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	<title>Arquivo de atitudes - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Situações em que o racismo está presente e muita gente não percebe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2020 00:54:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quando atinge alguém de forma direta e aberta, o racismo costuma ser questionado, debatido e até penalizado, já que desde 1989 a lei (n. 7.716/1989) prevê que discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional são considerados crimes inafiançáveis e imprescritíveis. Porém, devido a uma herança do período escravocrata, no qual pessoas&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quando atinge alguém de forma direta e aberta, o racismo costuma ser questionado, debatido e até penalizado, já que desde 1989 a lei (n. 7.716/1989) prevê que discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional são considerados <strong>crimes inafiançáveis e imprescritíveis</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, devido a uma herança do período escravocrata, no qual pessoas negras eram obrigadas a servir pessoas brancas, determinadas atitudes, hábitos e até palavras utilizadas naquela época são perpetuadas até hoje, sem que a maior parte da população saiba ou tenha consciência disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Como enfatiza Mauro Baracho, administrador, mestrando em antropologia e criador de conteúdo na página @afroestima2, &#8220;a linguagem também é uma forma de estabelecer hierarquias e demonstrar poder. É uma forma de demarcar lugares&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, em um país onde pouco mais de 56% da população brasileira se identifica como preta ou parda (segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE), entende-se que questões raciais, incluindo o racismo, não devem ser debatidas e/ou levantadas apenas quando um caso extremo acontece ou no mês de novembro, quando há o Dia da Consciência Negra.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo assim, para elucidar esse tema, listamos abaixo situações em que o racismo está presente, mas muita gente não percebe.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Situações racistas no dia a dia</strong></h2>
<p><span id="more-1613"></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<h4><strong>Quando alguém diz: &#8220;mas eu tenho amigos negros&#8221;</strong></h4>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Algumas atitudes estão enraizadas no vocabulário e no cotidiano da população. Por esse motivo, não é incomum ouvir a justificativa, &#8220;mas eu tenho amigos negros&#8221; para se dizer não racista. Essa fala, porém, é problemática, uma vez que alguém pode ter familiares negros e ainda se comportar de forma racista.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;É preciso entender que afeto não impede racismo. Isso foi o que demonstrou a pesquisa da psicóloga Lia Vainer Schucman sobre famílias inter-raciais. No estudo, é possível constatar que as hierarquias raciais se reproduzem mesmo dentro das famílias. Ter amigo negro, avó negra, não impede ninguém de ser racista ou de cometer atos racistas&#8221;, diz.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<h4><strong>Usar palavras e expressões de origem racista</strong></h4>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Oficialmente, a escravidão no Brasil teve fim em 13 de maio de 1888, quando a    princesa Isabel assinou a Lei Áurea. Porém, mesmo atualmente, o país ainda possui um vocabulário carregado de expressões pejorativas que, no passado, serviram para ofender os escravos e as pessoas negras. Confira algumas delas:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Denegrir</strong>: fazer ficar mais negro, tornar escuro, obscurecer. Alguns sinônimos que podem ser usados para substituir o termo são: caluniar ou difamar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mulato</strong>: refere-se à mula, animal resultante do cruzamento de uma égua e um burro. Por isso, o termo era constantemente usado para nomear filhos de patrões brancos com escravas negras que nasciam pardos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Criado mudo:</strong> era a pessoa escravizada que ficava ao lado da cama do &#8220;senhor&#8221;, em silêncio, pronta para servir ou segurar objetos. Essa palavra pode ser substituída por  apoio ou mesa de cabeceira.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;A coisa tá preta&#8221;:</strong> dizer &#8220;a situação está ruim&#8221; é mais adequado, pois a frase em questão remete que o &#8220;preto&#8221; é algo negativo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Não sou tuas negas&#8221;</strong>: no período da escravidão, mulheres negras eram obrigadas a  servir seus patrões de diferentes formas, inclusive, para fins sexuais. Portanto, a expressão considera que mulheres negras podem ser submetidas a todo tipo de      situação, enquanto mulheres brancas não.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa lista é bastante extensa, podendo ressaltar ainda expressões como &#8220;feito nas coxas&#8221;, &#8220;lista negra&#8221;, &#8220;mercado negro&#8221;, &#8220;dia de branco&#8221;, &#8220;inveja branca&#8221;, &#8220;humor negro&#8221;, &#8220;neguinho é isso ou aquilo&#8221;. Mas vale pesquisar mais a fundo e substituí-las no vocabulário, certo?</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<h4><strong>Falar que uma pessoa negra tem uma beleza exótica </strong></h4>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">No dicionário, algo exótico é aquilo que não é comum, que não é natural. Portanto,  quando uma pessoa faz esse tipo de &#8220;elogio&#8221;, entende-se que a comparação está para um padrão idealizado.</p>
<p style="text-align: justify;">Completam a lista de elogios dispensáveis dizer que uma mulher é, por exemplo, &#8220;uma negra bonita&#8221;, comentar sobre traços finos ou dizer que ela é &#8220;da cor do pecado&#8221; &#8211; termo que hipersexualiza o corpo da mulher e também vem do período colonial, quando os senhores usavam as mulheres negras para trair suas esposas, ou seja, para cometer um &#8220;pecado&#8221;.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<h4><strong>Comentar que o cabelo de uma pessoa é ruim:</strong></h4>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Cabelos crespos, cacheados, com dreads ou diferentes tipos de tranças costumam ser criticados e taxados como &#8220;ruins&#8221;. Mas, o que seria um cabelo &#8220;bom&#8221;, já que eles não fazem mal a ninguém?</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Para existir o bonito é preciso existir o feio. Então, ridicularizar a aparência de uma pessoa negra é uma das formas de desumaniza-la e isso é algo que convivemos desde   a infância. Isso destrói a autoestima e faz o negro acreditar que é inferior&#8221;, ressalta Mauro Baracho.</p>
<p style="text-align: justify;">Além desse tipo de comentário, pedir para tocar ou perguntar como a pessoa lava o cabelo causam constrangimentos e é uma ação racista, pois a higienização é possível e necessária, assim como em outros tipos de cabelos.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Por que é importante repensar o racismo?</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">O racismo é capaz de interferir na autoestima da população negra. Mas, além disso, este preconceito racial pode causar danos à saúde, se tornar um trauma, causando efeitos psicológicos, como o transtorno do estresse pós-traumático, TOC ou ansiedade generalizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Também é possível que a pessoa não se dê conta que a ansiedade foi causada por um trauma. No caso do racismo, ela pode reconhecer o medo descabido, mas não perceber a relação daquilo com o preconceito ou violência que sofreu.</p>
<p style="text-align: justify;">Pais, responsáveis e familiares de crianças negras podem &#8211; e devem &#8211; trabalhar a autoestima e o empoderamento dos pequenos desde cedo para minimizar esses danos. Isso pode ser feito com ajuda de filmes, livros, terapia e outros recursos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, acima de tudo, as pessoas brancas devem repensar suas atitudes do dia a dia. Elas precisam reconhecer que isso é um problema, reconhecer que existe racismo e que, por vezes, elas podem ter sido racistas. Esse é o primeiro passo. Além disso, não faltam pesquisas e nem pessoas nas redes sociais explicando esse tipo de coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, que tal revisar suas atitudes e contribuir para uma sociedade antirracista e mais igualitária?</p>
<p style="text-align: justify;">Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço e até breve!</p>
<p style="text-align: justify;">
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