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	<title>Arquivo de coronavirus - Bem Viver Mais</title>
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	<title>Arquivo de coronavirus - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Precisamos falar sobre o luto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Apr 2021 18:52:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A sensação de perda, acirrada pela pandemia, pode (e deve) emprestar novo sentido ao que fazemos da vida Vínculos rompidos O luto é um processo natural, desencadeado pelo rompimento de um vínculo. A gente acumula vários deles ao longo da vida, uns pequenos, outros maiores. Estima-se que uma pessoa vivencie de 20 a 25 experiências&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sensação de perda, acirrada pela pandemia, pode (e deve) emprestar novo sentido ao que fazemos da vida</p>
<p><strong>Vínculos rompidos</strong></p>
<p>O luto é um processo natural, desencadeado pelo rompimento de um vínculo. A gente acumula vários deles ao longo da vida, uns pequenos, outros maiores. Estima-se que uma pessoa vivencie de 20 a 25 experiências de perda – e não apenas aquelas ligadas à morte. Mudança de país ou de cidade, divórcio, amputação, infertilidade, aborto, síndrome do ninho vazio, e por aí vai. Quem nunca passou por isso ainda vai passar, essa é a única certeza. Cabe a cada um de nós fazer suas escolhas, de modo a aprender com esses episódios de luto.</p>
<p><strong>A ideia da finitude</strong><span id="more-2197"></span></p>
<p>É muito perturbador pensarmos na finitude, na perda de pessoas que amamos. Quando você enfrenta isso, naturalmente começa a cultivar uma reflexão sobre como está vivendo e o que pretende fazer até morrer, de preferência bem velhinho. Como está a qualidade dos seus vínculos? Das suas relações afetivas? Está trabalhando em um lugar que o intoxica? Está pondo em prática seus sonhos? Com a perspectiva do fim, passamos a olhar a vida de modo diferente. Falar da morte é, portanto, falar da vida. Quando assimilamos o luto e passamos a entender o que estamos vivenciando, surge a possibilidade de fazermos escolhas melhores a partir daí. Escolhas mais maduras, mais lúcidas e conscientes.</p>
<p><strong>Baixas na pandemia</strong></p>
<p>A pandemia provoca uma sobreposição de perdas: de liberdade, de autoestima, financeira, de projetos. Somem-se a isso a distância física das pessoas e a notícia aterradora dos óbitos diários, numerosos. Estudos dão conta de que, em média, cinco pessoas são impactadas pela morte de alguém. Sistemas familiares devem se reorganizar diante do desaparecimento de um parente e os sobreviventes assumem novos papéis. Quem vai ser a mãe que se foi, quem vai cuidar de crianças que ficaram órfãs? O Brasil já superou as 350 .000 mortes por Covid-19, ou seja, temos mais de 1.750.000 pessoas enlutadas. É um dado impressionante, que precisa inclusive ser levado em conta na elaboração de políticas públicas. Como as escolas e as empresas vão lidar com essa dor tão aguda na volta à rotina. Professores e demais educadores estão preparados para receber um aluno que perdeu o pai, a mãe ou um irmão?</p>
<p><strong>Tempo de fragilidade</strong></p>
<p>Humanos diante de uma ameaça desconhecida ficam vulneráveis, frágeis, têm necessidade de serem cuidados. O problema é que, no momento, ninguém no mundo consegue desligar essa ameaça. Não há um cientista, um líder mundial, um político no Brasil que possa dizer “vai dar certo” ou “vai acabar em breve”. Essa imprevisibilidade é desorganizadora. Como vou viver a partir de agora? Onde vou me sentir seguro? Qual é o impacto disso na minha vida? Essas questões de hoje são as mesmas que brotam no luto.</p>
<p><strong>O desafio nas empresas</strong></p>
<p>Não existia, até pouco tempo atrás, espaço de validação e compreensão das dores do luto na sociedade, muito menos nas empresas. A sociedade exige um nível de felicidade incompatível com a condição humana. Desse modo, o luto, que não é doença, pode evoluir para uma depressão, para um burnout (esgotamento). Não é responsabilidade exclusiva das organizações. As pessoas carregam suas dores, mesmo escondidas, e reagem de formas variadas, mas o mundo corporativo pode potencializar o mal-estar.  É preciso humanizar o ambiente. Em uma empresa que estende a mão ao funcionário na hora do sofrimento, ele devolve com um salto grande em produtividade e engajamento. Isso é muito potente.</p>
<p><strong>Outra epidemia </strong></p>
<p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil já é o país da América Latina com a maior porcentagem de vítimas de depressão, perto de 6% da população. Isso impacta no número de demissões voluntárias, no de afastamentos e nos gastos com planos de saúde. Agora que o mundo parou podemos aproveitar para rever valores no trabalho e em casa. A palavra da vez é “cuidado”. Precisamos desenvolver a cultura do cuidado.</p>
<p><strong>Viver a despedida</strong></p>
<p>Não há como se preparar para o luto. Algumas pessoas que têm mais facilidade para entrar em contato com as próprias dores costumam se sair melhor. A circunstância da morte também faz diferença. Tudo o que envolve vítimas de Covid-19, do isolamento no hospital ao velório com pouca gente e caixões fechados, é fator de stress. O ritual tem a importante função de dar concretude à morte. Quando a despedida não é como o esperado, abre-se espaço para fantasias, dúvidas. Qual foi o último desejo do meu pai? O último abraço, quem deu? O surgimento de questões como essas é prejudicial para o processo do luto.</p>
<p><strong>Sobre empatia</strong></p>
<p>A acepção mais usual de empatia, de se colocar no lugar do outro, não cabe no luto. É impossível se pôr no lugar de uma mãe que perdeu o filho, a não ser, claro, que você tenha vivido essa mesma experiência. No entanto, do ponto de vista do profissional de saúde, ou de uma rede de apoio, na escola ou na empresa, dá para manifestar interesse genuíno em ajudar. Empatia, nesse caso, é se comprometer com a dor do outro. Você não vai sentir o que ele está sentindo, mas vai ser capaz de ajudar, mostrando-se disposto a tirá-lo desse sofrimento. A crise impôs uma imensa oportunidade de reflexão.</p>
<p><strong><em>&#8220;A elaboração do luto significa se colocar em contato com o vazio deixado pela perda do que não existe mais, valorizar a sua importância e suportar o sofrimento e a frustração que comporta a sua ausência</em></strong><strong>.&#8221;</strong> (Jorge Bucay)</p>
<p>Espero que essa leitura tenha lhe trazido, de alguma maneira, um novo pensamento, conhecimento ou despertado seu interesse em entender melhor o luto e como lidar com ele. Se lhe ajudou, pode ser que ajude mais pessoas, então compartilhe-o com seus amigos e familiares! Grande abraço!</p>
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		<title>O Luto e o Morrer: Reflexões do Luto deixado pelo COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2020 03:55:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Morrer: Desde pequenos aprendemos que a vida é um ciclo e tem fim. Experienciamos desde cedo o luto de estar longe dos pais nos primeiros dias de escola, o luto de acabar uma atividade que estávamos gostando muito, de um amigo que muda de cidade, da morte de um animal de estimação, até claro,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">O Morrer:</h3>
<p style="text-align: justify;">Desde pequenos aprendemos que a vida é um ciclo e tem fim. Experienciamos desde cedo o luto de estar longe dos pais nos primeiros dias de escola, o luto de acabar uma atividade que estávamos gostando muito, de um amigo que muda de cidade, da morte de um animal de estimação, até claro, o falecimento de alguém seja uma pessoa distante de nós ou próxima.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada dor dói de um jeito, tem um diferente grau de sofrimento e nos consome de uma diferente forma. Temos a plena certeza de que <span id="more-1532"></span>esse momento vai chegar, mas ficamos otimistas e sempre afastando esse pensamento ruim de nossas mentes, que teimam em permanecer num cenário, num contexto onde todas as peças do quebra cabeça de nossas vidas estejam sempre encaixadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, se alguém deixar e fazer parte disso, deixará um vazio insubstituível. Só de pensar nessa ideia o medo já nos assola e geralmente vem acompanhado de desespero ou preocupação.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que os anos passem, e saibamos que essa possibilidade aumenta para algumas pessoas (independente delas serem próximas ou não de nós), tentamos obviamente afastar sempre esse fantasma que nos assombra, e, a forma de afastá-lo varia de pessoa para pessoa. Algumas oram, outras ficam em negação, entram em pânico só de imaginar aquela possibilidade e por ai vai&#8230;&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O morrer deixa marcas profundas, rompimentos bruscos e eternos em nossa alma. Sabemos que não temos controle absoluto sobre isso mas gostamos de acreditar que temos, que não acontecerá conosco, com nossa mãe, nosso pai, um irmão, um amigo, um avô&#8230;até a hora que ocorre de fato, sem um aviso ou, mesmo tendo essa previsão, até o ultimo fragmento de segundo, insistimos em acreditar que não vai ocorrer. Mecanismo e evitamento de uma dor inevitável.</p>
<h3 style="text-align: justify;">O Luto:</h3>
<p style="text-align: justify;">O Luto entra como preço a ser pago para cada história de perda, de término de ciclo, de desenlace, seja essa finalização de algo envolvendo uma morte ou não. Contudo aqui, nesse artigo, focarei no luto relacionado ao falecimento, morte, desencarne, chame como achar melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que nos preparemos para esse momento, como no caso de um parente que enfrenta há tempos uma doença grave, o fim só é sim, quando ele realmente chega, e aí não há mais aquela pessoa que existia até aquele momento. Há apenas um corpo, membros.</p>
<p style="text-align: justify;">Como entender e aceitar que aquele corpo que nos abraçou tantas vezes, nos beijos, sorriu conosco, nos ensinou tanto e esteve em tantos momentos, agora não possui mais vida? Que aquele corpo que nos abrigou em momentos ruins, e comemorou conosco em momentos bons, será cremado ou ficará num caixão enterrado a metros abaixo do chão num local tão triste como um cemitério?</p>
<p style="text-align: justify;">Isso é de rasgar o peito, destrói a alma, e nunca entendemos ou aceitamos ao certo, embora, em alguns casos, claro que temos compreensão que a pessoa estava sofrendo demais e precisava ter alivio da dor.</p>
<p style="text-align: justify;">Elizabeth Kübler Ross, escritora e psiquiatra suíço-americana, presenciou e viveu de perto as perdas e o luto dos horrores trazidos pela 2ª Guerra Mundial. Tantas coisas nas quais ela foi obrigada a conviver, fizeram com que escrevesse uma das mais importantes obras sobre esse assunto: &#8220;Sobre a Morte e o Morrer&#8221;, ou, em seu nome original: &#8221; <em>On death and dying</em>&#8221; de 1969.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa famosa obra, traduzida para diversos idiomas e estudada no mundo todo, ela colocou o que estudou uma vida toda e também presenciou muito: as fases do Luto:<strong> negação, raiva, barganha, depressão e aceitação</strong>, estágios pelos quais passam os pacientes diante de uma doença fatal ou que potencialmente ameace a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos tempos em que vivemos, com números tão agressivos de mortes pela COVID-19, que já nos assolam a cada dia, o que aumenta, também a cada hora, é o número, ainda mais assombroso de pessoas que entram em luto. Para cada pessoa que morre dessa doença, há uma legião que convivia e a amava que entra em Luto.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, se o número de mortos pelo Coronavirus já é muito alarmante, o número de pessoas em Luto por essas perdas, é no mínimo 3 vezes maior. Todos estão focando nas mortes, mas poucos falam de quem fica. Da dor que se forma ao tentar superar, enfrentar, entender e aceitar que alguém muito amado se foi.</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine toda essa energia de perda, de dor, multiplicada por números estrondosos&#8230;.Que atmsofera é essa que estamos vivendo? E esse ar &#8216;pesado&#8217; que estamos respirando? Que sentimentos formam o Luto? Tristeza? Raiva? Frustração? Medo? Arrependimento? Alívio pela dor que acabou?</p>
<p style="text-align: justify;">Pois é&#8230;pergunta difícil, cuja resposta variará de caso a caso. Luto é uma dor, um pesar, uma saudade, um sofrimento, um vazio que vai e vem. Que pode ficar anos sem nos visitar e, de repente, volta com tudo, nos fazendo reviver muitas sensações. Assim como, para algumas pessoas, quando ele retorna, já não está mais travestido de dor, mas apenas de uma saudade fraterna, que traz sorriso nos lábios, das lembranças vividas, dos momentos, mesmo que ruins, atravessados e superados.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando não falamos, não lidamos com o Luto e não trabalhamos com tudo que ele significa dentro de nós, na intenção apenas de superar a qualquer custo a dor, de vencer aquela etapa e de que aquilo fique pra trás o quanto antes, nos esquecemos que, na realidade, estamos apenas empurrando aquela dor e aquele peso todo para cada vez mais fundo em nosso inconsciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando esse peso submerge, a partir de gatilhos, lembranças, as vezes estamos fortes e conseguimos engoli-lo novamente jogando para um canto escuro e fundo dentro de nós. Mas quando não estamos tão preparados e fortes assim, submerge como uma bola inflável que se tenta manter no fundo de uma piscina&#8230;ou seja, impraticável e impossível.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso para algumas pessoas é tão insuportável a ideia de lidar com aquela dor, pois ela foi apenas, as vezes por anos, suprimida, reprimida, e disfarçada com uma série de outras atividades e formas de preencher o vazio que deixou, contudo, sim, a ferida continua ali, aberta, latejando e ardendo&#8230;E um simples band-aid não servirá mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Lidar com o Luto é entender o que o ciclo de vida daquela pessoa amada representou para você e, mais do que isso, refletir no que representou para ela mesma, com a ótica dela, tendo empatia, mas ao mesmo tempo, entendendo que você não podia nem devia intervir, interferir, nunca! Nós temos a liberdade de ir até certo ponto apenas, ensinando, inspirando, dando exemplo, explicando, demonstrando etc, porém, JAMAIS podemos fazer pela pessoa, escolher por ela, interferir em seu livre arbítrio! Mesmo sabendo que seria melhor pra ela se você o fizesse. Mesmo assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada pessoa enfrenta uma realidade só dela, com sua ótica, através de suas histórias e experiências! Sente as coisas de um modo muito peculiar, que podemos achar fácil de decifrar, mesmo assim, ainda é a própria pessoa que terá de vivenciar cada pedacinho daquelas experiências que surgem e que ela desenvolve na vida dela. Podemos dar suporte, ser apoiadores e incentivadores, mas a decisão final de tudo, será sempre dela, isso representa respeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Respeito pelos limites saudáveis que temos que ter entre nós, para não invasões e desrespeito desnecessários. Para não haver infrações e simbioses que descaracterizam e tiram a essência e a autenticidade das pessoas, tão importantes para sua existência!</p>
<p style="text-align: justify;">Pensar dessa forma nos ajuda a compreender, cada vez que pensamos mais na pessoa e na perda, o que ela realmente representava em nossas vidas. E também, de fato, o que representávamos na dela. O que muitas vezes está coberto por uma cortina espessa de expectativas, de carências, de frustrações, pois, queríamos ser mais para aquela pessoa, ou menos do que fomos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se dê essa possibilidade de DESCORTINAR seus sentimentos e expectativas com relação às pessoas pra olhar com mais clareza e racionalmente para o que essa relação representou em suas vidas. Independente se foi uma mãe, um amigo, um cônjuge, enfim, pra que a dor dê espaço e tempo para os fatos se apresentarem mais &#8220;limpos&#8221;, tais quais eram, e não sob um amontoado de sentimentos e emoções colocados ali pra facilitar ou pra culpar alguém ou algo sobre essa perda.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que, de alguma forma, este artigo possa lhe ter sido útil. Que tenha feito você &#8220;viajar&#8221; por ai e entender-se melhor, nem que tenha sido 1 milimetro a mais do que compreendia antes. Trabalhar a <strong>aceitação</strong>, último estágio que Kübler Ross descreveu em seu livro, é um caminho árduo para a maioria, mas não impossível. Busque fazer esses exercícios propostos acima e, se precisar, peça ajuda profissional! A psicoterapia online está aí para possibilitar e tornar mais leve todo esse processo duro do Luto.</p>
<p style="text-align: justify;">Um grande abraço, com carinho e os votos sinceros de que logo essa pandemia possa terminar e que o Luto que ela está deixando, seja, a cada dia mais, lidado e trabalhado pelos que o sentem, de forma sadia e inteligente emocionalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">E que os que se foram, estejam em planos iluminados e protegidos por Deus, sendo acolhidos com muito amor e cuidado, para que consigam ser transferidos para um plano muito melhor do que este. Que assim seja!</p>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><strong>Maiores informações:</strong> <a href="https://www.scielo.br/pdf/csc/v18n9/v18n9a28.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.scielo.br/pdf/csc/v18n9/v18n9a28.pdf</a> | &#8220;Uma releitura da obra de Elisabeth Kubler-Ross&#8221;. Selene Beviláqua Chaves Afonso &amp; Maria Cecília de Souza Minayo.</p>
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		<title>Homeoffice Descomplicado!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2020 06:22:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nesse período de quarentena por conta do COVID-19 (ou Coronavírus), infelizmente grande parte das pessoas estão sem trabalhar, precisando reinventar-se, lidando com uma forte carga de stress e medo pelo futuro, no entanto, muitas pessoas tem vindo nos abordar para entender como lidar melhor quando se trabalha de casa, o famoso HomeOffice, desafio que também&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nesse período de quarentena por conta do COVID-19 (ou Coronavírus), infelizmente grande parte das pessoas estão sem trabalhar, precisando reinventar-se, lidando com uma forte carga de stress e medo pelo futuro, no entanto, muitas pessoas tem vindo nos abordar para entender como lidar melhor quando se trabalha de casa, o famoso HomeOffice, desafio que também tem gerado muito stress, ansiedade, por conta das dificuldades encontradas no âmbito doméstico para se organizar, ter foco, conseguir priorizar demandas, estabelecer limites, prazos e seguir tendo uma rotina saudável.</p>
<p style="text-align: justify;">Realmente bem desafiador, não é? Chega a parecer impossível, mas, com as dicas abaixo, com certeza o direcionamento ficará mais claro e tranquilo! <span id="more-1391"></span>Só não podemos perder de vista algo FUNDAMENTAL: Somos seres falíveis, nosso dia é cheio de interrupções e imprevistos (imagina para quem está com os filhos em casa?!), portanto, nunca será uma rotina perfeita, em todos os sentidos, o tempo todo! Nem mesmo tente nem queira atingir esse padrão inalcançável de qualidade, ou então,o stress e angústia pela autocobrança, só irão se somar ao stress das dificuldades do HomeOffice, piorando sua qualidade de vida e sua saúde emocional!</p>
<p style="text-align: justify;">Sem mais delongas então! Vamos às dicas! Caso tenha algum comentário, sugestão, ideia sobre esse tema, deixe para nós aqui em baixo nos comentários! Vamos adorar!</p>
<p><strong>RECOMENDAÇÕES PARA UMA ROTINA DE TRABALHO SAUDÁVEL E EFICAZ:</strong></p>
<h3 style="text-align: justify;">1. Se você é um Líder ou exerce cargo que, indiretamente, lidera outras pessoas:</h3>
<p>Comunicação é a chave para o equilíbrio na equipe! O objetivo é manter a conexão, demonstrar cuidado e ajudar o profissional a priorizar o trabalho durante este período incerto e muito novo para ele (caso não tenha trabalhado de casa antes). Para tanto:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Realize reuniões frequentemente, 1 ou mais vezes ao dia para alinhar todas as questões que a sua área vem enfrentando, prioridades, prazos, também mostrando interesse em saber como as pessoas estão se sentindo no dia a dia, como estão enfrentando suas rotinas.</li>
<li>Comunique imediatamente eventuais alterações nas prioridades do trabalho de sua equipe.</li>
<li>Flexibilidade é muito importante. Entenda que é um desafio trabalhar em casa, cada um tem uma situação diferente com filhos, animais de estimação, barulhos, interrupções etc. Portanto, se necessário, reveja prazos, entre mais vezes em contato para renegociar prioridades, fazendo-se presente na jornada de trabalho de seu time!</li>
<li>Importante ressaltar que, durante a jornada de trabalho o profissional deverá permanecer em casa. Oobjetivo do trabalho &#8220;home office&#8221; nesse momento é evitar a propagação do Coronavírus.</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;">2. Se você é um Profissional (parte de uma equipe), empreendedor ou autônomo:</h3>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Cobre de seus líderes que se comuniquem diariamente. Ajudem também a manter o diálogo aberto e constante.</li>
<li>Não deixe chegar no último momento, em cima de um prazo, para dizer que não foi possível atender determinada demanda, tarefa ou atividade. Busque dizer o quanto antes que está com dificuldade, que existem muitas prioridades, visando negociar quem pode ajudar, se o prazo pode ser revisto, assim evita-se mais ansiedade lá na frente e chateação por falta de planejamento.</li>
<li><strong>IMPORTANTÍSSIMO:</strong> Faça breves intervalos que permitam que você fique em pé, alongando o corpo vez ou outra e caminhando mesmo que seja dentro de casa.</li>
<li>Hidrate-se o máximo que conseguir, coma lanches saudáveis e ESTABELEÇA HORÁRIOS para, de fato, sentar-se à mesa e fazer suas refeições, sem notebook, sem celular. Deixe avisado se precisar que aquele é seu horário de almoço.</li>
<li>Mantenha contato com seus colegas, utilize as ferramentas que a empresa ou você disponibiliza, como o Hangouts, Skype, Zoom, Whatsapp etc. Conexão é importante!!</li>
<li>Crie um espaço de trabalho exclusivo, se possível,onde haja o mínimo possível de interrupções, no qual favoreça seu foco e atenção e que disponha de todos os materiais e recursos que irá precisar no dia.</li>
<li>Caso tenha filhos(as), crie, envolvendo toda à família, uma rotina, um cronograma da semana, incentivando a responsabilidade que cada um tem dentro do lar, ou seja, que todos tem seu papel. Estabeleçam juntos o momento de estudar (como se estivessem na escola mesmo), os horários de se alimentar, de contribuir com as tarefas domésticas (para aqueles que tem idade para isso), de dormir, de descansar e fazerem coisas juntos, pois nesse período que todos estamos enfrentando, a união e o amor fazem toda a diferença!</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;">3. Recomendações para se ter qualidade de vida profissional x pessoal:</h3>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Não misture questões de trabalho com vida pessoal, faça um acordo com a sua família e estabeleça alguns limites, principalmente com relação aos horários. Contudo, saiba que não está no controle de tudo. Seu filho(a) acabará fazendo barulhos, pode ser que se sinta mal e você precise parar tudo para acudi-lo(a), e está tudo bem! Seu (sua) gerente precisará compreender essas nuances e aceitar que faz parte do momento;</li>
<li>Simplifique, mantenha um espaço limpo e bem organizado, com tudo que você precisa por perto, como já dissemos acima. Limpeza e organização ajudam comprovadamente o cérebro a focar e ter melhor performance, pois não haverá stress e preocupação com a bagunça ou sujeira no ambiente.</li>
<li>Trabalhe com objetivos, deixe claro quais suas metas  daquele dia, porém, ao ter imprevistos, ou receber outras demandas e urgências durante o dia, comunique-se e reveja se é possível mudar seu planejamento.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Essas foram nossas principais dicas e recomendações! Você já enfrentou algo diferente de tudo que está citado acima? Compartilhe conosco, ajude outras pessoas que estão lendo esse artigo junto contigo!</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço e obrigada por sua presença e seu tempo aqui conosco!</p>
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