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	<title>Arquivo de TOC - Bem Viver Mais</title>
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	<title>Arquivo de TOC - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Pensamentos obsessivos: por quê surgem e como controlá-los?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 02:43:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pensamentos obsessivos são ideias, imagens ou impulsos repetitivos e intrusivos que invadem a mente com intensidade e frequência. Para muitas pessoas, eles geram desconforto emocional, ansiedade ou culpa. Por isso, compreender suas origens, identificar seus tipos e aprender estratégias práticas para lidar com eles é fundamental para restabelecer o bem‑estar mental. Neste artigo, vamos explorar o que&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pensamentos obsessivos são ideias, imagens ou impulsos repetitivos e intrusivos que invadem a mente com intensidade e frequência. Para muitas pessoas, eles geram desconforto emocional, ansiedade ou culpa.</p>
<p>Por isso, compreender suas origens, identificar seus tipos e aprender estratégias práticas para lidar com eles é fundamental para restabelecer o bem‑estar mental.</p>
<p>Neste artigo, vamos explorar o que são os pensamentos obsessivos, suas causas, os sintomas mais frequentes, as opções de tratamento e dicas práticas para enfrentá-los no dia a dia. Boa leitura!</p>
<h4></h4>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que são os pensamentos obsessivos?</strong><span id="more-2920"></span></p>
<p>São ideias, imagens ou impulsos que surgem de forma repetitiva e indesejada, gerando desconforto e ansiedade. Assim, eles invadem a mente involuntariamente, mesmo quando a pessoa tenta ignorá-los ou afastá-los.</p>
<p>Esses pensamentos costumam ser percebidos como irracionais ou exagerados, mas ainda assim causam angústia. É comum que envolvam temas como medo de causar mal, preocupações com limpeza, culpa ou dúvidas constantes.</p>
<p>Embora possam ocorrer em situações de estresse, quando se tornam frequentes e incapacitantes, estão frequentemente associados a transtornos como o Transtorno Obsessivo‑compulsivo (TOC).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que causa pensamentos obsessivos?</strong></p>
<p>Os pensamentos obsessivos podem surgir por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Mesmo que qualquer pessoa possa tê-los ocasionalmente, eles se tornam preocupantes quando são frequentes, intensos e interferem na vida diária.</p>
<p>Então, a seguir, destacamos as principais causas:</p>
<ul>
<li>Alterações em neurotransmissores, como a serotonina;</li>
<li>Histórico familiar de transtornos mentais, especialmente ansiedade e TOC;</li>
<li>Traços de personalidade, como perfeccionismo e necessidade de controle;</li>
<li>Dificuldade em lidar com incertezas ou pensamentos negativos;</li>
<li>Experiências de estresse intenso ou eventos traumáticos.</li>
<li>Condições como depressão e transtornos de ansiedade.</li>
</ul>
<p>Além desses fatores, uma das causas mais frequentes é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Nesse caso, os pensamentos obsessivos são recorrentes, intensos e seguidos de comportamentos repetitivos, como checagens ou rituais mentais. Esses comportamentos têm a função de aliviar a angústia provocada pelas obsessões, mas acabam mantendo o ciclo do transtorno.</p>
<p>Portanto, quando os sintomas interferem na rotina ou causam sofrimento ao indivíduo, é fundamental buscar ajuda especializada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são os tipos de pensamentos obsessivos mais comuns?</strong></p>
<p>Os pensamentos obsessivos podem assumir diferentes formas, variando de pessoa para pessoa. No entanto, alguns dos tipos mais frequentes incluem:</p>
<ul>
<li>Medo excessivo de contaminação, germes ou sujeira;</li>
<li>Dúvidas constantes sobre ações do cotidiano, como trancar portas ou desligar aparelhos;</li>
<li>Pensamentos agressivos ou violentos, mesmo sem intenção de agir sobre eles;</li>
<li>Ideias de cunho sexual indesejado, muitas vezes acompanhadas de culpa ou vergonha;</li>
<li>Preocupações exageradas com temas religiosos ou morais;</li>
<li>Necessidade intensa de simetria, ordem ou perfeição;</li>
<li>Medo de causar acidentes ou prejuízos, mesmo sem evidência real;</li>
<li>Pensamentos repetitivos ligados à culpa, arrependimento ou remorso.</li>
</ul>
<p>Esses pensamentos costumam ser acompanhados por um alto nível de ansiedade e, em muitos casos, por comportamentos repetitivos que visam neutralizá-los.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Principais sintomas relacionados aos pensamentos obsessivos</strong></p>
<p>Quando os pensamentos obsessivos se tornam frequentes e intensos, eles costumam provocar uma série de reações emocionais e comportamentais. Esses sintomas variam de pessoa para pessoa, mas alguns sinais são bastante comuns, como:</p>
<ul>
<li>Presença frequente de pensamentos indesejados, repetitivos e angustiantes;</li>
<li>Dificuldade em controlar ou interromper esses pensamentos;</li>
<li>Sensação de que os pensamentos não condizem com a própria vontade ou valores;</li>
<li>Tentativas de neutralizar ou compensar os pensamentos com comportamentos repetitivos;</li>
<li>Ansiedade, culpa ou medo provocados pelas obsessões;</li>
<li>Prejuízo na concentração, no sono ou em atividades cotidianas;</li>
<li>Comprometimento das relações pessoais, profissionais ou acadêmicas;</li>
<li>Isolamento social por vergonha ou medo de julgamento;</li>
<li>Evitação de situações, lugares ou pessoas que possam desencadear os pensamentos;</li>
<li>Cansaço mental por lutar constantemente contra os próprios pensamentos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são os tratamentos para isso?</strong></p>
<p>O tratamento dos pensamentos obsessivos pode envolver diferentes abordagens, dependendo da intensidade dos sintomas e da causa associada. Portanto, o acompanhamento profissional é essencial para definir a estratégia mais adequada.</p>
<p>Entretanto, abaixo, separamos os principais tratamentos utilizados:</p>
<p><strong>1 &#8211; Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)</strong></p>
<p>A TCC é a abordagem mais eficaz para pensamentos obsessivos, pois trabalha a identificação de padrões mentais disfuncionais e a exposição gradual a pensamentos temidos, sem recorrer a comportamentos compulsivos.</p>
<p>Assim, ela ensina o paciente a responder de forma mais saudável às obsessões, promovendo autonomia e redução da ansiedade associada.</p>
<p><strong>2 &#8211; Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT)</strong></p>
<p>A ACT ajuda o paciente a aceitar a presença dos pensamentos obsessivos sem se prender a eles, o que enfatiza o foco em ações baseadas em valores pessoais, mesmo com desconforto emocional.</p>
<p>Além disso, utiliza técnicas de mindfulness para criar uma relação mais flexível com os pensamentos, reduzindo seu impacto na rotina.</p>
<p><strong>3 &#8211; Medicamentos psiquiátricos</strong></p>
<p>Antidepressivos, especialmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), são frequentemente indicados para tratar pensamentos obsessivos e TOC, pois eles atuam na regulação de neurotransmissores ligados à ansiedade.</p>
<p>No entanto, o uso deve ser sempre orientado por um psiquiatra.</p>
<p><strong>4 &#8211; Terapia psicodinâmica</strong></p>
<p>Essa abordagem busca compreender os conflitos emocionais e inconscientes que podem dar origem aos pensamentos obsessivos. Isso ajuda o paciente a elaborar experiências passadas e padrões emocionais repetitivos.</p>
<p>Embora não seja a primeira linha para tratar os pensamentos obsessivos, pode ser útil em casos específicos, com benefícios a longo prazo.</p>
<p><strong>5 &#8211; Técnicas complementares</strong></p>
<p>Práticas como meditação, exercícios físicos, atenção plena e respiração consciente auxiliam no controle da ansiedade e na redução do estresse diário.</p>
<p>São estratégias que não substituem o tratamento principal, mas funcionam como apoio, fortalecendo o bem-estar emocional e ajudando na convivência com pensamentos recorrentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como lidar com os pensamentos obsessivos no dia a dia?</strong></p>
<p>Enfrentar pensamentos obsessivos exige prática e estratégias consistentes. Embora o acompanhamento profissional seja fundamental, algumas atitudes no cotidiano podem ajudar a reduzir o impacto dessas obsessões e a retomar o equilíbrio emocional:</p>
<p><strong>1 &#8211; Reconheça o pensamento sem tentar controlá-lo</strong></p>
<p>Tentar eliminar o pensamento obsessivo costuma piorar a ansiedade. Em vez disso, reconheça que ele está presente e permita que exista sem reagir de forma imediata.</p>
<p>Essa aceitação reduz o impulso de realizar rituais mentais ou evitar situações.</p>
<p><strong>2 &#8211; Evite buscar segurança constante</strong></p>
<p>Pedir garantias ou repetir ações para ter certeza reforça o ciclo obsessivo. Portanto, esforce-se para tolerar a incerteza e resistir à necessidade de confirmar, mesmo que pareça desconfortável no início.</p>
<p><strong>3 &#8211; Pratique atenção plena (mindfulness)</strong></p>
<p>A prática de mindfulness ajuda a observar os pensamentos sem se envolver com eles. Técnicas simples de respiração e meditação guiada treinam a mente a voltar ao presente, sem se prender a conteúdos mentais repetitivos.</p>
<p><strong>4 &#8211; Mantenha uma rotina estruturada</strong></p>
<p>Ter uma rotina previsível e equilibrada ajuda a reduzir a sobrecarga mental. Por isso, reserve tempo para atividades significativas, lazer, sono regular e autocuidado, isso diminui o espaço que os pensamentos obsessivos ocupam.</p>
<p><strong>5 &#8211; Evite evitar</strong></p>
<p>Evitar lugares, pessoas ou situações por medo de ter pensamentos obsessivos apenas os reforça. Assim, a exposição gradual, com apoio terapêutico se necessário, ajuda a dessensibilizar o cérebro e a ganhar confiança.</p>
<p><strong>6 &#8211; Registre os pensamentos</strong></p>
<p>Escrever os pensamentos obsessivos em um caderno ou aplicativo pode ajudar a colocá-los em perspectiva. Isso permite identificar padrões, gatilhos e reações, facilitando o controle consciente sobre eles.</p>
<p><strong>7 &#8211; Exercite o autodiálogo compassivo</strong></p>
<p>Fale consigo mesmo com gentileza, reconhecendo que pensamentos não definem quem você é. Além disso, troque frases como “Isso é horrível” por “Isso é só um pensamento, vai passar”. Tenha em mente que a autocompaixão fortalece a resiliência emocional.</p>
<p><strong>8 &#8211; Busque apoio profissional</strong></p>
<p>Se os pensamentos forem persistentes e causarem sofrimento, a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra é essencial, pois o tratamento adequado faz toda a diferença na forma como a mente lida com essas obsessões.</p>
<p>Os pensamentos obsessivos podem causar grande sofrimento, mas é possível aprender a lidar com eles e retomar o controle da própria mente.</p>
<p>Com tratamento adequado, estratégias no dia a dia e apoio profissional, é possível reduzir a intensidade dessas obsessões e viver com mais equilíbrio e tranquilidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Transtorno de Acumulação: o que é, causas e tratamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jan 2024 17:55:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Você sabia que o hábito de acumular objetos com pouco ou nenhum valor pode indicar um transtorno? Sim, o Transtorno de Acumulação existe e pode trazer diversos prejuízos significativos para o indivíduo que o tem. Isso porque essa condição, além de poder expor a pessoa a situações insalubres – dependendo do item acumulado, contribui para&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabia que o hábito de acumular objetos com pouco ou nenhum valor pode indicar um transtorno? Sim, o Transtorno de Acumulação existe e pode trazer diversos prejuízos significativos para o indivíduo que o tem.</p>
<p>Isso porque essa condição, além de poder expor a pessoa a situações insalubres – dependendo do item acumulado, contribui para o desencadeamento de outras questões emocionais, como o sofrimento, a angústia e os conflitos (internos e externos).</p>
<p>Neste artigo, vamos falar tudo sobre o Transtorno de Acumulação para que você o conheça e possa perceber se há chances de alguém ao seu redor tê-lo. Boa leitura!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que é o Transtorno de Acumulação?</strong><span id="more-2754"></span></p>
<p>O Transtorno de Acumulação consiste no acúmulo de objetos de pouco ou nenhum valor. O portador dessa condição possui muita dificuldade, e até mesmo uma angústia profunda, para se desapegar de tais itens, o que faz com que ele os acumule.</p>
<p>É muito importante diferenciar esse transtorno das coleções. Isso porque o colecionador acumula itens de uma mesma categoria e de forma ordenada.</p>
<p>Enquanto isso, a pessoa acumuladora não tem organização para guardar os objetos e acumula itens que não apresentam valor sentimental ou material.</p>
<p>Além disso, a ansiedade costuma ser uma condição muito forte e presente no Transtorno de Acumulação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são as causas desse transtorno?</strong></p>
<p>As causas do Transtorno de Acumulação são variadas, mas geralmente estão associadas a fatores emocionais.</p>
<p>Assim, a pessoa acometida por esse transtorno pode já apresentar algum outro problema de saúde mental, como: Depressão, Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), entre outros.</p>
<p>Além disso, muitos indivíduos desenvolvem essa condição para suprir uma necessidade e carência emocional. Outros, acumulam itens por acreditarem que esses podem fazer com que eles se tornem mais importantes para a sociedade.</p>
<p>Cabe mencionar que, além da pré-existência de outras condições mentais e emocionais, existem ainda outros fatores de risco para o Transtorno de Acumulação, como: histórico familiar de acumulação, traumas mal resolvidos,</p>
<p>personalidade indecisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> </strong><strong>Principais sintomas do Transtorno de Acumulação</strong></p>
<p>Os sintomas do Transtorno de Acumulação podem surgir ainda na adolescência, por volta dos 11 e 15 anos de idade, mas tem uma piora gradativa e significativa à medida que a pessoa envelhece.</p>
<p>Assim, entre os principais sinais dessa condição, estão:</p>
<ul>
<li>Necessidade incontrolável de acumular objetos com pouco ou nenhum valor;</li>
<li>Angústia quando precisa se desfazer desses itens;</li>
<li>As áreas de convívio da casa ficam desorganizadas e cheias com os objetos, impossibilitando o uso delas;</li>
<li>Quando confrontado por pessoas próximas, o acumulador nega ou se constrange, mas não cogita mudar seus hábitos;</li>
<li>Isolamento social, uma vez que a pessoa se sente constrangida;</li>
<li>Pode haver acumulação compulsiva de animais de estimação, mas o indivíduo não consegue suprir as necessidades deles;</li>
<li>Dificuldade para tomar decisões;</li>
<li>Dificuldade para executar tarefas diárias;</li>
<li>Ansiedade, principalmente quando pensa que precisa se desfazer dos objetos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como é realizado o diagnóstico dessa condição?</strong></p>
<p>O diagnóstico do Transtorno de Acumulação é realizado a partir de uma avaliação médica e/ou psicológica. Para isso, o especialista leva em consideração alguns critérios bastante específicos, como:</p>
<ul>
<li>paciente sente muita dificuldade para se desfazer de bens;</li>
<li>Ele realmente acredita que precisa guardar determinados objetos, independente do seu valor;</li>
<li>Os itens acumulados causam desorganização nas áreas de convívio da casa e interferem na forma como elas são utilizadas;</li>
<li>O indivíduo se sente angustiado diante da possibilidade de ter que se desfazer de algum dos seus bens.</li>
<li>Há uma redução da sua capacidade funcional por causa do acúmulo compulsivo, isto é, a pessoa não consegue realizar tarefas simples.</li>
</ul>
<p>Vale dizer que dificilmente a pessoa que sofre com esse problema o reconhece. Por isso, muitas vezes, a sinalização da possível condição é realizada por alguém próximo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Existe tratamento para o Transtorno de Acumulação?</strong></p>
<p>Sim, existe tratamento para o Transtorno de Acumulação, sendo que o principal meio é a psicoterapia.</p>
<p>Ao encorajar o paciente a refletir, as sessões de terapia conseguem auxiliá-lo a modificar a forma como pensa e age. Assim, gradativamente, ele conseguirá reduzir essa carência emocional e, consequentemente, o apego pelos itens acumulados.</p>
<p>Além disso, para que não haja recaídas, o acompanhamento psicológico trabalha a tomada de decisões – considerando que o indivíduo costuma ser indeciso – e a ansiedade – que é uma das molas propulsoras para o acúmulo compulsivo.</p>
<p>No entanto, convém mencionar que a implementação do tratamento costuma ser difícil, uma vez que o acumulador compulsivo não costuma enxergar a sua situação como um problema. Por isso, é tão importante que familiares e amigos auxiliem-no nessa jornada, mostrando a importância de ele se cuidar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como ajudar um acumulador compulsivo?</strong></p>
<p>Como mencionado anteriormente, é indispensável o apoio de pessoas próximas, uma vez que a pessoa acumuladora pode resistir ao tratamento.</p>
<p>Por isso, se você tem alguém do seu convívio que passa por esse problema, aqui vão algumas dicas para ajudá-lo e orientá-lo:</p>
<p><strong>1- Não julgue</strong></p>
<p>A sua ajuda começa em não julgar a pessoa acumuladora. Isso significa que é muito importante ser empático, mostrando a ela que você entende o seu lado.</p>
<p>O julgamento, além de constranger o indivíduo, pode fazer com que ele se feche ainda mais para receber qualquer tipo de ajuda. Portanto, é muito importante ter essa leveza e cordialidade.</p>
<p><strong> 2- </strong><strong>Tenha paciência</strong></p>
<p>Também é importante ter muita paciência, principalmente se você convive na mesma casa que essa pessoa. Afinal, pode ser bastante desafiador estar em um ambiente cheio de itens acumulados, que podem até mesmo impedir o fluxo de pessoas.</p>
<p>Acontece que a falta de paciência com o acumulador pode desencadear nele ainda mais ansiedade e estresse, o que não contribui em nada para a melhora do seu estado.</p>
<p><strong> 3- </strong><strong>Pontue os riscos da prática de acumulação</strong></p>
<p>De forma objetiva, clara e educada, pontue os riscos aos quais a pessoa está exposta ao acumular itens, como:</p>
<ul>
<li>Isolamento social;</li>
<li>Condições insalubres;</li>
<li>Risco de incêndio;</li>
<li>Conflitos familiares;</li>
<li>Desempenho precário no trabalho;</li>
<li>Aparecimento de outras condições mentais, etc.</li>
</ul>
<p><strong>4- Proponha a busca de uma ajuda especializada:</strong></p>
<p>Incentive a pessoa a buscar a ajuda especializada de um psicólogo, caso ela ainda não tenha procurado um. Aponte todos os benefícios que ela terá ao investir na psicoterapia. Você também pode se propor a ajudá-la a procurar um bom profissional e até mesmo acompanhá-la ao consultório, caso as sessões sejam presenciais. Dessa forma, você contribuirá para que ela se sinta mais segura para modificar a sua realidade, que é tão dolorosa e causa tanto sofrimento.</p>
<p>Persista e não a desampare, pois assim como outros transtornos, esse também demanda acompanhamento para o resgate da saúde mental do paciente!</p>
<p><strong> </strong></p>
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<p>Grande abraço e até o próximo artigo! E muitíssimo obrigada por sua companhia e sua leitura!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Frustração: 5 maneiras de lidar com ela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Feb 2023 14:32:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Entre os muitos elementos que compõem a nossa vivência, está o equilíbrio entre as realizações e as frustrações. Essas emoções costumam andar juntas dado que o caminho para a autorrealização raramente é livre de obstáculos, decepções e mudanças de planos. Em algum momento ficamos frustrados com a forma que as situações ao nosso redor se desenrolam,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os muitos elementos que compõem a nossa vivência, está o equilíbrio entre as realizações e as frustrações. Essas emoções costumam andar juntas dado que o caminho para a autorrealização raramente é livre de obstáculos, decepções e mudanças de planos.</p>
<p>Em algum momento ficamos frustrados com a forma que as situações ao nosso redor se desenrolam, com os inevitáveis contratempos, com as nossas próprias limitações e com a necessidade de modificar os nossos planos para poder seguir adiante.</p>
<p>Além disso, uma das maiores fontes de frustração na atualidade é a percepção da perda de tempo. As pessoas ficam irritadas quando se encontram presas em uma fila ou no trânsito por alguns minutos, ou quando não conseguem concluir as suas tarefas profissionais até o fim do expediente. Elas se frustram mesmo sabendo que não podem fazer nada para mudar a situação.</p>
<p>Você já parou para pensar nas consequências dessa maneira de pensar para a saúde mental? Segundo psicólogos, é imprescindível aprender a lidar com a frustração da melhor maneira possível e evitar sofrimentos desnecessários dado que é impossível fugir dela.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Por que sentimos frustração?</strong></h3>
<p><span id="more-2643"></span></p>
<p>Ficamos frustrados quando algo não acontece conforme o planejado, quebrando as nossas expectativas, ou quando nossos esforços não são recompensados da maneira desejada, então desgostamos do resultado.</p>
<p>Por exemplo, você se esforça para concluir um projeto impecável (ao seu ver) no trabalho, mas ele não é recebido da maneira esperada. Ou, ainda, descobre que as suas habilidades não estão desenvolvidas o suficiente para chegar ao resultado idealizado em sua mente.</p>
<p>A frustração também resulta da interferência de causas externas, como obstáculos incapazes de serem controlados. Por exemplo, você planeja um evento para o fim de semana e, durante o processo de preparação, diversos contratempos forçam você a prestar atenção em outros fatores ou recalcular a sua rota. A empresa contratada para fornecer os aperitivos atrasa, alguém esquece de fazer o pedido da decoração ou os objetos decorativos apresentam erros, uma forte chuva alaga o a salão alugado para o evento, entre outros imprevistos…é normal reagir com frustração a todos esses inconvenientes.</p>
<p>Essa emoção não é necessariamente ruim, pois pode ser um indicador útil dos problemas presentes em nossa vida e, consequentemente, um motivador para mudanças. Por outro lado, a frustração pode desencadear muitos sentimentos negativos. Se essa emoção não for administrada de modo adequado, pode até mesmo estimular o aparecimento de condições de saúde mental, como a depressão, e elevar o nível de estresse até causar esgotamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Respostas negativas à frustração</strong></h3>
<p>As pessoas respondem de formas diferentes à frustração e dependendo da personalidade, experiências de vida e inteligência emocional de cada um, as reações podem causar muito sofrimento emocional.</p>
<p>Algumas condições de saúde mental, como transtornos de personalidade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e ansiedade generalizada (TAG), amplificam as consequências negativas provenientes dessa emoção. Dessa maneira, a sua gestão é consideravelmente mais difícil.</p>
<p>Entre as reações mais comuns à frustração estão:</p>
<h4><strong>1- Raiva</strong></h4>
<p>A frustração é considerada uma emoção derivada da raiva, ou seja, ela pode sair fora de controle e motivar ações e palavras equivocadas. A emoção pode ser forte a ponto de provocar reações violentas.</p>
<p>Por exemplo, você provavelmente já bateu ou chutou uma máquina por ela não funcionar apropriadamente, não é mesmo? Essa reação costuma ocorrer quando a frustração atinge o seu ápice e você deixa de pensar racionalmente por alguns instantes.</p>
<h4><strong>2- Perda de autoconfiança</strong></h4>
<p>A frustração também pode causar perda de autoconfiança.</p>
<p>Quando você percebe que não consegue atingir os resultados esperados de um projeto com as suas habilidades ou conhecimento, a sensação de não ser bom o suficiente pode facilmente desmotivá-lo.</p>
<p>Também é comum acreditar que você não saberá como contornar situações complexas futuras por não ter a competência necessária.</p>
<h4><strong>3- Estresse</strong></h4>
<p>Sentir-se frustrado é estressante, principalmente quando ocorre mais de uma vez. Como você precisa modificar os seus planos e tentar novamente até conseguir o que quer (às vezes repetidamente), os níveis de estresse crescem e podem estimular sintomas emocionais e físicos.</p>
<h4><strong>4- Vontade de desistir</strong></h4>
<p>A vontade de desistir é um resultado muito comum do estresse e da perda de autoconfiança. O indivíduo frustrado, desacreditado em suas competências e estressado com tantos imprevistos, sente que não vale a pena continuar. Assim, opta por desistir, mesmo que essa decisão atrase o seu encontro com a tão almejada autorrealização.</p>
<h4><strong>5- Busca por alívios imediatos</strong></h4>
<p>A dificuldade de lidar com a frustração pode fazer com que indivíduos busquem maneiras inadequadas de aliviar essa emoção, como ingerir grandes quantidades de álcool, apostar dinheiro em jogos e comer desenfreadamente.</p>
<p>Assim que a sensação de prazer imediato desaparece, os indivíduos precisam engajar nos mesmos comportamentos para sentirem o alívio novamente. Desse modo, se viciam em substâncias ou desenvolvem compulsões prejudiciais à saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Como lidar com a frustração?</strong></h3>
<p>A incapacidade de lidar com a frustração de maneira saudável pode nos deixar cegos, impedindo-nos de enxergar soluções simples para os nossos problemas.</p>
<p>Como cada pessoa sente a frustração de maneira diferente, é importante observar como essa emoção se manifesta e quais reações você costuma ter para descobrir maneiras efetivas de controlá-la.</p>
<p>Separamos algumas dicas as quais você pode implementar em seu dia a dia para ajudá-lo a fazer isso</p>
<h4><strong>1- Meditar</strong></h4>
<p>A meditação traz muitos benefícios para a saúde da mente e do corpo. Ela acalma a ansiedade, reduz o estresse, melhora o foco e a concentração nas tarefas, promove boas noites de sono e estimula um estado emocional de tranquilidade, propício para o controle das emoções.</p>
<p>Conseguimos manter a mente clara por um longo período e ter reações alinhadas com a nossa verdadeira essência em vez de deixar que os acontecimentos e as pessoas influenciem as nossas atitudes.</p>
<p>Você pode começar a meditar por apenas cinco minutos para sentir os benefícios da prática. Escolha um momento do dia que você não precisará atender a compromissos logo em seguida, como após o expediente, durante o intervalo de almoço ou antes de dormir. Feche os olhos e preste atenção no padrão da sua respiração por alguns minutos ou escute um áudio de meditação guiada.</p>
<h4><strong>2- Caminhar</strong></h4>
<p>Fazer uma caminhada também é uma ótima maneira de administrar a frustração, principalmente quando feita em um ambiente que você gosta.</p>
<p>Você pode tornar a caminhada um hábito para cuidar da saúde física quanto fazer uma breve caminhada sempre que se sentir frustrado, independente do lugar. Além de estimular a produção de hormônios do bem-estar e da felicidade, a caminhada ajuda a clarear a mente de pensamentos negativos. Você se sentirá renovado para enfrentar os próximos desafios.</p>
<h4><strong>3- Buscar uma distração</strong></h4>
<p>Buscar distrações não significa fugir da frustração e ignorar os seus problemas. Encontrar algo para distraí-lo o ajuda a se desprender de emoções e pensamentos negativos que o impedem de encontrar soluções efetivas para o problema.</p>
<p>Às vezes, a única coisa que podemos fazer em uma situação é esperar. Preencher esse tempo de ócio, o qual é normalmente dedicado à preocupação exaustiva com o que não se pode controlar, é uma forma de cuidar da sua saúde mental.</p>
<h4><strong>4- Procurar soluções</strong></h4>
<p>Quando a frustração toma conta, pode ser difícil retornar o pensamento para o que é realmente importante: encontrar soluções para os nossos problemas.</p>
<p>A tendência é se fixar em devaneios como ‘isso é tão injusto’ ou ‘por que isso tem que acontecer comigo?’ Além de não o ajudarem a deixar a posição desagradável na qual você se encontra, esses pensamentos estimulam sentimentos de autopiedade. Em vez disso, pense no que você pode fazer para transformar o desagradável em agradável.</p>
<p>Mantenha os pés no chão enquanto reflete para não elevar as suas expectativas e se decepcionar outra vez. Pense em soluções que tenham como base as suas habilidades e os recursos disponíveis no momento.</p>
<h4><strong> 5- </strong><strong>Gerenciar as suas expectativas</strong></h4>
<p>Quando as coisas não saem conforme o planejado, não significa que o mundo está prestes a acabar, não é mesmo?</p>
<p>A explicação mais provável para isso é a falta de expectativas realistas. Sempre que a frustração bater à sua porta, se questione se você não criou expectativas irreais sobre a situação em primeiro lugar. Costumamos fazer isso sem perceber, tomados pelo desejo de satisfazer nossas necessidades e de sempre viver boas experiências.</p>
<p>Para aprender a gerenciar as suas expectativas, você pode perguntar a si mesmo: “o que posso realisticamente esperar dessa situação?” e incluir as variáveis que podem interferir no alcance dos resultados desejados.</p>
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<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>Procrastinação: saiba as causas e como vencer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jun 2022 15:13:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[A procrastinação é um problema recorrente para muitas pessoas. Profissionais, estudantes e demais indivíduos sofrem com a sua própria tendência a deixar o que é importante para depois – e o “depois” nunca chega. Como consequência dessa conduta evasiva, ficam estressados e ansiosos com frequência enquanto tentam concluir tarefas atrasadas. Este post procura responder perguntas comuns sobre procrastinação e oferecer soluções&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A procrastinação é um problema recorrente para muitas pessoas.</p>
<p>Profissionais, estudantes e demais indivíduos sofrem com a sua própria tendência a deixar o que é importante para depois – e o “depois” nunca chega. Como consequência dessa conduta evasiva, ficam estressados e ansiosos com frequência enquanto tentam concluir tarefas atrasadas.</p>
<p>Este post procura responder perguntas comuns sobre procrastinação e oferecer soluções para quem tem o hábito de deixar tudo para a última hora.<span id="more-2473"></span></p>
<p><strong>1. O que é procrastinação?</strong></p>
<p>A procrastinação é o ato de adiar a realização de tarefas até o último minuto ou de buscar distrações durante a execução delas. Alguns pesquisadores a definem como uma forma irracional de ‘autorregulação do fracasso’, apesar das potenciais consequências negativas.</p>
<p>Todas as pessoas procrastinam de vez em quando. Esse comportamento é especialmente comum quando se faz uma tarefa maçante ou indesejada. Para tentar buscar um pouco de prazer durante a execução ou evitar mergulhar no tédio, procuramos pequenas pitadas de entretenimento em outros lugares.</p>
<p>Engajar nesse comportamento ocasionalmente não causa grandes problemas, embora possa trazer consequências desagradáveis dependendo da urgência da tarefa. A procrastinação se torna um problema quando vira um hábito e passa a interferir na qualidade do nosso trabalho, estudos, organização pessoal e vida como um todo.</p>
<p><strong>2. Por que as pessoas procrastinam?</strong></p>
<p>Se a procrastinação é tão ruim, por que as pessoas evitam iniciar ou concluir as obrigações?</p>
<p>Ao contrário do que se pensa, esse comportamento não tem a ver com a preguiça. As suas raízes tendem a ser mais complexas do que a má vontade.</p>
<p>Nos casos leves, a procrastinação pode ser originada do julgamento equivocado de uma tarefa. Por exemplo, um estudante universitário pode acreditar que um trabalho não é tão complexo assim e deixar para iniciá-lo nos dias mais próximos do prazo de entrega. Quando percebe que a tarefa é sim complicada, é tarde demais.</p>
<p>Já em casos graves, o comportamento procrastinador pode ter raízes em condições de saúde mental, crenças limitantes ou incômodos emocionais. O indivíduo acredita que não merece as ‘recompensas’ que acompanham a finalização da tarefa, como reconhecimento, sucesso ou elogios. Ele procrastina para se distanciar dessa realidade ou para se autossabotar e entregar um trabalho de baixa qualidade. A crença de desmerecimento pode estar tão enraizada que ele procura se punir com o estresse provocado pelo prazo apertado.</p>
<p>A procrastinação também pode ser o resultado da insatisfação com a carreira profissional ou acadêmica e como o individuo não sabe administrar esse sentimento de maneira saudável, procrastina e espera que os seus problemas se resolvam magicamente.</p>
<p><strong>3. A procrastinação tem a ver com a saúde mental?</strong></p>
<p>A procrastinação, como já dito, pode ser um sintoma de condições de saúde mental. A depressão, a ansiedade generalizada, o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) têm a procrastinação como sintoma em comum.</p>
<ul>
<li>Depressão: o depressivo perde o interesse pelo trabalho, relacionamentos, hobbies e afazeres domésticos. Ele não se importa em manter a sua casa arrumada, cuidar da higiene pessoal ou entregar trabalhos no prazo. As consequências negativas, para ele, são indiferentes.</li>
<li>Ansiedade generalizada: a ansiedade pode tanto levar a pessoa a atender os seus compromissos com afobação quanto evitá-los por temer o pior. Ela se preocupa com a reação das pessoas antes mesmo de começar e procrastina para não sofrer com isso.</li>
<li>TOC: muitas pessoas com TOC têm uma relação negativa com o perfeccionismo. Elas temem cometer erros, nutrem dúvidas sobre o que estão fazendo com as suas vidas, e se preocupam com as expectativas criados pelos outros.</li>
<li>TDAH: da mesma forma, muitos adultos com TDAH têm hábitos procrastinadores. Eles se distraem com pensamentos acelerados e estímulos do ambiente, além de também sofrerem com sintomas ansiosos.</li>
</ul>
<p><strong>4. Quais são as consequências negativas da procrastinação?</strong></p>
<p>A procrastinação pode causar muitos problemas para quem perpetua esse hábito. A produtividade no dia a dia profissional diminui consideravelmente. Chefes e colegas de trabalho podem se incomodar com a falta de organização do profissional, desencadeando conflitos e até uma demissão.</p>
<p>No meio acadêmico, as consequências são semelhantes. O estudante vive com prazos apertados, disciplinas e trabalhos atrasados, notas abaixo da média e problemas com professores que exigem o cumprimento de deadlines. Em outras palavras, ele sabota a sua própria experiência acadêmica.</p>
<p>Os hábitos procrastinadores também podem incomodar cônjuges e familiares que convivem com o procrastinador. Afazeres domésticos, embora possam ser maçantes, são fundamentais para deixar a residência limpa e organizada. Quem atrapalha o fluxo de trabalho doméstico acaba irritando quem se dedica a criar um ambiente doméstico agradável.</p>
<p>Quem procrastina normalmente compreende que o seu comportamento não é apropriado e, de fato, causa problemas para sua vida, mas tem dificuldade para mudá-lo.</p>
<p><strong>5. Como combater os hábitos procrastinadores?</strong></p>
<p>É possível minimizar hábitos procrastinadores para que eles deixem de interferir na sua produtividade. Compreenda, sobretudo, que não é possível acabar com eles totalmente uma vez que são parte do comportamento humano.</p>
<p>Tem dias que você simplesmente não está com vontade de fazer as coisas, não é mesmo? E, essa vontade pode ser maior durante vivências estressantes, como problemas familiares, conjugais ou profissionais.</p>
<p>Não há problema em se permitir desfrutar de momentos procrastinadores de vez em quando. Você só não pode deixar que eles se tornem frequentes. Com isso em mente, confira algumas atitudes que você pode adotar para combater a procrastinação na sua vida.</p>
<ul>
<li><strong>Faça uma lista de tarefas:</strong></li>
</ul>
<p>Uma dica simples é fazer uma lista de tarefas a serem concluídas no dia. Você também pode fazer listas maiores voltadas para os afazeres semanais e mensais e revisitá-los quando chegar o dia de concluí-los. À medida que você risca itens da lista, se sente um pouco mais realizado. Esse é um ótimo estímulo para prosseguir com a produção ao longo do dia.</p>
<ul>
<li><strong>Comece devagar:</strong></li>
</ul>
<p>Em vez de se jogar de cabeça em uma tarefa longa ou complexa, comece devagar. Crie metas para quebrar o longo processo em pequenas fases. Dessa maneira, a tarefa não vai parecer tão duradoura, complicada ou assustadora. Muitas vezes, nos assustamos com a quantidade de trabalho necessário para chegar ao resultado, mas nos esquecemos de que não precisamos fazer tudo de uma vez só.</p>
<ul>
<li><strong>Elimine distrações:</strong></li>
</ul>
<p>Pergunte a si mesmo o que chama a sua atenção quando você está prestes a iniciar um afazer importante. São as redes sociais? As conversas incompletas no WhatsApp? As notícias locais? Um jogo instalado no computador? Ou o ato de pensar em outras obrigações obsessivamente?</p>
<p>Desenvolva estratégias para lidar com essas distrações, como seguir um timer para produzir sem checar as redes sociais ou outros sites, deixar o celular no modo avião, organizar os seus horários para dar tempo de fazer tudo o que deseja no dia ou durante a semana, ou simplesmente mover o objeto da distração do seu campo de visão.</p>
<ul>
<li><strong>Identifique pensamentos procrastinadores:</strong></li>
</ul>
<p>Que tipo de pensamento passa por sua mente quando a vontade de procrastinar surge? Por exemplo, “você pode fazer isso depois”, “ainda tem muito tempo para terminar essa tarefa”, “você precisa se preparar mais”, entre outros. Esses devaneios buscam mudar a sua atenção das obrigações para coisas menos importantes.</p>
<p>As pessoas tendem a valorizar mais as recompensas imediatas do que as conquistas a longo prazo. Sendo assim, elas tentam dizer a si mesmas que precisam terminar algo mais importante antes de iniciar aquela tarefa maçante e demorada. Então, procure combater pensamentos que tentam mudar o foco para afazeres menos urgentes.</p>
<ul>
<li><strong>Se parabenize:</strong></li>
</ul>
<p>Lembre-se de celebrar as suas conquistas! Dê parabéns a si mesmo quando completar etapas de um longo processo e finalizar tarefas, independente do seu grau de complexidade. Gratifique comportamentos positivos, como proatividade e responsabilidade, para diminuir a vontade de procrastinar.</p>
<p><strong>6. A terapia pode ajudar a combater a procrastinação?</strong></p>
<p>Sim, a terapia pode ajudar indivíduos a modificar hábitos procrastinadores e crenças limitantes, substituindo-os por alternativas saudáveis.</p>
<p>O acompanhamento psicoterapêutico também auxilia no controle dos sintomas de condições de saúde mental, principalmente as que não têm cura, como o TOC e o TDAH.</p>
<p>Se você luta consigo mesmo há muito tempo para parar de procrastinar e não obteve sucesso até o momento, considere consultar um psicólogo. Você pode estar sofrendo com sintomas de uma condição sem saber.</p>
<p>Muitos adultos recebem diagnósticos errôneos na juventude, por isso, acreditam ser preguiçosos ou incompetentes. Na verdade, o seu comportamento ‘atípico’ é o resultado de uma condição não diagnosticada, a qual pode ser tratada visando melhorar a sua qualidade de vida.</p>
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		<title>Amor patológico: como uma pessoa se torna doente de amor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Sep 2021 01:07:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Amor patológico: como uma pessoa se torna doente de amor Dependência de amor pode ser uma patologia, com sintomas típicos da adição química. Amar demais não é só um meme de internet ou uma brincadeira sobre paixões avassaladoras. O amor pode ser uma patologia e provocar reações no corpo que exigem tratamento direcionado e atenção para que&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Amor patológico: como uma pessoa se torna doente de amor</em></p>
<p>Dependência de amor pode ser uma patologia, com sintomas típicos da adição química.</p>
<p>Amar demais não é só um meme de internet ou uma brincadeira sobre paixões avassaladoras. O amor pode ser uma patologia e provocar reações no corpo que exigem tratamento direcionado e atenção para que não cause sofrimento.</p>
<p>O <strong>amor patológico</strong>, ou &#8220;love addiction&#8221; é um transtorno de dependência emocional intensa e pode ser comparado a quadros de dependência de álcool e drogas e neste caso, a pessoa torna-se dependente de seu parceiro.</p>
<p>Entenda melhor sobre dependência do amor, os sintomas e como é possível tratar esse amor patológico.</p>
<h2>Dependência de amor: como acontece</h2>
<p><span id="more-2334"></span></p>
<p>A comparação da sensação do amor com drogas não é rara de ser feita &#8211; ainda que de modo jocoso. Porém, ela não está errada. O estado de euforia despertado pelo amor é muito semelhante ao uso de substâncias viciantes.</p>
<p>Um estudo realizado na década de 1980, por cientistas do New York State Psychiatric Institute, constatou que o amor excessivo pode provocar um estado de euforia no Sistema Nervoso Central similar ao induzido por uma grande quantidade de anfetamina. Segundo os pesquisadores, o amor produziria sua própria substância intoxicante: a feniletilamina, algo que poderia explicar a dependência.</p>
<p>O amor, em seus estágios iniciais, age no corpo de forma similar ao uso experimental da cocaína e outros estimulantes. Uma das substâncias liberadas pelo uso de cocaína é a dopamina que, por sinal, está relacionada à paixão amorosa. Altas doses de dopamina produzem outras sensações associadas à paixão, como aumento de energia, hiperatividade, falta de sono, tremor, respiração acelerada, coração pulsante, além de ser responsável pelo êxtase, que é sentido pelos apaixonados como um êxtase amoroso. Soma-se a isso o efeito de aumentar a persistência: quando a recompensa é postergada, a dopamina aumenta a energia do cérebro para que esse tenha uma maior atenção e leva o amante a lutar mais e mais para conseguir a reciprocidade do amado.</p>
<p>Por outro lado, a dopamina traz efeitos negativos ligados à dependência e esses aspectos podem incluir a &#8216;dependência do amado&#8217;, como num comportamento aditivo. Elevados níveis de dopamina produzem uma atenção concentrada num objeto, bem como uma motivação e comportamento direcionado a um fim. Então, a dependência do amor ocorre, dessa forma, pela mesma lógica que o organismo se torna dependente de outras substâncias químicas. Principalmente quando há algum sintoma psíquico (depressão ou ansiedade, por exemplo) que traz angústia, para se &#8216;livrar&#8217; dele, a pessoa faz uso da substância. Porém, o sintoma volta e ela faz uso novamente e assim vai. Por exemplo: alguém que está deprimido e se sente melhor ao usar cocaína, ao passar o efeito e voltarem os sintomas, acaba precisando usar mais cocaína.</p>
<h2>Amor como transtorno obsessivo-compulsivo</h2>
<p>Pessoas que vivem esse amor problemático experimentam sintomas parecidos com os encontrados em pessoas que sofrem de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Uma alteração de comportamento que faz com que a pessoa tenha pensamentos persistentes de medo e ansiedade. Para aliviar o mal-estar, ela costuma realizar tarefas ou gestos repetitivos, como se desdobrar em cuidados dirigidos à pessoa amada.</p>
<p>Outro ponto é o medo de perder a pessoa amada que torna o amor uma patologia. Em termos psicológicos, a essência dessa patologia parece não ser amor e sim medo de estar só, de não ter valor, de não merecer amor, de ser abandonado. Quem sofre do amor patológico convive com o medo diário de ser rejeitado ou de perder o companheiro. A pessoa se desgasta emocionalmente, perde sua autenticidade, seu próprio jeito de ser e de gostar, até chegar a um momento em que ela própria percebe sua descaracterização e despersonalização como pessoa.</p>
<h2>Sintomas da dependência de amor</h2>
<p>O amor patológico apresenta sintomas que envolvem o comportamento da pessoa com o sujeito amado, seu cotidiano, vida social e quadros de abstinência (emocional).</p>
<ul>
<li>Abstinência (emocional) na ausência do parceiro: a pessoa pode sofrer de insônia, alterações de apetite, irritação e tensão quando o parceiro está fisicamente ou emocionalmente distante;</li>
<li>A pessoa se ocupa do parceiro mais do que gostaria: costuma negligenciar atividades diárias e o trabalho;</li>
<li>Medo intenso e constante de sofrer rejeição ou de perder o companheiro;</li>
<li>Frustração ao controlar o impulso de cuidar do parceiro não funciona: mesmo que a pessoa tenha consciência de seu sofrimento intenso e tente controlar seus comportamentos, sente-se impotente em relação às suas emoções e atos;</li>
<li>Dedicação total ao companheiro, com a sensação de que seus cuidados e gentilezas nunca são suficientes para suprir as necessidades do outro;</li>
<li>Impulso irresistível de agradar o tempo todo, praticamente abrindo mão de si mesmo;</li>
<li>Insistência em manter o relacionamento mesmo que seja insatisfatório ou abusivo;</li>
<li>Dedicação excessiva em controlar as atividades do parceiro, com quadros de desconfiança, ciúmes excessivos, vigilância (telefonemas, e-mails, redes sociais), perseguição</li>
<li>Possibilidade de agressão física;</li>
<li>Abandono de atividades antes valorizadas e afastamento da família e dos amigos.</li>
</ul>
<h2>Amor saudável x amor patológico</h2>
<p>Há maneiras de diferenciar o amor patológico do amor saudável. Enquanto o amor saudável se caracteriza pelo comportamento de cuidar do parceiro com controle e duração limitada, tendo o desenvolvimento e a realização pessoal preservados, no amor patológico há falta de controle e de liberdade de escolha sobre essas condutas.</p>
<p>O componente central do amor patológico é a caracterização do comportamento repetitivo e sem controle de prestar cuidados e atenção ao objeto de amor com a intenção (nem sempre revelada) de receber o seu afeto e evitar sentimentos negativos. Para a avaliação diagnóstica do amor patológico é importante, também, constatarmos que essa atitude excessiva é mantida pelo indivíduo mesmo após concretas evidências de que está sendo prejudicial para a sua vida e/ou para a vida de seus familiares.</p>
<h2>Como é um relacionamento com dependência de amor</h2>
<p>Quando uma pessoa desenvolve um quadro de amor patológico existe a possibilidade de que seus relacionamentos amorosos carreguem esse tipo de padrão estabelecido. Como são questões estruturais, como personalidade, autoestima, história de vida, se a pessoa não buscar tratamento tende a repetir esses mesmos padrões em todos seus relacionamentos.</p>
<h2>Pessoas vulneráveis ao amor patológico</h2>
<p>Normalmente o amor patológico atinge pessoas que são vulneráveis psicologicamente, com baixas autoestima e autoconfiança, crises de raiva, privação de afeto, estresse emocional e baixa tolerância à</p>
<p>rejeição. São pessoas, também, que lidam com medos da solidão, de temas sobre merecimento e abandono.</p>
<p>Da mesma forma, alguns fatores familiares podem estar associados, como abuso de substâncias e histórico de negligência (física e/ou emocional)na infância. Essas pessoas vivenciaram relações conflituosas em seu núcleo familiar desde a infância; lares desajustados, em que conviveram e sofreram com situações de violência doméstica, pais distantes, dependentes químicos ou foram vítimas de abuso sexual infantil.</p>
<p>Em muitos casos, por terem pais que necessitavam de cuidados, essas pessoas assumiram responsabilidades quando crianças temendo o abandono e, na fase adulta, tendem a repetir esse padrão, buscando inconscientemente parceiros instáveis e, muitas vezes, dependentes (para destinar seus cuidados).</p>
<h2>Diagnóstico e tratamento</h2>
<p>Não existe um sintoma chave para o amor patológico que ajude em seu diagnóstico. Como outras dependências, o quadro começa a trazer prejuízos nas áreas da vida da pessoa, como os sintomas descritos acima, sem que ela se dê conta.</p>
<p>O tratamento, dessa forma, costuma ser procurado apenas quando o relacionamento acaba, quando já não é mais possível aceitar ou aguentar a forte angústia pelo rompimento.</p>
<p>Para tratar o amor patológico, a psicoterapia é a forma mais indicada. No início, o tratamento é bem difícil, pois como em casos de dependência a substâncias, a pessoa não tem crítica em relação a sua situação e acha que não precisa de suporte ou acompanhamento. Também indicamos grupos de apoio, como o Mulheres que Amam Demais Anônimas (MADA). Já o tratamento psiquiátrico é necessário apenas em casos de sintomas associados e patologias de base, como depressão, ansiedade, entre outros.</p>
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<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>TOC – entenda como funciona esse transtorno!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Nov 2019 14:28:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[transtorno obsessivo compulsivo]]></category>
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					<description><![CDATA[Pensamentos que não saem da mente acompanhados de rituais complexos e rígidos comprometem a qualidade de vida de quem tem transtorno obsessivo compulsivo. Jennifer checa a escova de dentes diversas vezes no banheiro para ter certeza de que não engoliu o objeto. Caio passou três horas em idas e voltas pela mesma ponte da Marginal&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">Pensamentos que não saem da mente acompanhados de rituais complexos e rígidos comprometem a qualidade de vida de quem tem transtorno obsessivo compulsivo.</h3>
<p style="text-align: justify;">Jennifer checa a escova de dentes diversas vezes no banheiro para ter certeza de que não engoliu o objeto. Caio passou três horas em idas e voltas pela mesma ponte da Marginal Tietê, em São Paulo, sem conseguir chegar ao seu destino. Gleyce teve um ataque de choro ao ver uma panela suja na pia de sua casa. Esses são exemplos reais de pessoas com <strong>transtorno obsessivo compulsivo</strong>  (TOC), uma condição psiquiátrica que atinge ao redor de 8 milhões de brasileiros.</p>
<p style="text-align: justify;"><u> </u>O ponto que une os relatos dessas pessoas é a frustração e o  preconceito que existe sobre o TOC. Muitos ainda se incomodam com o senso comum, que encara o assunto como piada ou uma coisa fácil de ser superada. Não é, não.</p>
<p style="text-align: justify;"><u> </u>Trata-se de um quadro de difícil manejo, <span id="more-1293"></span>marcado por pensamentos inconvenientes que invadem a cabeça sem aviso prévio. Eles são seguidos por um rito ou um comportamento repetido, que serve de escape para acalmar a mente. É o caso, por exemplo, de um sujeito com um pavor irracional de bactérias que deixa de tocar em maçanetas e lava as mãos compulsivamente para não se contaminar.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de afetar tanta gente, pouco se sabe sobre as origens do problema. Acredita-se que seja o resultado da interação de uma falha genética com fatores ambientais. Situações como traumas no parto, abuso nos primeiros anos de vida e até infecções estão associadas à gênese do transtorno.</p>
<p style="text-align: justify;">A infância e a adolescência, aliás, são os períodos-chave para o aparecimento dos sintomas iniciais em mais da metade das vezes. Outras fases e momentos, como o nascimento de um filho, também contribuem: pais e mães predispostos podem desenvolver uma preocupação doentia com o bebê que acabou de vir ao mundo.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>O TOC no Brasil</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Uma boa notícia é que o Brasil está na vanguarda científica e obteve avanços memoráveis no que se sabe sobre o transtorno. Em 2003, experts de diversas universidades se reuniram para formar um time voltado exclusivamente a pesquisar o TOC. Eles entrevistaram 1 001 portadores espalhados pelos quatro cantos do país.</p>
<p style="text-align: justify;"><u> </u>Um dos principais achados foi a relação do TOC com uma série de distúrbios psiquiátricos: 68% dos respondentes sofriam ao mesmo tempo com depressão, 63% conviviam com quadros de ansiedade generalizada e 35% foram diagnosticados com fobia social. Ou seja: aqui ter mais de um transtorno mental é regra, e não exceção, o que modifica o tratamento receitado. Os levantamentos ainda mostraram que um terço dos pacientes já teve desejos de se suicidar e 10% haviam efetivamente tentado se matar, o que reflete a gravidade desses pensamentos e comportamentos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>É TOC ou não?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><u> </u>Mas como diferenciar uma pessoa com TOC daquela que apenas gosta das coisas devidamente organizadas?  Se os rituais começam a tomar tempo, interferem na qualidade de vida, atrapalham a capacidade de estudar e trabalhar ou geram angústia e solidão, é preciso buscar ajuda. A preocupação se inicia quando eles ocupam mais de uma hora por dia e fazem o indivíduo se atrasar ou até desistir de seus compromissos.</p>
<p style="text-align: justify;">E é aí que deparamos com outro dilema: a demora entre o início do transtorno e o seu diagnóstico. A média é de dez a 14 anos para procurar o médico, o que faz do TOC a doença do segredo. Os gargalos são a falta de conhecimento dos próprios profissionais de saúde sobre a enfermidade e, mais uma vez, o estigma de ser tachado de “louco” numa sociedade que não encara as condições psiquiátricas com muito respeito. O paciente compreende que suas atitudes são absurdas e os ritos desnecessários, mas não consegue deixar de segui-los.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>O tratamento</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><u> </u>A partir do diagnóstico, feito no consultório por meio de uma conversa e uma avaliação, o médico começa a traçar a rota de recuperação. A primeira coisa a se fazer é a psicoeducação para explicar direitinho o que é o TOC, suas características e seus riscos.</p>
<p style="text-align: justify;">Na sequência, vêm a terapia cognitivo-comportamental e os remédios da classe dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina, normalmente prescritos no combate à depressão. A união dessas duas estratégias em um tratamento de longa duração é a que costuma trazer os melhores resultados – cerca de 60% mantêm um bom controle com o esquema.</p>
<p style="text-align: justify;">Não dá pra se esquecer da família nesse processo. Muitas vezes, os parentes participam dos rituais, pois sabem que desobedecer às regras do indivíduo desemboca em atritos. O correto seria não ceder a exigências e manias. Ele até pode ficar ansioso ou agressivo, mas isso vai durar pouco. Se compactuar com as compulsões, todos se tornam reféns do TOC para sempre.  O esforço de negar as vontades e agir com firmeza deve ser orientado pelo profissional de saúde. Ao longo das terapias, o paciente é incentivado a questionar seus pensamentos e modificar os comportamentos.</p>
<p style="text-align: justify;"><u> </u></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Manifestações diferentes do TOC</strong></h3>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Tudo precisa ficar estritamente organizado, alinhado, ordenado… Algo que fuja do padrão gera calafrios e irritação. Eis um dos principais subtipos do transtorno.</li>
<li>Há aqueles que criam um medo gigante de contaminação. Isso os impede de tocar em portas e corrimões. Existe uma dificuldade de visitar lugares como hospitais e cemitérios.</li>
<li>Um terceiro grupo não sai de casa sem olhar várias vezes a fechadura, o gás ou as torneiras. Eles cumprem uma maratona de ritos e cultos que demoram desde minutos até algumas horas.</li>
</ol>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>E os acumuladores?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Por décadas, quem não jogava nada no lixo era classificado de obsessivo compulsivo. Mas o critério mudou, e hoje essa enfermidade é reconhecida como um problema independente. No TOC, esse sintoma até aparece, mas é um fator secundário a outros comportamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Esperamos que tenham gostado do artigo e que possam voltar sempre para acompanhar nossas próximas postagens! Muito obrigada por sua presença por aqui e, aproveite para compartilhar esse conteúdo com quem você acredita que possa se beneficiar dele, em suas redes e deixe seu comentário ou dúvida!</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço e até breve!</p>
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