Deixe-me explicar do que se trata…

Há um NOVO e IMPORTANTE movimento nascendo na internet e seu nome é ‘Mind Positive’. O termo foi criado pela jornalista e nano digital influencer Bruna Said, de Campinas-SP, e está sendo disseminado pelas redes sociais, sites e blogs há alguns dias!

Em complemento ao movimento já bastante conhecido, ‘Body Positive’, o Mind Positive traz em sua raiz algo que a sociedade deveria se lembrar de cuidar SEMPRE, no decorrer de toda a vida (desde a infância!), que é a AUTOESTIMA e também a habilidade em manter (sempre que possível) a mente positiva! Capacidades estas que, infelizmente, não tivemos o costume e não fomos educados o suficiente (AINDA!) para todos os dias cultivar e trabalhar tudo isso dentro de cada um de nós!

A positividade e a aceitação com relação ao nosso corpo, que é a proposta do Body Positive (além do amor próprio e respeito às escolhas das pessoas), é algo realmente FUNDAMENTAL, porém, como todo tipo de informação e de opinião na internet flui muito desordenadamente, algumas pessoas passaram a tomar apenas uma postura de ódio, pregando a liberdade pela liberdade, sem levar em consideração o processo e o ritmo que cada pessoa tem para entender tudo isso, internalizar os conceitos e, se quiser (por que não?), discordar também.

É claro que todo movimento em prol da saúde do Ser Humano de forma geral deve ser respeitado. O que busco expor para pensarmos por aqui é em suas ramificações que ganham tamanho também muito rápido, contudo, acabam fugindo de seu conceito original e maior: o “APRENDER A SE CONHECER, SE RESPEITAR E SE AMAR COMO REALMENTE É!”

Como se posicionar então? Em que exatamente devemos focar?

É necessário que nos concentremos na saúde emocional das pessoas, e, para cada um, isso pode ser diferente, por isso a enorme incompatibilidade em se ter padrões de beleza (ou de saúde física também!) estabelecidos como métricas em que todos devemos nos encaixar. Todo tipo de exigência, se pensarmos bem, é absurda, quando já sabemos que cada um tem sua genética, seu biotipo, sua criação cultural, suas preferências e seu bem estar baseado em coisas distintas de seu próximo.

Então podemos dizer, com 100% de certeza, que será impossível uma pessoa se aceitar e se amar sem que, antes e, em paralelo a isso, sua autoestima e seu autoconhecimento sejam incentivados a trabalhados. Além disso, é imprescindível que tenhamos a positividade como norte, antes de dirigir nossa atenção e esforço apenas aos formatos e liberdade de expressão dos corpos. É como se o ‘Mind Positive’ fosse um caminho para se chegar ao ‘Body Positive’. Um não anda sem o outro!

Como muito dizemos aqui no Blog da Bem Viver+, saúde física e emocional/mental caminham JUNTAS! Não há meio de separá-las. Estarão sempre e constantemente influenciando uma a outra.

E o que mais é importante, na verdade fundamental, que você saiba:

Pela visão holística, que há nas terapias complementares atualmente, devemos inclusive considerar a saúde espiritual também. Algo que, infelizmente nossa medicina ocidental, tradicional e cartesiana não reconhece. Ou seja, jamais devemos colocar no topo apenas um “ator principal”, mas sim todo o elenco que nos forma como somos: seres humanos que comportam diversas dimensões, existindo no mundo de diversas maneiras que não somente um corpo no espaço físico.

Concluindo…

Essa não é uma discussão nova, contudo, os movimentos e a disseminação desses conceitos e suas repercussões pela internet e Redes Sociais, são sim, algo bastante novo, que permite que tudo e todos possam se expressar (o que é ótimo, porém exige cautela de quem está lendo e assistindo aos conteúdos!).

Portanto, temos de tomar cuidado com as posturas radicais adotadas por aí, com seus discursos de ódio contra padrões (quaisquer que sejam), e também não cair nos discursos de sempre da indústria e da mídia do emagrecimento, que segue pregando as mesmas métricas e velhas receitas, como se todos fossem ser felizes e realizados daquela determinada forma, quando sabemos, há tempos, que NÃO SÃO.

Não somente não são todos felizes com esses padrões como também acabam adoecendo. Se não entram para a triste estatística que só cresce do número de pessoas com Depressão no mundo, entram nas estatísticas das outras doenças mentais e transtornos relacionados à essa vida de “tentar se encaixar e se emoldurar” aos modelos, podendo ir de um transtorno do espectro da Ansiedade (como pânico, crises de ansiedade ou compulsões), até Transtornos Alimentares como Bulimia, Anorexia e os demais já bastante conhecidos.

Proposta Final:

Ao invés de nos posicionarmos apenas para ir de encontro e confrontar os movimentos criados, por que não começamos, cada um consigo mesmo, a nos conhecermos, valorizando, honrando e respeitando nossa história, aprendendo aos poucos a entender e aceitar nossas características como são, sem olhar pra si com crítica, com ódio, mas sim, buscando entender que não temos defeitos ou problemas, apenas diferentes características e, após isso, iniciar um auto cuidado e preservação, fazendo tudo que estiver ao nosso alcance por nossa saúde, para termos, principalmente, alegria e qualidade de vida, para podermos viver mais e melhor. Somente assim para aceitarmos  nosso próprio padrão, evitando doenças emocionais (e físicas também). Comece com você!

Esperamos que tenha usufruído e gostado desse conteúdo! Aproveite a passe na aba ‘VÍDEOS’ lá em cima, pois também será publicado o vídeo da criadora do ‘Mind Positive’, Bruna Said. Até breve!

  • Para verificar o texto da Bruna que lançou o Mind Positive, é só clicar AQUI!
  • Caso queira conhecer melhor a criadora desse movimento, acesse seu site: http://brunasaid.com.br/