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	<title>Transtorno &#8211; Bem Viver Mais</title>
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	<description>Psicoterapia Online</description>
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	<title>Transtorno &#8211; Bem Viver Mais</title>
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		<title>Transtorno de ansiedade social: o que é isso e como lidar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Aug 2018 20:30:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Distúrbios emocionais]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade social]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[fobia social]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[sociofobia]]></category>
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					<description><![CDATA[Ficar ansioso antes de um encontro, uma entrevista de trabalho ou uma apresentação é normal e faz parte do cotidiano, mas o que fazer quando essa ansiedade se torna excessiva e se estende até para as atividades diárias mais corriqueiras, como fazer um pedido para o garçom ou comer em público? É o caso de&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ficar ansioso antes de um encontro, uma entrevista de trabalho ou uma apresentação é normal e faz parte do cotidiano, mas o que fazer quando essa ansiedade se torna excessiva e se estende até para as atividades diárias mais corriqueiras, como fazer um pedido para o garçom ou comer em público?</p>
<p style="text-align: justify;">É o caso de quem sofre do transtorno de ansiedade social, também chamada de fobia social ou sociofobia. Trata-se de medo, preocupação e <span id="more-1029"></span>ansiedade excessivos relacionados às interações e situações sociais. Só o fato de estar em um ambiente com outras pessoas já provoca incômodo e aflição.</p>
<p style="text-align: justify;">A fobia social é mais comum do que se imagina. Aprofunde seus conhecimentos sobre a ansiedade social com as informações a seguir.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Quais são os sintomas?</h3>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas se dividem entre físicos, comportamentais e emocionais. O indivíduo pode se sentir vigiado e muito desconfortável ao compartilhar o mesmo ambiente ou interagir, temendo ser julgado e vivenciar situações constrangedoras; pode evitar até mesmo comer e trabalhar na presença de outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Conheça os sintomas mais comuns!</p>
<h3 style="text-align: justify;">Físicos</h3>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Apresentar tremedeira e náuseas;</li>
<li>sensação de desmaio;</li>
<li>diarreia e dor abdominal;</li>
<li>dor de cabeça;</li>
<li>tensão muscular;</li>
<li>batimentos cardíacos acelerados;</li>
<li>mãos suadas e frias;</li>
<li>garganta e boca secas;</li>
<li>suor em excesso;</li>
<li>rubor na face.</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;">Comportamentais</h3>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Evitar contato visual;</li>
<li>evitar a todo custo ser o centro das atenções, seja deixando de ir a certos eventos sociais ou evitando falar sobre qualquer coisa;</li>
<li>ficar confuso e atrapalhado;</li>
<li>hesitar e gaguejar ao falar, soar trêmulo;</li>
<li>locomover-se ou gesticular de forma pouco natural;</li>
<li>evitar lugares cheios onde, geralmente, há interações sociais.</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;">Emocionais</h3>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Sentir um medo irracional ao pensar que vai interagir com outras pessoas, especialmente desconhecidos ou indivíduos que ocupem posições superiores à ele;</li>
<li>perceber que está ansioso e ficar ainda mais ansioso e apavorado por não conseguir conter o medo e a preocupação;</li>
<li>medo excessivo de ser julgado, criticado, analisado, humilhado, passar vergonha e ser expor ao ridículo;</li>
<li>enfrentar um ciclo vicioso em que se sente extremamente ansioso e preocupado antes das situações sociais e libera uma onda de pensamentos negativos direcionados a si mesmo que são reforçados durante e após as interações sociais;</li>
<li>baixa autoestima e relacionamento intra e interpessoais deficientes.</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;">Quais são as causas?</h3>
<p style="text-align: justify;">O transtorno de ansiedade social se manifesta com mais frequência durante a adolescência, mas pode aparecer em qualquer fase da vida. Caso não seja tratada, tende a piorar com o tempo e levar ao isolamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns fatores podem contribuir para que uma pessoa desenvolva a fobia social. Entre eles: pais que sofrem do mesmo problema, vivenciar situações de humilhação, rejeição e bullying durante a infância, traumas relacionados a abusos sexuais e emocionais, entre outras experiências negativas.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Como é feito o diagnóstico?</h3>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Para realizar o diagnóstico, o médico pode pedir ao paciente que responda a um questionário que aborde os sintomas e frequência com que se repetem. Os sintomas físicos que o paciente apresenta, fazem com que o profissional da saúde em questão solicite outros tipos de exames para excluir problemas de saúde de ordem física e comprovar se os sintomas apresentados realmente derivam de fenômenos psicológicos e emocionais.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Como a fobia social é tratada?</h3>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Os tratamentos disponíveis podem aumentar consideravelmente a qualidade de vida do paciente. A psicoterapia é uma possibilidade, mas há também os medicamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Na psicoterapia há diferentes técnicas que tem por objetivo reeducar a percepção que o paciente tem de si e dos outros e treinar a exposição e interação social. Entre elas podemos citar a terapia cognitiva comportamental, dissolução gradual das distorções cognitivas e o treinamento de habilidades sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto aos medicamentos, podem ser receitados ansiolíticos e antidepressivos; em situações mais severas também se pode fazer uso de anticonvulsivantes e betabloqueadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Gostou deste artigo? Então, compartilhe essas informações nas redes sociais. Seus amigos também podem se interessar pelo assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
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		<title>Psicopata: Você provavelmente já conheceu algum!</title>
		<link>https://bemvivermais.com/psicopata-voce-provavelmente-ja-conheceu-algum/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2017 14:55:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Fundamentais]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos de Personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[perigo]]></category>
		<category><![CDATA[personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[psicopata]]></category>
		<category><![CDATA[psicopatia]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno]]></category>
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					<description><![CDATA[Muito provavelmente a concepção que muitas pessoas fazem do que é um psicopata ainda tem muita relação com o que se vê em filmes: assassinos de todos os tipos, criminosos inescrupulosos e por aí vai&#8230; Essa concepção não está totalmente incorreta, porém com certeza está incompleta! Sim, a maior parte dos criminosos tem traços ou&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Muito provavelmente a concepção que muitas pessoas fazem do que é um psicopata ainda tem muita relação com o que se vê em filmes: assassinos de todos os tipos, criminosos inescrupulosos e por aí vai&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Essa concepção não está totalmente incorreta, porém com certeza está incompleta!</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, a maior parte dos criminosos tem traços ou são realmente psicopatas, mas existem muitos que cometem, por exemplo, crimes passionais (movidos à vingança, à raiva ou ódio), em legítima defesa, enfim&#8230;Existem pessoas que cometem grandes erros através do que sentem. E essa é a grande e principal diferença entre<span id="more-598"></span> quem é psicopata e quem não é.</p>
<p style="text-align: justify;">O psicopata ou as pessoas que têm traços de alguma psicopatia não ligam suas emoções aos outros ou à suas vítimas. Ou seja, eles não são capazes de sentir empatia alguma. Se demonstram alguma espécie de sentimento ou preocupação pelo outro, trata-se sempre de pura manipulação das situações (sempre tentando tirar proveito ou conseguir o que deseja), uma dissimulação para chegar aos seus objetivos, quaisquer que sejam. Por isso muitas vezes nos assustamos com o temperamento e ações consideradas frias e calculistas. Os psicopatas não sentem piedade alguma de suas vítimas, semelhantes etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossa grande surpresa reside em saber que psicopatas nem sempre se tornam criminosos, homicidas, ou até mesmo aparentam ter algum perfil sombrio, maldoso, nem nada disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo artigo de 2008 da renomada revista <em>Scientific American</em> (no Brasil vendida como <strong>Mente cérebro</strong>), encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. Com freqüência adotam comportamentos irresponsáveis sem razão aparente, exceto pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio. Os psicopatas não sentem culpa. Nos relacionamentos amorosos são insensíveis e detestam compromisso. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos.</p>
<div class="conteudo" style="text-align: justify;">
<p>Não é de surpreender, portanto, que haja um grande número de psicopatas nas prisões. Estudos indicam que cerca de 25% dos prisioneiros americanos se enquadram nos critérios diagnósticos para psicopatia. No entanto, as pesquisas sugerem também que uma quantidade considerável dessas pessoas está livre. Alguns pesquisadores acreditam que muitos sejam bem-sucedidos profissionalmente e ocupem posições de destaque na política, nos negócios ou nas artes.</p>
<p>Especialistas garantem que a maioria dos psicopatas é homem, mas os motivos para esta desproporção entre os sexos são desconhecidos. A freqüência na população é aparentemente a mesma no Ocidente e no Oriente, inclusive em culturas menos expostas às mídias modernas.</p>
<p>O instrumento mais usado entre os especialistas para diagnosticar a psicopatia é o teste Psychopathy checklist-revised (PCL-R), desenvolvido pelo psicólogo canadense Robert D. Hare, da Universidade da Colúmbia Britânica. O método inclui uma entrevista padronizada com os pacientes e o levantamento do seu histórico pessoal, inclusive dos antecedentes criminais. O PCL-R revela três grandes grupos de características que geralmente aparecem sobrepostas, mas podem ser analisadas separadamente: deficiências de caráter (como sentimento de superioridade e megalomania), ausência de culpa ou empatia e comportamentos impulsivos ou criminosos (incluindo promiscuidade sexual e prática de furtos).</p>
</div>
<div class="conteudo" style="text-align: justify;">
<h3 class="conteudo"><strong>Três mitos:</strong></h3>
<p class="conteudo">Apesar das pesquisas realizadas nas últimas décadas, três grandes equívocos sobre o conceito de psicopatia persistem entre os leigos. O primeiro é a crença de que todos os psicopatas são violentos.</p>
<p>Estudos coordenados por diversos pesquisadores, entre eles o psicólogo americano Randall T. Salekin, da Universidade do Alabama, indicam que, de fato, é comum que essas pessoas recorram à violência física e sexual. Além disso, alguns serial killers já acompanhados manifestavam muitos traços psicopáticos, como a capacidade de encantar o interlocutor desprevenido e a total ausência de culpa e empatia. No entanto, a maioria dos psicopatas não é violenta e grande parte das pessoas violentas não é psicopata.</p>
<p>Dias depois do incidente da Universidade Virginia Tech, em 16 de abril de 2007, em que o estudante Seung-Hui Cho cometeu vários assassinatos e depois se suicidou, muitos jornalistas descreveram o assassino como “psicopata”. O rapaz, porém, exibia poucos traços de psicopatia. Quem o conheceu descreveu o jovem como extremamente tímido e retraído.</p>
<div class="conteudo">Infelizmente, a quarta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-IV-TR) reforça ainda mais a confusão entre psicopatia e violência. Nele o transtorno de personalidade anti-social (TPAS), caracterizado por longo histórico de comportamento criminoso e muitas vezes agressivo, é considerado sinônimo de psicopatia. Porém, comprovadamente há poucas coincidências entre as duas condições.<br />
O segundo mito diz que todos os psicopatas sofrem de psicose. Ao contrário dos casos de pessoas com transtornos psicóticos, em que é freqüente a perda de contato com a realidade, os psicopatas são quase sempre muito racionais. Eles sabem muito bem que suas ações imprudentes ou ilegais são condenáveis pela sociedade, mas desconsideram tal fato com uma indiferença assustadora. Além disso, os psicóticos raramente são psicopatas.O terceiro equívoco em relação ao conceito de psicopatia está na suposição de que é um problema sem tratamento. No seriado Família Soprano, dra. Melfi, a psiquiatra que acompanha o mafioso Tony Soprano, encerra o tratamento psicoterápico porque um colega a convence de que o paciente era um psicopata clássico e, portanto, intratável. Diversos comportamentos de Tony, entretanto, como a lealdade à família e o apego emocional a um grupo de patos que ocuparam a sua piscina, tornam a decisão da terapeuta injustificável.Embora os psicopatas raramente se sintam motivados para buscar tratamento, uma pesquisa feita pela psicóloga Jennifer Skeem, da Universidade da Califórnia em Irvine, sugere que essas pessoas podem se beneficiar da psicoterapia como qualquer outra. Mesmo que seja muito difícil mudar comportamentos psicopatas, a terapia pode ajudar a pessoa a respeitar regras sociais e prevenir atos criminosos.</div>
</div>
<div class="conteudo"></div>
<div class="conteudo">
<p style="text-align: justify;"><strong>Autora: Natália Ceará &#8211; Psicóloga, Palestrante &amp; Criadora do curso Autêntica-Mente</strong>, cujo intuito é que você performe com autenticidade na vida e na carreira. Estruturado a partir de mais de 13 anos de experiência (como profissional autônoma e celetista) e que utiliza ferramentas e técnicas de autoconhecimento e  inteligência emocional para garantir resultados sólidos e mensuráveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contatos:</strong> (19) 98456-5566 (Whatsapp disponível de segunda á sexta das 09h às 19h) ou pelo e-mail nataliacceara@gmail.com<br />
<strong>Mídias:</strong><br />
Instagram: @natceara<br />
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/nat%C3%A1lia-cear%C3%A1-a3419330/</p>
</div>
<h3 class="conteudo" style="text-align: justify;">Referências:</h3>
<div class="conteudo" style="text-align: left;"><strong>1)</strong> Artigo &#8220;O que é um psicopata?&#8221;. Autores: Scott O. Lilienfeld e Hal Arkowitz. Revista Mente cérebro (Scientific American). 2008. <strong>Link:</strong> http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/o_que_e_um_psicopata_.html</div>
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			</item>
		<item>
		<title>TDA/TDAH em 5 tópicos: O que você realmente precisa entender!</title>
		<link>https://bemvivermais.com/o-que-voce-realmente-precisa-entender-sobre-deficit-de-atencao-e-hiperatividade-tdatdah-em-5-topicos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2016 17:50:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos Neurológicos]]></category>
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					<description><![CDATA[Procure ler este texto até o fim&#8230;Há uma mensagem muito importante ao final dele que vale para todos! 1. O que é o TDAH? O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas predominantemente genéticas, que aparece na infância e, frequentemente, acompanha o indivíduo por toda a sua vida.&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Procure ler este texto até o fim&#8230;Há uma mensagem muito importante ao final dele que vale para todos!</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>1. O que é o TDAH?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas predominantemente genéticas, que aparece na infância e, frequentemente, acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de instabilidade de atenção, inquietude e impulsividade, questões que são facilmente notadas, contudo, que precisam de análise médica e psicológica através de exames, avaliações e testes, para comprovar se há realmente disfunção neurológica. É reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como nos Estados Unidos, crianças com TDAH recebem tratamento diferenciado na escola, uma questão apoiada pela legislação do país.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>2. Por que o TDAH gera tanta confusão?</strong></h3>
<p><span id="more-364"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas afirmam que o TDAH não existe ou que é uma invenção médica ou da indústria farmacêutica, pois estes visam lucros com o seu tratamento. Também existem profissionais que nunca pesquisaram de fato algo sobre o tema mas fazem afirmações contraditórias  e pessoais com relação ao transtorno, gerando dúvidas e alarmando pessoas sem necessidade. Além disso, o erro que ocorre com maior frequência, sem a menor sombra de dúvida, são os diagnósticos mal realizados, rotulando muitas pessoas (entre crianças e adolescentes) que, na verdade, podem não ter problema algum no aprendizado, sendo apenas agitadas por sua natureza e personalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O importante é ressaltar que o transtorno <strong>exige um diagnóstico preciso</strong>, realizado por profissionais especializados (como neurologistas e psiquiatras).</p>
<p style="text-align: justify;">Caso o diagnóstico seja confirmado, o tratamento deve ser iniciado combinando-se essas três frentes simultaneamente:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Farmacológica:</strong> medicamentos adequados que serão administrados por tempo determinado, adaptando as dosagens para as necessidades de cada criança/adolescente/adulto);</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Psicopedagógica (no caso das crianças e adolescentes)</strong>: atividades psicopedagógicas para desenvolver funções importantes como memória, raciocínio lógico, tomada de decisão, entre outras, aprimorando o potencial de aprendizado dessas crianças;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Psicoterapêutica:</strong> Tanto na infância como na vida adulta a psicoterapia poderá ajudar bastante no fortalecimento da autoestima, nos relacionamentos diários, ao enfrentar problemas na escola (como o bullying por exemplo), na empresa etc, para que o indivíduo possa lidar melhor e mais facilmente com sua maneira de agir e pensar, agitação mental/física e dificuldades na concentração.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>3. O TDAH é comum?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">É o transtorno mais comum entre crianças e adolescentes encaminhados para serviços especializados. Ele ocorre em 3 a 5% das crianças, em várias regiões diferentes <strong>do mundo</strong> em que já foi pesquisado. Em mais de 50% dos casos o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>4. Quais são os principais sintomas de TDAH?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>Instabilidade na atenção: </strong>Dificuldade de concentrar-se ou de manter-se concentrado por certo período de tempo em uma determinada atividade/tarefa. Dispersa com muita facilidade e o grau de atenção geralmente não é o suficiente, parecendo sempre estar com outros pensamentos que competem com aquela atividade atual. Com exceção de atividades que despertam paixão e muito interesse nesses indivíduos, podendo passar muitas horas focadas numa mesma tarefa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Hiperatividade (mental e física) e impulsividade: </strong>Os pensamentos e o raciocínio são sempre acelerados e mais rápidos do que das outras pessoas (hiperatividade mental).<strong> </strong>Em alguns casos, percebe-se também uma<strong> </strong>dificuldade em ficar parado no mesmo local, por certo tempo, fazendo uma mesma atividade ou aguardando por qualquer coisa ou pessoa (hiperatividade física), o que reflete bastante em sua comunicação e relacionamento interpessoal, pois apresenta uma euforia aumentada e descontextualizada, além de frequentemente “cortar” a fala das pessoas, não dando o espaço necessário para a correta interpretação dos fatos e falas ao seu redor.</p>
<p style="text-align: justify;">Há também uma parcial ou total ausência de planejamento ou análise antes de falar, optar por algo ou tomar uma atitude (impulsividade). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade física e impulsividade que as meninas, contudo, <strong>todos sempre apresentarão os sinais da instabilidade da atenção e a hiperatividade mental</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Em adultos há a dificuldade de concentração ou a instabilidade da atenção, como já explicado acima, bem como alguns problemas de memória recente e no planejamento das atividades bem como na administração do tempo. São pessoas predominantemente inquietas e têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e o quanto este afeta os demais.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>5. O que causa o TDAH?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Estudos científicos mostram que os indivíduos com TDAH têm alterações na região frontal do cérebro e também nas suas conexões. A região frontal  do cérebro é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela regulação do nosso comportamento (isto é, controlar ou frear comportamentos), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.</p>
<p style="text-align: justify;">A alteração que existe nesta região cerebral do indivíduo com TDAH é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores. Nesses casos há rebaixamento na produção de alguns deles, principalmente da dopamina e noradrenalina, que passam informação entre as células nervosas (neurônios), gerando nossos pensamentos, memórias e comportamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros estudos sugerem que o fator genético (hereditariedade) pode ser uma das causas, já que a maioria dos casos estudados apresentavam histórico do transtorno em familiares.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Substâncias ingeridas na gravidez:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tem-se observado que a nicotina e o álcool, quando ingeridos durante a gravidez, podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, incluindo-se a região frontal citada acima. Pesquisas indicam que mães alcoolistas têm mais chance de terem filhos com problemas de hiperatividade e desatenção. É importante lembrar que muitos destes estudos somente nos mostram uma <strong>associação/relação</strong> entre estes fatores, mas não uma relação direta de causa e efeito.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Recado de suma importância:</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Os indivíduos com TDAH precisam ser aceitos e muito amados, pois eles são simplesmente o fruto de um funcionamento diferente de seu cérebro (uma questão orgânica e neurológica), onde seu raciocínio e seus pensamentos não ocorrem com os mesmos filtros e na mesma velocidade que das outras pessoas, mas sim, muito mais acelerados. E eles já nascem assim, não tiveram escolha e não têm consciência de como funcionam, apenas agem e fazem as coisas, esperando a compreensão alheia, o amor e a aceitação, <strong>como qualquer outra pessoa.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Déficit” torna-se até um termo cruel para designá-los, visto que, nos assuntos em que o TDA/TDAH domina e tem paixão, ele poderá ficar focado quase que um dia todo, realizando uma mesma tarefa (chama-se hiper-foco, veja mais no vídeo da nossa <strong><a href="https://bemvivermais.com/videos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">galeria</a>,</strong> intitulado “Entrevista com a psiquiatra Ana Beatriz Silva”). Ou seja, ainda bem que somos todos bem diferentes! Uns especialistas nisso, outros naquilo, uns tem facilidade em estudar, outros em tocar guitarra, porém, todos merecemos respeito e aceitação! Afinal, juntos formamos o quebra-cabeça imenso e complexo chamado humanidade!</p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-366 size-full" src="https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2016/08/oficina-temas-transversais-e-diversidade.jpg" alt="oficina-temas-transversais-e-diversidade" width="1024" height="768" srcset="https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2016/08/oficina-temas-transversais-e-diversidade.jpg 1024w, https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2016/08/oficina-temas-transversais-e-diversidade-300x225.jpg 300w, https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2016/08/oficina-temas-transversais-e-diversidade-768x576.jpg 768w, https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2016/08/oficina-temas-transversais-e-diversidade-600x450.jpg 600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Espero que tenha gostado do texto e do recado que tentei repassar! Volte sempre, pois temos conteúdo novo toda sexta! Aproveite para compartilhar esse post nas suas redes sociais e com quem desejar! Muito obrigada! Abraço forte!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dados do Transtorno: </strong><a href="http://www.tdah.org.br/sobre-tdah/o-que-e-o-tdah.html">http://www.tdah.org.br/sobre-tdah/o-que-e-o-tdah.html</a> &#8211; Texto adaptado e resumido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autora: Natália Ceará &#8211; Psicóloga, Palestrante &amp; Criadora do curso Autêntica-Mente</strong>, cujo intuito é que você performe com autenticidade na vida e na carreira. Estruturado a partir de mais de 13 anos de experiência (como profissional autônoma e celetista) e que utiliza ferramentas e técnicas de autoconhecimento e  inteligência emocional para garantir resultados sólidos e mensuráveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contatos:</strong> (19) 98456-5566 (Whatsapp disponível de segunda á sexta das 09h às 19h) ou pelo e-mail nataliacceara@gmail.com<br />
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