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	<title>Arquivo de pandemia - Bem Viver Mais</title>
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	<title>Arquivo de pandemia - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Precisamos falar sobre o luto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Apr 2021 18:52:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A sensação de perda, acirrada pela pandemia, pode (e deve) emprestar novo sentido ao que fazemos da vida Vínculos rompidos O luto é um processo natural, desencadeado pelo rompimento de um vínculo. A gente acumula vários deles ao longo da vida, uns pequenos, outros maiores. Estima-se que uma pessoa vivencie de 20 a 25 experiências&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sensação de perda, acirrada pela pandemia, pode (e deve) emprestar novo sentido ao que fazemos da vida</p>
<p><strong>Vínculos rompidos</strong></p>
<p>O luto é um processo natural, desencadeado pelo rompimento de um vínculo. A gente acumula vários deles ao longo da vida, uns pequenos, outros maiores. Estima-se que uma pessoa vivencie de 20 a 25 experiências de perda – e não apenas aquelas ligadas à morte. Mudança de país ou de cidade, divórcio, amputação, infertilidade, aborto, síndrome do ninho vazio, e por aí vai. Quem nunca passou por isso ainda vai passar, essa é a única certeza. Cabe a cada um de nós fazer suas escolhas, de modo a aprender com esses episódios de luto.</p>
<p><strong>A ideia da finitude</strong><span id="more-2197"></span></p>
<p>É muito perturbador pensarmos na finitude, na perda de pessoas que amamos. Quando você enfrenta isso, naturalmente começa a cultivar uma reflexão sobre como está vivendo e o que pretende fazer até morrer, de preferência bem velhinho. Como está a qualidade dos seus vínculos? Das suas relações afetivas? Está trabalhando em um lugar que o intoxica? Está pondo em prática seus sonhos? Com a perspectiva do fim, passamos a olhar a vida de modo diferente. Falar da morte é, portanto, falar da vida. Quando assimilamos o luto e passamos a entender o que estamos vivenciando, surge a possibilidade de fazermos escolhas melhores a partir daí. Escolhas mais maduras, mais lúcidas e conscientes.</p>
<p><strong>Baixas na pandemia</strong></p>
<p>A pandemia provoca uma sobreposição de perdas: de liberdade, de autoestima, financeira, de projetos. Somem-se a isso a distância física das pessoas e a notícia aterradora dos óbitos diários, numerosos. Estudos dão conta de que, em média, cinco pessoas são impactadas pela morte de alguém. Sistemas familiares devem se reorganizar diante do desaparecimento de um parente e os sobreviventes assumem novos papéis. Quem vai ser a mãe que se foi, quem vai cuidar de crianças que ficaram órfãs? O Brasil já superou as 350 .000 mortes por Covid-19, ou seja, temos mais de 1.750.000 pessoas enlutadas. É um dado impressionante, que precisa inclusive ser levado em conta na elaboração de políticas públicas. Como as escolas e as empresas vão lidar com essa dor tão aguda na volta à rotina. Professores e demais educadores estão preparados para receber um aluno que perdeu o pai, a mãe ou um irmão?</p>
<p><strong>Tempo de fragilidade</strong></p>
<p>Humanos diante de uma ameaça desconhecida ficam vulneráveis, frágeis, têm necessidade de serem cuidados. O problema é que, no momento, ninguém no mundo consegue desligar essa ameaça. Não há um cientista, um líder mundial, um político no Brasil que possa dizer “vai dar certo” ou “vai acabar em breve”. Essa imprevisibilidade é desorganizadora. Como vou viver a partir de agora? Onde vou me sentir seguro? Qual é o impacto disso na minha vida? Essas questões de hoje são as mesmas que brotam no luto.</p>
<p><strong>O desafio nas empresas</strong></p>
<p>Não existia, até pouco tempo atrás, espaço de validação e compreensão das dores do luto na sociedade, muito menos nas empresas. A sociedade exige um nível de felicidade incompatível com a condição humana. Desse modo, o luto, que não é doença, pode evoluir para uma depressão, para um burnout (esgotamento). Não é responsabilidade exclusiva das organizações. As pessoas carregam suas dores, mesmo escondidas, e reagem de formas variadas, mas o mundo corporativo pode potencializar o mal-estar.  É preciso humanizar o ambiente. Em uma empresa que estende a mão ao funcionário na hora do sofrimento, ele devolve com um salto grande em produtividade e engajamento. Isso é muito potente.</p>
<p><strong>Outra epidemia </strong></p>
<p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil já é o país da América Latina com a maior porcentagem de vítimas de depressão, perto de 6% da população. Isso impacta no número de demissões voluntárias, no de afastamentos e nos gastos com planos de saúde. Agora que o mundo parou podemos aproveitar para rever valores no trabalho e em casa. A palavra da vez é “cuidado”. Precisamos desenvolver a cultura do cuidado.</p>
<p><strong>Viver a despedida</strong></p>
<p>Não há como se preparar para o luto. Algumas pessoas que têm mais facilidade para entrar em contato com as próprias dores costumam se sair melhor. A circunstância da morte também faz diferença. Tudo o que envolve vítimas de Covid-19, do isolamento no hospital ao velório com pouca gente e caixões fechados, é fator de stress. O ritual tem a importante função de dar concretude à morte. Quando a despedida não é como o esperado, abre-se espaço para fantasias, dúvidas. Qual foi o último desejo do meu pai? O último abraço, quem deu? O surgimento de questões como essas é prejudicial para o processo do luto.</p>
<p><strong>Sobre empatia</strong></p>
<p>A acepção mais usual de empatia, de se colocar no lugar do outro, não cabe no luto. É impossível se pôr no lugar de uma mãe que perdeu o filho, a não ser, claro, que você tenha vivido essa mesma experiência. No entanto, do ponto de vista do profissional de saúde, ou de uma rede de apoio, na escola ou na empresa, dá para manifestar interesse genuíno em ajudar. Empatia, nesse caso, é se comprometer com a dor do outro. Você não vai sentir o que ele está sentindo, mas vai ser capaz de ajudar, mostrando-se disposto a tirá-lo desse sofrimento. A crise impôs uma imensa oportunidade de reflexão.</p>
<p><strong><em>&#8220;A elaboração do luto significa se colocar em contato com o vazio deixado pela perda do que não existe mais, valorizar a sua importância e suportar o sofrimento e a frustração que comporta a sua ausência</em></strong><strong>.&#8221;</strong> (Jorge Bucay)</p>
<p>Espero que essa leitura tenha lhe trazido, de alguma maneira, um novo pensamento, conhecimento ou despertado seu interesse em entender melhor o luto e como lidar com ele. Se lhe ajudou, pode ser que ajude mais pessoas, então compartilhe-o com seus amigos e familiares! Grande abraço!</p>
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		<title>Aceita que acabou: dicas para não arrastar amores capengas para 2021!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2021 17:37:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o ano de 2020 que se encerrou, foi quase impossível não pensar: mais um ano que não consegui realizar metade das minhas metas&#8230; Não tem jeito, dia 31 acabou, finito! Tudo que tínhamos prometido fazer ano passado, teve que ficar para esse. Tudo bem que 2020 não conta muito porque teve a pandemia&#8230;, Mas&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o ano de 2020 que se encerrou, foi quase impossível não pensar: mais um ano que não consegui realizar metade das minhas metas&#8230; Não tem jeito, dia 31 acabou, finito! Tudo que tínhamos prometido fazer ano passado, teve que ficar para esse.</p>
<p>Tudo bem que 2020 não conta muito porque teve a pandemia&#8230;, Mas a frustração é inevitável. Esse final tão marcado traz uma dor e um luto do tempo que passou. Mas quando a gente olha para as relações em tempos de likes, muitas delas não têm um fim definido. Aí a gente vai acumulando um bando de amores de reticências, que talvez um dia, quem sabe, vão finalmente rolar. A má notícia é: muito provavelmente eles nunca vão rolar e você vai ficar entulhando seu celular e seu coração.<span id="more-1959"></span></p>
<p>Aposto que no Natal, um bando desses crushes te mandaram meme ou uma mensagenzinha fofa (#listadetransmissão) e você cogitou: &#8220;quem sabe ano que vem pode ser que role?&#8221; NADA DISSO, bora sair desse autoengano que só gera indigestão afetiva.</p>
<p>Então, para te ajudar a fazer uma limpeza nesse seu porão sentimental, decidimos dar algumas dicas para colocar os pontos finais por conta própria e começar esse ano de uma forma mais leve.</p>
<ul>
<li>Desapegue do tempo investido: um dos maiores motivos que nos deixam presos nessas histórias é o tempo e a energia investidos. Não queremos &#8220;jogar todo esse esforço fora&#8221;. Pense que todos esses aprendizados que você teve com esse rolo (principalmente o que não fazer mais?) continuam dentro de você. Não existe tempo perdido, existe experiência de vida.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Se permita lidar com o vazio: muita gente tem medo de desapegar dos crushes e ficar sem ninguém para pensar. Vamos relembrar o que vovó dizia: antes só do que mal acompanhado. É quase um rehab a gente se permitir focar a nossa energia mental em outras coisas além da vida amorosa.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Troque o ator, mas mantenha o papel: é inevitável a gente ter expectativas em relação ao rolo. Ficamos pensando naquela viagem que ele mencionou ou em como seria legal um fim de semana na serra com o cachorro dele. Aí colocar um fim nesse rolo parece que estamos matando o tal labrador. Calma, você pode continuar com os planos, mas sem personificar. Ele não é o único que pode te levar para Cabo Frio, desista do crush mas não desista dos sonhos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Aceite o tamanho das coisas: aqui de novo as malditas expectativas. Foi um rolo legal que durou um mês e você queria que tivesse durado um ano? Sim. Mas o que a gente gostaria está no campo do desejo. Desse jeito todas as histórias foram ruins porque não atingiram o nosso objetivo. Quando a gente olha o copo meio cheio, o que teve de bom nesse mês, rola um sentimento positivo. Você de alguma forma foi transformado por essa pessoa. E lembrando que valorizar o lado bom não é se apegar a ele.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Relembre das mancadas: eu não sei vocês, mas eu tenho uma memória seletiva que se apega só aos momentos bons. De fato, acho isso muito positivo, mas quando o assunto é crush, rola um perigo da gente não conseguir desapegar, por que afinal de contas &#8220;ele é tão bom!&#8221; Relembre e coloque no papel todas as mancadas, as brigas, as faltas de respeito. Você vai ver que relembrar esse outro lado faz o desapego ser mais leve.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Não procure culpados: volta e meia a coisa desanda e a gente fica achando que fez algo de errado. Aí fica revendo as mensagens para encontrar o momento onde a coisa desandou. Você não é culpado nem o outro. São emoções e sentimentos, você não controla os seus nem o outro controla os dele. Ele pode não ter sido legal com você, mas de que te serve ficar relembrando isso? Bola para frente!</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Se jogue no faxinão: apague as fotos, as mensagens e jogue fora tudo que te deixa preso a essa pessoa. Aproveite e doe ursinhos de pelúcia, blusinhas e lembrancinhas. Inclusive vale deixar de seguir ou pelo menos silenciar o crush (e os amigos dele) nas redes sociais. O que os olhos não veem, o coração não sente.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Faça pra você: o ponto final é interno. Não é necessário envolver o outro nesse fim. É uma decisão interna. Não precisa mandar textão pro outro, fazer barraco, pedir satisfações. Resinifique esse amor dentro de você, até porque muitas vezes, só nós vivemos essa história do jeito que imaginamos. Fica mais fácil quando a gente entende que depende só da gente.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Ritualize, à sua maneira: é poderoso ritualizar esse final. Faça do seu jeito, mas pare um tempo para ressignificar esse rolo, amor, casinho&#8230; A vida é feita de rituais: ano novo, natal, aniversário, carnaval. Foi a maneira que encontramos de sedimentar a passagem do tempo na nossa memória. Ritualizar é uma maneira de fazer seu inconsciente entender que acabou.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Respeite o processo: acolha a frustração e a dor de cada fim. Eu sei que hoje queremos tudo para ontem, mas o coração tem um tempo próprio. Não precisa ficar feliz 15 minutos depois de ter apagado o contato e voltar com tudo para os aplicativos. Só a gente sabe o tamanho de cada história dentro da gente. E cada uma delas tem um &#8220;mini luto&#8221; e só passando por ele você vai conseguir desapegar.</li>
</ul>
<p>Extra: mude por fora também! A neurociência diz que mudanças externas estimulam mudanças internas. Trocar o corte de cabelo, mudar os móveis de lugar ou fazer um novo caminho para o trabalho são modos de dar uma mexida dentro também. Comece um 2021 diferente, com novas perspectivas para você e para sua vida amorosa.</p>
<p>FELIZ ANO NOVO! Que venha um 2021 cheio de potenciais e VACINA!</p>
<p>Gostou desse post? Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?</p>
<p>Grande abraço e até breve!</p>
<p>&nbsp;</p>
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