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	<title>Arquivo de Narcisismo - Bem Viver Mais</title>
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	<description>Psicoterapia Online</description>
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	<title>Arquivo de Narcisismo - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Conheça comportamentos de pessoas narcisistas￼</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Oct 2022 00:46:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Distúrbios emocionais]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos de Personalidade]]></category>
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		<category><![CDATA[transtorno de personalidade narcisista]]></category>
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					<description><![CDATA[Muito se fala sobre pessoas narcisistas, mas você realmente sabe o que é o narcisismo e quais são as características do comportamento dessas pessoas? Você pode pensar que postar muitas fotos nas redes sociais, gabar-se constantemente sobre seus grandes feitos, ansiar por uma vida com maior status social e ser seletivo em relação aos lugares&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se fala sobre pessoas narcisistas, mas você realmente sabe o que é o narcisismo e quais são as características do comportamento dessas pessoas?</p>
<p>Você pode pensar que postar muitas fotos nas redes sociais, gabar-se constantemente sobre seus grandes feitos, ansiar por uma vida com maior status social e ser seletivo em relação aos lugares frequentados são comportamentos de pessoas narcisistas. Essas concepções, contudo, foram difundidas pela mídia e pelas conversas casuais, que confundem egocentrismo, amor-próprio e autoconfiança com narcisismo. Cada um desses conceitos possui características próprias e são bem distintos uns dos outros.</p>
<p>Segundo a psicanálise, todos nós possuímos um traço narcisista e ele é fundamental para a consolidação do nosso amor-próprio e autoestima. Afinal, se não gostarmos de nós mesmos, como poderemos fazer boas escolhas para as nossas vidas e nos defender de injustiças?</p>
<p>O excesso de narcisismo, assim como qualquer outro excesso em nossas vidas, é prejudicial e está associado a uma condição de saúde mental.</p>
<h4><strong>O que são pessoas narcisistas?</strong><span id="more-2599"></span></h4>
<p>Pessoas narcisistas são aquelas que possuem “mania de superioridade”. Elas cultuam a crença de que são melhores do que as outras pessoas, portanto, merecedoras de atenção e sucesso. Elas se rodeiam de indivíduos que consideram importantes, como quem possui um cargo alto em uma empresa, empresários e socialites, e menosprezam quem consideram ser menos importante.</p>
<p>Dessa maneira, pesam a atmosfera do ambiente de trabalho ou familiar na busca eterna para se sentirem “por cima” dos outros. Por conta dessas características, as pessoas narcisistas costumam ser difíceis de lidar e podem até afetar a saúde mental dos indivíduos com quem convivem.</p>
<p>O narcisismo exacerbado é uma característica do Transtorno de Personalidade Narcisista, segundo o DSM-V e essa condição é marcada pela dificuldade de regular a autoestima. Sendo assim, pessoas com esse diagnóstico precisam da validação alheia para se sentirem apreciadas. Elas associam a sua autoimagem à admiração de terceiros, por isso, podem tomar atitudes questionáveis para chamar atenção.</p>
<p>Esse transtorno de personalidade costuma existir em concomitância com outras condições, como a depressão, ansiedade e outros transtornos de personalidade. É igualmente comum que pessoas narcisistas desenvolvam dependência química em algum momento de suas vidas.</p>
<p>Ainda não se sabe ao certo qual é a causa exata desse transtorno de personalidade. Diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento, como componentes hereditários e experiências traumáticas nos primeiros anos de vida.</p>
<p>A terapia é o principal tratamento para a condição. Entretanto, as pessoas narcisistas não costumam buscar atendimento psicológico por acreditarem não haver nada de errado com elas. Elas não conseguem compreender o porquê de outros indivíduos reagirem mal aos seus comportamentos.</p>
<div class="wp-block-column" style="flex-basis: 100%;">
<h4><strong>Quais são os comportamentos de pessoas narcisistas?</strong></h4>
<p>Os comportamentos narcisistas são variados e normalmente difíceis de lidar. Quem convive com pessoas com transtorno de personalidade narcisista percebe essas atitudes, mas podem não saber o que dizer ou como reagir.</p>
<p>Veja alguns dos principais comportamentos de pessoas narcisistas:</p>
<p><strong>1 – Mania de grandeza:</strong></p>
<p>A mania de grandeza se manifesta de múltiplas formas, como gabar-se de posses e sucessos, tratar os outros com rispidez, dar ordens aos outros constantemente, não dividir créditos de projetos coletivos, tomar decisões visando somente o próprio bem-estar e destratar quem não lhe bajula.</p>
<p>No ambiente de trabalho, chefes com mania de grandeza podem exigir muito dos profissionais, tratá-los com rudez quando não correspondem às suas expectativas e colocá-los em situações difíceis para que eles se sintam bem consigo mesmos.</p>
</div>
<p><strong>2 – Necessidade de chamar atenção:</strong></p>
<p>Pessoas narcisistas precisam se colocar sempre no centro das atenções. Elas comentam com frequência sobre as suas conquistas profissionais, experiências memoráveis e qualidades, bem como o que compraram recentemente e seus respectivos valores. Durante essas conversas, elas demonstram pouco interesse na vida dos outros, a menos que seja alguém importante e que possa ajudá-las de alguma forma. Basicamente, tentam mostrar o quanto são interessantes, inteligentes e bem-sucedidas.</p>
<p><strong>3 – Falta de empatia:</strong></p>
<p>A dificuldade para ter empatia é uma das principais características do transtorno de personalidade narcisista. Por não conseguirem se colocar no lugar do outro, pessoas narcisistas não conseguem entender as críticas feitas ao seu comportamento ou determinadas atitudes ou palavras ditas. Assim, elas magoam os outros sem perceber, tendo dificuldade para formar relacionamentos duradouros.</p>
<p><strong>4 – Insegurança:</strong></p>
<p>O comportamento que esbanja imponência é normalmente uma fachada para a insegurança. Quando a pessoa narcisista não recebe a atenção necessária para se sentir valorizada ou saber se está no caminho certo, ela fica insegura. Assim, precisa fazer algo para ganhar a admiração dos outros, e as suas atitudes podem parecer forçadas ou estranhas. Por exemplo, ela pode se convidar para eventos onde acredita que estará entre pessoas de status social elevado.</p>
<p><strong>5 – Manipulação:</strong></p>
<p>Pessoas narcisistas manipulam quem está ao seu redor para que as situações saiam conforme o planejado por elas. Mas, seus esforços, no entanto, nem sempre dão certo. A manipulação tende a ser mais efetiva quando os outros aceitam a posição de inferioridade e, assim, a pessoa narcisista se aproveita da vulnerabilidade alheia.</p>
<p>Entre as táticas usadas para manipular os outros estão: fazer o outro se sentir especial para que ele abaixe a guarda e depois bombardeá-lo de questionamentos sobre o seu potencial; chantagem emocional para incitar culpa; duvidar da capacidade do outro, levando-o a duvidar de si mesmo; e ser passivo-agressivo, demonstrando afeição e depois hostilidade e e que possa ajudá-las de alguma forma. Basicamente, tentam mostrar o quanto são interessantes, inteligentes e bem-sucedidas.</p>
<p><strong>6 – Se fazer de vítima:</strong></p>
<p>É igualmente comum as pessoas narcisistas se fazerem de vítima para conseguirem o que desejam, ou quando fazem algo errado e recebem críticas por isso. Elas podem fazer teatros emocionais, como forçar o choro, exibir uma postura de derrota para despertar simpatia e reclamar constantemente de como estão sofrendo e de como a vida é injusta.</p>
<p>Quem desconhece os comportamentos narcisistas, acaba ficando com pena e se oferece para ajudar ou para escutar o lado da pessoa narcisista. Como ela discorre sobre os acontecimentos como se os outros estivessem errados e não ela, o indivíduo acredita nela e lhe concede a validação necessária.</p>
<p><strong>7 – Culpar os outros pelo problema:</strong></p>
<p>O narcisista acredita ser incapaz de cometer erros, então os outros são sempre os errados. Mesmo quando outras pessoas apontam a sua responsabilidade nos problemas, ele ignora e encontra um jeito de culpar o outro. Isso pode levá-lo a confrontar os indivíduos que o apontaram como culpado da situação e difamá-los para que a sua narrativa se sobressaia. Quando ele se arrepende de ter tomado uma decisão, a pessoa narcisista também joga a responsabilidade da sua infelicidade no outro.</p>
<p><strong>8 </strong><strong>– Sensibilidade às críticas:</strong></p>
<p>Embora o narcisista pareça ter confiança e autoestima elevada, ele pode estar sempre à espera de repreensões. Não suporta críticas, mas, por temer recebê-las, passa muito tempo pensando na possível reprovação que receberá de terceiros. Deste modo, responde mal a comentários inócuos. Na frente dos críticos, explode de raiva ou entra na defensiva, atacando quem o criticou como se tivesse ouvido uma ofensa. Já no particular, remói as críticas, duvida de si mesmo e pensa no que pode fazer para ser validado.</p>
<p>Familiares e cônjuges de narcisistas aprendem rapidamente a não repreender as pessoas narcisistas por comportamentos inadequados para evitarem serem feridos.</p>
<h4><strong>Como reagir aos comportamentos narcisistas?</strong></h4>
<p>Ao identificar alguns dos comportamentos narcisistas vistos acima em alguém com quem você precisa conviver, você pode tomar as seguintes atitudes:</p>
<ul>
<li>Não leve comentários desagradáveis para o lado pessoal. A pessoa narcisista é assim com todos, então não se sinta menosprezado ou inferior;</li>
<li>Responda com firmeza, mas evite hostilidade. Não levante a voz ou faça xingamentos. Simplesmente seja assertivo, mostrando que suas necessidades também precisam ser respeitadas;</li>
<li>Não tenha medo de dizer quando o narcisista estiver errado;</li>
<li>Se o narcisista colocou uma dúvida em sua cabeça, busque informação para encontrar a resposta certa e confronte-o com suas descobertas;</li>
<li>Ignore atitudes que busquem chamar atenção; e</li>
<li>Evite confrontos. O narcisista raramente admite estar errado e pode tomar atitudes inesperadas para mostrar que você é o vilão da história. Poupe-se desse estresse e viva a sua vida.</li>
</ul>
<p>Gostou desse post? Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles ou em suas redes sociais?</p>
<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>Por que algumas mulheres preferem homens “cafajestes”?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Dec 2018 14:39:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[“Fazer o que se ela gosta de sofrer e só se relaciona com homens cafajestes?” — você possivelmente conhece alguém assim, ou já escutou essa expressão. Pois é, se pararmos para refletir sobre as escolhas amorosas que fazemos, não encontramos respostas óbvias: o que desperta nosso interesse em outra pessoa? Quais características nos atraem? Qual é&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">“Fazer o que se ela gosta de sofrer e só se relaciona com homens cafajestes?” — você possivelmente conhece alguém assim, ou já escutou essa expressão.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois é, se pararmos para refletir sobre as escolhas amorosas que fazemos, não encontramos respostas óbvias: o que desperta nosso interesse em outra pessoa? Quais características nos atraem? Qual é o nosso verdadeiro desejo: segurança e estabilidade emocional ou aventura, intensidade e paixão? Aqui pairam as interrogações!</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, por trás de todas essas dúvidas se revela uma certeza: não conseguimos compreender nossos próprios desejos, <span id="more-1095"></span>eles são concebidos por detalhes e regidos pelo inconsciente. Então, vamos explorar um pouco mais esse tema?</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>O que significa ser um homem cafajeste?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O termo “homem cafajeste” sugere uma característica negativa, uma falha de caráter. Mas, se seguirmos além dessa dicotomia de “certo e errado, bom e mau”, veremos que o que existe é uma diferença de valores e a incompatibilidade de objetivos.</p>
<p style="text-align: justify;">O cafajeste não é uma pessoa totalmente mal intencionada, que pretende destruir corações por onde passa. É mais fácil compreendê-lo como um aventureiro, guiado por suas emoções e pelo prazer de viver intensamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao entrar em uma relação, o homem cafajeste está desfrutando do sentimento que o impulsiona aqui e agora, sem visão de futuro, sem avaliar consequências. Mas, quando o fogo começa a abrandar, ressurge também o seu jeito característico de agir, baseado em:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>inconstância;</li>
<li>falta de comprometimento e dedicação de tempo;</li>
<li>pluralidade de compromissos que não incluem a parceira;</li>
<li>não priorização da relação;</li>
<li>foco apenas nos próprios prazeres;</li>
<li>desconsideração do sentimento alheio;</li>
<li>incongruência entre falar e agir.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Alguns homens que se enquadram nessa definição podem agir de forma proposital, enquanto outros têm boas intenções, mas simplesmente não conseguem mudar seus hábitos e personalidade.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>As escolhas amorosas são influenciadas pelas vivências da infância?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">As experiências vividas nas primeiras relações afetivas, estabelecidas desde o nascimento, ficam arquivadas em nosso inconsciente e são refletidas nos relacionamentos que construímos ao longo da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas relações primárias, começamos a internalizar o significado do amor, a segurança que ele pode (ou não) nos proporcionar, e se somos dignos e merecedores desse afeto.</p>
<p style="text-align: justify;">Acolhimento, rejeição, carinho, proteção, abandono — tanto as boas sensações quanto as angústias vividas na primeira infância são referências que temos para a formação de novos vínculos afetivos. Assim, ou buscamos no parceiro sensações semelhantes às que tivemos no passado, ou esperamos encontrar uma versão idealizada dessas relações.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Quais outros conceitos estão relacionados à preferência por homens cafajestes?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Bom, um tema tão complexo quanto esse requer uma análise aprofundada para total compreensão. Contudo, podemos abordar alguns conceitos que estão associados às nossas escolhas:</p>
<h3 style="text-align: justify;"> Autossabotagem</h3>
<p style="text-align: justify;">Freud acreditava que possuímos um campo de “irracionalidade” em nosso aparato psíquico, que dá origem aos padrões de pensamento e comportamento que prejudicam a nós mesmos, mesmo que de forma inconsciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda que nos tragam sofrimento, tendemos a repetir os mesmos erros, o que nos coloca num ciclo de busca pelo prazer — frustração — desprazer.</p>
<p style="text-align: justify;">De modo simbólico, Freud atribuía tal irracionalidade à prevalência de Tânatos (pulsão de morte) sobre Eros (pulsão de vida), definidas como duas forças opostas que agem em nossa mente.</p>
<h3 style="text-align: justify;"> Narcisismo</h3>
<p style="text-align: justify;">Existem, segundo Freud, dois caminhos que nos levam a uma escolha amorosa: o tipo “anexador” — a escolha de alguém que protege, ampara — e o narcisismo.</p>
<p style="text-align: justify;">A escolha narcisista nos leva à procura de alguém semelhante a nós, ou de como gostaríamos de ser, o nosso “eu idealizado”. Isso indica que buscamos no outro o reflexo de nós mesmos, mas sem os nossos defeitos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"> Masoquismo</h3>
<p style="text-align: justify;">Partindo desse conceito, mulheres que preferem homens cafajestes estariam dispostas a manter relacionamentos não saudáveis pelo pouco ganho e prazer que representam, apesar das dores que estão assimiladas aos prazeres.</p>
<p style="text-align: justify;">A relação entre prazer e poder, domínio e submissão, também pode ser avaliada por esse prisma. Contudo, para conhecer profundamente a origem da preferência por homens cafajestes, é necessário conhecer a si mesma e descobrir as verdades que estão guardadas em cada interior. E, nesse sentido, a psicoterapia é o melhor caminho para o autoconhecimento e para a formação de vínculos saudáveis!</p>
<p style="text-align: justify;">O assunto despertou o interesse por compreender mais sobre o funcionamento da mente humana? Entre em contato conosco.</p>
<p style="text-align: justify;">Gostou deste artigo? Então, compartilhe essas informações nas redes sociais. Seus amigos também podem se interessar pelo assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço!</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>O que há por trás da falta de pontualidade crônica!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Oct 2017 16:41:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos & Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[impontualidade crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[A falta de pontualidade pode ser desesperadora. Quem já não se deparou com a seguinte situação? Você combina algo com alguém numa determinada hora e logo percebe que os minutos se passam sem que a pessoa apareça. Algumas nem sequer chegam nos minutos seguintes, mas podem levar horas ou inclusive não chegar nunca. O pior&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A falta de pontualidade pode ser desesperadora. Quem já não se deparou com a seguinte situação? Você combina algo com alguém numa determinada hora e logo percebe que os minutos se passam sem que a pessoa apareça. Algumas nem sequer chegam nos minutos seguintes, mas podem levar horas ou inclusive não chegar nunca. O pior é que quase sempre são reincidentes: nunca chegam a tempo a lugar nenhum!</p>
<p style="text-align: justify;">Se já está no horário do encontro e a pessoa ainda não chegou, <span id="more-826"></span>você liga e te dizem “estou a caminho”. Alguns dizem “já estou saindo” quando já deveriam ter chegado. A falta de pontualidade é crônica. Não há o que os faça agir de outra forma.</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que o tempo é algo subjetivo. Os seres humanos inventaram diversas formas de medi-lo. Mesmo assim, cada um o percebe e o administra de acordo com uma série de variáveis subjetivas. Para alguns é uma medida exata à qual é preciso se adequar, enquanto para outros é um limite desconfortável que não lhes representa nada.</p>
<h3 style="text-align: justify;">A falta de pontualidade e o tempo interior</h3>
<p style="text-align: justify;">Cada um percebe o <span style="color: #000000;">tempo </span>de uma forma diferente. Isto depende em primeiro lugar da idade. Quando você é pequeno, as horas parecem dias e os dias semanas. Por isso as crianças ficam impacientes com tanta facilidade. Quanto mais idade temos, maior parece a velocidade que o relógio tem.</p>
<p style="text-align: justify;">A medida do tempo também depende da quantidade de atividades que você realiza. Se forem muitas, o tempo parece passar mais depressa. Se forem poucas, a sua percepção será de mais lentidão. Obviamente, outro fator que influencia é o seu estado de ânimo. Os momentos felizes passam rápido, enquanto nas etapas de sofrimento ou problemas é como se as horas parassem.</p>
<p style="text-align: justify;">Seja qual for o caso, o ser humano estabelece um vínculo entre a sua percepção do tempo e a pontualidade ou falta dela. Se para você o tempo é um recurso limitado e valioso, certamente você irá procurar ser muito preciso nos horários. No entanto, se a sua consideração sobre o tempo não é tão elevada, você verá nas horas exatas uma limitação.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa forma de perceber o tempo, lento ou rápido, interfere em como os eventos são planejados. Muitos indivíduos com falta de pontualidade são, na verdade, maus planejadores. Não querem desprezar ninguém. Simplesmente não calculam bem. Distraem-se facilmente e não possuem essa sensação de urgência que invade os outros. Neste caso, a falta de pontualidade só reflete distração e falta de maturidade.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Significados ocultos da falta de pontualidade</h3>
<p style="text-align: justify;">Alguns que sofrem desssa impontualidade crônica não pertencem a essa categoria inocente dos distraídos. A sua falta de ajuste ao tempo social adentra outras peculiaridades. A demora crônica implica, às vezes, que por trás dela exista uma personalidade excessivamente narcisista. Em outras palavras, usam a sua falta de pontualidade como um mecanismo de poder.</p>
<p style="text-align: justify;">Também existem pessoas que chegam tarde o tempo todo por sofrerem de uma grande insegurança. Temem de alguma forma a situação do encontro e por isso tentam postergá-lo ao máximo. Fazem isto de forma inconsciente, não é de propósito. Simplesmente não adotam as medidas necessárias para ser pontuais e desconhecem a razão. No fundo, temem ser rejeitados ou menosprezados.</p>
<p style="text-align: justify;">Da mesma forma, há quem use a falta de pontualidade para expressar uma rebeldia não justificada. Resistem à situação que o encontro provoca. A sua chegada atrasada é uma forma de tornar visível essa rejeição, mas ao mesmo tempo uma forma de colocar um desafio.</p>
<p style="text-align: justify;">O comum em todos os casos de falta de pontualidade é a existência de uma ambivalência. Existem duas realidades em jogo: aexplicita, que fixa o horário, e a oculta, que sabota esse acordo. Por trás da falta de pontualidade crônica sempre existe uma mensagem oculta que é preciso desvendar. Não é o trânsito ruim, nem o simples descuido que dá lugar a este hábito sem consideração. Ter o costume de não chegar na hora certa é muitas vezes uma forma disfarçada e desconfortável de transmitir uma mensagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Esperamos que esse conteúdo possa ter sido útil de alguma maneira. Volte sempre pois nossos artigos e vídeos estão sempre chegando por aqui. E fique à vontade para compartilhar nossos artigos em suas redes sociais. Grande abraço!</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ol>
<li title="" data-original-title="">A Mente é Maravilhosa: https://amenteemaravilhosa.com.br/significados-ocultos-falta-pontualidade</li>
</ol>
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		<title>Transtorno de Personalidade Narcisista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2016 18:52:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Fundamentais]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos de Personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Narcisismo]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno de personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[O termo narcisismo provém da Mitologia Grega, que narra a história de Narciso, um jovem muito bonito que desprezou o amor da ninfa Eco e por isso foi condenado a apaixonar-se por sua própria imagem espelhada na água. Este amor impossível levou Narciso à morte, afogado em seu reflexo. O narcisismo, portanto, retrata a tendência do indivíduo&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O termo <strong>narcisismo</strong> provém da Mitologia Grega, que narra a história de Narciso, um jovem muito bonito que desprezou o amor da ninfa Eco e por isso foi condenado a apaixonar-se por sua própria imagem espelhada na água. Este amor impossível levou Narciso à morte, afogado em seu reflexo. O narcisismo, portanto, retrata a tendência do indivíduo de alimentar uma paixão por si mesmo. Segundo Freud, isso acontece com todos até um certo ponto, a partir do qual deixa de ser saudável e se torna doentio, conforme os parâmetros psicológicos e psiquiátricos.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas vezes a palavra “narcisismo” é utilizada <span id="more-461"></span>no senso comum de maneira pejorativa, para designar um excesso de apreço por si mesmo. Para a psicanálise, trata- se de um aspecto fundamental para a constituição do sujeito. Um tanto de amor por si é necessário para confirmar e sustentar a autoestima, mas o exagero é sinal de fixação numa identificação vivida na infância.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1899, Paul Näcke inseriu esta palavra na esfera psiquiátrica para introduzir um novo tipo de perversão – o amor pela própria imagem. Mencionada por Freud pela primeira vez em seus escritos em 1909, o termo é apresentado como uma fase própria do desenvolvimento humano, quando se realiza a passagem do autoerotismo, do prazer centrado no próprio corpo, para o reconhecimento e a busca do amor em outros objetos – diferentes de si. Passagem importante e cheia de inquietações já que implica a saída da gratificação por aquilo que é efeito apenas da própria imagem – “Narciso só reconhece o que é espelho” – para a realização de uma das conquistas mais importantes da cultura: a possibilidade de viver, aceitar e trabalhar com a alteridade e, portanto, com as diferenças.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Freud, os narcisistas incidem sobre si mesmos a escolha do objeto sexual, projetando sobre seus parceiros características que são próprias de sua personalidade, buscando neles pontos que coincidam com sua forma de ser, para que possam amar estas pessoas como foram amados por suas mães.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong> O que é Transtorno de personalidade narcisista?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O transtorno de personalidade narcisista é caracterizado por um padrão invasivo de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia, que começa na idade adulta e está presente em uma variedade de contextos. Indivíduos narcisistas são caracterizados por fantasias irreais de sucesso e senso de serem únicos, hipersensibilidade à avaliação de outros, sentimentos de autoridade e esperam tratamento especial. Frequentemente apresentam sentimento de superioridade, exagero de suas capacidades e talentos, necessidade de atenção, arrogância e comportamentos autorreferentes. Exibem exagerada centralização em si mesmos, geralmente acompanhada de adaptação superficialmente eficaz, adaptam-se às exigências morais do ambiente como preço a pagar pela admiração; porém, tem sérias distorções em suas relações internas com outras pessoas.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Causas:</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Nosso atual conhecimento quanto às causas do transtorno de personalidade narcisista é ainda pequeno e tem muitas incertezas, entretanto está claro que há o envolvimento direto dos componentes da personalidade habitual: constituição corporal, temperamento e caráter. Podemos, de modo mais genérico, entender que a personalidade é composta pela interação de disposições hereditárias e das influências ambientais.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Sintomas:<br />
</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Pacientes com transtorno da personalidade narcisista são muito sensíveis a mágoas por críticas ou derrotas. Muitas vezes não demonstram isso e passam a sentir humilhados, degradados e vazios. Já em alguns casos a reação pode ser de desdém, raiva ou agressivo contra-ataque.</p>
<p style="text-align: justify;">Por vezes essas vivências geram um afastamento social ou esforço enorme para se mostrar humilde a fim de esconder a grandiosidade. As relações interpessoais tipicamente são comprometidas pelos problemas resultantes da presunção, da necessidade de admiração e do relativo desrespeito pela sensibilidade alheia. Embora a ambição e a confiança possam levar a altas realizações, o desempenho pode ser perturbado em virtude da intolerância a críticas ou derrotas.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro aspecto importante é que esses pacientes, mesmo tendo um prejuízo, muitas vezes apresentam condições financeiras elevadas e bons cargos não sendo uma regra a presença de dificuldade laboral.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Diagnóstico:<br />
</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Atualmente utilizamos critérios diagnósticos que devem estar presentes de maneira persistentes desde adolescência, para que o especialista possa dizer realmente que o paciente tem transtorno de personalidade narcisista. Em geral, é preciso que ao menos cinco das características abaixo estejam presentes:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Sentimento grandioso da própria importância. Por exemplo, exagera realizações e talentos, espera ser reconhecido como superior sem realizações comensuráveis</li>
<li>Preocupação com fantasias de ilimitado sucesso, poder, inteligência, beleza ou amor ideal</li>
<li>Crença de ser &#8220;especial&#8221; e único e de que somente pode ser compreendido ou deve associar-se a outras pessoas (ou instituições) especiais ou de condição elevada</li>
<li>Exigência de admiração excessiva</li>
<li>Sentimento de intitulação, ou seja, possui expectativas irracionais de receber um tratamento especialmente favorável ou obediência automática às suas expectativas</li>
<li>Explorador em relacionamentos interpessoais, isto é, tira vantagem de outros para atingir seus próprios objetivos</li>
<li>Ausência de empatia: reluta em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e necessidades alheias</li>
<li>Frequentemente sente inveja de outras pessoas ou acredita ser alvo da inveja alheia</li>
<li>Comportamentos e atitudes arrogantes e insolentes.</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Tratamento:<br />
</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Não existe um tratamento farmacológico especifico para o transtorno da personalidade narcisista e apenas são empregados medicamentos para tratamento dos transtornos comorbidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em geral, é feita psicoterapia em que ocorre: exame do significado do sucesso; consciência de limites e perspectiva dos outros; exame das crenças sobre valor pessoal e emoções e desenvolvimento de alternativas construtivas.</p>
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