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	<title>Arquivo de empatia - Bem Viver Mais</title>
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	<title>Arquivo de empatia - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Terapia de casal: o que esperar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 00:53:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A terapia de casal é um recurso importante para fortalecer o relacionamento, solucionar problemas e, até mesmo, auxiliar na tomada de decisões familiares. Nesse cenário, é muito comum que os casais tenham dúvidas sobre como realmente funciona essa modalidade de psicoterapia e o que esperar da primeira sessão. Como as expectativas são sempre grandes, preparamos este conteúdo&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A terapia de casal é um recurso importante para fortalecer o relacionamento, solucionar problemas e, até mesmo, auxiliar na tomada de decisões familiares.</p>
<p>Nesse cenário, é muito comum que os casais tenham dúvidas sobre como realmente funciona essa modalidade de psicoterapia e o que esperar da primeira sessão.</p>
<p>Como as expectativas são sempre grandes, preparamos este conteúdo para que possam entender um pouco mais sobre o assunto.</p>
<h3></h3>
<h4><strong>O que é a terapia de casal?</strong></h4>
<p><span id="more-2852"></span></p>
<p>A terapia de casal é uma modalidade de psicoterapia na qual um casal é acolhido por um psicólogo. Ou seja, diferentemente da terapia individual, aqui, os parceiros participam da consulta ao mesmo tempo.</p>
<p>Sua finalidade é permitir que o casal se comunique de maneira assertiva, algo muitas vezes difícil no dia a dia.</p>
<p>Assim, eles podem se abrir e relatar suas queixas para encontrar soluções para o conflito por meio da ajuda do psicólogo, que atua como um mediador.</p>
<p>Convém mencionar que o especialista não atua como um juiz. Jamais! Na realidade, ele apresenta direcionamentos ao casal e os ajuda a entender comportamentos individuais que estejam afetando a relação.</p>
<p>Apesar de não ser individual, essa terapia também contribui para o autoconhecimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Quando procurar um psicólogo para iniciar a terapia de casal?</strong></h4>
<p>Não é novidade pra ninguém que os conflitos são normais em todos os relacionamentos, não é mesmo?</p>
<p>No entanto, a terapia de casal é recomendada quando os parceiros não conseguem administrar sozinhos os problemas conjugais e percebem que isso interfere na qualidade de vida enquanto seres individuais e casal.</p>
<p>Assim, o ideal é que a ajuda psicológica seja procurada ainda no início do conflito para evitar que os ressentimentos se agravem dentro da relação.</p>
<h4><strong>O que acontece na primeira sessão da terapia de casal?</strong></h4>
<p>Depois que um casal chega à conclusão de que é necessário iniciar a terapia de casal, algumas dúvidas surgem, como “o que acontece na primeira sessão?”.</p>
<p>É muito comum se encher de expectativas e perguntas, afinal, é um passo de grande mudança e relevância para a vida a dois.</p>
<p>Sendo assim, listamos alguns pontos para você e o seu parceiro saberem o que esperar desse primeiro encontro com o psicólogo.</p>
<h4><strong>Apresentações</strong></h4>
<p>No início da primeira sessão, o psicólogo costuma se apresentar para o casal e explicar um pouco sobre sua abordagem terapêutica (Terapia Cognitivo-Comportamental, Psicanálise, entre outras) e sua filosofia de trabalho.</p>
<p>Do mesmo modo, o casal também se apresenta ao psicólogo, fornecendo algumas informações importantes, como idade, profissão, entre outras.</p>
<h4><strong>História do relacionamento e desafios </strong></h4>
<p>Após a apresentação básica inicial, então o psicólogo procurará entender sobre a história do relacionamento. Para isso, vocês deverão contar um pouco sobre como se conheceram e falar sobre alguns marcos importantes na relação.</p>
<p>Esse momento da terapia é muito importante para que o especialista consiga compreender alguns pontos que desencadearam a dinâmica atual.</p>
<p>Além disso, o psicólogo também poderá questionar sobre os desafios e problemas que vocês têm vivenciado no momento e como isso tem atrapalhado o bem-estar de ambos.</p>
<h4><strong>Objetivos da terapia </strong></h4>
<p>Você e o seu parceiro devem relatar ao psicólogo o que motivou a procura pela terapia. Pode ser que isso não esteja muito claro para algum dos dois. Nesse caso, o especialista os ajudará a refletir para que consigam estabelecer objetivos claros.</p>
<p>É muito importante que a finalidade esteja definida para o direcionamento das próximas sessões e também para que seja possível avaliar os resultados no futuro.</p>
<p>Além disso, é importante alinhar as expectativas, isto é, o que cada um espera conquistar ao final do acompanhamento.</p>
<h4><strong>Expressão das emoções </strong></h4>
<p>O psicólogo criará um ambiente confortável para que os parceiros possam se sentir confortáveis para expressarem suas emoções e preocupações.</p>
<p>Pode ser que haja algum desconforto no início, e isso é normal. Afinal, à medida que vocês forem criando vínculos com o especialista, se sentirão mais à vontade.</p>
<p>No entanto, logo nessa primeira sessão, o psicólogo incentivará a expressão de ambos para que seja possível identificar padrões de pensamento e comportamento que estejam prejudicando o relacionamento.</p>
<p>Atuando como um mediador, o especialista incentivará um diálogo aberto e respeitoso. Caso ele perceba que vocês não têm conseguido se abrir, é muito provável que nas próximas consultas ele ajude-os a desenvolver habilidades de comunicação mais eficazes.</p>
<h4><strong>Psicólogo como mediador </strong></h4>
<p>Como mencionamos, desde a primeira sessão o psicólogo atuará como mediador. Assim, não existe a possibilidade de o especialista ficar do lado de um ou de outro.</p>
<p>Além disso, ele vai agir de forma a tentar controlar e acalmar os ânimos que podem se exaltar e conduzir cada um a refletir sobre suas próprias atitudes no relacionamento.</p>
<h4><strong>Estabelecimento de regras</strong></h4>
<p>Ainda na primeira sessão, o psicólogo definirá algumas regras junto ao casal para garantir a fluidez da terapia. Nesse sentido, o especialista deve definir com vocês alguns pontos, como o respeito à falta do outro, sem interrupções, por exemplo.</p>
<h4><strong>Não busque por soluções na primeira sessão </strong></h4>
<p>É isso mesmo que você leu! Você não deve buscar soluções na primeira sessão, porque não as encontrará.</p>
<p>O acompanhamento psicológico é um processo contínuo, que exige o comprometimento do casal e que leva tempo para solucionar todos os conflitos.</p>
<p>Portanto, entenda que é ao longo das sessões de terapia que você e seu parceiro identificarão de fato todas as questões por trás dos conflitos existentes e encontrarão meios eficazes para resolvê-los, partindo da mudança de comportamento de cada um.</p>
<h4><strong>6 dicas para a terapia de casal ter o efeito desejado </strong></h4>
<p>Os resultados da terapia dependem de diversos fatores, inclusive do comprometimento do casal. Desse modo, confira algumas dicas que podem ser muito úteis para que você e o seu parceiro consigam encontrar na terapia aquilo que desejam!</p>
<p>1 &#8211; Se comprometam: é preciso se comprometer diariamente com o processo. Isso significa não apenas frequentar todas as sessões, mas também seguir as atividades propostas pelo psicólogo no dia a dia.</p>
<p>2- Estejam abertos a mudanças: sempre haverá pontos de mudanças propostos para ambos os indivíduos em seus padrões de pensamento e comportamento. Portanto, estejam dispostos a mudarem e evoluírem.</p>
<p>3- Sejam pacientes: como mencionamos, os resultados não virão imediatamente. Portanto, tenham paciência para visualizarem as melhorias gradativamente e ao longo do acompanhamento.</p>
<p>4- Sejam empáticos: é preciso exercer a empatia durante as sessões de terapia, procurando se colocar no lugar do outro e, sobretudo, ouvi-lo em suas queixas. Ou seja, pratique a escuta ativa.</p>
<p>5- Sejam honestos: é importante que nesse processo de autoconhecimento, ambos sejam honestos consigo mesmo e com o outro. Apenas dessa forma será possível encontrar soluções para os conflitos.</p>
<p>6- Se sentirem vontade, mudem de psicólogo: pode acontecer de vocês não se identificarem com o especialista ou com a abordagem dele. Nesse caso, saiba que não há problema nenhum em trocar de psicólogo e começar do zero.</p>
<p>Seguindo todas essas dicas, será possível aproveitar melhor não apenas a primeira sessão de terapia, mas todas elas e, assim, enxergar resultados positivos e satisfatórios ao longo do processo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Obrigada pela leitura e por nos acompanhar! Aproveite pra compartilhar esse conhecimento com outras pessoas!</p>
<p>Grande abraço a todos!</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Conheça comportamentos de pessoas narcisistas￼</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Oct 2022 00:46:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito se fala sobre pessoas narcisistas, mas você realmente sabe o que é o narcisismo e quais são as características do comportamento dessas pessoas? Você pode pensar que postar muitas fotos nas redes sociais, gabar-se constantemente sobre seus grandes feitos, ansiar por uma vida com maior status social e ser seletivo em relação aos lugares&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se fala sobre pessoas narcisistas, mas você realmente sabe o que é o narcisismo e quais são as características do comportamento dessas pessoas?</p>
<p>Você pode pensar que postar muitas fotos nas redes sociais, gabar-se constantemente sobre seus grandes feitos, ansiar por uma vida com maior status social e ser seletivo em relação aos lugares frequentados são comportamentos de pessoas narcisistas. Essas concepções, contudo, foram difundidas pela mídia e pelas conversas casuais, que confundem egocentrismo, amor-próprio e autoconfiança com narcisismo. Cada um desses conceitos possui características próprias e são bem distintos uns dos outros.</p>
<p>Segundo a psicanálise, todos nós possuímos um traço narcisista e ele é fundamental para a consolidação do nosso amor-próprio e autoestima. Afinal, se não gostarmos de nós mesmos, como poderemos fazer boas escolhas para as nossas vidas e nos defender de injustiças?</p>
<p>O excesso de narcisismo, assim como qualquer outro excesso em nossas vidas, é prejudicial e está associado a uma condição de saúde mental.</p>
<h4><strong>O que são pessoas narcisistas?</strong><span id="more-2599"></span></h4>
<p>Pessoas narcisistas são aquelas que possuem “mania de superioridade”. Elas cultuam a crença de que são melhores do que as outras pessoas, portanto, merecedoras de atenção e sucesso. Elas se rodeiam de indivíduos que consideram importantes, como quem possui um cargo alto em uma empresa, empresários e socialites, e menosprezam quem consideram ser menos importante.</p>
<p>Dessa maneira, pesam a atmosfera do ambiente de trabalho ou familiar na busca eterna para se sentirem “por cima” dos outros. Por conta dessas características, as pessoas narcisistas costumam ser difíceis de lidar e podem até afetar a saúde mental dos indivíduos com quem convivem.</p>
<p>O narcisismo exacerbado é uma característica do Transtorno de Personalidade Narcisista, segundo o DSM-V e essa condição é marcada pela dificuldade de regular a autoestima. Sendo assim, pessoas com esse diagnóstico precisam da validação alheia para se sentirem apreciadas. Elas associam a sua autoimagem à admiração de terceiros, por isso, podem tomar atitudes questionáveis para chamar atenção.</p>
<p>Esse transtorno de personalidade costuma existir em concomitância com outras condições, como a depressão, ansiedade e outros transtornos de personalidade. É igualmente comum que pessoas narcisistas desenvolvam dependência química em algum momento de suas vidas.</p>
<p>Ainda não se sabe ao certo qual é a causa exata desse transtorno de personalidade. Diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento, como componentes hereditários e experiências traumáticas nos primeiros anos de vida.</p>
<p>A terapia é o principal tratamento para a condição. Entretanto, as pessoas narcisistas não costumam buscar atendimento psicológico por acreditarem não haver nada de errado com elas. Elas não conseguem compreender o porquê de outros indivíduos reagirem mal aos seus comportamentos.</p>
<div class="wp-block-column" style="flex-basis: 100%;">
<h4><strong>Quais são os comportamentos de pessoas narcisistas?</strong></h4>
<p>Os comportamentos narcisistas são variados e normalmente difíceis de lidar. Quem convive com pessoas com transtorno de personalidade narcisista percebe essas atitudes, mas podem não saber o que dizer ou como reagir.</p>
<p>Veja alguns dos principais comportamentos de pessoas narcisistas:</p>
<p><strong>1 – Mania de grandeza:</strong></p>
<p>A mania de grandeza se manifesta de múltiplas formas, como gabar-se de posses e sucessos, tratar os outros com rispidez, dar ordens aos outros constantemente, não dividir créditos de projetos coletivos, tomar decisões visando somente o próprio bem-estar e destratar quem não lhe bajula.</p>
<p>No ambiente de trabalho, chefes com mania de grandeza podem exigir muito dos profissionais, tratá-los com rudez quando não correspondem às suas expectativas e colocá-los em situações difíceis para que eles se sintam bem consigo mesmos.</p>
</div>
<p><strong>2 – Necessidade de chamar atenção:</strong></p>
<p>Pessoas narcisistas precisam se colocar sempre no centro das atenções. Elas comentam com frequência sobre as suas conquistas profissionais, experiências memoráveis e qualidades, bem como o que compraram recentemente e seus respectivos valores. Durante essas conversas, elas demonstram pouco interesse na vida dos outros, a menos que seja alguém importante e que possa ajudá-las de alguma forma. Basicamente, tentam mostrar o quanto são interessantes, inteligentes e bem-sucedidas.</p>
<p><strong>3 – Falta de empatia:</strong></p>
<p>A dificuldade para ter empatia é uma das principais características do transtorno de personalidade narcisista. Por não conseguirem se colocar no lugar do outro, pessoas narcisistas não conseguem entender as críticas feitas ao seu comportamento ou determinadas atitudes ou palavras ditas. Assim, elas magoam os outros sem perceber, tendo dificuldade para formar relacionamentos duradouros.</p>
<p><strong>4 – Insegurança:</strong></p>
<p>O comportamento que esbanja imponência é normalmente uma fachada para a insegurança. Quando a pessoa narcisista não recebe a atenção necessária para se sentir valorizada ou saber se está no caminho certo, ela fica insegura. Assim, precisa fazer algo para ganhar a admiração dos outros, e as suas atitudes podem parecer forçadas ou estranhas. Por exemplo, ela pode se convidar para eventos onde acredita que estará entre pessoas de status social elevado.</p>
<p><strong>5 – Manipulação:</strong></p>
<p>Pessoas narcisistas manipulam quem está ao seu redor para que as situações saiam conforme o planejado por elas. Mas, seus esforços, no entanto, nem sempre dão certo. A manipulação tende a ser mais efetiva quando os outros aceitam a posição de inferioridade e, assim, a pessoa narcisista se aproveita da vulnerabilidade alheia.</p>
<p>Entre as táticas usadas para manipular os outros estão: fazer o outro se sentir especial para que ele abaixe a guarda e depois bombardeá-lo de questionamentos sobre o seu potencial; chantagem emocional para incitar culpa; duvidar da capacidade do outro, levando-o a duvidar de si mesmo; e ser passivo-agressivo, demonstrando afeição e depois hostilidade e e que possa ajudá-las de alguma forma. Basicamente, tentam mostrar o quanto são interessantes, inteligentes e bem-sucedidas.</p>
<p><strong>6 – Se fazer de vítima:</strong></p>
<p>É igualmente comum as pessoas narcisistas se fazerem de vítima para conseguirem o que desejam, ou quando fazem algo errado e recebem críticas por isso. Elas podem fazer teatros emocionais, como forçar o choro, exibir uma postura de derrota para despertar simpatia e reclamar constantemente de como estão sofrendo e de como a vida é injusta.</p>
<p>Quem desconhece os comportamentos narcisistas, acaba ficando com pena e se oferece para ajudar ou para escutar o lado da pessoa narcisista. Como ela discorre sobre os acontecimentos como se os outros estivessem errados e não ela, o indivíduo acredita nela e lhe concede a validação necessária.</p>
<p><strong>7 – Culpar os outros pelo problema:</strong></p>
<p>O narcisista acredita ser incapaz de cometer erros, então os outros são sempre os errados. Mesmo quando outras pessoas apontam a sua responsabilidade nos problemas, ele ignora e encontra um jeito de culpar o outro. Isso pode levá-lo a confrontar os indivíduos que o apontaram como culpado da situação e difamá-los para que a sua narrativa se sobressaia. Quando ele se arrepende de ter tomado uma decisão, a pessoa narcisista também joga a responsabilidade da sua infelicidade no outro.</p>
<p><strong>8 </strong><strong>– Sensibilidade às críticas:</strong></p>
<p>Embora o narcisista pareça ter confiança e autoestima elevada, ele pode estar sempre à espera de repreensões. Não suporta críticas, mas, por temer recebê-las, passa muito tempo pensando na possível reprovação que receberá de terceiros. Deste modo, responde mal a comentários inócuos. Na frente dos críticos, explode de raiva ou entra na defensiva, atacando quem o criticou como se tivesse ouvido uma ofensa. Já no particular, remói as críticas, duvida de si mesmo e pensa no que pode fazer para ser validado.</p>
<p>Familiares e cônjuges de narcisistas aprendem rapidamente a não repreender as pessoas narcisistas por comportamentos inadequados para evitarem serem feridos.</p>
<h4><strong>Como reagir aos comportamentos narcisistas?</strong></h4>
<p>Ao identificar alguns dos comportamentos narcisistas vistos acima em alguém com quem você precisa conviver, você pode tomar as seguintes atitudes:</p>
<ul>
<li>Não leve comentários desagradáveis para o lado pessoal. A pessoa narcisista é assim com todos, então não se sinta menosprezado ou inferior;</li>
<li>Responda com firmeza, mas evite hostilidade. Não levante a voz ou faça xingamentos. Simplesmente seja assertivo, mostrando que suas necessidades também precisam ser respeitadas;</li>
<li>Não tenha medo de dizer quando o narcisista estiver errado;</li>
<li>Se o narcisista colocou uma dúvida em sua cabeça, busque informação para encontrar a resposta certa e confronte-o com suas descobertas;</li>
<li>Ignore atitudes que busquem chamar atenção; e</li>
<li>Evite confrontos. O narcisista raramente admite estar errado e pode tomar atitudes inesperadas para mostrar que você é o vilão da história. Poupe-se desse estresse e viva a sua vida.</li>
</ul>
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<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>Responsabilidade afetiva: o que é e como reconhecer a falta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Nov 2021 19:16:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Conceito trata da honestidade e transparência nas relações, sejam elas amorosas ou não. O que é responsabilidade afetiva: A responsabilidade afetiva diz respeito à honestidade e transparência em uma relação. Significa se responsabilizar pelo que se provoca no outro &#8211; não pela idealização que a pessoa cria, mas pela forma como você está passando aquilo que deseja. A&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Conceito trata da honestidade e transparência nas relações, sejam elas amorosas ou não.</p>
<h3><strong>O que é responsabilidade afetiva:</strong></h3>
<p>A responsabilidade afetiva diz respeito à honestidade e transparência em uma relação. Significa se responsabilizar pelo que se provoca no outro &#8211; não pela idealização que a pessoa cria, mas pela forma como você está passando aquilo que deseja.</p>
<p>A pessoa responsável afetivamente deve ser ética, agir de acordo com a sua real intenção, sem manobras de poder deliberadas. Assim, responsabilidade afetiva nada mais é que ter consideração tanto com os próprios sentimentos e intenções quanto com os da outra pessoa, além de ter a capacidade de agir com clareza conforme esses sentimentos e intenções emergem.</p>
<p>Colocar-se no lugar da outra pessoa, ou seja, ter empatia, está conectado com a responsabilidade afetiva. <span id="more-2369"></span>isso é importante para não alimentar sentimentos na outra pessoa somente para sentir-se bem quando você sabe que suas intenções não são as mesmas que as do outro.</p>
<p>A capacidade de se colocar no lugar do outro já aciona cuidados com as ações. E ser empático é isso, pensar no impacto que o que eu falo e faço causa na outra pessoa.</p>
<p>Embora a associação mais comum da responsabilidade afetiva seja com relacionamentos amorosos, essa não é a única esfera que na qual ela é importante. É interessante trazer esse conceito para todas as nossas relações: namoro, amizade, família, entre outros.</p>
<h3><strong>Como reconhecer a falta de responsabilidade afetiva:</strong></h3>
<p>Onde não houver empatia e respeito é o lugar que se reconhece a falta de responsabilidade afetiva. Se alguém te diminui dentro de uma relação apenas para se sentir melhor, este também é um lugar de falta de responsabilidade afetiva.</p>
<h3><strong>Responsabilidade afetiva e reciprocidade afetiva:</strong></h3>
<p>A responsabilidade afetiva e a reciprocidade são conceitos diferentes que não devem ser confundidos. Na responsabilidade afetiva, você mostra seu real interesse e age em coerência com seus sentimentos. Comunica suas intenções e expectativas claramente, de forma responsável &#8211; daí o termo.</p>
<p>Já na reciprocidade, você corresponde ao sentimento de outra pessoa. Muitas vezes, a expressão é utilizada para descrever a situação em que duas (ou mais pessoas) partilham do mesmo sentimento, na mesma intensidade.</p>
<p>É possível tratar as pessoas com quem se relaciona de uma boa maneira, sem ter o mesmo sentimento ou a mesma intensidade recebida. Não somos obrigados a sentir a mesma coisa, mas devemos respeitar os sentimentos, tanto os seus quanto os do outro.</p>
<p>É importante frisar a cautela para que não se tome qualquer &#8220;não correspondência&#8221; em uma relação como falta de responsabilidade afetiva. A idealização do outro não deve ser responsabilidade da pessoa.</p>
<h3><strong>Situações que pedem por responsabilidade afetiva:</strong></h3>
<p>Nas relações de amizade, a responsabilidade afetiva pode ser aplicada de diversas formas, algumas até mesmo complexas. Demonstrar um tipo de carinho, interesse, presença ou se tornar um porto seguro para a pessoa sem que deseje ser de fato, pode vir a causar dificuldades para o outro &#8211; configurando uma irresponsabilidade afetiva.</p>
<p>Também é possível ter responsabilidade afetiva no sexo casual, por exemplo. Nele, você pode realizar seu desejo de sexo sem compromisso, mas com consentimento da outra pessoa e sem ferir ou tolher os desejos dela.</p>
<p>Outro exemplo seria uma relação em que você não tem interesse de namorar e percebe as expectativas da outra pessoa. Sabendo que o sentimento e desejo não são recíprocos, é importante comunicar isto de forma empática, para não criar falsas esperanças no outro apenas para alimentar sua autoestima de alguma forma.</p>
<p>Se eu sei que a minha intenção é, exclusivamente, transar com uma pessoa, eu não devo prometer coisas que não intuo cumprir. Não pergunto nada do tipo &#8216;onde iremos passar o Ano Novo?&#8217;, sendo que passar esse período com a pessoa não é minha real intenção.</p>
<p>De maneira geral, é fundamental desenvolver uma comunicação assertiva dentro de qualquer relação afetiva, assim como ter consciência sobre onde você se encontra na relação e o que você deseja dela.</p>
<h3><strong>Como ter mais responsabilidade afetiva</strong></h3>
<p>Não existem formas de racionalizar a responsabilidade afetiva em tópicos, porém trouxemos algumas reflexões essenciais para quem deseja ser responsável afetivamente. Confira os pontos a seguir:</p>
<p><strong>1 &#8211; Comunique-se bem:</strong></p>
<p>Seja claro naquilo que deseja ou sente pelo outro. Apenas dessa forma é possível entender onde os sentimentos de cada um se encontra e refletir se a forma como se age deve ser modificada.</p>
<p><strong>2 &#8211; Verbalize suas insatisfações:</strong></p>
<p>Falar sobre aquilo que você discorda também compõe a responsabilidade afetiva, porque, uma vez que a pessoa não se faz entender, o incômodo pode afetar o status da relação. O distanciamento que, muitas vezes, ocorre pode não ser compreendido pela outra pessoa, que sente uma mudança repentina no comportamento.</p>
<p><strong>3 &#8211; Tenha autoconhecimento</strong></p>
<p>Ter consciência de si mesmo é a primeira prática a ser seguida por quem deseja se responsabilizar por qualquer coisa na vida. Quanto mais a pessoa se doa e tem um relacionamento saudável consigo mesma, mais ela consegue levar isso para fora, compreendendo seus processos, suas ações e, claro, aquilo que deseja.</p>
<p><strong>4 &#8211; Cuidado com o individualismo excessivo</strong></p>
<p>Um dos principais pontos para ter responsabilidade afetiva é evitar o individualismo em excesso (ou pensar exclusivamente em si o tempo todo), sem conseguir estabelecer empatia o suficiente pela situação do outro.</p>
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<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>Precisamos falar sobre o luto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Apr 2021 18:52:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A sensação de perda, acirrada pela pandemia, pode (e deve) emprestar novo sentido ao que fazemos da vida Vínculos rompidos O luto é um processo natural, desencadeado pelo rompimento de um vínculo. A gente acumula vários deles ao longo da vida, uns pequenos, outros maiores. Estima-se que uma pessoa vivencie de 20 a 25 experiências&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sensação de perda, acirrada pela pandemia, pode (e deve) emprestar novo sentido ao que fazemos da vida</p>
<p><strong>Vínculos rompidos</strong></p>
<p>O luto é um processo natural, desencadeado pelo rompimento de um vínculo. A gente acumula vários deles ao longo da vida, uns pequenos, outros maiores. Estima-se que uma pessoa vivencie de 20 a 25 experiências de perda – e não apenas aquelas ligadas à morte. Mudança de país ou de cidade, divórcio, amputação, infertilidade, aborto, síndrome do ninho vazio, e por aí vai. Quem nunca passou por isso ainda vai passar, essa é a única certeza. Cabe a cada um de nós fazer suas escolhas, de modo a aprender com esses episódios de luto.</p>
<p><strong>A ideia da finitude</strong><span id="more-2197"></span></p>
<p>É muito perturbador pensarmos na finitude, na perda de pessoas que amamos. Quando você enfrenta isso, naturalmente começa a cultivar uma reflexão sobre como está vivendo e o que pretende fazer até morrer, de preferência bem velhinho. Como está a qualidade dos seus vínculos? Das suas relações afetivas? Está trabalhando em um lugar que o intoxica? Está pondo em prática seus sonhos? Com a perspectiva do fim, passamos a olhar a vida de modo diferente. Falar da morte é, portanto, falar da vida. Quando assimilamos o luto e passamos a entender o que estamos vivenciando, surge a possibilidade de fazermos escolhas melhores a partir daí. Escolhas mais maduras, mais lúcidas e conscientes.</p>
<p><strong>Baixas na pandemia</strong></p>
<p>A pandemia provoca uma sobreposição de perdas: de liberdade, de autoestima, financeira, de projetos. Somem-se a isso a distância física das pessoas e a notícia aterradora dos óbitos diários, numerosos. Estudos dão conta de que, em média, cinco pessoas são impactadas pela morte de alguém. Sistemas familiares devem se reorganizar diante do desaparecimento de um parente e os sobreviventes assumem novos papéis. Quem vai ser a mãe que se foi, quem vai cuidar de crianças que ficaram órfãs? O Brasil já superou as 350 .000 mortes por Covid-19, ou seja, temos mais de 1.750.000 pessoas enlutadas. É um dado impressionante, que precisa inclusive ser levado em conta na elaboração de políticas públicas. Como as escolas e as empresas vão lidar com essa dor tão aguda na volta à rotina. Professores e demais educadores estão preparados para receber um aluno que perdeu o pai, a mãe ou um irmão?</p>
<p><strong>Tempo de fragilidade</strong></p>
<p>Humanos diante de uma ameaça desconhecida ficam vulneráveis, frágeis, têm necessidade de serem cuidados. O problema é que, no momento, ninguém no mundo consegue desligar essa ameaça. Não há um cientista, um líder mundial, um político no Brasil que possa dizer “vai dar certo” ou “vai acabar em breve”. Essa imprevisibilidade é desorganizadora. Como vou viver a partir de agora? Onde vou me sentir seguro? Qual é o impacto disso na minha vida? Essas questões de hoje são as mesmas que brotam no luto.</p>
<p><strong>O desafio nas empresas</strong></p>
<p>Não existia, até pouco tempo atrás, espaço de validação e compreensão das dores do luto na sociedade, muito menos nas empresas. A sociedade exige um nível de felicidade incompatível com a condição humana. Desse modo, o luto, que não é doença, pode evoluir para uma depressão, para um burnout (esgotamento). Não é responsabilidade exclusiva das organizações. As pessoas carregam suas dores, mesmo escondidas, e reagem de formas variadas, mas o mundo corporativo pode potencializar o mal-estar.  É preciso humanizar o ambiente. Em uma empresa que estende a mão ao funcionário na hora do sofrimento, ele devolve com um salto grande em produtividade e engajamento. Isso é muito potente.</p>
<p><strong>Outra epidemia </strong></p>
<p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil já é o país da América Latina com a maior porcentagem de vítimas de depressão, perto de 6% da população. Isso impacta no número de demissões voluntárias, no de afastamentos e nos gastos com planos de saúde. Agora que o mundo parou podemos aproveitar para rever valores no trabalho e em casa. A palavra da vez é “cuidado”. Precisamos desenvolver a cultura do cuidado.</p>
<p><strong>Viver a despedida</strong></p>
<p>Não há como se preparar para o luto. Algumas pessoas que têm mais facilidade para entrar em contato com as próprias dores costumam se sair melhor. A circunstância da morte também faz diferença. Tudo o que envolve vítimas de Covid-19, do isolamento no hospital ao velório com pouca gente e caixões fechados, é fator de stress. O ritual tem a importante função de dar concretude à morte. Quando a despedida não é como o esperado, abre-se espaço para fantasias, dúvidas. Qual foi o último desejo do meu pai? O último abraço, quem deu? O surgimento de questões como essas é prejudicial para o processo do luto.</p>
<p><strong>Sobre empatia</strong></p>
<p>A acepção mais usual de empatia, de se colocar no lugar do outro, não cabe no luto. É impossível se pôr no lugar de uma mãe que perdeu o filho, a não ser, claro, que você tenha vivido essa mesma experiência. No entanto, do ponto de vista do profissional de saúde, ou de uma rede de apoio, na escola ou na empresa, dá para manifestar interesse genuíno em ajudar. Empatia, nesse caso, é se comprometer com a dor do outro. Você não vai sentir o que ele está sentindo, mas vai ser capaz de ajudar, mostrando-se disposto a tirá-lo desse sofrimento. A crise impôs uma imensa oportunidade de reflexão.</p>
<p><strong><em>&#8220;A elaboração do luto significa se colocar em contato com o vazio deixado pela perda do que não existe mais, valorizar a sua importância e suportar o sofrimento e a frustração que comporta a sua ausência</em></strong><strong>.&#8221;</strong> (Jorge Bucay)</p>
<p>Espero que essa leitura tenha lhe trazido, de alguma maneira, um novo pensamento, conhecimento ou despertado seu interesse em entender melhor o luto e como lidar com ele. Se lhe ajudou, pode ser que ajude mais pessoas, então compartilhe-o com seus amigos e familiares! Grande abraço!</p>
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		<title>Suicídio: Precisamos falar disso!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Aug 2017 08:00:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não raro temos ouvido notícias de pessoas, principalmente adolescentes, que cometem suicídio. A palavra ‘suicídio’ está tornando-se, infelizmente, frequente e clichê. Muito mais triste que o sofrimento em si, é a interrupção de uma vida, que poderia com certeza beneficiar a tantos enquanto presente, incluindo o seu próprio crescimento e amadurecimento. Ainda mais triste e&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Não raro temos ouvido notícias de pessoas, principalmente adolescentes, que cometem suicídio. A palavra ‘suicídio’ está tornando-se, infelizmente, frequente e clichê.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito mais triste que o sofrimento em si, é a interrupção de uma vida, que poderia com certeza beneficiar a tantos enquanto presente, incluindo o seu próprio crescimento e amadurecimento. Ainda mais triste e doloroso é constatar que <span id="more-781"></span>essa interrupção foi uma escolha do próprio indivíduo.</p>
<p style="text-align: justify;">O que leva alguém a optar pela morte? Se isso fosse uma proposta de exercício, o que você, leitor(a) acredita que seja motivo o suficiente para cometer tal ato contra si mesmo(a)? O que o (a) faria fazer isso? Forma obscura de olhar para essa questão não é mesmo? Chega a assustar só de pensar&#8230; Ou nem tanto assim?!</p>
<p style="text-align: justify;">Se o sofrimento é subjetivo, ou seja, cada um sofre de uma forma diferente e por motivos particulares, o que levaria alguém a sentir um sofrimento tão grande a ponto de achar que a única saída é deixar de existir? Alguns responderiam que seria após ter vivido um episódio violento, outros diriam que poderia ser por solidão, ou baixa autoestima, ou por cometer um erro tão grande que o arrependimento fosse insuportável&#8230; E por aí vai&#8230; Mas, na realidade, há outra maneira totalmente reversa de refletir sobre o suicídio e que, provavelmente pode ser uma novidade para você!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Suicídio como consequência:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Primeiramente há um fator que muitos confundem: que é a vontade de morrer versus a vontade de querer que o sofrimento ou o problema cesse. Alguns suicidas se deparam na vida com situações e problemas tão complexos e sem resposta, que se sentem minúsculos e incapazes de reverter sua realidade, e isso por si só já os faz acreditar que aquele contexto não mais se resolverá, e que por isso, e por ele (a) ser “incapaz” de solucionar esse cenário atual, é melhor desistir da vida. Nesse caso o suicídio foi provocado primeiramente por situações externas que se configuraram na vida da pessoa e, ao internalizar toda a problemática ao seu redor, o sofrimento e a desistência de si mesmo foi o resultado da equação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Suicídio como fuga ou uma maneira de parar a dor:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Outra forma de buscar compreender o suicídio é quando não importa o contexto, o cenário em que se vive, nem as pessoas com quem se relaciona, a pessoa está internamente deprimida, sentindo-se vítima e algoz ao mesmo tempo. Mesmo que seu mundo seja (de fato) ‘cor de rosa’ e repleto de motivos aparentemente suficientes para fazê-la viver ‘satisfeita’, é como se ela vestisse óculos cujas lentes a faz enxergar tudo cinza e desfavorável, repleto de negatividade, insatisfação. Essa pessoa está deprimida, seu sistema nervoso central está inclusive colaborando para que se sinta assim e suas percepções, sensações, emoções, ações etc.. passam a seguir esse comando, um comando doente. Se for alguém que faz uso de drogas então, a situação se potencializa perigosamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que o suicida pensa na verdade:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Voltando ao que foi colocado anteriormente, e que para alguns pode ser novidade, o suicídio, em seus diversos contextos, é enxergado como solução, como alívio, como uma forma de fazer as dores e o sofrimento pararem. Essa é a ótica do suicida. De que tudo vai se resolver, basta ele não estar mais presente.</p>
<p style="text-align: justify;">O que não é levado em consideração por nenhum deles, haja visto que o sofrimento ocupa todo seu campo de visão, é de que a morte encerrará tudo: o que é ruim e o que é ou pode ser bom. Os problemas e as soluções, afinal suicídio não soluciona nada, apenas agrava (E MUITO) qualquer situação. Quem conhece a situação de perto saberá dizer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como as pessoas tem enxergado o suicídio:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tem pessoas que enxergam o suicídio inclusive como um ato egoísta, de alguém que só pensou em si mesmo e na sua dor, não levando o sofrimento dos outros em consideração ao tomar essa decisão de ‘ir embora’. Enquanto que o suicida alegaria que está enxergando o oposto: sua ausência irá cessar o sofrimento de outras pessoas. Será?</p>
<p style="text-align: justify;">Outros acreditam que suicidar-se é um ato de fraqueza, de fragilidade, de alguém que não foi ‘forte o suficiente’ para aguentar os ‘trancos’ da vida e que sentia-se vítima de tudo. Essa é, na nossa opinião, a pior ótica de todas, pois assim como o sofrimento, ‘fragilidade’ e fraqueza’ são termos extremamente subjetivos e que para cada pessoa pode significar algo diferente. E esse nem é o ponto que nos chama mais atenção&#8230; Para ser capaz de se matar, é porque na realidade, a pessoa esgotou suas forças, e não porque não foi forte! Ela esgotou as possibilidades, foi forte, enquanto pôde. Ela pode ter optado por sua própria morte, mas não deixou de ser forte por conta disso. E cá entre nós, para conseguir tirar a própria vida, exige-se muita coragem e motivação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Visão das autoras:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não somos sempre vítimas de nossa realidade, pois quem as causa na maior parte das vezes somos nós mesmos. Contudo, somos imperfeitos, somos problemáticos, não temos força e inteligência para fazermos tudo sozinhos, e existem pessoas que se sentem e de fato, estão completamente (e infinitamente) sós nesse mundo, precisando ser enxergadas, amadas e cuidadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, preferimos infinitamente buscar compreender, ler nas entrelinhas, ouvir o que não é dito, perceber o que não é feito e tentar, com todas nossas forças, exercer a compaixão e o amor pelas pessoas, ao invés de colocar uma venda nos olhos negando a oportunidade que temos a todo instante, de mudar essa estatística do suicídio. Nossa realidade tem muito de nós e muito dos outros, mas também é feita de todos nós juntos. Se um adoece, todos estamos adoecendo junto, afinal somos um sistema, funcionamos em rede.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale a pena sempre nos lembrarmos da máxima: “Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você”. Não esqueça, não ignore sinais, não diminua, não culpe ou julgue o sofrimento alheio. Tente ter o máximo de empatia e compaixão. Comece com um sorriso, com um suspiro, com um passo e no seu ritmo, a construir um mundo melhor para se viver.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autora: Natália Ceará &#8211; Psicóloga, Palestrante &amp; Criadora do curso Autêntica-Mente</strong>, cujo intuito é que você performe com autenticidade na vida e na carreira. Estruturado a partir de mais de 13 anos de experiência (como profissional autônoma e celetista) e que utiliza ferramentas e técnicas de autoconhecimento e  inteligência emocional para garantir resultados sólidos e mensuráveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contatos:</strong> (19) 98456-5566 (Whatsapp disponível de segunda á sexta das 09h às 19h) ou pelo e-mail nataliacceara@gmail.com<br />
<strong>Mídias:</strong><br />
Instagram: @natceara<br />
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/nat%C3%A1lia-cear%C3%A1-a3419330/</p>
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		<title>Vamos falar de Empatia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jun 2017 23:15:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Empatia: do português simples &#8220;calçar os sapatos do outro e entender como foi sua caminhada&#8221;, não é assim tão fácil de entender e muito menos de praticar! A maioria das pessoas apenas reconhece ou identifica o que outro sente&#8230; Você pode até entender o porquê da pessoa sentir-se de certa forma, mas, enquanto aquilo não&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Empatia: do português simples &#8220;calçar os sapatos do outro e entender como foi sua caminhada&#8221;, não é assim tão fácil de entender e muito menos de praticar!</p>
<p style="text-align: justify;">A maioria das pessoas apenas reconhece ou identifica o que outro sente&#8230;<span id="more-732"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-736 size-full" src="http://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2017/06/emoções.jpg" alt="emoções" width="600" height="283" /></p>
<p style="text-align: justify;">Você pode até entender o porquê da pessoa sentir-se de certa forma, mas, enquanto aquilo não fizer 100% de sentido em sua mente e você não passar a sentir e enxergar o problema exatamente da mesma maneira que seu interlocutor, sinto lhe dizer meu caro ou minha cara, mas você não está sendo empático(a), apenas simpático(a). <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-735" src="http://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2017/06/empatia.jpg" alt="empatia" width="350" height="350" /></p>
<p style="text-align: justify;">Aiaiai&#8230;Então por onde começar?! Comece por você! Conforme dito em nosso artigo <a href="http://bemvivermais.com/2017/06/10/a-imensa-aventura-do-conhecer-te-a-ti-mesmo-sera-que-voce-esta-prontoa/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;A Imensa Aventura do Conhecer-te a Ti Mesmo&#8221;</a>, o autoconhecimento é fator fundamental para um bom desenvolvimento de empatia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nesse artigo dissemos: </strong></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>A partir do momento que sabemos como de fato somos e funcionamos, automaticamente aumentamos nosso quociente de <a href="http://bemvivermais.com/2016/09/16/inteligencia-emocional-como-equilibrar-razao-e-emocao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">inteligência emocional</a>, pois teremos maior controle do nosso pensar, sentir e consequentemente do nosso agir. Essas habilidades nos deixam mais realistas, mais <span style="text-decoration: underline;">empáticos</span> e menos reféns de nossas emoções e traumas, levando-nos a reagir de maneira muito mais adequada e racional às diferentes dificuldades e questões do dia a dia, também facilitando o relacionamento com todos a nossa volta, pois, <strong>uma vez que nos conhecemos e nos deciframos, faremos o mesmo com nossos semelhantes, muito mais facilmente que antes.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resumindo:</strong> Quando me conheço mais e melhor, sou capaz de fazer o mesmo pelos outros. &#8220;E no que a empatia pode me ajudar?&#8221; Vamos falar melhor disso agora:</p>
<h3 style="text-align: justify;">Algumas vantagens da empatia (devem existir mais, mas acredito que essas sejam as principais):</h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>Facilita em seus relacionamentos:</strong> uma vez se colocando no lugar do outro e buscando entender e viver o que ele está vivendo segundo sua ótica e sua forma de enxergar o mundo, passamos a nos conectar com o universo daquela pessoa e, portanto, a viver de acordo com sua realidade. Isso nos faz entender melhor os motivos dela se sentir como sente e fazer o que faz, ou falar o que fala. Você se torna capaz de &#8216;sentir junto&#8217; e não apenas de entender que o outro está triste, alegre, com raiva etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhora seu autoconhecimento e seu grau de inteligência emocional:</strong> Conforme dissemos acima, sabendo reconhecer e sentir o que os outros sentem, também podemos exercitar tudo isso com a gente mesmo, ou seja, além de experienciar nossos sentimentos, começamos a entender o que nos leva a agira de determinada forma e acharmos explicações plausíveis e adequadas do por quê somos como somos. Aquilo que parecia mania, &#8216;jeito de ser&#8217;, passa a ser desmistificado, decodificado, descriptografado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Aprimora sua visão de mundo e diminui seu julgamento:</strong> A partir do momento que tudo que descrevemos acima acontece, seu olhar perante ao comportamento humano e cada situação em que você é colocado ou se coloca, passa a ser mais analítico, profundo e verdadeiro. Um olhar com menos julgamento e mais curiosidade, com mais cautela e sensibilidade e menos rótulos ou estereótipos, enfim, a mente se abre a milhões de novas possibilidades e realidades que não aquelas que você havia aprendido e deduzido até hoje.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Algumas desvantagens da empatia:</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>Encontrar a medida certa:</strong> Em determinados momentos, precisamos entender que o fato de optarmos em não nos envolver na dor ou no problema do outro, não significa que não somos empáticos, nem que estamos sendo egoístas. Por ser psicóloga, preciso da empatia nos meus atendimentos, porém com o intuito de realizar uma análise eficiente do caso, através de uma escuta terapêutica para realizar a melhor intervenção e tomar as medidas mais adequadas e apropriadas a cada caso. Esse grau de empatia precisa ser alto contudo neutro e eficiente. Não posso, como pessoa, me deixar envolver profundamente pelo sentimento e pela experiência do paciente, pois assim, passarei a vivenciar o problema, ao invés de analisá-lo e traduzi-lo para o lado terapêutico. Já todas as pessoas que não atuam na área da saúde, ser empático pode ser uma escolha, a habilidade vem em primeiro lugar, mas nós também temos o direito de não querer nos envolver na realidade de alguém em determinados momentos. A escolha pelo não envolvimento não implica em dizer que você não tem empatia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sensibilidade exacerbada&#8230;Quando que faz mal? </strong>Ter sensibilidade é necessário e importante às relações humanas, e a empatia começa com a sensibilidade, mas após sentir e compreender o que outra pessoa está vivendo, temos que resolver o que fazer com isso e, após, nos afastar e tomar conta também do que é nosso. Sem esse juízo, passamos a nos envolver mais e mais até um ponto em que não sabemos mais se determinado sentimento é do outro ou nosso ou por que estamos agindo daquela maneira. Pode ser que você passe a sofrer demais, querendo resolver todos os problemas que passam em sua frente e isso obviamente o levará a um grande desgaste, piorando sua qualidade de de vida em bem estar, quando, na verdade, o intuito era apenas ajudar pontualmente, mostrar que se importa e passar uma sensação de zelo e de carinho para com o outro. Já sentiu isso alguma vez? Que se envolveu mais do que deveria? Leia nosso artigo sobre <a href="http://bemvivermais.com/2017/06/20/sera-que-voce-e-hipersensivel/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Hipersensibilidade</a>, lá você encontra muitas respostas às suas dúvidas e aflições!</p>
<p style="text-align: justify;">Quer aprender mais?! Então veja nossa <a href="http://bemvivermais.com/videos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Galeria de Vídeos!</a> Está repleta de boas opções para você que prefere aprender com um vídeo, com uma entrevista ou história! Volte sempre! Grande abraço!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autora: Natália Ceará &#8211; Psicóloga, Palestrante &amp; Criadora do curso Autêntica-Mente</strong>, cujo intuito é que você performe com autenticidade na vida e na carreira. Estruturado a partir de mais de 13 anos de experiência (como profissional autônoma e celetista) e que utiliza ferramentas e técnicas de autoconhecimento e  inteligência emocional para garantir resultados sólidos e mensuráveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contatos:</strong> (19) 98456-5566 (Whatsapp disponível de segunda á sexta das 09h às 19h) ou pelo e-mail nataliacceara@gmail.com<br />
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		<title>Será que você é hipersensível?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jun 2017 11:50:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sentimentos exacerbados, dores amplificadas, mente borbulhante, angústia com o que não lhe diz respeito, intuição aguçada, espontaneidade inocente. Talvez você também seja um hipersensível. Quando entra em um ambiente onde as pessoas não estão bem, fica mal sendo que a sensacão desagradável se mantem impregnada em você durante periodo de tempo excessivo? Um simples comercial&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sentimentos exacerbados, dores amplificadas, mente borbulhante, angústia com o que não lhe diz respeito, intuição aguçada, espontaneidade inocente. Talvez você também seja um hipersensível.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando entra em um ambiente onde as pessoas não estão bem, fica mal sendo que a sensacão desagradável se mantem impregnada em você durante periodo de tempo excessivo? Um simples comercial de TV te faz chorar? Costuma sentir em si mesmo o que o outro está sentindo? Facilmente se comove com a dor alheia? <span id="more-2492"></span>Grandes catástrofes e desgraças do mundo te afetam além do que seria visto como normal? Se a maioria ou todas suas respostas foram positivas, então você faz parte dos Humanos Hipersensíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O que se pode entender sobre este tipo de pessoas? Até que ponto é bom e saudável ser deste modo e até que ponto sensíveis demais podem prejudicar a si mesmos? O que fazer ao se identificar hipersensível? E como ajudar pessoas neste padrão de funcionamento?</p>
<p style="text-align: justify;">Se não formos uma pessoa hipersensível, com certeza, estaremos cercados por algum. As pesquisas mostarm que 20% da populacão o é. Para um hipersensível, diagnosticar-se como tal é algo muito importante. Na verdade, um divisor de águas. Enfim, começamos a nos entender. Não somos exagerados, mimados ou dramáticos, como quase nos fizeram acreditar. Somos dotados de uma característica peculiar e determinante, a qual, por não podermos abrir mão, é necessário que aprendamos a manejar da melhor forma possível.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com o passar do tempo, é difícil chegarmos a uma conclusão exata de quanto da hipersensibilidade é “defeito” (negativo) e do quanto é “qualidade” (positivo). Mas, é o que nos adjetiva, nos compõe, nos impulsiona.</p>
<p style="text-align: justify;">Em razão da sensibilidade exacerbada, a dor, para nós, é &#8211; de fato &#8211; muito mais intensa. Tanto a física, quanto a emocional. A recuperação de uma cirurgia é muito mais penosa e demorada, por exemplo. Os exercícios físicos nos desgastam mais que aos demais. Uma gripe tem o poder de nos incapacitar. Entendemos, então, que não podemos servir de parâmetro para muita coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sentimentos, da mesma forma, são elevados ao cubo. Indiferenças nos entristecem bastante. Grosserias nos destroem. Barulhos excessivos afetam bastante os que sentem demais. Podemos ficar desconcertados com músicas muito altas, máquinas trabalhando ou pessoas gritando.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas coisas que podem não ter grande relevância para a maioria das pessoas, para os hipersensíveis são essenciais, e seria interessante que os que conosco convivem soubessem medir as palavras usadas, lembrar datas marcantes, atentar ao tom de voz, repetir elogios e evitar estressores desnecessários.</p>
<p style="text-align: justify;">Os hipersensíveis evitam conflitos ao máximo. Não apenas os que os envolvem, mas qualquer conflito. Presenciar uma agressão entre estranhos, por exemplo, pode os fazer sentir muito mal. Sentindo os golpes quase como se fossem dados neles.</p>
<p style="text-align: justify;">Presenciar injustiças os faz estremecer. Podem não ter nenhuma relação com a situação, mas não conseguem se manter neutros. Se, por alguma razão, não se envolvem &#8211; de fato &#8211; no ocorrido, certamente ficarão com aquilo na cabeça durante muito tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Empatia também é uma palavra que os define. Moradores de rua, crianças carentes e pessoas doentes os fazem murchar. Ver um animalzinho morrer pode acabar com o dia deles. Até mesmo as tristes e violentas histórias passadas cotidianamente nos noticiários os fazem muito mal. Melhor manter distância.</p>
<p style="text-align: justify;">O sofrimento alheio os atinge diretamente. Faz doer o coração. Querem ajudar a todos que vêem em necessidade. Não entendem como podem viver leve e alegremente em um mundo onde muitos estão passando por grandes dificuldades, das mais diversas ordens. A compaixão, desta forma, é imensa. Às vezes, pode até causar transtornos.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas hipersensíveis podem buscar alívio no álcool ou nas drogas, no sentido de anestesiarem o excesso de percepção e dor causado pela sensibilidade também excessiva. Muitos entram em depressão.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles tem a vantagem, por outro lado, de ficarem bem quando sozinhos. Na verdade, um pouco de solidão é essencial para um hipersensível. Precisam acalmar a mente, colocar a casa em ordem, dar uma aliviada. O silêncio, nesse ponto, é fundamental.</p>
<p style="text-align: justify;">Expressam os sentimentos com mais facilidade do que os demais. Se estão tristes ou emocionados, chorar não é problema. Aliás, choram bastante, às vezes até sem saber exatamente o por quê. Talvez, excesso de informação. É um alívio, uma forma de extravasar o que não cabe mais dentro deles.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da sempre excelente dica de se fazer terapia, é bom ter alguém de confiança para os acompanhar e ajudar nas dificuldades e êxitos. Existem dicas pessoais para lidar com o dia-a-dia e principalmente para diminuir a tensão e ansiedade em relações afetivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, também riem sem fazer cerimônia. Quando algo é engraçado, divertido ou excitante, ora, não há porque reprimir o sentimento. São espontâneos. Se envolvem e se empolgam com facilidade. Às vezes passam por inocentes demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Também são intuitivos e, não raro, captam as emoções e sensações dos ambientes. Sentem quando não são bem vindos, quando a situação é forçada, quando a intenção não é tão boa assim. Deveriam dar mais crédito aos <em>insights</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">São pensadores profundos. A mente, efetivamente, borbulha (ainda que saibam que isso os consome). Procuram explicações, soluções, inovações. O comportamento humano os fascina. A dinâmica da vida – e da morte -, igualmente. Vivem tentando entender o mundo. Buscam o sentido das coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">É trabalhoso. É sofrído. E muitas vezes, exaustivo. Mas é gostoso. É encantador. Na verdade, essencial. Não saberiam viver de outra forma, com outra intensidade. O tom é esse. A hipersensibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Busque ajuda sempre, pois somente se conhecendo ao máximo, você poderá ter um nível maior de qualidade de vida, enxergar maior sentido no que faz e com quem se relaciona, além de estabelecer uma relação mais saudável com o mundo e seu papel nele. E volte sempre ao nosso Blog, pois a cada 10 dias temos novos e interessantes conteúdos ligados à sua saúde emocional! Grande abraço!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">1- Você é um hipersensível?</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://somostodosum.ig.com.br/artigos/psicologia/e-voce-e-um-hipersensivel-11176.html">http://somostodosum.ig.com.br/artigos/psicologia/e-voce-e-um-hipersensivel-11176.html</a></p>
<p style="text-align: justify;">2- Nós, os hipersensíveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://obviousmag.org/divagacoes_em_prosa_e_verso/2015/12/nos-os-hipersensiveis.html">http://obviousmag.org/divagacoes_em_prosa_e_verso/2015/12/nos-os-hipersensiveis.html</a></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>5 dicas para lidar com Mágoas e Ressentimentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Dec 2016 01:55:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>
		<category><![CDATA[mágoa]]></category>
		<category><![CDATA[perdão]]></category>
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					<description><![CDATA[Todos nós, com a convivência, tendemos a acumular mágoas mal resolvidas que se tornam ressentimentos e rancores extremamente desagradáveis, pesados e desnecessários à nossas vidas. Nos ressentimos com as mais diversas situações e, na maior parte das vezes, o outro lado envolvido nem mesmo entendeu ou tem ciência do que nos fez passar, pois aquela&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Todos nós, com a convivência, tendemos a acumular mágoas mal resolvidas que se tornam ressentimentos e rancores extremamente desagradáveis, pesados e desnecessários à nossas vidas. Nos ressentimos com as mais diversas situações e, na maior parte das vezes, o outro lado envolvido nem mesmo entendeu ou tem ciência do que nos fez passar, pois aquela mágoa nunca é exposta.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois é, então como fazer para não deixar essas sensações tão prejudiciais ao nosso desenvolvimento e até mesmo à nossa saúde interferirem no nosso dia a dia e nos nossos relacionamentos?!! Aqui vão algumas dicas que poderão ajudar bastante, ou até mesmo resolver essas questões:</p>
<h3 style="text-align: justify;">1- Esgote possibilidades:</h3>
<p style="text-align: justify;">Segundo Jacques Lacan, famoso estudioso da psicanálise, <strong><em>&#8220;você pode saber o que falou, mas nunca o que outro ouviu&#8221;</em></strong>, portanto, <span id="more-520"></span>se algo &#8220;azedou&#8221; após você ter dito ou ouvido alguma coisa de alguém, procure, antes de mais nada (principalmente antes de reagir com raiva), pensar em tudo que aquilo possa querer dizer, vale até mesmo perguntar a pessoa: &#8220;Como assim?&#8221; ou ou pedi-la para repetir, pois você não entendeu o que ela quis dizer. Dessa forma a pessoa reformulará o que disse, oferecendo-lhe outra versão dos fatos, evitando o que poderia ser uma baita discussão.</p>
<h3 style="text-align: justify;">2- Pratique a empatia:</h3>
<p style="text-align: justify;">Procure sempre entender e viver as situações segundo a ótica e o jeito que o outro adota, pensando em suas condições de vida, seu nível educacional, cultural, sua criação e seu modo de ver o mundo. Isso o ajudará muito a compreender se algo que disse ou ouviu, realmente é motivo para se magoar ou criar um clima desagradável. Algo que ajuda é praticar aquela velha máxima no qual todos desse mundo deveriam seguir: <strong><em>&#8220;Não faça aos outros o que não gostaria que fizesse com você&#8221;. </em></strong>E o contrário também vale, ou seja, se pensarmos como o outro, muitas vezes poderemos chegar a conclusão de que, o que ouvimos, não representa ameaça alguma (se compreendermos a concepção dele das coisas).</p>
<h3 style="text-align: justify;">3- Converse mais, tire suas dúvidas:</h3>
<p style="text-align: justify;">Se as dicas anteriores não forem suficientes, sempre é possível (antes que a conversa ou o relacionamento vá por água abaixo), dialogar, buscando entender as reais intenções ou motivos que fizeram uma determinada pessoa falar ou agir gerando desconforto ou decepção. Jamais saberemos ao certo o que vai na mente e no coração das pessoas (suas reais histórias, opiniões e sentimentos), a menos que perguntemos. Se você é mais tímido e tem dificuldade de tomar iniciativa, pode chegar ao ponto devagar, sem ser tão direto. Comece conversando sobre algo mais comum e que, aos poucos, vá lhe dando certas brechas para chegar no ponto em que se quer. Não é necessário &#8220;encostar ninguém na parede&#8221;, apenas explique seu lado, como tem se sentido e pergunte se foi aquilo mesmo que a pessoa quis dizer, buscando compreensão e justiça.</p>
<h3 style="text-align: justify;">4- O Perdão (interno e externo):</h3>
<p style="text-align: justify;">Se por algum motivo não for possível obter o perdão ou perdoar o outro lado &#8220;ao vivo&#8221; (perdão externo), busque pelo perdão dentro de você, tentando ao máximo compreender que você não precisa mais dessa mágoa ou ressentimento para ser quem é, para ser feliz e completo, pois o que você se tornou hoje não deixa mais espaço para esse tipo de carga, portanto, você estará se libertando e se permitindo não precisar mais dessa sensação para seguir evoluindo e crescendo. Provavelmente, na maior parte das ocasiões, o perdão terá que ser trabalhado dessa forma: internamente. E isto é o mais importante de tudo, pois não adianta nada pedir perdão ou perdoar alguém apenas &#8220;da boca para fora&#8221;.</p>
<h3>5- Policie-se diariamente:</h3>
<p style="text-align: justify;">Procure fazer uma &#8220;varredura&#8221; diariamente no que aconteceu, lembrando-se de todas as conversas e situações no qual vivenciou, pois nem todo mundo deixa claro que se sentiu mal com suas palavras, reações ou atitudes. Se você se deparar com alguma dúvida do tipo: &#8220;será que magoei fulano(a) quando fiz/falei aquilo?!&#8221;, não pense duas vezes!!! Corra até a pessoa, mande um WhatsApp, ligue, enfim&#8230;Arrume uma maneira de voltar ao que houve e verificar se está tudo bem, você pode evitar que uma má impressão torne-se uma mágoa, um rancor e aquela pessoa se ressinta por muito tempo sobre o que aconteceu. O mesmo vale para você. Diga, sempre que possível, o quanto sente-se mal com o comportamento de quem você está se relacionando, contudo, lembre-se de <strong><span style="text-decoration: underline;">se policiar antes</span>,</strong> senão, pode ser que você apenas torne-se um &#8220;reclamão/reclamona&#8221;, sem antes se &#8220;olhar no espelho&#8221;. Fica a dica!</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que este conteúdo tenha lhe sido útil de alguma forma! Se achou esse assunto importante, compartilhe nas suas redes sociais, ajudando outros a conviverem melhor e de forma mais saudável com seus semelhantes. E volte sempre, pois a cada 10 dias temos um novo post recheado de informações bacanas!</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autora: Natália Ceará &#8211; Psicóloga, Palestrante &amp; Criadora do curso Autêntica-Mente</strong>, cujo intuito é que você performe com autenticidade na vida e na carreira. Estruturado a partir de mais de 13 anos de experiência (como profissional autônoma e celetista) e que utiliza ferramentas e técnicas de autoconhecimento e  inteligência emocional para garantir resultados sólidos e mensuráveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contatos:</strong> (19) 98456-5566 (Whatsapp disponível de segunda á sexta das 09h às 19h) ou pelo e-mail nataliacceara@gmail.com<br />
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