<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>trauma &#8211; Bem Viver Mais</title>
	<atom:link href="https://bemvivermais.com/tag/trauma/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://bemvivermais.com</link>
	<description>Psicoterapia Online</description>
	<lastBuildDate>Thu, 14 Sep 2023 23:40:15 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1</generator>

<image>
	<url>https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2021/01/cropped-logo-com-contorno-150x150.png</url>
	<title>trauma &#8211; Bem Viver Mais</title>
	<link>https://bemvivermais.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Conheça os principais tipos de terapia e decida qual é a ideal para você</title>
		<link>https://bemvivermais.com/conheca-os-principais-tipos-de-terapia-e-decida-qual-e-a-ideal-para-voce/</link>
					<comments>https://bemvivermais.com/conheca-os-principais-tipos-de-terapia-e-decida-qual-e-a-ideal-para-voce/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Sep 2023 23:40:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Fundamentais]]></category>
		<category><![CDATA[Nossos Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[saude mental]]></category>
		<category><![CDATA[superação]]></category>
		<category><![CDATA[TCC]]></category>
		<category><![CDATA[terapeutas]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia de grupo]]></category>
		<category><![CDATA[terapia familiar]]></category>
		<category><![CDATA[terapia humanista]]></category>
		<category><![CDATA[trauma]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://bemvivermais.com/?p=2724</guid>

					<description><![CDATA[Apesar de existir diversos tipos de terapia, cada uma com um propósito, é importante saber qual é a mais adequada para você e entender quais os objetivos a serem alcançados. A terapia é um campo vasto e diversificado, compreendendo uma variedade de abordagens e modalidades terapêuticas. Portanto, cada uma delas possui suas características e metodologias específicas,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de existir diversos tipos de terapia, cada uma com um propósito, é importante saber qual é a mais adequada para você e entender quais os objetivos a serem alcançados.</p>
<p>A terapia é um campo vasto e diversificado, compreendendo uma variedade de abordagens e modalidades terapêuticas. Portanto, cada uma delas possui suas características e metodologias específicas, adaptadas para atender às necessidades individuais dos clientes.Além disso, a terapia desempenha um papel fundamental na promoção do bem-estar emocional e no tratamento de questões de saúde mental.</p>
<p>Por meio do apoio de um profissional qualificado, ela oferece um espaço seguro e confidencial para explorar emoções, desafios pessoais e encontrar soluções.</p>
<p>Então, se você quer conhecer os tipos de terapia e descobrir qual é a ideal para você, continue lendo nosso artigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Por que fazer terapia?</strong></h3>
<p><span id="more-2724"></span></p>
<p>Fazer terapia pode ser extremamente estimulante por uma variedade de razões.</p>
<p>Assim, ao trabalhar com psicólogos qualificados, você terá apoio para enfrentar desafios, superar traumas e encontrar maneiras saudáveis ​​de lidar com o estresse e as dificuldades da vida.</p>
<p>A terapia também promove o crescimento pessoal, fortalece a autoestima e auxilia na construção de relacionamentos mais saudáveis ​​e gratificantes.</p>
<p>Portanto, é um investimento na sua saúde mental e emocional.</p>
<p>Mas não é só isso! Existem outros motivos para a busca do acompanhamento profissional:</p>
<p><strong>1 &#8211;</strong> <strong>Saúde mental:</strong> a terapia é uma ferramenta eficaz para tratar e gerenciar condições de saúde mental, como ansiedade, depressão, estresse e traumas. Assim, ela oferece um espaço seguro para explorar essas questões, compreender suas causas e desenvolver estratégias de enfrentamento.</p>
<p><strong>2 &#8211; Autocuidado:</strong> fazer terapia é um ato de autocuidado. É uma oportunidade para dedicar tempo e atenção às suas necessidades emocionais, garantindo um equilíbrio saudável em sua vida.</p>
<p><strong>3 &#8211; Autoconhecimento:</strong> a psicoterapia ajuda no processo de autoconhecimento, permitindo que você entenda melhor seus pensamentos, emoções, padrões de comportamento e crenças. Isso proporciona uma base sólida para o crescimento pessoal e a tomada de decisões mais conscientes.</p>
<p><strong>4 &#8211; Resolução de problemas:</strong> a prática também fornece suporte e orientação para lidar com problemas e desafios em diferentes áreas da vida, como relacionamentos, trabalho e família. Portanto, ela oferece estratégias e habilidades para resolver problemas de forma saudável e construtiva.</p>
<p><strong>5 &#8211; Melhoria dos relacionamentos:</strong> ela pode ajudar a melhorar os relacionamentos interpessoais, fornecendo dicas sobre dinâmicas familiares e padrões de comunicação.</p>
<p><strong>6 &#8211; Trauma e superação:</strong> a terapia é eficaz no tratamento de traumas passados, permitindo que você processe e supere experiências dolorosas. O psicólogo pode ajudá-lo a encontrar maneiras saudáveis ​​de lidar com as consequências do trauma e desenvolver resiliência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Quais são os principais tipos de terapia?</strong></h3>
<p>Existem diferentes tipos de terapia, cada uma com um campo de estudo e buscando fornecer apoio em assuntos e temas diversos.</p>
<p>Vamos explicar e falar um pouco sobre os principais tipos para você saber qual é a melhor para você. Confira!</p>
<p><strong>1- Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)</strong></p>
<p>A TCC é uma abordagem terapêutica que se concentra na relação entre pensamentos, emoções e comportamentos.</p>
<p>Ela faz parte da linha de pensamento de que nossos padrões de pensamento podem influenciar nossa maneira de sentir e agir.</p>
<p>Assim, durante a terapia, o terapeuta ajuda o paciente a identificar pensamentos negativos e padrões de comportamento prejudiciais.</p>
<p>Em seguida, trabalha-se na substituição desses padrões por pensamentos e comportamentos mais saudáveis.</p>
<p>A TCC é geralmente um tratamento de curta duração, com foco em objetivos específicos a serem alcançados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2- Terapia Psicodinâmica</strong></p>
<p>A terapia Psicodinâmica é baseada nas teorias de Freud e explora os processos inconscientes e as experiências passadas do indivíduo.</p>
<p>Portanto, o terapeuta ajuda o paciente a analisar como eventos do passado influenciam seus pensamentos, sentimentos e comportamentos atuais.</p>
<p>Então, o objetivo é aumentar a compreensão de si mesmo, identificar padrões de comportamento repetitivos e promover mudanças duradouras.</p>
<p>A terapia Psicodinâmica geralmente ocorre em sessões semanais de longo prazo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3- Terapia Humanista</strong></p>
<p>A terapia humanista enfatiza a importância do crescimento pessoal, da autoaceitação e da confiança.</p>
<p>Assim, nesse tipo de terapia, o terapeuta cria um ambiente de apoio, empático e não julgador para ajudar o paciente a explorar seus sentimentos e experiências.</p>
<p>A terapia humanista valoriza a relação terapêutica, na qual o terapeuta mostra genuíno interesse e respeito pelo paciente.</p>
<p>Portanto, o objetivo é capacitar o indivíduo a buscar seu potencial máximo, encontrar significado em sua vida e promover o autodesenvolvimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>4- Terapia Familiar</strong></p>
<p>A terapia familiar se concentra nas dinâmicas e no conforto entre os membros de uma família.</p>
<p>O terapeuta trabalha com a família como um todo, em vez de focar apenas em um indivíduo.</p>
<p>Então, o objetivo é melhorar a comunicação, resolver conflitos e fortalecer os relacionamentos familiares.</p>
<p>Durante as sessões, são discutidos problemas específicos, como questões conjugais, problemas de comunicação, dificuldades na educação dos filhos ou situações de mudança.</p>
<p>Entre os tipos de terapia, a terapia familiar é a que mais visa promover a compreensão mútua, o apoio emocional e criar um ambiente saudável para todos os membros da família.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>5- Terapia de Grupo</strong></p>
<p>Uma terapia de grupo envolve a participação de várias pessoas que enfrentam desafios ou problemas semelhantes.</p>
<p>O terapeuta facilita as sessões, proporcionando um ambiente seguro e confidencial para que os membros do grupo compartilhem suas experiências.</p>
<p>A terapia de grupo pode ser uma fonte de suporte emocional, validação e feedback dos outros participantes.</p>
<p>Os membros do grupo podem aprender com as experiências uns dos outros, obter diferentes perspectivas e desenvolver habilidades de relacionamento.</p>
<p>Convém destacar que a terapia de Grupo é especialmente útil para problemas como ansiedade social, dependência química, transtornos alimentares, etc.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Como escolher a terapia ideal para você?</strong></h3>
<p>Escolher entre os tipos de terapia qual é a ideal para você é uma decisão pessoal e dependerá das suas necessidades, influências e circunstâncias individuais.</p>
<p>No entanto, aqui estão algumas considerações para ajudá-lo a escolher a terapia adequada:</p>
<p><strong>1 &#8211; Identifique suas necessidades:</strong> reflita sobre quais são as principais questões ou desafios que você está enfrentando. Por exemplo, você está lidando com ansiedade, depressão, conflitos familiares ou problemas de relacionamento? Identificar suas necessidades ajuda a direcionar a escolha da terapia mais apropriada.</p>
<p><strong>2 &#8211; Analise a relação terapêutica:</strong> a relação entre terapeuta e cliente é fundamental para o sucesso da terapia. Procure um terapeuta com o qual você se sinta confortável e em quem confie.</p>
<p><strong>3 &#8211; Pesquise as abordagens terapêuticas:</strong> leia sobre suas características, métodos e resultados típicos. Considere como cada abordagem pode se adequar às suas necessidades e objetivos.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Se estiver em dúvida ou sentir dificuldade em escolher a terapia adequada, é recomendável procurar a ajuda de um profissional de saúde mental.</p>
<p>O psicólogo vai avaliar sua situação e recomendar a abordagem terapêutica com base nas suas necessidades individuais.</p>
<p>Lembre-se de que a terapia é uma jornada pessoal e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra.</p>
<p>Portanto, é importante encontrar uma terapia que combine com você e que atenda às suas necessidades específicas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Gostou desse post? Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?</p>
<p>Grande abraço e até breve!</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://bemvivermais.com/conheca-os-principais-tipos-de-terapia-e-decida-qual-e-a-ideal-para-voce/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Conheça gatilhos emocionais do pânico e como lidar com eles</title>
		<link>https://bemvivermais.com/conheca-gatilhos-emocionais-do-panico-e-como-lidar-com-eles/</link>
					<comments>https://bemvivermais.com/conheca-gatilhos-emocionais-do-panico-e-como-lidar-com-eles/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 01:52:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Fundamentais]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Distúrbios emocionais]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[ataque do pânico]]></category>
		<category><![CDATA[estresse]]></category>
		<category><![CDATA[panico]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos tóxicos]]></category>
		<category><![CDATA[saude mental]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome do Pânico]]></category>
		<category><![CDATA[taquicardia]]></category>
		<category><![CDATA[trauma]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://bemvivermais.com/?p=2659</guid>

					<description><![CDATA[O ataque de pânico, assim como muitas emoções de alta intensidade, pode ser desencadeado após o encontro com certos gatilhos emocionais. Por isso, embora não seja uma regra, o mesmo acontece com a ansiedade, raiva, tristeza e medo, conforme psicólogos explicam. Nos sentimos de um determinado modo ao passarmos por uma situação específica ou interagirmos com certos indivíduos.&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ataque de pânico, assim como muitas emoções de alta intensidade, pode ser desencadeado após o encontro com certos gatilhos emocionais. Por isso, embora não seja uma regra, o mesmo acontece com a ansiedade, raiva, tristeza e medo, conforme psicólogos explicam. Nos sentimos de um determinado modo ao passarmos por uma situação específica ou interagirmos com certos indivíduos.</p>
<p>Quando temos consciência dos fatores que possuem capacidade de perturbar o nosso bem-estar emocional, conseguimos desenvolver estratégias para lidar com eles e, assim, evitar desconfortos físicos e psicológicos. Muitos gatilhos podem desencadear o pânico no nosso dia a dia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>O que é ataque de pânico?</strong><span id="more-2659"></span></h4>
<p>O ataque de pânico pode ser descrito como uma reação do corpo à ansiedade incontrolável. Então, quando uma pessoa se depara com uma situação que desencadeia medo, estresse ou preocupação e não sabe como reagir, ela pode ter uma reação física.</p>
<p>Nem sempre essa situação representa uma ameaça real à sua vida ou saúde mental, mas, por ter dificuldade de gerenciar essas emoções, a pessoa acaba tendo um ataque de pânico.</p>
<p>Apesar de qualquer pessoa poder ter um ataque de pânico, episódios frequentes e em situações que não apresentam perigo são motivos de preocupação. Eles podem evidenciar a existência de uma condição de saúde mental, como a síndrome do pânico e a ansiedade generalizada.</p>
<p>Tipicamente, o ataque de pânico acontece subitamente. Quando já passamos por essa experiência, às vezes é possível prevê-lo ao identificar os primeiros sintomas e tomar atitudes para suavizar a sua intensidade. Embora os sintomas possam variar de pessoa para pessoa, eles tipicamente incluem:</p>
<ul>
<li>Crescente sensação de ameaça;</li>
<li>Medo irracional de morrer ou de perder o controle;</li>
<li>Náusea ou vômito;</li>
<li>Dor de cabeça;</li>
<li>Aperto no peito;</li>
<li>Taquicardia;</li>
<li>Sensação de desmaio;</li>
<li>Dormência nos membros;</li>
<li>Dificuldade para respirar;</li>
<li>Sensação de não pertencimento ao corpo; e</li>
<li>Suor excessivo.</li>
</ul>
<p>Algumas pessoas são mais sensíveis aos sintomas físicos enquanto outras sentem mais sintomas emocionais e psicológicos. Em alguns casos, os sintomas são semelhantes ao de um ataque cardíaco, o que leva as pessoas a visitarem um médico de imediato. Mas, na verdade, o mal-estar foi resultado do pânico crescente.</p>
<h4></h4>
<h4><strong>Gatilhos emocionais comuns do pânico</strong></h4>
<p>Existem vários gatilhos emocionais que desencadeiam um ataque de pânico. Grande parte das pessoas não têm ciência deles, então se colocam em contato com eles repetidamente sem ter a intenção.</p>
<p>Como os sintomas do ataque de pânico são intensos, eles podem levar ao medo de continuar tendo crises, especialmente em lugares públicos. O próprio medo de passar pela experiência novamente se transforma em um gatilho de novos episódios. Por conseguinte, indivíduos escolhem se isolar.</p>
<p>Em seguida, veja alguns dos gatilhos emocionais mais comuns do pânico e como lidar com eles.</p>
<p><strong>1.  Estresse</strong></p>
<p>O estresse é um dos principais gatilhos do pânico, além de ser um agravante para muitas condições de saúde mental. Diversas situações do dia a dia podem desencadear o estresse, como engarrafamentos, longas esperas em filas, interações sociais e múltiplos compromissos profissionais. Sendo assim, é muito fácil encontrar fatores estressores que resultam em desconforto emocional e físico.</p>
<p>Como lidar? É imprescindível praticar o autocuidado para conservar o bem-estar emocional e desenvolver métodos para responder bem ao estresse, como respirar profundamente ou deixar o ambiente por alguns instantes para colocar os pensamentos em ordem.</p>
<p><strong>2. Abuso de substâncias</strong></p>
<p>Quem sofre de ataques de pânico recorrentes costuma apresentar um desequilíbrio da química cerebral. Então, a produção irregular de neurotransmissores, responsáveis pela comunicação das células no sistema nervoso, resulta em uma comunicação ineficiente, a qual, por sua vez, traz uma série de consequências para o organismo. Substâncias como drogas e álcool interferem ainda mais nessa comunicação. A longo prazo, o seu uso pode causar problemas irreversíveis para a saúde mental e física.</p>
<p>Como lidar? Cortar o uso dessas substâncias e seguir o tratamento psiquiátrico e psicológico para a síndrome do pânico. Pode ser necessário buscar a ajuda de instituições especializadas em abuso de substâncias para cessar a ingestão, desenvolver bons hábitos e evitar recaídas.</p>
<p><strong>3. Situações sociais</strong></p>
<p>Situações sociais estressantes podem gerar ansiedade e preocupação. Enquanto algumas pessoas se sentem ligeiramente desconfortáveis em certas ocasiões, outras sofrem de fobia social e transtornos ansiosos que tornam se socializar em um grande desafio. Frequentar lugares movimentados, como shoppings e supermercados, pode se tornar insustentável ao depender da gravidade dos sintomas. Para evitar o desencadeamento de um ataque de pânico, indivíduos podem passar a evitar sair de casa.</p>
<p>Como lidar? Embora o auto isolamento pareça uma boa solução a princípio por cessar a ansiedade e o pânico, ele não ajuda na recuperação da síndrome do pânico. Indivíduos deixam de aprender a lidar com o estresse provocado por situações sociais quando escolhem se afastar do convívio social, o que acaba trazendo problemas para os seus relacionamentos interpessoais. Para reverter essa situação, você pode procurar a ajuda de um psicólogo e convidar pessoas de confiança para participar de ocasiões sociais com você.</p>
<p><strong>4. Estimulantes</strong></p>
<p>Cafeína, bebidas açucaradas, chá preto e farinha branca são alguns alimentos estimulantes da ansiedade que, quando ocupam espaço significativo em uma dieta, ajudam a estimular ataques de pânico. A ingestão excessiva de álcool e o cigarro também intensificam os sintomas da ansiedade.</p>
<p>Como lidar? Modificar os hábitos alimentares para ter uma alimentação mais saudável e balanceada. Por exemplo, a inclusão de fibras, ômega-3 e vitaminas C e B pode ajudar a combater a ansiedade. Para saber exatamente quais alimentos evitar e quais ingerir, visite um nutricionista.</p>
<p><strong>5. Memórias de traumas</strong></p>
<p><strong> </strong>A súbita lembrança de memórias de eventos traumáticos é outro gatilho emocional extremamente comum. Na tentativa de preservar a saúde mental e emocional do indivíduo, o cérebro reprime as memórias do trauma, mas, com o tempo, elas podem começar a vir à tona. Flashbacks de experiências traumáticas são um sintoma comum do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), que também é caracterizado pela frequência de ataques de pânico.</p>
<p>Como lidar? Pessoas que sofrem de ansiedade generalizada, síndrome do pânico, depressão e estresse pós-traumático podem se beneficiar de tratamento para essas condições. Por isso, na grande maioria dos casos, ele consiste em terapia e ingestão de medicamentos prescritos pelo psiquiatra. Além de diminuir a intensidade dos sintomas, pacientes podem digerir as emoções negativas atreladas ao trauma e seguir em frente com as suas vidas.</p>
<p><strong>6. Relacionamentos tóxicos</strong></p>
<p>Relacionamentos tóxicos podem ser especialmente estressantes para quem tem ataques de pânicos recorrentes. Eles não se limitam a relações afetivas. Amigos, colegas de trabalho, chefes e familiares também podem ser tóxicos e interagir com eles no dia a dia agrava a ansiedade e o estresse. Brigas, chantagem emocional, cobranças, manipulação e insultos são alguns aspectos comuns de relacionamentos tóxicos.</p>
<p>Como lidar? Muitas vezes, não podemos simplesmente cortar o contato com essas pessoas. No trabalho, por exemplo, precisamos conviver com todo o tipo de personalidade para concluir o nosso trabalho. Então, precisamos aprender a não sucumbir as influências negativas de indivíduos tóxicos. Já quando podemos limitar o contato, como é o caso de relacionamentos amorosos e amizades, é preferível manter a distância e buscar laços afetivos mais saudáveis.</p>
<p><strong>7. Uso de certos medicamentos</strong></p>
<p>Alguns medicamentos possuem efeitos colaterais que despertam a ansiedade e, consequentemente, geram ataques de pânico. Cada organismo reage a ingestão de medicamentos, especialmente os contínuos, de modo diferente. Enquanto algumas pessoas não sentem nenhum efeito colateral, outras não conseguem continuar tomando o medicamento.</p>
<p>Como lidar? Se você percebeu um aumento da ansiedade após começar a tomar um medicamento, converse com o seu médico.</p>
<p><strong>8. Condições de saúde</strong></p>
<p>Receber o diagnóstico de uma condição de saúde pode ser estressante. Dependendo da gravidade da patologia, preocupações sobre o funcionamento da vida diária e o que o futuro reserva podem começar a atormentá-lo. Você pode sentir uma necessidade quase incontrolável de fazer o que sempre quis, mas não fez por falta de tempo ou medo, e de prover para a sua família para deixá-los confortáveis no futuro. Essa afobação, aliada aos pensamentos negativos, pode facilmente causar ansiedade e ataques de pânico.</p>
<p>Como lidar? Converse com o seu médico para esclarecer todas as dúvidas acerca da doença e como ela afeta o seu corpo. Do mesmo modo, visite um psicólogo para ajudá-lo a lidar com as emoções e o estresse de maneira saudável. Evite, ainda, alimentar pensamentos de cenários trágicos e mantenha o foco no que você pode fazer hoje.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gostou desse post? Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?</p>
<p>Grande abraço e até breve!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://bemvivermais.com/conheca-gatilhos-emocionais-do-panico-e-como-lidar-com-eles/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Situações em que o racismo está presente e muita gente não percebe</title>
		<link>https://bemvivermais.com/situacoes-em-que-o-racismo-esta-presente-e-muita-gente-nao-percebe/</link>
					<comments>https://bemvivermais.com/situacoes-em-que-o-racismo-esta-presente-e-muita-gente-nao-percebe/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2020 00:54:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[atitudes]]></category>
		<category><![CDATA[autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[população negra]]></category>
		<category><![CDATA[questões raciais]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[situaçòes racistas]]></category>
		<category><![CDATA[trauma]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://bemvivermais.com/?p=1613</guid>

					<description><![CDATA[Quando atinge alguém de forma direta e aberta, o racismo costuma ser questionado, debatido e até penalizado, já que desde 1989 a lei (n. 7.716/1989) prevê que discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional são considerados crimes inafiançáveis e imprescritíveis. Porém, devido a uma herança do período escravocrata, no qual pessoas&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quando atinge alguém de forma direta e aberta, o racismo costuma ser questionado, debatido e até penalizado, já que desde 1989 a lei (n. 7.716/1989) prevê que discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional são considerados <strong>crimes inafiançáveis e imprescritíveis</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, devido a uma herança do período escravocrata, no qual pessoas negras eram obrigadas a servir pessoas brancas, determinadas atitudes, hábitos e até palavras utilizadas naquela época são perpetuadas até hoje, sem que a maior parte da população saiba ou tenha consciência disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Como enfatiza Mauro Baracho, administrador, mestrando em antropologia e criador de conteúdo na página @afroestima2, &#8220;a linguagem também é uma forma de estabelecer hierarquias e demonstrar poder. É uma forma de demarcar lugares&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, em um país onde pouco mais de 56% da população brasileira se identifica como preta ou parda (segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE), entende-se que questões raciais, incluindo o racismo, não devem ser debatidas e/ou levantadas apenas quando um caso extremo acontece ou no mês de novembro, quando há o Dia da Consciência Negra.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo assim, para elucidar esse tema, listamos abaixo situações em que o racismo está presente, mas muita gente não percebe.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Situações racistas no dia a dia</strong></h2>
<p><span id="more-1613"></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<h4><strong>Quando alguém diz: &#8220;mas eu tenho amigos negros&#8221;</strong></h4>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Algumas atitudes estão enraizadas no vocabulário e no cotidiano da população. Por esse motivo, não é incomum ouvir a justificativa, &#8220;mas eu tenho amigos negros&#8221; para se dizer não racista. Essa fala, porém, é problemática, uma vez que alguém pode ter familiares negros e ainda se comportar de forma racista.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;É preciso entender que afeto não impede racismo. Isso foi o que demonstrou a pesquisa da psicóloga Lia Vainer Schucman sobre famílias inter-raciais. No estudo, é possível constatar que as hierarquias raciais se reproduzem mesmo dentro das famílias. Ter amigo negro, avó negra, não impede ninguém de ser racista ou de cometer atos racistas&#8221;, diz.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<h4><strong>Usar palavras e expressões de origem racista</strong></h4>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Oficialmente, a escravidão no Brasil teve fim em 13 de maio de 1888, quando a    princesa Isabel assinou a Lei Áurea. Porém, mesmo atualmente, o país ainda possui um vocabulário carregado de expressões pejorativas que, no passado, serviram para ofender os escravos e as pessoas negras. Confira algumas delas:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Denegrir</strong>: fazer ficar mais negro, tornar escuro, obscurecer. Alguns sinônimos que podem ser usados para substituir o termo são: caluniar ou difamar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mulato</strong>: refere-se à mula, animal resultante do cruzamento de uma égua e um burro. Por isso, o termo era constantemente usado para nomear filhos de patrões brancos com escravas negras que nasciam pardos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Criado mudo:</strong> era a pessoa escravizada que ficava ao lado da cama do &#8220;senhor&#8221;, em silêncio, pronta para servir ou segurar objetos. Essa palavra pode ser substituída por  apoio ou mesa de cabeceira.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;A coisa tá preta&#8221;:</strong> dizer &#8220;a situação está ruim&#8221; é mais adequado, pois a frase em questão remete que o &#8220;preto&#8221; é algo negativo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Não sou tuas negas&#8221;</strong>: no período da escravidão, mulheres negras eram obrigadas a  servir seus patrões de diferentes formas, inclusive, para fins sexuais. Portanto, a expressão considera que mulheres negras podem ser submetidas a todo tipo de      situação, enquanto mulheres brancas não.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa lista é bastante extensa, podendo ressaltar ainda expressões como &#8220;feito nas coxas&#8221;, &#8220;lista negra&#8221;, &#8220;mercado negro&#8221;, &#8220;dia de branco&#8221;, &#8220;inveja branca&#8221;, &#8220;humor negro&#8221;, &#8220;neguinho é isso ou aquilo&#8221;. Mas vale pesquisar mais a fundo e substituí-las no vocabulário, certo?</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<h4><strong>Falar que uma pessoa negra tem uma beleza exótica </strong></h4>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">No dicionário, algo exótico é aquilo que não é comum, que não é natural. Portanto,  quando uma pessoa faz esse tipo de &#8220;elogio&#8221;, entende-se que a comparação está para um padrão idealizado.</p>
<p style="text-align: justify;">Completam a lista de elogios dispensáveis dizer que uma mulher é, por exemplo, &#8220;uma negra bonita&#8221;, comentar sobre traços finos ou dizer que ela é &#8220;da cor do pecado&#8221; &#8211; termo que hipersexualiza o corpo da mulher e também vem do período colonial, quando os senhores usavam as mulheres negras para trair suas esposas, ou seja, para cometer um &#8220;pecado&#8221;.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<h4><strong>Comentar que o cabelo de uma pessoa é ruim:</strong></h4>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Cabelos crespos, cacheados, com dreads ou diferentes tipos de tranças costumam ser criticados e taxados como &#8220;ruins&#8221;. Mas, o que seria um cabelo &#8220;bom&#8221;, já que eles não fazem mal a ninguém?</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Para existir o bonito é preciso existir o feio. Então, ridicularizar a aparência de uma pessoa negra é uma das formas de desumaniza-la e isso é algo que convivemos desde   a infância. Isso destrói a autoestima e faz o negro acreditar que é inferior&#8221;, ressalta Mauro Baracho.</p>
<p style="text-align: justify;">Além desse tipo de comentário, pedir para tocar ou perguntar como a pessoa lava o cabelo causam constrangimentos e é uma ação racista, pois a higienização é possível e necessária, assim como em outros tipos de cabelos.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Por que é importante repensar o racismo?</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">O racismo é capaz de interferir na autoestima da população negra. Mas, além disso, este preconceito racial pode causar danos à saúde, se tornar um trauma, causando efeitos psicológicos, como o transtorno do estresse pós-traumático, TOC ou ansiedade generalizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Também é possível que a pessoa não se dê conta que a ansiedade foi causada por um trauma. No caso do racismo, ela pode reconhecer o medo descabido, mas não perceber a relação daquilo com o preconceito ou violência que sofreu.</p>
<p style="text-align: justify;">Pais, responsáveis e familiares de crianças negras podem &#8211; e devem &#8211; trabalhar a autoestima e o empoderamento dos pequenos desde cedo para minimizar esses danos. Isso pode ser feito com ajuda de filmes, livros, terapia e outros recursos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, acima de tudo, as pessoas brancas devem repensar suas atitudes do dia a dia. Elas precisam reconhecer que isso é um problema, reconhecer que existe racismo e que, por vezes, elas podem ter sido racistas. Esse é o primeiro passo. Além disso, não faltam pesquisas e nem pessoas nas redes sociais explicando esse tipo de coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, que tal revisar suas atitudes e contribuir para uma sociedade antirracista e mais igualitária?</p>
<p style="text-align: justify;">Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço e até breve!</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://bemvivermais.com/situacoes-em-que-o-racismo-esta-presente-e-muita-gente-nao-percebe/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT): muitos enfrentam e não sabem!</title>
		<link>https://bemvivermais.com/tept/</link>
					<comments>https://bemvivermais.com/tept/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Sep 2016 14:36:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Distúrbios emocionais]]></category>
		<category><![CDATA[Estresse pós traumático]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[revivescência]]></category>
		<category><![CDATA[trauma]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://bemvivermais.com/?p=386</guid>

					<description><![CDATA[Poucas pessoas, para não dizer raríssimas, conseguem perceber em si mesmas ou em outros os sintomas e o contexto do estresse pós-traumático, podendo ser facilmente confundido com transtorno antissocial, pânico ou até mesmo depressão. Mais conhecido como Transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), a doença pertence ao mundo dos Distúrbios Emocionais, mais especificamente definida como um&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Poucas pessoas, para não dizer raríssimas, conseguem perceber em si mesmas ou em outros os sintomas e o contexto do estresse pós-traumático, podendo ser facilmente confundido com transtorno antissocial, pânico ou até mesmo depressão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mais conhecido como Transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), a doença pertence ao mundo dos Distúrbios Emocionais, mais especificamente definida como um Distúrbio da Ansiedade, caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O TEPT ocorre após o indivíduo ter sido vítima ou testemunha de <span id="more-386"></span>atos violentos ou de situações traumáticas que representaram ameaça à sua vida ou à vida de terceiros. E esse tipo de situação irá variar bastante de pessoa para pessoa. O que para uns pode ser algo extremamente prejudicial e traumático, para outros pode não ter o mesmo efeito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contudo, o transtorno não ocorre apenas imediatamente após a situação traumática. A simples recordação do fato faz com que sua vítima revivencie o episódio como se estivesse ocorrendo naquele exato momento e com a mesma intensidade, mesma sensação de dor e sofrimento vivido na primeira vez. Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais, alterando não só o estado emocional e psicológico, como o físico também. Viver (ou sobreviver) após um trauma é extremamente prejudicial à saúde emocional, imagina revivê-lo diversas vezes.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O que pode causar?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Recente pesquisa desenvolvida pela UNIFESP (Universidade Federal do Estado de São Paulo) e por outras universidades brasileiras, em parceria com pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, levantou a hipótese de a causa do transtorno estar no desequilíbrio dos níveis de cortisol ou na redução de 8% a 10% do córtex pré-frontal e do hipocampo, áreas localizadas no cérebro.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Busca por Tratamento: um dado alarmente!</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aproximadamente entre <strong>15% e 20%</strong> das pessoas que, de alguma forma, estiveram envolvidas em casos de violência urbana, agressão física, abuso sexual, terrorismo, tortura, assalto, sequestro, acidentes, guerra, catástrofes naturais ou provocadas, desenvolvem esse tipo de transtorno. No entanto, a maioria só procura ajuda <strong>dois anos depois</strong> das primeiras crises. Isso sem contar os diversos casos que não identificaram o TEPT e não acabaram não buscando ajuda.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Sintomas mais relatados:</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os sintomas podem manifestar-se em qualquer faixa de idade e levar meses ou anos para aparecer. Eles costumam ser agrupados em três categorias:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>a) Re-experiência traumática:</strong> pensamentos recorrentes e intrusivos que remetem à lembrança do trauma, <em>flashbacks</em>, pesadelos;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>b) Esquiva e isolamento social: </strong>a pessoa foge de situações, contatos e atividades que possam reavivar as lembranças dolorosas do trauma;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>c)</strong> <strong>Hiperexcitabilidade psíquica e psicomotora:</strong> taquicardia, sudorese, tonturas, dor de cabeça, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, irritabilidade, hipervigilância.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>d)</strong> <strong>Sentimentos negativos:</strong> sentimentos de impotência e incapacidade em se proteger do perigo, perda de esperança em relação ao futuro, sensação de vazio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É comum o paciente desenvolver comorbidades associadas ao TEPT, como depressão, transtornos associados à ansiedade, ao humor, entre outros. Leia mais abaixo em “Complicações”.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Fatores de risco:</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há diversos estudos que apontam eventos ocorridos na infância e adolescência como fatores que tornam as pessoas mais vulneráveis ao transtorno do estresse pós-traumático. Em geral, se encaixam situações de <strong>bullying infantil</strong>, situações de violência doméstica, situações que passam despercebidas na escola devido a dificuldades em adaptação (sociabilização) ou aprendizado (<strong>TDAH</strong>) e essas crianças são estigmatizadas e ridicularizadas.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Tratamento e Cuidados:</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Exames que podem ser necessários:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como em todos os quadros de estresse, existem vários marcadores biológicos que podem ficar alterados e que são instrumentos auxiliares no diagnóstico de estresse pós-traumático:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dosagem do cortisol (o hormônio do estresse)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dosagem dos hormônios da hipófise</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dosagem dos hormônios da tireoide</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dosagem dos hormônios sexuais</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma polissonigrafia pode nos revelar as consequências do estresse pós-traumático no sono</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Tratamento:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os objetivos do tratamento do transtorno do estresse pós-traumático estão voltados a:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Diminuir os sintomas</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Prevenir complicações</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Melhorar desempenho na escola ou no trabalho</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Melhorar relacionamentos sociais e familiares</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tratar transtornos associados (como depressão e alcoolismo).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O tratamento preferencial é a psicoterapia, durante o tempo em que a pessoa precisar, ou seja, enquanto ainda precisar se sentir segura, confiante, compreendida e protegida. De maneira complementar, em algumas ocasiões, o uso de fármacos como os ansiolíticos ou os antidepressivos podem ser bastante úteis.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Fatores que contribuem para a melhora do quadro:</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Existem diversas ações que podem ser realizadas para evitar as complicações do estresse pós-traumático, que basicamente se resumem em buscar qualidade de vida e desta forma diminuir o impacto que o trauma teve sobre a vida da pessoa. Tais hábitos são:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Prática de exercícios físicos diários – melhora circulação, melhora condição muscular e esquelética, liberação de endorfina e com isso maior liberação de serotonina (neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer, alegria e satisfação);</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Meditação e Religiosidade, como contraponto ao materialismo excessivo do mundo atual e sob o aspecto neurocientífico, estimulando o cérebro não dominante ou sensitivo</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Arte-terapia – desenvolvimento do cérebro sensitivo</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Técnicas de relaxamento – como contraponto à tensão e ansiedade</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dieta saudável e equilibrada</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Evitar maus hábitos (excesso de bebida, tabagismo, drogas)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fazer do trabalho, além do aspecto de responsabilidade e produtividade, um espaço de convivência saudável e estimulante</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Bom ambiente afetivo-familiar</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Complicações possíveis:</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os fatores de estresse são facilitadores para o desenvolvimento de doenças com repercussões imediatas e à longo prazo, podendo ocasionar problemas crônicos e interferir na qualidade de vida. Podem ocorrer alterações clínicas como: problemas cardíacos, astroduodenais, diabetes, queda da imunidade com infecções frequentes, hipertensão, <strong>fibromialgia</strong> e outras doenças reumáticas entre outras complicações.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dentre as complicações psíquicas do estresse pós-traumático estão:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Distúrbios do humor</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Depressão</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Transtornos de ansiedade</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alcoolismo</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Transtornos de personalidade entre outros.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Recomendações:</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Preste atenção: o número de diagnósticos de transtorno do estresse pós-traumático tem aumentado nas últimas décadas. Procure assistência médica, se apresentar sintomas que possam ser atribuídos a esse distúrbio da ansiedade;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lembre-se de que a ocorrência de um agente estressor não significa que a pessoa vai desenvolver TEPT: algumas são mais vulneráveis e predispostas;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não subestime os sintomas do transtorno em crianças e idosos depois de terem vivenciado situações traumáticas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cuide bem de sua saúde emocional, se autoconhecendo cada dia mais e compreendendo sua maneira de ser e ver o mundo, pois isso fortalecerá sua autoestima e renovará sua autoconfiança. É também de suma importância aprender a reconhecer as emoções dos que estão à sua volta, para lidar de forma mais adequada nos seus relacionamentos. Isso tudo chama-se <strong>Inteligência Emocional</strong>, um dos temas que retrataremos mais adiante! Fique de olho! Abraço apertado!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autora: Natália Ceará &#8211; Psicóloga, Palestrante &amp; Criadora do curso Autêntica-Mente</strong>, cujo intuito é que você performe com autenticidade na vida e na carreira. Estruturado a partir de mais de 13 anos de experiência (como profissional autônoma e celetista) e que utiliza ferramentas e técnicas de autoconhecimento e  inteligência emocional para garantir resultados sólidos e mensuráveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contatos:</strong> (19) 98456-5566 (Whatsapp disponível de segunda á sexta das 09h às 19h) ou pelo e-mail nataliacceara@gmail.com<br />
<strong>Mídias:</strong><br />
Instagram: @natceara<br />
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/nat%C3%A1lia-cear%C3%A1-a3419330/</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Referências Bibliográficas: </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1- <a style="color: #000000;" href="http://drauziovarella.com.br/letras/e/transtorno-do-estresse-pos-traumatico/">http://drauziovarella.com.br/letras/e/transtorno-do-estresse-pos-traumatico/</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2- Psychiatry Res. 1998; 81: 179-193. Epidemiological and Phenomenological Aspects of Post-Traumatic Stress Disorder Michael Maes;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3- <a style="color: #000000;" href="http://www.minhavida.com.br/saude/temas/transtorno-do-estresse-pos-traumatico">http://www.minhavida.com.br/saude/temas/transtorno-do-estresse-pos-traumatico</a> &#8211; Pérsio Ribeiro Gomes de Deus, psiquiatra, diretor técnico de saúde do Hospital Psiquiátrico da Água Funda e médico credenciado pelo Hospital Albert Einstein (CRM-SP: 31.656)</span></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://bemvivermais.com/tept/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
