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	<title>Arquivo de dor - Bem Viver Mais</title>
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	<description>Psicoterapia Online</description>
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	<title>Arquivo de dor - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Precisamos falar sobre o luto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Apr 2021 18:52:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A sensação de perda, acirrada pela pandemia, pode (e deve) emprestar novo sentido ao que fazemos da vida Vínculos rompidos O luto é um processo natural, desencadeado pelo rompimento de um vínculo. A gente acumula vários deles ao longo da vida, uns pequenos, outros maiores. Estima-se que uma pessoa vivencie de 20 a 25 experiências&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sensação de perda, acirrada pela pandemia, pode (e deve) emprestar novo sentido ao que fazemos da vida</p>
<p><strong>Vínculos rompidos</strong></p>
<p>O luto é um processo natural, desencadeado pelo rompimento de um vínculo. A gente acumula vários deles ao longo da vida, uns pequenos, outros maiores. Estima-se que uma pessoa vivencie de 20 a 25 experiências de perda – e não apenas aquelas ligadas à morte. Mudança de país ou de cidade, divórcio, amputação, infertilidade, aborto, síndrome do ninho vazio, e por aí vai. Quem nunca passou por isso ainda vai passar, essa é a única certeza. Cabe a cada um de nós fazer suas escolhas, de modo a aprender com esses episódios de luto.</p>
<p><strong>A ideia da finitude</strong><span id="more-2197"></span></p>
<p>É muito perturbador pensarmos na finitude, na perda de pessoas que amamos. Quando você enfrenta isso, naturalmente começa a cultivar uma reflexão sobre como está vivendo e o que pretende fazer até morrer, de preferência bem velhinho. Como está a qualidade dos seus vínculos? Das suas relações afetivas? Está trabalhando em um lugar que o intoxica? Está pondo em prática seus sonhos? Com a perspectiva do fim, passamos a olhar a vida de modo diferente. Falar da morte é, portanto, falar da vida. Quando assimilamos o luto e passamos a entender o que estamos vivenciando, surge a possibilidade de fazermos escolhas melhores a partir daí. Escolhas mais maduras, mais lúcidas e conscientes.</p>
<p><strong>Baixas na pandemia</strong></p>
<p>A pandemia provoca uma sobreposição de perdas: de liberdade, de autoestima, financeira, de projetos. Somem-se a isso a distância física das pessoas e a notícia aterradora dos óbitos diários, numerosos. Estudos dão conta de que, em média, cinco pessoas são impactadas pela morte de alguém. Sistemas familiares devem se reorganizar diante do desaparecimento de um parente e os sobreviventes assumem novos papéis. Quem vai ser a mãe que se foi, quem vai cuidar de crianças que ficaram órfãs? O Brasil já superou as 350 .000 mortes por Covid-19, ou seja, temos mais de 1.750.000 pessoas enlutadas. É um dado impressionante, que precisa inclusive ser levado em conta na elaboração de políticas públicas. Como as escolas e as empresas vão lidar com essa dor tão aguda na volta à rotina. Professores e demais educadores estão preparados para receber um aluno que perdeu o pai, a mãe ou um irmão?</p>
<p><strong>Tempo de fragilidade</strong></p>
<p>Humanos diante de uma ameaça desconhecida ficam vulneráveis, frágeis, têm necessidade de serem cuidados. O problema é que, no momento, ninguém no mundo consegue desligar essa ameaça. Não há um cientista, um líder mundial, um político no Brasil que possa dizer “vai dar certo” ou “vai acabar em breve”. Essa imprevisibilidade é desorganizadora. Como vou viver a partir de agora? Onde vou me sentir seguro? Qual é o impacto disso na minha vida? Essas questões de hoje são as mesmas que brotam no luto.</p>
<p><strong>O desafio nas empresas</strong></p>
<p>Não existia, até pouco tempo atrás, espaço de validação e compreensão das dores do luto na sociedade, muito menos nas empresas. A sociedade exige um nível de felicidade incompatível com a condição humana. Desse modo, o luto, que não é doença, pode evoluir para uma depressão, para um burnout (esgotamento). Não é responsabilidade exclusiva das organizações. As pessoas carregam suas dores, mesmo escondidas, e reagem de formas variadas, mas o mundo corporativo pode potencializar o mal-estar.  É preciso humanizar o ambiente. Em uma empresa que estende a mão ao funcionário na hora do sofrimento, ele devolve com um salto grande em produtividade e engajamento. Isso é muito potente.</p>
<p><strong>Outra epidemia </strong></p>
<p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil já é o país da América Latina com a maior porcentagem de vítimas de depressão, perto de 6% da população. Isso impacta no número de demissões voluntárias, no de afastamentos e nos gastos com planos de saúde. Agora que o mundo parou podemos aproveitar para rever valores no trabalho e em casa. A palavra da vez é “cuidado”. Precisamos desenvolver a cultura do cuidado.</p>
<p><strong>Viver a despedida</strong></p>
<p>Não há como se preparar para o luto. Algumas pessoas que têm mais facilidade para entrar em contato com as próprias dores costumam se sair melhor. A circunstância da morte também faz diferença. Tudo o que envolve vítimas de Covid-19, do isolamento no hospital ao velório com pouca gente e caixões fechados, é fator de stress. O ritual tem a importante função de dar concretude à morte. Quando a despedida não é como o esperado, abre-se espaço para fantasias, dúvidas. Qual foi o último desejo do meu pai? O último abraço, quem deu? O surgimento de questões como essas é prejudicial para o processo do luto.</p>
<p><strong>Sobre empatia</strong></p>
<p>A acepção mais usual de empatia, de se colocar no lugar do outro, não cabe no luto. É impossível se pôr no lugar de uma mãe que perdeu o filho, a não ser, claro, que você tenha vivido essa mesma experiência. No entanto, do ponto de vista do profissional de saúde, ou de uma rede de apoio, na escola ou na empresa, dá para manifestar interesse genuíno em ajudar. Empatia, nesse caso, é se comprometer com a dor do outro. Você não vai sentir o que ele está sentindo, mas vai ser capaz de ajudar, mostrando-se disposto a tirá-lo desse sofrimento. A crise impôs uma imensa oportunidade de reflexão.</p>
<p><strong><em>&#8220;A elaboração do luto significa se colocar em contato com o vazio deixado pela perda do que não existe mais, valorizar a sua importância e suportar o sofrimento e a frustração que comporta a sua ausência</em></strong><strong>.&#8221;</strong> (Jorge Bucay)</p>
<p>Espero que essa leitura tenha lhe trazido, de alguma maneira, um novo pensamento, conhecimento ou despertado seu interesse em entender melhor o luto e como lidar com ele. Se lhe ajudou, pode ser que ajude mais pessoas, então compartilhe-o com seus amigos e familiares! Grande abraço!</p>
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		<title>Aceita que acabou: dicas para não arrastar amores capengas para 2021!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2021 17:37:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Com o ano de 2020 que se encerrou, foi quase impossível não pensar: mais um ano que não consegui realizar metade das minhas metas&#8230; Não tem jeito, dia 31 acabou, finito! Tudo que tínhamos prometido fazer ano passado, teve que ficar para esse. Tudo bem que 2020 não conta muito porque teve a pandemia&#8230;, Mas&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o ano de 2020 que se encerrou, foi quase impossível não pensar: mais um ano que não consegui realizar metade das minhas metas&#8230; Não tem jeito, dia 31 acabou, finito! Tudo que tínhamos prometido fazer ano passado, teve que ficar para esse.</p>
<p>Tudo bem que 2020 não conta muito porque teve a pandemia&#8230;, Mas a frustração é inevitável. Esse final tão marcado traz uma dor e um luto do tempo que passou. Mas quando a gente olha para as relações em tempos de likes, muitas delas não têm um fim definido. Aí a gente vai acumulando um bando de amores de reticências, que talvez um dia, quem sabe, vão finalmente rolar. A má notícia é: muito provavelmente eles nunca vão rolar e você vai ficar entulhando seu celular e seu coração.<span id="more-1959"></span></p>
<p>Aposto que no Natal, um bando desses crushes te mandaram meme ou uma mensagenzinha fofa (#listadetransmissão) e você cogitou: &#8220;quem sabe ano que vem pode ser que role?&#8221; NADA DISSO, bora sair desse autoengano que só gera indigestão afetiva.</p>
<p>Então, para te ajudar a fazer uma limpeza nesse seu porão sentimental, decidimos dar algumas dicas para colocar os pontos finais por conta própria e começar esse ano de uma forma mais leve.</p>
<ul>
<li>Desapegue do tempo investido: um dos maiores motivos que nos deixam presos nessas histórias é o tempo e a energia investidos. Não queremos &#8220;jogar todo esse esforço fora&#8221;. Pense que todos esses aprendizados que você teve com esse rolo (principalmente o que não fazer mais?) continuam dentro de você. Não existe tempo perdido, existe experiência de vida.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Se permita lidar com o vazio: muita gente tem medo de desapegar dos crushes e ficar sem ninguém para pensar. Vamos relembrar o que vovó dizia: antes só do que mal acompanhado. É quase um rehab a gente se permitir focar a nossa energia mental em outras coisas além da vida amorosa.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Troque o ator, mas mantenha o papel: é inevitável a gente ter expectativas em relação ao rolo. Ficamos pensando naquela viagem que ele mencionou ou em como seria legal um fim de semana na serra com o cachorro dele. Aí colocar um fim nesse rolo parece que estamos matando o tal labrador. Calma, você pode continuar com os planos, mas sem personificar. Ele não é o único que pode te levar para Cabo Frio, desista do crush mas não desista dos sonhos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Aceite o tamanho das coisas: aqui de novo as malditas expectativas. Foi um rolo legal que durou um mês e você queria que tivesse durado um ano? Sim. Mas o que a gente gostaria está no campo do desejo. Desse jeito todas as histórias foram ruins porque não atingiram o nosso objetivo. Quando a gente olha o copo meio cheio, o que teve de bom nesse mês, rola um sentimento positivo. Você de alguma forma foi transformado por essa pessoa. E lembrando que valorizar o lado bom não é se apegar a ele.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Relembre das mancadas: eu não sei vocês, mas eu tenho uma memória seletiva que se apega só aos momentos bons. De fato, acho isso muito positivo, mas quando o assunto é crush, rola um perigo da gente não conseguir desapegar, por que afinal de contas &#8220;ele é tão bom!&#8221; Relembre e coloque no papel todas as mancadas, as brigas, as faltas de respeito. Você vai ver que relembrar esse outro lado faz o desapego ser mais leve.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Não procure culpados: volta e meia a coisa desanda e a gente fica achando que fez algo de errado. Aí fica revendo as mensagens para encontrar o momento onde a coisa desandou. Você não é culpado nem o outro. São emoções e sentimentos, você não controla os seus nem o outro controla os dele. Ele pode não ter sido legal com você, mas de que te serve ficar relembrando isso? Bola para frente!</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Se jogue no faxinão: apague as fotos, as mensagens e jogue fora tudo que te deixa preso a essa pessoa. Aproveite e doe ursinhos de pelúcia, blusinhas e lembrancinhas. Inclusive vale deixar de seguir ou pelo menos silenciar o crush (e os amigos dele) nas redes sociais. O que os olhos não veem, o coração não sente.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Faça pra você: o ponto final é interno. Não é necessário envolver o outro nesse fim. É uma decisão interna. Não precisa mandar textão pro outro, fazer barraco, pedir satisfações. Resinifique esse amor dentro de você, até porque muitas vezes, só nós vivemos essa história do jeito que imaginamos. Fica mais fácil quando a gente entende que depende só da gente.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Ritualize, à sua maneira: é poderoso ritualizar esse final. Faça do seu jeito, mas pare um tempo para ressignificar esse rolo, amor, casinho&#8230; A vida é feita de rituais: ano novo, natal, aniversário, carnaval. Foi a maneira que encontramos de sedimentar a passagem do tempo na nossa memória. Ritualizar é uma maneira de fazer seu inconsciente entender que acabou.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Respeite o processo: acolha a frustração e a dor de cada fim. Eu sei que hoje queremos tudo para ontem, mas o coração tem um tempo próprio. Não precisa ficar feliz 15 minutos depois de ter apagado o contato e voltar com tudo para os aplicativos. Só a gente sabe o tamanho de cada história dentro da gente. E cada uma delas tem um &#8220;mini luto&#8221; e só passando por ele você vai conseguir desapegar.</li>
</ul>
<p>Extra: mude por fora também! A neurociência diz que mudanças externas estimulam mudanças internas. Trocar o corte de cabelo, mudar os móveis de lugar ou fazer um novo caminho para o trabalho são modos de dar uma mexida dentro também. Comece um 2021 diferente, com novas perspectivas para você e para sua vida amorosa.</p>
<p>FELIZ ANO NOVO! Que venha um 2021 cheio de potenciais e VACINA!</p>
<p>Gostou desse post? Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?</p>
<p>Grande abraço e até breve!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Luto e o Morrer: Reflexões do Luto deixado pelo COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2020 03:55:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Morrer: Desde pequenos aprendemos que a vida é um ciclo e tem fim. Experienciamos desde cedo o luto de estar longe dos pais nos primeiros dias de escola, o luto de acabar uma atividade que estávamos gostando muito, de um amigo que muda de cidade, da morte de um animal de estimação, até claro,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">O Morrer:</h3>
<p style="text-align: justify;">Desde pequenos aprendemos que a vida é um ciclo e tem fim. Experienciamos desde cedo o luto de estar longe dos pais nos primeiros dias de escola, o luto de acabar uma atividade que estávamos gostando muito, de um amigo que muda de cidade, da morte de um animal de estimação, até claro, o falecimento de alguém seja uma pessoa distante de nós ou próxima.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada dor dói de um jeito, tem um diferente grau de sofrimento e nos consome de uma diferente forma. Temos a plena certeza de que <span id="more-1532"></span>esse momento vai chegar, mas ficamos otimistas e sempre afastando esse pensamento ruim de nossas mentes, que teimam em permanecer num cenário, num contexto onde todas as peças do quebra cabeça de nossas vidas estejam sempre encaixadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, se alguém deixar e fazer parte disso, deixará um vazio insubstituível. Só de pensar nessa ideia o medo já nos assola e geralmente vem acompanhado de desespero ou preocupação.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que os anos passem, e saibamos que essa possibilidade aumenta para algumas pessoas (independente delas serem próximas ou não de nós), tentamos obviamente afastar sempre esse fantasma que nos assombra, e, a forma de afastá-lo varia de pessoa para pessoa. Algumas oram, outras ficam em negação, entram em pânico só de imaginar aquela possibilidade e por ai vai&#8230;&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O morrer deixa marcas profundas, rompimentos bruscos e eternos em nossa alma. Sabemos que não temos controle absoluto sobre isso mas gostamos de acreditar que temos, que não acontecerá conosco, com nossa mãe, nosso pai, um irmão, um amigo, um avô&#8230;até a hora que ocorre de fato, sem um aviso ou, mesmo tendo essa previsão, até o ultimo fragmento de segundo, insistimos em acreditar que não vai ocorrer. Mecanismo e evitamento de uma dor inevitável.</p>
<h3 style="text-align: justify;">O Luto:</h3>
<p style="text-align: justify;">O Luto entra como preço a ser pago para cada história de perda, de término de ciclo, de desenlace, seja essa finalização de algo envolvendo uma morte ou não. Contudo aqui, nesse artigo, focarei no luto relacionado ao falecimento, morte, desencarne, chame como achar melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que nos preparemos para esse momento, como no caso de um parente que enfrenta há tempos uma doença grave, o fim só é sim, quando ele realmente chega, e aí não há mais aquela pessoa que existia até aquele momento. Há apenas um corpo, membros.</p>
<p style="text-align: justify;">Como entender e aceitar que aquele corpo que nos abraçou tantas vezes, nos beijos, sorriu conosco, nos ensinou tanto e esteve em tantos momentos, agora não possui mais vida? Que aquele corpo que nos abrigou em momentos ruins, e comemorou conosco em momentos bons, será cremado ou ficará num caixão enterrado a metros abaixo do chão num local tão triste como um cemitério?</p>
<p style="text-align: justify;">Isso é de rasgar o peito, destrói a alma, e nunca entendemos ou aceitamos ao certo, embora, em alguns casos, claro que temos compreensão que a pessoa estava sofrendo demais e precisava ter alivio da dor.</p>
<p style="text-align: justify;">Elizabeth Kübler Ross, escritora e psiquiatra suíço-americana, presenciou e viveu de perto as perdas e o luto dos horrores trazidos pela 2ª Guerra Mundial. Tantas coisas nas quais ela foi obrigada a conviver, fizeram com que escrevesse uma das mais importantes obras sobre esse assunto: &#8220;Sobre a Morte e o Morrer&#8221;, ou, em seu nome original: &#8221; <em>On death and dying</em>&#8221; de 1969.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa famosa obra, traduzida para diversos idiomas e estudada no mundo todo, ela colocou o que estudou uma vida toda e também presenciou muito: as fases do Luto:<strong> negação, raiva, barganha, depressão e aceitação</strong>, estágios pelos quais passam os pacientes diante de uma doença fatal ou que potencialmente ameace a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos tempos em que vivemos, com números tão agressivos de mortes pela COVID-19, que já nos assolam a cada dia, o que aumenta, também a cada hora, é o número, ainda mais assombroso de pessoas que entram em luto. Para cada pessoa que morre dessa doença, há uma legião que convivia e a amava que entra em Luto.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, se o número de mortos pelo Coronavirus já é muito alarmante, o número de pessoas em Luto por essas perdas, é no mínimo 3 vezes maior. Todos estão focando nas mortes, mas poucos falam de quem fica. Da dor que se forma ao tentar superar, enfrentar, entender e aceitar que alguém muito amado se foi.</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine toda essa energia de perda, de dor, multiplicada por números estrondosos&#8230;.Que atmsofera é essa que estamos vivendo? E esse ar &#8216;pesado&#8217; que estamos respirando? Que sentimentos formam o Luto? Tristeza? Raiva? Frustração? Medo? Arrependimento? Alívio pela dor que acabou?</p>
<p style="text-align: justify;">Pois é&#8230;pergunta difícil, cuja resposta variará de caso a caso. Luto é uma dor, um pesar, uma saudade, um sofrimento, um vazio que vai e vem. Que pode ficar anos sem nos visitar e, de repente, volta com tudo, nos fazendo reviver muitas sensações. Assim como, para algumas pessoas, quando ele retorna, já não está mais travestido de dor, mas apenas de uma saudade fraterna, que traz sorriso nos lábios, das lembranças vividas, dos momentos, mesmo que ruins, atravessados e superados.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando não falamos, não lidamos com o Luto e não trabalhamos com tudo que ele significa dentro de nós, na intenção apenas de superar a qualquer custo a dor, de vencer aquela etapa e de que aquilo fique pra trás o quanto antes, nos esquecemos que, na realidade, estamos apenas empurrando aquela dor e aquele peso todo para cada vez mais fundo em nosso inconsciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando esse peso submerge, a partir de gatilhos, lembranças, as vezes estamos fortes e conseguimos engoli-lo novamente jogando para um canto escuro e fundo dentro de nós. Mas quando não estamos tão preparados e fortes assim, submerge como uma bola inflável que se tenta manter no fundo de uma piscina&#8230;ou seja, impraticável e impossível.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso para algumas pessoas é tão insuportável a ideia de lidar com aquela dor, pois ela foi apenas, as vezes por anos, suprimida, reprimida, e disfarçada com uma série de outras atividades e formas de preencher o vazio que deixou, contudo, sim, a ferida continua ali, aberta, latejando e ardendo&#8230;E um simples band-aid não servirá mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Lidar com o Luto é entender o que o ciclo de vida daquela pessoa amada representou para você e, mais do que isso, refletir no que representou para ela mesma, com a ótica dela, tendo empatia, mas ao mesmo tempo, entendendo que você não podia nem devia intervir, interferir, nunca! Nós temos a liberdade de ir até certo ponto apenas, ensinando, inspirando, dando exemplo, explicando, demonstrando etc, porém, JAMAIS podemos fazer pela pessoa, escolher por ela, interferir em seu livre arbítrio! Mesmo sabendo que seria melhor pra ela se você o fizesse. Mesmo assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada pessoa enfrenta uma realidade só dela, com sua ótica, através de suas histórias e experiências! Sente as coisas de um modo muito peculiar, que podemos achar fácil de decifrar, mesmo assim, ainda é a própria pessoa que terá de vivenciar cada pedacinho daquelas experiências que surgem e que ela desenvolve na vida dela. Podemos dar suporte, ser apoiadores e incentivadores, mas a decisão final de tudo, será sempre dela, isso representa respeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Respeito pelos limites saudáveis que temos que ter entre nós, para não invasões e desrespeito desnecessários. Para não haver infrações e simbioses que descaracterizam e tiram a essência e a autenticidade das pessoas, tão importantes para sua existência!</p>
<p style="text-align: justify;">Pensar dessa forma nos ajuda a compreender, cada vez que pensamos mais na pessoa e na perda, o que ela realmente representava em nossas vidas. E também, de fato, o que representávamos na dela. O que muitas vezes está coberto por uma cortina espessa de expectativas, de carências, de frustrações, pois, queríamos ser mais para aquela pessoa, ou menos do que fomos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se dê essa possibilidade de DESCORTINAR seus sentimentos e expectativas com relação às pessoas pra olhar com mais clareza e racionalmente para o que essa relação representou em suas vidas. Independente se foi uma mãe, um amigo, um cônjuge, enfim, pra que a dor dê espaço e tempo para os fatos se apresentarem mais &#8220;limpos&#8221;, tais quais eram, e não sob um amontoado de sentimentos e emoções colocados ali pra facilitar ou pra culpar alguém ou algo sobre essa perda.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que, de alguma forma, este artigo possa lhe ter sido útil. Que tenha feito você &#8220;viajar&#8221; por ai e entender-se melhor, nem que tenha sido 1 milimetro a mais do que compreendia antes. Trabalhar a <strong>aceitação</strong>, último estágio que Kübler Ross descreveu em seu livro, é um caminho árduo para a maioria, mas não impossível. Busque fazer esses exercícios propostos acima e, se precisar, peça ajuda profissional! A psicoterapia online está aí para possibilitar e tornar mais leve todo esse processo duro do Luto.</p>
<p style="text-align: justify;">Um grande abraço, com carinho e os votos sinceros de que logo essa pandemia possa terminar e que o Luto que ela está deixando, seja, a cada dia mais, lidado e trabalhado pelos que o sentem, de forma sadia e inteligente emocionalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">E que os que se foram, estejam em planos iluminados e protegidos por Deus, sendo acolhidos com muito amor e cuidado, para que consigam ser transferidos para um plano muito melhor do que este. Que assim seja!</p>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><strong>Maiores informações:</strong> <a href="https://www.scielo.br/pdf/csc/v18n9/v18n9a28.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.scielo.br/pdf/csc/v18n9/v18n9a28.pdf</a> | &#8220;Uma releitura da obra de Elisabeth Kubler-Ross&#8221;. Selene Beviláqua Chaves Afonso &amp; Maria Cecília de Souza Minayo.</p>
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		<title>Cyberbullying: a internet é uma terra sem lei?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Feb 2020 01:15:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[agressor]]></category>
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		<category><![CDATA[Estatuto da Criança e do Adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[indenização]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem nunca recebeu um apelido que não gostou? Sentiu-se humilhado? Excluído? Ou até ridicularizado? É verdade, o bullying sempre existiu e insiste, persiste até os dias de hoje. No entanto, com a internet, ele ganhou ainda mais força, é o denominado cyberbullying. Mais forte ficou a dor, mais forte ficou a sensação de impotência, mais&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quem nunca recebeu um apelido que não gostou? Sentiu-se humilhado? Excluído? Ou até ridicularizado? É verdade, o bullying sempre existiu e insiste, persiste até os dias de hoje. No entanto, com a internet, ele ganhou ainda mais força, é o denominado <strong>cyberbullying</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais forte ficou a dor, mais forte ficou a sensação de impotência, mais forte ficou a incerteza e a falta de compreensão da vítima acerca das motivações que levaram o agressor a agir de tal forma. Agressor este que também ficou mais corajoso por trás das telas de um celular ou computador. Um corajoso que dificilmente falaria olhando nos olhos o que seus dedos são capazes de digitar, um corajoso que se esconde por trás de um perfil falso para ofender, magoar e por vezes prejudicar a reputação e o sossego alheio.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Mas seria a internet uma terra sem lei? </strong></h2>
<p><span id="more-1364"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A resposta é não. Tanto que a mesma Constituição Federal que vale para a vida off-line, vale para a online. Isso estabelece claramente que <strong>a liberdade de expressão não constitui um direito absoluto</strong>, que o anonimato não é permitido (nem nos aplicativos que se dizem anônimos) e que ao ofendido é garantido o direito de resposta e de pedir justa compensação por eventual prejuízo sofrido.</p>
<p style="text-align: justify;">Não fosse o suficiente, a Legislação Civil ainda estabelece que aquele que por ação, omissão ou negligência causar prejuízo a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito e tem, portanto, o dever de repará-lo. Logo, pensando nesses atos quando praticados por crianças, é sabido que são responsáveis pela reparação civil, os pais pelos filhos menores de 18 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a pergunta que não quer calar é: o recebimento de uma indenização seria o suficiente para cicatrizar a dor de uma exposição do tamanho que o poder de disseminação da internet é capaz de gerar?</p>
<p style="text-align: justify;">Dinheiro traria de volta a dignidade que foi roubada ao se ver circular pelas redes sociais uma foto ou um vídeo constrangedor? Não, definitivamente, <strong>o melhor caminho está longe de ser o da judicialização quando o assunto é criança e internet.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É preciso prevenir e se necessário, agir, tendo eu uma suposta vítima ou um suposto agressor dentro de casa. A frase “o tempo cura tudo”, quando a ofensa se dá na ou por meio da internet, não funciona. Assim, quanto a vítima: é preciso acolher, ouvir, não subestimar e agir. Já com relação ao agressor, é preciso acolher, ouvir, não subestimar e agir. Sim, <strong>ambos precisam de ajuda</strong>, mas o agressor também precisa compreender e refletir sobre os possíveis desdobramentos, não somente legais, mas, sobretudo morais que sua atitude é capaz de desencadear.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>O combate ao bullying e ao cyberbullying é dever de todos!</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"> A melhor maneira de prevenir e combater o bullying e o cyberbullying é quebrando o silêncio, abordando o tema com pais, alunos, professores e sociedade, a fim de conscientizar, evitar e conter a prática lesiva. Por isso, <strong>a prevenção e rápido diagnóstico do problema são fatores essenciais para mitigar os riscos de prejuízos maiores.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Assim, se a criança sofrer ou presenciar o bullying, deve buscar ajuda junto aos seus pais e/ou educadores. Os quais, por sua vez, devem agir tempestivamente, acolhendo e orientando vítima e agressor, para cessar a prática e reduzir os danos.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale lembrar que, em tempos de internet, a responsabilidade da escola extrapola seus limites físicos. Isso porque os prejuízos morais causados, seja pelo bullying ou cyberbullying, refletem diretamente no rendimento escolar de seus alunos.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, sempre que os direitos reconhecidos por nossa Carta Magna e neste caso, em especial, os também previstos no Estatuto da Criança e Adolescente, forem ameaçados ou violados, medidas de proteção devem, prioritariamente, serem adotadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos juntos combater o (cyber) bullying. Brincadeira é quando todo mundo se diverte!</p>
<p style="text-align: justify;">Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço e até breve!</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
					
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		<title>Suicídio: Precisamos falar disso!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Aug 2017 08:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Suicídio e relacionados]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[sofrimento]]></category>
		<category><![CDATA[suicidio]]></category>
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					<description><![CDATA[Não raro temos ouvido notícias de pessoas, principalmente adolescentes, que cometem suicídio. A palavra ‘suicídio’ está tornando-se, infelizmente, frequente e clichê. Muito mais triste que o sofrimento em si, é a interrupção de uma vida, que poderia com certeza beneficiar a tantos enquanto presente, incluindo o seu próprio crescimento e amadurecimento. Ainda mais triste e&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Não raro temos ouvido notícias de pessoas, principalmente adolescentes, que cometem suicídio. A palavra ‘suicídio’ está tornando-se, infelizmente, frequente e clichê.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito mais triste que o sofrimento em si, é a interrupção de uma vida, que poderia com certeza beneficiar a tantos enquanto presente, incluindo o seu próprio crescimento e amadurecimento. Ainda mais triste e doloroso é constatar que <span id="more-781"></span>essa interrupção foi uma escolha do próprio indivíduo.</p>
<p style="text-align: justify;">O que leva alguém a optar pela morte? Se isso fosse uma proposta de exercício, o que você, leitor(a) acredita que seja motivo o suficiente para cometer tal ato contra si mesmo(a)? O que o (a) faria fazer isso? Forma obscura de olhar para essa questão não é mesmo? Chega a assustar só de pensar&#8230; Ou nem tanto assim?!</p>
<p style="text-align: justify;">Se o sofrimento é subjetivo, ou seja, cada um sofre de uma forma diferente e por motivos particulares, o que levaria alguém a sentir um sofrimento tão grande a ponto de achar que a única saída é deixar de existir? Alguns responderiam que seria após ter vivido um episódio violento, outros diriam que poderia ser por solidão, ou baixa autoestima, ou por cometer um erro tão grande que o arrependimento fosse insuportável&#8230; E por aí vai&#8230; Mas, na realidade, há outra maneira totalmente reversa de refletir sobre o suicídio e que, provavelmente pode ser uma novidade para você!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Suicídio como consequência:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Primeiramente há um fator que muitos confundem: que é a vontade de morrer versus a vontade de querer que o sofrimento ou o problema cesse. Alguns suicidas se deparam na vida com situações e problemas tão complexos e sem resposta, que se sentem minúsculos e incapazes de reverter sua realidade, e isso por si só já os faz acreditar que aquele contexto não mais se resolverá, e que por isso, e por ele (a) ser “incapaz” de solucionar esse cenário atual, é melhor desistir da vida. Nesse caso o suicídio foi provocado primeiramente por situações externas que se configuraram na vida da pessoa e, ao internalizar toda a problemática ao seu redor, o sofrimento e a desistência de si mesmo foi o resultado da equação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Suicídio como fuga ou uma maneira de parar a dor:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Outra forma de buscar compreender o suicídio é quando não importa o contexto, o cenário em que se vive, nem as pessoas com quem se relaciona, a pessoa está internamente deprimida, sentindo-se vítima e algoz ao mesmo tempo. Mesmo que seu mundo seja (de fato) ‘cor de rosa’ e repleto de motivos aparentemente suficientes para fazê-la viver ‘satisfeita’, é como se ela vestisse óculos cujas lentes a faz enxergar tudo cinza e desfavorável, repleto de negatividade, insatisfação. Essa pessoa está deprimida, seu sistema nervoso central está inclusive colaborando para que se sinta assim e suas percepções, sensações, emoções, ações etc.. passam a seguir esse comando, um comando doente. Se for alguém que faz uso de drogas então, a situação se potencializa perigosamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que o suicida pensa na verdade:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Voltando ao que foi colocado anteriormente, e que para alguns pode ser novidade, o suicídio, em seus diversos contextos, é enxergado como solução, como alívio, como uma forma de fazer as dores e o sofrimento pararem. Essa é a ótica do suicida. De que tudo vai se resolver, basta ele não estar mais presente.</p>
<p style="text-align: justify;">O que não é levado em consideração por nenhum deles, haja visto que o sofrimento ocupa todo seu campo de visão, é de que a morte encerrará tudo: o que é ruim e o que é ou pode ser bom. Os problemas e as soluções, afinal suicídio não soluciona nada, apenas agrava (E MUITO) qualquer situação. Quem conhece a situação de perto saberá dizer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como as pessoas tem enxergado o suicídio:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tem pessoas que enxergam o suicídio inclusive como um ato egoísta, de alguém que só pensou em si mesmo e na sua dor, não levando o sofrimento dos outros em consideração ao tomar essa decisão de ‘ir embora’. Enquanto que o suicida alegaria que está enxergando o oposto: sua ausência irá cessar o sofrimento de outras pessoas. Será?</p>
<p style="text-align: justify;">Outros acreditam que suicidar-se é um ato de fraqueza, de fragilidade, de alguém que não foi ‘forte o suficiente’ para aguentar os ‘trancos’ da vida e que sentia-se vítima de tudo. Essa é, na nossa opinião, a pior ótica de todas, pois assim como o sofrimento, ‘fragilidade’ e fraqueza’ são termos extremamente subjetivos e que para cada pessoa pode significar algo diferente. E esse nem é o ponto que nos chama mais atenção&#8230; Para ser capaz de se matar, é porque na realidade, a pessoa esgotou suas forças, e não porque não foi forte! Ela esgotou as possibilidades, foi forte, enquanto pôde. Ela pode ter optado por sua própria morte, mas não deixou de ser forte por conta disso. E cá entre nós, para conseguir tirar a própria vida, exige-se muita coragem e motivação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Visão das autoras:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não somos sempre vítimas de nossa realidade, pois quem as causa na maior parte das vezes somos nós mesmos. Contudo, somos imperfeitos, somos problemáticos, não temos força e inteligência para fazermos tudo sozinhos, e existem pessoas que se sentem e de fato, estão completamente (e infinitamente) sós nesse mundo, precisando ser enxergadas, amadas e cuidadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, preferimos infinitamente buscar compreender, ler nas entrelinhas, ouvir o que não é dito, perceber o que não é feito e tentar, com todas nossas forças, exercer a compaixão e o amor pelas pessoas, ao invés de colocar uma venda nos olhos negando a oportunidade que temos a todo instante, de mudar essa estatística do suicídio. Nossa realidade tem muito de nós e muito dos outros, mas também é feita de todos nós juntos. Se um adoece, todos estamos adoecendo junto, afinal somos um sistema, funcionamos em rede.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale a pena sempre nos lembrarmos da máxima: “Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você”. Não esqueça, não ignore sinais, não diminua, não culpe ou julgue o sofrimento alheio. Tente ter o máximo de empatia e compaixão. Comece com um sorriso, com um suspiro, com um passo e no seu ritmo, a construir um mundo melhor para se viver.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autora: Natália Ceará &#8211; Psicóloga, Palestrante &amp; Criadora do curso Autêntica-Mente</strong>, cujo intuito é que você performe com autenticidade na vida e na carreira. Estruturado a partir de mais de 13 anos de experiência (como profissional autônoma e celetista) e que utiliza ferramentas e técnicas de autoconhecimento e  inteligência emocional para garantir resultados sólidos e mensuráveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contatos:</strong> (19) 98456-5566 (Whatsapp disponível de segunda á sexta das 09h às 19h) ou pelo e-mail nataliacceara@gmail.com<br />
<strong>Mídias:</strong><br />
Instagram: @natceara<br />
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