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	<title>inconsciente &#8211; Bem Viver Mais</title>
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	<description>Psicoterapia Online</description>
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	<title>inconsciente &#8211; Bem Viver Mais</title>
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		<title>O que o dinheiro revela sobre nós: a visão da psicanálise e da psicologia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Aug 2026 01:33:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA["Descubra o que a psicanálise e a psicologia revelam sobre a relação com o dinheiro: poder, culpa, autoestima e crenças que vêm desde a infância."

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										<content:encoded><![CDATA[<p>Você já parou para reparar como se sente ao falar sobre dinheiro? Algumas pessoas evitam o assunto a todo custo, outras discutem valores sem o menor desconforto, e há quem sinta uma pontada de culpa só de pensar em pedir um aumento ou cobrar por seu trabalho.</p>
<p>Isso não é por acaso. Para a psicanálise e a psicologia, o dinheiro está longe de ser um tema puramente prático ou racional. Ele carrega, no inconsciente, significados que vão muito além do seu valor de troca.</p>
<p>Continue lendo este artigo para entender melhor essa relação e o que ela pode revelar sobre nós mesmos. Boa leitura!<span id="more-3006"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que o dinheiro representa no inconsciente?</strong></p>
<p>Sendo um dos temas mais presentes no cotidiano, o dinheiro carrega, para a psicanálise, uma carga simbólica que vai muito além da sobrevivência material.</p>
<p>Para entender melhor, separamos alguns dos principais significados que o dinheiro pode assumir no inconsciente:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1 – Poder e controle</strong></p>
<p>Para muitas pessoas, o dinheiro funciona como uma forma de exercer controle sobre a própria vida e, por vezes, sobre a vida dos outros.</p>
<p>Isso pode se manifestar em quem usa o dinheiro para se sentir seguro diante de um mundo percebido como instável, ou até para compensar sentimentos antigos de impotência.</p>
<p>Portanto, quando a busca por dinheiro se torna excessiva, muitas vezes o que está em jogo não é a quantia em si, mas a sensação de estar no comando.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2 – Amor e reconhecimento</strong></p>
<p>O valor que atribuímos ao nosso próprio trabalho costuma se misturar, no inconsciente, ao valor que atribuímos a nós mesmos.</p>
<p>Assim, é comum que a autoestima fique atrelada aos ganhos financeiros, como se &#8220;quanto eu ganho&#8221; respondesse à pergunta &#8220;quanto eu valho&#8221;. Essa equivalência pode gerar sofrimento significativo, especialmente em fases de instabilidade profissional ou financeira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3 – Culpa e autopunição</strong></p>
<p>Gastar de forma compulsiva, se colocar repetidamente em dívidas ou sabotar oportunidades de ganho também podem ser expressões inconscientes de culpa.</p>
<p>Nesses casos, o dinheiro (ou sua ausência) funciona como uma forma de punição que a pessoa impõe a si mesma, muitas vezes sem perceber a origem desse padrão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>4 – Uma herança da infância</strong></p>
<p>Freud foi um dos primeiros a associar a relação com o dinheiro a experiências bem precoces do desenvolvimento, ligadas ao aprendizado de reter e de dar.</p>
<p>Dessa forma, traços como acumular em excesso, ter dificuldade em compartilhar ou sentir prazer exagerado em economizar podem ter raízes em vivências muito anteriores à vida adulta — muitas vezes relacionadas a como cuidado, afeto e limites foram oferecidos na infância.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>5 – Uma falta que nunca se completa</strong></p>
<p>Para alguns pensadores da psicanálise, o dinheiro nunca é, de fato, suficiente — porque o que ele tenta preencher não é uma necessidade material, mas uma sensação mais profunda de incompletude.</p>
<p>Por isso, é comum encontrar pessoas com recursos financeiros consideráveis que ainda assim vivem com a sensação de que &#8220;falta algo&#8221;, ou que &#8220;nunca é o bastante&#8221;.</p>
<p>Em suma, como vimos, a relação com o dinheiro carrega muito mais do que números e contas: ela revela padrões emocionais, histórias de vida e formas (às vezes silenciosas) de lidar com poder, afeto e autoestima.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como desenvolver uma relação mais saudável com o dinheiro?</strong></p>
<p>Rever a própria relação com o dinheiro é um processo que exige autoconhecimento e, muitas vezes, tempo.</p>
<p>No entanto, com atenção e apoio adequado, é possível construir um vínculo mais leve e consciente com essa parte tão presente da vida. Então, separamos a seguir algumas estratégias que podem ajudar:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1 – Observar os próprios padrões</strong></p>
<p>O primeiro passo é prestar atenção em como você reage diante de situações que envolvem dinheiro: cobrar por um serviço, negociar um salário, gastar ou economizar.</p>
<p>Perceber esses padrões, sem julgamento, já é um movimento importante rumo à mudança.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2 – Questionar as crenças herdadas</strong></p>
<p>Muitas das ideias que temos sobre dinheiro vieram de casa, ainda na infância, e nem sempre fazem sentido para a vida que levamos hoje.</p>
<p>Assim, vale se perguntar: essa crença é realmente minha, ou é algo que aprendi a repetir?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3 – Separar valor pessoal de valor financeiro</strong></p>
<p>Trabalhar a autoestima de forma independente dos ganhos financeiros é essencial para evitar que oscilações na vida profissional abalem a percepção sobre o próprio valor como pessoa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>4 – Buscar apoio terapêutico</strong></p>
<p>Assim como acontece com outros temas emocionais, a relação com o dinheiro pode ser trabalhada em terapia.</p>
<p>Um terapeuta qualificado pode ajudar a identificar as origens desses padrões, compreender seus significados inconscientes e desenvolver uma relação mais equilibrada com o tema — tanto na vida pessoal quanto profissional.</p>
<p>Entender a própria relação com o dinheiro é, no fundo, entender um pouco mais sobre si mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>Grande abraço e até o próximo artigo! E muitíssimo obrigada por sua companhia e leitura!</p>
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		<title>O que é Neurose?!?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Dec 2020 15:41:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Distúrbios emocionais]]></category>
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					<description><![CDATA[Um dos principais assuntos estudados pela psicanálise é a neurose. Entretanto, até hoje é muito comum a dúvida sobre o que é neurose, principalmente devido à amplitude do termo. Para uma conceituação geral sobre o que é neurose, ela pode ser considerada, a priori, como uma doença psíquica. Neuroses são fenômenos gerados por um conflito&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos principais assuntos estudados pela psicanálise é a neurose. Entretanto, até hoje é muito comum a dúvida sobre <strong>o que é neurose</strong>, principalmente devido à amplitude do termo. Para uma conceituação geral sobre <strong>o que é neurose</strong>, ela pode ser considerada, <em>a priori</em>, como uma doença psíquica.</p>
<p>Neuroses são fenômenos gerados por um conflito psíquico, envolvendo a frustração de um impulso instintivo. Além disso, podemos entender como neurose o resultado de nossas experiências. Sejam elas vivências, traumas ou recalques, conforme pontua a psicanálise. E também é entendida como problemas relacionados à fixação da libido e à fixação problemática.</p>
<h2><strong>Estudos de Freud sobre a neurose</strong></h2>
<p>Freud aprofundou seus estudos sobre a neurose: causas e sintomas. E usou seus estudos para embasar parte de suas teorias psicanalíticas. Assim como as metodologias terapêuticas por ele criadas. Para Freud, o inconsciente alimentava os instintos e os impulsos e ele deveria ser trabalhado para se curar as neuroses.<span id="more-1892"></span></p>
<p>Freud realizou a sua autoanálise que consistia em encarar calmamente os seus próprios fantasmas mentais e, assim, buscou avaliar como estes o afetavam. A sua autoanálise se voltou para as memórias da infância e também a morte de seu pai, em 1896, e conforme ele próprio afirmou, foi determinante para o estudo de si mesmo. A partir dessa análise de si mesmo, ele passou a analisar seus pacientes e a fundamentar as suas teorias, inclusive aquelas a respeito da neurose.</p>
<h2><strong>O que é Neurose na Teoria Freudiana</strong></h2>
<p>A neurose é um dos principais pontos da teoria de Freud, assim como ele relaciona a sexualidade e a sua importância para a vida mental. Ao desenvolver a sua teoria da sexualidade, ele demonstrou diversas origens que levam o homem ao sofrimento.</p>
<p>Freud pontuou, dentre essas questões, alguns fenômenos relacionados a estados corporais específicos que seriam de natureza eminentemente somática. Esses fenômenos ele considerou como característicos do que ficou denominado como “neurose atual”. Termo esse que inclui a neurastenia, a neurose de angústia e hipocondria.</p>
<p>Dentre os principais sintomas encontrados na neurastenia, de acordo com a teoria freudiana, estão a brutalidade do fator sexual e quando ela aparece com um problema para a vida humana. Também há as cefaleias e as prisões de ventre. Além de outros que podem surgir devido a uma atividade sexual não satisfatória, como o excesso de masturbação, segundo Freud.</p>
<p>Já para a neurose de angústia alguns de seus principais sintomas podem ser de natureza diversa, dentre eles: diarreias e congestões, distúrbios respiratórios ou cardíacos, etc.</p>
<p>A hipocondria não apresenta sintomas somáticos concretos. Porém, ela leva à nosofobia, que seria o medo de ficar doente. A qual está ligada aos sintomas da neurose de angustia.</p>
<h2><strong>As Neuroses contemporâneas para Freud</strong></h2>
<p>De acordo com Freud, esses fenômenos seriam as “neuroses atuais”. Dessa forma, Freud confere a eles um caráter contemporâneo dos fatores sexuais envolvidos em sua sintomatologia. Diferente das psiconeuroses, que possuem um caráter de historicidade da sexualidade.</p>
<p>Dessa forma, o termo neurose atual seria o oposto à psiconeurose, no que tange à historicidade subjetiva a esse fenômeno. Assim pode-se entender a amplitude para a psicanálise sobre o que é neurose. E muitos de seus sintomas estariam ligados à sexualidade, segundo Freud e suas teorias.</p>
<h2><strong>As Neuroses e a Sexualidade</strong></h2>
<p>Ao se definir o que é neurose para a psicanálise, vemos que muitos de seus sintomas ou origens estão ligados à sexualidade, ao menos, de acordo com as teorias de Freud.</p>
<p>Freud afirma que há um “desvio” da libido de sua aplicação satisfatória na neurose da angústia, por exemplo. Para Freud a excitação teria uma ordem somática, como se houvesse um acumulo somático da excitação sexual. Além disso, Freud afirma que essa excitação vem acompanhada de um decréscimo nos processos sexuais, por parte da psique. Para Freud, a excitação sexual possui uma grande importância nos processos psíquicos. Os quais, de acordo com a psicanálise, levariam à neurose.</p>
<p>Freud teorizou que diversos sintomas e manifestações, guardadas as suas peculiaridades, teriam a sexualidade como centro da questão da neurose. Dentre essas manifestações estariam as conversões histéricas, as neuroses de angústia e neurastenias, as ideias obsessivas, etc.</p>
<h2><strong>Alguns sintomas para ajudar a entender o que é neurose e o que ela causa</strong></h2>
<p>Os sintomas costumam variar de acordo com cada individuo. Mas existem alguns sintomas que podem indicar um sinal de alerta para a existência do transtorno. Entre eles estão:</p>
<ul>
<li>Medo de situações comuns do cotidiano;</li>
<li>Alterações de humor sem motivo aparente;</li>
<li>Grande preocupação que se mantém mesmo sem uma causa especifica;</li>
<li>Traços de histeria;</li>
<li>Fobia</li>
</ul>
<p>Como dito, os sintomas podem variar de acordo com a pessoa e também o tipo de neurose que a mesma apresenta. Portanto, é importante manter-se alerta não apenas a esses, mas a qualquer outro indicio. Pois, o tratamento realizado mais precocemente será mais efetivo e gerará resultados mais rápidos.</p>
<h2><strong>Alguns tipos de neurose e suas características </strong></h2>
<p>Ao analisarmos o que é neurose para a psicanálise, vemos que há diversos tipos de neurose, como a de angústia, a de abandono e a familiar.</p>
<p>A Neurose de Angústia é um tipo simples de psiconeurose, a qual tem na angustia o seu principal sintoma. Ela evolui em crises, que podem ser mais ou menos próximas. A neurose de angústia se manifesta com maior frequência em portadores de constituição ansiosa.</p>
<p>A Neurose de Abandono caracteriza um quadro no qual predominam a angústia do abandono, além da necessidade de segurança.</p>
<p>A Neurose Familiar ocorre quando, em determinada família, as neuroses individuais se completam. Dessa forma, elas acabam se condicionando reciprocamente. Além disso, ela pode evidenciar a influência exercida sobre as crianças por sua estrutura familiar, Inclusive influência do casal parental.</p>
<h2><strong>Algumas outras neuroses conhecidas pela psicanálise</strong></h2>
<ul>
<li>Neurose de Destino</li>
<li>Neurose do Fracasso</li>
<li>Neurose Narcísica</li>
<li>Neurose Traumática</li>
<li>Neurose Mista</li>
<li>Neurose de Caráter</li>
<li>Neurose de Compensação</li>
<li>Neurose Depressiva</li>
<li>Neurose Histérica Dissociativa e a de Conversão</li>
<li>Neurose Obsessiva Compulsiva</li>
<li>Neurose Fóbica,</li>
</ul>
<p>Além dessas, existem outras neuroses identificadas pelas teorias psicanalíticas, cada uma possuindo seus sintomas e particularidades.</p>
<h2><strong>Tratamentos para a neurose</strong></h2>
<p>Como visto, a neurose é mais um dos transtornos psíquicos estudados pela psicanalise. Assim, como os outros transtornos, seu tratamento é feito a partir de acompanhamento e terapia, podendo também envolver um acompanhamento psiquiátrico, que irá prescrever o método medicamentoso a ser realizado.</p>
<p>Diferente de outros transtornos como a depressão, o tratamento pode dispensar o uso de medicamentos, caso seja seguro para o paciente. O objetivo do tratamento é o combate aos sintomas, para proporcionar ao paciente uma vida tranquila e normal.</p>
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<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>Sonhos ajudam a manter a memória em dia!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Apr 2019 17:02:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos & Curiosidades]]></category>
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					<description><![CDATA[Muitos fatores que envolvem os sonhos ainda são um mistério para a medicina. A presença do inconsciente, a importância dos sonhos e a necessidade humana em tê-los, mesmo no século 21, ainda são partes obscuras e objetos de estudo. Contudo, em um fator os médicos concordam: os indivíduos que lembram dos sonhos conseguem manter uma&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Muitos fatores que envolvem os sonhos ainda são um mistério para a medicina. A presença do inconsciente, a importância dos sonhos e a necessidade humana em tê-los, mesmo no século 21, ainda são partes obscuras e objetos de estudo. Contudo, em um fator os médicos concordam: os indivíduos que lembram dos sonhos conseguem manter uma memória saudável e têm uma capacidade maior para fixar na mente eventos e informações imprescindíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a medicina, é certo que todas as pessoas sonham, <span id="more-1172"></span>tirando raros casos de lesões cerebrais em regiões do encéfalo onde os sonhos são processados. A diferença, portanto, é que algumas pessoas conseguem se lembrar com maior facilidade deles, ativando e melhorando sua memória.</p>
<p style="text-align: justify;">Sigmund Freud, conhecido como o pai da Psicanálise, dizia que os sonhos eram manifestações disfarçadas de desejos inconscientes. Essa teoria não é negada nem aceita pela medicina, já que não houve uma comprovação experimental dos achados e das pesquisas de Freud.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, a ativação da memória por meio dos sonhos é certeira, como explica o otorrinolaringologista e diretor da Associação Brasileira do Sono, Michel Cahali.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Quando uma pessoa sonha, o cérebro dela está no processo de consolidação da memória. Isso é algo muito legal para a memória. A grande maioria das pessoas sonha todas as noites justamente para criar no cérebro dicas sobre os acontecimentos&#8221;, afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, o fato de um indivíduo se lembrar do seu sonho é positivo, pois demonstra que o sono dele está profundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sonhos geralmente ocorrem em fase de sono consolidado e, portanto, quem se recorda deles sabe certamente que está atingindo um patamar de repouso que permite ao corpo se regenerar para o dia seguinte.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora consolide o processo de construção da memória, o conteúdo dos sonhos ainda não possui significado algum para a medicina. Segundo alguns estudiosos, a questão do inconsciente não pode ser ligada a fatores do corpo humano, pois não há 100% de acerto na hora de ligar um acontecimento relevante a um sonho.</p>
<p style="text-align: justify;">Obrigada pela leitura e por nos acompanhar! Aproveite pra compartilhar esse conhecimento com outras pessoas!</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço a todos!</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
					
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		<title>Por que algumas mulheres preferem homens “cafajestes”?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Dec 2018 14:39:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[“Fazer o que se ela gosta de sofrer e só se relaciona com homens cafajestes?” — você possivelmente conhece alguém assim, ou já escutou essa expressão. Pois é, se pararmos para refletir sobre as escolhas amorosas que fazemos, não encontramos respostas óbvias: o que desperta nosso interesse em outra pessoa? Quais características nos atraem? Qual é&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">“Fazer o que se ela gosta de sofrer e só se relaciona com homens cafajestes?” — você possivelmente conhece alguém assim, ou já escutou essa expressão.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois é, se pararmos para refletir sobre as escolhas amorosas que fazemos, não encontramos respostas óbvias: o que desperta nosso interesse em outra pessoa? Quais características nos atraem? Qual é o nosso verdadeiro desejo: segurança e estabilidade emocional ou aventura, intensidade e paixão? Aqui pairam as interrogações!</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, por trás de todas essas dúvidas se revela uma certeza: não conseguimos compreender nossos próprios desejos, <span id="more-1095"></span>eles são concebidos por detalhes e regidos pelo inconsciente. Então, vamos explorar um pouco mais esse tema?</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>O que significa ser um homem cafajeste?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O termo “homem cafajeste” sugere uma característica negativa, uma falha de caráter. Mas, se seguirmos além dessa dicotomia de “certo e errado, bom e mau”, veremos que o que existe é uma diferença de valores e a incompatibilidade de objetivos.</p>
<p style="text-align: justify;">O cafajeste não é uma pessoa totalmente mal intencionada, que pretende destruir corações por onde passa. É mais fácil compreendê-lo como um aventureiro, guiado por suas emoções e pelo prazer de viver intensamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao entrar em uma relação, o homem cafajeste está desfrutando do sentimento que o impulsiona aqui e agora, sem visão de futuro, sem avaliar consequências. Mas, quando o fogo começa a abrandar, ressurge também o seu jeito característico de agir, baseado em:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>inconstância;</li>
<li>falta de comprometimento e dedicação de tempo;</li>
<li>pluralidade de compromissos que não incluem a parceira;</li>
<li>não priorização da relação;</li>
<li>foco apenas nos próprios prazeres;</li>
<li>desconsideração do sentimento alheio;</li>
<li>incongruência entre falar e agir.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Alguns homens que se enquadram nessa definição podem agir de forma proposital, enquanto outros têm boas intenções, mas simplesmente não conseguem mudar seus hábitos e personalidade.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>As escolhas amorosas são influenciadas pelas vivências da infância?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">As experiências vividas nas primeiras relações afetivas, estabelecidas desde o nascimento, ficam arquivadas em nosso inconsciente e são refletidas nos relacionamentos que construímos ao longo da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas relações primárias, começamos a internalizar o significado do amor, a segurança que ele pode (ou não) nos proporcionar, e se somos dignos e merecedores desse afeto.</p>
<p style="text-align: justify;">Acolhimento, rejeição, carinho, proteção, abandono — tanto as boas sensações quanto as angústias vividas na primeira infância são referências que temos para a formação de novos vínculos afetivos. Assim, ou buscamos no parceiro sensações semelhantes às que tivemos no passado, ou esperamos encontrar uma versão idealizada dessas relações.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Quais outros conceitos estão relacionados à preferência por homens cafajestes?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Bom, um tema tão complexo quanto esse requer uma análise aprofundada para total compreensão. Contudo, podemos abordar alguns conceitos que estão associados às nossas escolhas:</p>
<h3 style="text-align: justify;"> Autossabotagem</h3>
<p style="text-align: justify;">Freud acreditava que possuímos um campo de “irracionalidade” em nosso aparato psíquico, que dá origem aos padrões de pensamento e comportamento que prejudicam a nós mesmos, mesmo que de forma inconsciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda que nos tragam sofrimento, tendemos a repetir os mesmos erros, o que nos coloca num ciclo de busca pelo prazer — frustração — desprazer.</p>
<p style="text-align: justify;">De modo simbólico, Freud atribuía tal irracionalidade à prevalência de Tânatos (pulsão de morte) sobre Eros (pulsão de vida), definidas como duas forças opostas que agem em nossa mente.</p>
<h3 style="text-align: justify;"> Narcisismo</h3>
<p style="text-align: justify;">Existem, segundo Freud, dois caminhos que nos levam a uma escolha amorosa: o tipo “anexador” — a escolha de alguém que protege, ampara — e o narcisismo.</p>
<p style="text-align: justify;">A escolha narcisista nos leva à procura de alguém semelhante a nós, ou de como gostaríamos de ser, o nosso “eu idealizado”. Isso indica que buscamos no outro o reflexo de nós mesmos, mas sem os nossos defeitos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"> Masoquismo</h3>
<p style="text-align: justify;">Partindo desse conceito, mulheres que preferem homens cafajestes estariam dispostas a manter relacionamentos não saudáveis pelo pouco ganho e prazer que representam, apesar das dores que estão assimiladas aos prazeres.</p>
<p style="text-align: justify;">A relação entre prazer e poder, domínio e submissão, também pode ser avaliada por esse prisma. Contudo, para conhecer profundamente a origem da preferência por homens cafajestes, é necessário conhecer a si mesma e descobrir as verdades que estão guardadas em cada interior. E, nesse sentido, a psicoterapia é o melhor caminho para o autoconhecimento e para a formação de vínculos saudáveis!</p>
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