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	<title>Arquivo de medo - Bem Viver Mais</title>
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	<title>Arquivo de medo - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Glossofobia: como é o medo de falar em público?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 21:43:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A glossofobia, ou simplesmente o medo de falar em público, é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Embora falar diante de uma plateia seja uma habilidade valorizada na vida profissional e pessoal, para quem sofre com esse tipo de fobia, a simples ideia de se expor verbalmente pode gerar ansiedade intensa e&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A glossofobia, ou simplesmente o medo de falar em público, é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.</p>
<p>Embora falar diante de uma plateia seja uma habilidade valorizada na vida profissional e pessoal, para quem sofre com esse tipo de fobia, a simples ideia de se expor verbalmente pode gerar ansiedade intensa e até crises de pânico.</p>
<p>Então, neste artigo, você vai entender o que é a glossofobia, como ela se diferencia da fobia social, suas principais causas e sintomas, além de descobrir estratégias eficazes para superar esse bloqueio e se comunicar com mais segurança e confiança. Confira!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que é a glossofobia?</strong><span id="more-2938"></span></p>
<p>A glossofobia é o nome dado ao medo intenso e persistente de falar em público. Trata-se de uma fobia específica, caracterizada por uma reação de ansiedade desproporcional diante da perspectiva de se expressar verbalmente diante de outras pessoas.</p>
<p>Assim, diferente do nervosismo ocasional que muitas pessoas sentem antes de falar em público, a glossofobia envolve sintomas físicos e emocionais significativos, que podem interferir na rotina, nas relações interpessoais e no desempenho profissional.</p>
<p>Além disso, quem sofre com esse tipo de fobia pode evitar conscientemente qualquer situação que envolva exposição verbal, mesmo quando isso compromete suas oportunidades pessoais e profissionais.</p>
<p>No entanto, essa condição não está necessariamente ligada à falta de preparo ou de habilidades de comunicação. Muitas vezes, mesmo pessoas bem capacitadas tecnicamente evitam falar em público por conta do medo paralisante que sentem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Diferença entre glossofobia e fobia social</strong></p>
<p>A glossofobia é o medo específico de falar em público. O desconforto surge principalmente em situações em que a pessoa precisa se expressar verbalmente diante de uma plateia, como em palestras, reuniões ou apresentações.</p>
<p>Já a fobia social, ou transtorno de ansiedade social, é mais abrangente. Nesse caso, o medo envolve diversas situações de interação, como conversar com desconhecidos, participar de eventos ou até realizar tarefas simples em público.</p>
<p>Enquanto a glossofobia está restrita à fala pública, a fobia social afeta uma gama maior de contextos sociais. Mas, apesar das diferenças, as duas condições podem coexistir, e é comum que pessoas com fobia social também apresentem sintomas de glossofobia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que pode causar o medo de falar em público?</strong></p>
<p>A glossofobia pode surgir por diversos fatores, que variam de pessoa para pessoa.</p>
<p>Em muitos casos, o medo está relacionado a experiências passadas, como situações em que a pessoa foi criticada, interrompida ou ridicularizada ao falar em público. Esses episódios podem deixar marcas emocionais profundas e gerar insegurança.</p>
<p>Além disso, traços de personalidade, como timidez, perfeccionismo ou baixa autoestima, também contribuem para o desenvolvimento desse medo. A pressão para ter um bom desempenho e o receio de errar diante dos outros aumentam a ansiedade.</p>
<p>Fatores biológicos, como predisposição à ansiedade, e a falta de prática ou preparo em situações de exposição verbal completam o quadro, sendo a combinação desses elementos um reforço da sensação de ameaça, tornando falar em público um grande desafio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sintomas da glossofobia</strong></p>
<p>Os sintomas da glossofobia podem variar em intensidade, mas geralmente envolvem reações físicas e emocionais que se manifestam antes, durante ou até mesmo dias antes de uma situação de fala em público.</p>
<p>Abaixo, listamos os principais sinais divididos em dois grupos:</p>
<p><strong>Sintomas físicos:</strong></p>
<ul>
<li>Aceleração dos batimentos cardíacos</li>
<li>Sudorese excessiva</li>
<li>Tremores nas mãos ou na voz</li>
<li>Respiração ofegante ou falta de ar</li>
<li>Tensão muscular</li>
<li>Dor de estômago ou náuseas</li>
<li>Boca seca</li>
<li>Sensação de calor ou rubor facial</li>
<li>Vertigem ou tontura</li>
<li>Sensação de desmaio iminente</li>
</ul>
<p><strong>Sintomas psicológicos e comportamentais:</strong></p>
<ul>
<li>Medo intenso ou antecipatório antes da apresentação</li>
<li>Pensamentos negativos recorrentes, como “vou falhar” ou “vão rir de mim”</li>
<li>Sensação de bloqueio mental ou “branco”</li>
<li>Evitação de situações que envolvam falar em público</li>
<li>Autocrítica exagerada após a fala</li>
<li>Dificuldade de concentração</li>
<li>Necessidade de fugir ou abandonar a situação</li>
<li>Baixa autoconfiança e vergonha</li>
</ul>
<p>Esses sintomas impactam diretamente a qualidade de vida e, quando frequentes, indicam a necessidade de atenção psicológica especializada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como superar o medo de falar em público?</strong></p>
<p>Superar a glossofobia exige prática, autoconhecimento e, em muitos casos, apoio profissional. Então, a seguir separamos estratégias eficazes que ajudam a desenvolver mais segurança ao se comunicar diante de outras pessoas.</p>
<p><strong>1 &#8211; Prepare-se com antecedência:</strong></p>
<p>Um dos fatores que mais reduzem a ansiedade é o preparo, pois conhecer bem o conteúdo da apresentação, estruturar o roteiro e ensaiar com antecedência trazem segurança.</p>
<p>Dessa forma, praticar em voz alta, cronometrar o tempo e simular situações reais (como falar diante de amigos ou no espelho) ajuda a tornar o processo mais natural.</p>
<p>Quanto mais familiarizado você estiver com o que precisa dizer, menor será a chance de bloqueios e maior será sua confiança na hora de falar em público.</p>
<p><strong>2 &#8211; Treine em ambientes controlados:</strong></p>
<p>Comece enfrentando o medo em contextos seguros e controlados, como grupos pequenos, rodas de conversa ou encontros entre amigos. Treinar a exposição gradualmente, sem a pressão de um grande público, ajuda a dessensibilizar a ansiedade associada à fala.</p>
<p>Além disso, plataformas como clubes de oratória ou cursos de comunicação também são ótimos espaços para desenvolver habilidades e lidar com o medo. O progresso acontece aos poucos, e cada experiência bem-sucedida reforça sua autoconfiança para situações futuras.</p>
<p><strong>3 &#8211; Use técnicas de respiração e relaxamento:</strong></p>
<p>Controlar os sintomas físicos é essencial para reduzir a ansiedade antes e durante uma apresentação, sendo as técnicas de respiração profunda – como inspirar lentamente pelo nariz e expirar pela boca – uma forma de acalmar o corpo e a mente. Práticas como relaxamento meditação guiada ou até alongamentos leves também são úteis.</p>
<p>Portanto, incluir esses hábitos na sua rotina pode diminuir a intensidade dos sintomas físicos da glossofobia e tornar mais fácil manter o controle emocional ao se expressar publicamente.</p>
<p><strong>4 &#8211; Reestruture seus pensamentos:</strong></p>
<p>A mente de quem sofre de glossofobia costuma alimentar crenças negativas, como “vou passar vergonha” ou “não sou bom o bastante”.</p>
<p>Assim, a técnica da reestruturação cognitiva consiste em identificar esses pensamentos automáticos e substituí-los por interpretações mais realistas e equilibradas. Por exemplo, trocar “vou errar tudo” por “posso cometer erros, mas isso não invalida meu valor”.</p>
<p>Com prática, você reduz a autocrítica, aumenta a confiança e constrói uma relação mais saudável com a exposição verbal.</p>
<p><strong>5 &#8211; Visualize situações positivas:</strong></p>
<p>A visualização é uma técnica poderosa para treinar a mente antes de um desafio. Então, imagine-se falando com tranquilidade, sendo bem recebido pelo público e transmitindo sua mensagem com clareza.</p>
<p>Visualizar resultados positivos ajuda a criar familiaridade com a situação e reduz o medo antecipatório. Essa prática também contribui para reforçar a autoconfiança e melhorar o desempenho real.</p>
<p>Dessa forma, quanto mais você “vê” mentalmente o sucesso, mais preparado seu cérebro estará para transformar esse cenário em realidade.</p>
<p><strong>6 &#8211; Busque apoio terapêutico:</strong></p>
<p>Quando o medo de falar em público começa a limitar sua vida, a terapia é o caminho mais indicado. Um psicólogo pode ajudar a identificar as causas do bloqueio, trabalhar traumas passados e desenvolver estratégias específicas para lidar com a ansiedade.</p>
<p>É importante ter em mente que investir em saúde mental é essencial para recuperar a liberdade de se expressar. Portanto, superar a glossofobia é possível! Com preparo, prática e apoio profissional, falar em público pode se tornar uma conquista real!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gostou deste artigo? Então, compartilhe essas informações nas redes sociais. Seus amigos também podem se interessar pelo assunto.</p>
<p>Grande abraço!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Pensamentos obsessivos: por quê surgem e como controlá-los?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 02:43:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pensamentos obsessivos são ideias, imagens ou impulsos repetitivos e intrusivos que invadem a mente com intensidade e frequência. Para muitas pessoas, eles geram desconforto emocional, ansiedade ou culpa. Por isso, compreender suas origens, identificar seus tipos e aprender estratégias práticas para lidar com eles é fundamental para restabelecer o bem‑estar mental. Neste artigo, vamos explorar o que&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pensamentos obsessivos são ideias, imagens ou impulsos repetitivos e intrusivos que invadem a mente com intensidade e frequência. Para muitas pessoas, eles geram desconforto emocional, ansiedade ou culpa.</p>
<p>Por isso, compreender suas origens, identificar seus tipos e aprender estratégias práticas para lidar com eles é fundamental para restabelecer o bem‑estar mental.</p>
<p>Neste artigo, vamos explorar o que são os pensamentos obsessivos, suas causas, os sintomas mais frequentes, as opções de tratamento e dicas práticas para enfrentá-los no dia a dia. Boa leitura!</p>
<h4></h4>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que são os pensamentos obsessivos?</strong><span id="more-2920"></span></p>
<p>São ideias, imagens ou impulsos que surgem de forma repetitiva e indesejada, gerando desconforto e ansiedade. Assim, eles invadem a mente involuntariamente, mesmo quando a pessoa tenta ignorá-los ou afastá-los.</p>
<p>Esses pensamentos costumam ser percebidos como irracionais ou exagerados, mas ainda assim causam angústia. É comum que envolvam temas como medo de causar mal, preocupações com limpeza, culpa ou dúvidas constantes.</p>
<p>Embora possam ocorrer em situações de estresse, quando se tornam frequentes e incapacitantes, estão frequentemente associados a transtornos como o Transtorno Obsessivo‑compulsivo (TOC).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que causa pensamentos obsessivos?</strong></p>
<p>Os pensamentos obsessivos podem surgir por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Mesmo que qualquer pessoa possa tê-los ocasionalmente, eles se tornam preocupantes quando são frequentes, intensos e interferem na vida diária.</p>
<p>Então, a seguir, destacamos as principais causas:</p>
<ul>
<li>Alterações em neurotransmissores, como a serotonina;</li>
<li>Histórico familiar de transtornos mentais, especialmente ansiedade e TOC;</li>
<li>Traços de personalidade, como perfeccionismo e necessidade de controle;</li>
<li>Dificuldade em lidar com incertezas ou pensamentos negativos;</li>
<li>Experiências de estresse intenso ou eventos traumáticos.</li>
<li>Condições como depressão e transtornos de ansiedade.</li>
</ul>
<p>Além desses fatores, uma das causas mais frequentes é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Nesse caso, os pensamentos obsessivos são recorrentes, intensos e seguidos de comportamentos repetitivos, como checagens ou rituais mentais. Esses comportamentos têm a função de aliviar a angústia provocada pelas obsessões, mas acabam mantendo o ciclo do transtorno.</p>
<p>Portanto, quando os sintomas interferem na rotina ou causam sofrimento ao indivíduo, é fundamental buscar ajuda especializada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são os tipos de pensamentos obsessivos mais comuns?</strong></p>
<p>Os pensamentos obsessivos podem assumir diferentes formas, variando de pessoa para pessoa. No entanto, alguns dos tipos mais frequentes incluem:</p>
<ul>
<li>Medo excessivo de contaminação, germes ou sujeira;</li>
<li>Dúvidas constantes sobre ações do cotidiano, como trancar portas ou desligar aparelhos;</li>
<li>Pensamentos agressivos ou violentos, mesmo sem intenção de agir sobre eles;</li>
<li>Ideias de cunho sexual indesejado, muitas vezes acompanhadas de culpa ou vergonha;</li>
<li>Preocupações exageradas com temas religiosos ou morais;</li>
<li>Necessidade intensa de simetria, ordem ou perfeição;</li>
<li>Medo de causar acidentes ou prejuízos, mesmo sem evidência real;</li>
<li>Pensamentos repetitivos ligados à culpa, arrependimento ou remorso.</li>
</ul>
<p>Esses pensamentos costumam ser acompanhados por um alto nível de ansiedade e, em muitos casos, por comportamentos repetitivos que visam neutralizá-los.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Principais sintomas relacionados aos pensamentos obsessivos</strong></p>
<p>Quando os pensamentos obsessivos se tornam frequentes e intensos, eles costumam provocar uma série de reações emocionais e comportamentais. Esses sintomas variam de pessoa para pessoa, mas alguns sinais são bastante comuns, como:</p>
<ul>
<li>Presença frequente de pensamentos indesejados, repetitivos e angustiantes;</li>
<li>Dificuldade em controlar ou interromper esses pensamentos;</li>
<li>Sensação de que os pensamentos não condizem com a própria vontade ou valores;</li>
<li>Tentativas de neutralizar ou compensar os pensamentos com comportamentos repetitivos;</li>
<li>Ansiedade, culpa ou medo provocados pelas obsessões;</li>
<li>Prejuízo na concentração, no sono ou em atividades cotidianas;</li>
<li>Comprometimento das relações pessoais, profissionais ou acadêmicas;</li>
<li>Isolamento social por vergonha ou medo de julgamento;</li>
<li>Evitação de situações, lugares ou pessoas que possam desencadear os pensamentos;</li>
<li>Cansaço mental por lutar constantemente contra os próprios pensamentos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são os tratamentos para isso?</strong></p>
<p>O tratamento dos pensamentos obsessivos pode envolver diferentes abordagens, dependendo da intensidade dos sintomas e da causa associada. Portanto, o acompanhamento profissional é essencial para definir a estratégia mais adequada.</p>
<p>Entretanto, abaixo, separamos os principais tratamentos utilizados:</p>
<p><strong>1 &#8211; Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)</strong></p>
<p>A TCC é a abordagem mais eficaz para pensamentos obsessivos, pois trabalha a identificação de padrões mentais disfuncionais e a exposição gradual a pensamentos temidos, sem recorrer a comportamentos compulsivos.</p>
<p>Assim, ela ensina o paciente a responder de forma mais saudável às obsessões, promovendo autonomia e redução da ansiedade associada.</p>
<p><strong>2 &#8211; Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT)</strong></p>
<p>A ACT ajuda o paciente a aceitar a presença dos pensamentos obsessivos sem se prender a eles, o que enfatiza o foco em ações baseadas em valores pessoais, mesmo com desconforto emocional.</p>
<p>Além disso, utiliza técnicas de mindfulness para criar uma relação mais flexível com os pensamentos, reduzindo seu impacto na rotina.</p>
<p><strong>3 &#8211; Medicamentos psiquiátricos</strong></p>
<p>Antidepressivos, especialmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), são frequentemente indicados para tratar pensamentos obsessivos e TOC, pois eles atuam na regulação de neurotransmissores ligados à ansiedade.</p>
<p>No entanto, o uso deve ser sempre orientado por um psiquiatra.</p>
<p><strong>4 &#8211; Terapia psicodinâmica</strong></p>
<p>Essa abordagem busca compreender os conflitos emocionais e inconscientes que podem dar origem aos pensamentos obsessivos. Isso ajuda o paciente a elaborar experiências passadas e padrões emocionais repetitivos.</p>
<p>Embora não seja a primeira linha para tratar os pensamentos obsessivos, pode ser útil em casos específicos, com benefícios a longo prazo.</p>
<p><strong>5 &#8211; Técnicas complementares</strong></p>
<p>Práticas como meditação, exercícios físicos, atenção plena e respiração consciente auxiliam no controle da ansiedade e na redução do estresse diário.</p>
<p>São estratégias que não substituem o tratamento principal, mas funcionam como apoio, fortalecendo o bem-estar emocional e ajudando na convivência com pensamentos recorrentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como lidar com os pensamentos obsessivos no dia a dia?</strong></p>
<p>Enfrentar pensamentos obsessivos exige prática e estratégias consistentes. Embora o acompanhamento profissional seja fundamental, algumas atitudes no cotidiano podem ajudar a reduzir o impacto dessas obsessões e a retomar o equilíbrio emocional:</p>
<p><strong>1 &#8211; Reconheça o pensamento sem tentar controlá-lo</strong></p>
<p>Tentar eliminar o pensamento obsessivo costuma piorar a ansiedade. Em vez disso, reconheça que ele está presente e permita que exista sem reagir de forma imediata.</p>
<p>Essa aceitação reduz o impulso de realizar rituais mentais ou evitar situações.</p>
<p><strong>2 &#8211; Evite buscar segurança constante</strong></p>
<p>Pedir garantias ou repetir ações para ter certeza reforça o ciclo obsessivo. Portanto, esforce-se para tolerar a incerteza e resistir à necessidade de confirmar, mesmo que pareça desconfortável no início.</p>
<p><strong>3 &#8211; Pratique atenção plena (mindfulness)</strong></p>
<p>A prática de mindfulness ajuda a observar os pensamentos sem se envolver com eles. Técnicas simples de respiração e meditação guiada treinam a mente a voltar ao presente, sem se prender a conteúdos mentais repetitivos.</p>
<p><strong>4 &#8211; Mantenha uma rotina estruturada</strong></p>
<p>Ter uma rotina previsível e equilibrada ajuda a reduzir a sobrecarga mental. Por isso, reserve tempo para atividades significativas, lazer, sono regular e autocuidado, isso diminui o espaço que os pensamentos obsessivos ocupam.</p>
<p><strong>5 &#8211; Evite evitar</strong></p>
<p>Evitar lugares, pessoas ou situações por medo de ter pensamentos obsessivos apenas os reforça. Assim, a exposição gradual, com apoio terapêutico se necessário, ajuda a dessensibilizar o cérebro e a ganhar confiança.</p>
<p><strong>6 &#8211; Registre os pensamentos</strong></p>
<p>Escrever os pensamentos obsessivos em um caderno ou aplicativo pode ajudar a colocá-los em perspectiva. Isso permite identificar padrões, gatilhos e reações, facilitando o controle consciente sobre eles.</p>
<p><strong>7 &#8211; Exercite o autodiálogo compassivo</strong></p>
<p>Fale consigo mesmo com gentileza, reconhecendo que pensamentos não definem quem você é. Além disso, troque frases como “Isso é horrível” por “Isso é só um pensamento, vai passar”. Tenha em mente que a autocompaixão fortalece a resiliência emocional.</p>
<p><strong>8 &#8211; Busque apoio profissional</strong></p>
<p>Se os pensamentos forem persistentes e causarem sofrimento, a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra é essencial, pois o tratamento adequado faz toda a diferença na forma como a mente lida com essas obsessões.</p>
<p>Os pensamentos obsessivos podem causar grande sofrimento, mas é possível aprender a lidar com eles e retomar o controle da própria mente.</p>
<p>Com tratamento adequado, estratégias no dia a dia e apoio profissional, é possível reduzir a intensidade dessas obsessões e viver com mais equilíbrio e tranquilidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Medo de Morrer (Tanatofobia)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2025 01:46:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sabemos que a morte faz parte do ciclo natural da vida, mas isso não invalida nosso receio ou medo dela. No entanto, quando o medo se torna exagerado, pode ser que o indivíduo esteja passando pela tanatofobia. A tanatofobia é o medo excessivo e irracional da morte ou do processo de morrer, seja a preocupação&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sabemos que a morte faz parte do ciclo natural da vida, mas isso não invalida nosso receio ou medo dela. No entanto, quando o medo se torna exagerado, pode ser que o indivíduo esteja passando pela tanatofobia.</p>
<p>A tanatofobia é o medo excessivo e irracional da morte ou do processo de morrer, seja a preocupação com a própria morte ou com a de entes queridos, por exemplo.</p>
<p>Embora seja natural ter algum nível de apreensão neste sentido, a tanatofobia pode se tornar debilitante, interferindo significativamente na qualidade de vida de uma pessoa. A boa notícia é que ela pode ser tratada com auxílio profissional. Continue a leitura e saiba mais!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que é o medo de morrer?</strong></p>
<p>A tanatofobia é uma condição psicológica caracterizada por uma ansiedade intensa e irracional em relação à morte ou ao processo de morrer.</p>
<p>O medo de morrer pode ser desencadeado por causas variadas, como experiências traumáticas, doenças graves ou a perda de entes queridos, afetando significativamente a vida diária.</p>
<p>Em alguns casos, a cultura e as crenças religiosas também podem influenciar esse medo.</p>
<p>Por isso, vale dizer que pessoas com tanatofobia frequentemente experimentam uma ansiedade extrema, ataques de pânico e, até mesmo, evitam situações que os façam pensar na morte.</p>
<p>Apesar disso, cabe destacar que a tanatofobia possui tratamento e que este geralmente envolve a realização de terapia e outras técnicas úteis para aliviar a ansiedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sentir medo de morrer é normal?</strong></p>
<p>Sim, sentir medo de morrer é uma experiência humana natural e comum, já que se trata de um fato inevitável na vida das pessoas. Logo, até um certo ponto, é perfeitamente normal passar por momentos de medo com relação à morte.</p>
<p>Então, esse medo pode servir como um mecanismo de proteção, nos alertando sobre perigos e nos incentivando a adotar comportamentos que preservem nossa vida. No entanto, quando o medo se torna excessivo e interfere na vida cotidiana e nas atividades mais comuns do dia a dia, pode ser um sinal de tanatofobia, uma condição que requer atenção e tratamento adequado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são os principais sintomas da tanatofobia?</strong></p>
<p>Geralmente, pessoas acometidas pelo medo de morrer possuem alguns sintomas frequentemente verificados.</p>
<p>Os sintomas psicológicos (mentais/emocionais) podem ser os seguintes:</p>
<ul>
<li>Crises de ansiedade intensa ao pensar na própria morte ou na de entes queridos;</li>
<li>Ataques de pânico;</li>
<li>Esquivar-se de situações ou conversas sobre a morte;</li>
<li>Pensamentos obsessivos sobre a morte;</li>
<li>Crises de humor ou de depressão.</li>
</ul>
<p>Já os sintomas físicos podem se manifestar com:</p>
<ul>
<li>Palpitações cardíacas;</li>
<li>Sudorese;</li>
<li>Calafrios;</li>
<li>Tremores;</li>
<li>Dificuldade em dormir devido ao medo da morte.</li>
</ul>
<p>Essas são, portanto, as manifestações físicas e emocionais mais comuns entre as pessoas com tanatofobia, de modo que, a ocorrência dos episódios de fobia pode até mesmo prejudicar as atividades de rotina dos indivíduos, seja social ou profissionalmente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que causa o medo de morrer?</strong></p>
<p>Da mesma maneira que outras espécies de fobias, as situações de medo de morrer podem ser causadas por diferentes fatores marcantes, por isso, frequentemente, decorrem de experiências vividas ainda na infância.</p>
<p>Portanto, a tanatofobia pode estar relacionada com:</p>
<p><strong>1 &#8211; Experiências de traumas</strong></p>
<p>Episódios traumáticos relacionados à morte, tais como acidentes graves, ameaças de morte ou a perda de entes queridos, podem desencadear um medo intenso da morte.</p>
<p><strong>2 &#8211; Doenças graves</strong></p>
<p>O diagnóstico de doenças graves ou, em alguns casos, de doenças crônicas, podem aumentar a consciência de uma possível morte e, por consequência, gerar um medo intenso da ocorrência de morte.</p>
<p><strong>3 &#8211; Cultura e crenças religiosas</strong></p>
<p>Crenças culturais e religiosas a respeito da morte e do “além” podem influenciar a intensidade do medo da morte em algumas pessoas, sobretudo em virtude de conceitos como céu e inferno, punições e até mesmo purgatório.</p>
<p><strong>4 &#8211; Ansiedade generalizada</strong></p>
<p>Pessoas com quadros frequentes de ansiedade podem ter uma predisposição a desenvolver medos intensos e irracionais, incluindo o medo da morte, despertando, assim, a tanatofobia.</p>
<p><strong>5 &#8211; Incerteza quanto ao pós-morte</strong></p>
<p>A falta de certeza sobre o que acontece após a morte pode causar ansiedade e medo excessivo em algumas pessoas, especialmente porque, em muitos casos, a própria família evita falar a respeito do assunto, o que pode desencadear a fobia.</p>
<p><strong>6 &#8211; Medo da solidão</strong></p>
<p>No geral, indivíduos que temem a solidão, ou seja, o medo de ficarem sós, apresentam maiores chances de serem acometidos pela tanatofobia, já que a morte, por consequência inevitável, separa pessoas umas das outras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como é feito o diagnóstico da tanatofobia?</strong></p>
<p>O diagnóstico da tanatofobia é realizado por profissionais de saúde mental, como psicólogos ou psiquiatras.</p>
<p>O processo geralmente envolve uma avaliação clínica completa do histórico médico e psicológico do paciente, incluindo entrevistas detalhadas para entender os sintomas e seus impactos na vida cotidiana.</p>
<p>Questionários e escalas de avaliação de ansiedade são utilizados para medir a intensidade do medo da morte, identificando se o medo é desproporcional e se interfere nas atividades do dia a dia, diferenciando-o de um medo normal e natural.</p>
<p>Então, vale dizer que é importante distinguir a tanatofobia de outras condições de saúde mental, tais como quadros de ansiedade generalizada ou depressão, para garantir um tratamento mais adequado possível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são as formas de tratar o medo de morrer?</strong></p>
<p>O tratamento do medo de morrer pode ser abordado de diversas maneiras, algo que vai depender das necessidades de cada paciente.</p>
<p>Por isso, buscar ajuda profissional é fundamental para encontrar o tratamento mais adequado para cada caso.</p>
<p>No entanto, pode-se dizer que uma das principais formas de tratamento é a terapia, que se combinada com técnicas de relaxamento, meditação e respiração profunda são eficazes para aliviar a ansiedade e promover um estado de calma. Além disso, participar de grupos de apoio permite compartilhar experiências e técnicas de enfrentamento com outras pessoas.</p>
<p>Por isso, outro ponto importante é que a educação acerca da morte também ajuda a reduzir o medo, proporcionando uma compreensão mais profunda e racional do tema.</p>
<p>O mais importante é saber que, com tratamento e apoio adequado, incluindo terapias e técnicas de enfrentamento, além de educação sobre o assunto, é possível diminuir o medo excessivo da morte e recuperar o equilíbrio emocional, permitindo uma vida mais plena e tranquila.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>Grande abraço e até o próximo artigo! E muitíssimo obrigada por sua companhia e sua leitura!</p>
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		<title>Como deixar de se importar com o que os outros pensam</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Jul 2023 17:12:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Deixar de se importar com o que os outros pensam não costuma ser fácil para a maioria das pessoas. Muitos crescem apegados à necessidade de validação alheia, seja dos pais, familiares, amigos, professores ou desconhecidos. Em algumas ocasiões é interessante analisar como pensam ao nosso respeito. Por exemplo, o seu chefe pode estar buscando um profissional com atributos específicos&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Deixar de se importar com o que os outros pensam não costuma ser fácil para a maioria das pessoas. Muitos crescem apegados à necessidade de validação alheia, seja dos pais, familiares, amigos, professores ou desconhecidos.</p>
<p>Em algumas ocasiões é interessante analisar como pensam ao nosso respeito. Por exemplo, o seu chefe pode estar buscando um profissional com atributos específicos e, ao modificar a sua conduta para se encaixar nos requisitos, a sua carreira pode avançar consideravelmente. Essa mudança de comportamento, no entanto, não é permanente. Ela serve para ajudá-lo a aproveitar uma oportunidade ou alcançar objetivos. Segundo psicólogos, o problema nasce quando modificamos nosso comportamento e fazemos coisas, ou deixamos de fazer, devido à opinião dos outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Por que nos importamos tanto com opiniões alheias?</strong></h4>
<p>Você já sentiu que deveria tomar determinada atitude para agradar terceiros? Ou teve medo de fazer algo para você (mudar o visual, trocar de emprego, começar ou terminar um relacionamento) por causa do que os outros vão pensar?</p>
<p>A sensação de estar sendo vigiado é mais forte na adolescência. É nessa fase que começamos a nos importar com as opiniões de amigos e pretendentes, pois é quando compreendermos o significado de “viver em sociedade”. O adolescente tem horror em ser visto de forma negativa e geralmente tem um desejo ardente de provar a sua capacidade para os outros.</p>
<p>Adolescentes tímidos ou pouco autoconfiantes, em especial, tendem a ligar excessivamente para o que terceiros pensam a seu respeito. Em sua busca para agradar os colegas e pertencer a um grupo, podem fazer coisas contra sua vontade. Quando não conseguem impressionar, passam a temer o julgamento alheio.</p>
<p>Algumas pessoas entram na vida adulta com esse medo. Assim, sofrem com uma série de preocupações: são ansiosas, temem o que os demais vão falar sobre as suas escolhas, não conseguem expressar a sua verdadeira identidade, têm dificuldades para fazerem escolhas sozinhas, temem o fracasso acima de tudo e sentem-se frustradas consigo mesmas. Essa repressão auto imposta é a fórmula certeira para a depressão, a ansiedade e o estresse.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4></h4>
<h4><strong>Como deixar de se importar com o que os outros pensam?</strong></h4>
<p>Parar de se importar com as opiniões alheias requer esforço e prática diária.</p>
<p>Toda vez que decidimos modificar um comportamento, precisamos levar em consideração que ele já está profundamente acomodado dentro de nós. Passamos anos e anos reforçando-o através de nossas escolhas, pensamentos, emoções e experiências de vida.</p>
<p>Por isso, costuma-se se dizer que é preciso “desconstruir” um comportamento, retirando as crenças que utilizamos para construí-lo em primeiro lugar.</p>
<p>Por exemplo, a preocupação excessiva com o que os outros pensam costuma se originar do medo de julgamentos. Este, por sua vez, pode ter raízes em um pensamento (“se acharem que eu sou uma pessoa X ou Y, algo ruim vai acontecer”) ou uma emoção (vergonha, ansiedade, hesitação, falta de confiança).</p>
<p>Em vez de confrontar esse medo ou ressignificá-lo, você o alimentou inconscientemente, reforçando sentimentos e pensamentos negativos. Como encontra-se consolidado em seu interior, você basicamente precisa “destruir” as crenças ruins que o fortalecem e construir crenças boas.</p>
<p>Pode parecer complicado, mas não é!</p>
<p>Esse processo ocorre naturalmente. A princípio, ele não é muito agradável tampouco fácil. Você vai sentir vontade de desistir e ignorar incômodos emocionais significativos. É uma reação totalmente normal, a qual deve ser combatida. Abaixo, separamos alguns passos para ajudá-lo a chegar lá.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1)     Identifique o porquê:</strong></p>
<p>Por que você se importa tanto com o que os outros vão dizer sobre você? Quais são as suas preocupações? Você tem medo de ser julgado, ser ridicularizado, ser rejeitado, ser visto como um fracasso? Questione-se sobre a sua necessidade da validação alheia para encontrar a origem dela.</p>
<p>Ela pode ter nascido de uma experiência ruim na infância ou na adolescência, ou ser consequência da sua criação (pais muito rígidos, por exemplo). Como você não tinha muito conhecimento sobre os seus próprios sentimentos, passou a alimentar essa necessidade, fugindo de si mesmo para não ser desaprovado pelos demais.</p>
<p>Você pode vasculhar as suas memórias em busca de uma resposta e responder perguntas de autoconhecimento diariamente para compreender como se sente. Fazer terapia também pode ajudá-lo a obter insights sobre por que você se importa com o que os outros pensam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2)     Modifique a sua forma de pensar:</strong></p>
<p>Quando o medo da opinião alheia aparecer, confronte-o. Em vez de pensar “O que será que vão pensar de mim?” ou “Todo mundo vai olhar para mim e ficar comentando”, pense “Eu quero fazer isso porque…” e “Se alguém tiver algo para dizer, não importa. A minha felicidade é mais importante”. Se precisar, repreenda-se usando o seu nome da mesma forma que faria para chamar a atenção de uma criança.</p>
<p>Mesmo que pareça estranho conversar com si mesmo, faça-o. Esse diálogo interno vai facilitar a modificação das crenças construídas e fortalecidas ao longo dos anos. Com a prática, você conseguirá pensar mais positivo sobre se expor para o mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3)     Compreenda algumas coisas:</strong></p>
<p>É muito provável que ninguém esteja prestando atenção em você. As pessoas vivem saturadas por seus próprios problemas e preocupações. Elas não têm tempo de se preocupar com terceiros. Quando a sensação de que múltiplos olhares estão acompanhando os seus movimentos aparecer, 99.9% das vezes é apenas isso: uma sensação.</p>
<p>Se você não fala a sua opinião ou expressa suas necessidades em voz alta por medo de desagradar alguém, saiba que é impossível agradar todo mundo. Milhares de pessoas já tentaram, inclusive personalidades célebres conhecidas mundialmente, e todas falharam.</p>
<p>Cada um possui o seu jeito de pensar e ver a vida, portanto, raramente você encontrará alguém com opiniões praticamente idênticas às suas. Caso alguém reaja com agressividade verbal ou grosseria ao ouvir o que você tem a dizer, lembre-se disso. A vivência daquela pessoa é completamente diferente da sua e isso gera divergência de pensamentos.</p>
<p>Responda à atitude rude com cordialidade e siga em frente. Afinal, por que é tão importante que todos concordem com você ou aprovem as suas considerações? A única pessoa que deve fazê-lo é você mesmo, pois o único a sofrer as consequências de seus atos é você.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>4)     Valorize-se!</strong></p>
<p>Pessoas que se preocupam demais com o que os outros têm a dizer não costumam ter uma visão concreta de seus atributos positivos. Se este for o seu caso, faça uma lista de qualidades, conquistas e elogios já recebidos. Assim, você terá uma noção de quais características merecem atenção.</p>
<p>Não tenha medo de mostrar o que há de melhor em você para o mundo! Neste momento, você pode pensar que não faz sentido compartilhar os seus talentos. É a sua insegurança falando. Ela costuma manter os dons adormecidos.</p>
<p>Quando alguém decide partilhar o que há de melhor em si, o mundo fica um pouco melhor, sabia? Além de ajudar outras pessoas com os seus talentos, você se sente bem por estar sendo útil. Essa postura de doação também fortalece o seu amor-próprio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>5)     Cultive boas amizades:</strong></p>
<p>Pessoas negativas, tóxicas, aproveitadoras ou invejosas são como um veneno para a sua autoestima. Não raro indivíduos ligam excessivamente para a opinião de pessoas com quem mantém uma relação nada saudável. Esse tipo de relacionamento é capaz de levá-los a uma depressão profunda e impedir que aproveitem a vida.</p>
<p>Dê ouvidos somente às pessoas que lhe querem bem. Aceite elogios, conselhos e recomendações de quem demonstrar amá-lo, e não de quem quer vê-lo sofrer. Mantenha-se afastado de pessoas tóxicas. É comum demorar um pouco para perceber o quão abusivo alguém está sendo com você. Assim que tomar essa consciência, distancie-se do indivíduo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>6)     Saia da zona de conforto:</strong></p>
<p>O melhor remédio para livrar-se de um medo é enfrentá-lo! Se você teme julgamentos e não sabe como lidar com opiniões alheias, coloque-se em ocasiões em que deverá fazer exatamente isso.</p>
<p>Você pode fazer as seguintes atividades apenas em sua própria companhia para sair da zona de conforto:</p>
<ul>
<li>Viajar;</li>
<li>Ir a um show;</li>
<li>Fazer uma refeição em um restaurante;</li>
<li>Desfrutar de uma bebida em um bar;</li>
<li>Passear em um parque;</li>
<li>Fazer compras;</li>
<li>Ir à academia; e</li>
<li>Comparecer aos eventos locais da sua cidade.</li>
</ul>
<p>Assim que sentir o medo de ser julgado chegando, diga a si mesmo que está tudo bem e eduque a sua mente para pensar positivo. O incômodo de fazer algo novo é passageiro e, se você ceder a ele e desistir, poderá se arrepender mais tarde.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
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		<title>O que é Neurose?!?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Dec 2020 15:41:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Distúrbios emocionais]]></category>
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					<description><![CDATA[Um dos principais assuntos estudados pela psicanálise é a neurose. Entretanto, até hoje é muito comum a dúvida sobre o que é neurose, principalmente devido à amplitude do termo. Para uma conceituação geral sobre o que é neurose, ela pode ser considerada, a priori, como uma doença psíquica. Neuroses são fenômenos gerados por um conflito&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos principais assuntos estudados pela psicanálise é a neurose. Entretanto, até hoje é muito comum a dúvida sobre <strong>o que é neurose</strong>, principalmente devido à amplitude do termo. Para uma conceituação geral sobre <strong>o que é neurose</strong>, ela pode ser considerada, <em>a priori</em>, como uma doença psíquica.</p>
<p>Neuroses são fenômenos gerados por um conflito psíquico, envolvendo a frustração de um impulso instintivo. Além disso, podemos entender como neurose o resultado de nossas experiências. Sejam elas vivências, traumas ou recalques, conforme pontua a psicanálise. E também é entendida como problemas relacionados à fixação da libido e à fixação problemática.</p>
<h2><strong>Estudos de Freud sobre a neurose</strong></h2>
<p>Freud aprofundou seus estudos sobre a neurose: causas e sintomas. E usou seus estudos para embasar parte de suas teorias psicanalíticas. Assim como as metodologias terapêuticas por ele criadas. Para Freud, o inconsciente alimentava os instintos e os impulsos e ele deveria ser trabalhado para se curar as neuroses.<span id="more-1892"></span></p>
<p>Freud realizou a sua autoanálise que consistia em encarar calmamente os seus próprios fantasmas mentais e, assim, buscou avaliar como estes o afetavam. A sua autoanálise se voltou para as memórias da infância e também a morte de seu pai, em 1896, e conforme ele próprio afirmou, foi determinante para o estudo de si mesmo. A partir dessa análise de si mesmo, ele passou a analisar seus pacientes e a fundamentar as suas teorias, inclusive aquelas a respeito da neurose.</p>
<h2><strong>O que é Neurose na Teoria Freudiana</strong></h2>
<p>A neurose é um dos principais pontos da teoria de Freud, assim como ele relaciona a sexualidade e a sua importância para a vida mental. Ao desenvolver a sua teoria da sexualidade, ele demonstrou diversas origens que levam o homem ao sofrimento.</p>
<p>Freud pontuou, dentre essas questões, alguns fenômenos relacionados a estados corporais específicos que seriam de natureza eminentemente somática. Esses fenômenos ele considerou como característicos do que ficou denominado como “neurose atual”. Termo esse que inclui a neurastenia, a neurose de angústia e hipocondria.</p>
<p>Dentre os principais sintomas encontrados na neurastenia, de acordo com a teoria freudiana, estão a brutalidade do fator sexual e quando ela aparece com um problema para a vida humana. Também há as cefaleias e as prisões de ventre. Além de outros que podem surgir devido a uma atividade sexual não satisfatória, como o excesso de masturbação, segundo Freud.</p>
<p>Já para a neurose de angústia alguns de seus principais sintomas podem ser de natureza diversa, dentre eles: diarreias e congestões, distúrbios respiratórios ou cardíacos, etc.</p>
<p>A hipocondria não apresenta sintomas somáticos concretos. Porém, ela leva à nosofobia, que seria o medo de ficar doente. A qual está ligada aos sintomas da neurose de angustia.</p>
<h2><strong>As Neuroses contemporâneas para Freud</strong></h2>
<p>De acordo com Freud, esses fenômenos seriam as “neuroses atuais”. Dessa forma, Freud confere a eles um caráter contemporâneo dos fatores sexuais envolvidos em sua sintomatologia. Diferente das psiconeuroses, que possuem um caráter de historicidade da sexualidade.</p>
<p>Dessa forma, o termo neurose atual seria o oposto à psiconeurose, no que tange à historicidade subjetiva a esse fenômeno. Assim pode-se entender a amplitude para a psicanálise sobre o que é neurose. E muitos de seus sintomas estariam ligados à sexualidade, segundo Freud e suas teorias.</p>
<h2><strong>As Neuroses e a Sexualidade</strong></h2>
<p>Ao se definir o que é neurose para a psicanálise, vemos que muitos de seus sintomas ou origens estão ligados à sexualidade, ao menos, de acordo com as teorias de Freud.</p>
<p>Freud afirma que há um “desvio” da libido de sua aplicação satisfatória na neurose da angústia, por exemplo. Para Freud a excitação teria uma ordem somática, como se houvesse um acumulo somático da excitação sexual. Além disso, Freud afirma que essa excitação vem acompanhada de um decréscimo nos processos sexuais, por parte da psique. Para Freud, a excitação sexual possui uma grande importância nos processos psíquicos. Os quais, de acordo com a psicanálise, levariam à neurose.</p>
<p>Freud teorizou que diversos sintomas e manifestações, guardadas as suas peculiaridades, teriam a sexualidade como centro da questão da neurose. Dentre essas manifestações estariam as conversões histéricas, as neuroses de angústia e neurastenias, as ideias obsessivas, etc.</p>
<h2><strong>Alguns sintomas para ajudar a entender o que é neurose e o que ela causa</strong></h2>
<p>Os sintomas costumam variar de acordo com cada individuo. Mas existem alguns sintomas que podem indicar um sinal de alerta para a existência do transtorno. Entre eles estão:</p>
<ul>
<li>Medo de situações comuns do cotidiano;</li>
<li>Alterações de humor sem motivo aparente;</li>
<li>Grande preocupação que se mantém mesmo sem uma causa especifica;</li>
<li>Traços de histeria;</li>
<li>Fobia</li>
</ul>
<p>Como dito, os sintomas podem variar de acordo com a pessoa e também o tipo de neurose que a mesma apresenta. Portanto, é importante manter-se alerta não apenas a esses, mas a qualquer outro indicio. Pois, o tratamento realizado mais precocemente será mais efetivo e gerará resultados mais rápidos.</p>
<h2><strong>Alguns tipos de neurose e suas características </strong></h2>
<p>Ao analisarmos o que é neurose para a psicanálise, vemos que há diversos tipos de neurose, como a de angústia, a de abandono e a familiar.</p>
<p>A Neurose de Angústia é um tipo simples de psiconeurose, a qual tem na angustia o seu principal sintoma. Ela evolui em crises, que podem ser mais ou menos próximas. A neurose de angústia se manifesta com maior frequência em portadores de constituição ansiosa.</p>
<p>A Neurose de Abandono caracteriza um quadro no qual predominam a angústia do abandono, além da necessidade de segurança.</p>
<p>A Neurose Familiar ocorre quando, em determinada família, as neuroses individuais se completam. Dessa forma, elas acabam se condicionando reciprocamente. Além disso, ela pode evidenciar a influência exercida sobre as crianças por sua estrutura familiar, Inclusive influência do casal parental.</p>
<h2><strong>Algumas outras neuroses conhecidas pela psicanálise</strong></h2>
<ul>
<li>Neurose de Destino</li>
<li>Neurose do Fracasso</li>
<li>Neurose Narcísica</li>
<li>Neurose Traumática</li>
<li>Neurose Mista</li>
<li>Neurose de Caráter</li>
<li>Neurose de Compensação</li>
<li>Neurose Depressiva</li>
<li>Neurose Histérica Dissociativa e a de Conversão</li>
<li>Neurose Obsessiva Compulsiva</li>
<li>Neurose Fóbica,</li>
</ul>
<p>Além dessas, existem outras neuroses identificadas pelas teorias psicanalíticas, cada uma possuindo seus sintomas e particularidades.</p>
<h2><strong>Tratamentos para a neurose</strong></h2>
<p>Como visto, a neurose é mais um dos transtornos psíquicos estudados pela psicanalise. Assim, como os outros transtornos, seu tratamento é feito a partir de acompanhamento e terapia, podendo também envolver um acompanhamento psiquiátrico, que irá prescrever o método medicamentoso a ser realizado.</p>
<p>Diferente de outros transtornos como a depressão, o tratamento pode dispensar o uso de medicamentos, caso seja seguro para o paciente. O objetivo do tratamento é o combate aos sintomas, para proporcionar ao paciente uma vida tranquila e normal.</p>
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<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>Situações em que o racismo está presente e muita gente não percebe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2020 00:54:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quando atinge alguém de forma direta e aberta, o racismo costuma ser questionado, debatido e até penalizado, já que desde 1989 a lei (n. 7.716/1989) prevê que discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional são considerados crimes inafiançáveis e imprescritíveis. Porém, devido a uma herança do período escravocrata, no qual pessoas&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quando atinge alguém de forma direta e aberta, o racismo costuma ser questionado, debatido e até penalizado, já que desde 1989 a lei (n. 7.716/1989) prevê que discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional são considerados <strong>crimes inafiançáveis e imprescritíveis</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, devido a uma herança do período escravocrata, no qual pessoas negras eram obrigadas a servir pessoas brancas, determinadas atitudes, hábitos e até palavras utilizadas naquela época são perpetuadas até hoje, sem que a maior parte da população saiba ou tenha consciência disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Como enfatiza Mauro Baracho, administrador, mestrando em antropologia e criador de conteúdo na página @afroestima2, &#8220;a linguagem também é uma forma de estabelecer hierarquias e demonstrar poder. É uma forma de demarcar lugares&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, em um país onde pouco mais de 56% da população brasileira se identifica como preta ou parda (segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE), entende-se que questões raciais, incluindo o racismo, não devem ser debatidas e/ou levantadas apenas quando um caso extremo acontece ou no mês de novembro, quando há o Dia da Consciência Negra.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo assim, para elucidar esse tema, listamos abaixo situações em que o racismo está presente, mas muita gente não percebe.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Situações racistas no dia a dia</strong></h2>
<p><span id="more-1613"></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<h4><strong>Quando alguém diz: &#8220;mas eu tenho amigos negros&#8221;</strong></h4>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Algumas atitudes estão enraizadas no vocabulário e no cotidiano da população. Por esse motivo, não é incomum ouvir a justificativa, &#8220;mas eu tenho amigos negros&#8221; para se dizer não racista. Essa fala, porém, é problemática, uma vez que alguém pode ter familiares negros e ainda se comportar de forma racista.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;É preciso entender que afeto não impede racismo. Isso foi o que demonstrou a pesquisa da psicóloga Lia Vainer Schucman sobre famílias inter-raciais. No estudo, é possível constatar que as hierarquias raciais se reproduzem mesmo dentro das famílias. Ter amigo negro, avó negra, não impede ninguém de ser racista ou de cometer atos racistas&#8221;, diz.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<h4><strong>Usar palavras e expressões de origem racista</strong></h4>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Oficialmente, a escravidão no Brasil teve fim em 13 de maio de 1888, quando a    princesa Isabel assinou a Lei Áurea. Porém, mesmo atualmente, o país ainda possui um vocabulário carregado de expressões pejorativas que, no passado, serviram para ofender os escravos e as pessoas negras. Confira algumas delas:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Denegrir</strong>: fazer ficar mais negro, tornar escuro, obscurecer. Alguns sinônimos que podem ser usados para substituir o termo são: caluniar ou difamar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mulato</strong>: refere-se à mula, animal resultante do cruzamento de uma égua e um burro. Por isso, o termo era constantemente usado para nomear filhos de patrões brancos com escravas negras que nasciam pardos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Criado mudo:</strong> era a pessoa escravizada que ficava ao lado da cama do &#8220;senhor&#8221;, em silêncio, pronta para servir ou segurar objetos. Essa palavra pode ser substituída por  apoio ou mesa de cabeceira.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;A coisa tá preta&#8221;:</strong> dizer &#8220;a situação está ruim&#8221; é mais adequado, pois a frase em questão remete que o &#8220;preto&#8221; é algo negativo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Não sou tuas negas&#8221;</strong>: no período da escravidão, mulheres negras eram obrigadas a  servir seus patrões de diferentes formas, inclusive, para fins sexuais. Portanto, a expressão considera que mulheres negras podem ser submetidas a todo tipo de      situação, enquanto mulheres brancas não.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa lista é bastante extensa, podendo ressaltar ainda expressões como &#8220;feito nas coxas&#8221;, &#8220;lista negra&#8221;, &#8220;mercado negro&#8221;, &#8220;dia de branco&#8221;, &#8220;inveja branca&#8221;, &#8220;humor negro&#8221;, &#8220;neguinho é isso ou aquilo&#8221;. Mas vale pesquisar mais a fundo e substituí-las no vocabulário, certo?</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<h4><strong>Falar que uma pessoa negra tem uma beleza exótica </strong></h4>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">No dicionário, algo exótico é aquilo que não é comum, que não é natural. Portanto,  quando uma pessoa faz esse tipo de &#8220;elogio&#8221;, entende-se que a comparação está para um padrão idealizado.</p>
<p style="text-align: justify;">Completam a lista de elogios dispensáveis dizer que uma mulher é, por exemplo, &#8220;uma negra bonita&#8221;, comentar sobre traços finos ou dizer que ela é &#8220;da cor do pecado&#8221; &#8211; termo que hipersexualiza o corpo da mulher e também vem do período colonial, quando os senhores usavam as mulheres negras para trair suas esposas, ou seja, para cometer um &#8220;pecado&#8221;.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<h4><strong>Comentar que o cabelo de uma pessoa é ruim:</strong></h4>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Cabelos crespos, cacheados, com dreads ou diferentes tipos de tranças costumam ser criticados e taxados como &#8220;ruins&#8221;. Mas, o que seria um cabelo &#8220;bom&#8221;, já que eles não fazem mal a ninguém?</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Para existir o bonito é preciso existir o feio. Então, ridicularizar a aparência de uma pessoa negra é uma das formas de desumaniza-la e isso é algo que convivemos desde   a infância. Isso destrói a autoestima e faz o negro acreditar que é inferior&#8221;, ressalta Mauro Baracho.</p>
<p style="text-align: justify;">Além desse tipo de comentário, pedir para tocar ou perguntar como a pessoa lava o cabelo causam constrangimentos e é uma ação racista, pois a higienização é possível e necessária, assim como em outros tipos de cabelos.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Por que é importante repensar o racismo?</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">O racismo é capaz de interferir na autoestima da população negra. Mas, além disso, este preconceito racial pode causar danos à saúde, se tornar um trauma, causando efeitos psicológicos, como o transtorno do estresse pós-traumático, TOC ou ansiedade generalizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Também é possível que a pessoa não se dê conta que a ansiedade foi causada por um trauma. No caso do racismo, ela pode reconhecer o medo descabido, mas não perceber a relação daquilo com o preconceito ou violência que sofreu.</p>
<p style="text-align: justify;">Pais, responsáveis e familiares de crianças negras podem &#8211; e devem &#8211; trabalhar a autoestima e o empoderamento dos pequenos desde cedo para minimizar esses danos. Isso pode ser feito com ajuda de filmes, livros, terapia e outros recursos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, acima de tudo, as pessoas brancas devem repensar suas atitudes do dia a dia. Elas precisam reconhecer que isso é um problema, reconhecer que existe racismo e que, por vezes, elas podem ter sido racistas. Esse é o primeiro passo. Além disso, não faltam pesquisas e nem pessoas nas redes sociais explicando esse tipo de coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, que tal revisar suas atitudes e contribuir para uma sociedade antirracista e mais igualitária?</p>
<p style="text-align: justify;">Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço e até breve!</p>
<p style="text-align: justify;">
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