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	<title>Arquivo de isolamento - Bem Viver Mais</title>
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	<title>Arquivo de isolamento - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Desafios de brasileiros que vivem no exterior</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 May 2024 21:38:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muitos são os brasileiros que decidem se mudar e viver em outro país, seja para uma jornada pessoal, seja para adquirir novas experiências profissionais. Nesse processo de imigração, é comum experimentar uma ampla gama de sentimentos, como medo, ansiedade, tristeza e insegurança. Essas emoções intensas são esperadas e fazem parte do processo de adaptação a&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos são os brasileiros que decidem se mudar e viver em outro país, seja para uma jornada pessoal, seja para adquirir novas experiências profissionais.</p>
<p>Nesse processo de imigração, é comum experimentar uma ampla gama de sentimentos, como medo, ansiedade, tristeza e insegurança. Essas emoções intensas são esperadas e fazem parte do processo de adaptação a uma nova cultura e a um novo ambiente. Abordaremos aqui alguns dos desafios dos brasileiros no exterior, e daremos algumas estratégias sobre como passar por tudo isso de uma forma mais equilibrada.</p>
<p>Abaixo listamos os desafios psicológicos mais comuns dos brasileiros que vivem no exterior:<span id="more-2822"></span></p>
<p>1 &#8211; Saudade e Nostalgia:</p>
<p>A saudade da família, amigos, cultura e do ambiente familiar é um dos maiores desafios. Esse sentimento pode ser intenso e impactar o bem-estar emocional.</p>
<p>2 &#8211; Adaptação Cultural:</p>
<p>A adaptação a uma nova cultura pode ser difícil. Diferenças nos valores, costumes, língua e modo de vida podem causar um choque cultural, levando a sentimentos de alienação e frustração.</p>
<p>3 &#8211; Barreira Linguística:</p>
<p>Mesmo para aqueles que dominam o idioma do país de destino, a comunicação em um segundo idioma pode ser exaustiva e gerar ansiedade, especialmente em situações sociais ou profissionais.</p>
<p>4 &#8211; Solidão e Isolamento Social:</p>
<p>A falta de uma rede de apoio pode levar à solidão. Fazer novas amizades e construir uma nova rede de apoio pode ser desafiador, especialmente em culturas diferentes.</p>
<p>5 &#8211; Questões de Identidade:</p>
<p>A experiência de viver em um país estrangeiro pode afetar a identidade pessoal e cultural. Sentimentos de &#8220;não pertencer&#8221; a nenhum dos dois lugares (Brasil e o país de residência) são comuns.</p>
<p>6 &#8211; Estresse e Ansiedade:</p>
<p>A adaptação a um novo ambiente, lidar com a burocracia local, encontrar trabalho, e estabelecer uma vida estável no exterior são fontes significativas de estresse e ansiedade.</p>
<p>7 &#8211; Preconceito e Discriminação:</p>
<p>Muitos brasileiros podem enfrentar preconceito ou discriminação com base na nacionalidade, aparência, ou sotaque, o que pode impactar a autoestima e o bem-estar psicológico.</p>
<p>8 &#8211; Pressão para o Sucesso:</p>
<p>Há uma pressão adicional para ter sucesso e justificar a decisão de emigrar, tanto para si mesmo quanto para a família e amigos no Brasil. Esse sentimento pode gerar estresse adicional e autocrítica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Estratégias para Lidar com Esses Desafios:</strong></h4>
<p>1 &#8211; Manter Contato com a Família e Amigos:</p>
<p>Utilize a tecnologia para manter contato regular com seus entes queridos no Brasil, o que pode ajudar a reduzir a saudade e o isolamento.</p>
<p>2 &#8211; Participar de Comunidades Locais:</p>
<p>Procure grupos de brasileiros ou comunidades locais que possam oferecer suporte emocional e prático.</p>
<p>3 &#8211; Aprender a Língua e a Cultura Local:</p>
<p>Esforçar-se para aprender e entender a língua e a cultura do país de acolhimento pode facilitar a adaptação e reduzir o choque cultural.</p>
<p>4 &#8211; Cuidar da Saúde Mental:</p>
<p>Não hesite em procurar apoio psicológico se sentir que está enfrentando dificuldades. Profissionais especializados podem ajudar a lidar com questões de adaptação e saúde mental.</p>
<p>5 &#8211; Manter uma Atitude Positiva e Flexível:</p>
<p>Ser aberto a novas experiências e ter uma atitude positiva pode ajudar a enfrentar os desafios de viver no exterior de maneira mais eficaz. Reconhecer e entender esses desafios é o primeiro passo para lidar com eles de forma saudável e construtiva.</p>
<p><strong> </strong></p>
<h4><strong>A importância de estar com a saúde mental em dia:</strong></h4>
<p>Segundo o relatório &#8220;Brasileiros no Exterior&#8221;, divulgado em agosto de 2023 pelo Ministério de Relações Exteriores do Brasil, destaca que cerca de 4,5 milhões de cidadãos brasileiros atualmente residem em outros países, como Estados Unidos, Portugal, Paraguai, Reino Unido, Japão entre outros.</p>
<p>Muitas vezes, quando tomamos a decisão de emigrar, o preparo psicológico é colocado em segundo plano. Normalmente, no topo da lista de prioridades está o planejamento financeiro e as incontáveis questões burocráticas que a mudança exige. No entanto, a atenção à saúde mental é importante até mesmo para que essas etapas do planejamento sejam concluídas de forma saudável. Embora os problemas e as frustrações se apresentem, aquele que tem um bom nível de autoconhecimento e uma rede de apoio irá vivenciar cada etapa com mais leveza, conseguindo tirar proveito do que de melhor a experiência internacional poderá oferecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Como a terapia pode ajudar nesse processo?</strong></h4>
<p>A terapia é uma grande aliada nesse processo de mudança para outro país. Inicialmente, ela ajudará a compreender as razões que fazem o brasileiro querer sair de seu próprio país, e depois, trazer clareza sobre os objetivos que se deseja alcançar com esta experiência internacional. Quando estas questões estão identificadas, a terapia continua oportunizando suporte emocional e orientação para que a adaptação à nova realidade ocorra da melhor maneira possível.<br />
Para suprir essa necessidade de brasileiros que muitas vezes preferem ser atendidos por profissionais de sua terra natal, que falem sua língua materna nos utilizamos da terapia online que se mostrado muito eficaz, com a vantagem de ser realizada em ambiente seguro, horários flexíveis, redução de custos de locomoção e realizada na língua do paciente.</p>
<p>Precisamos nos lembrar que a saúde mental influencia nossas vidas de várias formas, por ser parte inerente e vital do nosso bem-estar geral. Ela nos permite funcionar e prosperar como indivíduos, além de nos ajudar a lidar com o estresse e as adaptações da mudança. Uma saúde mental de qualidade é essencial para a construção de relacionamentos saudáveis, novos aprendizados e trabalhar de forma produtiva.</p>
<p>As psicólogas e psicanalistas da Bem Viver Mais – Terapias Integradas, são profissionais altamente experientes no atendimento de brasileiros que vivem no exterior. Com um compromisso sério e responsável, nossa equipe garante total sigilo sobre tudo o que é tratado durante as sessões. Estamos aqui para apoiá-lo na sua jornada de mudança. Conte conosco para te acompanhar em seus desafios!</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Abuso emocional: o que é e como identificar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Nov 2022 20:23:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O abuso emocional é uma forma de violência não física que gera sofrimento emocional e psicológico. Muitas vezes as formas de violência que não causam consequências evidentes, como machucados, acabam passando despercebidas pelas vítimas ou não são levadas a sério pelas pessoas que convivem com elas. Entretanto, elas podem causar prejuízos emocionais duradouros nas vítimas, impedindo que&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O abuso emocional é uma forma de violência não física que gera sofrimento emocional e psicológico. Muitas vezes as formas de violência que não causam consequências evidentes, como machucados, acabam passando despercebidas pelas vítimas ou não são levadas a sério pelas pessoas que convivem com elas.</p>
<p>Entretanto, elas podem causar prejuízos emocionais duradouros nas vítimas, impedindo que tenham vidas saudáveis, desenvolvam laços afetivos sólidos e alcancem a felicidade.</p>
<p>Quem sofre abuso emocional pode demorar anos para voltar a confiar nas pessoas e, ainda, se sentir bem consigo mesmo. Então, é importante saber reconhecer os sinais de alerta dessa violência.</p>
<p><strong> </strong></p>
<h4><strong>O que é abuso emocional?</strong><span id="more-2613"></span></h4>
<p>Abuso emocional, também chamado de abuso psicológico, é caracterizado por um conjunto de atitudes e palavras cujo objetivo é ferir outra pessoa emocionalmente e, a autoestima e a autoimagem são os principais alvos desse tipo de violência.</p>
<p>A pessoa que comete o abuso pode ter uma série de razões para isso, mas, geralmente, as suas ações são motivadas pela necessidade de controle do outro. Além disso, ao ver a vítima mal, ela se sente bem consigo mesma, como se apenas conseguisse validar as suas qualidades através do sofrimento alheio.</p>
<p>A vítima passa a ter uma visão tão negativa de si mesma que se faz acreditar que viver sem o abusador é impossível. Sem ele, ela não consegue tomar decisões, ter sucesso no trabalho, cultivar amizades, desenvolver habilidades e gostar de si mesma.</p>
<p>O abuso emocional pode acontecer em qualquer tipo de relacionamento, como entre familiares, cônjuges, amigos, colegas de trabalho, chefes e funcionários e professores e alunos. Porém, costuma ser mais comum em relacionamentos afetivos e familiares, principalmente entre pais e filhos.</p>
<p>Quando uma pessoa cresce em um ambiente em que o abuso emocional é frequente, ela vê os comportamentos abusivos como normais. Para ela, é esperado que membros da família ajam assim uns com os outros e, frequentemente, repete o mesmo padrão comportamental com a sua própria família ou procura cônjuges emocionalmente abusivos. Além de abalar a autoestima das vítimas, o abuso emocional possui, então, capacidade de moldar toda a sua visão de mundo e concepções sobre as pessoas. Essa é uma das razões pelo qual é difícil terminar um relacionamento abusivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Como identificar o abuso emocional?</strong></h4>
<p>O abuso emocional é praticado de várias formas. Como não é tão evidente e claro quanto outras formas de violência, como a física e a sexual, as vítimas podem passar anos sem perceber as atitudes abusivas ou compreender a gravidade de certos comentários e comportamentos.</p>
<p><strong>1 – Manipulação:</strong></p>
<p>A manipulação emocional consiste em uma série de táticas para persuadir a vítima a fazer o que o abusador quer.</p>
<p>Uma das formas mais comuns é o gaslighting, termo que surgiu do filme “À Meia Luz” de 1944, e tem sido alvo de discussões nos últimos anos. Trata-se da tentativa de fazer alguém acreditar que ele está ficando louco ao duvidar das suas palavras e mentir sobre acontecimentos. Dessa forma, a vítima começa a se perguntar se realmente se lembra do que aconteceu e duvidar da condição da sua psiquê.</p>
<p><strong>2 – Duvidar da capacidade:</strong></p>
<p>O abusador duvida da capacidade da vítima de fazer o seu trabalho, de concluir atividades domésticas, de se socializar e de qualquer coisa que cause perturbação emocional nela.</p>
<p>Para deixá-la o mais desconfortável possível, o abusador procura plantar dúvidas sobre os seus pontos fracos, fortalecendo as suas inseguranças.</p>
<p><strong>3 – Isolamento gradual:</strong></p>
<p>Para manter a vítima sempre sob o seu controle, o abusador emocional começa a afastá-la de seus amigos e familiares. O isolamento não é feito de maneira descarada e, a princípio, a vítima não percebe que já se distanciou de seus entes queridos. Isolada, ela encontra mais dificuldades para pedir ajuda.</p>
<p>Entre as maneiras de fazer isso estão: mentir sobre atitudes e palavras para causar discórdia, reduzir o contato da vítima com pessoas queridas e fazer chantagem emocional quando ela dedica “mais” atenção a elas.</p>
<p><strong>4 – Culpar por tudo:</strong></p>
<p>Tudo passa a ser culpa da vítima. Se aconteceu algo errado na vida do abusador, ele encontra uma maneira de responsabilizar a vítima por isso. Ele pode dizer, por exemplo, que ela vinha o chateando há muito tempo, provocando o mau humor e a distração que causaram o incidente. A vítima se sente mal, então tenta fazer de tudo para recompensá-lo por suas ações.</p>
<p>O abusador emocional também pode culpar a vítima por seu sofrimento quando ela tenta acabar com o relacionamento e tentar fazer negociações para manter o relacionamento.</p>
<p><strong>5 – Diminuição da autoestima:</strong></p>
<p>A diminuição da autoestima acontece gradualmente mediante as demais formas de abuso. Mas o abusador também pode focar especificamente nisso ao direcionar ofensas constantes à vítima, como “você não consegue fazer nada”, “você é muito burro” ou “você nunca vai conseguir o que quer desse jeito”.</p>
<p>Ele também pode se aproveitar de acontecimentos negativos na vida da vítima para reforçar que ela é incompetente e merece o que está acontecendo. Bombardeada com insultos e questionamentos sobre sua capacidade, a vítima passa a acreditar no abusador.</p>
<p>Além de tornar difícil deixar esse relacionamento, a autoestima baixa pode estimular o aparecimento de várias condições de saúde mental, como depressão, ansiedade e transtorno do pânico.</p>
<p><strong>6 – Ignorar:</strong></p>
<p>Ignorar alguém sempre que ele faz “algo de errado” para “ensinar uma lição” também é uma forma de abuso emocional. O abusador pode andar pela casa ou ambiente de trabalho, agindo como se não estivesse vendo a vítima e não direcionar nenhuma palavra a ela.</p>
<p>A princípio, essa atitude pode parecer infantil e não causar o efeito desejado, mas, ao ser usada frequentemente, a vítima começa a se sentir culpada e busca se comunicar com o abusador. Ao ser ignorada, ela se sente envergonhada e passa a desejar o perdão do outro.</p>
<p><strong>7 – Privação de bens e recursos financeiros:</strong></p>
<p>Outra forma comum de abuso emocional em relacionamentos familiares e afetivos é a privação de bens e recursos financeiros, também chamada de violência financeira. O abusador corta ou limita o acesso da vítima ao dinheiro, impedindo que ela compre alimentos e outros itens de necessidade básica e dependa dele para sobreviver. Isso inclui impedir que ela trabalhe, gaste dinheiro sem sua autorização ou tenha acesso aos recursos financeiros da família.</p>
<p><strong>8 – Perseguir:</strong></p>
<p>A perseguição, também chamada de stalking, é uma forma de abuso emocional que tem se mostrado cada vez mais frequente. Ela costuma acontecer após o término do relacionamento. O abusador raramente persegue a vítima pessoalmente.</p>
<p>É mais comum ele mandar fotos da frente da sua casa, trabalho ou lugares onde esteve durante o dia ou semana; criar contas falsas nas redes sociais para comentar em suas fotos e mandar ameaças nas mensagens; e enviar a sua localização para a vítima, mostrando que está perto da sua casa. Assim, ele consegue despertar uma sensação de onipresença na vítima, que, consequentemente, fica com medo de sair de casa ou usar as suas redes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>O que fazer depois?</strong></h4>
<p>O processo de identificação do abuso emocional, principalmente quando vem dos pais ou de um parceiro de longa data, desperta muitos sentimentos e dúvidas.</p>
<p>A vítima é confrontada com uma realidade que, até então, era inexistente para ela. Embora tenha passado por momentos ruins ao lado do abusador, ainda o considera alguém que lhe faz bem. Esse período de negação costuma persistir até ela conseguir compreender a gravidade dos abusos emocionais. A partir de então, começa a ver como o outro lhe influenciou de modo negativo.</p>
<p>As primeiras conclusões podem causar raiva, tristeza, medo e angústia, bem como modificar percepções que a vítima tinha de si mesma e do outro. Esse choque de realidade é doloroso, mas faz parte do processo de libertação do relacionamento abusivo, independentemente de qual seja a sua natureza.</p>
<p>Para torná-lo menos turbulento, você pode consultar um psicólogo. A terapia ajuda pacientes a encontrar a melhor maneira de processar os abusos emocionais e seguir em frente. Não raro, por exemplo, as vítimas se culparem por terem permanecido tanto tempo ao lado do abusador e acreditarem merecer o sofrimento.</p>
<p>Em outras ocasiões, elas desenvolvem um profundo ressentimento por ele, alimentando emoções extremamente negativas e até pensamentos de vingança.</p>
<p>O psicólogo é capacitado para orientar pacientes nessa situação a mudarem a sua mentalidade, redescobrirem a sua autoestima e conseguirem deixar o passado para trás sem guardar mágoas. Um dos focos da terapia neste caso é retomar a conexão da vítima consigo mesma para que ela consiga levar uma vida saudável.</p>
<p>Gostou deste artigo? Então, compartilhe essas informações nas redes sociais. Seus amigos também podem se interessar pelo assunto.</p>
<p>Grande abraço e até beve!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Suicídio na adolescência: principais sinais e como lidar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Oct 2022 21:08:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A adolescência é uma fase de transição da infância para a vida adulta, e é neste período que acontecem as maiores transformações físicas, emocionais e comportamentais do ser humano. Mediante isso, as famílias não sabem lidar com esse novo momento do seu filho, que exige uma adaptação para ambos. Por esse motivo, ocorrem muitos conflitos&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A adolescência é uma fase de transição da infância para a vida adulta, e é neste período que acontecem as maiores transformações físicas, emocionais e comportamentais do ser humano. Mediante isso, as famílias não sabem lidar com esse novo momento do seu filho, que exige uma adaptação para ambos. Por esse motivo, ocorrem muitos conflitos e desavenças entre pais e filhos.</p>
<p>É importante que os pais e a família reflitam e internalizem que seus filhos estão crescendo e ganhando autonomia, e esse momento não é fácil nem para os pais e nem para os filhos.</p>
<p>Infelizmente o que vem acontecendo atualmente é que a incidência de adolescentes cometendo suicídio está aumentando cada vez mais. O Brasil é o oitavo país em número de suicídios. Em 2019, foram registradas 11.821 mortes, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres, de acordo com o novo relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde, a OMS, chama a atenção de governos para o suicídio, considerado &#8220;um grande problema de saúde pública&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Sinais de alerta</strong></h3>
<p>Existem alguns comportamentos que podem ser sinais de alerta para familiares:<span id="more-2583"></span></p>
<ul>
<li>Isolamento social</li>
<li>Mudanças bruscas de comportamento</li>
<li>Falta de interesse em atividades antes prazerosas para o adolescente</li>
<li>Baixo rendimento escolar</li>
<li>Uso abusivo de álcool e outras drogas</li>
<li>Insônia ou sono excessivo</li>
<li>Discurso negativo e pessimista</li>
<li>Desesperança e desespero.</li>
</ul>
<p>Os pais e familiares ao notarem esses sinais, precisam ficar atentos. O suporte familiar é importantíssimo nesse momento, conversar e interagir com o adolescente para entender os motivos pelo qual estão ocorrendo essas mudanças em seu comportamento, entretanto esses sinais não significam que o adolescente está com ideação suicida, pois podem ocorrer alguns outros diagnósticos que são semelhantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O que fazer ao notar os sinais?</h3>
<p>Ter a escola como aliada para obter informações de como está se comportando nesse contexto, é crucial para que os pais saibam como os filhos estão nesse círculo social.</p>
<p>A família ao identificar esses sintomas deve conversar com o adolescente, a fim de entender o que está acontecendo, e tentar participar mais de sua vida social e claro, buscar ajuda profissional para que uma avaliação por um psiquiatra ou psicólogo possa ser feita.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Como conversar sobre o tema com os filhos?</h3>
<p>A conversa sobre a temática do suicídio é algo que deve ocorrer de forma mais natural possível, geralmente o adolescente dá indícios de que algo na sua vida não está bem através de frases como:</p>
<ul>
<li>Eu não agüente mais essa vida</li>
<li>É melhor morrer do que viver assim</li>
<li>Não sei mais o que fazer</li>
<li>Acho que não vou suporta isso.</li>
</ul>
<p>Esses sinais são sinais de alerta, mas geralmente o que ocorre é que as pessoas da família não os valorizam e sempre dizem &#8220;isso vai passar&#8221;, mas para o jovem que está sofrendo, escutar essa frase não irá ajudá-lo em nada. É muito comum as ideações suicidas ocorrerem quando o jovem está sofrendo bullying na escola, ou teve uma decepção amorosa ou abuso sexual e psicológico.</p>
<p>Na adolescência, os sentimentos e a emoções estão muito latentes e os adolescentes não tem maturidade emocional para lidar com tantas mudanças que estão ocorrendo em suas vidas, pois isso o apoio familiar é crucial para que o adolescente lide com essas mudanças da forma mais saudável possível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Quando procurar um profissional?</h3>
<p>Os fatores que fazem o adolescente buscar a própria morte são diversos, entre famílias desestruturadas, transtornos psicológicos, traumas e falta de apoio familiar.</p>
<p>O melhor caminho para os pais, é a sua presença na vida de seus filhos, fazendo atividades com seus eles, entrando no mundo deles, pois se isso for acontecer, talvez o suicídio não seja uma opção. O adolescente precisa entender que os pais são pessoas que eles podem contar, pois o apoio familiar é crucial para a decisão de o adolescente cometer ou não o suicídio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">No texto de hoje, vimos quais são alguns dos sinais indicativos do suicídio. Além disso, como agir diante de alguém com ideias suicidas. É muito importante lembrar que quanto mais cedo for diagnosticado, mais fácil será de ser tratado.</p>
<p style="text-align: justify;">Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço e até breve!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Suicídio: oito sinais indicativos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2020 23:58:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ações de prevenção ao suicídio são importantes para enfrentar a escalada de registros dos casos no mundo todo e exigem conhecimento prévio dos oito sinais indicativos para a psicanálise. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que o número de suicídio cresceu 12% em quatro anos, entre 2014 e 2018, no país. Mas é possível&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ações de prevenção ao suicídio são importantes para enfrentar a escalada de registros dos casos no mundo todo e exigem conhecimento prévio dos<strong> </strong>oito sinais indicativos para a psicanálise. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que o número de suicídio cresceu 12% em quatro anos, entre 2014 e 2018, no país. Mas é possível diminuir esse índice alarmante e você vai saber como.</p>
<p style="text-align: justify;">É muito importante identificar os sinais indicativos do suicídio, pois isso poderá refletir na queda do número de casos e salvar vidas. Para ter uma ideia, em 2011, no Brasil, 10.490 ocorrências de suicídio foram registradas pelo Ministério da Saúde. Em 2015, o número saltou para mais de 11 mil, conforme os dados oficiais. A quantidade exata deve ser bem maior, já que existem casos subnotificados.</p>
<p style="text-align: justify;">A existência desses sinais isolados não é, via de regra, um sinal de comportamento tendente ao suicídio. Agora, a constância, o volume e a combinação de sinais devem servir de alerta a familiares próximos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Conheça os grandes sinais indicativos do suicídio</strong></h3>
<p><span id="more-1423"></span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>1. Tristeza excessiva, alegria camuflada</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">São reflexos da depressão, considerada a principal causa de suicídio. Depressão e suicídio, no entanto, não são irmãos siameses, felizmente. Se a pessoa com a doença for tratada, também haverá grandes chances de a tragédia ser evitada. Por outro lado, nem todo mundo com tendência ao suicídio se afunda em uma tristeza excessiva e contínua. Alguns até carregam um sorriso no rosto e outros não demonstram muita alteração de humor. Suicídio e depressão podem ter várias faces.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>2. Isolamento, a vida perde o sentido</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">É uma consequência da tristeza excessiva e contínua. O principal alerta é em relação às pessoas que rompem contatos e se trancam dentro do seu mundo, sozinhas, sem querer ninguém por perto. É o desapego de tudo e de todos. Para elas, a vida não tem mais razão. Quem não vê sentido em algo não alimenta qualquer tipo de sentimento por ele. Isso sufoca as <strong>e</strong>moções e expectativas humanas, essenciais para a vida em sociedade.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em>3. Comentários agressivos despropositados</em></h4>
<p style="text-align: justify;">A pessoa pode aproveitar qualquer oportunidade para demonstrar um ódio cada vez mais crescente, contra si, contra familiares ou contra outras pessoas da sociedade.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>4. Roupas diferentes</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">Como a vida perde o sentido para as pessoas com ideias suicidas, elas acabam refletindo isso na forma de se vestir e de se cuidar. Não se preocupam como as outras pessoas vão enxergá-la também pela roupa que vestem, hábito que, infelizmente, é característica da sociedade.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>5. Resolver pendências</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas com tendência ao suicídio têm o hábito de concluir várias tarefas e compromissos antes de praticá-lo. Evitam que seus familiares assumam dívidas deixadas por elas e, para isso, organizam melhor a contabilidade.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>6. Sem perspectivas</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">A falta de expectativas e de planos para a vida talvez seja um dos sinais que possam ser identificados mais facilmente em pessoas com tendência ao suicídio. Elas se entregam a uma nostalgia profunda, que apaga todas as perspectivas.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>7. Atitudes de despedida</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">É comum, também, a busca por despedidas de pessoas que elas consideram importantes. Parte delas faz questão de dar o adeus a amigos de infância, da escola ou da faculdade. Algumas delas também visitam lugares marcantes, que signifiquem algo para elas.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>8. Mudança de comportamento, a instabilidade ganha força</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">Não é regra, mas pessoas com ideias suicidas têm uma tendência a mudarem o comportamento habitual. Às vezes, elas mudam até o tom da própria voz, ficando mais furiosas diante das atitudes dos outros, as quais até há pouco tempo viam como normal. Com isso, elas perdem o senso de humor. Não é só a agressividade que é um sinal: por vezes o silêncio e a clausura também indicam uma situação de angústia que pode se agravar até o suicídio.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Saiba agir diante de alguém com ideias suicidas</strong></h3>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Não julgue, nunca! Os julgamentos de condutas alheias não fazem bem a ninguém, nem a você mesmo. Cada pessoa tem a sua própria subjetividade, que precisa ser respeitada.</li>
<li>Converse de forma direta e objetiva! Esteja pronto para ouvir e estimule a pessoa a conversar, naturalmente, sem pressão, sobre o que se passa na consciência dela em relação ao suicídio.</li>
<li>Não interrompa a conversa! Esteja com disposição para ouvir a pessoa que tem ideias suicidas. O diálogo pode salvar a vida dela, já que, de fato, perceberá que existe alguém se importando com o que está acontecendo.</li>
<li>Evite demonstrar emoções! Não deixe transparecer, no seu comportamento, atitudes e expressões que demonstrem negação e recriminação, enquanto conversa com uma pessoa com ideias suicidas.</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Procure ajuda de profissional especializado</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Não há uma receita pronta para evitar o suicídio. Existem, sim, ações contínuas e que devem ser tomadas, conjuntamente, com profissionais habilitados. O psicanalista/psicólogo exerce um papel fundamental, já que estimulam a pessoa a compreender os seus próprios processos psíquicos.</p>
<p style="text-align: justify;">No texto de hoje, vimos quais são alguns dos sinais indicativos do suicídio. Além disso, como agir diante de alguém com ideias suicidas. É muito importante lembrar que quanto mais cedo for diagnosticada, mais fácil será de ser tratada.</p>
<p style="text-align: justify;">Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço e até breve!</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT): muitos enfrentam e não sabem!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Sep 2016 14:36:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Distúrbios emocionais]]></category>
		<category><![CDATA[Estresse pós traumático]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[revivescência]]></category>
		<category><![CDATA[trauma]]></category>
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					<description><![CDATA[Poucas pessoas, para não dizer raríssimas, conseguem perceber em si mesmas ou em outros os sintomas e o contexto do estresse pós-traumático, podendo ser facilmente confundido com transtorno antissocial, pânico ou até mesmo depressão. Mais conhecido como Transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), a doença pertence ao mundo dos Distúrbios Emocionais, mais especificamente definida como um&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Poucas pessoas, para não dizer raríssimas, conseguem perceber em si mesmas ou em outros os sintomas e o contexto do estresse pós-traumático, podendo ser facilmente confundido com transtorno antissocial, pânico ou até mesmo depressão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mais conhecido como Transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), a doença pertence ao mundo dos Distúrbios Emocionais, mais especificamente definida como um Distúrbio da Ansiedade, caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O TEPT ocorre após o indivíduo ter sido vítima ou testemunha de <span id="more-386"></span>atos violentos ou de situações traumáticas que representaram ameaça à sua vida ou à vida de terceiros. E esse tipo de situação irá variar bastante de pessoa para pessoa. O que para uns pode ser algo extremamente prejudicial e traumático, para outros pode não ter o mesmo efeito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contudo, o transtorno não ocorre apenas imediatamente após a situação traumática. A simples recordação do fato faz com que sua vítima revivencie o episódio como se estivesse ocorrendo naquele exato momento e com a mesma intensidade, mesma sensação de dor e sofrimento vivido na primeira vez. Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais, alterando não só o estado emocional e psicológico, como o físico também. Viver (ou sobreviver) após um trauma é extremamente prejudicial à saúde emocional, imagina revivê-lo diversas vezes.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O que pode causar?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Recente pesquisa desenvolvida pela UNIFESP (Universidade Federal do Estado de São Paulo) e por outras universidades brasileiras, em parceria com pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, levantou a hipótese de a causa do transtorno estar no desequilíbrio dos níveis de cortisol ou na redução de 8% a 10% do córtex pré-frontal e do hipocampo, áreas localizadas no cérebro.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Busca por Tratamento: um dado alarmente!</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aproximadamente entre <strong>15% e 20%</strong> das pessoas que, de alguma forma, estiveram envolvidas em casos de violência urbana, agressão física, abuso sexual, terrorismo, tortura, assalto, sequestro, acidentes, guerra, catástrofes naturais ou provocadas, desenvolvem esse tipo de transtorno. No entanto, a maioria só procura ajuda <strong>dois anos depois</strong> das primeiras crises. Isso sem contar os diversos casos que não identificaram o TEPT e não acabaram não buscando ajuda.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Sintomas mais relatados:</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os sintomas podem manifestar-se em qualquer faixa de idade e levar meses ou anos para aparecer. Eles costumam ser agrupados em três categorias:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>a) Re-experiência traumática:</strong> pensamentos recorrentes e intrusivos que remetem à lembrança do trauma, <em>flashbacks</em>, pesadelos;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>b) Esquiva e isolamento social: </strong>a pessoa foge de situações, contatos e atividades que possam reavivar as lembranças dolorosas do trauma;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>c)</strong> <strong>Hiperexcitabilidade psíquica e psicomotora:</strong> taquicardia, sudorese, tonturas, dor de cabeça, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, irritabilidade, hipervigilância.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>d)</strong> <strong>Sentimentos negativos:</strong> sentimentos de impotência e incapacidade em se proteger do perigo, perda de esperança em relação ao futuro, sensação de vazio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É comum o paciente desenvolver comorbidades associadas ao TEPT, como depressão, transtornos associados à ansiedade, ao humor, entre outros. Leia mais abaixo em “Complicações”.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Fatores de risco:</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há diversos estudos que apontam eventos ocorridos na infância e adolescência como fatores que tornam as pessoas mais vulneráveis ao transtorno do estresse pós-traumático. Em geral, se encaixam situações de <strong>bullying infantil</strong>, situações de violência doméstica, situações que passam despercebidas na escola devido a dificuldades em adaptação (sociabilização) ou aprendizado (<strong>TDAH</strong>) e essas crianças são estigmatizadas e ridicularizadas.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Tratamento e Cuidados:</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Exames que podem ser necessários:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como em todos os quadros de estresse, existem vários marcadores biológicos que podem ficar alterados e que são instrumentos auxiliares no diagnóstico de estresse pós-traumático:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dosagem do cortisol (o hormônio do estresse)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dosagem dos hormônios da hipófise</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dosagem dos hormônios da tireoide</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dosagem dos hormônios sexuais</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma polissonigrafia pode nos revelar as consequências do estresse pós-traumático no sono</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Tratamento:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os objetivos do tratamento do transtorno do estresse pós-traumático estão voltados a:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Diminuir os sintomas</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Prevenir complicações</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Melhorar desempenho na escola ou no trabalho</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Melhorar relacionamentos sociais e familiares</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tratar transtornos associados (como depressão e alcoolismo).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O tratamento preferencial é a psicoterapia, durante o tempo em que a pessoa precisar, ou seja, enquanto ainda precisar se sentir segura, confiante, compreendida e protegida. De maneira complementar, em algumas ocasiões, o uso de fármacos como os ansiolíticos ou os antidepressivos podem ser bastante úteis.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Fatores que contribuem para a melhora do quadro:</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Existem diversas ações que podem ser realizadas para evitar as complicações do estresse pós-traumático, que basicamente se resumem em buscar qualidade de vida e desta forma diminuir o impacto que o trauma teve sobre a vida da pessoa. Tais hábitos são:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Prática de exercícios físicos diários – melhora circulação, melhora condição muscular e esquelética, liberação de endorfina e com isso maior liberação de serotonina (neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer, alegria e satisfação);</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Meditação e Religiosidade, como contraponto ao materialismo excessivo do mundo atual e sob o aspecto neurocientífico, estimulando o cérebro não dominante ou sensitivo</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Arte-terapia – desenvolvimento do cérebro sensitivo</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Técnicas de relaxamento – como contraponto à tensão e ansiedade</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dieta saudável e equilibrada</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Evitar maus hábitos (excesso de bebida, tabagismo, drogas)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fazer do trabalho, além do aspecto de responsabilidade e produtividade, um espaço de convivência saudável e estimulante</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Bom ambiente afetivo-familiar</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Complicações possíveis:</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os fatores de estresse são facilitadores para o desenvolvimento de doenças com repercussões imediatas e à longo prazo, podendo ocasionar problemas crônicos e interferir na qualidade de vida. Podem ocorrer alterações clínicas como: problemas cardíacos, astroduodenais, diabetes, queda da imunidade com infecções frequentes, hipertensão, <strong>fibromialgia</strong> e outras doenças reumáticas entre outras complicações.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dentre as complicações psíquicas do estresse pós-traumático estão:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Distúrbios do humor</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Depressão</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Transtornos de ansiedade</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alcoolismo</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Transtornos de personalidade entre outros.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Recomendações:</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Preste atenção: o número de diagnósticos de transtorno do estresse pós-traumático tem aumentado nas últimas décadas. Procure assistência médica, se apresentar sintomas que possam ser atribuídos a esse distúrbio da ansiedade;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lembre-se de que a ocorrência de um agente estressor não significa que a pessoa vai desenvolver TEPT: algumas são mais vulneráveis e predispostas;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não subestime os sintomas do transtorno em crianças e idosos depois de terem vivenciado situações traumáticas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cuide bem de sua saúde emocional, se autoconhecendo cada dia mais e compreendendo sua maneira de ser e ver o mundo, pois isso fortalecerá sua autoestima e renovará sua autoconfiança. É também de suma importância aprender a reconhecer as emoções dos que estão à sua volta, para lidar de forma mais adequada nos seus relacionamentos. Isso tudo chama-se <strong>Inteligência Emocional</strong>, um dos temas que retrataremos mais adiante! Fique de olho! Abraço apertado!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autora: Natália Ceará &#8211; Psicóloga, Palestrante &amp; Criadora do curso Autêntica-Mente</strong>, cujo intuito é que você performe com autenticidade na vida e na carreira. Estruturado a partir de mais de 13 anos de experiência (como profissional autônoma e celetista) e que utiliza ferramentas e técnicas de autoconhecimento e  inteligência emocional para garantir resultados sólidos e mensuráveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contatos:</strong> (19) 98456-5566 (Whatsapp disponível de segunda á sexta das 09h às 19h) ou pelo e-mail nataliacceara@gmail.com<br />
<strong>Mídias:</strong><br />
Instagram: @natceara<br />
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/nat%C3%A1lia-cear%C3%A1-a3419330/</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Referências Bibliográficas: </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1- <a style="color: #000000;" href="http://drauziovarella.com.br/letras/e/transtorno-do-estresse-pos-traumatico/">http://drauziovarella.com.br/letras/e/transtorno-do-estresse-pos-traumatico/</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2- Psychiatry Res. 1998; 81: 179-193. Epidemiological and Phenomenological Aspects of Post-Traumatic Stress Disorder Michael Maes;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3- <a style="color: #000000;" href="http://www.minhavida.com.br/saude/temas/transtorno-do-estresse-pos-traumatico">http://www.minhavida.com.br/saude/temas/transtorno-do-estresse-pos-traumatico</a> &#8211; Pérsio Ribeiro Gomes de Deus, psiquiatra, diretor técnico de saúde do Hospital Psiquiátrico da Água Funda e médico credenciado pelo Hospital Albert Einstein (CRM-SP: 31.656)</span></p>
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