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	<title>Arquivo de sofrimento - Bem Viver Mais</title>
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	<description>Psicoterapia Online</description>
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	<title>Arquivo de sofrimento - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Amizade toxica: você tem uma? Como identificar e o que fazer!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Mar 2023 03:09:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma amizade tóxica pode ser definida como uma amizade que mantemos com alguém que não nos faz bem. Em vez de sentirmos prazer em passar o tempo com esse amigo, ficamos irritados, tristes ou cansados, como se ele tivesse sugado a nossa energia. Mas como agem as pessoas tóxicas e como se proteger delas? &#160; Como saber&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma amizade tóxica pode ser definida como uma amizade que mantemos com alguém que não nos faz bem. Em vez de sentirmos prazer em passar o tempo com esse amigo, ficamos irritados, tristes ou cansados, como se ele tivesse sugado a nossa energia.</p>
<p>Mas como agem as pessoas tóxicas e como se proteger delas?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Como saber se é uma amizade tóxica?</strong></h4>
<p><span id="more-2650"></span></p>
<p>Você já teve ou tem um amigo que te faz sentir mal? Não importa o que você faça ou diga, ele dá um jeito de te colocar para baixo. Amizades que fazem mal são difíceis de identificar porque, até certo ponto, temos carinho pelo amigo tóxico. O sentimento positivo às vezes nos cega para as atitudes negativas.</p>
<p>As amizades que cultivamos possuem um grande impacto nas nossas vidas. Elas nos ajudam a superar momentos difíceis, oferecem apoio emocional, elevam o nosso humor, nos divertem quando precisamos de uma distração, entre outros. Normalmente, quando não se pode contar com a família, as pessoas se apoiam nas amizades.</p>
<p>Sendo assim, é preciso aprender a identificar sinais de uma amizade tóxica para se distanciar de ‘amigos’ que causam e agravam sentimentos ruins em vez de ajudar a superá-los. Caso contrário, você pode ficar à mercê de pessoas que não querem, de fato, o seu bem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Como agem e quais são os tipos de pessoas tóxicas?</strong></h4>
<p>Na maioria dos casos de amizade tóxica, a presença do amigo não é sempre ruim. Às vezes, ele é agradável, engraçado e compreensivo. As suas atitudes legais se contrastam com seus comportamentos tóxicos, e essa dicotomia se torna motivo de confusão. Ele gosta ou não gosta de você?</p>
<p>Os comportamentos tóxicos se manifestam nas entrelinhas, de maneira sutil. Para facilitar a sua identificação, confira aqui algumas atitudes tóxicas:</p>
<p><strong>1 &#8211; Agem por interesse:</strong></p>
<p>A característica principal desse tipo de amizade é o interesse e um dos motivos pelos quais devemos ficar longe de pessoas tóxicas. Elas tomam suas decisões com base em interesses pessoais, visando apenas seu bem-estar, desejos e necessidades.</p>
<p><strong>2 &#8211; Não são confiáveis:</strong></p>
<p>Amigos tóxicos mentem, omitem a verdade para criar discórdia e contam os seus segredos. Eles também quebram promessas, falam mal de você pelas costas e voltam atrás em suas palavras. Sendo assim, é impossível confiar em um amigo tóxico.</p>
<p><strong>3 &#8211; Sugam sua energia e positividade:</strong></p>
<p>Pessoas tóxicas parecem drenar a energia de quem está perto. A negatividade que irradia delas é tanta que você fica abatido e cansado após uma interação. Por isso, a convivência diária com elas pode ser muito estressante.</p>
<p><strong>4 &#8211; Te colocam em situações desconfortáveis:</strong></p>
<p>Um amigo tóxico vai dar um jeito de te convencer a fazer algo que você não quer, seja por chantagem emocional ou insistência. Em outras palavras, ele tenta vencer “no cansaço”. Como não respeita suas vontades, te coloca com frequência em situações desconfortáveis.</p>
<p><strong>5 &#8211; Fazem pressão:</strong></p>
<p>Pressão emocional e cobrança são atitudes tóxicas comuns neste tipo de amizade. Pessoas tóxicas querem as coisas do seu jeito, por isso, atormentam os demais para se adequarem às suas maneiras. Quando se tem um amigo tóxico, é comum se sentir pressionado por ele frequentemente.</p>
<p><strong>6 &#8211; Tentam mudar o seu jeito de ser:</strong></p>
<p>A persistência em mudar seu jeito de ser, de se vestir, de falar e de interagir beira a amizade obsessiva. A amizade tóxica não aceita o outro como ele é por ser invejosa, competitiva ou controladora. Deste modo, você não consegue se sentir à vontade ao lado do amigo tóxico por muito tempo.</p>
<p><strong>7 &#8211; Mexem com a sua autoestima:</strong></p>
<p>Outro comportamento tóxico comum é tentar diminuir os outros para se sentir superior. Se um amigo tenta te diminuir a todo instante, falando de características físicas das quais você não gosta ou de seus defeitos, é sinal de que ele está tentando diminuir a sua autoestima.</p>
<p><strong>8 &#8211; Fazem humilhações públicas:</strong></p>
<p>Pessoas tóxicas podem fazer humilhações tanto públicas quanto privadas. Elas te insultam na frente de familiares, amigos ou cônjuge e disfarçam com uma risada, tentando fazer a ofensa parecer uma brincadeira. São, ainda, vitimistas. Quando alguém as chama a atenção, se colocam no papel de vítimas, como se estivessem sendo atacadas sem razão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Amizade tóxica: frases que amigos tóxicos costumam dizer</strong></h4>
<p>Outro sinal de alerta de falsa amizade são as frases proferidas por amigos tóxicos. Elas tendem a passar despercebidas ou ser recebidas com panos quentes. Muitas vezes, as pessoas se indignam com elas, mas em silêncio para preservar a amizade ou por ter medo de confrontos.</p>
<p>Entre as frases que amigos tóxicos costumam dizer estão:</p>
<ul>
<li>“Você sempre estraga as coisas!”</li>
<li>“Você não pensa direito.”</li>
<li>“Você engordou/ficou mais velho/parece horrível hoje.”</li>
<li>“Você nunca vai conseguir isso” ou “Eu sou muito melhor nisso do que você.”</li>
<li>“Você não faz isso por mim porque não gosta de mim de verdade!”</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Efeitos negativos de uma amizade tóxica</strong></h4>
<p>A amizade tóxica acarreta muito sofrimento. Quem tem um amigo assim normalmente tem mais sentimentos de insegurança e solidão, vive sob pressão e sofre mais com o estresse no dia a dia.</p>
<p>O mal-estar emocional provocado pelas atitudes tóxicas é gradativo. À medida que as palavras e comportamentos do amigo tóxico começam a lhe afetar, você começa a ter mais sentimentos e pensamentos negativos do que positivos na sua vida. De repente, sem você ter consciência disso, a tristeza, o cansaço e a irritabilidade se tornam pilares do seu dia a dia. Eles são especialmente intensos após as interações com esse amigo tóxico. É neste momento que você precisa se questionar se essa amizade está te fazendo mal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>O que fazer quando temos uma amizade tóxica?</strong></h4>
<p>Quando descobrimos uma amizade tóxica, temos duas opções: tentar consertar o laço com esse amigo ou se afastar dele.</p>
<p>Se nutrimos carinho e afeição por ele, o ideal seria chama-lo para conversar e dizer como temos nos sentido. O diálogo é o principal caminho para a resolução de conflitos. Entretanto, em vez de dizer “você fez X ou Y” podemos adotar a estratégia da comunicação não-violenta e dizer “eu me sinto X perante atitude Y”. Dessa forma, mudamos o foco para as divergências no relacionamento em vez de culpar o outro por suas atitudes. É claro que devemos responsabilizar o amigo tóxico por elas, mas, na hora de conversar, é melhor tentarmos usar essa estratégia para que ele nos escute.</p>
<p>Também devemos avaliar se a pessoa é assim ou se está passando por uma situação difícil. Os comportamentos inadequados podem ser reflexo de seus problemas. Neste caso, podemos oferecer ajuda e, após o problema ter sido solucionado, prestar atenção em como a pessoa se comporta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Quando se deve desistir de uma amizade?</strong></h4>
<p>Mas e se a única opção for sair da relação tóxica? As amizades que fazem mal são formadas a partir do interesse de uma das partes. Ela pode ser motivada por ganho financeiro, status, popularidade ou dependência emocional.</p>
<p>A reparação do relacionamento é difícil, dado que o amigo tóxico não vê valor na amizade em si, mas no que ganha com ela. Ao expressar os seus sentimentos, ele pode se sentir acuado e negar ter lhe magoado de alguma forma ou se afastar de você por conta própria.</p>
<p>Assim, a reflexão se faz necessária. Vale a pena manter uma amizade assim? Não é melhor procurar relações saudáveis em vez de investir em uma ruim?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Devemos ficar longe das pessoas tóxicas?</strong></h4>
<p>Pessoas tóxicas pensam somente em seus próprios interesses e sentem dificuldade ou não querem enxergar a dor emocional que causam no outro. Logo, se você possui contato com indivíduos que te diminuam e te deixem tristes, o ideal é procurar se proteger dessas pessoas tóxicas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Padrão abusivo recorrente nas amizades</strong></h4>
<p>Se costuma ter amigos tóxicos e não sabe por que as suas amizades seguem esse padrão, você pode procurar respostas na terapia. As pessoas costumam procurar o que é familiar para elas, mesmo que não se beneficiem disso.</p>
<p>Por exemplo, quem cresceu observando os pais brigarem dentro de casa, pode engatar um relacionamento em que brigas são comuns. Apesar de o indivíduo não ser feliz nesta relação, pelo menos ele já sabe lidar com ela. A terapia investiga a raiz do sofrimento e busca soluções que amenizem as dores emocionais. Como visto, as nossas amizades podem causar danos à nossa saúde mental. Então, para evitar reincidência futura, se recuperar dos efeitos da amizade tóxica ou se autoconhecer, você pode buscar a terapia.</p>
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<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>Adulto também é rejeitado: como lidar com isso sem sofrer tanto!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Oct 2021 23:39:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Embora a rejeição seja um sentimento comum, afinal estamos todos suscetíveis a ter de enfrentá-la em algum período ou situação, o fato é que nunca estamos preparados para lidar com ela. Rejeitar é o mesmo que recusar, resistir, desaprovar, e não é nada confortável enfrentar esse tipo de negação. A rejeição é uma experiência que&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Embora a rejeição seja um sentimento comum, afinal estamos todos suscetíveis a ter de enfrentá-la em algum período ou situação, o fato é que nunca estamos preparados para lidar com ela. Rejeitar é o mesmo que recusar, resistir, desaprovar, e não é nada confortável enfrentar esse tipo de negação.</p>
<p>A rejeição é uma experiência que causa fissuras na nossa autoestima, como se o entorno sinalizasse que não somos importantes e internalizamos esse sentimento como se fosse uma verdade sobre nós.</p>
<p>Por isso, a rejeição tende a machucar tanto. Temos a necessidade de aprovação e de acolhimento e, <span id="more-2356"></span>apesar de a rejeição não ocorrer, necessariamente, por algo intrínseco de quem a sofre, pois ela pode ser uma questão do outro, alimentamos uma tendência à culpa. Não é simples atribuir importância a si próprio, e se essa rejeição se repete, vamos ficando frágeis emocionalmente.</p>
<p><strong>Quais os impactos de uma rejeição?</strong></p>
<p>As rejeições fazem parte da construção de nossa identidade, comportando elementos conscientes e inconscientes. Suas marcas podem ser agravadas, elaboradas ou ressignificadas, dependendo de seu grau de intensidade e duração e das nossas experiências reais e simbólicas.</p>
<p>A forma como somos aceitos ou rejeitados interfere nos sentimentos que temos em relação a nós mesmos como valorização, depreciação ou descrédito. Por isso, sentir-se rejeitado pode causar muitos danos emocionais. Sofrer rejeição em diferentes fases do desenvolvimento podem ocasionar problemas sérios na autoimagem e autoestima.</p>
<p>Quanto mais precoce e intensa a percepção de rejeição, maiores são os danos emocionais. Afinal, ser rejeitado causa sempre uma sensação de desconforto, mas se isso acontece na infância os danos tendem a ser mais profundos, influindo até mesmo na maneira como o indivíduo irá lidar com a rejeição ao longo de sua vida. Uma criança rejeitada tende a se tornar um adulto inseguro, com pouca consciência sobre si mesmo e mais dependente. Podendo, muitas vezes, se sujeitar a relacionamentos abusivos ou mesmo relações cotidianas de subserviência.</p>
<p><strong>O cancelamento é uma forma de rejeição</strong></p>
<p>É esperado que o adulto tenha uma forma mais positiva de lidar com a rejeição. Porém, boa parte das pessoas possui lacunas no desenvolvimento de alguns processos como auto aceitação e autonomia, podendo levar a um sofrimento extremo em função da rejeição. Na atualidade, lidar com a rejeição tem sido mais complicado, pois ela ocorre de maneira rápida, direta e instantânea. E este é um sentimento que precisa ser elaborado. A questão da rejeição acaba provocando o medo de ser &#8216;cancelado&#8217;, situação em que o sujeito passa por uma espécie de linchamento (rejeição virtual), em função de seus posicionamentos, conferindo ao &#8216;cancelador&#8217; o crivo da superioridade.</p>
<p>Em suma, a rejeição interfere em todos os âmbitos de vida, mostrando que a pessoa não atingiu uma maturidade emocional e podendo potencializar a experiência de negação do seu ser, de seu modo de pensar e agir. É comum pessoas renunciarem, mesmo que por um tempo, características pessoais para se confirmarem em um grupo social. Cada indivíduo possui um limiar do que pode conceder em nome da aceitação e conformação social, mas se ceder muito isso será convertido em sofrimento, perda de identidade, distanciamento e outros estados emocionais negativos.</p>
<p><strong>Como lidar com a rejeição sem sofrer tanto?</strong></p>
<p>Para aprender a lidar com o sentimento de rejeição é necessário, antes de mais nada, passar por um processo de autoaceitação. Quem teve relações mais seguras e acolhedoras na infância parte melhor para seu desenvolvimento até a idade adulta. Falhas nessas relações e no desenvolvimento da autorregulação emocional levam a formas menos adaptadas de lidar com a rejeição. Por isso, listamos algumas dicas essenciais para reverter isso e enfrentar este tipo de situação sem tanto sofrimento.</p>
<p><strong>1. Autoconhecimento:</strong></p>
<p>Conhecer-se leva a uma aceitação realista de si, dos aspectos positivos e negativos de sua personalidade;</p>
<p><strong>2. Observação:</strong></p>
<p>Analisar os gatilhos que reatualizam situações de abandono e que podem gerar no presente situações de dependência emocional;</p>
<p><strong>3. Avaliação:</strong></p>
<p>Perceber se essa dificuldade é tolerável, pois se provoca sofrimento e torna o sujeito disfuncional, é imprescindível buscar ajuda profissional;</p>
<p><strong>4. Auto compaixão:</strong></p>
<p>Sem excesso, ajuda o indivíduo a ter uma visão mais realista sobre si, sem tantas críticas e sentimento de culpa;</p>
<p><strong>5. Auto aceitação:</strong></p>
<p>Ajuda na aceitação da forma como a pessoa é e enfrenta seus próprios critérios e experiências pessoais para encarar a vida, deixando-a mais autocentrada e confiante;</p>
<p><strong>6. Autonomia:</strong></p>
<p>Surge a partir do desenvolvimento da autocompaixão e auto aceitação. Tais processos auxiliam a lidar de uma forma mais positiva com a rejeição, com a chance de cada vez menos responder às expectativas dos outros e à conformidade social;</p>
<p><strong>7. Controle:</strong></p>
<p>Colocar-se numa posição de inferioridade de forma recorrente pode fortalecer as distorções cognitivas que contribuem para interferir na forma como encara os fatos. Por isso, é importante manter pensamentos negativos e que o jogam para baixo sob controle;</p>
<p><strong>8. Crie oportunidades</strong>:</p>
<p>A dor da rejeição pode ser superada ao criar novas conexões que priorizam a valorização e aceitação da pessoa como ela é. Não fique preso ao que o faz mal, sempre é importante avançar para novas conquistas</p>
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<p>Grande abraço e até breve!</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>O Luto e o Morrer: Reflexões do Luto deixado pelo COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2020 03:55:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Quarentena - Coronavírus]]></category>
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		<category><![CDATA[Suicídio e relacionados]]></category>
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					<description><![CDATA[O Morrer: Desde pequenos aprendemos que a vida é um ciclo e tem fim. Experienciamos desde cedo o luto de estar longe dos pais nos primeiros dias de escola, o luto de acabar uma atividade que estávamos gostando muito, de um amigo que muda de cidade, da morte de um animal de estimação, até claro,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">O Morrer:</h3>
<p style="text-align: justify;">Desde pequenos aprendemos que a vida é um ciclo e tem fim. Experienciamos desde cedo o luto de estar longe dos pais nos primeiros dias de escola, o luto de acabar uma atividade que estávamos gostando muito, de um amigo que muda de cidade, da morte de um animal de estimação, até claro, o falecimento de alguém seja uma pessoa distante de nós ou próxima.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada dor dói de um jeito, tem um diferente grau de sofrimento e nos consome de uma diferente forma. Temos a plena certeza de que <span id="more-1532"></span>esse momento vai chegar, mas ficamos otimistas e sempre afastando esse pensamento ruim de nossas mentes, que teimam em permanecer num cenário, num contexto onde todas as peças do quebra cabeça de nossas vidas estejam sempre encaixadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, se alguém deixar e fazer parte disso, deixará um vazio insubstituível. Só de pensar nessa ideia o medo já nos assola e geralmente vem acompanhado de desespero ou preocupação.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que os anos passem, e saibamos que essa possibilidade aumenta para algumas pessoas (independente delas serem próximas ou não de nós), tentamos obviamente afastar sempre esse fantasma que nos assombra, e, a forma de afastá-lo varia de pessoa para pessoa. Algumas oram, outras ficam em negação, entram em pânico só de imaginar aquela possibilidade e por ai vai&#8230;&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O morrer deixa marcas profundas, rompimentos bruscos e eternos em nossa alma. Sabemos que não temos controle absoluto sobre isso mas gostamos de acreditar que temos, que não acontecerá conosco, com nossa mãe, nosso pai, um irmão, um amigo, um avô&#8230;até a hora que ocorre de fato, sem um aviso ou, mesmo tendo essa previsão, até o ultimo fragmento de segundo, insistimos em acreditar que não vai ocorrer. Mecanismo e evitamento de uma dor inevitável.</p>
<h3 style="text-align: justify;">O Luto:</h3>
<p style="text-align: justify;">O Luto entra como preço a ser pago para cada história de perda, de término de ciclo, de desenlace, seja essa finalização de algo envolvendo uma morte ou não. Contudo aqui, nesse artigo, focarei no luto relacionado ao falecimento, morte, desencarne, chame como achar melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que nos preparemos para esse momento, como no caso de um parente que enfrenta há tempos uma doença grave, o fim só é sim, quando ele realmente chega, e aí não há mais aquela pessoa que existia até aquele momento. Há apenas um corpo, membros.</p>
<p style="text-align: justify;">Como entender e aceitar que aquele corpo que nos abraçou tantas vezes, nos beijos, sorriu conosco, nos ensinou tanto e esteve em tantos momentos, agora não possui mais vida? Que aquele corpo que nos abrigou em momentos ruins, e comemorou conosco em momentos bons, será cremado ou ficará num caixão enterrado a metros abaixo do chão num local tão triste como um cemitério?</p>
<p style="text-align: justify;">Isso é de rasgar o peito, destrói a alma, e nunca entendemos ou aceitamos ao certo, embora, em alguns casos, claro que temos compreensão que a pessoa estava sofrendo demais e precisava ter alivio da dor.</p>
<p style="text-align: justify;">Elizabeth Kübler Ross, escritora e psiquiatra suíço-americana, presenciou e viveu de perto as perdas e o luto dos horrores trazidos pela 2ª Guerra Mundial. Tantas coisas nas quais ela foi obrigada a conviver, fizeram com que escrevesse uma das mais importantes obras sobre esse assunto: &#8220;Sobre a Morte e o Morrer&#8221;, ou, em seu nome original: &#8221; <em>On death and dying</em>&#8221; de 1969.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa famosa obra, traduzida para diversos idiomas e estudada no mundo todo, ela colocou o que estudou uma vida toda e também presenciou muito: as fases do Luto:<strong> negação, raiva, barganha, depressão e aceitação</strong>, estágios pelos quais passam os pacientes diante de uma doença fatal ou que potencialmente ameace a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos tempos em que vivemos, com números tão agressivos de mortes pela COVID-19, que já nos assolam a cada dia, o que aumenta, também a cada hora, é o número, ainda mais assombroso de pessoas que entram em luto. Para cada pessoa que morre dessa doença, há uma legião que convivia e a amava que entra em Luto.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, se o número de mortos pelo Coronavirus já é muito alarmante, o número de pessoas em Luto por essas perdas, é no mínimo 3 vezes maior. Todos estão focando nas mortes, mas poucos falam de quem fica. Da dor que se forma ao tentar superar, enfrentar, entender e aceitar que alguém muito amado se foi.</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine toda essa energia de perda, de dor, multiplicada por números estrondosos&#8230;.Que atmsofera é essa que estamos vivendo? E esse ar &#8216;pesado&#8217; que estamos respirando? Que sentimentos formam o Luto? Tristeza? Raiva? Frustração? Medo? Arrependimento? Alívio pela dor que acabou?</p>
<p style="text-align: justify;">Pois é&#8230;pergunta difícil, cuja resposta variará de caso a caso. Luto é uma dor, um pesar, uma saudade, um sofrimento, um vazio que vai e vem. Que pode ficar anos sem nos visitar e, de repente, volta com tudo, nos fazendo reviver muitas sensações. Assim como, para algumas pessoas, quando ele retorna, já não está mais travestido de dor, mas apenas de uma saudade fraterna, que traz sorriso nos lábios, das lembranças vividas, dos momentos, mesmo que ruins, atravessados e superados.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando não falamos, não lidamos com o Luto e não trabalhamos com tudo que ele significa dentro de nós, na intenção apenas de superar a qualquer custo a dor, de vencer aquela etapa e de que aquilo fique pra trás o quanto antes, nos esquecemos que, na realidade, estamos apenas empurrando aquela dor e aquele peso todo para cada vez mais fundo em nosso inconsciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando esse peso submerge, a partir de gatilhos, lembranças, as vezes estamos fortes e conseguimos engoli-lo novamente jogando para um canto escuro e fundo dentro de nós. Mas quando não estamos tão preparados e fortes assim, submerge como uma bola inflável que se tenta manter no fundo de uma piscina&#8230;ou seja, impraticável e impossível.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso para algumas pessoas é tão insuportável a ideia de lidar com aquela dor, pois ela foi apenas, as vezes por anos, suprimida, reprimida, e disfarçada com uma série de outras atividades e formas de preencher o vazio que deixou, contudo, sim, a ferida continua ali, aberta, latejando e ardendo&#8230;E um simples band-aid não servirá mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Lidar com o Luto é entender o que o ciclo de vida daquela pessoa amada representou para você e, mais do que isso, refletir no que representou para ela mesma, com a ótica dela, tendo empatia, mas ao mesmo tempo, entendendo que você não podia nem devia intervir, interferir, nunca! Nós temos a liberdade de ir até certo ponto apenas, ensinando, inspirando, dando exemplo, explicando, demonstrando etc, porém, JAMAIS podemos fazer pela pessoa, escolher por ela, interferir em seu livre arbítrio! Mesmo sabendo que seria melhor pra ela se você o fizesse. Mesmo assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada pessoa enfrenta uma realidade só dela, com sua ótica, através de suas histórias e experiências! Sente as coisas de um modo muito peculiar, que podemos achar fácil de decifrar, mesmo assim, ainda é a própria pessoa que terá de vivenciar cada pedacinho daquelas experiências que surgem e que ela desenvolve na vida dela. Podemos dar suporte, ser apoiadores e incentivadores, mas a decisão final de tudo, será sempre dela, isso representa respeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Respeito pelos limites saudáveis que temos que ter entre nós, para não invasões e desrespeito desnecessários. Para não haver infrações e simbioses que descaracterizam e tiram a essência e a autenticidade das pessoas, tão importantes para sua existência!</p>
<p style="text-align: justify;">Pensar dessa forma nos ajuda a compreender, cada vez que pensamos mais na pessoa e na perda, o que ela realmente representava em nossas vidas. E também, de fato, o que representávamos na dela. O que muitas vezes está coberto por uma cortina espessa de expectativas, de carências, de frustrações, pois, queríamos ser mais para aquela pessoa, ou menos do que fomos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se dê essa possibilidade de DESCORTINAR seus sentimentos e expectativas com relação às pessoas pra olhar com mais clareza e racionalmente para o que essa relação representou em suas vidas. Independente se foi uma mãe, um amigo, um cônjuge, enfim, pra que a dor dê espaço e tempo para os fatos se apresentarem mais &#8220;limpos&#8221;, tais quais eram, e não sob um amontoado de sentimentos e emoções colocados ali pra facilitar ou pra culpar alguém ou algo sobre essa perda.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que, de alguma forma, este artigo possa lhe ter sido útil. Que tenha feito você &#8220;viajar&#8221; por ai e entender-se melhor, nem que tenha sido 1 milimetro a mais do que compreendia antes. Trabalhar a <strong>aceitação</strong>, último estágio que Kübler Ross descreveu em seu livro, é um caminho árduo para a maioria, mas não impossível. Busque fazer esses exercícios propostos acima e, se precisar, peça ajuda profissional! A psicoterapia online está aí para possibilitar e tornar mais leve todo esse processo duro do Luto.</p>
<p style="text-align: justify;">Um grande abraço, com carinho e os votos sinceros de que logo essa pandemia possa terminar e que o Luto que ela está deixando, seja, a cada dia mais, lidado e trabalhado pelos que o sentem, de forma sadia e inteligente emocionalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">E que os que se foram, estejam em planos iluminados e protegidos por Deus, sendo acolhidos com muito amor e cuidado, para que consigam ser transferidos para um plano muito melhor do que este. Que assim seja!</p>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><strong>Maiores informações:</strong> <a href="https://www.scielo.br/pdf/csc/v18n9/v18n9a28.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.scielo.br/pdf/csc/v18n9/v18n9a28.pdf</a> | &#8220;Uma releitura da obra de Elisabeth Kubler-Ross&#8221;. Selene Beviláqua Chaves Afonso &amp; Maria Cecília de Souza Minayo.</p>
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		<title>Vamos falar sobre bullying? (Parte 2: Mundo adulto)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Apr 2018 08:22:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Fundamentais]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[bullying]]></category>
		<category><![CDATA[bullying aldulto]]></category>
		<category><![CDATA[bullying empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[humilhação]]></category>
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					<description><![CDATA[O tipo de bullying que mais se tem notícias e estudos há alguns anos é o que ocorre no âmbito escolar, seja entre crianças ou adolescentes, e, mais recentemente, o cyberbullying, ambos retratados no primeiro artigo pela Flávia Merschmann, aqui da Bem Viver +. Nessa segunda e útlima parte pretendo adentrar no conceito de bullying&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O tipo de bullying que mais se tem notícias e estudos há alguns anos é o que ocorre no âmbito escolar, seja entre crianças ou adolescentes, e, mais recentemente, o cyberbullying, ambos retratados no primeiro artigo pela Flávia Merschmann, aqui da Bem Viver +.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa segunda e útlima parte pretendo adentrar no conceito de bullying de maneira mais ampla, contemplando o que ocorre, por exemplo, em empresas.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes disso, preciso deixar algo claro aqui, que talvez você leitor(a) jamais tenha pensado ou assimilado:<span id="more-946"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em qualquer situação ou lugar onde houver mais de uma pessoa, pode existir bullying. Já pensou nisso? Ou seja, isso inclui uma comunidade, grupo de amigos do condomínio, do bairro, seu grupo religioso (seja ele de qualquer igreja, credo, doutrina etc), podendo até ocorrer no grupo de trabalho voluntário, ou entre parentes e familiares, entre idosos, entre pessoas que trabalham em um comércio, porém em diferentes estabelecimentos, enfim&#8230;Acho que já deu para entender.</p>
<p style="text-align: justify;">A única questão é que, em diversas dessas ocasiões, o nome é outro. Em casa ou na família, chamamos violência doméstica (que pode ser qualquer tipo de agressão, humilhação ou relação subjugadora, onde uma pessoa impõe sofrimento a outra, seja por meio psicológico, físico, emocional, chantagem, abuso de poder ou autoridade, entre outras formas). No trabalho, estamos mais acostumados a ouvir sobre casos de assédio moral ou físico/sexual, e, em outros contextos, ouvimos sobre o abuso, a calúnia, a difamação, a fofoca, a humilhação e a violência acontecendo em suas mais variadas formas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em qualquer circunstância onde uma pessoa tenta, mesmo que da maneira mais sutil e leve, demonstrar superioridade e, com isso, imprimir sofrimento, por mínimo que seja em outra(s) pessoa(s), ela está sim cometendo bullying. Seja uma vizinha fofoqueira difamando e espalhando informações sem ter certeza ou prova nenhuma a respeito do fato falado, seja no grupo de igreja onde alguém tem sido subestimado ou ignorado por pensar ou saber as coisas de um jeito diferente da maioria, ou no grupo de amigos do condomínio onde alguém é ignorado e excluído pelos demais, sem ter feito nada de errado, mas, simplesmente por algum desentendimento ou malentendido, e por aí vai.</p>
<p style="text-align: justify;">O que eu quis deixar claro com todos esses exemplos, é que o bullying, apesar de ter raízes nas questões escolares, está muito mais presente e disfarçado de &#8220;brincadeira&#8221; e de &#8220;descontração&#8221; em muitos locais e grupos diferentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Numa empresa, instituição, órgão, estabelecimento comercial, entre outros ambientes de trabalho, ele também ocorre, e muitas vezes de forma nada sutil, mas sim escancarada. Piadas e dizeres sarcásticos ou irônicos, podem botar tudo a perder se não forem muito bem mensurados por seu interlocutor, pesando todos os impactos do que irá fazer ou falar, passando pelos filtros da educação, do respeito, da ética e do trabalho em equipe.</p>
<p style="text-align: justify;">Por muito pouco, pode-se criar uma inimizade e, de repente, gerar um clima esquisito, pesado que acaba atravancando toda a rotina, muitas vezes de toda uma equipe. Como o adulto acha que deve ser forte e nunca, em hipótese alguma, admitir que está sentindo-se inferiorizado, submetido a piadas exageradas ou sendo excluído, banido, ele acaba não denunciando, vai levando, aguentando, achando que o problema vai passar, que seria &#8220;frescura&#8221; reclamar com alguém a respeito, e se cala.</p>
<p style="text-align: justify;">Após certo tempo não há retorno, nada volta a ser como antes, leve, tranquilo&#8230;num clima favorável, pois o famoso e tão usado hoje em dia &#8220;ranço&#8221; está instalado, e nada vem à claridade, tudo segue num esquema invisível, contudo, tão denso como uma massa pesada que vai segregando e fragmentando o grupo.</p>
<p style="text-align: justify;">Para isso não ocorrer, ou então, quando ocorrer ser trabalhado da maneira correta, as pessoas precisam tentar entender o que está havendo e o máximo possível tentarem resolver qualquer pequeno atrito ou faísca que possa estar gerando um desconforto. Se isso não for possível e o problema seguir, o caso deve ser relatado ao RH da empresa ou então à algum responsável que possa intermediar e ajudar atuando na conciliação que se fizer necessária, como um terceiro elemento neutro, servindo de fiel da balança.</p>
<p style="text-align: justify;">Esteja atento! Pois o que mais temos visto por aí, como as lutas feministas, outras contra racismo, homofobia, gordofobia, também não deixam de ser lutas contra atitudes de bullyes, dos famosos &#8220;valentões&#8221;, que podem estar sozinhos, em grupo, ter qualquer idade, nível socioeconômico, cultural e, mesmo assim, estão impondo sofrimento, sendo carrascos sutis (ou nem tanto..) com colegas de serviço, amigos da igreja, pessoas do bairro, familiares e por aí vai.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu espero ter contribuído de alguma maneira para que você pense mais a respeito do bullying e de sua presença em tantos lugares e situações.</p>
<p style="text-align: justify;">Volte sempre, pois a cada 15 dias temos novos artigos por aqui! Você não pode perder essa oportunidade!4</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço!</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Suicídio: Precisamos falar disso!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Aug 2017 08:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Suicídio e relacionados]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[sofrimento]]></category>
		<category><![CDATA[suicidio]]></category>
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					<description><![CDATA[Não raro temos ouvido notícias de pessoas, principalmente adolescentes, que cometem suicídio. A palavra ‘suicídio’ está tornando-se, infelizmente, frequente e clichê. Muito mais triste que o sofrimento em si, é a interrupção de uma vida, que poderia com certeza beneficiar a tantos enquanto presente, incluindo o seu próprio crescimento e amadurecimento. Ainda mais triste e&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Não raro temos ouvido notícias de pessoas, principalmente adolescentes, que cometem suicídio. A palavra ‘suicídio’ está tornando-se, infelizmente, frequente e clichê.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito mais triste que o sofrimento em si, é a interrupção de uma vida, que poderia com certeza beneficiar a tantos enquanto presente, incluindo o seu próprio crescimento e amadurecimento. Ainda mais triste e doloroso é constatar que <span id="more-781"></span>essa interrupção foi uma escolha do próprio indivíduo.</p>
<p style="text-align: justify;">O que leva alguém a optar pela morte? Se isso fosse uma proposta de exercício, o que você, leitor(a) acredita que seja motivo o suficiente para cometer tal ato contra si mesmo(a)? O que o (a) faria fazer isso? Forma obscura de olhar para essa questão não é mesmo? Chega a assustar só de pensar&#8230; Ou nem tanto assim?!</p>
<p style="text-align: justify;">Se o sofrimento é subjetivo, ou seja, cada um sofre de uma forma diferente e por motivos particulares, o que levaria alguém a sentir um sofrimento tão grande a ponto de achar que a única saída é deixar de existir? Alguns responderiam que seria após ter vivido um episódio violento, outros diriam que poderia ser por solidão, ou baixa autoestima, ou por cometer um erro tão grande que o arrependimento fosse insuportável&#8230; E por aí vai&#8230; Mas, na realidade, há outra maneira totalmente reversa de refletir sobre o suicídio e que, provavelmente pode ser uma novidade para você!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Suicídio como consequência:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Primeiramente há um fator que muitos confundem: que é a vontade de morrer versus a vontade de querer que o sofrimento ou o problema cesse. Alguns suicidas se deparam na vida com situações e problemas tão complexos e sem resposta, que se sentem minúsculos e incapazes de reverter sua realidade, e isso por si só já os faz acreditar que aquele contexto não mais se resolverá, e que por isso, e por ele (a) ser “incapaz” de solucionar esse cenário atual, é melhor desistir da vida. Nesse caso o suicídio foi provocado primeiramente por situações externas que se configuraram na vida da pessoa e, ao internalizar toda a problemática ao seu redor, o sofrimento e a desistência de si mesmo foi o resultado da equação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Suicídio como fuga ou uma maneira de parar a dor:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Outra forma de buscar compreender o suicídio é quando não importa o contexto, o cenário em que se vive, nem as pessoas com quem se relaciona, a pessoa está internamente deprimida, sentindo-se vítima e algoz ao mesmo tempo. Mesmo que seu mundo seja (de fato) ‘cor de rosa’ e repleto de motivos aparentemente suficientes para fazê-la viver ‘satisfeita’, é como se ela vestisse óculos cujas lentes a faz enxergar tudo cinza e desfavorável, repleto de negatividade, insatisfação. Essa pessoa está deprimida, seu sistema nervoso central está inclusive colaborando para que se sinta assim e suas percepções, sensações, emoções, ações etc.. passam a seguir esse comando, um comando doente. Se for alguém que faz uso de drogas então, a situação se potencializa perigosamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que o suicida pensa na verdade:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Voltando ao que foi colocado anteriormente, e que para alguns pode ser novidade, o suicídio, em seus diversos contextos, é enxergado como solução, como alívio, como uma forma de fazer as dores e o sofrimento pararem. Essa é a ótica do suicida. De que tudo vai se resolver, basta ele não estar mais presente.</p>
<p style="text-align: justify;">O que não é levado em consideração por nenhum deles, haja visto que o sofrimento ocupa todo seu campo de visão, é de que a morte encerrará tudo: o que é ruim e o que é ou pode ser bom. Os problemas e as soluções, afinal suicídio não soluciona nada, apenas agrava (E MUITO) qualquer situação. Quem conhece a situação de perto saberá dizer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como as pessoas tem enxergado o suicídio:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tem pessoas que enxergam o suicídio inclusive como um ato egoísta, de alguém que só pensou em si mesmo e na sua dor, não levando o sofrimento dos outros em consideração ao tomar essa decisão de ‘ir embora’. Enquanto que o suicida alegaria que está enxergando o oposto: sua ausência irá cessar o sofrimento de outras pessoas. Será?</p>
<p style="text-align: justify;">Outros acreditam que suicidar-se é um ato de fraqueza, de fragilidade, de alguém que não foi ‘forte o suficiente’ para aguentar os ‘trancos’ da vida e que sentia-se vítima de tudo. Essa é, na nossa opinião, a pior ótica de todas, pois assim como o sofrimento, ‘fragilidade’ e fraqueza’ são termos extremamente subjetivos e que para cada pessoa pode significar algo diferente. E esse nem é o ponto que nos chama mais atenção&#8230; Para ser capaz de se matar, é porque na realidade, a pessoa esgotou suas forças, e não porque não foi forte! Ela esgotou as possibilidades, foi forte, enquanto pôde. Ela pode ter optado por sua própria morte, mas não deixou de ser forte por conta disso. E cá entre nós, para conseguir tirar a própria vida, exige-se muita coragem e motivação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Visão das autoras:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não somos sempre vítimas de nossa realidade, pois quem as causa na maior parte das vezes somos nós mesmos. Contudo, somos imperfeitos, somos problemáticos, não temos força e inteligência para fazermos tudo sozinhos, e existem pessoas que se sentem e de fato, estão completamente (e infinitamente) sós nesse mundo, precisando ser enxergadas, amadas e cuidadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, preferimos infinitamente buscar compreender, ler nas entrelinhas, ouvir o que não é dito, perceber o que não é feito e tentar, com todas nossas forças, exercer a compaixão e o amor pelas pessoas, ao invés de colocar uma venda nos olhos negando a oportunidade que temos a todo instante, de mudar essa estatística do suicídio. Nossa realidade tem muito de nós e muito dos outros, mas também é feita de todos nós juntos. Se um adoece, todos estamos adoecendo junto, afinal somos um sistema, funcionamos em rede.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale a pena sempre nos lembrarmos da máxima: “Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você”. Não esqueça, não ignore sinais, não diminua, não culpe ou julgue o sofrimento alheio. Tente ter o máximo de empatia e compaixão. Comece com um sorriso, com um suspiro, com um passo e no seu ritmo, a construir um mundo melhor para se viver.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autora: Natália Ceará &#8211; Psicóloga, Palestrante &amp; Criadora do curso Autêntica-Mente</strong>, cujo intuito é que você performe com autenticidade na vida e na carreira. Estruturado a partir de mais de 13 anos de experiência (como profissional autônoma e celetista) e que utiliza ferramentas e técnicas de autoconhecimento e  inteligência emocional para garantir resultados sólidos e mensuráveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contatos:</strong> (19) 98456-5566 (Whatsapp disponível de segunda á sexta das 09h às 19h) ou pelo e-mail nataliacceara@gmail.com<br />
<strong>Mídias:</strong><br />
Instagram: @natceara<br />
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/nat%C3%A1lia-cear%C3%A1-a3419330/</p>
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		<title>Será que você é hipersensível?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jun 2017 11:50:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos & Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Inteligência Emocional]]></category>
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		<category><![CDATA[hipersensível]]></category>
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		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[sentimento]]></category>
		<category><![CDATA[sofrimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Sentimentos exacerbados, dores amplificadas, mente borbulhante, angústia com o que não lhe diz respeito, intuição aguçada, espontaneidade inocente. Talvez você também seja um hipersensível. Quando entra em um ambiente onde as pessoas não estão bem, fica mal sendo que a sensacão desagradável se mantem impregnada em você durante periodo de tempo excessivo? Um simples comercial&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sentimentos exacerbados, dores amplificadas, mente borbulhante, angústia com o que não lhe diz respeito, intuição aguçada, espontaneidade inocente. Talvez você também seja um hipersensível.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando entra em um ambiente onde as pessoas não estão bem, fica mal sendo que a sensacão desagradável se mantem impregnada em você durante periodo de tempo excessivo? Um simples comercial de TV te faz chorar? Costuma sentir em si mesmo o que o outro está sentindo? Facilmente se comove com a dor alheia? <span id="more-2492"></span>Grandes catástrofes e desgraças do mundo te afetam além do que seria visto como normal? Se a maioria ou todas suas respostas foram positivas, então você faz parte dos Humanos Hipersensíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O que se pode entender sobre este tipo de pessoas? Até que ponto é bom e saudável ser deste modo e até que ponto sensíveis demais podem prejudicar a si mesmos? O que fazer ao se identificar hipersensível? E como ajudar pessoas neste padrão de funcionamento?</p>
<p style="text-align: justify;">Se não formos uma pessoa hipersensível, com certeza, estaremos cercados por algum. As pesquisas mostarm que 20% da populacão o é. Para um hipersensível, diagnosticar-se como tal é algo muito importante. Na verdade, um divisor de águas. Enfim, começamos a nos entender. Não somos exagerados, mimados ou dramáticos, como quase nos fizeram acreditar. Somos dotados de uma característica peculiar e determinante, a qual, por não podermos abrir mão, é necessário que aprendamos a manejar da melhor forma possível.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com o passar do tempo, é difícil chegarmos a uma conclusão exata de quanto da hipersensibilidade é “defeito” (negativo) e do quanto é “qualidade” (positivo). Mas, é o que nos adjetiva, nos compõe, nos impulsiona.</p>
<p style="text-align: justify;">Em razão da sensibilidade exacerbada, a dor, para nós, é &#8211; de fato &#8211; muito mais intensa. Tanto a física, quanto a emocional. A recuperação de uma cirurgia é muito mais penosa e demorada, por exemplo. Os exercícios físicos nos desgastam mais que aos demais. Uma gripe tem o poder de nos incapacitar. Entendemos, então, que não podemos servir de parâmetro para muita coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sentimentos, da mesma forma, são elevados ao cubo. Indiferenças nos entristecem bastante. Grosserias nos destroem. Barulhos excessivos afetam bastante os que sentem demais. Podemos ficar desconcertados com músicas muito altas, máquinas trabalhando ou pessoas gritando.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas coisas que podem não ter grande relevância para a maioria das pessoas, para os hipersensíveis são essenciais, e seria interessante que os que conosco convivem soubessem medir as palavras usadas, lembrar datas marcantes, atentar ao tom de voz, repetir elogios e evitar estressores desnecessários.</p>
<p style="text-align: justify;">Os hipersensíveis evitam conflitos ao máximo. Não apenas os que os envolvem, mas qualquer conflito. Presenciar uma agressão entre estranhos, por exemplo, pode os fazer sentir muito mal. Sentindo os golpes quase como se fossem dados neles.</p>
<p style="text-align: justify;">Presenciar injustiças os faz estremecer. Podem não ter nenhuma relação com a situação, mas não conseguem se manter neutros. Se, por alguma razão, não se envolvem &#8211; de fato &#8211; no ocorrido, certamente ficarão com aquilo na cabeça durante muito tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Empatia também é uma palavra que os define. Moradores de rua, crianças carentes e pessoas doentes os fazem murchar. Ver um animalzinho morrer pode acabar com o dia deles. Até mesmo as tristes e violentas histórias passadas cotidianamente nos noticiários os fazem muito mal. Melhor manter distância.</p>
<p style="text-align: justify;">O sofrimento alheio os atinge diretamente. Faz doer o coração. Querem ajudar a todos que vêem em necessidade. Não entendem como podem viver leve e alegremente em um mundo onde muitos estão passando por grandes dificuldades, das mais diversas ordens. A compaixão, desta forma, é imensa. Às vezes, pode até causar transtornos.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas hipersensíveis podem buscar alívio no álcool ou nas drogas, no sentido de anestesiarem o excesso de percepção e dor causado pela sensibilidade também excessiva. Muitos entram em depressão.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles tem a vantagem, por outro lado, de ficarem bem quando sozinhos. Na verdade, um pouco de solidão é essencial para um hipersensível. Precisam acalmar a mente, colocar a casa em ordem, dar uma aliviada. O silêncio, nesse ponto, é fundamental.</p>
<p style="text-align: justify;">Expressam os sentimentos com mais facilidade do que os demais. Se estão tristes ou emocionados, chorar não é problema. Aliás, choram bastante, às vezes até sem saber exatamente o por quê. Talvez, excesso de informação. É um alívio, uma forma de extravasar o que não cabe mais dentro deles.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da sempre excelente dica de se fazer terapia, é bom ter alguém de confiança para os acompanhar e ajudar nas dificuldades e êxitos. Existem dicas pessoais para lidar com o dia-a-dia e principalmente para diminuir a tensão e ansiedade em relações afetivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, também riem sem fazer cerimônia. Quando algo é engraçado, divertido ou excitante, ora, não há porque reprimir o sentimento. São espontâneos. Se envolvem e se empolgam com facilidade. Às vezes passam por inocentes demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Também são intuitivos e, não raro, captam as emoções e sensações dos ambientes. Sentem quando não são bem vindos, quando a situação é forçada, quando a intenção não é tão boa assim. Deveriam dar mais crédito aos <em>insights</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">São pensadores profundos. A mente, efetivamente, borbulha (ainda que saibam que isso os consome). Procuram explicações, soluções, inovações. O comportamento humano os fascina. A dinâmica da vida – e da morte -, igualmente. Vivem tentando entender o mundo. Buscam o sentido das coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">É trabalhoso. É sofrído. E muitas vezes, exaustivo. Mas é gostoso. É encantador. Na verdade, essencial. Não saberiam viver de outra forma, com outra intensidade. O tom é esse. A hipersensibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Busque ajuda sempre, pois somente se conhecendo ao máximo, você poderá ter um nível maior de qualidade de vida, enxergar maior sentido no que faz e com quem se relaciona, além de estabelecer uma relação mais saudável com o mundo e seu papel nele. E volte sempre ao nosso Blog, pois a cada 10 dias temos novos e interessantes conteúdos ligados à sua saúde emocional! Grande abraço!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">1- Você é um hipersensível?</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://somostodosum.ig.com.br/artigos/psicologia/e-voce-e-um-hipersensivel-11176.html">http://somostodosum.ig.com.br/artigos/psicologia/e-voce-e-um-hipersensivel-11176.html</a></p>
<p style="text-align: justify;">2- Nós, os hipersensíveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://obviousmag.org/divagacoes_em_prosa_e_verso/2015/12/nos-os-hipersensiveis.html">http://obviousmag.org/divagacoes_em_prosa_e_verso/2015/12/nos-os-hipersensiveis.html</a></p>
<p style="text-align: justify;">
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