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	<title>Arquivo de culpa - Bem Viver Mais</title>
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	<title>Arquivo de culpa - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Pensamentos obsessivos: por quê surgem e como controlá-los?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 02:43:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pensamentos obsessivos são ideias, imagens ou impulsos repetitivos e intrusivos que invadem a mente com intensidade e frequência. Para muitas pessoas, eles geram desconforto emocional, ansiedade ou culpa. Por isso, compreender suas origens, identificar seus tipos e aprender estratégias práticas para lidar com eles é fundamental para restabelecer o bem‑estar mental. Neste artigo, vamos explorar o que&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pensamentos obsessivos são ideias, imagens ou impulsos repetitivos e intrusivos que invadem a mente com intensidade e frequência. Para muitas pessoas, eles geram desconforto emocional, ansiedade ou culpa.</p>
<p>Por isso, compreender suas origens, identificar seus tipos e aprender estratégias práticas para lidar com eles é fundamental para restabelecer o bem‑estar mental.</p>
<p>Neste artigo, vamos explorar o que são os pensamentos obsessivos, suas causas, os sintomas mais frequentes, as opções de tratamento e dicas práticas para enfrentá-los no dia a dia. Boa leitura!</p>
<h4></h4>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que são os pensamentos obsessivos?</strong><span id="more-2920"></span></p>
<p>São ideias, imagens ou impulsos que surgem de forma repetitiva e indesejada, gerando desconforto e ansiedade. Assim, eles invadem a mente involuntariamente, mesmo quando a pessoa tenta ignorá-los ou afastá-los.</p>
<p>Esses pensamentos costumam ser percebidos como irracionais ou exagerados, mas ainda assim causam angústia. É comum que envolvam temas como medo de causar mal, preocupações com limpeza, culpa ou dúvidas constantes.</p>
<p>Embora possam ocorrer em situações de estresse, quando se tornam frequentes e incapacitantes, estão frequentemente associados a transtornos como o Transtorno Obsessivo‑compulsivo (TOC).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que causa pensamentos obsessivos?</strong></p>
<p>Os pensamentos obsessivos podem surgir por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Mesmo que qualquer pessoa possa tê-los ocasionalmente, eles se tornam preocupantes quando são frequentes, intensos e interferem na vida diária.</p>
<p>Então, a seguir, destacamos as principais causas:</p>
<ul>
<li>Alterações em neurotransmissores, como a serotonina;</li>
<li>Histórico familiar de transtornos mentais, especialmente ansiedade e TOC;</li>
<li>Traços de personalidade, como perfeccionismo e necessidade de controle;</li>
<li>Dificuldade em lidar com incertezas ou pensamentos negativos;</li>
<li>Experiências de estresse intenso ou eventos traumáticos.</li>
<li>Condições como depressão e transtornos de ansiedade.</li>
</ul>
<p>Além desses fatores, uma das causas mais frequentes é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Nesse caso, os pensamentos obsessivos são recorrentes, intensos e seguidos de comportamentos repetitivos, como checagens ou rituais mentais. Esses comportamentos têm a função de aliviar a angústia provocada pelas obsessões, mas acabam mantendo o ciclo do transtorno.</p>
<p>Portanto, quando os sintomas interferem na rotina ou causam sofrimento ao indivíduo, é fundamental buscar ajuda especializada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são os tipos de pensamentos obsessivos mais comuns?</strong></p>
<p>Os pensamentos obsessivos podem assumir diferentes formas, variando de pessoa para pessoa. No entanto, alguns dos tipos mais frequentes incluem:</p>
<ul>
<li>Medo excessivo de contaminação, germes ou sujeira;</li>
<li>Dúvidas constantes sobre ações do cotidiano, como trancar portas ou desligar aparelhos;</li>
<li>Pensamentos agressivos ou violentos, mesmo sem intenção de agir sobre eles;</li>
<li>Ideias de cunho sexual indesejado, muitas vezes acompanhadas de culpa ou vergonha;</li>
<li>Preocupações exageradas com temas religiosos ou morais;</li>
<li>Necessidade intensa de simetria, ordem ou perfeição;</li>
<li>Medo de causar acidentes ou prejuízos, mesmo sem evidência real;</li>
<li>Pensamentos repetitivos ligados à culpa, arrependimento ou remorso.</li>
</ul>
<p>Esses pensamentos costumam ser acompanhados por um alto nível de ansiedade e, em muitos casos, por comportamentos repetitivos que visam neutralizá-los.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Principais sintomas relacionados aos pensamentos obsessivos</strong></p>
<p>Quando os pensamentos obsessivos se tornam frequentes e intensos, eles costumam provocar uma série de reações emocionais e comportamentais. Esses sintomas variam de pessoa para pessoa, mas alguns sinais são bastante comuns, como:</p>
<ul>
<li>Presença frequente de pensamentos indesejados, repetitivos e angustiantes;</li>
<li>Dificuldade em controlar ou interromper esses pensamentos;</li>
<li>Sensação de que os pensamentos não condizem com a própria vontade ou valores;</li>
<li>Tentativas de neutralizar ou compensar os pensamentos com comportamentos repetitivos;</li>
<li>Ansiedade, culpa ou medo provocados pelas obsessões;</li>
<li>Prejuízo na concentração, no sono ou em atividades cotidianas;</li>
<li>Comprometimento das relações pessoais, profissionais ou acadêmicas;</li>
<li>Isolamento social por vergonha ou medo de julgamento;</li>
<li>Evitação de situações, lugares ou pessoas que possam desencadear os pensamentos;</li>
<li>Cansaço mental por lutar constantemente contra os próprios pensamentos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são os tratamentos para isso?</strong></p>
<p>O tratamento dos pensamentos obsessivos pode envolver diferentes abordagens, dependendo da intensidade dos sintomas e da causa associada. Portanto, o acompanhamento profissional é essencial para definir a estratégia mais adequada.</p>
<p>Entretanto, abaixo, separamos os principais tratamentos utilizados:</p>
<p><strong>1 &#8211; Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)</strong></p>
<p>A TCC é a abordagem mais eficaz para pensamentos obsessivos, pois trabalha a identificação de padrões mentais disfuncionais e a exposição gradual a pensamentos temidos, sem recorrer a comportamentos compulsivos.</p>
<p>Assim, ela ensina o paciente a responder de forma mais saudável às obsessões, promovendo autonomia e redução da ansiedade associada.</p>
<p><strong>2 &#8211; Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT)</strong></p>
<p>A ACT ajuda o paciente a aceitar a presença dos pensamentos obsessivos sem se prender a eles, o que enfatiza o foco em ações baseadas em valores pessoais, mesmo com desconforto emocional.</p>
<p>Além disso, utiliza técnicas de mindfulness para criar uma relação mais flexível com os pensamentos, reduzindo seu impacto na rotina.</p>
<p><strong>3 &#8211; Medicamentos psiquiátricos</strong></p>
<p>Antidepressivos, especialmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), são frequentemente indicados para tratar pensamentos obsessivos e TOC, pois eles atuam na regulação de neurotransmissores ligados à ansiedade.</p>
<p>No entanto, o uso deve ser sempre orientado por um psiquiatra.</p>
<p><strong>4 &#8211; Terapia psicodinâmica</strong></p>
<p>Essa abordagem busca compreender os conflitos emocionais e inconscientes que podem dar origem aos pensamentos obsessivos. Isso ajuda o paciente a elaborar experiências passadas e padrões emocionais repetitivos.</p>
<p>Embora não seja a primeira linha para tratar os pensamentos obsessivos, pode ser útil em casos específicos, com benefícios a longo prazo.</p>
<p><strong>5 &#8211; Técnicas complementares</strong></p>
<p>Práticas como meditação, exercícios físicos, atenção plena e respiração consciente auxiliam no controle da ansiedade e na redução do estresse diário.</p>
<p>São estratégias que não substituem o tratamento principal, mas funcionam como apoio, fortalecendo o bem-estar emocional e ajudando na convivência com pensamentos recorrentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como lidar com os pensamentos obsessivos no dia a dia?</strong></p>
<p>Enfrentar pensamentos obsessivos exige prática e estratégias consistentes. Embora o acompanhamento profissional seja fundamental, algumas atitudes no cotidiano podem ajudar a reduzir o impacto dessas obsessões e a retomar o equilíbrio emocional:</p>
<p><strong>1 &#8211; Reconheça o pensamento sem tentar controlá-lo</strong></p>
<p>Tentar eliminar o pensamento obsessivo costuma piorar a ansiedade. Em vez disso, reconheça que ele está presente e permita que exista sem reagir de forma imediata.</p>
<p>Essa aceitação reduz o impulso de realizar rituais mentais ou evitar situações.</p>
<p><strong>2 &#8211; Evite buscar segurança constante</strong></p>
<p>Pedir garantias ou repetir ações para ter certeza reforça o ciclo obsessivo. Portanto, esforce-se para tolerar a incerteza e resistir à necessidade de confirmar, mesmo que pareça desconfortável no início.</p>
<p><strong>3 &#8211; Pratique atenção plena (mindfulness)</strong></p>
<p>A prática de mindfulness ajuda a observar os pensamentos sem se envolver com eles. Técnicas simples de respiração e meditação guiada treinam a mente a voltar ao presente, sem se prender a conteúdos mentais repetitivos.</p>
<p><strong>4 &#8211; Mantenha uma rotina estruturada</strong></p>
<p>Ter uma rotina previsível e equilibrada ajuda a reduzir a sobrecarga mental. Por isso, reserve tempo para atividades significativas, lazer, sono regular e autocuidado, isso diminui o espaço que os pensamentos obsessivos ocupam.</p>
<p><strong>5 &#8211; Evite evitar</strong></p>
<p>Evitar lugares, pessoas ou situações por medo de ter pensamentos obsessivos apenas os reforça. Assim, a exposição gradual, com apoio terapêutico se necessário, ajuda a dessensibilizar o cérebro e a ganhar confiança.</p>
<p><strong>6 &#8211; Registre os pensamentos</strong></p>
<p>Escrever os pensamentos obsessivos em um caderno ou aplicativo pode ajudar a colocá-los em perspectiva. Isso permite identificar padrões, gatilhos e reações, facilitando o controle consciente sobre eles.</p>
<p><strong>7 &#8211; Exercite o autodiálogo compassivo</strong></p>
<p>Fale consigo mesmo com gentileza, reconhecendo que pensamentos não definem quem você é. Além disso, troque frases como “Isso é horrível” por “Isso é só um pensamento, vai passar”. Tenha em mente que a autocompaixão fortalece a resiliência emocional.</p>
<p><strong>8 &#8211; Busque apoio profissional</strong></p>
<p>Se os pensamentos forem persistentes e causarem sofrimento, a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra é essencial, pois o tratamento adequado faz toda a diferença na forma como a mente lida com essas obsessões.</p>
<p>Os pensamentos obsessivos podem causar grande sofrimento, mas é possível aprender a lidar com eles e retomar o controle da própria mente.</p>
<p>Com tratamento adequado, estratégias no dia a dia e apoio profissional, é possível reduzir a intensidade dessas obsessões e viver com mais equilíbrio e tranquilidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Os arrependimentos mais comuns e como lidar com eles</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 May 2023 16:00:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As pessoas frequentemente dizem “vivam sem arrependimentos!”, mas é realmente possível seguir esse conselho à risca? Esse sentimento complexo possui a capacidade de estimular reflexões interessantes para nossas vidas, nos ajudando a crescer como pessoas. Entretanto, o arrependimento também está envolto em muitas emoções negativas que podem nos levar para o caminho contrário. Quando não conseguimos&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas frequentemente dizem “vivam sem arrependimentos!”, mas é realmente possível seguir esse conselho à risca? Esse sentimento complexo possui a capacidade de estimular reflexões interessantes para nossas vidas, nos ajudando a crescer como pessoas.</p>
<p>Entretanto, o arrependimento também está envolto em muitas emoções negativas que podem nos levar para o caminho contrário. Quando não conseguimos lidar com nossos arrependimentos, ficamos estagnados. Algumas pessoas até se punem por tempo indeterminado por terem tido atitudes que hoje consideram ruins.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Por que nos arrependemos?</strong><span id="more-2670"></span></h4>
<p><strong> </strong>O arrependimento surge após fazermos algo que não aprovamos (ainda que tenha parecido o certo no momento) ou deixamos de tomar uma atitude quando queríamos muito. Ele pode surgir logo após o ocorrido ou depois de percebermos as consequências de nossas ações, principalmente quando afetam outras pessoas de modo negativo.</p>
<p>Esse sentimento também pode incomodar quando percebemos que poderíamos ter nos beneficiado de uma atitude que não tomamos. Ou seja, acabamos contribuindo para a situação ruim em que nos encontramos, ou nos impedimos de alcançar a tão desejada felicidade.</p>
<p>O arrependimento está quase sempre acompanhado pela culpa. “Por que eu fiz isso?” ou “por que eu não fiz isso?” são reflexões comuns quando a consciência está pesada. Como a culpa também é um sentimento intenso, a tendência é ficar preso em uma espiral de arrependimento, culpa, raiva e tristeza até que a situação seja resolvida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>5 arrependimentos comuns:</strong></h4>
<p><strong> </strong>A autora australiana Bronnie Ware escreveu o livro “Os 5 principais arrependimentos que as pessoas têm antes de morrer” com base em suas experiências como cuidadora paliativa. Embora este artigo não seja especificamente sobre arrependimentos que as pessoas têm no leito de morte, as descobertas da autora podem incentivar reflexões.</p>
<p>Estudos mostram que a tomada de decisão produz mais arrependimento a curto e médio prazo. Por exemplo, você pode se arrepender de ter dito algo que não foi bem recebido pelo outro ou ter dito ‘sim’ para uma atividade da qual, na verdade, você não queria participar. Os arrependimentos mais profundos são aqueles que nascem do que deixamos de fazer. São esses que costumam causar sentimentos negativos no fim da vida, além de sofrimento a longo prazo. Por exemplo, você pode passar anos se repreendendo por não ter feito uma escolha que queria muito quando jovem.</p>
<p>Segundo Bronnie Ware, os cinco arrependimentos mais comuns das pessoas são:</p>
<ul>
<li>Não ser autêntico: o principal arrependimento é não viver de acordo com a sua essência e verdade, deixando com que outras pessoas ou fatores ditem a sua vida.</li>
<li>Trabalhar excessivamente: o excesso de trabalho, que rouba a atenção de outros fatores importantes, como família e bem-estar, é o segundo mais comum.</li>
<li>Não expressar sentimentos: não viver os seus sentimentos, reprimindo vontades e optando pelo silêncio, é outra postura da qual as pessoas se arrependem.</li>
<li>Não manter contato com pessoas queridas: a conexão com familiares, amigos e cônjuge é fonte de grande felicidade. Afinal, são poucas as coisas na vida que causam impacto duradouro como os nossos relacionamentos interpessoais.</li>
<li>Não se permitir ser feliz: priorizar a felicidade alheia, punir-se sem necessidade e reprimir os seus desejos não traz nenhuma alegria, mesmo que, na hora, essas decisões pareçam ser as certas.</li>
</ul>
<p>Outros arrependimentos comuns, mas de caráter mais corriqueiro, são:</p>
<ul>
<li>Perder oportunidades profissionais: não arriscar e deixar outra pessoa levar aquela oportunidade de ouro, ou não mudar de carreira ou de local de trabalho no momento desejado.</li>
<li>Perder oportunidades de relacionamento: não arriscar no amor, deixando de iniciar relacionamentos com pessoas amadas ou optando por sabotá-los por medo.</li>
<li>Tomar decisões precipitadas: não refletir antes de tomar uma decisão, principalmente quando impacta diversas áreas da sua vida, como mudança de cidade ou término de relacionamento.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Como lidar com arrependimentos?</strong></h4>
<p>Os arrependimentos apresentam um dilema para nós, por isso, costuma ser tão complicado lidar com eles. Todos nós construímos uma imagem de nós mesmos, seja positiva ou negativa. O mais comum é acreditar que, apesar de todos os defeitos, somos boas pessoas.</p>
<p>Quando algo ou alguém ameaça destruir essa autoimagem construída ao longo de anos, entramos na defensiva. Começamos a questionar a nossa índole e competência, ou negamos a possibilidade de ter cometido algo que julgamos ser ruim, o que nos iguala com pessoas cujos comportamentos desaprovamos. Por que não fomos pessoas melhores, quando sabemos o que é certo ou errado?</p>
<p>As nossas crenças entram em conflito com o erro cometido, gerando dúvidas e medos que antes não tínhamos. Em meio a esse turbilhão de emoções e pensamentos de caráter negativo, fica difícil encontrar maneiras de gerenciar o arrependimento de modo saudável. De fato, você pode se afundar mais nesse sentimento em vez de encontrar uma saída.</p>
<p>Com o objetivo de ajuda-los a lidar com os seus arrependimentos, separamos algumas dicas. Confiram abaixo:</p>
<h5></h5>
<h5><strong>1- Reavalie os seus medos</strong></h5>
<p>Quais preocupações vêm à sua mente quando você decide não fazer algo? É o medo do julgamento, de decepcionar alguém, de passar vergonha ou de não ter os recursos necessários para garantir a sua sobrevivência?</p>
<p>Embora alguns de nossos medos sejam compreensíveis, grande parte deles não costuma ter pé na realidade. Isso porque são temores do que pode acontecer no futuro e, geralmente, não possuem como base o que está acontecendo no presente. Logo, a possibilidade de nossos piores medos se concretizarem é quase nula.</p>
<p>Esses medos pesam no momento de tomar uma decisão. Escolhemos reprimir uma vontade ou temos uma atitude contrária aos nossos valores pelo medo das possíveis consequências. Mas, será que eles fazem sentido? Reavalie os medos que você carrega dentro de si mesmo e se pergunte se eles, de fato, fazem sentido ou são alimentados pela ansiedade ou crenças limitantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>2- Aceite a sua imperfeição</strong></h5>
<p>Aceite que você, assim como todos nós, estamos suscetíveis a cometer erros. Às vezes, esses erros terão um grande impacto na vida de outras pessoas e o sofrimento delas te deixará triste ou envergonhado. Em vez de se lamentar eternamente por isso, procure tomar uma atitude para consertar a situação.</p>
<p>Essa é uma maneira positiva de lidar com o arrependimento, mas, para chegar nela, você precisa se aceitar e aceitar suas atitudes. Tenha compaixão por si mesmo para conseguir abraçar os seus defeitos e equívocos. Caso contrário, você terá dificuldade de se desapegar do arrependimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>3- Aprenda com as suas vivências</strong></h5>
<p>A decisão que você tomou ou não ficou no passado. Modificar essa realidade é impossível, não é mesmo? Sendo assim, opte por avaliar a situação como um todo, destacando o que você fez e o que poderia ter feito, mas não com o objetivo de se culpar. Faça isso com intenção de aprender com essa vivência para, no futuro, não tomar a mesma decisão que te causou sofrimento.</p>
<p>Uma escolha errada, independentemente da situação, foi o melhor que você pode fazer naquele momento. Então, tente vê-las como ‘boas o suficiente’ e procure trabalhar as suas competências socioemocionais para fazer escolhas melhores no futuro. Não é uma garantia que você sempre fará a escolha certa, mas, ao menos, você estará tentando.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>4- Faça terapia</strong></h5>
<p>O peso do arrependimento pode ser grande demais para você carregar sozinho. Além disso, pode desencadear emoções e pensamentos desagradáveis e difíceis de lidar. Para recobrar o seu bem-estar emocional e entender a fonte do seu arrependimento, bem como o que te impede de superá-lo, você pode procurar um psicólogo.</p>
<p>A terapia é um espaço seguro onde as pessoas podem compartilhar as suas angústias, desejos e aflições. Se você acredita que ninguém é capaz de entender como você se sente, saiba que o psicólogo é um profissional capacitado para não apenas compreender o funcionamento da psique humana, como também para ter empatia com realidades bem diferentes da dele. Não tenha medo ou vergonha de conversar com o psicólogo sobre os seus arrependimentos. Falar sobre eles em voz alta pode ser o que falta para você conseguir aceita-los digeri-los da maneira correta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>5- Questione-se</strong></h5>
<p>Um exercício simples que você pode fazer antes de tomar uma decisão (lembrando que a inação também é uma escolha) é se perguntar “eu vou me arrepender disso?”. Faça uma breve reflexão sobre isso e, se você chegar a uma resposta positiva após avaliar todos os fatores entrelaçados na situação, escolha agir. Dessa forma, você reduz a possibilidade de ter arrependimentos de longo prazo. E, se no fim das contas você acabar se arrependendo da sua decisão, já saberá como lidar com esse sentimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gostou desse post? Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?!?</p>
<p>Grande abraço e até breve!</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Abuso emocional: o que é e como identificar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Nov 2022 20:23:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O abuso emocional é uma forma de violência não física que gera sofrimento emocional e psicológico. Muitas vezes as formas de violência que não causam consequências evidentes, como machucados, acabam passando despercebidas pelas vítimas ou não são levadas a sério pelas pessoas que convivem com elas. Entretanto, elas podem causar prejuízos emocionais duradouros nas vítimas, impedindo que&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O abuso emocional é uma forma de violência não física que gera sofrimento emocional e psicológico. Muitas vezes as formas de violência que não causam consequências evidentes, como machucados, acabam passando despercebidas pelas vítimas ou não são levadas a sério pelas pessoas que convivem com elas.</p>
<p>Entretanto, elas podem causar prejuízos emocionais duradouros nas vítimas, impedindo que tenham vidas saudáveis, desenvolvam laços afetivos sólidos e alcancem a felicidade.</p>
<p>Quem sofre abuso emocional pode demorar anos para voltar a confiar nas pessoas e, ainda, se sentir bem consigo mesmo. Então, é importante saber reconhecer os sinais de alerta dessa violência.</p>
<p><strong> </strong></p>
<h4><strong>O que é abuso emocional?</strong><span id="more-2613"></span></h4>
<p>Abuso emocional, também chamado de abuso psicológico, é caracterizado por um conjunto de atitudes e palavras cujo objetivo é ferir outra pessoa emocionalmente e, a autoestima e a autoimagem são os principais alvos desse tipo de violência.</p>
<p>A pessoa que comete o abuso pode ter uma série de razões para isso, mas, geralmente, as suas ações são motivadas pela necessidade de controle do outro. Além disso, ao ver a vítima mal, ela se sente bem consigo mesma, como se apenas conseguisse validar as suas qualidades através do sofrimento alheio.</p>
<p>A vítima passa a ter uma visão tão negativa de si mesma que se faz acreditar que viver sem o abusador é impossível. Sem ele, ela não consegue tomar decisões, ter sucesso no trabalho, cultivar amizades, desenvolver habilidades e gostar de si mesma.</p>
<p>O abuso emocional pode acontecer em qualquer tipo de relacionamento, como entre familiares, cônjuges, amigos, colegas de trabalho, chefes e funcionários e professores e alunos. Porém, costuma ser mais comum em relacionamentos afetivos e familiares, principalmente entre pais e filhos.</p>
<p>Quando uma pessoa cresce em um ambiente em que o abuso emocional é frequente, ela vê os comportamentos abusivos como normais. Para ela, é esperado que membros da família ajam assim uns com os outros e, frequentemente, repete o mesmo padrão comportamental com a sua própria família ou procura cônjuges emocionalmente abusivos. Além de abalar a autoestima das vítimas, o abuso emocional possui, então, capacidade de moldar toda a sua visão de mundo e concepções sobre as pessoas. Essa é uma das razões pelo qual é difícil terminar um relacionamento abusivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Como identificar o abuso emocional?</strong></h4>
<p>O abuso emocional é praticado de várias formas. Como não é tão evidente e claro quanto outras formas de violência, como a física e a sexual, as vítimas podem passar anos sem perceber as atitudes abusivas ou compreender a gravidade de certos comentários e comportamentos.</p>
<p><strong>1 – Manipulação:</strong></p>
<p>A manipulação emocional consiste em uma série de táticas para persuadir a vítima a fazer o que o abusador quer.</p>
<p>Uma das formas mais comuns é o gaslighting, termo que surgiu do filme “À Meia Luz” de 1944, e tem sido alvo de discussões nos últimos anos. Trata-se da tentativa de fazer alguém acreditar que ele está ficando louco ao duvidar das suas palavras e mentir sobre acontecimentos. Dessa forma, a vítima começa a se perguntar se realmente se lembra do que aconteceu e duvidar da condição da sua psiquê.</p>
<p><strong>2 – Duvidar da capacidade:</strong></p>
<p>O abusador duvida da capacidade da vítima de fazer o seu trabalho, de concluir atividades domésticas, de se socializar e de qualquer coisa que cause perturbação emocional nela.</p>
<p>Para deixá-la o mais desconfortável possível, o abusador procura plantar dúvidas sobre os seus pontos fracos, fortalecendo as suas inseguranças.</p>
<p><strong>3 – Isolamento gradual:</strong></p>
<p>Para manter a vítima sempre sob o seu controle, o abusador emocional começa a afastá-la de seus amigos e familiares. O isolamento não é feito de maneira descarada e, a princípio, a vítima não percebe que já se distanciou de seus entes queridos. Isolada, ela encontra mais dificuldades para pedir ajuda.</p>
<p>Entre as maneiras de fazer isso estão: mentir sobre atitudes e palavras para causar discórdia, reduzir o contato da vítima com pessoas queridas e fazer chantagem emocional quando ela dedica “mais” atenção a elas.</p>
<p><strong>4 – Culpar por tudo:</strong></p>
<p>Tudo passa a ser culpa da vítima. Se aconteceu algo errado na vida do abusador, ele encontra uma maneira de responsabilizar a vítima por isso. Ele pode dizer, por exemplo, que ela vinha o chateando há muito tempo, provocando o mau humor e a distração que causaram o incidente. A vítima se sente mal, então tenta fazer de tudo para recompensá-lo por suas ações.</p>
<p>O abusador emocional também pode culpar a vítima por seu sofrimento quando ela tenta acabar com o relacionamento e tentar fazer negociações para manter o relacionamento.</p>
<p><strong>5 – Diminuição da autoestima:</strong></p>
<p>A diminuição da autoestima acontece gradualmente mediante as demais formas de abuso. Mas o abusador também pode focar especificamente nisso ao direcionar ofensas constantes à vítima, como “você não consegue fazer nada”, “você é muito burro” ou “você nunca vai conseguir o que quer desse jeito”.</p>
<p>Ele também pode se aproveitar de acontecimentos negativos na vida da vítima para reforçar que ela é incompetente e merece o que está acontecendo. Bombardeada com insultos e questionamentos sobre sua capacidade, a vítima passa a acreditar no abusador.</p>
<p>Além de tornar difícil deixar esse relacionamento, a autoestima baixa pode estimular o aparecimento de várias condições de saúde mental, como depressão, ansiedade e transtorno do pânico.</p>
<p><strong>6 – Ignorar:</strong></p>
<p>Ignorar alguém sempre que ele faz “algo de errado” para “ensinar uma lição” também é uma forma de abuso emocional. O abusador pode andar pela casa ou ambiente de trabalho, agindo como se não estivesse vendo a vítima e não direcionar nenhuma palavra a ela.</p>
<p>A princípio, essa atitude pode parecer infantil e não causar o efeito desejado, mas, ao ser usada frequentemente, a vítima começa a se sentir culpada e busca se comunicar com o abusador. Ao ser ignorada, ela se sente envergonhada e passa a desejar o perdão do outro.</p>
<p><strong>7 – Privação de bens e recursos financeiros:</strong></p>
<p>Outra forma comum de abuso emocional em relacionamentos familiares e afetivos é a privação de bens e recursos financeiros, também chamada de violência financeira. O abusador corta ou limita o acesso da vítima ao dinheiro, impedindo que ela compre alimentos e outros itens de necessidade básica e dependa dele para sobreviver. Isso inclui impedir que ela trabalhe, gaste dinheiro sem sua autorização ou tenha acesso aos recursos financeiros da família.</p>
<p><strong>8 – Perseguir:</strong></p>
<p>A perseguição, também chamada de stalking, é uma forma de abuso emocional que tem se mostrado cada vez mais frequente. Ela costuma acontecer após o término do relacionamento. O abusador raramente persegue a vítima pessoalmente.</p>
<p>É mais comum ele mandar fotos da frente da sua casa, trabalho ou lugares onde esteve durante o dia ou semana; criar contas falsas nas redes sociais para comentar em suas fotos e mandar ameaças nas mensagens; e enviar a sua localização para a vítima, mostrando que está perto da sua casa. Assim, ele consegue despertar uma sensação de onipresença na vítima, que, consequentemente, fica com medo de sair de casa ou usar as suas redes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>O que fazer depois?</strong></h4>
<p>O processo de identificação do abuso emocional, principalmente quando vem dos pais ou de um parceiro de longa data, desperta muitos sentimentos e dúvidas.</p>
<p>A vítima é confrontada com uma realidade que, até então, era inexistente para ela. Embora tenha passado por momentos ruins ao lado do abusador, ainda o considera alguém que lhe faz bem. Esse período de negação costuma persistir até ela conseguir compreender a gravidade dos abusos emocionais. A partir de então, começa a ver como o outro lhe influenciou de modo negativo.</p>
<p>As primeiras conclusões podem causar raiva, tristeza, medo e angústia, bem como modificar percepções que a vítima tinha de si mesma e do outro. Esse choque de realidade é doloroso, mas faz parte do processo de libertação do relacionamento abusivo, independentemente de qual seja a sua natureza.</p>
<p>Para torná-lo menos turbulento, você pode consultar um psicólogo. A terapia ajuda pacientes a encontrar a melhor maneira de processar os abusos emocionais e seguir em frente. Não raro, por exemplo, as vítimas se culparem por terem permanecido tanto tempo ao lado do abusador e acreditarem merecer o sofrimento.</p>
<p>Em outras ocasiões, elas desenvolvem um profundo ressentimento por ele, alimentando emoções extremamente negativas e até pensamentos de vingança.</p>
<p>O psicólogo é capacitado para orientar pacientes nessa situação a mudarem a sua mentalidade, redescobrirem a sua autoestima e conseguirem deixar o passado para trás sem guardar mágoas. Um dos focos da terapia neste caso é retomar a conexão da vítima consigo mesma para que ela consiga levar uma vida saudável.</p>
<p>Gostou deste artigo? Então, compartilhe essas informações nas redes sociais. Seus amigos também podem se interessar pelo assunto.</p>
<p>Grande abraço e até beve!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sinais de compulsão pelo trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Apr 2022 02:56:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira / Vida Profissional]]></category>
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					<description><![CDATA[Compulsão pode ser descrita como a dificuldade para controlar desejos, segundo psicólogos. Os comportamentos compulsivos são naturalmente impulsivos e inconsequentes, mas, depois, costumam estimular reflexões acerca do objeto da compulsão. Não raro as pessoas se sentirem envergonhadas, decepcionadas ou frustradas por terem cedido às suas compulsões. Elas prometem para si mesmas que nunca mais farão aquilo,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Compulsão pode ser descrita como a dificuldade para controlar desejos, segundo psicólogos.</p>
<p>Os comportamentos compulsivos são naturalmente impulsivos e inconsequentes, mas, depois, costumam estimular reflexões acerca do objeto da compulsão.</p>
<p>Não raro as pessoas se sentirem envergonhadas, decepcionadas ou frustradas por terem cedido às suas compulsões. Elas prometem para si mesmas que nunca mais farão aquilo, mas, no calor do momento, voltam a alimentar a compulsão.</p>
<p><strong>Por que as pessoas recorrem às compulsões?</strong><span id="more-2454"></span></p>
<p>Compulsões podem ter relação com uma variedade de desejos que, conforme as crenças da pessoa compulsiva, podem tornar a sua vida mais agradável mesmo que por alguns minutos.</p>
<p>Comportamentos compulsivos costumam ser uma resposta a traumas, estresse ou impasses de difícil resolução.</p>
<p>Um dos grandes problemas é a perda (momentânea ou não) do julgamento do que é considerado bom e saudável.A pessoa compulsiva busca incessantemente o prazer e somente depois percebe que tomou decisões precipitadas e prejudiciais para sua vida. Mas, essa reflexão não é o suficiente para ela cessar a compulsão.</p>
<p>Quem tem compulsão por compras, por exemplo, pode maximizar o cartão de crédito e ter uma montanha de dívidas. Mesmo sabendo disso, o indivíduo não consegue parar de comprar.</p>
<p>Outra questão problemática é o prejuízo causado em outras áreas da vida. A pessoa com compulsão por comida, por exemplo, pode desenvolver problemas de saúde no futuro, como obesidade, diabetes e doenças cardíacas. Já a compulsão por trabalho pode interferir nos relacionamentos, principalmente afetivo e familiar.</p>
<p>A compulsão por trabalho também pode ter origem na baixa autoestima. Para provar sua competência a si mesmo e aos outros, o indivíduo busca constante validação através do seu desempenho profissional onde seu valor como indivíduo reside na qualidade do seu trabalho.</p>
<p>Da mesma forma, traumas e situações estressantes em outras esferas da vida podem empurrar a pessoa para um estilo de vida workaholic. A compulsão por trabalhar se torna uma maneira de escapar das memórias ou realidade insatisfatória.</p>
<p><strong>Sinais de compulsão por trabalho</strong></p>
<p>Você está viciado em trabalho? Se suspeita ter compulsão por trabalho, mas tem dificuldade em aceitar isso, confira abaixo alguns comportamentos compulsivos para fins de esclarecimento e caso se identifique com grande parte dos sinais, procure um psicólogo para ajudá-lo a ter uma vida profissional saudável.</p>
<ul>
<li><strong>Preocupação excessiva com o trabalho:</strong></li>
</ul>
<p>O profissional compulsivo passa muito tempo se preocupando com o próximo dia, semana ou mês no trabalho. As suas preocupações costumam ser exageradas e ilógicas visto que grande parte dos impasses podem ser resolvidos com facilidade no horário do expediente.</p>
<p>Mesmo quando se encontra fora do escritório ou do home office, o profissional não consegue parar de pensar em trabalho. Ele fica grudado ao celular tentando concluir pendências ou adiantar a carga da próxima semana.</p>
<ul>
<li><strong>Problemas de saúde física e mental:</strong></li>
</ul>
<p>A compulsão também traz riscos à saúde uma vez que o profissional trabalha incessantemente. O estresse, ansiedade e preocupação passam a ser constantes em sua vida e podem abrir portas para várias patologias, como AVC, infarto, diabetes, fibromialgia, depressão, obesidade e Síndrome de Burnout.</p>
<ul>
<li><strong>Ausência de hobbies:</strong></li>
</ul>
<p>O profissional compulsivo não tem tempo para hobbies. A sua vida é voltada somente para o trabalho, então ele não costuma ter outros interesses. Não há nada em sua vida, além das pendências profissionais, que desperte seu entusiasmo.</p>
<p>Os hobbies são importantes, embora possam ser vistos como “perda de tempo”. Eles fornecem um descanso necessário tanto ao cérebro quanto ao corpo, além de promover o prazer no dia a dia.</p>
<ul>
<li><strong>Estresse persistente:</strong></li>
</ul>
<p>Como dito anteriormente, o estresse passa a ser uma presença constante na vida de quem possui compulsão por trabalho. O ambiente profissional normalmente já é um local favorável para o aumento do estresse, não é? Prazos curtos, conflitos entre colegas, atendimento ao cliente, imprevistos, erros, briga de egos e funções pouco estimulantes são alguns dos fatores presentes no ambiente de trabalho que causam estresse.</p>
<p>Como a compulsão conduz as pessoas a trabalharem cada vez mais, elas possuem maior contato com esses fatores estressantes.</p>
<ul>
<li><strong>Negligência de períodos de descanso:</strong></li>
</ul>
<p>Por nutrir um estado emocional perturbado, a produtividade e rendimento do profissional compulsivo naturalmente caem. Afinal, estamos na nossa melhor forma física e psicológica somente quando temos saúde, certo?</p>
<p>Frustrado, o profissional compulsivo pode desrespeitar os seus limites, negligenciando períodos de descanso e lazer, para tentar elevar o seu desempenho. Dificilmente, contudo, ele irá se deparar com resultados positivos.</p>
<p>As férias, feriados prolongados e finais de semana existem por uma razão: ajudar as pessoas a recarregarem as energias e aliviarem a tensão acumulada após longos períodos de atividade.</p>
<ul>
<li><strong>Problemas no relacionamento:</strong></li>
</ul>
<p>Os relacionamentos do profissional compulsivo normalmente sofrem. Ele possui dificuldade para encontrar o equilíbrio saudável entre a vida pessoal e profissional. Assim, cônjuges, filhos e outros familiares ficam irritados ou magoados com a sua ausência.</p>
<p>A ausência pode ser física ou emocional. Quando uma pessoa está na presença de entes queridos, mas não consegue se desligar do celular ou parar de pensar em coisas as quais não são importantes naquele momento, ela não está dedicando atenção a eles.</p>
<p>É comum que a intimidade seja abalada ou perdida (ou deixe de ser construída, como costuma acontecer entre pais e filhos), levando ao afastamento de pessoas queridas e de parceiros, amigos ou colegas em potencial.</p>
<ul>
<li><strong>Comportamento impaciente e irritativo:</strong></li>
</ul>
<p>O estresse, insônia, ansiedade, letargia e esgotamento emocional deixam as pessoas irritadas e com pouca paciência. Expressões e atitudes podem ser mal interpretadas e a tolerância para erros pode ser quase nula.</p>
<p>O convívio diário com o profissional compulsivo tende, então, a ser desagradável para os colegas e frequentemente originar conflitos. É comum que os demais se afastem desse profissional aos poucos. Ninguém gosta de conviver com alguém que está sempre irritado, não é?</p>
<ul>
<li><strong>As conversas giram ao redor do trabalho:</strong></li>
</ul>
<p>O profissional com compulsão por trabalho só sabe falar disso! Embora comentar sobre eventos ocorridos no ambiente de trabalho seja normal entre colegas e familiares, o excesso facilmente se torna cansativo para os ouvidos alheios.</p>
<ul>
<li><strong>Avisos constantes para trabalhar menos:</strong></li>
</ul>
<p>É comum que profissionais compulsivos recebam conselhos de colegas, familiares, cônjuges e até de chefes para reduzirem a carga de trabalho. As pessoas que convivem com eles tendem a perceber os efeitos negativos da compulsão mais facilmente uma vez que não possuem o mesmo apego emocional ao trabalho.</p>
<p>Elas notam o cansaço, a irritabilidade, a mudança na aparência e as ambições que parecem somente estar relacionadas à vida profissional. E, preocupadas, aconselham o profissional a reduzir a carga horária e aproveitar melhor o tempo livre.</p>
<p>Se você já escutou conselhos assim e de pessoas diferentes, considere dar ouvidos a eles e refletir sobre o seu comportamento!</p>
<ul>
<li><strong>Trabalho como forma de aguentar sentimentos de ansiedade, culpa e depressão:</strong></li>
</ul>
<p>O vício em trabalho pode ser um mecanismo de defesa contra sentimentos de ansiedade, culpa, depressão, medo, desespero e outros. Como o indivíduo não consegue lidar com eles de maneira saudável, ele recorre ao trabalho para fugir da negatividade.</p>
<p>O problema é que essa maneira de escapar da realidade não ajuda a reduzir os sentimentos desagradáveis. Pelo contrário, ela pode torná-los insuportáveis com o tempo. O modo mais adequado de lidar com o que consideramos emocionalmente desagradável é encarando nossos problemas de frente.</p>
<p>Como sabemos que fazer isso não é nada fácil (afinal, você pode nem sequer saber por onde começar!), sempre recomendamos buscar a ajuda de um psicólogo.</p>
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<p style="text-align: justify;">Grande abraço e até breve!</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Adulto também é rejeitado: como lidar com isso sem sofrer tanto!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Oct 2021 23:39:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Embora a rejeição seja um sentimento comum, afinal estamos todos suscetíveis a ter de enfrentá-la em algum período ou situação, o fato é que nunca estamos preparados para lidar com ela. Rejeitar é o mesmo que recusar, resistir, desaprovar, e não é nada confortável enfrentar esse tipo de negação. A rejeição é uma experiência que&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Embora a rejeição seja um sentimento comum, afinal estamos todos suscetíveis a ter de enfrentá-la em algum período ou situação, o fato é que nunca estamos preparados para lidar com ela. Rejeitar é o mesmo que recusar, resistir, desaprovar, e não é nada confortável enfrentar esse tipo de negação.</p>
<p>A rejeição é uma experiência que causa fissuras na nossa autoestima, como se o entorno sinalizasse que não somos importantes e internalizamos esse sentimento como se fosse uma verdade sobre nós.</p>
<p>Por isso, a rejeição tende a machucar tanto. Temos a necessidade de aprovação e de acolhimento e, <span id="more-2356"></span>apesar de a rejeição não ocorrer, necessariamente, por algo intrínseco de quem a sofre, pois ela pode ser uma questão do outro, alimentamos uma tendência à culpa. Não é simples atribuir importância a si próprio, e se essa rejeição se repete, vamos ficando frágeis emocionalmente.</p>
<p><strong>Quais os impactos de uma rejeição?</strong></p>
<p>As rejeições fazem parte da construção de nossa identidade, comportando elementos conscientes e inconscientes. Suas marcas podem ser agravadas, elaboradas ou ressignificadas, dependendo de seu grau de intensidade e duração e das nossas experiências reais e simbólicas.</p>
<p>A forma como somos aceitos ou rejeitados interfere nos sentimentos que temos em relação a nós mesmos como valorização, depreciação ou descrédito. Por isso, sentir-se rejeitado pode causar muitos danos emocionais. Sofrer rejeição em diferentes fases do desenvolvimento podem ocasionar problemas sérios na autoimagem e autoestima.</p>
<p>Quanto mais precoce e intensa a percepção de rejeição, maiores são os danos emocionais. Afinal, ser rejeitado causa sempre uma sensação de desconforto, mas se isso acontece na infância os danos tendem a ser mais profundos, influindo até mesmo na maneira como o indivíduo irá lidar com a rejeição ao longo de sua vida. Uma criança rejeitada tende a se tornar um adulto inseguro, com pouca consciência sobre si mesmo e mais dependente. Podendo, muitas vezes, se sujeitar a relacionamentos abusivos ou mesmo relações cotidianas de subserviência.</p>
<p><strong>O cancelamento é uma forma de rejeição</strong></p>
<p>É esperado que o adulto tenha uma forma mais positiva de lidar com a rejeição. Porém, boa parte das pessoas possui lacunas no desenvolvimento de alguns processos como auto aceitação e autonomia, podendo levar a um sofrimento extremo em função da rejeição. Na atualidade, lidar com a rejeição tem sido mais complicado, pois ela ocorre de maneira rápida, direta e instantânea. E este é um sentimento que precisa ser elaborado. A questão da rejeição acaba provocando o medo de ser &#8216;cancelado&#8217;, situação em que o sujeito passa por uma espécie de linchamento (rejeição virtual), em função de seus posicionamentos, conferindo ao &#8216;cancelador&#8217; o crivo da superioridade.</p>
<p>Em suma, a rejeição interfere em todos os âmbitos de vida, mostrando que a pessoa não atingiu uma maturidade emocional e podendo potencializar a experiência de negação do seu ser, de seu modo de pensar e agir. É comum pessoas renunciarem, mesmo que por um tempo, características pessoais para se confirmarem em um grupo social. Cada indivíduo possui um limiar do que pode conceder em nome da aceitação e conformação social, mas se ceder muito isso será convertido em sofrimento, perda de identidade, distanciamento e outros estados emocionais negativos.</p>
<p><strong>Como lidar com a rejeição sem sofrer tanto?</strong></p>
<p>Para aprender a lidar com o sentimento de rejeição é necessário, antes de mais nada, passar por um processo de autoaceitação. Quem teve relações mais seguras e acolhedoras na infância parte melhor para seu desenvolvimento até a idade adulta. Falhas nessas relações e no desenvolvimento da autorregulação emocional levam a formas menos adaptadas de lidar com a rejeição. Por isso, listamos algumas dicas essenciais para reverter isso e enfrentar este tipo de situação sem tanto sofrimento.</p>
<p><strong>1. Autoconhecimento:</strong></p>
<p>Conhecer-se leva a uma aceitação realista de si, dos aspectos positivos e negativos de sua personalidade;</p>
<p><strong>2. Observação:</strong></p>
<p>Analisar os gatilhos que reatualizam situações de abandono e que podem gerar no presente situações de dependência emocional;</p>
<p><strong>3. Avaliação:</strong></p>
<p>Perceber se essa dificuldade é tolerável, pois se provoca sofrimento e torna o sujeito disfuncional, é imprescindível buscar ajuda profissional;</p>
<p><strong>4. Auto compaixão:</strong></p>
<p>Sem excesso, ajuda o indivíduo a ter uma visão mais realista sobre si, sem tantas críticas e sentimento de culpa;</p>
<p><strong>5. Auto aceitação:</strong></p>
<p>Ajuda na aceitação da forma como a pessoa é e enfrenta seus próprios critérios e experiências pessoais para encarar a vida, deixando-a mais autocentrada e confiante;</p>
<p><strong>6. Autonomia:</strong></p>
<p>Surge a partir do desenvolvimento da autocompaixão e auto aceitação. Tais processos auxiliam a lidar de uma forma mais positiva com a rejeição, com a chance de cada vez menos responder às expectativas dos outros e à conformidade social;</p>
<p><strong>7. Controle:</strong></p>
<p>Colocar-se numa posição de inferioridade de forma recorrente pode fortalecer as distorções cognitivas que contribuem para interferir na forma como encara os fatos. Por isso, é importante manter pensamentos negativos e que o jogam para baixo sob controle;</p>
<p><strong>8. Crie oportunidades</strong>:</p>
<p>A dor da rejeição pode ser superada ao criar novas conexões que priorizam a valorização e aceitação da pessoa como ela é. Não fique preso ao que o faz mal, sempre é importante avançar para novas conquistas</p>
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<p>Grande abraço e até breve!</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>6 Hábitos que Limitam nosso Raciocínio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Nov 2018 01:51:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos & Curiosidades]]></category>
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					<description><![CDATA[O nosso cérebro é um órgão que investe energia em suas funções executivas assim como qualquer outro, e caso exista algum processo utilizando parte de sua energia enquanto tentamos nos concentrar em outra tarefa a capacidade de focar em qualquer uma das duas torna-se limitada. As distrações nos dias de hoje estão completamente acessíveis, é&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O nosso cérebro é um órgão que investe energia em suas funções executivas assim como qualquer outro, e caso exista algum processo utilizando parte de sua energia enquanto tentamos nos concentrar em outra tarefa a capacidade de focar em qualquer uma das duas torna-se limitada.</p>
<p style="text-align: justify;">As distrações nos dias de hoje estão completamente acessíveis, é um <em>smartphone </em>que está em cima <span id="more-1076"></span>da mesa de trabalho/estudo, o toque do telefone, um <em>pop-up </em>dizendo que acabou de lançar um episódio da nossa série favorita, dentre outros concorrentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gestalt-Terapia</strong> dá uma vasta fundamentação teórica que pode nos ajudar a entender o fenômeno da distração, consiste na teoria da <strong>Psicologia da Gestalt</strong> de <em>figura/fundo</em>. Quando priorizamos uma atividade ela torna-se figura para nosso organismo (pode-se entender figura como uma prioridade de execução), porém caso outros elementos ofereçam alternativas diversas nosso organismo fica justapondo a nossa prioridade com outras atividades. Vamos para um exemplo de forma que fique mais didático: No momento estou escrevendo esse estudo, tive o cuidado de tirar o <em>smartphone </em>da mesa no intuito de focar apenas na execução dessa tarefa. Caso meu celular tocasse escrever esse artigo viraria fundo e atender a ligação seria a figura – a necessidade mais emergente no momento presente.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns de nós conseguem estudar e ouvir música sem a confusão da justaposição de prioridades e atividades secundárias, porém nem todos têm essa habilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">E se tratando de atividades que limitam nosso raciocínio fiz um compilado de 6 hábitos que geralmente limitam o nosso poder de raciocinar na execução da atividade que priorizamos.</p>
<h2 style="text-align: justify;">1.  Ruminação</h2>
<p style="text-align: justify;">O hábito de repetir eventos ou pensamentos perturbadores, frustrantes e angustiantes pode estimular a consecução de emoções negativas, e potencializar atitudes autodestrutivas. O ciclo vicioso provocado pela ruminação prende nossa psique em uma armadilha perigosa. Essas desordens psicológicas consecutivas afetam severamente os recursos intelectuais, bem como nossa saúde mental e física.</p>
<h2 style="text-align: justify;">2. Culpa não resolvida</h2>
<p style="text-align: justify;">A culpa tem sua origem eventual em questões mal resolvidas do passado. Mágoa e ressentimento acumulados são como o câncer: crescem a cada dia e podem nos destruir física e emocionalmente. É claro que todos nós nos sentimos culpados de tempos em tempos e, quando o fazemos, pedimos desculpas ou agimos para resolver uma situação e sanar esse tipo de sentimento. Porém, a culpa não abordada que retorna periodicamente cria uma distração cognitiva prejudicial ao nosso raciocínio, já que a sensação de remorso aprisiona a mente ao invés de libertá-la.</p>
<h2 style="text-align: justify;">3. Reclamação ineficaz​</h2>
<p style="text-align: justify;">Todos nós precisamos botar para fora frustrações e discordâncias em relação ao mundo e sobre o que acontece em nosso entorno, e fazemos isso na forma de reclamações. Mas muitas delas são ineficazes praticamente, e não levam a nada além de um alívio emocional periódico. É comum externarmos nossas histórias tristes com a intenção de liberar raiva, mágoa, ódio e ressentimento, mas é incomum que façamos esses relatos de forma a encarar os fatos sob uma perspectiva não pessoal, que talvez elucidasse o problema. Raiva e frustração exigem muita energia mental, desgastam, e isso acaba drenando nossa capacidade intelectual, no fim das contas.</p>
<h2 style="text-align: justify;">4. Rejeição e autocrítica severas​</h2>
<p style="text-align: justify;">A rejeição cria um impacto emocional tamanho que essa tribulação afeta diretamente nosso humor. Lidar com a rejeição, no sentido de entender que ela é factual, corriqueira, é uma vantagem estratégica sobre a frustração ou tristeza. Às vezes, a rejeição pode acarretar em autocrítica demasiada, tão ou mais severa que a própria rejeição. Julgamentos precipitados e falsas atribuições são comuns ao enfrentar uma rejeição, principalmente quando ela vem das pessoas que creditamos as maiores expectativas. Querer eliminar a injustiça no mundo ou suplicar por reconhecimento de todas as pessoas que nos importamos toma muito tempo e esforço mental, o que faz nublar algumas habilidades cognitivas relacionadas ao potencial de raciocínio.</p>
<h2 style="text-align: justify;">5. Pessimismo exagerado​</h2>
<p style="text-align: justify;">Assim como remoer o passado (e não aprender com ele) nos impede de raciocinar de maneira íntegra, imaginar futuros catastróficos (hábito comum de pessimistas) é algo degradante para efeitos intelectuais práticos. Resgates mentais malsucedidos não salvam nosso presente, assim como predições negativas facilmente se tornam profecias autorrealizáveis. O poder de raciocínio se intensifica quando nossa concentração está livre de reminiscências vazias e profecias desastrosas.</p>
<h2 style="text-align: justify;">6. Obsessão contínua</h2>
<p style="text-align: justify;">A maioria das pessoas não considera uma preocupação como sendo prejudicial, pois associam-na a qualquer responsabilidade que se possa assumir. Entretanto, uma simples preocupação pode virar obsessão, e não é um exagero admitir que toda obsessão é corrosiva, de uma forma ou outra. Se estamos preocupados, priorizamos a preocupação em nossas mentes, e mais facilmente a controlamos. Mas se estamos sendo obsessivos, a obsessão é que nos controla. Esse é um problema grave e incapacitante, pois oblitera nosso senso de raciocínio e pensamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora já sabemos quais comportamentos evitar para potencializar o nosso raciocínio e executar as tarefas que priorizamos.</p>
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<h3 style="text-align: justify;">Referências:</h3>
<p style="text-align: justify;">FERRARI J., TICE D. 2000. Procrastination as a self-handicap for men and w omen: a task-avoidance strategy in a laboratory setting. Journal of Research in Personality, 34:73-83.</p>
<p style="text-align: justify;">FREEDMAN L., EDWARDS D. 1988. Time pressure, task performance, and enjoyment. In: McGrath J. ( ed ). The social psychology of time. 11-133. Beverly Hills, Sauge .</p>
<p style="text-align: justify;">
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