguir:</p>
<p><strong>1 &#8211; Comunique-se bem:</strong></p>
<p>Seja claro naquilo que deseja ou sente pelo outro. Apenas dessa forma é possível entender onde os sentimentos de cada um se encontra e refletir se a forma como se age deve ser modificada.</p>
<p><strong>2 &#8211; Verbalize suas insatisfações:</strong></p>
<p>Falar sobre aquilo que você discorda também compõe a responsabilidade afetiva, porque, uma vez que a pessoa não se faz entender, o incômodo pode afetar o status da relação. O distanciamento que, muitas vezes, ocorre pode não ser compreendido pela outra pessoa, que sente uma mudança repentina no comportamento.</p>
<p><strong>3 &#8211; Tenha autoconhecimento</strong></p>
<p>Ter consciência de si mesmo é a primeira prática a ser seguida por quem deseja se responsabilizar por qualquer coisa na vida. Quanto mais a pessoa se doa e tem um relacionamento saudável consigo mesma, mais ela consegue levar isso para fora, compreendendo seus processos, suas ações e, claro, aquilo que deseja.</p>
<p><strong>4 &#8211; Cuidado com o individualismo excessivo</strong></p>
<p>Um dos principais pontos para ter responsabilidade afetiva é evitar o individualismo em excesso (ou pensar exclusivamente em si o tempo todo), sem conseguir estabelecer empatia o suficiente pela situação do outro.</p>
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<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>Constelação Familiar (Parte 2)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 May 2018 16:05:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nesta segunda e penúltima parte, focaremos nossa atenção na modalidade de constelar mais comum e conhecida: a de grupo. Ela exige bastante atenção, são diversas etapas, portanto, haverá um último artigo, em 30 de junho, onde publicarei as etapas de solução finais das Constelações em Grupo! Boa leitura! Falando da Constelação em grupo: Num  primeiro&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nesta segunda e penúltima parte, focaremos nossa atenção na modalidade de constelar mais comum e conhecida: a de grupo. Ela exige bastante atenção, são diversas etapas, portanto, haverá um último artigo, em 30 de junho, onde publicarei as etapas de solução finais das Constelações em Grupo! Boa leitura!</p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>Falando da Constelação em grupo:</b></h3>
<p style="text-align: justify;">Num  primeiro  momento,  o coach ou terapeuta  esclarece  o  problema  ou  a questão do cliente. São então escolhidos representantes entre os membros do grupo: a constelação é montada e se desenrola progressivamente até a sua solução, ou até <span id="more-991"></span>o momento em que fica evidente que  sua  solução  é  impossível  –  que  é,  de  certo  modo,  uma  solução  à  parte.  Podemos  introduzir um ritual  de  encerramento  de  sessão,  assim  como  conselhos  sobre  a  maneira  de  integrar aquilo que a constelação revela.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>O Criador da Constelação Sistêmica Familiar:</b></h3>
<p style="text-align: justify;">Hoje, quando se faz menção à terapia familiar sistêmica, pensa-se em Bert Hellinger e seu método das constelações familiares. Hellinger  nasceu  na  Alemanha  em  1925. Trabalhou como missionário na África do Sul entre os zulus durante dezesseis anos, período em que foi ao mesmo tempo padre e diretor de uma escola de tamanho considerável.</p>
<p style="text-align: justify;">Na qualidade de sacerdote, viu-se diante dos costumes, dos  rituais  e  da  música  zulus.  Uma formação ecumênica  somada  a  dinâmica  de  grupo  fundada  no diálogo, na fenomenologia e na experiência humana marcou para ele uma etapa decisiva. Depois de 25 anos  como  padre,  deixou  sua  congregação  religiosa,  voltou  a  Alemanha e partiu  para  uma  formação em psicanálise.</p>
<p style="text-align: justify;">Hellinger  estudou  inúmeras  abordagens  terapêuticas, algumas baseadas  na  respiração  e  no  corpo, na Gestalt,  na  análise  transacional,  na  terapia  familiar  sistêmica,  em  constelações  familiares, na programação neurolinguística, em terapia provocativa e na terapia do abraço.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele  qualifica  seu  método  de fenomenológico.  É  um  método  profundamente  empírico,  cujo  estudo  experimental  lhe  permitiu descobrir inúmeras leis que governam nossa vida e nosso destino. Quando Hellinger aborda a questão dessas leis, ele se recusa a ser categórico, com medo de alienar sua preciosa liberdade para evoluir e aprender. Ele incessantemente põe à prova essas leis, como o fazem todos aqueles que praticam as constelações. Elas são validadas, adaptadas e até mesmo revogadas por seu método fenomenológico.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>O Passo-a-Passo de uma Constelação em Grupo:</b></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><b>1ª etapa</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><b>A definição do problema</b></p>
<p style="text-align: justify;">O  terapeuta  pergunta  ao  cliente  qual  é  o  problema,  ou  seja,  ele  quer  saber  o  que  o  leva  a  uma constelação  familiar.  A  informação  que  o  terapeuta  procura  é  então  puramente  factual.  Ele  não  está interessado na história, em interpretações, julgamentos e explicações que a acompanham. O problema  pode  ser,  por  exemplo:  “Não  consigo  me  sentir  feliz”  –  “Tenho  câncer”  –  “Meu  filho  é  deficiente”- “Não consigo cuidar do meu pai idoso sem tomar o seu lugar no sistema” – “Tenho depressão”.</p>
<p style="text-align: justify;">O fundamento do método fenomenológico consiste em se concentrar nos fatos, naquilo que é. Quando um cliente diz: “Minha mãe não me ama”, ele dá um a interpretação do comportamento de sua mãe. O profissional  tentará  obter  informações  factuais  ao  lhe  perguntar,  por  exemplo: “Como  é  que  você  sabe disso?”</p>
<p style="text-align: justify;">O cliente não tem como saber. O que esse trabalho nos ensina é que quando uma criança se sente mal-amada,  sua  mãe  se  acha  envolvida  ou  comprometida  num  esquema  de  bloqueio,  que  a impede  de  dar  livre  curso  a  seu  desejo  de  ser  uma  mãe  amorosa.  O  que  as  constelações  familiares revelam é a verdade fundamental que mantém a situação dolorosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma  vez  formulado o  problema,  a  pergunta  que  surge  com  mais  freqüência  é: “O  que  se  passou  na sua família?”</p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>ESTUDO  DE CASO</b></h3>
<p style="text-align: justify;">O terapeuta: “Qual é o seu problema?”</p>
<p style="text-align: justify;">A cliente: “Vivo um relacionamento positivo e, no entanto, não consigo me sentir feliz.”</p>
<p style="text-align: justify;">O terapeuta: “O que se passou na sua família?”</p>
<p style="text-align: justify;">A cliente: “Minha mãe perdeu um  filho.  Isso  aconteceu  antes  do  meu  nascimento.”</p>
<p style="text-align: justify;">O  terapeuta:  “Quanto  tempo  antes  do  seu nascimento?”</p>
<p style="text-align: justify;">A cliente: “Dois anos.”</p>
<p style="text-align: justify;">Para  muitos  terapeutas,  essas  informações  são  suficientes  para  começar.  Outros  desejarão  saber mais e farão mais perguntas.</p>
<p style="text-align: justify;">O terapeuta: “Você tem irmãos e irmãs?” A cliente: “Sim, um irmão mais velho e uma irmã caçula.”</p>
<p style="text-align: justify;">O terapeuta: “Como vão eles?” A cliente:  “Minha irmã divorciou-se no ano passado e meu irmão está sempre com problemas de saúde.”</p>
<p style="text-align: justify;">O terapeuta: “Você sabe o sexo da criança que seus pais perderam?”</p>
<p style="text-align: justify;">A cliente: “Não.”</p>
<p style="text-align: justify;">O terapeuta: “Seus pais continuam juntos?”</p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>2ª etapa</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><b>A escolha dos representantes</b></p>
<p style="text-align: justify;">A cliente  escolhe  os  participantes  para  representar  os  membros  selecionados  da  família  e  para representá-la.  Normalmente,  no  início  de  uma  constelação,  o  terapeuta  se prende  a  um  número mínimo.  No  nosso  exemplo,  ele  chama  os  representantes  da  cliente,  de  seu  companheiro  e  de  seu irmão morto.</p>
<p style="text-align: justify;">O  terapeuta  pode,  ao  longo  do  trabalho,  integrar  outros  representantes.  Neste  caso,  em  particular, trata-se  provavelmente  dos  pais  da  cliente,  de  seu  irmão  e  de  sua  irmã  que  ainda  vivem.  Isso, entretanto,  não  é  de  nenhum  modo  obrigatório,  já  que  cada  constelação  é  única  e  jamais  podemos predizer com certeza o desenrolar de uma constelação.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>3ª  etapa</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><b>Montagem da constelação</b></p>
<p style="text-align: justify;">O  terapeuta  pede  à  cliente que  disponha  os  representantes  no espaço  e  que  lhes  transmita  uma  orientação  que  dê  conta  das  relações  que  uns  mantêm  com  os outros. A cliente se concentra profundamente, coloca-se atrás de cada representante, um após o outro, pega-os  pelos  ombros  e  os  move  lentamente  até  que  cada  um  se  encontre  numa  posição  que  lhe convenha. A colocação dos representantes em seus lugares se faz intuitivamente, sem reflexão. É na atribuição de seus lugares que a constelação emerge e que um campo de energia autônomo se cria.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez formada a constelação, a cliente senta-se entre os participantes e observa o que se passa.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode  acontecer  que  o  terapeuta  monte  a  constelação  familiar  ou  que  uma  cliente  seja  sua  própria representante.  Em  nosso  exemplo  (ver  diagrama  1  a  seguir),  a  cliente  instala  os  representantes  dela mesma (C1), de seu falecido irmão (†F) e de seu companheiro (C). Ela os dispõe de modo que a sua representante olhe na direção do seu irmão morto, e que os representantes de seu companheiro e do seu irmão morto olhem para sua representante.</p>
<p style="text-align: justify;">A  constelação  mostra  que  a  atenção  da  cliente  está  focalizada  no  irmão  morto,  enquanto  a  do  seu companheiro  está  direcionada  para  ela.  Certamente,  o  diagrama  não  pode  refletir  as  expressões  de seus  representantes,  mas  elas  certamente  são  visíveis  para  o  terapeuta,  a  cliente  e  os  membros  do grupo.  Todos  podem  ver  o  olhar  terno  trocado  entre  a  cliente  e  seu  irmão  morto  assim  como  o  olhar inquieto que seu companheiro lhe lança.</p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2039 size-full" src="http://www.apicedesenvolve.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Diagrama-Constela%C3%A7%C3%A3o.png" sizes="(max-width: 651px) 100vw, 651px" srcset="http://www.apicedesenvolve.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Diagrama-Constelação.png 651w, http://www.apicedesenvolve.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Diagrama-Constelação-300x126.png 300w" alt="" width="651" height="274" />Diagrama 1 (Livro: A Constelação Familiar em Sua Vida Diária – Joy Manné)</p>
<p style="text-align: justify;">C1 = a representante da cliente<br />
†F = o representante do irmão morto<br />
C = o representante do companheiro da cliente</p>
<p style="text-align: justify;">No artigo que postarei no próximo dia 30, em junho, exporemos a última parte dessa dinâmica. Da 4ª etapa da Constelação em diante, a solução para o caso tratado começa a ser configurada e formatada. Esperamos que estejam gostando e conseguindo aprender um pouco mais a respeito deste universo e de maneira de tratar conflitos e questões que todos nós, seres humanos, temos em nossas vidas! <strong>Até 30/06!</strong></p>
<h3 style="text-align: justify;"></h3>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Texto extraído e adaptado do livro: A Constelação Familiar em Sua Vida Diária – Joy Manné</li>
</ul>
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		<title>Como não criar filhos mimados!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Dec 2016 10:27:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A visão de uma criança gritando, esperneando e chorando no meio de um supermercado cheio de gente leva-nos quase sempre a pensar no tipo de educação dada pelos pais. E se essa criança for a sua? Respire fundo e aproveite estas dicas úteis para tentar evitar que o seu filho seja uma criança mimada e&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A visão de uma criança gritando, esperneando e chorando no meio de um supermercado cheio de gente leva-nos quase sempre a pensar no tipo de educação dada pelos pais. E se essa criança for a sua? Respire fundo e aproveite estas dicas úteis para tentar evitar que o seu filho seja uma criança mimada e incontrolável.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo pai e mãe quer proteger e dar o melhor para o filho. O problema é quando o cuidado exclui os limites. Para evitar que as crianças cresçam mimadas e com consequências negativas na vida adulta, a educação dada pela família é fundamental.</p>
<h3>Uma criança precisa de limites, cabe aos pais estabelecê-los:</h3>
<p style="text-align: justify;">É fato. As crianças testam os pais de manhã à noite. Testam o amor dos seus progenitores através de dificílimas provas de paciência. Mas isso está longe de ser um problema. <span id="more-514"></span>Muito pelo contrário. Esses “testes” nada mais são do que um pedido da criança, para que os pais lhe mostrem qual é o limite, o que está certo e o que está errado. Infelizmente, é nesse momento que os pais erram muitas vezes, acabando por confundir o estabelecimento de limites com a falta de amor. E é exatamente o contrário. Mostrar à criança como a vida funciona é a maior prova de amor que os pais podem dar, porque significa prepará-los para a vida adulta. Isso é educar com amor e responsabilidade.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Diga “não” sempre que necessário:</h3>
<p style="text-align: justify;">Sempre que o seu filho lhe pedir algo que seja perigoso, irresponsável prejudicial ou impossível, diga “não” e explique a razão. Esqueça a ideia equivocada que amar é dizer “sim”. Lembre-se: a criança depende de si para conhecer os limites da vida, o que é certo e o que é errado. Se não nega absolutamente nada ao seu filho, estará impossibilitando-o de conhecer como a vida realmente funciona. Afinal, como sabemos, no mundo real ouvimos “não” a toda a hora. Para obter o sim, temos que cumprir procedimentos, trabalhar, competir e lutar. Dizer “não” às crianças sempre que necessário, é fundamental para criar homens e mulheres preparados para a vida, munidos das ferramentas emocionais imprescindíveis para lutar e vencer. Dizer sempre “sim” e amar de forma protetora, cria adultos frustrados e incapazes de lidar com as dificuldades da vida.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Não se culpe ao dizer “não”:</h3>
<p style="text-align: justify;">É muito difícil para os pais lidar com a culpa que está relacionada ao dizer constantemente não, por fazer o filho sofrer com esses “nãos” sucessivos. Mas acredite, uma criança não tem a mesma visão que um adulto. Ela pode efetivamente reclamar, chorar e fazer uma grande birra quando confrontada com um “não”, mas isso é apenas uma reação infantil e superficial, perfeitamente normal e típica das crianças. Não é sofrimento. Saiba que, por dentro, no seu íntegro, a criança sente-se amada e protegida porque recebeu uma lição de vida dos pais. Ao cumprir o seu importante papel enquanto mãe ou pai, preparando o seu filho para as respostas negativas, estará dando-lhe uma ferramenta fundamental para lidar melhor com a vida adulta.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Não crie uma vida de fantasia para o seu filho:</h3>
<p style="text-align: justify;">Muitos pais levam em consideração a dificuldade da vida adulta na educação dos filhos, mas fazem-no de forma equivocada. Em vez de proporcionar ferramentas emocionais eficazes para que a criança possa lidar melhor com as frustrações da vida adulta, alguns pais aproveitam a fase infantil para fazer todas as vontades do filho “enquanto ele ainda é criança”. Esse pode ser um erro muito grande. A função dos pais é preparar e não alienar. Se o seu filho é criado como um príncipe ou uma princesa, dentro de uma “redoma de vidro”, como é que essa criança será capaz de lidar com as dificuldades da vida adulta, quando essa proteção deixar simplesmente de existir?</p>
<h3 style="text-align: justify;">Observe a natureza e aprenda com ela:</h3>
<p style="text-align: justify;">Um pássaro que ensina os seus filhotes a voar é uma grande lição de vida para os pais. A mãe ensina como se deve fazer voando algumas vezes para fora do ninho e voltando. Depois, ela incentiva os filhotes a fazer pequenos voos sobre o ninho. E, em seguida, é hora de voar. Se os filhotes demonstrarem medo, a mãe força-os. Pode parecer cruel, mas é uma lição de amor. Os filhotes precisam aprender a voar e a função da mãe é ajudar e prepará-los para isso. Se ela se deixar vencer pela culpa do amor protetor e pelos apelos dos filhotes – que preferem o conforto do ninho a ter que voar e procurar o seu próprio alimento – eles serão caça fácil para predadores. Por isso, lembre-se: amar é educar para a vida. Não é fácil, mas compensa… para pais e filhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autora responsável por este artigo: Flávia Merschmann</strong></p>
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