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	<title>Arquivo de psicanálise - Bem Viver Mais</title>
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	<title>Arquivo de psicanálise - Bem Viver Mais</title>
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		<title>O que é Neurose?!?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Dec 2020 15:41:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Psicologia: Distúrbios emocionais]]></category>
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					<description><![CDATA[Um dos principais assuntos estudados pela psicanálise é a neurose. Entretanto, até hoje é muito comum a dúvida sobre o que é neurose, principalmente devido à amplitude do termo. Para uma conceituação geral sobre o que é neurose, ela pode ser considerada, a priori, como uma doença psíquica. Neuroses são fenômenos gerados por um conflito&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos principais assuntos estudados pela psicanálise é a neurose. Entretanto, até hoje é muito comum a dúvida sobre <strong>o que é neurose</strong>, principalmente devido à amplitude do termo. Para uma conceituação geral sobre <strong>o que é neurose</strong>, ela pode ser considerada, <em>a priori</em>, como uma doença psíquica.</p>
<p>Neuroses são fenômenos gerados por um conflito psíquico, envolvendo a frustração de um impulso instintivo. Além disso, podemos entender como neurose o resultado de nossas experiências. Sejam elas vivências, traumas ou recalques, conforme pontua a psicanálise. E também é entendida como problemas relacionados à fixação da libido e à fixação problemática.</p>
<h2><strong>Estudos de Freud sobre a neurose</strong></h2>
<p>Freud aprofundou seus estudos sobre a neurose: causas e sintomas. E usou seus estudos para embasar parte de suas teorias psicanalíticas. Assim como as metodologias terapêuticas por ele criadas. Para Freud, o inconsciente alimentava os instintos e os impulsos e ele deveria ser trabalhado para se curar as neuroses.<span id="more-1892"></span></p>
<p>Freud realizou a sua autoanálise que consistia em encarar calmamente os seus próprios fantasmas mentais e, assim, buscou avaliar como estes o afetavam. A sua autoanálise se voltou para as memórias da infância e também a morte de seu pai, em 1896, e conforme ele próprio afirmou, foi determinante para o estudo de si mesmo. A partir dessa análise de si mesmo, ele passou a analisar seus pacientes e a fundamentar as suas teorias, inclusive aquelas a respeito da neurose.</p>
<h2><strong>O que é Neurose na Teoria Freudiana</strong></h2>
<p>A neurose é um dos principais pontos da teoria de Freud, assim como ele relaciona a sexualidade e a sua importância para a vida mental. Ao desenvolver a sua teoria da sexualidade, ele demonstrou diversas origens que levam o homem ao sofrimento.</p>
<p>Freud pontuou, dentre essas questões, alguns fenômenos relacionados a estados corporais específicos que seriam de natureza eminentemente somática. Esses fenômenos ele considerou como característicos do que ficou denominado como “neurose atual”. Termo esse que inclui a neurastenia, a neurose de angústia e hipocondria.</p>
<p>Dentre os principais sintomas encontrados na neurastenia, de acordo com a teoria freudiana, estão a brutalidade do fator sexual e quando ela aparece com um problema para a vida humana. Também há as cefaleias e as prisões de ventre. Além de outros que podem surgir devido a uma atividade sexual não satisfatória, como o excesso de masturbação, segundo Freud.</p>
<p>Já para a neurose de angústia alguns de seus principais sintomas podem ser de natureza diversa, dentre eles: diarreias e congestões, distúrbios respiratórios ou cardíacos, etc.</p>
<p>A hipocondria não apresenta sintomas somáticos concretos. Porém, ela leva à nosofobia, que seria o medo de ficar doente. A qual está ligada aos sintomas da neurose de angustia.</p>
<h2><strong>As Neuroses contemporâneas para Freud</strong></h2>
<p>De acordo com Freud, esses fenômenos seriam as “neuroses atuais”. Dessa forma, Freud confere a eles um caráter contemporâneo dos fatores sexuais envolvidos em sua sintomatologia. Diferente das psiconeuroses, que possuem um caráter de historicidade da sexualidade.</p>
<p>Dessa forma, o termo neurose atual seria o oposto à psiconeurose, no que tange à historicidade subjetiva a esse fenômeno. Assim pode-se entender a amplitude para a psicanálise sobre o que é neurose. E muitos de seus sintomas estariam ligados à sexualidade, segundo Freud e suas teorias.</p>
<h2><strong>As Neuroses e a Sexualidade</strong></h2>
<p>Ao se definir o que é neurose para a psicanálise, vemos que muitos de seus sintomas ou origens estão ligados à sexualidade, ao menos, de acordo com as teorias de Freud.</p>
<p>Freud afirma que há um “desvio” da libido de sua aplicação satisfatória na neurose da angústia, por exemplo. Para Freud a excitação teria uma ordem somática, como se houvesse um acumulo somático da excitação sexual. Além disso, Freud afirma que essa excitação vem acompanhada de um decréscimo nos processos sexuais, por parte da psique. Para Freud, a excitação sexual possui uma grande importância nos processos psíquicos. Os quais, de acordo com a psicanálise, levariam à neurose.</p>
<p>Freud teorizou que diversos sintomas e manifestações, guardadas as suas peculiaridades, teriam a sexualidade como centro da questão da neurose. Dentre essas manifestações estariam as conversões histéricas, as neuroses de angústia e neurastenias, as ideias obsessivas, etc.</p>
<h2><strong>Alguns sintomas para ajudar a entender o que é neurose e o que ela causa</strong></h2>
<p>Os sintomas costumam variar de acordo com cada individuo. Mas existem alguns sintomas que podem indicar um sinal de alerta para a existência do transtorno. Entre eles estão:</p>
<ul>
<li>Medo de situações comuns do cotidiano;</li>
<li>Alterações de humor sem motivo aparente;</li>
<li>Grande preocupação que se mantém mesmo sem uma causa especifica;</li>
<li>Traços de histeria;</li>
<li>Fobia</li>
</ul>
<p>Como dito, os sintomas podem variar de acordo com a pessoa e também o tipo de neurose que a mesma apresenta. Portanto, é importante manter-se alerta não apenas a esses, mas a qualquer outro indicio. Pois, o tratamento realizado mais precocemente será mais efetivo e gerará resultados mais rápidos.</p>
<h2><strong>Alguns tipos de neurose e suas características </strong></h2>
<p>Ao analisarmos o que é neurose para a psicanálise, vemos que há diversos tipos de neurose, como a de angústia, a de abandono e a familiar.</p>
<p>A Neurose de Angústia é um tipo simples de psiconeurose, a qual tem na angustia o seu principal sintoma. Ela evolui em crises, que podem ser mais ou menos próximas. A neurose de angústia se manifesta com maior frequência em portadores de constituição ansiosa.</p>
<p>A Neurose de Abandono caracteriza um quadro no qual predominam a angústia do abandono, além da necessidade de segurança.</p>
<p>A Neurose Familiar ocorre quando, em determinada família, as neuroses individuais se completam. Dessa forma, elas acabam se condicionando reciprocamente. Além disso, ela pode evidenciar a influência exercida sobre as crianças por sua estrutura familiar, Inclusive influência do casal parental.</p>
<h2><strong>Algumas outras neuroses conhecidas pela psicanálise</strong></h2>
<ul>
<li>Neurose de Destino</li>
<li>Neurose do Fracasso</li>
<li>Neurose Narcísica</li>
<li>Neurose Traumática</li>
<li>Neurose Mista</li>
<li>Neurose de Caráter</li>
<li>Neurose de Compensação</li>
<li>Neurose Depressiva</li>
<li>Neurose Histérica Dissociativa e a de Conversão</li>
<li>Neurose Obsessiva Compulsiva</li>
<li>Neurose Fóbica,</li>
</ul>
<p>Além dessas, existem outras neuroses identificadas pelas teorias psicanalíticas, cada uma possuindo seus sintomas e particularidades.</p>
<h2><strong>Tratamentos para a neurose</strong></h2>
<p>Como visto, a neurose é mais um dos transtornos psíquicos estudados pela psicanalise. Assim, como os outros transtornos, seu tratamento é feito a partir de acompanhamento e terapia, podendo também envolver um acompanhamento psiquiátrico, que irá prescrever o método medicamentoso a ser realizado.</p>
<p>Diferente de outros transtornos como a depressão, o tratamento pode dispensar o uso de medicamentos, caso seja seguro para o paciente. O objetivo do tratamento é o combate aos sintomas, para proporcionar ao paciente uma vida tranquila e normal.</p>
<p>Gostou desse post? Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?</p>
<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>Nosso Eu Crítico e o Julgamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Aug 2019 19:26:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para que nossa mente funcione adequadamente (isto é, de forma mais completa e saudável), desenvolvemos ao longo da vida e das experiências vividas, estruturas que funcionam separada e complementarmente. Na Psicanálise, por exemplo, chamamos de ID, EGO e SUPEREGO. Contudo, hoje a intenção é explicar apenas uma parte disso, de forma mais simples e compreensível!&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Para que nossa mente funcione adequadamente (isto é, de forma mais completa e saudável), desenvolvemos ao longo da vida e das experiências vividas, estruturas que funcionam separada e complementarmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Psicanálise, por exemplo, chamamos de <strong>ID, EGO e SUPEREGO.</strong> Contudo, hoje a intenção é explicar apenas uma parte disso, de forma <span style="text-decoration: underline;"><strong>mais simples e compreensível!</strong></span></p>
<h3 style="text-align: justify;">Comecemos pelo básico: <span id="more-1239"></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Nós temos a nossa mente primitiva, que comporta nossos instintos de sobrevivência e as funções corporais mais básicas comandadas pelo cérebro e pelo SNC (sistema nervoso central), tais como fome, sede, sono etc, que regulam nossa sobrevivência.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o passar dos anos passamos a desenvolver estruturas mais complexas, como nossa personalidade, nossos gostos, entendendo, a cada ano que passa, aquilo que mais faz sentido para nós, que nos deixa mais satisfeitos, felizes e o que faz o efeito oposto.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso que passa a fazer parte e compor nossa identidade, é afetado diretamente e profundamente pelas relações familiares, entre outras. E é nesse caminho de descoberta de nós mesmos, que vamos ampliando, a cada nova vivência, o nosso próprio código de valores, tentando interpretar, no máximo de nossas habilidades (e isso varia muito de pessoa para pessoa), o que é <strong>CERTO E ERRADO</strong>, o que é <strong>MELHOR E PIOR</strong> para nós e aqueles à nossa volta. E você deve saber&#8230;.Esses conceitos são extremamente voláteis! Ou seja, variam muito, são subjetivos (se formam de acordo com a experiência e opiniões individuais). Portanto estamos vivendo sempre a mercê dessas múltiplas possibilidades de agir e, o que transforma o ponto de vista de cada ser humano em algo relativo à sua existência até aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">E aqui entra o miolo, a principal ideia que gostaria de expor aqui à vocês:</p>
<p style="text-align: justify;">Conforme o tempo passa, tendemos a ser cada vez menos versáteis e flexíveis, pois esse nosso &#8216;código de valores&#8217; e a ética exigida na sociedade, cada vez mais se solidificam em nossas mentes, e, as vezes sem querer, deixamos de exercitar a &#8216;mente aberta&#8217;, e empatia, pois percebemos e sentimos muito com tudo que já nos fez muito mal e que nos prejudicou e queremos, é claro, evitar tudo isso o máximo possível.</p>
<p style="text-align: justify;">Okay, contudo, o movimento que fazemos em paralelo a isso tudo (e que muitas vezes nem percebemos), é o crescimento e solidificação também do nosso <strong>EU CRÍTICO!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O nosso <span style="text-decoration: underline;"><strong>Crítico Interno</strong></span> amadurece a cada dia e vivência e, assim como peneiramos todas as situações e atitudes das pessoas alheias em nosso <strong>código de valores (</strong>através do julgamento que fazemos 24 horas de tudo a nossa volta), passamos também a julgar, criticar e moldar, nossos próprios comportamentos escolhas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tudo bem, mas, qual o problema disso até aqui?!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O grande problema começa, quando, ao invés de passar nossas atitudes e escolhas por essa &#8220;peneira&#8221; através do autoconhecimento, possibilitando a auto-empatia, a compreensão de que posso modificar e flexibilizar o que me torna mais sábio(a) e saudável, fazemos apenas uma parte do processo:</p>
<p style="text-align: justify;">A DE APENAS NOS CRITICAR, NOS JULGAR, NOS COBRAR, NOS EXIGIR A SERMOS CADA DIA MAIS CONDIZENTE COM O QUE A PENEIRA (CRÍTICO INTERNO) ESTABELECE COMO LEI, COMO VERDADE. Como se viver fora disso ou tentar fazer as mesmas coisas de outra maneira, com outro ritmo e olhar, com outros sentimentos não vividos ainda, fosse um crime!</p>
<p style="text-align: justify;">Quando isso passa a ocorrer, os julgamentos são cada vez mais fatais e rígidos, além de mais rápidos e e implacáveis. Não permitindo que nossa autoestima, o amor próprio, a e autoconfiança e a autoaceitação possam crescer. Afinal, se o crítico é rígido e não permite pontos fora de sua curva, ao tentar pensar diferente, fazer diferente, se amar diferente, se relacionar consigo e com os outros de forma diferente, a peneira vai &#8220;bugar&#8221;, vai entrar em contradição, e frear tais comportamentos que poderiam ser libertadores!</p>
<p style="text-align: justify;">Toda vez que nos criticamos com muita frequência e força, que não nos permitimos fazer, ser, falar, o que nosso coração está de fato sentindo, quer dizer que estamos muito apegados ao nosso código, ao Eu Crítico. E por isso devemos tomar cuidado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nosso crítico interno, nosso código de valores </strong>serviram e sempre servirão para nos manter fora de encrenca, para sabermos diferenciar o que nos faz bem do que não faz, e está tudo certo até aqui! Afinal vivemos em sociedade e, mesmo não aprovando o comportamento e escolhas alheias, temos que aprender à, ao menos, respeitar tal diversidade e aceitar que, certas diferenças, até nos complementam e nos fazem muito bem!</p>
<p style="text-align: justify;">O alerta que gostaria de deixar à todos é com relação à esse processo do crítico quando ele ocorre de nós para nós mesmos. Será que seu crítico interno está te preservando e precavendo, ou está na verdade te impedindo e te afastando de tantas descobertas bacanas, atitudes novas ou apenas diferentes que te levariam a um próximo nível de maturidade emocional? De evolução humana?!</p>
<p style="text-align: justify;">Repense seu código de valores! Todo código merece ser revisto e reescrito de tempos em tempos, para possamos ABRIR ESPAÇO PARA O NOVO, O DIFERENTE E PARA O QUE MUITAS VEZES JÁ EM NOSSO CORAÇÃO, E QUE NOS FARÁ UM SER HUMANO MELHOR E MAIS FELIZ!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que seu crítico interno vem impedindo você de dizer, de fazer, de decidir, de se permitir, que caso você fizesse, apesar de parecer perigoso, apenas te libertaria, te faria mais leve e satisfeito(a)?!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>E lembre-se sempre: não adianta libertar-se de um certo hábito, de um código de atitudes e comportamentos, adquirindo outros sem assertividade, sem inteligência emocional, sem empatia ao próximo. Todos nós temos a possibilidade de nos melhorar e evoluirmos sem que, para isso, precisemos destruir o outro, passar por cima de algum sentimento alheio ou desrespeitando as pessoas à nossa volta!</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Espero de coração que esse conteúdo possa ter lhe feito refletir e chegar em conclusões que tragam mais amor próprio, mais autoconhecimento e alegria à sua vida! Se gostou, compartilhe com quem você acredita que também se beneficiará de artigo! Deixe também seu comentário para sabermos que você passou por aqui!</p>
<h3 style="text-align: justify;">Artigos relacionados que também podem lhe interessar:</h3>
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<p style="text-align: justify;">Grande abraço!</p>
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		<title>Os Arquétipos na Psicologia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 May 2019 02:32:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Você já ouviu falar sobre o arquétipo do guerreiro ou algum outro? Pois então, será sobre isso que o presente artigo irá discorrer melhor a respeito, na tentativa de esclarecer como esses conceitos são utilizados na psicologia e o que significam. Na psicologia analítica, através do trabalho realizado por Carl Gustav Jung, um dos grandes&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Você já ouviu falar sobre o arquétipo do guerreiro ou algum outro? Pois então, será sobre isso que o presente artigo irá discorrer melhor a respeito, na tentativa de esclarecer como esses conceitos são utilizados na psicologia e o que significam.</p>
<p style="text-align: justify;">Na psicologia analítica, através do trabalho realizado por Carl Gustav Jung, um dos grandes teóricos e estudiosos da Psicanálise, este conceito se refere às<span id="more-1194"></span> imagens primitivas inseridas no inconsciente coletivo desde os primórdios do ser humano. São moldes inerentes ao ser desde o princípio da existência, os quais têm a função de atuar como fonte primordial para o amadurecimento da mente. Esta concepção foi inspirada exatamente no mundo das idéias de Platão, que nada mais é do que a matriz de tudo que há no que consideramos a nossa realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Complexo certo?! Então vamos com mais calma&#8230;Procure pensar apenas em símbolos, cada qual com seu significado. Pois é&#8230;.cada símbolo, arquétipo, terá então uma função (ou papel) na vida de nós, indivíduos, e a influência deles, se assim quisermos compreender e estivermos com a mente aberta para testar a teoria, nos fará agir de uma determinada maneira. Cada qual com sua característica. Vamos explorar mais&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Ana Lucia Santana, pelo site InfoEscola, coloca:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Segundo Jung, os arquétipos nascem da incessante renovação das vivências experimentadas ao longo de várias gerações. Este aprendizado é necessário para que o Homem caminhe rumo à sua individuação, ou seja, na direção de sua mais perfeita lapidação, para que um dia possa se unir novamente ao seu Self. Assim, esta incessante aquisição de conhecimento e de experiências, executada durante milhares de anos durante a jornada humana, é administrada pelos arquétipos, que para melhor estruturarem esta conquista geraram modelos responsáveis pelo trabalho psíquico.</p>
<p style="text-align: justify;">Os arquétipos estão, portanto, nos bastidores de todos os nossos pensamentos, sentimentos, emoções, intuições, sensações e atitudes. Normalmente eles se expressam através dos símbolos, pois constituem sua composição estrutural oculta aos olhos humanos. Alguns destes arquétipos conquistaram tamanha independência que se destacaram do âmbito da consciência individual do ‘eu’- a persona; a anima ou o aspecto feminino do homem; o animus ou o lado masculino da mulher; e a sombra.</p>
<p style="text-align: justify;">E ela segue explicando melhor:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Os símbolos arquetípicos são encontrados nos mitos originais, nas mais variadas religiões, em lendas que já fazem parte da bagagem cultural coletiva, os quais marcam definitivamente a consciência e particularmente a esfera do inconsciente humano. Alguns destes arquétipos: a figura materna, a imagem do pai, a criança, o herói, o divino, entre outros. Eles constituem, para a psicologia junguiana, manifestações imateriais que modelam os eventos psíquicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os arquétipos são gerados no contato do Homem com o mundo concreto, não existem anteriormente. O único que se pode enquadrar na categoria a priori é a atração imanente do ser humano para a esfera divina, ou seja, a Humanidade está sempre se preparando para o contato com Deus, primeiro arquétipo constituído na mente humana. O Inconsciente Coletivo é justamente composto pelos arquétipos, temas presentes na organização psíquica de cada ser.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Um arquétipo pode ser um animal, um símbolo, uma pessoa, em variadas formas e podendo ter uma sintonia positiva, trazendo sensações e resultados bons, ou negativa, trazendo coisas ruins, emoções e atitudes prejudiciais.</p>
<p style="text-align: justify;">Na tentativa de elucidar melhor para você sobre como pensar e entender os arquétipos, aqui vai um vídeo breve com algumas explicações:</p>
<p><iframe title="O Que São Arquétipos - Significado e Como Utilizar" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/7h5As5QmTRM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Segue também uma figura com os principais arquétipos que aparecem em empresas, no mercado:</p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1199" src="http://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2019/05/images.jpg" alt="images" width="231" height="218" /></p>
<p style="text-align: justify;">Espero que esse texto possa lhe ajudar a compreender esse tão misterioso e complexo conceito, mas que também pode ser utilizado de diversas maneiras na compreensão das relações humanas.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito obrigada por estar por aqui! Esperamos que visite novamente nosso Blog, pois a cada 15 dias temos sempre um novo conteúdo! Compartilhe com quem você acredita que se beneficiaria desse conteúdo e volte sempre! Grande abraço!</p>
<p style="text-align: justify;">Referência:</p>
<p style="text-align: justify;">Arquétipos &#8211; https://www.infoescola.com/psicologia/arquetipos/</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Sonhos ajudam a manter a memória em dia!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Apr 2019 17:02:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muitos fatores que envolvem os sonhos ainda são um mistério para a medicina. A presença do inconsciente, a importância dos sonhos e a necessidade humana em tê-los, mesmo no século 21, ainda são partes obscuras e objetos de estudo. Contudo, em um fator os médicos concordam: os indivíduos que lembram dos sonhos conseguem manter uma&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Muitos fatores que envolvem os sonhos ainda são um mistério para a medicina. A presença do inconsciente, a importância dos sonhos e a necessidade humana em tê-los, mesmo no século 21, ainda são partes obscuras e objetos de estudo. Contudo, em um fator os médicos concordam: os indivíduos que lembram dos sonhos conseguem manter uma memória saudável e têm uma capacidade maior para fixar na mente eventos e informações imprescindíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a medicina, é certo que todas as pessoas sonham, <span id="more-1172"></span>tirando raros casos de lesões cerebrais em regiões do encéfalo onde os sonhos são processados. A diferença, portanto, é que algumas pessoas conseguem se lembrar com maior facilidade deles, ativando e melhorando sua memória.</p>
<p style="text-align: justify;">Sigmund Freud, conhecido como o pai da Psicanálise, dizia que os sonhos eram manifestações disfarçadas de desejos inconscientes. Essa teoria não é negada nem aceita pela medicina, já que não houve uma comprovação experimental dos achados e das pesquisas de Freud.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, a ativação da memória por meio dos sonhos é certeira, como explica o otorrinolaringologista e diretor da Associação Brasileira do Sono, Michel Cahali.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Quando uma pessoa sonha, o cérebro dela está no processo de consolidação da memória. Isso é algo muito legal para a memória. A grande maioria das pessoas sonha todas as noites justamente para criar no cérebro dicas sobre os acontecimentos&#8221;, afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, o fato de um indivíduo se lembrar do seu sonho é positivo, pois demonstra que o sono dele está profundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sonhos geralmente ocorrem em fase de sono consolidado e, portanto, quem se recorda deles sabe certamente que está atingindo um patamar de repouso que permite ao corpo se regenerar para o dia seguinte.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora consolide o processo de construção da memória, o conteúdo dos sonhos ainda não possui significado algum para a medicina. Segundo alguns estudiosos, a questão do inconsciente não pode ser ligada a fatores do corpo humano, pois não há 100% de acerto na hora de ligar um acontecimento relevante a um sonho.</p>
<p style="text-align: justify;">Obrigada pela leitura e por nos acompanhar! Aproveite pra compartilhar esse conhecimento com outras pessoas!</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço a todos!</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
					
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		<title>Mecanismos de Defesa na Psicanálise (Parte 1)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Mar 2019 19:13:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Fundamentais]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Mecanismos de Defesa são comportamentos (incluindo pensamentos e falas internas), atitudes, gestos e diálogos que desenvolvemos para proteger nosso ego de lidar com o desgaste e as complicações de assumir (e aceitar) as REAIS condições e questões enfrentadas durante a vida, e também as dificuldades e intrigas vivenciadas nas relações com outras pessoas, ou&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Os Mecanismos de Defesa são comportamentos (incluindo pensamentos e falas internas), atitudes, gestos e diálogos que desenvolvemos para proteger nosso ego de lidar com o desgaste e as complicações de assumir (e aceitar) as REAIS condições e questões enfrentadas durante a vida, e também as dificuldades e intrigas vivenciadas nas relações com outras pessoas, ou até conosco mesmos (sim&#8230;<span id="more-1149"></span>muitas vezes não queremos nem mesmo assumir para nós mesmos o que realmente sentimos e queremos!).</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo de 2 posts aqui no Blog, vamos descrever para vocês os 9 mecanismos de defesa mais comuns que Anna Freud, dando continuidade à obra de seu pai (Sigmund Freud), aprofundou em sua obra: &#8220;<em>O Ego e os mecanismos de defesa</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify;">Começando por estes primeiros 5:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. Negação:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Você pode considerar este o mecanismo de defesa “genérico”, porque aparece por trás de muitos dos outros. Quando você usa a <strong>negação</strong>, você simplesmente <strong>se recusa a aceitar a verdade ou a realidade</strong> de um fato ou experiência. “Não, eu sou apenas um fumante social,” é um bom exemplo;</p>
<p style="text-align: justify;">Da mesma forma as pessoas podem aplicar o <strong>mecanismo de defesa da negação</strong> a qualquer mau hábito que desejam se distanciar incluindo uso excessivo de álcool ou uso de drogas, compras compulsivas ou jogos de azar, e similares. “Apenas diga não”, neste caso, significa que você vai proteger a sua autoestima ao não reconhecer o seu próprio comportamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>A negação</em> </strong>também pode ser utilizada por vítimas de traumatismo ou desastres e pode mesmo ser uma resposta protetora inicial benéfica. No longo prazo, porém, a <em>negação</em> pode impedi-lo de incorporar informações desagradáveis sobre você e sua vida e ter consequências potencialmente destrutivas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. Repressão:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um passo acima da <em>negação</em> no esquema de classificação genérica, a <strong><em>repressão</em> </strong>envolve simplesmente esquecer de algo ruim. Você pode esquecer uma experiência desagradável, no passado, como um acidente de carro no qual você foi culpado.</p>
<p style="text-align: justify;">Você também pode usar a <strong><em>repressão </em></strong>quando você “esquecer” de fazer algo desagradável, como ir ao dentista ou ao encontro com um conhecido que você realmente não gosta. A <strong><em>repressão</em></strong>, como a <em>negação</em>, pode ser temporariamente benéfica, especialmente se você se esqueceu de algo ruim que aconteceu com você, mas como acontece com a negação, se você não vir a enfrentar a experiência ela pode voltar para assombrá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3. Regressão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Da <em>repressão</em> à <strong><em>regressão</em> </strong>o “g” faz toda a diferença. Na <strong><em>regressão</em></strong>, você volta a um estado emocional infantil em que seus medos inconscientes, ansiedades, e “angústia” geral reaparecem.</p>
<p style="text-align: justify;">Na <strong>teoria do desenvolvimento</strong> <strong>psicossexual de Freud</strong>, as pessoas se desenvolvem através de estágios, como o estágio oral, anal e fálico, e as estruturas básicas da personalidade são estabelecidas. No entanto, de vez em quando, uma pessoa quer reverter-se para um estado infantil de desenvolvimento. em particular em condições de tensão.Essa raiva da estrada que você vê quando os condutores estão presos no trânsito é um grande <strong>exemplo de regressão</strong>. As pessoas também podem mostrar <em>regressão</em> quando retornam a um estado infantil de dependência. Se encolher sob os cobertores quando você teve um dia ruim é uma instância possível.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema com a <em>regressão</em> é que você pode se arrepender de deixar o seu espetáculo infantil de uma forma autodestrutiva. Recusar-se a falar com as pessoas que fizeram você se sentir mal ou triste pode eventualmente chegar em problemas piores do que os que você tinha quando começou.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4. Deslocamento:</strong></p>
<div class="fitvids-video" style="text-align: justify;">No <strong><em>deslocamento</em> </strong>você transfere seus sentimentos originais perigosos (geralmente raiva) para longe da pessoa que é o alvo e para uma vítima mais infeliz e inofensiva.</div>
<p style="text-align: justify;">Aqui está o <strong>exemplo clássico de deslocamento</strong>: Você teve uma interação muito desagradável com seu chefe ou professor, mas você não pode mostrar a sua raiva em relação a ele ou ela. Em vez disso, você chega em casa e, por assim dizer, “chuta o gato” (ou cão).Toda vez que você mudar seus verdadeiros sentimentos de sua fonte provocadora de ansiedade original para quem você percebe como menos provável de causar-lhe mal, você está muito possivelmente <strong>usando deslocamento como mecanismo de defesa do ego</strong>. Infelizmente, o <strong><em>deslocamento</em> </strong>pode protegê-lo de ser demitido ou expulso da sala de aula, mas não irá proteger sua mão se você decidir deslocar a sua raiva do verdadeiro alvo em uma janela ou parede.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você conseguiu acompanhar até aqui e compreender o que Anna Freud tentou explanar sobre nossa tentativa de proteger o que somos e sentimos verdadeiramente, aguarde e volte aqui no blog no final desse mês, pois você verá os próximos 5 mecanismos também muito comuns.</p>
<p style="text-align: justify;">Obrigada pela leitura e por nos acompanhar! Aproveite pra compartilhar esse conhecimento com outras pessoas!</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço e até 31.03!</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p>Kramer, U. (2010). Coping and defence mechanisms: What’s the difference? Second act. <em>Psychology and Psychotherapy: Theory, Research and Practice</em>, 83(2), 207-221. doi:10.1348/147608309X475989</p>
<p>Larsen, A., Bøggild, H., Mortensen, J., Foldager, L., Hansen, J., Christensen, A., &amp; … Munk-Jørgensen, P. (2010). Psychopathology, defence mechanisms, and the psychosocial work environment. <em>International Journal of Social Psychiatry</em>, 56(6), 563-577. doi:10.1177/0020764008099555</p>
<p>Olson, T. R., Perry, J., Janzen, J. I., Petraglia, J., &amp; Presniak, M. D. (2011). Addressing and interpreting defense mechanisms in psychotherapy: General considerations. <em>Psychiatry: Interpersonal and Biological Processes</em>, 74(2), 142-165. doi:10.1521/psyc.2011.74.2.142</p>
<ul>
<li>Por <strong>Susan Krauss Whitbourne Ph.D.</strong></li>
</ul>
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		<title>Entenda o que são os sonhos para a psicanálise</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Oct 2018 16:28:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Fundamentais]]></category>
		<category><![CDATA[conteúdo]]></category>
		<category><![CDATA[Freud. Jung]]></category>
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					<description><![CDATA[Quantas vezes você ouviu alguém dizer que os sonhos são apenas banalidades ou sinais das suas vivências diurnas? Muitas, com certeza! Na jornada do autoconhecimento é quase impossível sabermos tudo a respeito da nossa cultura, ancestralidade e a da nossa natureza. Não sabemos, e provavelmente nunca compreenderemos, tudo sobre nós mesmos. E os sonhos, se&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quantas vezes você ouviu alguém dizer que os sonhos são apenas banalidades ou sinais das suas vivências diurnas? Muitas, com certeza! Na jornada do autoconhecimento é quase impossível sabermos tudo a respeito da nossa cultura, ancestralidade e a da nossa natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sabemos, e provavelmente nunca compreenderemos, tudo sobre nós mesmos. E os sonhos, <span id="more-1062"></span>se interpretados, podem ser nossos aliados nesse grande percurso da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste post, vamos abordar sobre o que são os sonhos para a psicanálise de Freud e de Jung, suas diferenças e ainda os principais conceitos da obra “A Interpretação dos Sonhos”, que trata o sonho como uma realização de desejos. Acompanhe!</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>As bases da teoria psicanalítica</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Para garantir que os sonhos não passem de insignificâncias, como muitos creem, o pai da psicanálise, Sigmund Freud concebeu em 1900, o livro, “A Interpretação dos Sonhos”. A obra é um clássico da psicanálise que viria a revolucionar a visão sobre a significância dos sonhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa revolucionária e talvez mais importante obra, Freud chega a várias conclusões. Entre elas a constituição do aparelho psíquico e o entendimento de consciente e inconsciente que empresta fundamento às elaborações fantasiosas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>O censor dos conteúdos</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Freud, o inconsciente produz conteúdos quase sempre impactantes e que há um “censor interno” que proíbe que esses assuntos sejam manifestados pelo inconsciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, quando adormecemos, o “censor” baixa um pouco a vigília e o inconsciente por sua vez distorce a sua informação, a fim de que ela passe pela censura. Assim, os sonhos são para Freud o “caminho legítimo para o inconsciente”.</p>
<p style="text-align: justify;">No livro ele explica que o que sonhamos, na maioria das vezes, não é aquilo que se mostra ou se sente, mas algo mais profundo que precisa de uma interpretação para ser entendido.</p>
<p style="text-align: justify;">E a distorção, por sua vez, é originária em especial dos mecanismos de condensação que podem ser a concentração de ideias ou conteúdos com pontos em comum, ou mesmo a fusão de ideias/afetos/desejos parecidos para desfocar o verdadeiro objeto; e do deslocamento, quando há troca de um objeto latente por uma de suas partes constituintes.</p>
<p style="text-align: justify;">Deste modo, todo sonho tem um conteúdo latente e um manifesto. O manifesto é aquele que nos lembramos, ou seja, a história do sonho. Por outro lado, o conteúdo latente é aquele conteúdo verdadeiro, mas censurado — objetivo da interpretação do analista, que vai precisar buscar e tornar consciente o conteúdo latente.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>O significado dos sonhos para a psicanálise</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Se considerarmos a psicologia como a ciência do autoconhecimento e que sempre considerou os sonhos nesta jornada, quem vai nos conduzir nesta interpretação dos sonhos serão os dois mais notáveis psicólogos do período moderno: Freud e Jung.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Sigmund Freud, vanguardista por seus estudos sobre as mensagens do nosso inconsciente, os sonhos são uma forma da psique de “realizar desejos”. São ensaios por parte do inconsciente para solucionar um desacordo, seja ele recente ou algo do passado.</p>
<p style="text-align: justify;">Já para Carl Jung, psiquiatra, psicoterapeuta e fundador da psicologia analítica, o sonho é uma fração do exercício psíquico involuntário, mas que dispõe de considerável consciência, a fim de ser reproduzida no estado de vigília. Desse modo, os sonhos são as manifestações psíquicas que mais nos apresentam elementos “irracionais”.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>A diferença entre Freud e Jung</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Freud partia da interpretação de que todos os conteúdos dos sonhos tinham causa em experiências anteriores, desejos e traumas. Ao apreciar os sonhos, Freud sugere considerar que:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>sonhos podem estar manifestando desejos;</li>
<li>sonhos podem estar recordando fatos que aconteceram na véspera.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Contrário à abordagem de Freud, Jung vê os pensamentos oníricos como uma finalidade e atua com elas e não com as suas causas. No momento de “examinar” um sonho, Jung pondera que:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>perceba os símbolos nos sonhos;</li>
<li>amplie o conteúdo dos sonhos;</li>
<li>leve em conta a função compensatória dos sonhos.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Logo, na busca constante pelo nosso eu, os sonhos desempenham papel fundamental. Descobrir o que são os sonhos para a psicanálise é o mesmo que ampliar nosso entendimento do mundo e desenvolver a nossa personalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você gostou de saber como eram tratados os sonhos por diferentes psicanalistas e quer saber mais sobre outros assuntos, visite o nosso blog cada 15 dias pois sempre postamos novos conteudos.</p>
<p style="text-align: justify;">Um grande abraço!</p>
<p style="text-align: justify;">
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