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	<title>Arquivo de Doença de Parkinson - Bem Viver Mais</title>
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	<title>Arquivo de Doença de Parkinson - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Demência: quais são os primeiros sinais?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Nov 2024 00:46:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Doenças Degenerativas]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos Neurológicos]]></category>
		<category><![CDATA[alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[declínio cognitivo]]></category>
		<category><![CDATA[Demência]]></category>
		<category><![CDATA[demência frontotemporal]]></category>
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					<description><![CDATA[A demência é uma condição neurológica progressiva que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares. Os primeiros indícios podem ser sutis e frequentemente confundidos com os efeitos naturais do envelhecimento. No entanto, reconhecer essas manifestações iniciais pode fazer uma grande diferença no manejo&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A demência é uma condição neurológica progressiva que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares.</p>
<p>Os primeiros indícios podem ser sutis e frequentemente confundidos com os efeitos naturais do envelhecimento. No entanto, reconhecer essas manifestações iniciais pode fazer uma grande diferença no manejo da doença.</p>
<p>Então, continue lendo este artigo para entender o que é a demência, quais são seus sinais iniciais e como prevenir essa condição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que é demência?</strong><span id="more-2872"></span></p>
<p>A demência é um termo geral usado para descrever uma série de condições que envolvem declínio cognitivo e comprometimento das habilidades intelectuais suficientes para interferir nas atividades diárias e no funcionamento independente de uma pessoa.</p>
<p>Não é uma doença específica, mas sim um grupo de sintomas associados a várias doenças e condições que afetam o cérebro.</p>
<p>Embora muitos acreditem se tratar apenas da perda de memória – e esse de fato seja um sintoma central da demência, esta condição envolve muito mais do que apenas lapsos de memória.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são as causas e os fatores de risco da demência?</strong></p>
<p>A demência é uma condição complexa que pode resultar de diversas causas e ser influenciada por múltiplos fatores de risco.</p>
<p>Por isso, destacamos as principais causas associadas ao desenvolvimento da demência:</p>
<p><strong>Doenças neurodegenerativas:</strong></p>
<p>1 &#8211; Alzheimer: Principal causa dessa condição, caracterizada pelo acúmulo de placas beta-amiloides e emaranhados de proteínas tau no cérebro.</p>
<p>2 &#8211; Doença de Parkinson: Em estágios avançados, pode levar à demência devido à degeneração progressiva das células nervosas.</p>
<p>3 &#8211; Corpos de Lewy: Resulta do acúmulo de corpos de Lewy no cérebro, afetando a cognição e o movimento.</p>
<p><strong>Problemas vasculares:</strong></p>
<p>A demência vascular pode ser causada por problemas no fluxo sanguíneo para o cérebro, então frequentemente após derrames que danificam os vasos sanguíneos cerebrais.</p>
<p><strong>Traumatismo craniano:</strong></p>
<p>Lesões na cabeça que causam danos ao cérebro, especialmente múltiplas lesões ao longo do tempo, podem levar ao desenvolvimento do transtorno.</p>
<p><strong>Doenças:</strong></p>
<p>O HIV é uma doença que pode levar à demência devido à infecção direta do cérebro.</p>
<p><strong>Doenças metabólicas:</strong></p>
<p>Deficiências nutricionais, como a deficiência de vitamina B12, pode causar problemas neurológicos.</p>
<p><strong>Exposição a toxinas:</strong></p>
<p>Substâncias tóxicas, como o abuso de álcool, drogas ou exposição a metais pesados, podem causar danos cerebrais, levando à demência.</p>
<p>Existem vários fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de uma pessoa desenvolver demência ao longo da vida. Então, estes fatores podem ser modificáveis, como hábitos de vida, ou não modificáveis, como a genética e a idade.</p>
<p>Dessa forma, alguns fatores de risco podem ser:</p>
<p><strong>&#8211; </strong><strong>Idade</strong>: o risco de demência aumenta significativamente com a idade, especialmente após os 65 anos.</p>
<p>&#8211; <strong>Histórico familiar</strong>: ter um parente próximo com demência aumenta o risco, sugerindo um componente genético.</p>
<p>&#8211; <strong>Genética</strong>: certos genes, como o gene APOE-e4, estão associados a um risco aumentado de doença de Alzheimer.</p>
<p><strong>&#8211; Doenças cardiovasculares</strong>: A hipertensão e a diabetes são doenças que podem danificar os vasos sanguíneos e aumentam o risco de desenvolver essa condição.</p>
<p><strong>&#8211; Estilo de vida</strong>: o sedentarismo, tabagismo e ausência de uma dieta saudável são elementos que podem contribuir para o desenvolvimento da doença.</p>
<p><strong>&#8211; Nível educacional:</strong> baixo nível de educação está associado a um risco maior de demência, possivelmente devido a menos estímulo cognitivo ao longo da vida.</p>
<p><strong>&#8211; Depressão:</strong> a depressão na meia-idade ou na velhice pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de demência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são os estágios da demência? E seus primeiros sinais?</strong></p>
<p>A demência é uma condição progressiva que se desenvolve ao longo do tempo. Assim, seus estágios variam desde os sintomas iniciais leves até o comprometimento grave das funções cognitivas e físicas.</p>
<p>Abaixo listamos os estágios dessa condição e os sinais típicos de cada um:</p>
<p>1 &#8211; Estágio inicial (leve)</p>
<p>No estágio inicial, os sintomas são geralmente sutis e podem ser facilmente confundidos com os efeitos normais do envelhecimento.</p>
<p>No entanto, reconhecer esses sinais precocemente pode ajudar a buscar um diagnóstico e intervenções adequadas, sendo eles:</p>
<ul>
<li>Perda de memória recente</li>
<li>Dificuldade em encontrar palavras</li>
<li>Desorientação</li>
<li>Perda de iniciativa</li>
<li>Dificuldade em realizar tarefas complexas</li>
</ul>
<p>2 &#8211; Estágio intermediário (moderado)</p>
<p>No estágio intermediário, os sintomas tornam-se mais evidentes e começam a interferir de forma significativa na vida diária.</p>
<p>Os pacientes podem necessitar de mais assistência e supervisão, pois os sintomas podem envolver:</p>
<ul>
<li>Dificuldade em realizar tarefas diárias</li>
<li>Alterações de personalidade</li>
<li>Não reconhecimento de pessoas próximas</li>
<li>Esquecimento de datas importantes</li>
<li>Mudanças comportamentais extremas</li>
</ul>
<p>3 &#8211; Estágio avançado (grave)</p>
<p>No estágio avançado, essa condição afeta gravemente a capacidade de funcionar de maneira independente.</p>
<p>Dessa forma, a necessidade de cuidados constantes aumenta significativamente, com sintomas como:</p>
<ul>
<li>Perda severa de memória</li>
<li>Dificuldade extrema de comunicação</li>
<li>Dependência total com necessidades básicas</li>
<li>Problemas de mobilidade e fisiológicos</li>
<li>Mudanças comportamentais extremas</li>
</ul>
<p><strong>Quais são os principais tipos de demência?</strong></p>
<p>Essa condição pode resultar de diferentes doenças que afetam o cérebro, sendo que os principais tipos de demência, cada um com suas características distintas são:</p>
<ul>
<li>Alzheimer</li>
<li>Demência frontotemporal</li>
<li>Parkinson</li>
<li>Doença de Huntington</li>
<li>Demência mista</li>
</ul>
<p>Vale ressaltar que cada tipo apresenta características e sintomas específicos, o que requer abordagens de tratamento e cuidados individualizados de cada caso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>É possível prevenir a demência?</strong></p>
<p>Embora não haja uma forma garantida de prevenir completamente a demência, algumas estratégias podem reduzir o risco ou retardar sua progressão.</p>
<p>Assim, adotar um estilo de vida saudável é essencial, bem como manter uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais, peixes e com a redução de gorduras saturadas e açúcares.</p>
<p>Além disso, exercícios físicos regulares e atividades mentais, como leitura e jogos de lógica, são importantes para manter a mente ativa.</p>
<p>Cuidados com a saúde, como manter a pressão arterial, os níveis de colesterol e a diabetes sob controle também ajudam a evitar danos vasculares no cérebro.</p>
<p>Por fim, manter-se socialmente ativo e mentalmente estimulado ajuda a preservar a função cognitiva, sendo que a junção dessas práticas pode contribuir significativamente para a redução do risco de demência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como diagnosticar e tratar a demência?”</strong></p>
<p>O diagnóstico da demência envolve uma série de avaliações para identificar a presença e a causa dos sintomas cognitivos.</p>
<p>O processo começa com uma revisão detalhada da história médica pessoal e familiar, buscando identificar fatores de risco e sintomas associados.</p>
<p>Em seguida, um exame físico e neurológico é realizado para detectar sinais de problemas neurológicos e outras condições de saúde. Um bom exemplo são os testes cognitivos e neuropsicológicos para avaliar a memória, a capacidade de resolver problemas, habilidades linguísticas e outras funções cognitivas.</p>
<p>Além disso, exames laboratoriais, como testes de sangue e urina, são feitos para descartar deficiências nutricionais, problemas hormonais ou outras condições médicas que possam causar sintomas semelhantes aos da demência.</p>
<p>Imagens cerebrais, incluindo tomografias computadorizadas, ressonâncias magnéticas e tomografias por emissão de pósitrons, ajudam a identificar alterações no cérebro, como atrofia, tumores ou problemas vasculares.</p>
<p>Paralelamente, a avaliação psiquiátrica também é importante para descartar condições psiquiátricas, como depressão e ansiedade, que podem imitar ou coexistir com a demência.</p>
<p>Em termos de tratamento, existem alguns caminhos mais tradicionais, como:</p>
<p>Uso de medicamentos: inibidores da acetilcolinesterase e antagonistas do receptor NMDA;</p>
<p>Terapias: Terapia que estimule a parte cognitiva e atividades recreativas;</p>
<p>Mudanças no estilo de vida: adoção de uma dieta saudável e prática de exercícios físicos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Portanto, identificar a demência precocemente e iniciar um plano de tratamento adequado pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes e de seus cuidadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gostou desse post? Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles?</p>
<p>Grande abraço e até breve!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Doença de Parkinson em 8 passos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2016 02:17:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Fundamentais]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Doenças Degenerativas]]></category>
		<category><![CDATA[Doença de Parkinson]]></category>
		<category><![CDATA[doença degenerativa]]></category>
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					<description><![CDATA[1- O que é Doença de Parkinson (DP)?  A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. É causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas). A dopamina ajuda na realização dos&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>1- <strong>O que é Doença de Parkinson (DP)?</strong></strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. É causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas). A dopamina ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática, ou seja, não precisamos pensar em cada movimento que nossos músculos realizam, graças à presença dessa substância em nossos cérebros. Na falta dela, particularmente numa pequena região encefálica chamada substância negra, o controle motor do indivíduo é perdido, ocasionando sinais e sintomas característicos, que veremos adiante.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>2- Qual é a causa dessa intensa diminuição na quantidade de dopamina?</strong></h3>
<p><span id="more-337"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Com o envelhecimento, todos os indivíduos saudáveis apresentam morte progressiva das células nervosas que produzem dopamina. Algumas pessoas, entretanto, perdem essas células (e conseqüentemente diminuem muito mais seus níveis de dopamina) num ritmo muito acelerado e, assim, acabam por manifestar os sintomas da doença. Não se sabe exatamente quais os motivos que levam a essa perda progressiva e exagerada de células nervosas (degeneração), muito embora o empenho de estudiosos deste assunto seja muito grande. Admitimos que mais de um fator deve estar envolvido no desencadeamento da doença. Esses fatores podem ser genéticos ou ambientais.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>3- A DP é genética?</strong><strong><br />
</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Embora já sejam conhecidos alguns genes relacionados com a ocorrência da Doença de Parkinson, ela habitualmente não é uma doença hereditária. Apenas ocasionalmente há diversos casos da doença numa mesma família e, em geral, trata-se de casos com início precoce (abaixo dos 40 anos de idade). Assim, devemos entender que não há como definir um risco real para filhos de pacientes também virem a desenvolver a doença, ou seja, a presença de um doente na família não aumenta o risco da doença em nenhum indivíduo. Os genes que favorecem o desenvolvimento da doença possivelmente devem agir de forma indireta, juntamente com outros fatores. Entre estes, destacam-se fatores ambientais, como contaminação com agentes tóxicos (agrotóxicos e resíduos químicos, por exemplo).</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>4- Quais são os sintomas da DP?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O quadro clínico basicamente é composto de quatro sinais principais: tremores; acinesia ou bradicinesia (lentidão e diminuição dos movimentos voluntários); rigidez (enrijecimento dos músculos, principalmente no nível das articulações); instabilidade postural (dificuldades relacionadas ao equilíbrio, com quedas freqüentes). Para o diagnóstico não é necessário entretanto que todos os elementos estejam presentes, bastando dois dos três primeiros itens citados.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>5- Como os sintomas da DP se manifestam?</strong><strong><br />
</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">A Doença de Parkinson costuma instalar-se de forma lenta e progressiva, em geral em torno dos 60 anos de idade, embora 10% dos casos ocorram antes dos 40 anos (parkinsonismo de início precoce) e até em menores de 21 anos (parkinsonismo juvenil). Ela afeta ambos os sexos e todas as raças. Os sintomas aparecem inicialmente só de um lado do corpo e o paciente normalmente se queixa que “um lado não consegue acompanhar o outro”. O tremor é caracteristicamente presente durante o repouso, melhorando quando o paciente move o membro afetado. Não está, entretanto, presente em todos os pacientes com Doença de Parkinson, assim como nem todos os indivíduos que apresentam tremor são portadores de tal enfermidade. O paciente percebe que os movimentos com o membro afetado estão mais difíceis, mais vagarosos, atrapalhando nas tarefas habituais, como escrever (a letra torna-se pequena), manusear talheres, abotoar roupas. Sente também o lado afetado mais pesado e mais enrijecido. Esses sintomas pioram de intensidade, afetando inicialmente outro membro do mesmo lado e, após alguns anos, atingem o outro lado do corpo. O paciente também pode apresentar sintomas de dificuldade para andar (anda com passos pequenos) e alterações da fala.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>6- São necessários exames complementares para o diagnóstico da DP?</strong><strong><br />
</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico da Doença de Parkinson é basicamente clínico, baseado na correta valorização dos sinais e sintomas descritos. O profissional mais habilitado para tal interpretação é o médico neurologista, que é capaz de diferenciá-los do que ocorre em outras doenças neurológicas que também afetam os movimentos. Os exames complementares, como tomografia cerebral, ressonância magnética etc., servem apenas para avaliação de outros diagnósticos diferenciais. O exame de tomografia por emissão de pósitrons (PET-Scan) pode ser utilizado como um programa especial para o diagnóstico de Doença de Parkinson, mas é, na maioria das vezes, desnecessário, diante do quadro clínico e evolutivo característico.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>7- A DP tem tratamento?</strong><strong><br />
</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">A Doença de Parkinson é tratável e geralmente seus sinais e sintomas respondem de forma satisfatória às medicações existentes. Esses medicamentos, entretanto, são sintomáticos, ou seja, eles repõem parcialmente a dopamina que está faltando e, desse modo, melhoram os sintomas da doença. Devem, portanto, ser usados por toda a vida da pessoa que apresenta tal enfermidade, ou até que surjam tratamentos mais eficazes. Ainda não existem drogas disponíveis comercialmente que possam curar ou evitar de forma efetiva a progressão da degeneração de células nervosas que causam a doença. Há diversos tipos de medicamentos antiparkinsonianos disponíveis, que devem ser usados em combinações adequadas para cada paciente e fase de evolução da doença, garantindo, assim, melhor qualidade de vida e independência ao enfermo. Também existem técnicas cirúrgicas para atenuar alguns dos sintomas da Doença de Parkinson, que devem ser indicadas caso a caso, quando os medicamentos falharem em controlar tais sintomas. Tratamento adjuvante com fisioterapia e fonoaudiologia é muito recomendado. O objetivo do tratamento, incluindo medicamentos, fisioterapia, fonoaudiologia, suporte psicológico e nutricional, é reduzir o prejuízo funcional decorrente da doença, permitindo que o paciente tenha uma vida independente, com qualidade, por muitos anos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>8- Incidência no Brasil:</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">No Brasil existem poucos números sobre a doença de Parkinson e esta não é uma doença de notificação compulsória. Números não oficiais apontam para pelo menos 250 mil portadores. Porém, se considerarmos o levantamento epidemiológico de todos os portadores de doença de Parkinson em um estudo realizado no interior de uma cidade de Minas Gerais com idosos de 64 anos de idade ou mais, veremos que a prevalência de Parkinson, neste estudo, foi de 3,3%.</p>
<p style="text-align: justify;">Extrapolando para o número de idosos em nosso país, veremos que provavelmente são mais de 600 mil parkinsonianos com 64 anos de idade ou mais. E isto não leva em conta os portadores da doença jovens, aqueles que desenvolvem em idades bem inferiores à faixa etária típica. Por isto, seja no Brasil ou em qualquer país do mundo, trata-se da segunda doença neurodegenerativa mais comum. Se considerarmos o envelhecimento da população brasileira nas próximas décadas, poderemos entender o impacto desta enfermidade, social e econômico, em um futuro não muito distante.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Muito obrigada pela atenção!</strong> Espero que esse texto tenha lhe ajudado e, qualquer dúvida, estamos à disposição! Não se esqueça de conferir nossas postagens semanais, e aproveite para indicar ou compartilhar essa postagem com seus familiares e amigos. Todos merecem estar mais informados!</p>
<p><em><strong>Refer</strong><strong>ê</strong><strong>ncias:</strong></em></p>
<p>&#8211; Academia Brasileira de Neurologia</p>
<p>&#8211; <a href="http://www.doencadeparkinson.com.br">http://www.doencadeparkinson.com.br</a></p>
<p>&#8211; <a href="https://www.einstein.br/doencas-sintomas/parkinson">https://www.einstein.br/doencas-sintomas/parkinson</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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