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	<title>covid-19 &#8211; Bem Viver Mais</title>
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	<description>Psicoterapia Online</description>
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		<title>3 Bons Hábitos para cultivar &#8211; Durante e após a Pandemia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2020 09:04:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Estamos constantemente brigando com a gente mesmo a respeito do que precisamos ou devemos fazer. Nos cobrando pra fazer o melhor por nosso trabalho, nossa saúde, nossa família etc etc. Isso acaba nos levando para um &#8220;lugar ruim&#8221;, onde, em boa parte das vezes, nos sentimos apenas incompletos e que ainda não estamos &#8220;dando conta&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Estamos constantemente brigando com a gente mesmo a respeito do que precisamos ou devemos fazer. Nos cobrando pra fazer o melhor por nosso trabalho, nossa saúde, nossa família etc etc. Isso acaba nos levando para um &#8220;lugar ruim&#8221;, onde, em boa parte das vezes, nos sentimos apenas incompletos e que ainda não estamos &#8220;dando conta do recado&#8221; bem o suficiente ou como gostaríamos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para tanto, quero convidá-lo(a) a dar uma &#8220;voltinha&#8221; pelas coisas boas, simples e (extremamente) necessárias que podem estar sendo perdidas, dia após dia, literalmente sendo afogadas pelas<span id="more-1589"></span> suas obrigações e pelo stress que envolve TUDO isso que estamos vivendo nesse momento tremendamente complexo para a humanidade!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vem comigo!</strong> Espero que depois desse passeio pelo lado das coisas boas e simples, você possa, sempre que quiser ou precisar, voltar mais à esse local! E que ele possa fazer parte de todos os seus dias! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p style="text-align: justify;">Vamos começar o &#8220;tour&#8221; pelo dom da apreciação, que todos nós temos, porém, acabamos cedendo espaço em nosso cérebro, mente e tempo para o que se torna automático, como rotinas de trabalho, de casa e a imersão nas redes sociais. O que mais é possível então? Veja por você mesmo(a):</p>
<h3 style="text-align: justify;">1º Hábito: Apreciação:</h3>
<p style="text-align: justify;">Estar por aqui vivendo tudo isso pode não ser agradável nem fácil, contudo, essa realidade, definitivamente, não precisa tirar sua oportunidade dos infinitos e pequenos aprendizados e milagres do dia a dia. Como assim? (você pode me perguntar!)</p>
<p style="text-align: justify;">Quando aprendemos a apreciar os mais diversos e pequenos (ou grandes) detalhes, somos capazes de ver beleza em qualquer sorriso, nas cores da natureza, no sabor de cada comida, num gole de água quando estamos com sede, no som de uma canção que gostamos muito, nos deixa alegres, num abraço acolhedor, ao sentir a água quentinha caindo no banho e levando toda sujeira e suor embora, ao rir de algo bobo, quando estamos junto aos nossos animais de estimação que nos amam sem medida, ou apenas observando os pássaros voando e muito mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Pare e dedique tempo a apreciar cada uma dessas sensações, pois uma grande parte dos seres humanos nesse momento não tem abrigo, não tem família, nem comida ou trabalho, nem carinho, muitas vezes nem mesmo saúde. E todas essas grandes bençãos, nos levam ao segundo hábito!</p>
<h3 style="text-align: justify;">2º Hábito: Gratidão:</h3>
<p style="text-align: justify;">Tudo que foi dito acima está diretamente ligado ao sentimento de gratidão. Gratidão não é só dizer obrigada, não é apenas valorizar as coisas do dia a dia. Ser grato(a) é entender que é um privilégio estar vivo, é um milagre que, em mais uma manhã, Deus, o Universo, Buda, a Natureza (ou seja lá em quê você quer acreditar), lhe permitiu abrir os olhos mais uma vez, respirar e levantar-se para fazer mais um dia valer a pena em sua vida. O fato de ter saúde, ter pessoas que se gosta e que gostam de você por perto, ter uma atividade que se goste de fazer (seja de trabalho, lazer, de casa etc), poder aprender coisas novas, ter os seis sentidos funcionando (sim, o sexto sentido &#8211; intuição &#8211; é primordial aqui!), ou seja, o fato de poder estar por aqui fazendo algo por si e pelos demais, já é motivo de imensa e profunda gratidão, se você pensar bem! Momentos ganham a tonalidade que você quiser, especialmente quando conectados ao que você está sentindo. Sabemos que isso pode representar um pesadelo ou um sonho, mas todos esse momentos são pequenos e ínfimos &#8220;tijolos&#8221; de uma mesma construção: a sua vida, sua existência e, para os que acreditam: dessa encarnação. Portanto pense:<strong> O que você gostaria de fazer ou aprender que ainda não fez?</strong> O que você ama fazer e que, além de te fazer bem, faz bem também aos que estão a sua volta? Você tem praticado isso com qual frequência? Deixarei uma dica pra que você possa se aprofundar nesse tema de autoconhecimento e gratidão:<br />
Assista aos vídeos da <em><strong>Taci Carvalho</strong></em> no Youtube (altamente recomendados) para descobrir estas e muitas outras respostas!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bônus: Link de um vídeo dela:</strong> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LglL6940za8" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Nosso maior propósito e nossas  missões!</a> (conteúdo inicia em 7min:30seg).</p>
<h3 style="text-align: justify;">3º Hábito: Hobbies saudáveis:</h3>
<p style="text-align: justify;">Se você permitir, aquilo que é obrigação (o óbvio do dia a dia), vai ocupar suas 24 horas, ou seja, dormir, ir ao banheiro, higienizar-se, comer, beber, trabalhar, cuidar da casa, compras, exercício físico, trânsito, filhos e redes sociais/tempo na internet (que nem sempre é pra relaxar&#8230;na maior parte das vezes é consumo de informação e isso só cansa seu cérebro!). Talvez você se pergunte por que coloquei a palavra &#8220;saudáveis&#8221; no título desse hábito. Eu explico: Porque algumas pessoas pensam que vícios podem ser bons hobbies. E isso precisava ser esclarecido, pois, se drogar ou usar o álcool dentre outros vícios (como compras, jogos, ficar inúmeras horas nas redes sociais, açúcar, trabalho etc) como desculpa pra dizer que se trata de um &#8220;hobbie&#8221;, é<strong> extremamente prejudicial</strong>!</p>
<p style="text-align: justify;">Na realidade tudo pode se tornar um vício se você não souber ponderar. Contudo, hobbies construtivos, além de excelentes formas de passar o tempo, também trazem boas sensações, novos aprendizados, ótimas memórias, motivos para sorrir e celebrar, relaxamento, <strong>descanso para a mente consciente</strong>, principal objetivo dos hobbies (além de fazer algo prazeroso), e não prejudicar a saúde ou cansar ainda mais a mente, que geralmente já está abarrotada de conteúdo (decisões, sentimentos, pensamentos etc). Você pode gostar de filmes e séries, de artesanato, de leitura, de cursos online, de quebra-cabeças, jogos, desenhos, fotografar, fazer vídeos&#8230;ou, de simplesmente ficar sem FAZER NADA! Sim, por que não?! Descansar a mente e esvaziá-la (como em uma meditação, por exemplo) é tão difícil, que, quando você começa a conseguir desligar-se de certos pensamentos e sensações, se torna algo mágico! Os benefícios da meditação já foram, há um bom tempo, comprovadas pelas ciências médicas. E tem diversas formas de fazer, inclusive<strong> muitas são guiadas estão disponíveis gratuitamente no youtube</strong>, é só buscar e você achará diversas! <strong>Recomendo que comece pelas meditações da Louise Hay</strong>. Será transformador! Pode acreditar!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2º bônus: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ymf7-MveXdA" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Relaxamento pra conseguir dormir da Louise Hay </a></strong></p>
<h3 style="text-align: justify;">Entenda a real intenção por aqui:</h3>
<p style="text-align: justify;">A proposta não é tentar obrigar ninguém a se atentar apenas ao &#8220;labo bom&#8221; das coisas, nem se concentrar na metade do copo cheio para sempre! Ao invés de propor esse embate e conflito entre bom e ruim, minha intenção é apenas de juntar os pedaços: abra espaço para esses bons hábitos <strong>enquanto</strong> enfrenta a quarentena e as más notícias. <strong>Suporte o mal com o bem</strong>. Liberte às tensões das cobranças e energia pesada de rotina com esses hábitos saudáveis e agradáveis, buscando o que se encaixa melhor pra você! Encontre sua receita de bem-estar e qualidade de vida! Nem sempre ela é a mesma para todos e você tem o direito de encontrar sua maneira de ter leveza, de ter mais alegria, paz e felicidade, mesmo nos dias mais difíceis! Torço para que você encontre logo! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Continue se cuidando, se protegendo e ficando em casa, sempre que puder!</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Isso tudo também vai passar!</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Grande abraço!</em></p>
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		<title>O Luto e o Morrer: Reflexões do Luto deixado pelo COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2020 03:55:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Quarentena - Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Suicídio e relacionados]]></category>
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					<description><![CDATA[O Morrer: Desde pequenos aprendemos que a vida é um ciclo e tem fim. Experienciamos desde cedo o luto de estar longe dos pais nos primeiros dias de escola, o luto de acabar uma atividade que estávamos gostando muito, de um amigo que muda de cidade, da morte de um animal de estimação, até claro,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">O Morrer:</h3>
<p style="text-align: justify;">Desde pequenos aprendemos que a vida é um ciclo e tem fim. Experienciamos desde cedo o luto de estar longe dos pais nos primeiros dias de escola, o luto de acabar uma atividade que estávamos gostando muito, de um amigo que muda de cidade, da morte de um animal de estimação, até claro, o falecimento de alguém seja uma pessoa distante de nós ou próxima.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada dor dói de um jeito, tem um diferente grau de sofrimento e nos consome de uma diferente forma. Temos a plena certeza de que <span id="more-1532"></span>esse momento vai chegar, mas ficamos otimistas e sempre afastando esse pensamento ruim de nossas mentes, que teimam em permanecer num cenário, num contexto onde todas as peças do quebra cabeça de nossas vidas estejam sempre encaixadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, se alguém deixar e fazer parte disso, deixará um vazio insubstituível. Só de pensar nessa ideia o medo já nos assola e geralmente vem acompanhado de desespero ou preocupação.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que os anos passem, e saibamos que essa possibilidade aumenta para algumas pessoas (independente delas serem próximas ou não de nós), tentamos obviamente afastar sempre esse fantasma que nos assombra, e, a forma de afastá-lo varia de pessoa para pessoa. Algumas oram, outras ficam em negação, entram em pânico só de imaginar aquela possibilidade e por ai vai&#8230;&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O morrer deixa marcas profundas, rompimentos bruscos e eternos em nossa alma. Sabemos que não temos controle absoluto sobre isso mas gostamos de acreditar que temos, que não acontecerá conosco, com nossa mãe, nosso pai, um irmão, um amigo, um avô&#8230;até a hora que ocorre de fato, sem um aviso ou, mesmo tendo essa previsão, até o ultimo fragmento de segundo, insistimos em acreditar que não vai ocorrer. Mecanismo e evitamento de uma dor inevitável.</p>
<h3 style="text-align: justify;">O Luto:</h3>
<p style="text-align: justify;">O Luto entra como preço a ser pago para cada história de perda, de término de ciclo, de desenlace, seja essa finalização de algo envolvendo uma morte ou não. Contudo aqui, nesse artigo, focarei no luto relacionado ao falecimento, morte, desencarne, chame como achar melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que nos preparemos para esse momento, como no caso de um parente que enfrenta há tempos uma doença grave, o fim só é sim, quando ele realmente chega, e aí não há mais aquela pessoa que existia até aquele momento. Há apenas um corpo, membros.</p>
<p style="text-align: justify;">Como entender e aceitar que aquele corpo que nos abraçou tantas vezes, nos beijos, sorriu conosco, nos ensinou tanto e esteve em tantos momentos, agora não possui mais vida? Que aquele corpo que nos abrigou em momentos ruins, e comemorou conosco em momentos bons, será cremado ou ficará num caixão enterrado a metros abaixo do chão num local tão triste como um cemitério?</p>
<p style="text-align: justify;">Isso é de rasgar o peito, destrói a alma, e nunca entendemos ou aceitamos ao certo, embora, em alguns casos, claro que temos compreensão que a pessoa estava sofrendo demais e precisava ter alivio da dor.</p>
<p style="text-align: justify;">Elizabeth Kübler Ross, escritora e psiquiatra suíço-americana, presenciou e viveu de perto as perdas e o luto dos horrores trazidos pela 2ª Guerra Mundial. Tantas coisas nas quais ela foi obrigada a conviver, fizeram com que escrevesse uma das mais importantes obras sobre esse assunto: &#8220;Sobre a Morte e o Morrer&#8221;, ou, em seu nome original: &#8221; <em>On death and dying</em>&#8221; de 1969.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa famosa obra, traduzida para diversos idiomas e estudada no mundo todo, ela colocou o que estudou uma vida toda e também presenciou muito: as fases do Luto:<strong> negação, raiva, barganha, depressão e aceitação</strong>, estágios pelos quais passam os pacientes diante de uma doença fatal ou que potencialmente ameace a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos tempos em que vivemos, com números tão agressivos de mortes pela COVID-19, que já nos assolam a cada dia, o que aumenta, também a cada hora, é o número, ainda mais assombroso de pessoas que entram em luto. Para cada pessoa que morre dessa doença, há uma legião que convivia e a amava que entra em Luto.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, se o número de mortos pelo Coronavirus já é muito alarmante, o número de pessoas em Luto por essas perdas, é no mínimo 3 vezes maior. Todos estão focando nas mortes, mas poucos falam de quem fica. Da dor que se forma ao tentar superar, enfrentar, entender e aceitar que alguém muito amado se foi.</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine toda essa energia de perda, de dor, multiplicada por números estrondosos&#8230;.Que atmsofera é essa que estamos vivendo? E esse ar &#8216;pesado&#8217; que estamos respirando? Que sentimentos formam o Luto? Tristeza? Raiva? Frustração? Medo? Arrependimento? Alívio pela dor que acabou?</p>
<p style="text-align: justify;">Pois é&#8230;pergunta difícil, cuja resposta variará de caso a caso. Luto é uma dor, um pesar, uma saudade, um sofrimento, um vazio que vai e vem. Que pode ficar anos sem nos visitar e, de repente, volta com tudo, nos fazendo reviver muitas sensações. Assim como, para algumas pessoas, quando ele retorna, já não está mais travestido de dor, mas apenas de uma saudade fraterna, que traz sorriso nos lábios, das lembranças vividas, dos momentos, mesmo que ruins, atravessados e superados.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando não falamos, não lidamos com o Luto e não trabalhamos com tudo que ele significa dentro de nós, na intenção apenas de superar a qualquer custo a dor, de vencer aquela etapa e de que aquilo fique pra trás o quanto antes, nos esquecemos que, na realidade, estamos apenas empurrando aquela dor e aquele peso todo para cada vez mais fundo em nosso inconsciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando esse peso submerge, a partir de gatilhos, lembranças, as vezes estamos fortes e conseguimos engoli-lo novamente jogando para um canto escuro e fundo dentro de nós. Mas quando não estamos tão preparados e fortes assim, submerge como uma bola inflável que se tenta manter no fundo de uma piscina&#8230;ou seja, impraticável e impossível.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso para algumas pessoas é tão insuportável a ideia de lidar com aquela dor, pois ela foi apenas, as vezes por anos, suprimida, reprimida, e disfarçada com uma série de outras atividades e formas de preencher o vazio que deixou, contudo, sim, a ferida continua ali, aberta, latejando e ardendo&#8230;E um simples band-aid não servirá mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Lidar com o Luto é entender o que o ciclo de vida daquela pessoa amada representou para você e, mais do que isso, refletir no que representou para ela mesma, com a ótica dela, tendo empatia, mas ao mesmo tempo, entendendo que você não podia nem devia intervir, interferir, nunca! Nós temos a liberdade de ir até certo ponto apenas, ensinando, inspirando, dando exemplo, explicando, demonstrando etc, porém, JAMAIS podemos fazer pela pessoa, escolher por ela, interferir em seu livre arbítrio! Mesmo sabendo que seria melhor pra ela se você o fizesse. Mesmo assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada pessoa enfrenta uma realidade só dela, com sua ótica, através de suas histórias e experiências! Sente as coisas de um modo muito peculiar, que podemos achar fácil de decifrar, mesmo assim, ainda é a própria pessoa que terá de vivenciar cada pedacinho daquelas experiências que surgem e que ela desenvolve na vida dela. Podemos dar suporte, ser apoiadores e incentivadores, mas a decisão final de tudo, será sempre dela, isso representa respeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Respeito pelos limites saudáveis que temos que ter entre nós, para não invasões e desrespeito desnecessários. Para não haver infrações e simbioses que descaracterizam e tiram a essência e a autenticidade das pessoas, tão importantes para sua existência!</p>
<p style="text-align: justify;">Pensar dessa forma nos ajuda a compreender, cada vez que pensamos mais na pessoa e na perda, o que ela realmente representava em nossas vidas. E também, de fato, o que representávamos na dela. O que muitas vezes está coberto por uma cortina espessa de expectativas, de carências, de frustrações, pois, queríamos ser mais para aquela pessoa, ou menos do que fomos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se dê essa possibilidade de DESCORTINAR seus sentimentos e expectativas com relação às pessoas pra olhar com mais clareza e racionalmente para o que essa relação representou em suas vidas. Independente se foi uma mãe, um amigo, um cônjuge, enfim, pra que a dor dê espaço e tempo para os fatos se apresentarem mais &#8220;limpos&#8221;, tais quais eram, e não sob um amontoado de sentimentos e emoções colocados ali pra facilitar ou pra culpar alguém ou algo sobre essa perda.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que, de alguma forma, este artigo possa lhe ter sido útil. Que tenha feito você &#8220;viajar&#8221; por ai e entender-se melhor, nem que tenha sido 1 milimetro a mais do que compreendia antes. Trabalhar a <strong>aceitação</strong>, último estágio que Kübler Ross descreveu em seu livro, é um caminho árduo para a maioria, mas não impossível. Busque fazer esses exercícios propostos acima e, se precisar, peça ajuda profissional! A psicoterapia online está aí para possibilitar e tornar mais leve todo esse processo duro do Luto.</p>
<p style="text-align: justify;">Um grande abraço, com carinho e os votos sinceros de que logo essa pandemia possa terminar e que o Luto que ela está deixando, seja, a cada dia mais, lidado e trabalhado pelos que o sentem, de forma sadia e inteligente emocionalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">E que os que se foram, estejam em planos iluminados e protegidos por Deus, sendo acolhidos com muito amor e cuidado, para que consigam ser transferidos para um plano muito melhor do que este. Que assim seja!</p>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><strong>Maiores informações:</strong> <a href="https://www.scielo.br/pdf/csc/v18n9/v18n9a28.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.scielo.br/pdf/csc/v18n9/v18n9a28.pdf</a> | &#8220;Uma releitura da obra de Elisabeth Kubler-Ross&#8221;. Selene Beviláqua Chaves Afonso &amp; Maria Cecília de Souza Minayo.</p>
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