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	<title>dopamina &#8211; Bem Viver Mais</title>
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		<title>Amor patológico: como uma pessoa se torna doente de amor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Sep 2021 01:07:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Amor patológico: como uma pessoa se torna doente de amor Dependência de amor pode ser uma patologia, com sintomas típicos da adição química. Amar demais não é só um meme de internet ou uma brincadeira sobre paixões avassaladoras. O amor pode ser uma patologia e provocar reações no corpo que exigem tratamento direcionado e atenção para que&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Amor patológico: como uma pessoa se torna doente de amor</em></p>
<p>Dependência de amor pode ser uma patologia, com sintomas típicos da adição química.</p>
<p>Amar demais não é só um meme de internet ou uma brincadeira sobre paixões avassaladoras. O amor pode ser uma patologia e provocar reações no corpo que exigem tratamento direcionado e atenção para que não cause sofrimento.</p>
<p>O <strong>amor patológico</strong>, ou &#8220;love addiction&#8221; é um transtorno de dependência emocional intensa e pode ser comparado a quadros de dependência de álcool e drogas e neste caso, a pessoa torna-se dependente de seu parceiro.</p>
<p>Entenda melhor sobre dependência do amor, os sintomas e como é possível tratar esse amor patológico.</p>
<h2>Dependência de amor: como acontece</h2>
<p><span id="more-2334"></span></p>
<p>A comparação da sensação do amor com drogas não é rara de ser feita &#8211; ainda que de modo jocoso. Porém, ela não está errada. O estado de euforia despertado pelo amor é muito semelhante ao uso de substâncias viciantes.</p>
<p>Um estudo realizado na década de 1980, por cientistas do New York State Psychiatric Institute, constatou que o amor excessivo pode provocar um estado de euforia no Sistema Nervoso Central similar ao induzido por uma grande quantidade de anfetamina. Segundo os pesquisadores, o amor produziria sua própria substância intoxicante: a feniletilamina, algo que poderia explicar a dependência.</p>
<p>O amor, em seus estágios iniciais, age no corpo de forma similar ao uso experimental da cocaína e outros estimulantes. Uma das substâncias liberadas pelo uso de cocaína é a dopamina que, por sinal, está relacionada à paixão amorosa. Altas doses de dopamina produzem outras sensações associadas à paixão, como aumento de energia, hiperatividade, falta de sono, tremor, respiração acelerada, coração pulsante, além de ser responsável pelo êxtase, que é sentido pelos apaixonados como um êxtase amoroso. Soma-se a isso o efeito de aumentar a persistência: quando a recompensa é postergada, a dopamina aumenta a energia do cérebro para que esse tenha uma maior atenção e leva o amante a lutar mais e mais para conseguir a reciprocidade do amado.</p>
<p>Por outro lado, a dopamina traz efeitos negativos ligados à dependência e esses aspectos podem incluir a &#8216;dependência do amado&#8217;, como num comportamento aditivo. Elevados níveis de dopamina produzem uma atenção concentrada num objeto, bem como uma motivação e comportamento direcionado a um fim. Então, a dependência do amor ocorre, dessa forma, pela mesma lógica que o organismo se torna dependente de outras substâncias químicas. Principalmente quando há algum sintoma psíquico (depressão ou ansiedade, por exemplo) que traz angústia, para se &#8216;livrar&#8217; dele, a pessoa faz uso da substância. Porém, o sintoma volta e ela faz uso novamente e assim vai. Por exemplo: alguém que está deprimido e se sente melhor ao usar cocaína, ao passar o efeito e voltarem os sintomas, acaba precisando usar mais cocaína.</p>
<h2>Amor como transtorno obsessivo-compulsivo</h2>
<p>Pessoas que vivem esse amor problemático experimentam sintomas parecidos com os encontrados em pessoas que sofrem de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Uma alteração de comportamento que faz com que a pessoa tenha pensamentos persistentes de medo e ansiedade. Para aliviar o mal-estar, ela costuma realizar tarefas ou gestos repetitivos, como se desdobrar em cuidados dirigidos à pessoa amada.</p>
<p>Outro ponto é o medo de perder a pessoa amada que torna o amor uma patologia. Em termos psicológicos, a essência dessa patologia parece não ser amor e sim medo de estar só, de não ter valor, de não merecer amor, de ser abandonado. Quem sofre do amor patológico convive com o medo diário de ser rejeitado ou de perder o companheiro. A pessoa se desgasta emocionalmente, perde sua autenticidade, seu próprio jeito de ser e de gostar, até chegar a um momento em que ela própria percebe sua descaracterização e despersonalização como pessoa.</p>
<h2>Sintomas da dependência de amor</h2>
<p>O amor patológico apresenta sintomas que envolvem o comportamento da pessoa com o sujeito amado, seu cotidiano, vida social e quadros de abstinência (emocional).</p>
<ul>
<li>Abstinência (emocional) na ausência do parceiro: a pessoa pode sofrer de insônia, alterações de apetite, irritação e tensão quando o parceiro está fisicamente ou emocionalmente distante;</li>
<li>A pessoa se ocupa do parceiro mais do que gostaria: costuma negligenciar atividades diárias e o trabalho;</li>
<li>Medo intenso e constante de sofrer rejeição ou de perder o companheiro;</li>
<li>Frustração ao controlar o impulso de cuidar do parceiro não funciona: mesmo que a pessoa tenha consciência de seu sofrimento intenso e tente controlar seus comportamentos, sente-se impotente em relação às suas emoções e atos;</li>
<li>Dedicação total ao companheiro, com a sensação de que seus cuidados e gentilezas nunca são suficientes para suprir as necessidades do outro;</li>
<li>Impulso irresistível de agradar o tempo todo, praticamente abrindo mão de si mesmo;</li>
<li>Insistência em manter o relacionamento mesmo que seja insatisfatório ou abusivo;</li>
<li>Dedicação excessiva em controlar as atividades do parceiro, com quadros de desconfiança, ciúmes excessivos, vigilância (telefonemas, e-mails, redes sociais), perseguição</li>
<li>Possibilidade de agressão física;</li>
<li>Abandono de atividades antes valorizadas e afastamento da família e dos amigos.</li>
</ul>
<h2>Amor saudável x amor patológico</h2>
<p>Há maneiras de diferenciar o amor patológico do amor saudável. Enquanto o amor saudável se caracteriza pelo comportamento de cuidar do parceiro com controle e duração limitada, tendo o desenvolvimento e a realização pessoal preservados, no amor patológico há falta de controle e de liberdade de escolha sobre essas condutas.</p>
<p>O componente central do amor patológico é a caracterização do comportamento repetitivo e sem controle de prestar cuidados e atenção ao objeto de amor com a intenção (nem sempre revelada) de receber o seu afeto e evitar sentimentos negativos. Para a avaliação diagnóstica do amor patológico é importante, também, constatarmos que essa atitude excessiva é mantida pelo indivíduo mesmo após concretas evidências de que está sendo prejudicial para a sua vida e/ou para a vida de seus familiares.</p>
<h2>Como é um relacionamento com dependência de amor</h2>
<p>Quando uma pessoa desenvolve um quadro de amor patológico existe a possibilidade de que seus relacionamentos amorosos carreguem esse tipo de padrão estabelecido. Como são questões estruturais, como personalidade, autoestima, história de vida, se a pessoa não buscar tratamento tende a repetir esses mesmos padrões em todos seus relacionamentos.</p>
<h2>Pessoas vulneráveis ao amor patológico</h2>
<p>Normalmente o amor patológico atinge pessoas que são vulneráveis psicologicamente, com baixas autoestima e autoconfiança, crises de raiva, privação de afeto, estresse emocional e baixa tolerância à</p>
<p>rejeição. São pessoas, também, que lidam com medos da solidão, de temas sobre merecimento e abandono.</p>
<p>Da mesma forma, alguns fatores familiares podem estar associados, como abuso de substâncias e histórico de negligência (física e/ou emocional)na infância. Essas pessoas vivenciaram relações conflituosas em seu núcleo familiar desde a infância; lares desajustados, em que conviveram e sofreram com situações de violência doméstica, pais distantes, dependentes químicos ou foram vítimas de abuso sexual infantil.</p>
<p>Em muitos casos, por terem pais que necessitavam de cuidados, essas pessoas assumiram responsabilidades quando crianças temendo o abandono e, na fase adulta, tendem a repetir esse padrão, buscando inconscientemente parceiros instáveis e, muitas vezes, dependentes (para destinar seus cuidados).</p>
<h2>Diagnóstico e tratamento</h2>
<p>Não existe um sintoma chave para o amor patológico que ajude em seu diagnóstico. Como outras dependências, o quadro começa a trazer prejuízos nas áreas da vida da pessoa, como os sintomas descritos acima, sem que ela se dê conta.</p>
<p>O tratamento, dessa forma, costuma ser procurado apenas quando o relacionamento acaba, quando já não é mais possível aceitar ou aguentar a forte angústia pelo rompimento.</p>
<p>Para tratar o amor patológico, a psicoterapia é a forma mais indicada. No início, o tratamento é bem difícil, pois como em casos de dependência a substâncias, a pessoa não tem crítica em relação a sua situação e acha que não precisa de suporte ou acompanhamento. Também indicamos grupos de apoio, como o Mulheres que Amam Demais Anônimas (MADA). Já o tratamento psiquiátrico é necessário apenas em casos de sintomas associados e patologias de base, como depressão, ansiedade, entre outros.</p>
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<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>O que é Compulsão e alguns tipos comuns!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Mar 2020 23:25:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Você já se pegou comendo descontroladamente, até a barriga doer, mas não conseguiu parar? Ou ainda, já passou vergonha na frente dos colegas de trabalho por não conseguir controlar a quantidade de bebida que ingeriu no happy hour? Comportamentos que você não pode controlar são conhecidos popularmente como compulsão. No texto de hoje, falaremos sobre&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você já se pegou comendo descontroladamente, até a barriga doer, mas não conseguiu parar? Ou ainda, já passou vergonha na frente dos colegas de trabalho por não conseguir controlar a quantidade de bebida que ingeriu no <em>happy hour</em>? Comportamentos que você não pode controlar são conhecidos popularmente como <strong>compulsão</strong>. No texto de hoje, falaremos sobre alguns dos principais tipos de compulsão e como caracterizar um comportamento compulsivo clinicamente.</p>
<h2>O que são os comportamentos compulsivos</h2>
<p>Muitas pessoas caem na mentira de que os comportamentos compulsivos são causados apenas por substâncias químicas. Assim, apenas dependentes químicos ou alcoólatras seriam realmente pessoas compulsivas. Contudo, já iniciamos esse texto avisando que isso não é verdade.</p>
<p><strong>Um comportamento de compulsão é aquele que faz com que uma pessoa faça alguma coisa que a princípio dá prazer, mas depois traz culpa e ressentimento.</strong> Assim, é verdade que muitos dependentes e alcoólatras se sentem assim, mas muitas outras coisas podem alimentar a compulsão.</p>
<p>Trata-se de um problema muito grande de controle, <span id="more-1382"></span>pois o desejo que impele a pessoa à ação é muito forte.</p>
<h2>Compulsão, estímulo e recompensa</h2>
<p>O nosso cérebro está condicionado a repetir situações que nos trazem prazer. Trata-se de um circuito de recompensa. Nesse contexto, quando abraçamos uma pessoa que amamos, se esse gesto nos traz prazer, vamos querer repeti-lo novamente. O mesmo vale para a comida, para o sexo e muitas outras experiências que nós apreciamos enquanto seres humanos.</p>
<p><strong>Esse nosso estímulo natural está totalmente associado à liberação de dopamina, que é um neurotransmissor responsável pela nossa sensação de prazer.</strong> Por isso dizemos que o cérebro está condicionado para recompensar com prazer uma experiência positiva. A dopamina é liberada quando isso acontece.</p>
<p>Contudo, quando olhamos para o cérebro de uma pessoa compulsiva, observamos que este apresenta uma alteração no que diz respeito à dopamina. Algumas experiências ou substâncias fazem com que esse indivíduo sinta a mesma sensação de prazer tal qual a liberada pelo neurotransmissor. Aqui o problema é que a compulsão leva a pessoa a repetir o mesmo comportamento gerador de prazer várias vezes. Assim, aumenta-se a frequência das atitudes.</p>
<h2>Tipos de compulsão mais comuns e fáceis de identificar</h2>
<p>Se você apresenta algum dos comportamentos abaixo,<strong> é importante procurar ajuda clínica.</strong></p>
<h3>1-  Compulsão alimentar</h3>
<p>Muitas pessoas não conseguem parar de comer. Assim, fazer uma dieta com apenas 6 ou menos refeições por dia é uma tarefa praticamente impossível de alcançar. A pessoa come por alguma razão, como o momento em que se sente ansiosa, e não consegue mais parar. Quando a compulsão se estabelece, toda vez que a pessoa se sentir assim, terá de comer para aliviar o sentimento ruim.</p>
<h3>2-  Atividade física compulsiva</h3>
<p>Enquanto algumas pessoas têm dificuldades para parar de comer, outras não conseguem parar de se exercitar. Isso é muito observado em pessoas que têm transtornos alimentares, por exemplo. No entanto, é possível ter essa necessidade compulsiva para se exercitar para relaxar. Assim, fica claro que a ansiedade pode diminuir de modos diferentes para pessoas diferentes. Umas comem, outras se exercitam, outras dormem para amortecer.</p>
<h3>3-  Compulsão por trabalho</h3>
<p>Há ainda quem tenha uma compulsão pelo trabalho, os chamados <em>workaholics</em>. Pessoas assim não conseguem fazer o desligamento entre vida profissional e pessoal. Muitas até preferem permanecer no ambiente de trabalho do que lidar com elementos da vida pessoal, tais quais:</p>
<ul>
<li>o casamento,</li>
<li>a criação de filhos,</li>
<li>o relacionamento com os pais,</li>
<li>as finanças,</li>
<li>entre outras coisas.</li>
</ul>
<h3>4-  Transtorno compulsivo por compras</h3>
<p>Na esteira dos problemas que surgem com a ansiedade, surge também a compulsão por compras. Muitas pessoas ignoram as próprias finanças e até extrapolam o orçamento de outras pessoas porque não conseguem parar de comprar. Quase nunca trata-se de algo necessário, mas o prazer de comprar algo leva o indivíduo a continuar gastando dinheiro sem necessidade.<strong><br />
</strong></p>
<h3>5-  Compulsão por jogos</h3>
<p>Ainda que não vejamos com frequência bingos ou casas de jogos, muitas pessoas são viciadas tanto no jogo quanto na ilegalidade da experiência. O prazer de ganhar algumas vezes não supera a perda do dinheiro que acontece sempre com mais frequência. Por essa razão, muitas famílias perdem tudo o que têm no jogo. Assim, casamentos acabam, relacionamentos ficam fragilizados e o jogador vive em um eterno loop de excitação e culpa.</p>
<h3>6-  Onicofagia</h3>
<p>Um dos comportamentos compulsivos mais comuns é o da onicofagia. O nome é difícil, mas o hábito é muito conhecido. Trata-se de roer as unhas. Quando a pessoa está compulsiva, ela pode roer as unhas por ansiedade, medo, nervoso ou frustração. Nesse contexto, o que importa é deslocar a atenção do que está trazendo nervoso para algo mais simples. Contudo, essa é uma compulsão que pode trazer doenças e ainda deixar os dedos em carne viva.</p>
<h3>7- Tricotilomania</h3>
<p>Um outro hábito bem comum que tem o nome difícil é o de arrancar os cabelos, conhecido como tricotilomania. Quem nunca ouviu a expressão “arrancar os cabelos de nervoso”? Quem faz isso com frequência pode ser enquadrado como indivíduo compulsivo. Assim sendo, precisa de tratamento. No começo você não enxerga os malefícios desse hábito tão ruim. Contudo, quando começar a enxergar falhas na cabeça, vai ficar preocupado.</p>
<h3>8-  Impulso sexual excessivo</h3>
<p>Assim, como no caso da mentira, a compulsão sexual pode atrapalhar o relacionamento de um casal. É importante que as partes envolvidas decidam fazer sexo com uma frequência que não seja abusiva juntos. Assim, quando uma das partes sofre com mais libido e vontade de transar do que a outra, coloca-se sobre o parceiro um peso muito grande. Nesse contexto, é possível que a compulsão se transforme em abuso e o relacionamento torne-se abusivo.</p>
<h3>9-  Nomofobia</h3>
<p>Por fim, destacamos a doença do nosso século. Trata-se da compulsão pelo uso do telefone celular ou “no mobile phone fobia” (fobia de não estar com o telefone). Muitos jovens e adultos da geração dos millennials já sofre com o problema. Contudo, trata-se de uma compulsão extremamente perigosa, que rouba o indivíduo do presente para inseri-lo em realidades em que não vive.</p>
<p>No texto de hoje, vimos como funciona a compulsão. Além disso, quais são os tipos mais comuns de comportamentos compulsivos. É muito importante lembrar que a terapia pode ajudar a amenizar ou cessar o ato compulsivo.</p>
<p>Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?</p>
<p>Grande abraço e até breve!</p>
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