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	<title>Arquivo de superproteção - Bem Viver Mais</title>
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	<description>Psicoterapia Online</description>
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		<title>Você cria seus filhos para você ou para o mundo?!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2017 19:55:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pense na palavra &#8216;negligência&#8217;. Agora vamos retomar o que representa a expressão &#8216;negligência parental ou familiar&#8217;. Muito provavelmente você se lembrará de situações que já viu onde uma criança ou adolescente sofre praticamente um abandono por parte de seus cuidadores (pais ou não), sofrendo e sentindo-se solitária por não receber o amor, a proteção e&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Pense na palavra &#8216;negligência&#8217;. Agora vamos retomar o que representa a expressão &#8216;negligência parental ou familiar&#8217;. Muito provavelmente você se lembrará de situações que já viu onde uma criança ou adolescente sofre praticamente um abandono por parte de seus cuidadores (pais ou não), sofrendo e sentindo-se solitária por não receber o amor, a proteção e a segurança na qual tem direito. Estou certa?!</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, esse significado acima da negligência familiar está correto, contudo, o completo oposto disso, também pode ser considerado um ato de negligenciar filhos e/ou dependentes! <span id="more-852"></span>Aí você me diria&#8230;&#8221;Como assim?! Ficou louca?! E eu respondo: Não! E você entenderá o por quê logo a seguir!</p>
<p style="text-align: justify;">Pense bem: ao superproteger e cercar um filho/filha de extremo cuidado e atenção, será que esse(a) cuidador(a) não estaria, ao invés de poupar e proteger, apenas limitando e impedindo essa criança ou adolescente de experienciar as situações da vida e aprender com elas?!</p>
<p style="text-align: justify;">Ao querer moldar demais a personalidade e as vontades e necessidades de um ser humano em desenvolvimento, acaba-se enfrentando um limiar quase que invisível, uma linha tênue, entre o que seria um acompanhamento saudável do crescimento desse ser junto a seus cuidadores, para uma vivência extremamente incapacitadora.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao querer amparar e proteger demais suas crias, pais e mães, entre demais cuidadores, acabam sufocando seu desenvolvimento natural, no qual é comum (e se espera inclusive) sentir frustração, arrependimento, tristeza, ter decepções etc, pois são com estas experiências que mais aprendemos, assim como, é através dos erros que superamos certas dificuldades e amadurecemos para novas e desconhecidas situações.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao negligenciar tais vivências para a vida de um filho(a), seu preparo para o enfrentamento da vida e do que ocorrerá no mundo e na geração no qual ele(a) vive, estará muito comprometido e defasado, se comparado àqueles que sentiram toda sorte de sentimentos negativos, porém, sabiam que em suas famílias encontrariam abrigo, acolhimento, proteção, respeito e informação.</p>
<p style="text-align: justify;">O carinho e a educação são fundamentais, todavia, é necessário permitir, possibilitar, deixar com que pessoas que estão se desenvolvendo, passem e enfrentem determinados problemas, dificuldades etc, afim de registrarem o que realmente é saudável para elas, ou se aquilo é algo que se deve, a partir daquele momento, ser evitado ou feito de outra maneira. Em outras palavras, quando estamos crescendo, precisamos experienciar as coisas a partir de nossa ótica em determinados momentos, entendendo as causas e consequências (ou impactos) de nossas escolhas e atitudes por nós mesmos.</p>
<p style="text-align: justify;">Você provavelmente já deve ter ouvido de alguma pessoa (provavelmente alguém mais velho), aquela velha máxima: &#8220;nossas experiências de nada adiantam para o outro&#8221;. Podemos aconselhar, explicar e isso até evita muitos problemas e constrangimentos, no entanto, na maior parte das vezes, o ser humano sente-se impelido a experimentar certas coisas, mesmo que já tenha sido alertado a respeito daquilo.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquela famosa curiosidade e interesse em fazermos as coisas à nossa maneira, originalmente, sendo autênticos e espontâneos. Nesses nossos rompantes de ousadia em que arriscamos fazer diferente do que nos foi orientado, muitas vezes chegamos em conclusões diferentes dos demais e que podem, até mesmo, nos ser uma experiência diferente positiva e interessante, por que não dizer?</p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo: você jamais permitira que seus filhos fossem a um parque de diversão pois considera perigoso. No entanto chega um dia em que sua filha diz que vai estudar na casa da amiga e uma essa mentira para ir a este parque e acaba sentindo-se muito bem e descobrindo que de fato gosta muito das sensações que experimentou. E olha que esse é um exemplo simples.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos adolescentes acabam criando essa estratégias muito prejudicial de mentir aos pais, pois não encontram no diálogo com eles a possibilidade e flexibilidade que seria saudável para poderem experienciar coisas novas e diferentes das que seus pais gostam e/ou aprovam. O que mais tarde pode ocasionar em situações catastróficas, pois muitos filhos(as) mentem e escondem dos pais desde as mais pequenas coisas até grandes acontecimentos, como uma viagem, um abuso, ou seja, a negligência ocorre, justamente por não sentirem que podem contar com essas pessoas, por seriam apenas julgados e castigados.</p>
<p style="text-align: justify;">Conheci certa vez uma família que praticamente aprisionava a própria filha, que passou toda sua adolescência em casa, sem poder viajar com amigos, dentre outras coisas. Sair à noite era artigo de luxo. Ela não precisou (nem pôde) fazer absolutamente nada sozinha, nem mesmo ir ao poupa tempo retirar o próprio RG ou CPF, por exemplo. Nunca aprendeu a &#8220;se virar&#8221; e se organizar com suas necessidades, pois as mesmas eram completamente realizadas e atendidas por outras pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">E em outras famílias, mesmo em 2017, ainda percebo a grande necessidade de &#8220;moldar&#8221; os filhos as suas próprias maneiras, enfrentando grande medo deles serem diferentes. Chegando ao ponto de quererem que seus filhos pratiquem os esportes que eles  (pais) consideram melhor e mais adequado, além de insistirem na pior prática que um educador pode cometer: compará-los a outras crianças e adolescentes, menosprezando ou diminuindo suas capacidades, habilidades e personalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Tais filhos, mais tarde, precisarão com certeza ressignificar tantos anos de falta de aceitação em uma terapia. Pessoas que enfrentam lares e educações dessa forma, crescem extremamente inseguras, sem autoconfiança, ou com autoconfiança e autoestima superdimensionadas, muitas vezes são mimados e não conseguem desenvolver empatia e consideração pela condição e sentimentos das outras pessoas, e acabam sofrendo, tornando-se agressivas ou deprimidas, além de revoltadas com suas próprias vidas, pois tiveram de suprimir e negar seus impulsos, gostos, escolhas, por toda a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos também desenvolvem transtornos relacionados à ansiedade, visto que estão constantemente preocupados e estressados por buscarem atender expectativas de outras pessoas que não de si mesmos, e estar a altura do que outros exigem é praticamente impossível. Além disso são pessoas que seguem se descaracterizando e desconstruindo suas próprias identidades, pois precisam se encaixar em padrões alheios. Isso pode causar sérios comprometimentos além de transtornos de personalidade e comportamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo artigo do site &#8220;Psicologias do Brasil&#8221;: <strong>A superproteção se define como a atenção excessiva dada aos filhos</strong>. Pode parecer apenas mais um rótulo, e até uma forma de pôr em dúvida o modo como educamos nossos filhos. Eles também colocam que: &#8220;O mais curioso desse tipo de comportamento é que <strong>os pais e mães estão muito absortos em cada aspecto da vida de seus filhos</strong>: escola, esportes, hobbies,alimentação, amizades…Estão “super presentes” e pensam que, assim, atuam como os melhores pais do mundo, e que sua criança é a mais correta do mundo. No entanto, o equilíbrio emocional e pessoal das crianças está muito longe de refletir a felicidade.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Pais e cuidadores devem sim estar ao lado dos filhos e protegê-los, porém, devem permitir que seus filhos aprendam com os próprios erros e optem por seus caminhos, sabendo que terão o amor e o respeito desses pais os acompanhando nessas escolhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que este artigo tenha valido a pena para você ou talvez para alguém que você conhece! Não se esqueça de deixar seu comentário! Sinta-se à vontade caso queira compartilhar esse conteúdo em suas redes sociais!</p>
<p style="text-align: justify;">Forte abraço!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autora: Natália Ceará &#8211; Psicóloga, Palestrante &amp; Criadora do curso Autêntica-Mente</strong>, cujo intuito é que você performe com autenticidade na vida e na carreira. Estruturado a partir de mais de 13 anos de experiência (como profissional autônoma e celetista) e que utiliza ferramentas e técnicas de autoconhecimento e  inteligência emocional para garantir resultados sólidos e mensuráveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contatos:</strong> (19) 98456-5566 (Whatsapp disponível de segunda á sexta das 09h às 19h) ou pelo e-mail nataliacceara@gmail.com<br />
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