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	<title>Arquivo de Transtorno de personalidade - Bem Viver Mais</title>
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	<description>Psicoterapia Online</description>
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	<title>Arquivo de Transtorno de personalidade - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Dependência emocional: 5 formas para ser menos dependente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Mar 2017 18:36:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos de Personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[amor proprio]]></category>
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					<description><![CDATA[A dependência emocional acontece quando alguém depende de outro para ser feliz, para se sentir bem, para se sentir amada, para tomar suas próprias decisões. Pode ser um sofrimento leve e quase imperceptível ou até um transtorno mental que exige tratamento. O começo da mudança acontece quando a pessoa consegue se valorizar. Como diz Osho:&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A dependência emocional acontece quando alguém depende de outro para ser feliz, para se sentir bem, para se sentir amada, para tomar suas próprias decisões. Pode ser um sofrimento leve e quase imperceptível ou até um transtorno mental que exige tratamento. O começo da mudança acontece quando a pessoa consegue se valorizar. Como diz Osho: “Se você é capaz de ser feliz quando está sozinho, você aprendeu o segredo de ser feliz”.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O que é dependência emocional?</h2>
<p style="text-align: justify;">Segundo a Mental Health America, uma associação americana sem fins lucrativos, “a co-dependência ou a dependência emocional é uma condição emocional ou comportamental que afeta a habilidade do indivíduo<span id="more-591"></span> de ter um relacionamento saudável e mutualmente satisfatório”. Por esta definição, começamos a ver que a dependência emocional terá impactos negativos não só para a pessoa que sofre, mas também para o seu parceiro ou parceira.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma definição mais clara e ligada à psicologia diz que a co-dependência ou a dependência emocional é “uma condição psicológica ou um relacionamento no qual a pessoa é controlada ou manipulada por outra que é afetada por uma condição patológica”. Neste sentido, a dependência emocional já poderia ser considerada uma condição patológica, que exige cuidados e tratamento. Nem sempre é o caso, porém, é importante considerar a possibilidade de se tratar de um transtorno mental. Segundo o DSM-5, os critérios diagnósticos para o Transtorno de Personalidade Dependente são:</p>
<h2 style="text-align: justify;">Transtorno de Personalidade Dependente – DSM-5</h2>
<p style="text-align: justify;">Uma necessidade difusa e excessiva de ser cuidado que leva a comportamentos de submissão e apego que surge no início da vida adulta e esta´presenta em vários contextos, conforme indicado por cinco (ou mais) dos seguintes:</p>
<p style="text-align: justify;">1) Tem dificuldades em tomar decisões cotidianas sem uma quantidade excessiva de conselhos e reasseguramento de outros.</p>
<p style="text-align: justify;">2) Precisa que outros assumam responsabilidade pela maior parte das principais áreas de sua vida</p>
<p style="text-align: justify;">3) Tem dificuldade em manifestar desacordo com outros devido a medo de perder apoio ou aprovação (Nota: não incluir os medos reais de retaliação).</p>
<p style="text-align: justify;">4) Apresenta dificuldade em iniciar projetos ou fazer coisas por conta própria (devido a falta de autoconfiança em seu julgamento ou em suas capacidade do que a falta de motivação ou energia).</p>
<p style="text-align: justify;">5) Vai a extremos para obter carinho e apoio de outros, a ponto de voluntariar-se para fazer coisas desagradáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">6) Sente-se desconfortável ou desamparo quando sozinho devido a temores exagerados de ser incapaz de cuidar de si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">7) Busca com urgência outro relacionamento como fonte de cuidado e amparo logo após término de um relacionamento íntimo.</p>
<p style="text-align: justify;">8) Tem preocupações irreais com medos de ser abandonado à própria sorte.</p>
<h2 style="text-align: justify;">5 formas para se tornar menos dependente</h2>
<p style="text-align: justify;">Sendo ou não um transtorno mental, exigindo ou não um tratamento mais especializado, as dicas a seguir podem ajudar qualquer um a ser menos dependente e <strong>t<strong>ambém</strong></strong> a diminuir o sofrimento causado pela dependência.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1) Consciência da dependência emocional</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A consciência da dependência emocional é o primeiro passo para começar a superar os sentimentos. Sem ter consciência do que está acontecendo, tudo vai continuar como está e o sofrimento tenderá a continuar. Ao passo que se uma mudança for buscada, ela pode ocorrer com o aumento da autoestima, da autovalorização e com a ajuda da psicoterapia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2) Reconheça o seu valor</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Reconheça o seu valor-próprio e trabalhe para aumentar a autoestima, que pode ser melhorada com o foco em pensamentos positivos sobre si mesmo, percebendo suas limitações bem como suas conquistas, estabelecendo metas e objetivos, ajudando outros e fazendo o que te faz sentir bem. Aceite as suas decisões e observe a sua capacidade de fazer o que é melhor para você e busque ajuda se precisar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3) Perceba que você tem o controle de si</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Perceba que você tem o controle de si, incluindo seus sentimentos, emoções e ações. Algumas vezes acontecem eventos na vida que são incontroláveis, mas você precisa perceber o que você pode controlar. Não permita que outra pessoa controle o caminho que você deve seguir.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4) Reconheça as suas necessidades emocionais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Reconheça as suas necessidades emocionais e não dependa de uma única pessoa. Ou seja, trabalhe para construir uma rede de relacionamentos (amizades, colegas, familiares) e também considere a importância de fazer terapia. Afinal, na terapia podemos falar coisas que não falaríamos em outros tipos de relacionamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5) Não programe o seu dia-a-dia dependendo da outra pessoa</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Perceba que você também possui necessidades que são importantes e você precisa ter controle da sua própria vida e fazer as suas coisas independente dos outros. Você pode se comprometer e reconhecer as necessidades do outro, mas você tem que se lembrar igualmente que você tem que viver sua vida além do relacionamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A vida é mais bonita com amor, mas é mais saudável quando estamos bens com nós mesmos. Não podemos manter uma relação sã se não nos desenvolvermos como pessoas. <strong>Quando você ama a si mesmo e não precisa de mais ninguém, é quando está preparado para amar os outros de maneira saudável. </strong>Todos gostariam de ter o par ideal, uma pessoa para amar… Mas <strong>uma coisa é “necessitar”, e outra muito diferente é “desejar”. </strong>Quando você necessita, não dá certo pois você não ama a si mesmo e, assim não poderá amar os demais de maneira madura e saudável. <strong>Devemos aprender a aproveitar a vida sozinhos.</strong> Há inúmeras coisas a se fazer! Desenvolva suas habilidades, cultive seu futuro, dedique tempo aos hobbies, faça amizades, viaje, olhe ao seu redor e aproveite as pequenas coisas. E acima de tudo, <strong>cuide e ame a si mesmo como você merece.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Espero que de alguma forma você tenha percebido questões importantes com esse texto e passe a analisar como se sente e como está agindo com relação à tudo isso. Se gostou, compartilhe nas suas redes! Pode ter mais pessoas interessadas!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
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		<title>Transtorno de Personalidade Narcisista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2016 18:52:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Fundamentais]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos de Personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Narcisismo]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno de personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[O termo narcisismo provém da Mitologia Grega, que narra a história de Narciso, um jovem muito bonito que desprezou o amor da ninfa Eco e por isso foi condenado a apaixonar-se por sua própria imagem espelhada na água. Este amor impossível levou Narciso à morte, afogado em seu reflexo. O narcisismo, portanto, retrata a tendência do indivíduo&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O termo <strong>narcisismo</strong> provém da Mitologia Grega, que narra a história de Narciso, um jovem muito bonito que desprezou o amor da ninfa Eco e por isso foi condenado a apaixonar-se por sua própria imagem espelhada na água. Este amor impossível levou Narciso à morte, afogado em seu reflexo. O narcisismo, portanto, retrata a tendência do indivíduo de alimentar uma paixão por si mesmo. Segundo Freud, isso acontece com todos até um certo ponto, a partir do qual deixa de ser saudável e se torna doentio, conforme os parâmetros psicológicos e psiquiátricos.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas vezes a palavra “narcisismo” é utilizada <span id="more-461"></span>no senso comum de maneira pejorativa, para designar um excesso de apreço por si mesmo. Para a psicanálise, trata- se de um aspecto fundamental para a constituição do sujeito. Um tanto de amor por si é necessário para confirmar e sustentar a autoestima, mas o exagero é sinal de fixação numa identificação vivida na infância.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1899, Paul Näcke inseriu esta palavra na esfera psiquiátrica para introduzir um novo tipo de perversão – o amor pela própria imagem. Mencionada por Freud pela primeira vez em seus escritos em 1909, o termo é apresentado como uma fase própria do desenvolvimento humano, quando se realiza a passagem do autoerotismo, do prazer centrado no próprio corpo, para o reconhecimento e a busca do amor em outros objetos – diferentes de si. Passagem importante e cheia de inquietações já que implica a saída da gratificação por aquilo que é efeito apenas da própria imagem – “Narciso só reconhece o que é espelho” – para a realização de uma das conquistas mais importantes da cultura: a possibilidade de viver, aceitar e trabalhar com a alteridade e, portanto, com as diferenças.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Freud, os narcisistas incidem sobre si mesmos a escolha do objeto sexual, projetando sobre seus parceiros características que são próprias de sua personalidade, buscando neles pontos que coincidam com sua forma de ser, para que possam amar estas pessoas como foram amados por suas mães.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong> O que é Transtorno de personalidade narcisista?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O transtorno de personalidade narcisista é caracterizado por um padrão invasivo de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia, que começa na idade adulta e está presente em uma variedade de contextos. Indivíduos narcisistas são caracterizados por fantasias irreais de sucesso e senso de serem únicos, hipersensibilidade à avaliação de outros, sentimentos de autoridade e esperam tratamento especial. Frequentemente apresentam sentimento de superioridade, exagero de suas capacidades e talentos, necessidade de atenção, arrogância e comportamentos autorreferentes. Exibem exagerada centralização em si mesmos, geralmente acompanhada de adaptação superficialmente eficaz, adaptam-se às exigências morais do ambiente como preço a pagar pela admiração; porém, tem sérias distorções em suas relações internas com outras pessoas.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Causas:</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Nosso atual conhecimento quanto às causas do transtorno de personalidade narcisista é ainda pequeno e tem muitas incertezas, entretanto está claro que há o envolvimento direto dos componentes da personalidade habitual: constituição corporal, temperamento e caráter. Podemos, de modo mais genérico, entender que a personalidade é composta pela interação de disposições hereditárias e das influências ambientais.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Sintomas:<br />
</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Pacientes com transtorno da personalidade narcisista são muito sensíveis a mágoas por críticas ou derrotas. Muitas vezes não demonstram isso e passam a sentir humilhados, degradados e vazios. Já em alguns casos a reação pode ser de desdém, raiva ou agressivo contra-ataque.</p>
<p style="text-align: justify;">Por vezes essas vivências geram um afastamento social ou esforço enorme para se mostrar humilde a fim de esconder a grandiosidade. As relações interpessoais tipicamente são comprometidas pelos problemas resultantes da presunção, da necessidade de admiração e do relativo desrespeito pela sensibilidade alheia. Embora a ambição e a confiança possam levar a altas realizações, o desempenho pode ser perturbado em virtude da intolerância a críticas ou derrotas.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro aspecto importante é que esses pacientes, mesmo tendo um prejuízo, muitas vezes apresentam condições financeiras elevadas e bons cargos não sendo uma regra a presença de dificuldade laboral.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Diagnóstico:<br />
</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Atualmente utilizamos critérios diagnósticos que devem estar presentes de maneira persistentes desde adolescência, para que o especialista possa dizer realmente que o paciente tem transtorno de personalidade narcisista. Em geral, é preciso que ao menos cinco das características abaixo estejam presentes:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Sentimento grandioso da própria importância. Por exemplo, exagera realizações e talentos, espera ser reconhecido como superior sem realizações comensuráveis</li>
<li>Preocupação com fantasias de ilimitado sucesso, poder, inteligência, beleza ou amor ideal</li>
<li>Crença de ser &#8220;especial&#8221; e único e de que somente pode ser compreendido ou deve associar-se a outras pessoas (ou instituições) especiais ou de condição elevada</li>
<li>Exigência de admiração excessiva</li>
<li>Sentimento de intitulação, ou seja, possui expectativas irracionais de receber um tratamento especialmente favorável ou obediência automática às suas expectativas</li>
<li>Explorador em relacionamentos interpessoais, isto é, tira vantagem de outros para atingir seus próprios objetivos</li>
<li>Ausência de empatia: reluta em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e necessidades alheias</li>
<li>Frequentemente sente inveja de outras pessoas ou acredita ser alvo da inveja alheia</li>
<li>Comportamentos e atitudes arrogantes e insolentes.</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Tratamento:<br />
</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Não existe um tratamento farmacológico especifico para o transtorno da personalidade narcisista e apenas são empregados medicamentos para tratamento dos transtornos comorbidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em geral, é feita psicoterapia em que ocorre: exame do significado do sucesso; consciência de limites e perspectiva dos outros; exame das crenças sobre valor pessoal e emoções e desenvolvimento de alternativas construtivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Gostaram? Então, compartilhem esse texto! E voltem sempre, pois toda semana temos conteúdos novos! Um grande abraço!</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
					
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		<title>Transtorno de Personalidade Borderline: uma tempestade de emoções!</title>
		<link>https://bemvivermais.com/transtorno-de-personalidade-borderline-uma-tempestade-de-emocoes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Oct 2016 16:23:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Fundamentais]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos de Personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Borderline]]></category>
		<category><![CDATA[Impulsividade]]></category>
		<category><![CDATA[Instabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sensação de abandono]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno de personalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O que é Transtorno de personalidade borderline? O Transtorno de Personalidade Borderline é uma condição mental grave e complexa cujos sintomas instáveis e pungentes podem invadir o indivíduo de modo súbito, caótico, avassalador e desenfreado. Os critérios diagnósticos de Transtorno de Personalidade Borderline segundo o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª Ed.&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>
<h3><strong>O que é Transtorno de personalidade borderline?</strong></h3>
</li>
</ul>
<p>O Transtorno de Personalidade Borderline é uma condição mental grave e complexa cujos sintomas instáveis e pungentes podem invadir o indivíduo de modo súbito, caótico, avassalador e desenfreado. Os critérios diagnósticos de Transtorno de Personalidade Borderline segundo o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª Ed. 2013) compreendem um padrão de instabilidade das relações interpessoais, da autoimagem e dos afetos e de impulsividade acentuada que surge no começo da vida adulta e está presente em vários contextos.</p>
<p>O termo Transtorno de Personalidade Borderline foi usado pela primeira vez em 1884 e desde então passou por diversos conceitos ao longo dos anos. Originalmente designava um grupo de pacientes que vivia no limite da sanidade (daí o termo limítrofe), ou seja, na fronteira (borda, borderline) entre a neurose e a psicose. Alguns autores da época usavam esse diagnóstico quando havia sintomas neuróticos graves. Foi só na década de 1980 que o diagnóstico da doença se tornou mais preciso. Até então, muitos médicos acreditavam, equivocadamente, que a personalidade de uma pessoa era imutável.</p>
<p>A prevalência média do Transtorno de Personalidade Borderline na população é estimada em 1,6%, embora possa chegar a 5,9%. Essa prevalência é de aproximadamente 6% em contextos de atenção primária, de cerca de 10% entre pacientes de consultórios psiquiátricos e de ambulatórios de saúde mental e por volta de 20% em pacientes psiquiátricos internados. A prevalência do Transtorno de Personalidade Borderline pode diminuir nas faixas etárias mais altas (DSM-5). O Transtorno de Personalidade Borderline é diagnosticado principalmente em pessoas do sexo feminino.</p>
<ul>
<li>
<h3><strong>Causas:</strong></h3>
</li>
</ul>
<p><span id="more-446"></span></p>
<p>As causas e ou fatores envolvidos no surgimento de Transtornos de Personalidade, como o Transtorno de Personalidade Borderline, são vários e abrangem desde a predisposição genética até experiências emocionais precoces e fatores ambientais, com destaque para as situações traumáticas e situações de abuso e negligência. Entenda melhor cada uma delas.</p>
<ul>
<li>Fatores genéticos:</li>
</ul>
<p>Fatores genéticos têm um papel importante. O Transtorno de Personalidade Borderline é cinco vezes mais frequente em parentes biológicos de 1º grau de pessoas com o transtorno do que na população em geral. É relevante a presença de pais borderlines (um ou ambos) na história clínica desses pacientes</p>
<ul>
<li>Instabilidade familiar:</li>
</ul>
<p>Impacto do ambiente familiar no desenvolvimento da criança pode ser um fator causal importante. Cerca de 80% dos pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline veem o casamento de seus pais como muito conflituoso. Muitos desses pacientes passaram por negligência e abusos físicos e sexuais dentro da família. Porém, há pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline com familiares absolutamente comuns, sem nada de anormal.</p>
<p>Também há aumento do risco de Transtorno de Personalidade Borderline quando existe na família, o pai e ou mãe com transtorno por uso de substância, Transtorno de personalidade antissocial e transtorno depressivo ou <a href="http://www.minhavida.com.br/saude/temas/transtorno-bipolar">transtorno bipolar</a>.</p>
<p>O Transtorno de Personalidade Borderline seria também a consequência de uma educação muito autoritária, onde pais rígidos sempre imporiam seus desejos. Com o tempo as tentativas   de autoafirmação da criança sucumbiriam aos desejos dos pais e ela se habituaria a se submeter sempre aos pais, desenvolvendo dúvidas sobre a própria capacidade e vergonha pelos seus fracassos. Aos poucos a criança iria parando de tentar expressar as suas vontades podendo levar a falhas na clarificação psíquica de si e do outro.</p>
<ul>
<li>
<h3><strong>Sintomas:</strong></h3>
</li>
</ul>
<p>Indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline se caracterizam especialmente por sofrerem grande instabilidade emocional, desregulação afetiva excessiva, sentimentos intensos e polarizados do tipo “tudo ótimo e tudo péssimo” ou “eu te adoro e eu te odeio”, angústia de abandono, percepção de invasão do self, entre outros, que não raro geram comportamentos impulsivos perigosos sendo comum a presença recorrente de atos autolesivos, tentativas de suicídio e sentimentos profundos de vazio e tédio. O início do transtorno pode ocorrer na adolescência ou na idade adulta e o uso dos recursos de saúde e saúde mental é expressivo nesses pacientes.</p>
<p>Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline são verdadeiros vulcões prontos a explodir a qualquer instante. Elas apresentam alterações súbitas e expressivas de humor e suas relações interpessoais são intensas e instáveis sendo muito difícil o convívio próximo com elas.</p>
<p>Elas temem o abandono real ou temido, com frequência vivenciam sentimento crônico de vazio e reação pungente ao estresse, protagonizando sucessivas ameaças (ou tentativas) de suicídio e automutilação. O modus operandis desses pacientes traz um sofrimento enorme tanto para si próprios como para os que com eles convivem. Uma só palavra mal colocada, uma situação inesperada sem relevância ou uma leve frustração pode levar o borderline a um acesso de raiva e ódio que duram em média poucas horas. Outra característica importante é que o borderline nem sempre sabe lidar com o êxito. É comum que eles abandonem ou destruam seus alvos e metas justo quando a perspectiva de consegui-las é real e próxima.</p>
<p>Veja abaixo os critérios do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais (DSM-V, na sigla inglesa) para que um paciente seja diagnosticado com Transtorno de Personalidade Borderline:</p>
<ul>
<li>Esforços desesperados para evitar abandono real ou imaginário;</li>
<li>Padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização;</li>
<li>Perturbação da identidade: instabilidade acentuada e persistente da autoimagem ou da percepção de si mesmo;</li>
<li>Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente autodestrutivas (gastos, sexo, abuso de substância, direção irresponsável, compulsão alimentar);</li>
<li>Recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automutilante;</li>
<li>Instabilidade afetiva devida a uma acentuada reatividade do humor (disforia episódica, irritabilidade ou ansiedade intensa com duração geralmente de poucas horas e apenas raramente de mais de alguns dias);</li>
<li>Sentimentos crônicos de vazio;</li>
<li>Raiva intensa e inapropriada ou dificuldade em controlá-la (mostras frequentes de irritação, raiva constante, brigas físicas recorrentes);</li>
<li>Ideação paranoide transitória associada a estresse ou sintomas dissociativos intensos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>
<h3><strong>Diagnostico:</strong></h3>
</li>
</ul>
<p>O diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline é baseado através de uma minuciosa avaliação psiquiátrica feita por profissional de saúde mental qualificado. Muitos profissionais envolvem o paciente no seu próprio diagnóstico na medida em que vão mostrando a ele os critérios diagnósticos e perguntando quais deles os definem plenamente. Este método ajuda o paciente a aceitar melhor o diagnóstico.</p>
<p>É importante lembrar que hoje, o diagnóstico de TBP é feito pela presença de uma coleção de traços e não por um critério isolado. Assim, merece ser destacado no diagnóstico o esforço desesperado que o portador do transtorno faz para evitar o abandono real ou imaginário e a gravidade das alterações das relações interpessoais, na família, escola, trabalho e lazer e, posteriormente, também com os profissionais que se aproximam para oferecer tratamentos.</p>
<p>Mas todo o cuidado é pouco. O psiquiatra que se baseia somente nos sintomas do DSM pode errar. É comum a confusão do Transtorno de Personalidade Borderline com o transtorno bipolar, por exemplo. E além do diagnóstico ser às vezes difícil, o psiquiatra precisa saber lidar com o paciente.</p>
<p>Exame físico e testes de laboratório são recomendáveis para eliminar sintomas possíveis, como problemas de tireoide e abuso de substâncias. Exames de imagem são usados para afastar outras causas.</p>
<ul>
<li>
<h3><strong>Tratamento:</strong></h3>
</li>
</ul>
<p>O tratamento inicial do Transtorno de Personalidade Borderline é a psicoterapia. Ela ajudará o paciente a controlar melhor seus impulsos e entender seu comportamento. Nesse caso, o tratamento foca principalmente as questões do suicídio e da automutilação, além do aprendizado de novas habilidades, como consciência, eficácia interpessoal, cooperação adaptativa nas decepções e crises e na correta identificação e regulação de reações emocionais.</p>
<p>Pode ser feita terapia familiar também, pois em geral a família tende ou a abandonar o paciente ou a se tornar superprotetora. Na maioria dos casos, familiares, amigos e leigos não compreendem como o sofrimento pode levar um indivíduo com Transtorno de Personalidade Borderline a querer se matar. Já os pacientes relatam que a automutilação e o suicídio são maneiras que eles encontraram de extravasar um sofrimento insuportável. Os pais se dizem impotentes e relatam sofrer tanto quanto o paciente.</p>
<p>Os medicamentos têm um papel menor no tratamento de TPB. Mas, em alguns casos, eles podem melhorar a alterações de humor e tratar a depressão ou outros distúrbios que podem ocorrer juntos a esta condição. Deve haver um cuidado especial para que não haja uma confusão entre o borderline e o transtorno bipolar, pois os tratamentos são completamente diferentes.</p>
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<p>Uma ótima semana e um grande abraço!</p>
<p><strong> </strong></p>
<h3><strong>Referências e Fontes:</strong></h3>
<p>1- Site Minha Vida &#8211; http://www.minhavida.com.br/saude/temas/transtorno-de-personalidade-borderline</p>
<p>2- Site Tua Saúde &#8211; https://www.tuasaude.com/sindrome-de-borderline</p>
<p>3- Site Unidade Intermediária de Crise e Apoio à Vida &#8211; http://www.uniica.com.br/artigo/borderline/</p>
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