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	<title>Arquivo de Impulsividade - Bem Viver Mais</title>
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	<title>Arquivo de Impulsividade - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Hiperatividade: conheça alguns sinais e fique atento!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Jun 2023 03:04:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A hiperatividade pode ser difícil de identificar. Então, os sintomas podem ser confundidos com sintomas de condições de saúde mental específicas, o que acaba tornando o diagnóstico mais lento. Além disso, psicólogos afirmam que os sinais de hiperatividade são diferentes em crianças e adultos, embora muitas pessoas acreditem que adultos não possam ser hiperativos. A verdade é que eles podem sim&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A hiperatividade pode ser difícil de identificar. Então, os sintomas podem ser confundidos com sintomas de condições de saúde mental específicas, o que acaba tornando o diagnóstico mais lento.</p>
<p>Além disso, psicólogos afirmam que os sinais de hiperatividade são diferentes em crianças e adultos, embora muitas pessoas acreditem que adultos não possam ser hiperativos. A verdade é que eles podem sim e a hiperatividade na vida adulta traz consequências, sobretudo, para a vida profissional e social. No post de hoje, compartilhamos alguns sinais comuns de hiperatividade em todas as idades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>O que é hiperatividade?</strong></h3>
<p><span id="more-2696"></span></p>
<p>A hiperatividade é um estado de intensa agitação ligado à ansiedade. Ele pode se manifestar por meio de desordem motora ou mental. Por conta disso, a pessoa hiperativa tem dificuldade de ficar quieta, principalmente as crianças.</p>
<p>Crianças hiperativas não são apenas “agitadas”, mas, sim, possuem dificuldade para conter a inquietação crescente, ainda que ela apareça em situações corriqueiras que ‘não deveriam’ causar inquietação.</p>
<p>Por isso, a hiperatividade é, ainda, um sintoma do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), condição do neuro desenvolvimento caracterizada pela falta de atenção e inquietação extrema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>O que pode ser confundido com hiperatividade?</strong></h3>
<p>Normalmente, o TDAH é diagnosticado em crianças consideradas “muito agitadas”, mas é cada vez mais comum que jovens e adultos recebam esse diagnóstico após perceberem certas dificuldades.</p>
<p>Por exemplo, percebem que sempre tiveram problemas para prestar atenção nas aulas e, por isso, iam mal na escola ou na faculdade. Não era uma questão de “má vontade”, “indisciplina” ou “preguiça”, mas de dificuldade de concentração e memorização.</p>
<p>O diagnóstico tardio tende a acontecer porque essa condição é muitas vezes confundida com outras, como o transtorno de bipolaridade, o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e até o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).</p>
<p>Nem todo comportamento que parece hiperativo tem ligação com a hiperatividade. Se alguém já apresentou um ou dois sintomas muitos anos atrás ou recentemente, é provável que eles não tenham ligação com o TDAH ou a hiperatividade. Ainda assim, vale investigar a situação com o médico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Como diagnosticar a hiperatividade?</strong></h3>
<p>Assim que os primeiros sinais de hiperatividade forem notados em crianças, os pais já podem levar os pequenos ao médico ou ao psicólogo para fazer uma avaliação.</p>
<p>Já no caso de adultos, eles mesmos podem procurar um profissional ao analisar quais comportamentos hiperativos estão presentes em suas vidas. Para um adolescente ou adulto receber o diagnóstico de TDAH, os sintomas precisam estar presentes desde antes dos 12 anos.</p>
<p>Na consulta com o médico psiquiatra, é normalmente feito um questionário para identificar quais sintomas estão presentes e a sua severidade. Após a avaliação, o médico monta um plano de tratamento e pode encaminhar o paciente para um psicólogo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Qual a idade para diagnosticar hiperatividade?</strong></h3>
<p>Não existe uma idade certa para o diagnóstico da hiperatividade, mas ele costuma acontecer na infância devido à familiaridade de como os sintomas se manifestam nesta faixa etária. Além da família, professores podem identificar comportamentos hiperativos nos pequenos e apontá-los para os pais.</p>
<p>A hiperatividade se manifesta de modo diferente em jovens e adultos, por isso, entender que os sintomas são, de fato, sinais de hiperatividade tende a levar mais tempo.</p>
<p>Não raro essas pessoas internalizam crenças negativas sobre si mesmas em razão do que é dito por terceiros. Por exemplo, se acham preguiçosas, burras ou incompetentes. Assim, essas pessoas não procuram ajuda profissional para tentar entender o seu próprio comportamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Sinais de hiperatividade</strong></h3>
<p>Como dito, a hiperatividade pode se manifestar de diversas formas, tais como:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1- Impulsividade</strong></p>
<p>A impulsividade é um dos sinais mais comuns de hiperatividade. Pessoas hiperativas tomam decisões precipitadas das quais normalmente se arrependem depois. Na vida adulta, a dificuldade para controlar impulsos pode refletir negativamente na sua vida financeira. O indivíduo pode desenvolver o hábito de adquirir objetos ou serviços desnecessários para satisfazer uma necessidade momentânea, endividando-se no processo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2- Desorganização</strong></p>
<p>A agitação da hiperatividade se manifesta tanto na inquietação corporal quanto de pensamento. Sendo assim, pessoas hiperativas costumam ser desorganizadas. Elas deixam os cômodos desarrumados e objetos fora do lugar e não se lembram onde os colocaram durante o momento de distração. Da mesma forma, perdem objetos importantes, como chaves ou documentos, com frequência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3- Dificuldade de gerir o tempo</strong></p>
<p>A desorganização também se estende para a capacidade de gerenciar o tempo. Pessoas hiperativas podem se esquecer e se atrasar para compromissos com mais frequência. Não quer dizer que elas não os consideram importantes. Há estudos que apontam que a percepção do tempo é diferente para alguns indivíduos diagnósticos com TDAH, especialmente em crianças.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>4- Inquietação</strong></p>
<p>A inquietação é um dos sintomas centrais da hiperatividade. Ela pode ser percebida nos seguintes comportamentos:</p>
<ul>
<li>Movimentar os pés e as mãos;</li>
<li>Falar demais ou rapidamente;</li>
<li>Andar pelos cômodos;</li>
<li>Distrair-se facilmente durante uma aula ou atividade que requer atenção prolongada;</li>
<li>Sempre estar mexendo em objetos;</li>
<li>Ter dificuldade para esperar a sua vez; e</li>
<li>Sensação de inquietude, como se algo precisasse ser feito para contê-la.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>5- Alterações no humor</strong></p>
<p>Outro sinal de hiperatividade é a alteração no humor. Pessoas hiperativas tendem a sentir emoções intensas, como raiva, frustração e decepção. A impressão passada para os demais é que a pessoa muda de humor rapidamente sem razão ou por motivos demasiadamente simples, como não ter o produto que ela gosta no supermercado. O que acontece, na verdade, é que ela tem dificuldade para controlar as suas emoções e impulsos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>6- Dificuldade para lidar com o estresse</strong></p>
<p>A resposta ao estresse também costuma ser elevada. Assim, quem tem hiperatividade sente os efeitos do estresse, como irritabilidade, falta de energia, dificuldade para dormir e alterações nos hábitos alimentares, mais intensamente. Do mesmo modo, têm dificuldade para controlá-los, sofrendo com os efeitos do estresse por mais tempo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>7- Problemas para completar tarefas</strong></p>
<p>A falta de organização e a percepção diferenciada do tempo acaba prejudicando a conclusão de tarefas dentro de determinados prazos. Pessoas hiperativas conseguem executar e concluir tudo o que se sujeitam a fazer, mas podem se atrapalhar durante a atividade.</p>
<p>A ansiedade para terminar no prazo e seguir o ritmo dos outros pode conduzir a erros e elevar os níveis de estresse. Então, é preciso compreender que pessoas hiperativas simplesmente possuem outras maneiras de fazer as coisas, as quais podem exigir mais tempo. E não há nada de errado nisso!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>8- Baixa tolerância à frustração</strong></p>
<p>Outro sinal de hiperatividade é a baixa tolerância à frustração. Como pessoas hiperativas possuem dificuldade de regular as suas emoções, é comum que não respondam bem à frustração. Por isso, desistem mais rapidamente de atividades que consideram frustrantes ou possuem reações mais exageradas à frustração do que quem não tem hiperatividade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Como a terapia pode ajudar com a hiperatividade?</strong></h3>
<p>O tratamento para a hiperatividade ou o TDAH em crianças tende a ser composto por vários profissionais, como o médico, o psicólogo, o fonoaudiólogo, entre outros.</p>
<p>Tanto os pais quanto a escola são agentes ativos durante o tratamento, sobretudo, na terapia. O psicólogo precisa conversar com os pais e com o psicólogo da escola ou professores para compreender o quadro da criança e acompanhar a sua evolução. Desta forma, o profissional consegue fazer uma avaliação completa.</p>
<p>No caso dos adultos, a terapia possui várias funções: ajudar na organização pessoal, profissional ou acadêmica, trabalhar a autoestima, ensinar a gerenciar a ansiedade, promover o controle da impulsividade, entre outros.</p>
<p>Através de um conjunto de hábitos e técnicas, pacientes adultos encontram a sua fórmula ideal para lidar com a hiperatividade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Como lidar com a hiperatividade no dia a dia?</strong></h3>
<p>Além do tratamento com especialistas, pessoas hiperativas podem seguir as seguintes dicas para minimizar o impacto da inquietação no dia a dia:</p>
<ul>
<li>Diminuir o consumo de alimentos estimulantes, como café, chá preto, energéticos, refrigerantes, entre outros;</li>
<li>Praticar meditação para promover um estado mental de tranquilidade;</li>
<li>Simplificar tarefas, quebrando-as em metas pequenas para evitar a sobrecarga;</li>
<li>Praticar técnicas relaxantes, como respiração profunda e visualização, para clarear os pensamentos;</li>
<li>Ter uma agenda, seja física ou digital, para conferir os compromissos do dia e semana;</li>
<li>Praticar exercícios físicos;</li>
<li>Fazer caminhadas; e</li>
<li>Procurar analisar um desejo antes de ceder à impulsividade.</li>
</ul>
<p>A ausência de tratamento da hiperatividade na infância pode fazer com que, na vida adulta, as pessoas tenham dificuldade de regular emoções, gerenciar a frustração, desenvolver habilidades sociais para a convivência profissional e aprender a controlar impulsividade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gostou desse post? Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles ou em suas redes sociais?</p>
<p>Grande abraço e até breve!</p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
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		<title>Por quê as pessoas são descontroladas e agressivas na internet?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2019 20:21:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[As redes sociais e as diversas formas de comunicação virtual se tornaram formas de comunicação comuns no mundo. E, ao mesmo tempo que são colaboradoras ágeis, instantâneas e muitas vezes excelentes auxiliadoras em tantas tarefas da vida, podem e são igualmente muito prejudiciais, por diversas vezes. Os mesmos adjetivos que usei para reconhecer seus benefícios&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">As redes sociais e as diversas formas de comunicação virtual se tornaram formas de comunicação comuns no mundo. E, ao mesmo tempo que são colaboradoras ágeis, instantâneas e muitas vezes excelentes auxiliadoras em tantas tarefas da vida, podem e são igualmente muito prejudiciais, por diversas vezes. Os mesmos adjetivos que usei para reconhecer seus benefícios podem também, ser analisados como um alerta negativo para os usuários das redes. Afinal, ser instantâneo e ágil, não necessariamente só contém benefícios. Pelo contrário, <span id="more-1156"></span>o excesso ou uso equivocado desses pontos, pode propor superficialidade, dificuldade em construir e analisar conteúdos, dificuldades de expressão, compreensão e interpretação, conflitos nos relacionamentos, ausência de dedicação, de esforço, de limite, de envolvimento e de responsabilidade&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">As redes sociais não se tratam somente de uma ferramenta, mas sim de discursos de pessoas, de um meio, de uma sociedade e do mundo e suas relações. As pessoas usam as redes para expor suas imagens e falas, para expressar pensamentos e sentimentos, para fazer movimentos e manifestos, inventar histórias e dividir momentos. E, fazer isso tudo não é novidade. Se exibir, se apresentar e trocar idéias sobre diversos assuntos faz parte da sociedade desde sempre. A novidade aqui está na agilidade, na forma de exposição, dimensão de alcance e superficialidade na relação.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes, o comum era compartilhar com o grupo próximo ou com um diário. Era preciso tomar certo cuidado com a fala, estruturar seu pensamento e atitudes com certa cautela, pois a relação, quando muito direta, traz consigo a consequência direta também. Logo, a comunicação parecia ter uma estrutura de limite mais declarada e uma preocupação com seu lugar e imagem nesse meio restrito. Atualmente, nas redes sociais, os pensamentos e conteúdos estão expostos ao mundo todo. Ao mesmo tempo, vem acompanhado muitas vezes da fantasia de anonimato ou de proteção por de trás da tela. Assim, o filtro e a cautela parecem enfraquecidos.</p>
<p style="text-align: justify;">É muito importante perceber que a linguagem virtual é uma linguagem plural, isto é, significa sempre muito mais que aquela imagem vista ou palavra escrita no literal. Logo, nem sempre aquilo visto ou escrito quer dizer exatamente o que parece ser. Ao mesmo tempo, assistir e ler a vida do outro provoca em tantas outras pessoas uma diversidade de sentimentos e sensação de acesso às suas frustrações e desejos. Dessa quantidade e intensidade de sensações, informações e superficialidade de relação com o outro surgem desentendimentos, mentiras, ataques, disseminação de ódio, irresponsabilidades, demonstração de imaturidades, agressões, preconceitos diversos, desrespeito e exibicionismos.</p>
<p style="text-align: justify;">Um olhar psicanalítico para este tema nos lembra que o ser humano desde sempre possui uma relação conflituosa com seu ser/seu Eu/seu existir e com o meio que nasce e vive, pois seus desejos construtivos e amorosos se misturam frequentemente aos desejos invejosos e destrutivos. Todos nós passamos por todos esses sentimentos e conflitos e diversas vezes, desde nascer até morrer. Mas é durante nossa primeira etapa do desenvolvimento (primeira infância) que aprendemos nossas bases e referências sociais e emocionais e é delas que usaremos o conteúdo aprendido (ou não) para nossas estruturas psíquicas, durante toda nossa vida e em todas nossas relações e situações vivenciadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Passamos a vida lidando com o que sentimos, pensamos e desejamos. Também controlamos ou tentamos controlar impulsos e desejos diversos. Isso porque nós vivemos em uma sociedade e há regras para esse convívio. Elas são diversas, tanto no quesito da lei, como também nos valores morais e também nas posturas e etiquetas sociais. Desde muito cedo ouvimos e aprendemos sobre nosso controle e descontrole no existir. Há coisas que são permitidas e outras que devem ser contidas.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Impulso x controle</h3>
<p style="text-align: justify;">O ser humano é por &#8220;natureza&#8221; repleto de impulsos, o que por vezes pode ser entendido como algo bom ou algo ruim. Conter impulsos, não faz parte do ser humano, na verdade faz parte do existir dele na sociedade, é algo a ser aprendido, mesmo que pareça tão óbvio. Reprimimos, educamos e contemos tantos desejos e hábitos (construtivos ou destrutivos) porque isso é uma regra para estar no meio, no mundo, desde sempre na história da humanidade e também na história de cada pessoa desde seu nascer.</p>
<p style="text-align: justify;">Regras como horário para mamar e dormir, já são uma demonstração de que moldamos o ser humano a um formato cultural. Ensinamos e aprendemos desde sempre que tem hora, jeito e formato para fazer as coisas. Desde muito pequenos somos sinalizados com o que é certo ou errado, o que é permitido ou não, quando há exagero ou falta.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma fase muito significativa, para falar da estrutura emocional é, por exemplo, a do desfralde, em que ainda somos tão pequenos, mas já preparados para aprender conter nossas &#8220;necessidades&#8221; de ir ao banheiro. Um bebê ou criança pequena, até ontem, por usar fraldas, fazia suas &#8220;necessidades&#8221; como e onde bem quisesse, conforme sua vontade, que aliás nem era percebida como vontade em si, apenas sentia, fazia, se aliviava e ponto. Alguém vinha e limpava depois. Mas, ao aprender o desfralde, a criança, começa a precisar vivenciar novas sensações que geram conflitos e frustrações. Ela precisa perceber que tem vontade, mas não pode mais fazer como e onde ela quiser, agora é preciso segurar (se controlar) e ir até o banheiro para então ali se aliviar e um dia aprenderá também a se limpar, ou seja, limpar/se responsabilizar pelo que produz e faz.</p>
<p style="text-align: justify;">Prestem atenção como essa relação com controlar ou não, segurar ou não, aprender e perceber ou não o formato para se aliviar fala na verdade muito mais do que um controle fisiológico. Essa etapa servirá como base na vida para tantas questões adiante. Na vida da pessoa, essa vivência aparece adiante para mostrar sobre nosso controle e descontrole emocional.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Descontrole e redes sociais</h3>
<p style="text-align: justify;">Hoje, as redes sociais são uma grande demonstração de descontrole emocional, falta de limites, falta de noção com espaço do outro, falta de responsabilidade, excesso de imaturidade e imenso desejo de ser admirado e ganhar destaque. É nítido como o ser humano, nesse ambiente, regride emocionalmente, acessa e se expõe de forma psíquica primitiva. Isso traz à tona o bebê que deseja ser amado pelo mundo e ser o centro das atenções e também a criança que reluta em seguir regras básicas de controle e descontrole emocionais.</p>
<p style="text-align: justify;">As agressões nas redes são cenas de crianças birrentas que ainda não controlam seus pensamentos e desejos. São pessoas que agem como crianças descontroladas porque querem ganhar pelo ganhar, porque apenas quer e faz, sem se preocupar com o outro, e tão pouco em conter seus impulsos ou estrutura-los de forma adequada.</p>
<p style="text-align: justify;">Os ataques de ódio, de desrespeito e de preconceito mostram claramente o descontrole emocional e a capacidade da pessoa de discernir sobre respeito, empatia, limites de espaço. A pessoa acredita que possui uma verdade absoluta e um lugar especial no mundo de salvador, herói, um lugar majestoso que deve ser acatado pelos outros e por isso se permite a sair falando sem qualquer preocupação com o lugar do outro, com o jeito e com a consequência disso, apenas quer atender seu impulso imediato, sentir prazer e se satisfazer, não há olhar e consideração com o meio e nem mesmo ideia ou preocupação em se responsabilizar e arcar com o que faz ou deixa de fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembram-se da criança no desfralde, que citei acima?</p>
<p style="text-align: justify;">Então, uma grande parte da sociedade que usa a rede social expõe claramente sua falta de estrutura emocional e falhas de seu psiquismo no seu desenvolvimento. São pessoas com desordem emocional que, quando se encontram e se juntam, podem disseminar o pior lado do ser humano e produzir conteúdos agressivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Algo muito importante para analisarmos, também, é que a internet ou as redes sociais ainda não possuem um limite muito claro de regras e posturas, apesar dos limites básicos da sociedade. A falta de ou dificuldade em impor lei e valores ou punição declarada, deixa a linguagem, por conta de cada um. Há a regra geral da sociedade sobre o que é certo ou errado, bom ou mau, devido ou indevido e que no dia a dia usamos nas ruas e em relações pessoais ao vivo. Reparem que as pessoas quando ao vivo, para fazer algo errado, tentam fazer escondido, para não ser pego e punido.</p>
<p style="text-align: justify;">Já nas redes sociais a sensação é de uma fantasia de estar escondido, mesmo que exposto ao mundo, de estar protegido pela tela e distância, logo, que não será pontuado e nem pego. Assim, as pessoas sentem que podem se descontrolar e nada irá acontecer com elas. Muitos fantasiam inclusive que se brigaram na rede social, isso não deveria influenciar na vida real, pois o que ele falou ali, não falaria pessoalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">É como se ali, nas redes, algumas pessoas se permitissem não mais usar o banheiro para suas necessidades, apenas se aliviam como e onde bem querem. Sem dúvida, alguma lentidão ou falta de punição colabora para o ser humano mostrar esse seu lado perigoso, imensamente imaturo e desestruturado.</p>
<p style="text-align: justify;">O que vemos frequentemente é como a intolerância se manifesta em uma magnitude relevante. As pessoas deixam de usar seus filtros básicos e apenas agem e reagem. As pessoas falam suas verdades independente se alguém vai ouvir e tão pouco se vai ofender o outro. Falam porque fantasiam que seus conteúdos internos são tão relevantes que precisam exibir para o mundo e sentem muito prazer em não ter limite ou filtro em suas falas.</p>
<p style="text-align: justify;">Gestos e falas agressivas costumam ganhar imenso público. A sociedade sempre adorou e sentiu prazer em assistir um outro sofrer (praças com pessoas enforcadas, mulheres acusadas de bruxaria sendo queimadas, apedrejamento em praças públicas, escravos sendo chicoteados). Sempre houve muita plateia que delira e sente muita satisfação com o outro sendo atacado. Logo, quem ataca nas redes sociais, não faz isso sozinho, faz porque se identifica com outros perversos pelo mundo que sentem muito prazer em menosprezar, agredir e humilhar outras pessoas. A perversidade humana está escancarada nas redes sociais.A falta de filtro, de limite, de controle emocional e empatia é um grande sintoma da imensa imaturidade do ego e incapacidade ou adoecimento emocional dessas pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, parece que ainda teremos um longo caminho pela frente, pois identificamos aqui que a sociedade está arcando drasticamente com uma grande falta de controle e limites, falta de valor e empatia, falta de estrutura e aprendizado básico de educação afetiva emocional, para existir em sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">A internet tem sido um grande termômetro para nos mostrar as consequências assustadoras que a falta de manejo e cuidado, a falta de afeto, a falta de limite, a falta de preocupação com o emocional nas formações das pessoas podem causar aos outros. Tudo isso causa sérios adoecimentos psíquicos e atinge toda sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Obrigada pela leitura e por nos acompanhar! Aproveite pra compartilhar esse conhecimento com outras pessoas!</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço a todos!</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
					
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		<title>Transtorno de Personalidade Borderline: uma tempestade de emoções!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Oct 2016 16:23:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[Borderline]]></category>
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					<description><![CDATA[O que é Transtorno de personalidade borderline? O Transtorno de Personalidade Borderline é uma condição mental grave e complexa cujos sintomas instáveis e pungentes podem invadir o indivíduo de modo súbito, caótico, avassalador e desenfreado. Os critérios diagnósticos de Transtorno de Personalidade Borderline segundo o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª Ed.&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>
<h3><strong>O que é Transtorno de personalidade borderline?</strong></h3>
</li>
</ul>
<p>O Transtorno de Personalidade Borderline é uma condição mental grave e complexa cujos sintomas instáveis e pungentes podem invadir o indivíduo de modo súbito, caótico, avassalador e desenfreado. Os critérios diagnósticos de Transtorno de Personalidade Borderline segundo o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª Ed. 2013) compreendem um padrão de instabilidade das relações interpessoais, da autoimagem e dos afetos e de impulsividade acentuada que surge no começo da vida adulta e está presente em vários contextos.</p>
<p>O termo Transtorno de Personalidade Borderline foi usado pela primeira vez em 1884 e desde então passou por diversos conceitos ao longo dos anos. Originalmente designava um grupo de pacientes que vivia no limite da sanidade (daí o termo limítrofe), ou seja, na fronteira (borda, borderline) entre a neurose e a psicose. Alguns autores da época usavam esse diagnóstico quando havia sintomas neuróticos graves. Foi só na década de 1980 que o diagnóstico da doença se tornou mais preciso. Até então, muitos médicos acreditavam, equivocadamente, que a personalidade de uma pessoa era imutável.</p>
<p>A prevalência média do Transtorno de Personalidade Borderline na população é estimada em 1,6%, embora possa chegar a 5,9%. Essa prevalência é de aproximadamente 6% em contextos de atenção primária, de cerca de 10% entre pacientes de consultórios psiquiátricos e de ambulatórios de saúde mental e por volta de 20% em pacientes psiquiátricos internados. A prevalência do Transtorno de Personalidade Borderline pode diminuir nas faixas etárias mais altas (DSM-5). O Transtorno de Personalidade Borderline é diagnosticado principalmente em pessoas do sexo feminino.</p>
<ul>
<li>
<h3><strong>Causas:</strong></h3>
</li>
</ul>
<p><span id="more-446"></span></p>
<p>As causas e ou fatores envolvidos no surgimento de Transtornos de Personalidade, como o Transtorno de Personalidade Borderline, são vários e abrangem desde a predisposição genética até experiências emocionais precoces e fatores ambientais, com destaque para as situações traumáticas e situações de abuso e negligência. Entenda melhor cada uma delas.</p>
<ul>
<li>Fatores genéticos:</li>
</ul>
<p>Fatores genéticos têm um papel importante. O Transtorno de Personalidade Borderline é cinco vezes mais frequente em parentes biológicos de 1º grau de pessoas com o transtorno do que na população em geral. É relevante a presença de pais borderlines (um ou ambos) na história clínica desses pacientes</p>
<ul>
<li>Instabilidade familiar:</li>
</ul>
<p>Impacto do ambiente familiar no desenvolvimento da criança pode ser um fator causal importante. Cerca de 80% dos pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline veem o casamento de seus pais como muito conflituoso. Muitos desses pacientes passaram por negligência e abusos físicos e sexuais dentro da família. Porém, há pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline com familiares absolutamente comuns, sem nada de anormal.</p>
<p>Também há aumento do risco de Transtorno de Personalidade Borderline quando existe na família, o pai e ou mãe com transtorno por uso de substância, Transtorno de personalidade antissocial e transtorno depressivo ou <a href="http://www.minhavida.com.br/saude/temas/transtorno-bipolar">transtorno bipolar</a>.</p>
<p>O Transtorno de Personalidade Borderline seria também a consequência de uma educação muito autoritária, onde pais rígidos sempre imporiam seus desejos. Com o tempo as tentativas   de autoafirmação da criança sucumbiriam aos desejos dos pais e ela se habituaria a se submeter sempre aos pais, desenvolvendo dúvidas sobre a própria capacidade e vergonha pelos seus fracassos. Aos poucos a criança iria parando de tentar expressar as suas vontades podendo levar a falhas na clarificação psíquica de si e do outro.</p>
<ul>
<li>
<h3><strong>Sintomas:</strong></h3>
</li>
</ul>
<p>Indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline se caracterizam especialmente por sofrerem grande instabilidade emocional, desregulação afetiva excessiva, sentimentos intensos e polarizados do tipo “tudo ótimo e tudo péssimo” ou “eu te adoro e eu te odeio”, angústia de abandono, percepção de invasão do self, entre outros, que não raro geram comportamentos impulsivos perigosos sendo comum a presença recorrente de atos autolesivos, tentativas de suicídio e sentimentos profundos de vazio e tédio. O início do transtorno pode ocorrer na adolescência ou na idade adulta e o uso dos recursos de saúde e saúde mental é expressivo nesses pacientes.</p>
<p>Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline são verdadeiros vulcões prontos a explodir a qualquer instante. Elas apresentam alterações súbitas e expressivas de humor e suas relações interpessoais são intensas e instáveis sendo muito difícil o convívio próximo com elas.</p>
<p>Elas temem o abandono real ou temido, com frequência vivenciam sentimento crônico de vazio e reação pungente ao estresse, protagonizando sucessivas ameaças (ou tentativas) de suicídio e automutilação. O modus operandis desses pacientes traz um sofrimento enorme tanto para si próprios como para os que com eles convivem. Uma só palavra mal colocada, uma situação inesperada sem relevância ou uma leve frustração pode levar o borderline a um acesso de raiva e ódio que duram em média poucas horas. Outra característica importante é que o borderline nem sempre sabe lidar com o êxito. É comum que eles abandonem ou destruam seus alvos e metas justo quando a perspectiva de consegui-las é real e próxima.</p>
<p>Veja abaixo os critérios do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais (DSM-V, na sigla inglesa) para que um paciente seja diagnosticado com Transtorno de Personalidade Borderline:</p>
<ul>
<li>Esforços desesperados para evitar abandono real ou imaginário;</li>
<li>Padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização;</li>
<li>Perturbação da identidade: instabilidade acentuada e persistente da autoimagem ou da percepção de si mesmo;</li>
<li>Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente autodestrutivas (gastos, sexo, abuso de substância, direção irresponsável, compulsão alimentar);</li>
<li>Recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automutilante;</li>
<li>Instabilidade afetiva devida a uma acentuada reatividade do humor (disforia episódica, irritabilidade ou ansiedade intensa com duração geralmente de poucas horas e apenas raramente de mais de alguns dias);</li>
<li>Sentimentos crônicos de vazio;</li>
<li>Raiva intensa e inapropriada ou dificuldade em controlá-la (mostras frequentes de irritação, raiva constante, brigas físicas recorrentes);</li>
<li>Ideação paranoide transitória associada a estresse ou sintomas dissociativos intensos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>
<h3><strong>Diagnostico:</strong></h3>
</li>
</ul>
<p>O diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline é baseado através de uma minuciosa avaliação psiquiátrica feita por profissional de saúde mental qualificado. Muitos profissionais envolvem o paciente no seu próprio diagnóstico na medida em que vão mostrando a ele os critérios diagnósticos e perguntando quais deles os definem plenamente. Este método ajuda o paciente a aceitar melhor o diagnóstico.</p>
<p>É importante lembrar que hoje, o diagnóstico de TBP é feito pela presença de uma coleção de traços e não por um critério isolado. Assim, merece ser destacado no diagnóstico o esforço desesperado que o portador do transtorno faz para evitar o abandono real ou imaginário e a gravidade das alterações das relações interpessoais, na família, escola, trabalho e lazer e, posteriormente, também com os profissionais que se aproximam para oferecer tratamentos.</p>
<p>Mas todo o cuidado é pouco. O psiquiatra que se baseia somente nos sintomas do DSM pode errar. É comum a confusão do Transtorno de Personalidade Borderline com o transtorno bipolar, por exemplo. E além do diagnóstico ser às vezes difícil, o psiquiatra precisa saber lidar com o paciente.</p>
<p>Exame físico e testes de laboratório são recomendáveis para eliminar sintomas possíveis, como problemas de tireoide e abuso de substâncias. Exames de imagem são usados para afastar outras causas.</p>
<ul>
<li>
<h3><strong>Tratamento:</strong></h3>
</li>
</ul>
<p>O tratamento inicial do Transtorno de Personalidade Borderline é a psicoterapia. Ela ajudará o paciente a controlar melhor seus impulsos e entender seu comportamento. Nesse caso, o tratamento foca principalmente as questões do suicídio e da automutilação, além do aprendizado de novas habilidades, como consciência, eficácia interpessoal, cooperação adaptativa nas decepções e crises e na correta identificação e regulação de reações emocionais.</p>
<p>Pode ser feita terapia familiar também, pois em geral a família tende ou a abandonar o paciente ou a se tornar superprotetora. Na maioria dos casos, familiares, amigos e leigos não compreendem como o sofrimento pode levar um indivíduo com Transtorno de Personalidade Borderline a querer se matar. Já os pacientes relatam que a automutilação e o suicídio são maneiras que eles encontraram de extravasar um sofrimento insuportável. Os pais se dizem impotentes e relatam sofrer tanto quanto o paciente.</p>
<p>Os medicamentos têm um papel menor no tratamento de TPB. Mas, em alguns casos, eles podem melhorar a alterações de humor e tratar a depressão ou outros distúrbios que podem ocorrer juntos a esta condição. Deve haver um cuidado especial para que não haja uma confusão entre o borderline e o transtorno bipolar, pois os tratamentos são completamente diferentes.</p>
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<p>Uma ótima semana e um grande abraço!</p>
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<h3><strong>Referências e Fontes:</strong></h3>
<p>1- Site Minha Vida &#8211; http://www.minhavida.com.br/saude/temas/transtorno-de-personalidade-borderline</p>
<p>2- Site Tua Saúde &#8211; https://www.tuasaude.com/sindrome-de-borderline</p>
<p>3- Site Unidade Intermediária de Crise e Apoio à Vida &#8211; http://www.uniica.com.br/artigo/borderline/</p>
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