<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de luto - Bem Viver Mais</title>
	<atom:link href="https://bemvivermais.com/tag/luto/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://bemvivermais.com/tag/luto/</link>
	<description>Psicoterapia Online</description>
	<lastBuildDate>Tue, 21 Jan 2025 02:17:56 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2021/01/cropped-logo-com-contorno-150x150.png</url>
	<title>Arquivo de luto - Bem Viver Mais</title>
	<link>https://bemvivermais.com/tag/luto/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Como lidar com uma traição?</title>
		<link>https://bemvivermais.com/como-lidar-com-uma-traicao/</link>
					<comments>https://bemvivermais.com/como-lidar-com-uma-traicao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 02:17:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[carencia]]></category>
		<category><![CDATA[confiança]]></category>
		<category><![CDATA[desespero]]></category>
		<category><![CDATA[julgamento]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[perdão]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[terapia de casal]]></category>
		<category><![CDATA[Traição]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://bemvivermais.com/?p=2877</guid>

					<description><![CDATA[A descoberta de uma traição é capaz de transformar qualquer relacionamento amoroso, seja namoro ou casamento. A vida do casal pode mudar para melhor ou piorar consideravelmente, mas, com certeza, nunca mais será a mesma. Por isso, é importante não cair em estado de negação e encarar os fatos de frente para conseguir resolver a situação. A&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A descoberta de uma traição é capaz de transformar qualquer relacionamento amoroso, seja namoro ou casamento. A vida do casal pode mudar para melhor ou piorar consideravelmente, mas, com certeza, nunca mais será a mesma.</p>
<p>Por isso, é importante não cair em estado de negação e encarar os fatos de frente para conseguir resolver a situação. A descoberta da traição é um processo doloroso e que pode trazer diversas consequências, desde o término do relacionamento até a queda da autoestima.</p>
<p>Em razão do amor sentido pelo cônjuge ou da zona de conforto que aquela relação proporciona, é comum que a pessoa traída procure perdoar e superar a traição, dando uma nova chance para o amor.</p>
<p>Se você ou alguém que você conheça está passando por esse momento tão delicado, este artigo poderá ajuda-lo(a).</p>
<p>Sabemos que não é fácil. Portanto, não tome qualquer tipo de decisão drástica após descobrir uma traição. Com o máximo de calma possível, junte as evidências e chame o seu parceiro (a) para uma conversa particular.</p>
<p>Caso ele ou ela negue o fato, apresente as evidências, mostrando que essa conversa não é à toa. Aqui, é importante avaliar se ele (a) continua tentando enganar você mesmo após a descoberta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1 &#8211; Não se deixe levar pela raiva</strong></p>
<p>Raiva, mágoa ou desejo de vingança são sentimentos comuns após a descoberta de uma traição, mas é importante não se deixar levar por eles – para cada ação ou decisão que tomamos em nossa vida, há uma consequência.</p>
<p>Por isso, evite agressões verbais e físicas, tanto com o seu(a) parceiro(a) quanto com a terceira pessoa envolvida na relação.</p>
<p>Lembre-se de que é o(a) seu(a) parceiro(a) que tem um compromisso com você e que ele(a) não foi forçado(a) a ter outro relacionamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2 &#8211; O que fazer depois de descobrir uma traição?</strong></p>
<p>Se você acabou de descobrir uma traição, então vai precisar acalmar as emoções. Sabemos que não é algo simples, mas é preciso ter inteligência emocional nesse momento para conseguir se preservar e tomar as ações mais assertivas.</p>
<p>Por isso, listamos algumas dicas que você pode seguir assim que descobrir uma traição!</p>
<p><strong>2.1. Converse com o cônjuge</strong></p>
<p>O primeiro passo é conversar com o cônjuge para compreender as razões que o levaram a trair, que podem ser:</p>
<p>&#8211; Traumas do passado;</p>
<p>&#8211; Vingança;</p>
<p>&#8211; Carência;</p>
<p>&#8211; Desespero;</p>
<p>&#8211; Fantasia, etc.</p>
<p>Ou seja, como são várias possibilidades, é preciso que você ouça o parceiro para não ficar especulando possíveis causas da traição.</p>
<p>Além disso, por meio desse diálogo, será possível começar a pensar se há uma possibilidade de perdoar a traição e se existem caminhos para a reconciliação.</p>
<p>Portanto, por mais que a sua vontade inicial seja de brigar, procure ouvir o outro.</p>
<p><strong>2.2. Leve em consideração a fase do relacionamento</strong></p>
<p>Traição é traição em qualquer fase do relacionamento, porém ela pode ter pesos diferentes de acordo com o momento, se essa ocorre no início do namoro ou em um casamento consolidado, por exemplo. Esse é um ponto que deve ser levado em consideração na hora de ponderar se vale a pena ou não tentar perdoar.</p>
<p><strong>2.3. Preserve a sua autoestima</strong></p>
<p>Assim que você descobrir que foi traído, é muito importante iniciar um trabalho para preservar a sua autoestima. Isso porque, é muito comum, diante dessa situação, achar que a outra pessoa é mais bonita ou superior a você.</p>
<p>No entanto, essa é uma questão que não deve ser cogitada e nem pensada, pois pode afetar a sua autoestima e desencadear até mesmo processos depressivos.</p>
<p>Por isso, evite se comparar e, se necessário, já inicie uma terapia para evitar que o quadro de depreciação se agrave.</p>
<p><strong>2.4. Dê tempo ao tempo</strong></p>
<p>Não se pressione para tomar decisões rápidas, seja para terminar ou continuar o relacionamento. Isso pode ser angustiante e ainda te fazer tomar alguma decisão com a qual você se arrependa futuramente.</p>
<p>Nesse sentido, assim que descobrir a traição, procure refletir com calma, levar em consideração o histórico do seu relacionamento e o sentimento pelo cônjuge e perceber se você tem estrutura emocional para retomar a relação.</p>
<p>Ou seja, dê tempo ao tempo e não se cobre!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3 &#8211; Como superar uma traição e continuar o relacionamento?</strong></p>
<p>Se depois de refletir, você decidiu que realmente quer seguir com o relacionamento, então precisa adotar algumas estratégias para de fato superar a traição e permitir que a relação retome de forma saudável. Listamos algumas delas para te ajudar!</p>
<p><strong>3.1. Vivencie o luto</strong></p>
<p>Sim, você não leu errado! A traição pode desencadear um luto, uma vez que há um sentimento de perda envolvido no processo – ainda que você continue com o cônjuge.</p>
<p>Por isso, é preciso entender que, durante um período, você vivenciará o luto e as suas fases. É importante não pular nenhuma das etapas!</p>
<p>E vale dizer que é muito importante que o seu parceiro esteja ao seu lado, com calma e paciência, para passar pelas fases com você.</p>
<p>Essa união será importante para que vocês saiam ainda mais fortes dessa fase turbulenta e com uma relação mais madura.</p>
<p><strong>3.2. Pense nos momentos bons que você já vivenciou com o cônjuge</strong></p>
<p>Um bom ponto de partida para superar a traição e manter o relacionamento é focar nos momentos bons vividos com o cônjuge.</p>
<p>Pense em tudo o que de bom vocês construíram e vivenciaram até então.</p>
<p>Do contrário, isto é, se você focar apenas nas coisas ruins, inclusive no ato da traição, dificilmente vocês conseguirão sustentar esse relacionamento por muito tempo. Ou, caso ele se mantenha, há grandes chances de ser tóxico.</p>
<p>Por isso, procure sempre focar em coisas boas!</p>
<p><strong>3.3. Distancie-se das pessoas que te julgam</strong></p>
<p>Pessoas que julgam a sua decisão de dar uma nova chance para o cônjuge podem atrapalhar muito o processo de superação. Afinal, elas vão te colocar em dúvida sobre a sua decisão e ainda fazer com que você relembre o evento o tempo todo. Convém destacar que essas são pessoas egoístas e que não sabem exercer a empatia.</p>
<p>Portanto, cerque-se apenas de pessoas empáticas que, quando emitem suas opiniões, fazem isso de forma respeitosa e sem ultrapassar os limites.</p>
<p><strong>3.4. Utilize a traição como um ponto para amadurecer</strong></p>
<p>O casal que passa pela traição não deve simplesmente esquecer o ocorrido. Na realidade, é importante utilizá-lo como um ponto de melhora e crescimento pessoal.</p>
<p>Assim, ao compreender o que desencadeou a traição, é possível criar estratégias para melhorar o relacionamento, tornando-o mais saudável.</p>
<p><strong>3.5. Faça terapia </strong></p>
<p>As feridas podem atrapalhar a retomada da relação de uma forma saudável. Por isso, pode ser interessante investir na terapia, seja individual e/ou de casal, para conseguir realmente superar o acontecimento e encontrar caminhos para fazer com que a retomada do relacionamento realmente valha a pena!</p>
<p>Além disso, o acompanhamento com o psicólogo pode ajudar a tratar questões que podem ser desencadeadas após a traição, como crise de ansiedade, falta de confiança e redução da autoestima.</p>
<p>Portanto, não hesite em procurar ajuda profissional caso você perceba que não consegue lidar sozinho com essa adversidade!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>4 &#8211; </strong><strong>Como saber se traição tem perdão para você?</strong></p>
<p>Como mencionamos no início deste conteúdo, não existe uma resposta concreta para a pergunta: “Traição tem perdão?”. Isso vai depender do seu relacionamento, do seu cônjuge e do quão disposto você está a passar pela situação. Portanto, perdoar ou não a traição é algo muito pessoal!</p>
<p>Se você está em dúvida, então procure responder com sinceridade às perguntas abaixo:</p>
<p>&#8211; Durante a conversa, vocês chegaram à conclusão sobre o que motivou a traição?</p>
<p>&#8211; Antes da traição, a relação era saudável?</p>
<p>&#8211; Se você perdoar e retomar o relacionamento, acredita que vai conseguir realmente superar, sem ficar o tempo todo mencionando a situação e culpando o outro?</p>
<p>&#8211; Você acha que vai conseguir passar uma borracha no passado e viver sem medo de que uma nova traição ocorra?</p>
<p>&#8211; O que te motivaria a perdoar?</p>
<p>&#8211; Os julgamentos de terceiros sobre a sua decisão de perdoar vão te incomodar?</p>
<p>&#8211; Vocês aceitariam fazer uma terapia de casal?</p>
<p>Essas são algumas perguntas que você deve se fazer a fim de identificar se a traição tem perdão para você. Faça essa reflexão com calma e, de preferência, sozinho. Assim, você conseguirá encontrar respostas realmente sinceras.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>5 &#8211; Se foi você quem traiu… O que fazer?</strong></p>
<p>Todo relacionamento tem o início perfeito: há amor, entusiasmo, paixão e curiosidade. Porém, com o passar do tempo, pode ser que a fonte de toda aquela felicidade comece a secar.</p>
<p>Os beijos não têm mais aquele gosto de antes, o sexo se torna menos frequente, surgem as brigas, os desentendimentos, o tédio. E, de repente, aquele colega de trabalho, ou a vizinha da casa do lado, sorri para você. Por uns instantes, você acha que ali está a chave da felicidade que se perdeu. E a traição acontece.</p>
<p>Só que, ao invés de deixar você feliz e satisfeito, ela deixa um gosto amargo na boca. E o pior de tudo: você percebe que ainda ama – e muito – o seu parceiro ou parceira.</p>
<p>O que fazer em uma situação dessas? O desespero não é a solução: agora, mais do que nunca, é uma oportunidade para repensar suas atitudes e tomar uma decisão que pode mudar sua vida.</p>
<p><strong>5.1. Você não é a pior pessoa do mundo</strong></p>
<p>É muito comum, nessa situação, aquele que trai se sentir um canalha, a pior das criaturas. Isso tem justificativa: trair a confiança de alguém, quebrar as promessas feitas, fingir que está tudo bem quando na verdade não está, mentir e enganar a pessoa com quem se viveu tantas coisas, é realmente uma atitude terrível.</p>
<p>Porém, na maioria das vezes, a traição não foi um caso planejado.</p>
<p>O arrependimento de quem trai pode ser realmente sincero. A verdade é que todos nós temos nossos defeitos e fraquezas, mas elas não definem nosso caráter. O que o estabelece é a capacidade de admitir nossos defeitos e lutar para mudar alguns comportamentos.</p>
<p><strong>5.2. Contar ou não contar?</strong></p>
<p>Em geral, mulheres perdoam mais facilmente do que homens; porém, se você decidir contar, prepare-se para uma mudança radical em seu relacionamento. Mesmo que seu parceiro perdoe a traição, a confiança pode ser quebrada a ponto de nunca mais voltar a ser o que era.</p>
<p>Na maioria das vezes, nós nos sentimos impelidos a admitir nossos erros, mas para nos livrar do remorso, não tanto pelo desejo de sinceridade com a outra pessoa. Já parou para pensar nisso?</p>
<p>Assim, só você pode decidir se deve ou não revelar a traição. Às vezes, mais vale calar e simplesmente procurar não repetir o erro. A questão é se você conseguirá conviver com isso.</p>
<p><strong>5.3. E se a pessoa descobrir?</strong></p>
<p>Tentar se justificar ou usar a clássica frase “não é isso que você está pensando” é a pior coisa que você pode fazer. Já que a traição foi descoberta, use a sinceridade. Assuma o que fez e procure manter um diálogo aberto e transparente.</p>
<p>Se possível, não converse com a pessoa logo após a descoberta da traição: afaste-se um pouco e deixe que ela se acalme, antes de vocês sentarem para conversar.</p>
<p>Então, com a cabeça fria, os dois podem avaliar o rumo do relacionamento, se vale a pena continuar ou é melhor vocês se separarem.<strong> </strong></p>
<p><strong>5.4. Procurando ajuda</strong></p>
<p>Há muitos motivos para uma pessoa cometer uma traição. A busca de novas emoções, a incapacidade de resistir aos instintos, o tédio e a insatisfação no casamento ou uma paixão sincera por outra pessoa – como lidamos com isso tudo?</p>
<p>Você não precisa passar por isso sozinho(a). Ajuda psicológica pode ser uma solução nessas horas. Quando vivemos esses conflitos internos, tudo parece confuso, e um bom psicólogo pode ajudar a enxergar as coisas com maior clareza e encontrar a melhor solução para o relacionamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gostou desse post? Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar com eles em suas redes sociais?</p>
<p>Grande abraço e até o próximo artigo! E muitíssimo obrigada por sua companhia e sua leitura!</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://bemvivermais.com/como-lidar-com-uma-traicao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Precisamos falar sobre o luto</title>
		<link>https://bemvivermais.com/precisamos-falar-sobre-o-luto/</link>
					<comments>https://bemvivermais.com/precisamos-falar-sobre-o-luto/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Apr 2021 18:52:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Luto]]></category>
		<category><![CDATA[Quarentena - Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[burnout]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[despedida]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[perdas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://bemvivermais.com/?p=2197</guid>

					<description><![CDATA[A sensação de perda, acirrada pela pandemia, pode (e deve) emprestar novo sentido ao que fazemos da vida Vínculos rompidos O luto é um processo natural, desencadeado pelo rompimento de um vínculo. A gente acumula vários deles ao longo da vida, uns pequenos, outros maiores. Estima-se que uma pessoa vivencie de 20 a 25 experiências&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sensação de perda, acirrada pela pandemia, pode (e deve) emprestar novo sentido ao que fazemos da vida</p>
<p><strong>Vínculos rompidos</strong></p>
<p>O luto é um processo natural, desencadeado pelo rompimento de um vínculo. A gente acumula vários deles ao longo da vida, uns pequenos, outros maiores. Estima-se que uma pessoa vivencie de 20 a 25 experiências de perda – e não apenas aquelas ligadas à morte. Mudança de país ou de cidade, divórcio, amputação, infertilidade, aborto, síndrome do ninho vazio, e por aí vai. Quem nunca passou por isso ainda vai passar, essa é a única certeza. Cabe a cada um de nós fazer suas escolhas, de modo a aprender com esses episódios de luto.</p>
<p><strong>A ideia da finitude</strong><span id="more-2197"></span></p>
<p>É muito perturbador pensarmos na finitude, na perda de pessoas que amamos. Quando você enfrenta isso, naturalmente começa a cultivar uma reflexão sobre como está vivendo e o que pretende fazer até morrer, de preferência bem velhinho. Como está a qualidade dos seus vínculos? Das suas relações afetivas? Está trabalhando em um lugar que o intoxica? Está pondo em prática seus sonhos? Com a perspectiva do fim, passamos a olhar a vida de modo diferente. Falar da morte é, portanto, falar da vida. Quando assimilamos o luto e passamos a entender o que estamos vivenciando, surge a possibilidade de fazermos escolhas melhores a partir daí. Escolhas mais maduras, mais lúcidas e conscientes.</p>
<p><strong>Baixas na pandemia</strong></p>
<p>A pandemia provoca uma sobreposição de perdas: de liberdade, de autoestima, financeira, de projetos. Somem-se a isso a distância física das pessoas e a notícia aterradora dos óbitos diários, numerosos. Estudos dão conta de que, em média, cinco pessoas são impactadas pela morte de alguém. Sistemas familiares devem se reorganizar diante do desaparecimento de um parente e os sobreviventes assumem novos papéis. Quem vai ser a mãe que se foi, quem vai cuidar de crianças que ficaram órfãs? O Brasil já superou as 350 .000 mortes por Covid-19, ou seja, temos mais de 1.750.000 pessoas enlutadas. É um dado impressionante, que precisa inclusive ser levado em conta na elaboração de políticas públicas. Como as escolas e as empresas vão lidar com essa dor tão aguda na volta à rotina. Professores e demais educadores estão preparados para receber um aluno que perdeu o pai, a mãe ou um irmão?</p>
<p><strong>Tempo de fragilidade</strong></p>
<p>Humanos diante de uma ameaça desconhecida ficam vulneráveis, frágeis, têm necessidade de serem cuidados. O problema é que, no momento, ninguém no mundo consegue desligar essa ameaça. Não há um cientista, um líder mundial, um político no Brasil que possa dizer “vai dar certo” ou “vai acabar em breve”. Essa imprevisibilidade é desorganizadora. Como vou viver a partir de agora? Onde vou me sentir seguro? Qual é o impacto disso na minha vida? Essas questões de hoje são as mesmas que brotam no luto.</p>
<p><strong>O desafio nas empresas</strong></p>
<p>Não existia, até pouco tempo atrás, espaço de validação e compreensão das dores do luto na sociedade, muito menos nas empresas. A sociedade exige um nível de felicidade incompatível com a condição humana. Desse modo, o luto, que não é doença, pode evoluir para uma depressão, para um burnout (esgotamento). Não é responsabilidade exclusiva das organizações. As pessoas carregam suas dores, mesmo escondidas, e reagem de formas variadas, mas o mundo corporativo pode potencializar o mal-estar.  É preciso humanizar o ambiente. Em uma empresa que estende a mão ao funcionário na hora do sofrimento, ele devolve com um salto grande em produtividade e engajamento. Isso é muito potente.</p>
<p><strong>Outra epidemia </strong></p>
<p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil já é o país da América Latina com a maior porcentagem de vítimas de depressão, perto de 6% da população. Isso impacta no número de demissões voluntárias, no de afastamentos e nos gastos com planos de saúde. Agora que o mundo parou podemos aproveitar para rever valores no trabalho e em casa. A palavra da vez é “cuidado”. Precisamos desenvolver a cultura do cuidado.</p>
<p><strong>Viver a despedida</strong></p>
<p>Não há como se preparar para o luto. Algumas pessoas que têm mais facilidade para entrar em contato com as próprias dores costumam se sair melhor. A circunstância da morte também faz diferença. Tudo o que envolve vítimas de Covid-19, do isolamento no hospital ao velório com pouca gente e caixões fechados, é fator de stress. O ritual tem a importante função de dar concretude à morte. Quando a despedida não é como o esperado, abre-se espaço para fantasias, dúvidas. Qual foi o último desejo do meu pai? O último abraço, quem deu? O surgimento de questões como essas é prejudicial para o processo do luto.</p>
<p><strong>Sobre empatia</strong></p>
<p>A acepção mais usual de empatia, de se colocar no lugar do outro, não cabe no luto. É impossível se pôr no lugar de uma mãe que perdeu o filho, a não ser, claro, que você tenha vivido essa mesma experiência. No entanto, do ponto de vista do profissional de saúde, ou de uma rede de apoio, na escola ou na empresa, dá para manifestar interesse genuíno em ajudar. Empatia, nesse caso, é se comprometer com a dor do outro. Você não vai sentir o que ele está sentindo, mas vai ser capaz de ajudar, mostrando-se disposto a tirá-lo desse sofrimento. A crise impôs uma imensa oportunidade de reflexão.</p>
<p><strong><em>&#8220;A elaboração do luto significa se colocar em contato com o vazio deixado pela perda do que não existe mais, valorizar a sua importância e suportar o sofrimento e a frustração que comporta a sua ausência</em></strong><strong>.&#8221;</strong> (Jorge Bucay)</p>
<p>Espero que essa leitura tenha lhe trazido, de alguma maneira, um novo pensamento, conhecimento ou despertado seu interesse em entender melhor o luto e como lidar com ele. Se lhe ajudou, pode ser que ajude mais pessoas, então compartilhe-o com seus amigos e familiares! Grande abraço!</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://bemvivermais.com/precisamos-falar-sobre-o-luto/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Luto e o Morrer: Reflexões do Luto deixado pelo COVID-19</title>
		<link>https://bemvivermais.com/o-luto-e-o-morrer-covid19/</link>
					<comments>https://bemvivermais.com/o-luto-e-o-morrer-covid19/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2020 03:55:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Quarentena - Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Suicídio e relacionados]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[morrer]]></category>
		<category><![CDATA[mortes]]></category>
		<category><![CDATA[sofrimento]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.bemvivermais.com/?p=1532</guid>

					<description><![CDATA[O Morrer: Desde pequenos aprendemos que a vida é um ciclo e tem fim. Experienciamos desde cedo o luto de estar longe dos pais nos primeiros dias de escola, o luto de acabar uma atividade que estávamos gostando muito, de um amigo que muda de cidade, da morte de um animal de estimação, até claro,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">O Morrer:</h3>
<p style="text-align: justify;">Desde pequenos aprendemos que a vida é um ciclo e tem fim. Experienciamos desde cedo o luto de estar longe dos pais nos primeiros dias de escola, o luto de acabar uma atividade que estávamos gostando muito, de um amigo que muda de cidade, da morte de um animal de estimação, até claro, o falecimento de alguém seja uma pessoa distante de nós ou próxima.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada dor dói de um jeito, tem um diferente grau de sofrimento e nos consome de uma diferente forma. Temos a plena certeza de que <span id="more-1532"></span>esse momento vai chegar, mas ficamos otimistas e sempre afastando esse pensamento ruim de nossas mentes, que teimam em permanecer num cenário, num contexto onde todas as peças do quebra cabeça de nossas vidas estejam sempre encaixadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, se alguém deixar e fazer parte disso, deixará um vazio insubstituível. Só de pensar nessa ideia o medo já nos assola e geralmente vem acompanhado de desespero ou preocupação.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que os anos passem, e saibamos que essa possibilidade aumenta para algumas pessoas (independente delas serem próximas ou não de nós), tentamos obviamente afastar sempre esse fantasma que nos assombra, e, a forma de afastá-lo varia de pessoa para pessoa. Algumas oram, outras ficam em negação, entram em pânico só de imaginar aquela possibilidade e por ai vai&#8230;&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O morrer deixa marcas profundas, rompimentos bruscos e eternos em nossa alma. Sabemos que não temos controle absoluto sobre isso mas gostamos de acreditar que temos, que não acontecerá conosco, com nossa mãe, nosso pai, um irmão, um amigo, um avô&#8230;até a hora que ocorre de fato, sem um aviso ou, mesmo tendo essa previsão, até o ultimo fragmento de segundo, insistimos em acreditar que não vai ocorrer. Mecanismo e evitamento de uma dor inevitável.</p>
<h3 style="text-align: justify;">O Luto:</h3>
<p style="text-align: justify;">O Luto entra como preço a ser pago para cada história de perda, de término de ciclo, de desenlace, seja essa finalização de algo envolvendo uma morte ou não. Contudo aqui, nesse artigo, focarei no luto relacionado ao falecimento, morte, desencarne, chame como achar melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que nos preparemos para esse momento, como no caso de um parente que enfrenta há tempos uma doença grave, o fim só é sim, quando ele realmente chega, e aí não há mais aquela pessoa que existia até aquele momento. Há apenas um corpo, membros.</p>
<p style="text-align: justify;">Como entender e aceitar que aquele corpo que nos abraçou tantas vezes, nos beijos, sorriu conosco, nos ensinou tanto e esteve em tantos momentos, agora não possui mais vida? Que aquele corpo que nos abrigou em momentos ruins, e comemorou conosco em momentos bons, será cremado ou ficará num caixão enterrado a metros abaixo do chão num local tão triste como um cemitério?</p>
<p style="text-align: justify;">Isso é de rasgar o peito, destrói a alma, e nunca entendemos ou aceitamos ao certo, embora, em alguns casos, claro que temos compreensão que a pessoa estava sofrendo demais e precisava ter alivio da dor.</p>
<p style="text-align: justify;">Elizabeth Kübler Ross, escritora e psiquiatra suíço-americana, presenciou e viveu de perto as perdas e o luto dos horrores trazidos pela 2ª Guerra Mundial. Tantas coisas nas quais ela foi obrigada a conviver, fizeram com que escrevesse uma das mais importantes obras sobre esse assunto: &#8220;Sobre a Morte e o Morrer&#8221;, ou, em seu nome original: &#8221; <em>On death and dying</em>&#8221; de 1969.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa famosa obra, traduzida para diversos idiomas e estudada no mundo todo, ela colocou o que estudou uma vida toda e também presenciou muito: as fases do Luto:<strong> negação, raiva, barganha, depressão e aceitação</strong>, estágios pelos quais passam os pacientes diante de uma doença fatal ou que potencialmente ameace a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos tempos em que vivemos, com números tão agressivos de mortes pela COVID-19, que já nos assolam a cada dia, o que aumenta, também a cada hora, é o número, ainda mais assombroso de pessoas que entram em luto. Para cada pessoa que morre dessa doença, há uma legião que convivia e a amava que entra em Luto.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, se o número de mortos pelo Coronavirus já é muito alarmante, o número de pessoas em Luto por essas perdas, é no mínimo 3 vezes maior. Todos estão focando nas mortes, mas poucos falam de quem fica. Da dor que se forma ao tentar superar, enfrentar, entender e aceitar que alguém muito amado se foi.</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine toda essa energia de perda, de dor, multiplicada por números estrondosos&#8230;.Que atmsofera é essa que estamos vivendo? E esse ar &#8216;pesado&#8217; que estamos respirando? Que sentimentos formam o Luto? Tristeza? Raiva? Frustração? Medo? Arrependimento? Alívio pela dor que acabou?</p>
<p style="text-align: justify;">Pois é&#8230;pergunta difícil, cuja resposta variará de caso a caso. Luto é uma dor, um pesar, uma saudade, um sofrimento, um vazio que vai e vem. Que pode ficar anos sem nos visitar e, de repente, volta com tudo, nos fazendo reviver muitas sensações. Assim como, para algumas pessoas, quando ele retorna, já não está mais travestido de dor, mas apenas de uma saudade fraterna, que traz sorriso nos lábios, das lembranças vividas, dos momentos, mesmo que ruins, atravessados e superados.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando não falamos, não lidamos com o Luto e não trabalhamos com tudo que ele significa dentro de nós, na intenção apenas de superar a qualquer custo a dor, de vencer aquela etapa e de que aquilo fique pra trás o quanto antes, nos esquecemos que, na realidade, estamos apenas empurrando aquela dor e aquele peso todo para cada vez mais fundo em nosso inconsciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando esse peso submerge, a partir de gatilhos, lembranças, as vezes estamos fortes e conseguimos engoli-lo novamente jogando para um canto escuro e fundo dentro de nós. Mas quando não estamos tão preparados e fortes assim, submerge como uma bola inflável que se tenta manter no fundo de uma piscina&#8230;ou seja, impraticável e impossível.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso para algumas pessoas é tão insuportável a ideia de lidar com aquela dor, pois ela foi apenas, as vezes por anos, suprimida, reprimida, e disfarçada com uma série de outras atividades e formas de preencher o vazio que deixou, contudo, sim, a ferida continua ali, aberta, latejando e ardendo&#8230;E um simples band-aid não servirá mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Lidar com o Luto é entender o que o ciclo de vida daquela pessoa amada representou para você e, mais do que isso, refletir no que representou para ela mesma, com a ótica dela, tendo empatia, mas ao mesmo tempo, entendendo que você não podia nem devia intervir, interferir, nunca! Nós temos a liberdade de ir até certo ponto apenas, ensinando, inspirando, dando exemplo, explicando, demonstrando etc, porém, JAMAIS podemos fazer pela pessoa, escolher por ela, interferir em seu livre arbítrio! Mesmo sabendo que seria melhor pra ela se você o fizesse. Mesmo assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada pessoa enfrenta uma realidade só dela, com sua ótica, através de suas histórias e experiências! Sente as coisas de um modo muito peculiar, que podemos achar fácil de decifrar, mesmo assim, ainda é a própria pessoa que terá de vivenciar cada pedacinho daquelas experiências que surgem e que ela desenvolve na vida dela. Podemos dar suporte, ser apoiadores e incentivadores, mas a decisão final de tudo, será sempre dela, isso representa respeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Respeito pelos limites saudáveis que temos que ter entre nós, para não invasões e desrespeito desnecessários. Para não haver infrações e simbioses que descaracterizam e tiram a essência e a autenticidade das pessoas, tão importantes para sua existência!</p>
<p style="text-align: justify;">Pensar dessa forma nos ajuda a compreender, cada vez que pensamos mais na pessoa e na perda, o que ela realmente representava em nossas vidas. E também, de fato, o que representávamos na dela. O que muitas vezes está coberto por uma cortina espessa de expectativas, de carências, de frustrações, pois, queríamos ser mais para aquela pessoa, ou menos do que fomos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se dê essa possibilidade de DESCORTINAR seus sentimentos e expectativas com relação às pessoas pra olhar com mais clareza e racionalmente para o que essa relação representou em suas vidas. Independente se foi uma mãe, um amigo, um cônjuge, enfim, pra que a dor dê espaço e tempo para os fatos se apresentarem mais &#8220;limpos&#8221;, tais quais eram, e não sob um amontoado de sentimentos e emoções colocados ali pra facilitar ou pra culpar alguém ou algo sobre essa perda.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que, de alguma forma, este artigo possa lhe ter sido útil. Que tenha feito você &#8220;viajar&#8221; por ai e entender-se melhor, nem que tenha sido 1 milimetro a mais do que compreendia antes. Trabalhar a <strong>aceitação</strong>, último estágio que Kübler Ross descreveu em seu livro, é um caminho árduo para a maioria, mas não impossível. Busque fazer esses exercícios propostos acima e, se precisar, peça ajuda profissional! A psicoterapia online está aí para possibilitar e tornar mais leve todo esse processo duro do Luto.</p>
<p style="text-align: justify;">Um grande abraço, com carinho e os votos sinceros de que logo essa pandemia possa terminar e que o Luto que ela está deixando, seja, a cada dia mais, lidado e trabalhado pelos que o sentem, de forma sadia e inteligente emocionalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">E que os que se foram, estejam em planos iluminados e protegidos por Deus, sendo acolhidos com muito amor e cuidado, para que consigam ser transferidos para um plano muito melhor do que este. Que assim seja!</p>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><strong>Maiores informações:</strong> <a href="https://www.scielo.br/pdf/csc/v18n9/v18n9a28.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.scielo.br/pdf/csc/v18n9/v18n9a28.pdf</a> | &#8220;Uma releitura da obra de Elisabeth Kubler-Ross&#8221;. Selene Beviláqua Chaves Afonso &amp; Maria Cecília de Souza Minayo.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://bemvivermais.com/o-luto-e-o-morrer-covid19/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que é o Luto e como lidar com ele</title>
		<link>https://bemvivermais.com/o-que-e-o-luto-e-como-lidar-com-ele/</link>
					<comments>https://bemvivermais.com/o-que-e-o-luto-e-como-lidar-com-ele/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2017 23:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[fases do luto]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[perdas]]></category>
		<category><![CDATA[processo natual]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.bemvivermais.com/?p=844</guid>

					<description><![CDATA[O Luto é um processo natural que ocorre sempre que há uma perda significativa na vida de uma pessoa. Essa perda pode ser de natureza diversa, como por exemplo, um ente querido, um relacionamento, um emprego, uma modificação corporal, uma alteração importante das condições de vida, etc. É um processo individual vivido e sentido. Mesmo&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Luto é um processo natural que ocorre sempre que há uma perda significativa na vida de uma pessoa. Essa perda pode ser de natureza diversa, como por exemplo, um ente querido, um relacionamento, um emprego, uma modificação corporal, uma alteração importante das condições de vida, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">É um processo individual vivido e sentido. Mesmo que haja um grupo ou família ou mais de uma pessoa passando pela mesma perda ao mesmo tempo, cada indivíduo expressará seus sentimentos, assim como reagirá com mais ou menos intensidade conforme sua particularidade (choro, raiva, tristeza, questionamentos, interferências na vida social ou emocional) para lidar com perdas diversas ou com aquela perda específica. O momento de vida que esteja passando também terá influencia sobre o luto a ser vivenciado.</p>
<p style="text-align: justify;">O processo de luto não precisa ser marcado<span id="more-844"></span> necessariamente por uma desestrutura emocional, como por choros compulsivos, crises de ansiedade e etc. O luto é particular e por vezes pode ser vivenciado em silêncio, com a rotina de vida mantida, como trabalho, estudo, amigos, passeios&#8230; E isso não significa que a pessoa não esteja carregando e elaborando o sofrimento desta perda. Não há um estereótipo a seguir e nem deve-se esperar por isso.</p>
<p style="text-align: justify;">O luto não é doença ou síndrome, nem mesmo sinônimo de vida desestruturada e sua evolução saudável visa a transferência, na esfera emocional, da vinculação em relação a um objecto perdido para memórias amenas das expressões dessa mesma vinculação. Este processo é transitório, podendo ser conceptualizado de acordo com quatro fases:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <strong>Fase de Entorpecimento</strong>: período em que a pessoa poderá se sentir como se estivesse desligada da realidade, atordoada, desamparada, imobilizada ou perdida. Nesta fase ocorre uma negação da perda que poderá surgir como uma forma de defesa contra um evento de difícil aceitação;</p>
<p>&#8211; <strong>Fase de Anseio e Protesto</strong>: período de emoções fortes, sofrimento psicológico e agitação física. Frequente manifestação de sentimentos de raiva dirigidos tanto a si próprio como a pessoas significativas;</p>
<p>&#8211; <strong>Fase de Desespero</strong>: fase igualmente complexa que surge frequentemente associada a momentos de apatia e depressão, sendo que o processo de supressão destas reações é muito lento. Por vezes verifica-se um afastamento das pessoas e actividades, falta de interesse, assim como dificuldades de concentração na execução de tarefas rotineiras. Os sintomas somáticos, tais como, insónias, perda de peso e de apetite, são recorrentes;</p>
<p>&#8211; <strong>Fase da Recuperação e Restituição</strong>: nesta fase deverá emergir uma nova identidade que permite ao indivíduo abandonar a ideia de recuperar aquilo que perdeu e adaptar-se ao significado que essa perda tem na sua vida. Verifica-se, então, o retorno da independência e da iniciativa. Apesar de a instabilidade ainda se encontrar presente nos relacionamentos sociais, nesta fase poderá haver investimentos em novas amizades e o reatar de laços antigos.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem situações em que o processo de luto não segue a evolução acima descrita, podendo ocorrer fixação numa das etapas e, consequentemente, a não resolução do luto.<br />
Nestas circunstâncias, o luto permanece não resolvido ao longo do tempo, durante vários anos, por vezes, para o resto da vida da pessoa, interferindo no estado emocional da pessoa e impactando significativamente a sua vida. Nestes casos, estamos perante uma situação de Luto Patológico.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que podemos fazer para processar o luto?</strong></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Aceitar</strong> <strong>e compreender que o luto é um</strong> <strong>processo natural:</strong> que leva o seu tempo, sem tentar apressá-lo. Poder enfrentar a perda e atravessá-la de uma forma adaptativa nos gera maior confiança, desenvolvendo novos aspectos e mecanismos.</li>
<li><strong> Não resistir à mudança: </strong>acontece uma transformação frente à perda de pessoas e papéis que ocupam um lugar central em nossas vidas. O melhor é abraçar essas mudanças, aproveitando as oportunidades que se apresentam para o crescimento, ao mesmo tempo em que reconhecemos os aspectos nos quais nos sentimos empobrecidos.</li>
<li><strong> Expressar nossas emoções e sentimentos</strong>: comunicá-las, não reprimi-las e, se for necessário, procurar ajuda de um profissional.</li>
<li><strong> Estar rodeado de vida</strong>: ativar nossas relações sociais, aprender algo novo ou fazer atividade física por exemplo, de acordo com a nossa idade e condição de saúde.</li>
<li><strong> Procurar</strong> <strong>novos sentidos</strong> <strong>para a vida</strong>: criar e desenvolver projetos.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quando procurar ajuda?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A dor, o sofrimento e os transtornos que acompanham o luto não têm nada de “anormal”, mas existem certos sintomas que indicam que deveríamos consultar um profissional, ainda que a decisão final seja de cada um.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo, Robert A. Neimeyer, você deve considerar seriamente a ideia de falar com alguém sobre o seu luto se apresentar algum dos seguintes sintomas:</p>
<p style="text-align: justify;">– Intensos sentimentos de culpa,<br />
– Pensamentos de suicídio,<strong><br />
</strong>– Desespero exacerbado,<br />
– Inquietude ou depressão prolongada,<br />
<strong>– </strong>Sintomas físicos (perda substancial de peso, sensação de ter uma faca cravada no peito, etc.)<br />
– Ira descontrolada,<br />
– Dificuldades contínuas de funcionamento,<br />
– Abuso de substâncias.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda que qualquer um destes sintomas possa ser característico de um processo normal de luto, a sua continuidade por tempo prolongado deve ser motivo de preocupação e atenção para consultar um profissional.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>A elaboração do luto significa se colocar em contato com o vazio deixado pela perda do que não existe mais, valorizar a sua importância e suportar o sofrimento e a frustração que comporta a sua ausência</strong></em><strong>.</strong> (Jorge Bucay)</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que essa leitura tenha lhe trazido, de alguma maneira, um novo pensamento, conhecimento ou despertado seu interesse em entender melhor o luto e como lidar com ele. Se lhe ajudou, pode ser que ajude mais pessoas, então compartilhe-o com seus amigos e familiares! Grande abraço!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Referências:</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <a href="http://www.clinicadesaudementaldoporto.pt/002.aspx?dqa=0:0:0:25:0:0:-1:0:0&amp;ct=30">http://www.clinicadesaudementaldoporto.pt/002.aspx?dqa=0:0:0:25:0:0:-1:0:0&amp;ct=3</a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <a href="http://www.minhavida.com.br/saude/temas/luto">http://www.minhavida.com.br/saude/temas/luto</a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <a href="https://amenteemaravilhosa.com.br/experiencia-do-luto">https://amenteemaravilhosa.com.br/experiencia-do-luto</a></p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://bemvivermais.com/o-que-e-o-luto-e-como-lidar-com-ele/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
