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	<title>Arquivo de educação - Bem Viver Mais</title>
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	<description>Psicoterapia Online</description>
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	<title>Arquivo de educação - Bem Viver Mais</title>
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		<title>A Verdadeira Solidariedade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jan 2019 14:42:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Aquele sentimento que bate quando entendemos que o outro merece e precisa que façamos algo ou digamos algo e não interessa exatamente quem seja. Solidariedade não depende de condição financeira, mas sim de altruísmo, de empatia e de percepção do outro como importante, muitas vezes mais do que você em determinados momentos. Pode ser um&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Aquele sentimento que bate quando entendemos que o outro merece e precisa que façamos algo ou digamos algo e não interessa exatamente quem seja.</p>
<p style="text-align: justify;">Solidariedade não depende de condição financeira, mas sim de <span id="more-1105"></span>altruísmo, de empatia e de percepção do outro como importante, muitas vezes mais do que você em determinados momentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode ser um favor que você percebe que deve a sua mãe (e ela não pediu ou exigiu nada), ou pra um irmão, amigo, cunhado ou sogra, enfim qualquer pessoa.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Mas como identificar oportunidades de ser solidário(a)?!</h4>
<p style="text-align: justify;">Um ato solidário pode ser pequeno, desde um simples gesto, um &#8220;bom dia&#8221;, elogio ou sorriso inesperados, até os grandes feitos já muito conhecidos para grandes grupos ou comunidades/instituições carentes, em formato beneficente.</p>
<p style="text-align: justify;">Ser solidário é perceber, em certos momentos da vida, que <strong>você pode fazer mais do que geralmente faz, e que esse feito trará bem estar e conforto para outra (ou outras) pessoas, grupos, animais ou até lugares. E isso pode ocorrer praticamente a qualquer hora do seu dia, semana, mês ou ano!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um exemplo de solidariedade (e nele também se inclui respeito e educação), é deixar as roupas após passar pelo provador da loja, nos devidos cabides, ao invés de tudo revirado para arrumarem depois.</p>
<p style="text-align: justify;">Também pode ocorrer no trânsito, quando se deixa um carro entrar ou passar em sua frente quando este pede ou avisando o motorista sobre uma porta aberta ou um pneu murcho.</p>
<p style="text-align: justify;">Solidariedade está em muitos atos e atitudes que as pessoas não imaginam. Ser educado e ter respeito é uma necessidade (diria até que é uma obrigação de todos) para uma boa convivência entre todos os seres humanos.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Contudo, ser solidário deixa tudo ainda melhor, mais leve e alegre, com uma sensação maior de união, de fortalecimento, além melhorar (e muito), o astral, a energia e o meio ambiente para todos!</h4>
<p>Mas não se engane! Fazer algo de bom para se sentir melhor sem perceber a real importância e impacto disso aos outros, apenas para divulgar ou exibir o que fez, não passa de VAIDADE, de egocentrismo, e estamos cercados de muitos que praticam o &#8220;bem&#8221; dessa maneira, para si próprios apenas. Não caia nessa cilada, não acredite e deposite esperanças e esforços em trabalhos como esses, que nem sequer visam as reais necessidades das pessoas envolvidas. Como já diz o antigo provérbio: &#8220;De boas intenções o inferno está cheio&#8221;. E muitas pessoas tentam fazer algo para ajudar mas estão doentes, estão perdidas em seu propósito e com isso acabam mais prejudicando que auxiliando verdadeiramente.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Que em 2019, além de termos respeito e educação pelos outros, pelo meio ambiente e pelos animais, possamos também aprender a ser, cada dia mais, SOLIDÁRIOS.</h4>
<p style="text-align: justify;">Desejamos a todos que nos acompanham de alguma maneira e leem nossos artigos, que este seja o melhor ano da vida de vocês, com muito aprendizado, saúde, alegria, amor, compaixão, harmonia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Abraços, Bem Viver Mais!</strong></p>
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		<title>Você cria seus filhos para você ou para o mundo?!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2017 19:55:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Pais e Filhos]]></category>
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					<description><![CDATA[Pense na palavra &#8216;negligência&#8217;. Agora vamos retomar o que representa a expressão &#8216;negligência parental ou familiar&#8217;. Muito provavelmente você se lembrará de situações que já viu onde uma criança ou adolescente sofre praticamente um abandono por parte de seus cuidadores (pais ou não), sofrendo e sentindo-se solitária por não receber o amor, a proteção e&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Pense na palavra &#8216;negligência&#8217;. Agora vamos retomar o que representa a expressão &#8216;negligência parental ou familiar&#8217;. Muito provavelmente você se lembrará de situações que já viu onde uma criança ou adolescente sofre praticamente um abandono por parte de seus cuidadores (pais ou não), sofrendo e sentindo-se solitária por não receber o amor, a proteção e a segurança na qual tem direito. Estou certa?!</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, esse significado acima da negligência familiar está correto, contudo, o completo oposto disso, também pode ser considerado um ato de negligenciar filhos e/ou dependentes! <span id="more-852"></span>Aí você me diria&#8230;&#8221;Como assim?! Ficou louca?! E eu respondo: Não! E você entenderá o por quê logo a seguir!</p>
<p style="text-align: justify;">Pense bem: ao superproteger e cercar um filho/filha de extremo cuidado e atenção, será que esse(a) cuidador(a) não estaria, ao invés de poupar e proteger, apenas limitando e impedindo essa criança ou adolescente de experienciar as situações da vida e aprender com elas?!</p>
<p style="text-align: justify;">Ao querer moldar demais a personalidade e as vontades e necessidades de um ser humano em desenvolvimento, acaba-se enfrentando um limiar quase que invisível, uma linha tênue, entre o que seria um acompanhamento saudável do crescimento desse ser junto a seus cuidadores, para uma vivência extremamente incapacitadora.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao querer amparar e proteger demais suas crias, pais e mães, entre demais cuidadores, acabam sufocando seu desenvolvimento natural, no qual é comum (e se espera inclusive) sentir frustração, arrependimento, tristeza, ter decepções etc, pois são com estas experiências que mais aprendemos, assim como, é através dos erros que superamos certas dificuldades e amadurecemos para novas e desconhecidas situações.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao negligenciar tais vivências para a vida de um filho(a), seu preparo para o enfrentamento da vida e do que ocorrerá no mundo e na geração no qual ele(a) vive, estará muito comprometido e defasado, se comparado àqueles que sentiram toda sorte de sentimentos negativos, porém, sabiam que em suas famílias encontrariam abrigo, acolhimento, proteção, respeito e informação.</p>
<p style="text-align: justify;">O carinho e a educação são fundamentais, todavia, é necessário permitir, possibilitar, deixar com que pessoas que estão se desenvolvendo, passem e enfrentem determinados problemas, dificuldades etc, afim de registrarem o que realmente é saudável para elas, ou se aquilo é algo que se deve, a partir daquele momento, ser evitado ou feito de outra maneira. Em outras palavras, quando estamos crescendo, precisamos experienciar as coisas a partir de nossa ótica em determinados momentos, entendendo as causas e consequências (ou impactos) de nossas escolhas e atitudes por nós mesmos.</p>
<p style="text-align: justify;">Você provavelmente já deve ter ouvido de alguma pessoa (provavelmente alguém mais velho), aquela velha máxima: &#8220;nossas experiências de nada adiantam para o outro&#8221;. Podemos aconselhar, explicar e isso até evita muitos problemas e constrangimentos, no entanto, na maior parte das vezes, o ser humano sente-se impelido a experimentar certas coisas, mesmo que já tenha sido alertado a respeito daquilo.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquela famosa curiosidade e interesse em fazermos as coisas à nossa maneira, originalmente, sendo autênticos e espontâneos. Nesses nossos rompantes de ousadia em que arriscamos fazer diferente do que nos foi orientado, muitas vezes chegamos em conclusões diferentes dos demais e que podem, até mesmo, nos ser uma experiência diferente positiva e interessante, por que não dizer?</p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo: você jamais permitira que seus filhos fossem a um parque de diversão pois considera perigoso. No entanto chega um dia em que sua filha diz que vai estudar na casa da amiga e uma essa mentira para ir a este parque e acaba sentindo-se muito bem e descobrindo que de fato gosta muito das sensações que experimentou. E olha que esse é um exemplo simples.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos adolescentes acabam criando essa estratégias muito prejudicial de mentir aos pais, pois não encontram no diálogo com eles a possibilidade e flexibilidade que seria saudável para poderem experienciar coisas novas e diferentes das que seus pais gostam e/ou aprovam. O que mais tarde pode ocasionar em situações catastróficas, pois muitos filhos(as) mentem e escondem dos pais desde as mais pequenas coisas até grandes acontecimentos, como uma viagem, um abuso, ou seja, a negligência ocorre, justamente por não sentirem que podem contar com essas pessoas, por seriam apenas julgados e castigados.</p>
<p style="text-align: justify;">Conheci certa vez uma família que praticamente aprisionava a própria filha, que passou toda sua adolescência em casa, sem poder viajar com amigos, dentre outras coisas. Sair à noite era artigo de luxo. Ela não precisou (nem pôde) fazer absolutamente nada sozinha, nem mesmo ir ao poupa tempo retirar o próprio RG ou CPF, por exemplo. Nunca aprendeu a &#8220;se virar&#8221; e se organizar com suas necessidades, pois as mesmas eram completamente realizadas e atendidas por outras pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">E em outras famílias, mesmo em 2017, ainda percebo a grande necessidade de &#8220;moldar&#8221; os filhos as suas próprias maneiras, enfrentando grande medo deles serem diferentes. Chegando ao ponto de quererem que seus filhos pratiquem os esportes que eles  (pais) consideram melhor e mais adequado, além de insistirem na pior prática que um educador pode cometer: compará-los a outras crianças e adolescentes, menosprezando ou diminuindo suas capacidades, habilidades e personalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Tais filhos, mais tarde, precisarão com certeza ressignificar tantos anos de falta de aceitação em uma terapia. Pessoas que enfrentam lares e educações dessa forma, crescem extremamente inseguras, sem autoconfiança, ou com autoconfiança e autoestima superdimensionadas, muitas vezes são mimados e não conseguem desenvolver empatia e consideração pela condição e sentimentos das outras pessoas, e acabam sofrendo, tornando-se agressivas ou deprimidas, além de revoltadas com suas próprias vidas, pois tiveram de suprimir e negar seus impulsos, gostos, escolhas, por toda a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos também desenvolvem transtornos relacionados à ansiedade, visto que estão constantemente preocupados e estressados por buscarem atender expectativas de outras pessoas que não de si mesmos, e estar a altura do que outros exigem é praticamente impossível. Além disso são pessoas que seguem se descaracterizando e desconstruindo suas próprias identidades, pois precisam se encaixar em padrões alheios. Isso pode causar sérios comprometimentos além de transtornos de personalidade e comportamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo artigo do site &#8220;Psicologias do Brasil&#8221;: <strong>A superproteção se define como a atenção excessiva dada aos filhos</strong>. Pode parecer apenas mais um rótulo, e até uma forma de pôr em dúvida o modo como educamos nossos filhos. Eles também colocam que: &#8220;O mais curioso desse tipo de comportamento é que <strong>os pais e mães estão muito absortos em cada aspecto da vida de seus filhos</strong>: escola, esportes, hobbies,alimentação, amizades…Estão “super presentes” e pensam que, assim, atuam como os melhores pais do mundo, e que sua criança é a mais correta do mundo. No entanto, o equilíbrio emocional e pessoal das crianças está muito longe de refletir a felicidade.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Pais e cuidadores devem sim estar ao lado dos filhos e protegê-los, porém, devem permitir que seus filhos aprendam com os próprios erros e optem por seus caminhos, sabendo que terão o amor e o respeito desses pais os acompanhando nessas escolhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que este artigo tenha valido a pena para você ou talvez para alguém que você conhece! Não se esqueça de deixar seu comentário! Sinta-se à vontade caso queira compartilhar esse conteúdo em suas redes sociais!</p>
<p style="text-align: justify;">Forte abraço!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autora: Natália Ceará &#8211; Psicóloga, Palestrante &amp; Criadora do curso Autêntica-Mente</strong>, cujo intuito é que você performe com autenticidade na vida e na carreira. Estruturado a partir de mais de 13 anos de experiência (como profissional autônoma e celetista) e que utiliza ferramentas e técnicas de autoconhecimento e  inteligência emocional para garantir resultados sólidos e mensuráveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contatos:</strong> (19) 98456-5566 (Whatsapp disponível de segunda á sexta das 09h às 19h) ou pelo e-mail nataliacceara@gmail.com<br />
<strong>Mídias:</strong><br />
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		<title>A força e a importância do vínculo entre professor e criança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Sep 2017 20:06:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Já parou para pensar na importância da relação e consequente vínculo entre professores e crianças, principalmente na educação infantil, quando são bem pequenos? Nessa matéria você poderá entender melhor! *Da Revista EI – Educação Infantil *Por: PATRÍCIA PEREIRA em 19 de setembro de 2017 (Revista Educação): No contexto da educação infantil, o vínculo criado entre&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Já parou para pensar na importância da relação e consequente vínculo entre professores e crianças, principalmente na educação infantil, quando são bem pequenos? Nessa matéria você poderá entender melhor!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>*<em>Da Revista EI – Educação Infantil</em> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>*Por: PATRÍCIA PEREIRA em 19 de setembro de 2017 (Revista Educação):</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No contexto da educação infantil, o vínculo criado entre educador e criança é tão importante quanto outros parâmetros considerados primordiais pelos referenciais de qualidade. É por meio da construção de uma relação afetiva acolhedora que a criança <span id="more-805"></span>se sente segura e disponível para as atividades entre pares e o consequente desenvolvimento de suas possibilidades.</p>
<p style="text-align: justify;">A professora das faculdades de educação e psicologia e da pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Maria Isabel Pedrosa, explica que o vínculo é uma relação afetiva preferencial que se estabelece entre o aluno e seu professor. Ela lembra que, à medida que cresce, a criança amplia o forte apego dos primeiros anos de vida aos pais para outras pessoas e o apego passa então a ser chamado de vínculo. Nesse contexto, o vínculo é uma relação em que o professor passa a ser uma espécie de amigo preferido no espaço escolar, explica Maria Isabel, também pesquisadora sobre o desenvolvimento infantil e uma das autoras de Aprendendo com a criança de zero a seis anos (Cortez Editora).</p>
<p style="text-align: justify;">“Quanto menor a criança, primeiro o vínculo será feito com o educador e só depois com os outros alunos”, diz Eliane Sukerth Pantalena, mestra em Educação pela Faculdade de Educação da USP com a dissertação “O ingresso da criança na creche e os vínculos iniciais” (2010) e membro do Conselho Integrado de Educação Infantil (CIEI), da USP. Ela explica que o vínculo é, sim, uma relação afetiva, mas não significa bajular, dar beijos ou passar a mão na cabeça da criança, no sentido da superproteção, mas fazê-la sentir-se segura, valorizada e acolhida no ambiente escolar.</p>
<p style="text-align: justify;">“É fácil perceber se há vínculo entre a criança e seu educador. A busca de proximidade é o maior sinal de que o vínculo foi instaurado. Há vínculo se a criança procura o professor, confere suas dúvidas com ele. Se ela evita o professor e fica retraída em sala é porque não tem nele seu porto seguro”, diz Maria Isabel.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Segurança no novo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Outra evidência da presença ou da falta de vínculo é a vontade que a criança tem de ir à escola. “O normal é que a criança ame ir à escola. Se chora e não quer ir, há um desajustamento que pode significar a falta de vínculo. A criança não se sente protegida, acolhida”, diz Silvia Colello, professora de psicologia da educação da Faculdade de Educação da USP e do departamento de pós-graduação da mesma faculdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das funções do vínculo é exatamente dar a sensação de proteção e conforto para a criança, cujo primeiro impulso é transferir para o professor a relação de segurança que teria com a mãe. Nesse momento, o educador é o mediador afetivo da criança nesse espaço escolar, e quem facilita sua adaptação. “No caso de uma criança que chora e não quer entrar no ambiente desconhecido, quando estabelece esse vínculo afetivo, ela passa a entender que neste espaço o educador cuida, protege e sana suas necessidades, ele é o substituto da mãe”, explica Silvia.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro papel do vínculo é favorecer a adaptação da criança na creche ou na escola, mas não se encerra por aí. Um segundo aspecto é a mediação com o conhecimento. “O educador lida com esta acolhida afetiva que a criança tem de ter e, por outro lado, com a ampliação dos horizontes e a aquisição de novos conhecimentos”, diz Silvia. Ela lembra que a creche ou a escola são mundos muito novos e distantes da realidade vivida pela criança até ali. Há outras regras, horários, espaços e modos de funcionamento, assim como estímulos diversos – de socialização, habilidades motoras, artísticos e contato com a língua. “O educador viabiliza a entrada da criança em todo este universo do conhecimento”, diz Silvia.</p>
<p style="text-align: justify;">Se há no espaço escolar todo um mundo a descobrir, a criança precisa do vínculo para sentir que o espaço é afetivo e lidar bem com os novos desafios. “Se não tiver segurança afetiva, ela se encolhe, se protege e não se lança à aventura da brincadeira e da expressão. Ela vai se retrair e não vai se envolver, o que afeta seu aprendizado no curto e no longo prazo”, afirma Silvia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O prazer de errar</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Maria Isabel concorda com essa visão. Ela explica que, para se desenvolver, a criança precisa se sentir confiante e protegida para poder arriscar e errar. “O vínculo é uma relação afetuosa que carrega essa generosidade de acolher o outro mesmo que ele esteja errado, mesmo que diga besteira. Se não há vínculo, a criança tem medo de errar e ser criticada, isso desde os primeiros anos de vida”, diz Maria Isabel.</p>
<p style="text-align: justify;">Silvia acrescenta que mesmo os primeiros processos que envolvem a aquisição da leitura e da escrita podem ser comprometidos se não há vínculo. Para ela, a alfabetização começa no dia em que a criança nasce e entra em um contexto letrado. Um pai que lê o jornal ou uma avó que lê uma receita constituem estímulos neste sentido. “O professor da educação infantil pode adotar uma ação sistemática de promover experiências significativas de uso da língua. A ação do educador deve ter duplo papel: o que faz em si, em sala de aula, e a orientação que pode dar aos pais a respeito de bons estímulos em casa”, explica Silvia.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, quando o professor estabelece um vínculo afetuoso com a criança, ele passa a ser visto como modelo por ela. “Uma das formas de aprender é pela imitação. Somos seres sociais, aprendemos com o outro. A proximidade com o professor faz com que a criança o tenha como modelo e queira ser como ele. E o que esse professor quer ensinar tem relevância – não é qualquer um que está ensinando, é o tal professor de que a criança gosta”, defende Maria Isabel.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vínculo com o ambiente</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se a existência do vínculo favorece a criança em diversos aspectos, a sua falta pode comprometer o desenvolvimento infantil na mesma proporção. Eliane explica que, nesse caso, a criança pode se conter e deixar de desenvolver suas possibilidades: se tem uma dúvida, não vai perguntar; possivelmente terá baixa interação com as outras crianças e ficará afastada do grupo; sua autoestima poderá ser comprometida e a criatividade afetada por medo de se expor; bebês e crianças menores poderão ter aspectos motores prejudicados, tanto na coordenação ampla – o andar, o correr, o pular – quanto na coordenação fina – do desenho, da escrita. Tudo isso compromete o desenvolvimento cognitivo da criança e pode comprometer sua vida escolar.</p>
<p style="text-align: justify;">É claro que a criança “pode” ser prejudicada, não há determinismo de causa e efeito direta e necessária. Silvia lembra que um único professor não poderia influenciar negativamente toda a trajetória escolar de uma criança. “Outros professores em anos seguintes conseguem recuperar eventuais déficits”, explica Silvia.</p>
<p style="text-align: justify;">Eliane faz outro alerta: a responsabilidade não deve recair somente nos ombros do professor. A criança também estabelece um vínculo com o ambiente escolar. Nesse ambiente, além do professor, há os outros alunos com quem a criança vai se relacionar, os espaços físicos em que ela transita e toda a rotina da escola, que pode ou não favorecer o vínculo. “Se a rotina for estática, de pouca diversão e estímulo, obviamente a criação do vínculo será dificultada. Ficar preso em uma sala com quatro paredes de cor gelo também não é atrativo. Se o ambiente é colorido, tem brinquedos, uma área de lazer, a criança vai gostar de ficar ali. Tudo isso vai colaborar com a construção do vínculo”, explica Eliane.</p>
<p style="text-align: justify;">Silvia concorda, mas lembra que para a criança a escola em si não tem existência. “A escola é o que ela faz ali, são as atividades propostas que criam o vínculo com o espaço. A criança não repara se a escola é bonita, organizada ou limpa, ela tem a percepção do espaço vivido”, diz.</p>
<p style="text-align: justify;">Para não deixar a construção de vínculo entre alunos e educadores ou mesmo entre a criança e sua escola à sorte ou ao acaso, há uma série de atividades que ajudam a promover esta relação. Para Maria Isabel, a brincadeira é a chave de todas elas. “O empreendimento da criança é o brincar. Ela brinca seriamente. Se o professor embarca na proposta dela e complexifica a atividade, trazendo outras formas de diversão, vai ganhar a criança. A brincadeira garante que o vínculo seja instaurado”, sugere Maria Isabel.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela explica que é preciso brincar, mas no sentido lúdico: de ser prazeroso, de estar disponível e de ser parceiro – e não apenas “fazer de conta”, já que o aprendizado vem como decorrência da brincadeira: “Nesse momento a escola vai se tornar atraente para a criança”, diz. Contar histórias e fantasiar junto é um outro meio de construir o vínculo, menciona Maria Isabel.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre o brincar, Eliane acrescenta que durante essas atividades o professor pode aproveitar para criar um momento de escuta, em que lança atenção para o que a criança tem a lhe dizer: seus temores, suas dificuldades, suas alegrias, seus interesses, seu modo de pensar. “Esse pode ser um momento de individualização do vínculo, que é sempre individual”, diz Eliane.</p>
<p style="text-align: justify;">Um segundo fator é a responsividade, ou seja, estar atento para responder à criança de maneira apropriada e presente. “É um sinal de que aquela pessoa está disponível para ajudar. A maior ou menor demora na resposta faz com que o parceiro seja mais ou menos responsivo, importante característica para criar o vínculo”, diz Maria Isabel.<br />
Eliane acrescenta a essa lista o cuidado que o professor demonstra ter com a criança. São atividades como dar a mamadeira ou trocar a fralda que promovem a interação especialmente com crianças pequenas.</p>
<p style="text-align: justify;"><i>___</i></p>
<p style="text-align: justify;">Esperamos que esse conteúdo possa ter sido útil de alguma maneira. Volte sempre pois nossos artigos e vídeos estão sempre chegando por aqui. E fique à vontade para compartilhar nossos artigos em suas redes sociais. Grande abraço!</p>
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