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	<title>Arquivo de carencia - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Como lidar com uma traição?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 02:17:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A descoberta de uma traição é capaz de transformar qualquer relacionamento amoroso, seja namoro ou casamento. A vida do casal pode mudar para melhor ou piorar consideravelmente, mas, com certeza, nunca mais será a mesma. Por isso, é importante não cair em estado de negação e encarar os fatos de frente para conseguir resolver a situação. A&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A descoberta de uma traição é capaz de transformar qualquer relacionamento amoroso, seja namoro ou casamento. A vida do casal pode mudar para melhor ou piorar consideravelmente, mas, com certeza, nunca mais será a mesma.</p>
<p>Por isso, é importante não cair em estado de negação e encarar os fatos de frente para conseguir resolver a situação. A descoberta da traição é um processo doloroso e que pode trazer diversas consequências, desde o término do relacionamento até a queda da autoestima.</p>
<p>Em razão do amor sentido pelo cônjuge ou da zona de conforto que aquela relação proporciona, é comum que a pessoa traída procure perdoar e superar a traição, dando uma nova chance para o amor.</p>
<p>Se você ou alguém que você conheça está passando por esse momento tão delicado, este artigo poderá ajuda-lo(a).</p>
<p>Sabemos que não é fácil. Portanto, não tome qualquer tipo de decisão drástica após descobrir uma traição. Com o máximo de calma possível, junte as evidências e chame o seu parceiro (a) para uma conversa particular.</p>
<p>Caso ele ou ela negue o fato, apresente as evidências, mostrando que essa conversa não é à toa. Aqui, é importante avaliar se ele (a) continua tentando enganar você mesmo após a descoberta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1 &#8211; Não se deixe levar pela raiva</strong></p>
<p>Raiva, mágoa ou desejo de vingança são sentimentos comuns após a descoberta de uma traição, mas é importante não se deixar levar por eles – para cada ação ou decisão que tomamos em nossa vida, há uma consequência.</p>
<p>Por isso, evite agressões verbais e físicas, tanto com o seu(a) parceiro(a) quanto com a terceira pessoa envolvida na relação.</p>
<p>Lembre-se de que é o(a) seu(a) parceiro(a) que tem um compromisso com você e que ele(a) não foi forçado(a) a ter outro relacionamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2 &#8211; O que fazer depois de descobrir uma traição?</strong></p>
<p>Se você acabou de descobrir uma traição, então vai precisar acalmar as emoções. Sabemos que não é algo simples, mas é preciso ter inteligência emocional nesse momento para conseguir se preservar e tomar as ações mais assertivas.</p>
<p>Por isso, listamos algumas dicas que você pode seguir assim que descobrir uma traição!</p>
<p><strong>2.1. Converse com o cônjuge</strong></p>
<p>O primeiro passo é conversar com o cônjuge para compreender as razões que o levaram a trair, que podem ser:</p>
<p>&#8211; Traumas do passado;</p>
<p>&#8211; Vingança;</p>
<p>&#8211; Carência;</p>
<p>&#8211; Desespero;</p>
<p>&#8211; Fantasia, etc.</p>
<p>Ou seja, como são várias possibilidades, é preciso que você ouça o parceiro para não ficar especulando possíveis causas da traição.</p>
<p>Além disso, por meio desse diálogo, será possível começar a pensar se há uma possibilidade de perdoar a traição e se existem caminhos para a reconciliação.</p>
<p>Portanto, por mais que a sua vontade inicial seja de brigar, procure ouvir o outro.</p>
<p><strong>2.2. Leve em consideração a fase do relacionamento</strong></p>
<p>Traição é traição em qualquer fase do relacionamento, porém ela pode ter pesos diferentes de acordo com o momento, se essa ocorre no início do namoro ou em um casamento consolidado, por exemplo. Esse é um ponto que deve ser levado em consideração na hora de ponderar se vale a pena ou não tentar perdoar.</p>
<p><strong>2.3. Preserve a sua autoestima</strong></p>
<p>Assim que você descobrir que foi traído, é muito importante iniciar um trabalho para preservar a sua autoestima. Isso porque, é muito comum, diante dessa situação, achar que a outra pessoa é mais bonita ou superior a você.</p>
<p>No entanto, essa é uma questão que não deve ser cogitada e nem pensada, pois pode afetar a sua autoestima e desencadear até mesmo processos depressivos.</p>
<p>Por isso, evite se comparar e, se necessário, já inicie uma terapia para evitar que o quadro de depreciação se agrave.</p>
<p><strong>2.4. Dê tempo ao tempo</strong></p>
<p>Não se pressione para tomar decisões rápidas, seja para terminar ou continuar o relacionamento. Isso pode ser angustiante e ainda te fazer tomar alguma decisão com a qual você se arrependa futuramente.</p>
<p>Nesse sentido, assim que descobrir a traição, procure refletir com calma, levar em consideração o histórico do seu relacionamento e o sentimento pelo cônjuge e perceber se você tem estrutura emocional para retomar a relação.</p>
<p>Ou seja, dê tempo ao tempo e não se cobre!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3 &#8211; Como superar uma traição e continuar o relacionamento?</strong></p>
<p>Se depois de refletir, você decidiu que realmente quer seguir com o relacionamento, então precisa adotar algumas estratégias para de fato superar a traição e permitir que a relação retome de forma saudável. Listamos algumas delas para te ajudar!</p>
<p><strong>3.1. Vivencie o luto</strong></p>
<p>Sim, você não leu errado! A traição pode desencadear um luto, uma vez que há um sentimento de perda envolvido no processo – ainda que você continue com o cônjuge.</p>
<p>Por isso, é preciso entender que, durante um período, você vivenciará o luto e as suas fases. É importante não pular nenhuma das etapas!</p>
<p>E vale dizer que é muito importante que o seu parceiro esteja ao seu lado, com calma e paciência, para passar pelas fases com você.</p>
<p>Essa união será importante para que vocês saiam ainda mais fortes dessa fase turbulenta e com uma relação mais madura.</p>
<p><strong>3.2. Pense nos momentos bons que você já vivenciou com o cônjuge</strong></p>
<p>Um bom ponto de partida para superar a traição e manter o relacionamento é focar nos momentos bons vividos com o cônjuge.</p>
<p>Pense em tudo o que de bom vocês construíram e vivenciaram até então.</p>
<p>Do contrário, isto é, se você focar apenas nas coisas ruins, inclusive no ato da traição, dificilmente vocês conseguirão sustentar esse relacionamento por muito tempo. Ou, caso ele se mantenha, há grandes chances de ser tóxico.</p>
<p>Por isso, procure sempre focar em coisas boas!</p>
<p><strong>3.3. Distancie-se das pessoas que te julgam</strong></p>
<p>Pessoas que julgam a sua decisão de dar uma nova chance para o cônjuge podem atrapalhar muito o processo de superação. Afinal, elas vão te colocar em dúvida sobre a sua decisão e ainda fazer com que você relembre o evento o tempo todo. Convém destacar que essas são pessoas egoístas e que não sabem exercer a empatia.</p>
<p>Portanto, cerque-se apenas de pessoas empáticas que, quando emitem suas opiniões, fazem isso de forma respeitosa e sem ultrapassar os limites.</p>
<p><strong>3.4. Utilize a traição como um ponto para amadurecer</strong></p>
<p>O casal que passa pela traição não deve simplesmente esquecer o ocorrido. Na realidade, é importante utilizá-lo como um ponto de melhora e crescimento pessoal.</p>
<p>Assim, ao compreender o que desencadeou a traição, é possível criar estratégias para melhorar o relacionamento, tornando-o mais saudável.</p>
<p><strong>3.5. Faça terapia </strong></p>
<p>As feridas podem atrapalhar a retomada da relação de uma forma saudável. Por isso, pode ser interessante investir na terapia, seja individual e/ou de casal, para conseguir realmente superar o acontecimento e encontrar caminhos para fazer com que a retomada do relacionamento realmente valha a pena!</p>
<p>Além disso, o acompanhamento com o psicólogo pode ajudar a tratar questões que podem ser desencadeadas após a traição, como crise de ansiedade, falta de confiança e redução da autoestima.</p>
<p>Portanto, não hesite em procurar ajuda profissional caso você perceba que não consegue lidar sozinho com essa adversidade!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>4 &#8211; </strong><strong>Como saber se traição tem perdão para você?</strong></p>
<p>Como mencionamos no início deste conteúdo, não existe uma resposta concreta para a pergunta: “Traição tem perdão?”. Isso vai depender do seu relacionamento, do seu cônjuge e do quão disposto você está a passar pela situação. Portanto, perdoar ou não a traição é algo muito pessoal!</p>
<p>Se você está em dúvida, então procure responder com sinceridade às perguntas abaixo:</p>
<p>&#8211; Durante a conversa, vocês chegaram à conclusão sobre o que motivou a traição?</p>
<p>&#8211; Antes da traição, a relação era saudável?</p>
<p>&#8211; Se você perdoar e retomar o relacionamento, acredita que vai conseguir realmente superar, sem ficar o tempo todo mencionando a situação e culpando o outro?</p>
<p>&#8211; Você acha que vai conseguir passar uma borracha no passado e viver sem medo de que uma nova traição ocorra?</p>
<p>&#8211; O que te motivaria a perdoar?</p>
<p>&#8211; Os julgamentos de terceiros sobre a sua decisão de perdoar vão te incomodar?</p>
<p>&#8211; Vocês aceitariam fazer uma terapia de casal?</p>
<p>Essas são algumas perguntas que você deve se fazer a fim de identificar se a traição tem perdão para você. Faça essa reflexão com calma e, de preferência, sozinho. Assim, você conseguirá encontrar respostas realmente sinceras.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>5 &#8211; Se foi você quem traiu… O que fazer?</strong></p>
<p>Todo relacionamento tem o início perfeito: há amor, entusiasmo, paixão e curiosidade. Porém, com o passar do tempo, pode ser que a fonte de toda aquela felicidade comece a secar.</p>
<p>Os beijos não têm mais aquele gosto de antes, o sexo se torna menos frequente, surgem as brigas, os desentendimentos, o tédio. E, de repente, aquele colega de trabalho, ou a vizinha da casa do lado, sorri para você. Por uns instantes, você acha que ali está a chave da felicidade que se perdeu. E a traição acontece.</p>
<p>Só que, ao invés de deixar você feliz e satisfeito, ela deixa um gosto amargo na boca. E o pior de tudo: você percebe que ainda ama – e muito – o seu parceiro ou parceira.</p>
<p>O que fazer em uma situação dessas? O desespero não é a solução: agora, mais do que nunca, é uma oportunidade para repensar suas atitudes e tomar uma decisão que pode mudar sua vida.</p>
<p><strong>5.1. Você não é a pior pessoa do mundo</strong></p>
<p>É muito comum, nessa situação, aquele que trai se sentir um canalha, a pior das criaturas. Isso tem justificativa: trair a confiança de alguém, quebrar as promessas feitas, fingir que está tudo bem quando na verdade não está, mentir e enganar a pessoa com quem se viveu tantas coisas, é realmente uma atitude terrível.</p>
<p>Porém, na maioria das vezes, a traição não foi um caso planejado.</p>
<p>O arrependimento de quem trai pode ser realmente sincero. A verdade é que todos nós temos nossos defeitos e fraquezas, mas elas não definem nosso caráter. O que o estabelece é a capacidade de admitir nossos defeitos e lutar para mudar alguns comportamentos.</p>
<p><strong>5.2. Contar ou não contar?</strong></p>
<p>Em geral, mulheres perdoam mais facilmente do que homens; porém, se você decidir contar, prepare-se para uma mudança radical em seu relacionamento. Mesmo que seu parceiro perdoe a traição, a confiança pode ser quebrada a ponto de nunca mais voltar a ser o que era.</p>
<p>Na maioria das vezes, nós nos sentimos impelidos a admitir nossos erros, mas para nos livrar do remorso, não tanto pelo desejo de sinceridade com a outra pessoa. Já parou para pensar nisso?</p>
<p>Assim, só você pode decidir se deve ou não revelar a traição. Às vezes, mais vale calar e simplesmente procurar não repetir o erro. A questão é se você conseguirá conviver com isso.</p>
<p><strong>5.3. E se a pessoa descobrir?</strong></p>
<p>Tentar se justificar ou usar a clássica frase “não é isso que você está pensando” é a pior coisa que você pode fazer. Já que a traição foi descoberta, use a sinceridade. Assuma o que fez e procure manter um diálogo aberto e transparente.</p>
<p>Se possível, não converse com a pessoa logo após a descoberta da traição: afaste-se um pouco e deixe que ela se acalme, antes de vocês sentarem para conversar.</p>
<p>Então, com a cabeça fria, os dois podem avaliar o rumo do relacionamento, se vale a pena continuar ou é melhor vocês se separarem.<strong> </strong></p>
<p><strong>5.4. Procurando ajuda</strong></p>
<p>Há muitos motivos para uma pessoa cometer uma traição. A busca de novas emoções, a incapacidade de resistir aos instintos, o tédio e a insatisfação no casamento ou uma paixão sincera por outra pessoa – como lidamos com isso tudo?</p>
<p>Você não precisa passar por isso sozinho(a). Ajuda psicológica pode ser uma solução nessas horas. Quando vivemos esses conflitos internos, tudo parece confuso, e um bom psicólogo pode ajudar a enxergar as coisas com maior clareza e encontrar a melhor solução para o relacionamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>Grande abraço e até o próximo artigo! E muitíssimo obrigada por sua companhia e sua leitura!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Transtorno de Acumulação: o que é, causas e tratamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jan 2024 17:55:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicologia: Distúrbios emocionais]]></category>
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					<description><![CDATA[Você sabia que o hábito de acumular objetos com pouco ou nenhum valor pode indicar um transtorno? Sim, o Transtorno de Acumulação existe e pode trazer diversos prejuízos significativos para o indivíduo que o tem. Isso porque essa condição, além de poder expor a pessoa a situações insalubres – dependendo do item acumulado, contribui para&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabia que o hábito de acumular objetos com pouco ou nenhum valor pode indicar um transtorno? Sim, o Transtorno de Acumulação existe e pode trazer diversos prejuízos significativos para o indivíduo que o tem.</p>
<p>Isso porque essa condição, além de poder expor a pessoa a situações insalubres – dependendo do item acumulado, contribui para o desencadeamento de outras questões emocionais, como o sofrimento, a angústia e os conflitos (internos e externos).</p>
<p>Neste artigo, vamos falar tudo sobre o Transtorno de Acumulação para que você o conheça e possa perceber se há chances de alguém ao seu redor tê-lo. Boa leitura!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que é o Transtorno de Acumulação?</strong><span id="more-2754"></span></p>
<p>O Transtorno de Acumulação consiste no acúmulo de objetos de pouco ou nenhum valor. O portador dessa condição possui muita dificuldade, e até mesmo uma angústia profunda, para se desapegar de tais itens, o que faz com que ele os acumule.</p>
<p>É muito importante diferenciar esse transtorno das coleções. Isso porque o colecionador acumula itens de uma mesma categoria e de forma ordenada.</p>
<p>Enquanto isso, a pessoa acumuladora não tem organização para guardar os objetos e acumula itens que não apresentam valor sentimental ou material.</p>
<p>Além disso, a ansiedade costuma ser uma condição muito forte e presente no Transtorno de Acumulação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são as causas desse transtorno?</strong></p>
<p>As causas do Transtorno de Acumulação são variadas, mas geralmente estão associadas a fatores emocionais.</p>
<p>Assim, a pessoa acometida por esse transtorno pode já apresentar algum outro problema de saúde mental, como: Depressão, Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), entre outros.</p>
<p>Além disso, muitos indivíduos desenvolvem essa condição para suprir uma necessidade e carência emocional. Outros, acumulam itens por acreditarem que esses podem fazer com que eles se tornem mais importantes para a sociedade.</p>
<p>Cabe mencionar que, além da pré-existência de outras condições mentais e emocionais, existem ainda outros fatores de risco para o Transtorno de Acumulação, como: histórico familiar de acumulação, traumas mal resolvidos,</p>
<p>personalidade indecisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> </strong><strong>Principais sintomas do Transtorno de Acumulação</strong></p>
<p>Os sintomas do Transtorno de Acumulação podem surgir ainda na adolescência, por volta dos 11 e 15 anos de idade, mas tem uma piora gradativa e significativa à medida que a pessoa envelhece.</p>
<p>Assim, entre os principais sinais dessa condição, estão:</p>
<ul>
<li>Necessidade incontrolável de acumular objetos com pouco ou nenhum valor;</li>
<li>Angústia quando precisa se desfazer desses itens;</li>
<li>As áreas de convívio da casa ficam desorganizadas e cheias com os objetos, impossibilitando o uso delas;</li>
<li>Quando confrontado por pessoas próximas, o acumulador nega ou se constrange, mas não cogita mudar seus hábitos;</li>
<li>Isolamento social, uma vez que a pessoa se sente constrangida;</li>
<li>Pode haver acumulação compulsiva de animais de estimação, mas o indivíduo não consegue suprir as necessidades deles;</li>
<li>Dificuldade para tomar decisões;</li>
<li>Dificuldade para executar tarefas diárias;</li>
<li>Ansiedade, principalmente quando pensa que precisa se desfazer dos objetos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como é realizado o diagnóstico dessa condição?</strong></p>
<p>O diagnóstico do Transtorno de Acumulação é realizado a partir de uma avaliação médica e/ou psicológica. Para isso, o especialista leva em consideração alguns critérios bastante específicos, como:</p>
<ul>
<li>paciente sente muita dificuldade para se desfazer de bens;</li>
<li>Ele realmente acredita que precisa guardar determinados objetos, independente do seu valor;</li>
<li>Os itens acumulados causam desorganização nas áreas de convívio da casa e interferem na forma como elas são utilizadas;</li>
<li>O indivíduo se sente angustiado diante da possibilidade de ter que se desfazer de algum dos seus bens.</li>
<li>Há uma redução da sua capacidade funcional por causa do acúmulo compulsivo, isto é, a pessoa não consegue realizar tarefas simples.</li>
</ul>
<p>Vale dizer que dificilmente a pessoa que sofre com esse problema o reconhece. Por isso, muitas vezes, a sinalização da possível condição é realizada por alguém próximo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Existe tratamento para o Transtorno de Acumulação?</strong></p>
<p>Sim, existe tratamento para o Transtorno de Acumulação, sendo que o principal meio é a psicoterapia.</p>
<p>Ao encorajar o paciente a refletir, as sessões de terapia conseguem auxiliá-lo a modificar a forma como pensa e age. Assim, gradativamente, ele conseguirá reduzir essa carência emocional e, consequentemente, o apego pelos itens acumulados.</p>
<p>Além disso, para que não haja recaídas, o acompanhamento psicológico trabalha a tomada de decisões – considerando que o indivíduo costuma ser indeciso – e a ansiedade – que é uma das molas propulsoras para o acúmulo compulsivo.</p>
<p>No entanto, convém mencionar que a implementação do tratamento costuma ser difícil, uma vez que o acumulador compulsivo não costuma enxergar a sua situação como um problema. Por isso, é tão importante que familiares e amigos auxiliem-no nessa jornada, mostrando a importância de ele se cuidar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como ajudar um acumulador compulsivo?</strong></p>
<p>Como mencionado anteriormente, é indispensável o apoio de pessoas próximas, uma vez que a pessoa acumuladora pode resistir ao tratamento.</p>
<p>Por isso, se você tem alguém do seu convívio que passa por esse problema, aqui vão algumas dicas para ajudá-lo e orientá-lo:</p>
<p><strong>1- Não julgue</strong></p>
<p>A sua ajuda começa em não julgar a pessoa acumuladora. Isso significa que é muito importante ser empático, mostrando a ela que você entende o seu lado.</p>
<p>O julgamento, além de constranger o indivíduo, pode fazer com que ele se feche ainda mais para receber qualquer tipo de ajuda. Portanto, é muito importante ter essa leveza e cordialidade.</p>
<p><strong> 2- </strong><strong>Tenha paciência</strong></p>
<p>Também é importante ter muita paciência, principalmente se você convive na mesma casa que essa pessoa. Afinal, pode ser bastante desafiador estar em um ambiente cheio de itens acumulados, que podem até mesmo impedir o fluxo de pessoas.</p>
<p>Acontece que a falta de paciência com o acumulador pode desencadear nele ainda mais ansiedade e estresse, o que não contribui em nada para a melhora do seu estado.</p>
<p><strong> 3- </strong><strong>Pontue os riscos da prática de acumulação</strong></p>
<p>De forma objetiva, clara e educada, pontue os riscos aos quais a pessoa está exposta ao acumular itens, como:</p>
<ul>
<li>Isolamento social;</li>
<li>Condições insalubres;</li>
<li>Risco de incêndio;</li>
<li>Conflitos familiares;</li>
<li>Desempenho precário no trabalho;</li>
<li>Aparecimento de outras condições mentais, etc.</li>
</ul>
<p><strong>4- Proponha a busca de uma ajuda especializada:</strong></p>
<p>Incentive a pessoa a buscar a ajuda especializada de um psicólogo, caso ela ainda não tenha procurado um. Aponte todos os benefícios que ela terá ao investir na psicoterapia. Você também pode se propor a ajudá-la a procurar um bom profissional e até mesmo acompanhá-la ao consultório, caso as sessões sejam presenciais. Dessa forma, você contribuirá para que ela se sinta mais segura para modificar a sua realidade, que é tão dolorosa e causa tanto sofrimento.</p>
<p>Persista e não a desampare, pois assim como outros transtornos, esse também demanda acompanhamento para o resgate da saúde mental do paciente!</p>
<p><strong> </strong></p>
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<p>Grande abraço e até o próximo artigo! E muitíssimo obrigada por sua companhia e sua leitura!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Competição, comparação e a necessidade de autoafirmação: Não caia nessa pegadinha!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Dec 2017 06:16:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Você com certeza já deve ter percebido e muito provavelmente já teve de lidar com pessoas que estão constantemente tentando compensar o que lhes falta através de comentários e atitudes auto-afirmativas. O problema é que elas são, provavelmente, as únicas que ainda não se deram conta disso, ou seja, que ainda não sabem que seu&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Você com certeza já deve ter percebido e muito provavelmente já teve de lidar com pessoas que estão constantemente tentando compensar o que lhes falta através de comentários e atitudes auto-afirmativas. O problema é que elas são, provavelmente, as únicas que ainda não <span id="more-864"></span>se deram conta disso, ou seja, que ainda não sabem que seu comportamento se trata de seu principal mecanismo de defesa.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos nós estamos em constante crescimento e construção, é claro, porém, a necessidade de auto-afirmação contante (para quem está se perguntando, é aquele tipo de pessoa que precisa dizer o quanto se destaca o tempo todo, apostando ser sempre a&#8221;última bolacha do pacote&#8221;), é algo que esconde, quase sempre de forma efetiva, uma carência ou dor, sejam elas antigas, recentes, constantes ou passageiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos em seu entorno cansam-se rapidamente, pois, ao tentar se aproximar, relaxar e interagir, infelizmente acabam &#8220;vencidas pelo cansaço&#8221;, por não quererem competir, e precisam tonar-se ouvintes pacientes, sorrindo discretamente, tentando evitar um desagradável embate competitivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada vez há mais pessoas &#8220;vendendo&#8221; perfeição ou então tentando transparecê-la em tudo que fazem, não se permitindo, em nenhum momento sequer, estarem erradas, cansadas, imperfeitas, sendo naturalmente humanas e problemáticas. Como se fosse errado, pecado, ou, como se realmente importasse o fato de sermos incompletos. Estão preocupadas em não transparecer sua normalidade, sua monotonia, porque isso lhe deixa envergonhadas, atacando sua principal &#8220;ferida&#8221;: uma autoimagem e autoestima embaçadas e enfraquecidas.</p>
<p style="text-align: justify;">O excesso de perfeição, resultado, sorte ou alegria apresentadas por essas pessoas (muitas vezes por questões pontuais, momentâneas), não passa de uma carência. Mesmo que você tente fazer parte da conversa, equiparando-se às situações, não há uma via de mão dupla no diálogo.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, ao perceber esse tipo de comportamento, respire fundo e busque distrair-se ou até mesmo concordar com o que a pessoa diz, pois assim, mais cedo aquele tópico da conversa será encerrado.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem todos se atentam para a necessidade de cuidar de sua saúde emocional, fortalecer seu autoconhecimento e inteligência emocional, então precisamos ter sempre cautela e buscar agir de forma com que fiquemos tranquilos e com a consciência leve. Não caia nessa roubada de competir ou de ficar alimentando a necessidade de autoafirmação desses indivíduos.</p>
<p style="text-align: justify;">Você já passou por esse tipo de situação? Como foi lidar com essa pessoa? Como você busca reagir nesses casos? Conte-nos nos comentários abaixo para enriquecer esse post! E não esqueça de compartilhar em suas redes sociais para que mais pessoas se atentem ao se deparar com essa pegadinha!</p>
<p style="text-align: justify;">Um abraço!</p>
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