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	<title>Arquivo de Ansiedade - Bem Viver Mais</title>
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	<title>Arquivo de Ansiedade - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Pensamentos obsessivos: por quê surgem e como controlá-los?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 02:43:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pensamentos obsessivos são ideias, imagens ou impulsos repetitivos e intrusivos que invadem a mente com intensidade e frequência. Para muitas pessoas, eles geram desconforto emocional, ansiedade ou culpa. Por isso, compreender suas origens, identificar seus tipos e aprender estratégias práticas para lidar com eles é fundamental para restabelecer o bem‑estar mental. Neste artigo, vamos explorar o que&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pensamentos obsessivos são ideias, imagens ou impulsos repetitivos e intrusivos que invadem a mente com intensidade e frequência. Para muitas pessoas, eles geram desconforto emocional, ansiedade ou culpa.</p>
<p>Por isso, compreender suas origens, identificar seus tipos e aprender estratégias práticas para lidar com eles é fundamental para restabelecer o bem‑estar mental.</p>
<p>Neste artigo, vamos explorar o que são os pensamentos obsessivos, suas causas, os sintomas mais frequentes, as opções de tratamento e dicas práticas para enfrentá-los no dia a dia. Boa leitura!</p>
<h4></h4>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que são os pensamentos obsessivos?</strong><span id="more-2920"></span></p>
<p>São ideias, imagens ou impulsos que surgem de forma repetitiva e indesejada, gerando desconforto e ansiedade. Assim, eles invadem a mente involuntariamente, mesmo quando a pessoa tenta ignorá-los ou afastá-los.</p>
<p>Esses pensamentos costumam ser percebidos como irracionais ou exagerados, mas ainda assim causam angústia. É comum que envolvam temas como medo de causar mal, preocupações com limpeza, culpa ou dúvidas constantes.</p>
<p>Embora possam ocorrer em situações de estresse, quando se tornam frequentes e incapacitantes, estão frequentemente associados a transtornos como o Transtorno Obsessivo‑compulsivo (TOC).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que causa pensamentos obsessivos?</strong></p>
<p>Os pensamentos obsessivos podem surgir por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Mesmo que qualquer pessoa possa tê-los ocasionalmente, eles se tornam preocupantes quando são frequentes, intensos e interferem na vida diária.</p>
<p>Então, a seguir, destacamos as principais causas:</p>
<ul>
<li>Alterações em neurotransmissores, como a serotonina;</li>
<li>Histórico familiar de transtornos mentais, especialmente ansiedade e TOC;</li>
<li>Traços de personalidade, como perfeccionismo e necessidade de controle;</li>
<li>Dificuldade em lidar com incertezas ou pensamentos negativos;</li>
<li>Experiências de estresse intenso ou eventos traumáticos.</li>
<li>Condições como depressão e transtornos de ansiedade.</li>
</ul>
<p>Além desses fatores, uma das causas mais frequentes é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Nesse caso, os pensamentos obsessivos são recorrentes, intensos e seguidos de comportamentos repetitivos, como checagens ou rituais mentais. Esses comportamentos têm a função de aliviar a angústia provocada pelas obsessões, mas acabam mantendo o ciclo do transtorno.</p>
<p>Portanto, quando os sintomas interferem na rotina ou causam sofrimento ao indivíduo, é fundamental buscar ajuda especializada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são os tipos de pensamentos obsessivos mais comuns?</strong></p>
<p>Os pensamentos obsessivos podem assumir diferentes formas, variando de pessoa para pessoa. No entanto, alguns dos tipos mais frequentes incluem:</p>
<ul>
<li>Medo excessivo de contaminação, germes ou sujeira;</li>
<li>Dúvidas constantes sobre ações do cotidiano, como trancar portas ou desligar aparelhos;</li>
<li>Pensamentos agressivos ou violentos, mesmo sem intenção de agir sobre eles;</li>
<li>Ideias de cunho sexual indesejado, muitas vezes acompanhadas de culpa ou vergonha;</li>
<li>Preocupações exageradas com temas religiosos ou morais;</li>
<li>Necessidade intensa de simetria, ordem ou perfeição;</li>
<li>Medo de causar acidentes ou prejuízos, mesmo sem evidência real;</li>
<li>Pensamentos repetitivos ligados à culpa, arrependimento ou remorso.</li>
</ul>
<p>Esses pensamentos costumam ser acompanhados por um alto nível de ansiedade e, em muitos casos, por comportamentos repetitivos que visam neutralizá-los.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Principais sintomas relacionados aos pensamentos obsessivos</strong></p>
<p>Quando os pensamentos obsessivos se tornam frequentes e intensos, eles costumam provocar uma série de reações emocionais e comportamentais. Esses sintomas variam de pessoa para pessoa, mas alguns sinais são bastante comuns, como:</p>
<ul>
<li>Presença frequente de pensamentos indesejados, repetitivos e angustiantes;</li>
<li>Dificuldade em controlar ou interromper esses pensamentos;</li>
<li>Sensação de que os pensamentos não condizem com a própria vontade ou valores;</li>
<li>Tentativas de neutralizar ou compensar os pensamentos com comportamentos repetitivos;</li>
<li>Ansiedade, culpa ou medo provocados pelas obsessões;</li>
<li>Prejuízo na concentração, no sono ou em atividades cotidianas;</li>
<li>Comprometimento das relações pessoais, profissionais ou acadêmicas;</li>
<li>Isolamento social por vergonha ou medo de julgamento;</li>
<li>Evitação de situações, lugares ou pessoas que possam desencadear os pensamentos;</li>
<li>Cansaço mental por lutar constantemente contra os próprios pensamentos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são os tratamentos para isso?</strong></p>
<p>O tratamento dos pensamentos obsessivos pode envolver diferentes abordagens, dependendo da intensidade dos sintomas e da causa associada. Portanto, o acompanhamento profissional é essencial para definir a estratégia mais adequada.</p>
<p>Entretanto, abaixo, separamos os principais tratamentos utilizados:</p>
<p><strong>1 &#8211; Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)</strong></p>
<p>A TCC é a abordagem mais eficaz para pensamentos obsessivos, pois trabalha a identificação de padrões mentais disfuncionais e a exposição gradual a pensamentos temidos, sem recorrer a comportamentos compulsivos.</p>
<p>Assim, ela ensina o paciente a responder de forma mais saudável às obsessões, promovendo autonomia e redução da ansiedade associada.</p>
<p><strong>2 &#8211; Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT)</strong></p>
<p>A ACT ajuda o paciente a aceitar a presença dos pensamentos obsessivos sem se prender a eles, o que enfatiza o foco em ações baseadas em valores pessoais, mesmo com desconforto emocional.</p>
<p>Além disso, utiliza técnicas de mindfulness para criar uma relação mais flexível com os pensamentos, reduzindo seu impacto na rotina.</p>
<p><strong>3 &#8211; Medicamentos psiquiátricos</strong></p>
<p>Antidepressivos, especialmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), são frequentemente indicados para tratar pensamentos obsessivos e TOC, pois eles atuam na regulação de neurotransmissores ligados à ansiedade.</p>
<p>No entanto, o uso deve ser sempre orientado por um psiquiatra.</p>
<p><strong>4 &#8211; Terapia psicodinâmica</strong></p>
<p>Essa abordagem busca compreender os conflitos emocionais e inconscientes que podem dar origem aos pensamentos obsessivos. Isso ajuda o paciente a elaborar experiências passadas e padrões emocionais repetitivos.</p>
<p>Embora não seja a primeira linha para tratar os pensamentos obsessivos, pode ser útil em casos específicos, com benefícios a longo prazo.</p>
<p><strong>5 &#8211; Técnicas complementares</strong></p>
<p>Práticas como meditação, exercícios físicos, atenção plena e respiração consciente auxiliam no controle da ansiedade e na redução do estresse diário.</p>
<p>São estratégias que não substituem o tratamento principal, mas funcionam como apoio, fortalecendo o bem-estar emocional e ajudando na convivência com pensamentos recorrentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como lidar com os pensamentos obsessivos no dia a dia?</strong></p>
<p>Enfrentar pensamentos obsessivos exige prática e estratégias consistentes. Embora o acompanhamento profissional seja fundamental, algumas atitudes no cotidiano podem ajudar a reduzir o impacto dessas obsessões e a retomar o equilíbrio emocional:</p>
<p><strong>1 &#8211; Reconheça o pensamento sem tentar controlá-lo</strong></p>
<p>Tentar eliminar o pensamento obsessivo costuma piorar a ansiedade. Em vez disso, reconheça que ele está presente e permita que exista sem reagir de forma imediata.</p>
<p>Essa aceitação reduz o impulso de realizar rituais mentais ou evitar situações.</p>
<p><strong>2 &#8211; Evite buscar segurança constante</strong></p>
<p>Pedir garantias ou repetir ações para ter certeza reforça o ciclo obsessivo. Portanto, esforce-se para tolerar a incerteza e resistir à necessidade de confirmar, mesmo que pareça desconfortável no início.</p>
<p><strong>3 &#8211; Pratique atenção plena (mindfulness)</strong></p>
<p>A prática de mindfulness ajuda a observar os pensamentos sem se envolver com eles. Técnicas simples de respiração e meditação guiada treinam a mente a voltar ao presente, sem se prender a conteúdos mentais repetitivos.</p>
<p><strong>4 &#8211; Mantenha uma rotina estruturada</strong></p>
<p>Ter uma rotina previsível e equilibrada ajuda a reduzir a sobrecarga mental. Por isso, reserve tempo para atividades significativas, lazer, sono regular e autocuidado, isso diminui o espaço que os pensamentos obsessivos ocupam.</p>
<p><strong>5 &#8211; Evite evitar</strong></p>
<p>Evitar lugares, pessoas ou situações por medo de ter pensamentos obsessivos apenas os reforça. Assim, a exposição gradual, com apoio terapêutico se necessário, ajuda a dessensibilizar o cérebro e a ganhar confiança.</p>
<p><strong>6 &#8211; Registre os pensamentos</strong></p>
<p>Escrever os pensamentos obsessivos em um caderno ou aplicativo pode ajudar a colocá-los em perspectiva. Isso permite identificar padrões, gatilhos e reações, facilitando o controle consciente sobre eles.</p>
<p><strong>7 &#8211; Exercite o autodiálogo compassivo</strong></p>
<p>Fale consigo mesmo com gentileza, reconhecendo que pensamentos não definem quem você é. Além disso, troque frases como “Isso é horrível” por “Isso é só um pensamento, vai passar”. Tenha em mente que a autocompaixão fortalece a resiliência emocional.</p>
<p><strong>8 &#8211; Busque apoio profissional</strong></p>
<p>Se os pensamentos forem persistentes e causarem sofrimento, a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra é essencial, pois o tratamento adequado faz toda a diferença na forma como a mente lida com essas obsessões.</p>
<p>Os pensamentos obsessivos podem causar grande sofrimento, mas é possível aprender a lidar com eles e retomar o controle da própria mente.</p>
<p>Com tratamento adequado, estratégias no dia a dia e apoio profissional, é possível reduzir a intensidade dessas obsessões e viver com mais equilíbrio e tranquilidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Como a psicoterapia pode ajudar nos problemas de memória?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Jun 2025 01:28:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Engana-se quem pensa que os problemas de memória são restritos aos mais velhos. Apesar de a demência ser uma condição que pode surgir após os 60 anos, existem outras questões que prejudicam a capacidade de armazenamento de informações, inclusive entre a população jovem. Isso pode ser causado por diversos fatores, como estresse, ansiedade, depressão e insuficiência de vitamina B12,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Engana-se quem pensa que os problemas de memória são restritos aos mais velhos. Apesar de a demência ser uma condição que pode surgir após os 60 anos, existem outras questões que prejudicam a capacidade de armazenamento de informações, inclusive entre a população jovem.</p>
<p>Isso pode ser causado por diversos fatores, como estresse, ansiedade, depressão e insuficiência de vitamina B12, por exemplo.</p>
<p>Por isso, neste artigo, falaremos sobre os problemas de memória e explicaremos como a psicoterapia pode ajudar a resolver essa condição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Qual a relação entre saúde mental e problemas de memória?</strong></h4>
<p>Quando há uma interferência no armazenamento e na recordação de informações pelo cérebro, estamos diante de um problema de memória.</p>
<p>Em certa medida, quando nos referimos às pessoas idosas, o declínio da memória é uma condição considerada como normal. No entanto, há casos mais severos que precisam ser acompanhados pelo médico para descartar algumas patologias, como o Alzheimer.</p>
<p>Contudo, os problemas de memória também podem estar presentes em pessoas mais jovens, como adolescentes e adultos. Nesses casos, é comum que eles estejam relacionados a alguma questão de saúde mental.</p>
<p>Isso significa que algumas condições psicológicas podem provocar a dificuldade de lembranças no indivíduo, como:</p>
<p><strong>1 &#8211; Ansiedade:</strong> Devido aos pensamentos acelerados, a pessoa ansiosa pode ter dificuldade para se concentrar em tarefas, lembrar de conversas e de eventos passados, por exemplo.</p>
<p><strong>2 &#8211; Depressão:</strong> Pessoas que sofrem de depressão apresentam o declínio da memória, uma vez que perdem a capacidade de reter informações e de se concentrar.</p>
<p><strong>3 &#8211; Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade</strong>: O TDAH tem como algumas de suas características a inquietação e a dificuldade de concentração. Isso, consequentemente, pode afetar a capacidade de memória do indivíduo.</p>
<p><strong>4 &#8211; Estresse:</strong> O estresse crônico, a <strong>Síndrome de Burnout</strong> e o <strong>Transtorno de</strong> <strong>Estresse Pós-Traumático (TEPT)</strong> também são condições que afetam a memória de alguma forma.</p>
<p><strong>5 &#8211; Transtorno de bipolaridade</strong>: Esse transtorno é caracterizado pela oscilação entre duas fases – mania e depressão. Nesta segunda, o indivíduo fica inquieto e com dificuldade para prestar atenção no que está acontecendo, o que desencadeia problemas de memória.</p>
<p><strong>Outras causas dos problemas de memória </strong></p>
<p>Além das questões de saúde mental apresentadas anteriormente, outros fatores podem desencadear problemas de memória, como:</p>
<p>1 &#8211; Aneurisma cerebral</p>
<p>2 &#8211; Desequilíbrio hormonal</p>
<p>3 &#8211; Deficiência de vitamina B12</p>
<p>4 &#8211; Acidente Vascular Cerebral (AVC)</p>
<p>5 &#8211; Lesões e/ou infecções no cérebro</p>
<p>6 &#8211; Privação do sono</p>
<p>7 &#8211; Abuso de álcool e drogas</p>
<p>8 &#8211; Ingestão de certos medicamentos</p>
<p>Diante de tantos fatores, é imprescindível buscar a ajuda de um profissional da saúde quando apresentar alguma interferência na capacidade de memória.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Como a psicoterapia pode ajudar nos problemas de memória?</strong></h4>
<p>Como vimos, a perda da capacidade do cérebro de reter informações pode estar relacionada com questões de saúde mental. Isso significa que, se esse for o seu caso (ou de alguém conhecido), será preciso tratar essa questão por meio da psicoterapia.</p>
<p>Sim, a ajuda de um psicólogo para quem tem problemas de memória relacionados a questões como ansiedade, depressão, estresse, etc., é o melhor tratamento, uma vez que esse profissional auxiliará na resolução do problema de saúde mental de origem.</p>
<p>Por exemplo: se uma pessoa sofre com a Síndrome de Burnout e, consequentemente, com o esquecimento, o psicólogo a ajudará a encontrar caminhos para mudar sua relação com o trabalho de forma que o estresse e a estafa sejam controlados.</p>
<p>Além disso, na psicoterapia, é trabalhada a autoestima, a execução de hábitos saudáveis (incluindo meditação, técnicas de respiração e hobbies) e o planejamento de vida, questões essenciais para que o paciente possa melhorar a sua saúde mental (e física). Assim, à medida que essas questões internas vão sendo tratadas, os problemas de memória se tornam menos intensos – até serem solucionados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Como melhorar e preservar a memória?</strong></h4>
<p>Além da terapia, existem outras formas de melhorar – e até mesmo preservar – a memória.</p>
<p>Sim, mesmo quem não possui essa capacidade afetada, deve pensar em formas de trabalhá-la todos os dias para manter a saúde desta função cerebral, garantindo um envelhecimento bem mais saudável.</p>
<p>Sendo assim, listamos algumas ações que você pode (e deve) fazer para melhorar a sua capacidade de armazenamento de informações.</p>
<p><strong>1 &#8211; Exercite a memória </strong></p>
<p>Treinar a memória diariamente é uma forma de prevenir essa função do cérebro, sobretudo durante o envelhecimento. Sendo assim, existem várias formas de exercitar a sua memória e estimulá-la, como:</p>
<ul>
<li>Ler;</li>
<li>Fazer palavras cruzadas;</li>
<li>Fazer cálculos mentais;</li>
<li>Tentar se lembrar dos acontecimentos do dia antes de se deitar;</li>
<li>Jogar jogos de memorização.</li>
</ul>
<p>Conforme recomendação médica, esses exercícios também podem ser feitos durante o tratamento de alguma condição de saúde mental que tenha a perda temporária de memória como um sintoma.</p>
<p><strong>2 &#8211; Tenha uma boa alimentação</strong></p>
<p>Manter uma alimentação equilibrada e nutritiva também é essencial para o bom funcionamento do corpo e da mente.</p>
<p>Para isso, é necessário consumir alimentos ricos em ômega 3 e óleos graxos – que ajudam os neurônios a cumprirem com suas funções – e reduzir o consumo de carboidratos e açúcar.</p>
<p><strong>3 &#8211; Garanta a qualidade do seu sono</strong></p>
<p>Uma boa noite de sono é fundamental para a preservação da memória. Por outro lado, poucas horas de sono ou uma noite de má qualidade podem prejudicar o registro de memórias de curto prazo.</p>
<p>Sendo assim, é imprescindível buscar fazer uma higienização do sono, que significa criar hábitos que favoreçam o sono duradouro e de qualidade. Dentre as principais ações, estão:</p>
<ul>
<li>Evitar consumir bebidas estimulantes no final do dia;</li>
<li>Evitar o uso de telas pelo menos duas horas antes de se deitar;</li>
<li>Manter o quarto escuro e com som ambiente.</li>
</ul>
<p><strong>4 &#8211; Mantenha o seu peso controlado </strong></p>
<p>Um aspecto inimaginável para muitas pessoas, o controle adequado do peso pode prevenir o surgimento de problemas de memória. Sim, estar muito acima ou muito abaixo do peso pode trazer riscos para essa área do cérebro.</p>
<p>Por isso, tenha em mente que o controle do peso vai muito além de questões estéticas. Ele tem a ver com saúde física e mental também.</p>
<p class="wp-block-heading" data-beyondwords-marker="831adec4-81de-4fe0-9988-1af2137fc1b3"><strong>5. Pratique o autocuidado </strong></p>
<p data-beyondwords-marker="b1cdae70-d098-414f-8341-4e730480deb2">Por fim, pratique o autocuidado para preservar a sua saúde mental, sua memória e ter qualidade de vida. Isso envolve, dentre outras ações:</p>
<ul class="wp-block-list" data-beyondwords-marker="83e35f07-62ab-4417-8900-8f288f485ca9">
<li data-beyondwords-marker="0ba3b70b-d8dd-40b5-a9f0-d87a8a74f0f0">Tirar um tempo para praticar um hobby;</li>
<li data-beyondwords-marker="8d7e1099-2604-4525-aff4-6933b530191d">Reservar momentos para estar com a família e amigos;</li>
<li data-beyondwords-marker="b6e3ec51-2628-465e-9b5e-49e70be8327a">Colocar limites para se preservar, inclusive no trabalho;</li>
<li data-beyondwords-marker="a06240ee-8bb0-4558-bf3a-0c0db2230c8b">Praticar atividade física para liberar hormônios que reduzem o estresse;</li>
<li data-beyondwords-marker="dcb874de-f2ef-4b1f-aa22-f26eef84b84a">Fazer terapia para trabalhar o autoconhecimento.</li>
</ul>
<p data-beyondwords-marker="027d827c-5d1c-4f2b-bdb8-dab15fa19aa8">Dessa maneira, é possível ter uma vida mais saudável e com as funções cognitivas preservadas. A curto, médio e longo prazo os benefícios são incalculáveis. Portanto, cuide de si e da sua memória!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Medo de Morrer (Tanatofobia)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2025 01:46:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sabemos que a morte faz parte do ciclo natural da vida, mas isso não invalida nosso receio ou medo dela. No entanto, quando o medo se torna exagerado, pode ser que o indivíduo esteja passando pela tanatofobia. A tanatofobia é o medo excessivo e irracional da morte ou do processo de morrer, seja a preocupação&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sabemos que a morte faz parte do ciclo natural da vida, mas isso não invalida nosso receio ou medo dela. No entanto, quando o medo se torna exagerado, pode ser que o indivíduo esteja passando pela tanatofobia.</p>
<p>A tanatofobia é o medo excessivo e irracional da morte ou do processo de morrer, seja a preocupação com a própria morte ou com a de entes queridos, por exemplo.</p>
<p>Embora seja natural ter algum nível de apreensão neste sentido, a tanatofobia pode se tornar debilitante, interferindo significativamente na qualidade de vida de uma pessoa. A boa notícia é que ela pode ser tratada com auxílio profissional. Continue a leitura e saiba mais!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que é o medo de morrer?</strong></p>
<p>A tanatofobia é uma condição psicológica caracterizada por uma ansiedade intensa e irracional em relação à morte ou ao processo de morrer.</p>
<p>O medo de morrer pode ser desencadeado por causas variadas, como experiências traumáticas, doenças graves ou a perda de entes queridos, afetando significativamente a vida diária.</p>
<p>Em alguns casos, a cultura e as crenças religiosas também podem influenciar esse medo.</p>
<p>Por isso, vale dizer que pessoas com tanatofobia frequentemente experimentam uma ansiedade extrema, ataques de pânico e, até mesmo, evitam situações que os façam pensar na morte.</p>
<p>Apesar disso, cabe destacar que a tanatofobia possui tratamento e que este geralmente envolve a realização de terapia e outras técnicas úteis para aliviar a ansiedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sentir medo de morrer é normal?</strong></p>
<p>Sim, sentir medo de morrer é uma experiência humana natural e comum, já que se trata de um fato inevitável na vida das pessoas. Logo, até um certo ponto, é perfeitamente normal passar por momentos de medo com relação à morte.</p>
<p>Então, esse medo pode servir como um mecanismo de proteção, nos alertando sobre perigos e nos incentivando a adotar comportamentos que preservem nossa vida. No entanto, quando o medo se torna excessivo e interfere na vida cotidiana e nas atividades mais comuns do dia a dia, pode ser um sinal de tanatofobia, uma condição que requer atenção e tratamento adequado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são os principais sintomas da tanatofobia?</strong></p>
<p>Geralmente, pessoas acometidas pelo medo de morrer possuem alguns sintomas frequentemente verificados.</p>
<p>Os sintomas psicológicos (mentais/emocionais) podem ser os seguintes:</p>
<ul>
<li>Crises de ansiedade intensa ao pensar na própria morte ou na de entes queridos;</li>
<li>Ataques de pânico;</li>
<li>Esquivar-se de situações ou conversas sobre a morte;</li>
<li>Pensamentos obsessivos sobre a morte;</li>
<li>Crises de humor ou de depressão.</li>
</ul>
<p>Já os sintomas físicos podem se manifestar com:</p>
<ul>
<li>Palpitações cardíacas;</li>
<li>Sudorese;</li>
<li>Calafrios;</li>
<li>Tremores;</li>
<li>Dificuldade em dormir devido ao medo da morte.</li>
</ul>
<p>Essas são, portanto, as manifestações físicas e emocionais mais comuns entre as pessoas com tanatofobia, de modo que, a ocorrência dos episódios de fobia pode até mesmo prejudicar as atividades de rotina dos indivíduos, seja social ou profissionalmente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que causa o medo de morrer?</strong></p>
<p>Da mesma maneira que outras espécies de fobias, as situações de medo de morrer podem ser causadas por diferentes fatores marcantes, por isso, frequentemente, decorrem de experiências vividas ainda na infância.</p>
<p>Portanto, a tanatofobia pode estar relacionada com:</p>
<p><strong>1 &#8211; Experiências de traumas</strong></p>
<p>Episódios traumáticos relacionados à morte, tais como acidentes graves, ameaças de morte ou a perda de entes queridos, podem desencadear um medo intenso da morte.</p>
<p><strong>2 &#8211; Doenças graves</strong></p>
<p>O diagnóstico de doenças graves ou, em alguns casos, de doenças crônicas, podem aumentar a consciência de uma possível morte e, por consequência, gerar um medo intenso da ocorrência de morte.</p>
<p><strong>3 &#8211; Cultura e crenças religiosas</strong></p>
<p>Crenças culturais e religiosas a respeito da morte e do “além” podem influenciar a intensidade do medo da morte em algumas pessoas, sobretudo em virtude de conceitos como céu e inferno, punições e até mesmo purgatório.</p>
<p><strong>4 &#8211; Ansiedade generalizada</strong></p>
<p>Pessoas com quadros frequentes de ansiedade podem ter uma predisposição a desenvolver medos intensos e irracionais, incluindo o medo da morte, despertando, assim, a tanatofobia.</p>
<p><strong>5 &#8211; Incerteza quanto ao pós-morte</strong></p>
<p>A falta de certeza sobre o que acontece após a morte pode causar ansiedade e medo excessivo em algumas pessoas, especialmente porque, em muitos casos, a própria família evita falar a respeito do assunto, o que pode desencadear a fobia.</p>
<p><strong>6 &#8211; Medo da solidão</strong></p>
<p>No geral, indivíduos que temem a solidão, ou seja, o medo de ficarem sós, apresentam maiores chances de serem acometidos pela tanatofobia, já que a morte, por consequência inevitável, separa pessoas umas das outras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como é feito o diagnóstico da tanatofobia?</strong></p>
<p>O diagnóstico da tanatofobia é realizado por profissionais de saúde mental, como psicólogos ou psiquiatras.</p>
<p>O processo geralmente envolve uma avaliação clínica completa do histórico médico e psicológico do paciente, incluindo entrevistas detalhadas para entender os sintomas e seus impactos na vida cotidiana.</p>
<p>Questionários e escalas de avaliação de ansiedade são utilizados para medir a intensidade do medo da morte, identificando se o medo é desproporcional e se interfere nas atividades do dia a dia, diferenciando-o de um medo normal e natural.</p>
<p>Então, vale dizer que é importante distinguir a tanatofobia de outras condições de saúde mental, tais como quadros de ansiedade generalizada ou depressão, para garantir um tratamento mais adequado possível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são as formas de tratar o medo de morrer?</strong></p>
<p>O tratamento do medo de morrer pode ser abordado de diversas maneiras, algo que vai depender das necessidades de cada paciente.</p>
<p>Por isso, buscar ajuda profissional é fundamental para encontrar o tratamento mais adequado para cada caso.</p>
<p>No entanto, pode-se dizer que uma das principais formas de tratamento é a terapia, que se combinada com técnicas de relaxamento, meditação e respiração profunda são eficazes para aliviar a ansiedade e promover um estado de calma. Além disso, participar de grupos de apoio permite compartilhar experiências e técnicas de enfrentamento com outras pessoas.</p>
<p>Por isso, outro ponto importante é que a educação acerca da morte também ajuda a reduzir o medo, proporcionando uma compreensão mais profunda e racional do tema.</p>
<p>O mais importante é saber que, com tratamento e apoio adequado, incluindo terapias e técnicas de enfrentamento, além de educação sobre o assunto, é possível diminuir o medo excessivo da morte e recuperar o equilíbrio emocional, permitindo uma vida mais plena e tranquila.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>Grande abraço e até o próximo artigo! E muitíssimo obrigada por sua companhia e sua leitura!</p>
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		<title>Como os traumas infantis impactam na vida adulta?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2024 01:37:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Impacto que traumas infantis não tratados causam na vida adulta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os primeiros anos de vida de uma pessoa são fundamentais para o seu desenvolvimento emocional, cognitivo e social. Infelizmente, para muitos, esses anos preciosos são marcados por traumas infantis que podem ter efeitos duradouros ao longo da vida adulta.</p>
<p>Sim, a negligência e eventos traumáticos, como o divórcio dos pais ou a perda de um ente querido, podem deixar cicatrizes profundas na psique da criança, muitas vezes moldando sua jornada emocional e comportamental no futuro.</p>
<p>Continue lendo este artigo para entender melhor como os traumas infantis podem impactar a vida adulta e como lidar com eles. Boa leitura!</p>
<h4></h4>
<h4><strong>Como os traumas na infância impactam na vida adulta?</strong></h4>
<p><span id="more-2839"></span></p>
<p>Sendo uma das fases mais importantes do desenvolvimento humano, a infância possui grandes impactos na formação de um adulto.</p>
<p>Para entender melhor, separamos alguns dos principais impactos dos traumas da infância na vida adulta:</p>
<p>1 &#8211; <strong>Ansiedade e estresse crônico</strong></p>
<p>Traumas na infância podem deixar uma marca profunda no sistema nervoso, tornando-o mais sensível ao estresse na vida adulta. Isso pode levar a uma resposta exagerada a situações estressantes, resultando em ansiedade crônica e estresse persistente na vida adulta.</p>
<p>Muitos que experimentaram traumas na infância podem encontrar dificuldades em regular suas emoções, e situações cotidianas podem desencadear episódios de ansiedade intensa.</p>
<p>Portanto, essa ansiedade crônica pode impactar negativamente a qualidade de vida, interferindo nas relações interpessoais, no desempenho no trabalho e na saúde geral.</p>
<p><strong>2 &#8211; Relacionamentos interpessoais problemáticos</strong></p>
<p>Os traumas infantis podem comprometer a capacidade de estabelecer e manter relacionamentos saudáveis na vida adulta.</p>
<p>Pessoas que vivenciaram traumas podem ter dificuldades em confiar nos outros, em expressar suas necessidades emocionais e em estabelecer limites saudáveis. Além disso, podem enfrentar padrões de relacionamento disfuncionais, como dependência excessiva, evitamento emocional ou comportamentos destrutivos, o que dificulta a construção de conexões íntimas e satisfatórias, resultando em solidão e isolamento emocional.</p>
<p><strong>3- Baixa autoestima e autoimagem negativa</strong></p>
<p>Traumas na infância também podem abalar profundamente a autoestima e gerar uma autoimagem negativa.</p>
<p>Isso porque as experiências traumáticas podem levar a sentimentos de desvalorização pessoal, culpa e vergonha. Essas emoções podem persistir na vida adulta, levando a uma falta de confiança em si mesmo e em suas habilidades. Assim, as pessoas que vivenciam isso podem se ver como indignas de amor, respeito e cuidado, o que pode afetar sua capacidade de buscar relacionamentos saudáveis e oportunidades de crescimento pessoal.</p>
<p><strong>4 &#8211; Dificuldades de regulação emocional</strong></p>
<p>O impacto dos traumas no início da vida pode dificultar a capacidade de regular as emoções na fase adulta.</p>
<p>Traumas na infância podem deixar uma pessoa com dificuldades em identificar e expressar suas emoções de maneira saudável. Isso pode resultar em explosões emocionais, dificuldades em lidar com o estresse e até mesmo em reprimir emoções para evitar confrontar lembranças dolorosas.</p>
<p>Além disso, a incapacidade de regular as emoções pode interferir nos relacionamentos interpessoais, no desempenho profissional, nos estudos e na saúde mental.</p>
<p><strong>5 &#8211; Problemas de saúde física</strong></p>
<p>Traumas na infância estão associados a uma série de problemas de saúde física na vida adulta.Estudos sugerem que o estresse crônico causado por essas experiências pode ter efeitos adversos no sistema imunológico, cardiovascular e endócrino, podendo aumentar o risco de desenvolvimento de doenças crônicas.</p>
<p>Dessa forma, indivíduos que passaram por traumas no início de sua vida podem acabar desenvolvendo doenças cardíacas, diabetes, distúrbios gastrointestinais e outras condições de saúde.</p>
<p>Além disso, o impacto dos traumas na saúde mental pode afetar o comportamento de busca de cuidados de saúde, levando a uma maior probabilidade de negligenciar a própria saúde física.</p>
<p>Em suma, como vimos, os traumas na infância têm um impacto profundo e duradouro na vida adulta de um indivíduo, afetando sua saúde mental, emocional e física, bem como em seus relacionamentos interpessoais.</p>
<p><strong> </strong></p>
<h4><strong>Como superar os traumas infantis?</strong></h4>
<p>Superar traumas infantis é um processo complexo e desafiador que requer tempo, esforço e apoio adequado. Isso porque os traumas vivenciados durante a infância podem deixar uma marca profunda na psique de uma pessoa.</p>
<p>No entanto, com as estratégias certas e o suporte adequado, é possível encontrar caminhos para a cura e a recuperação.</p>
<p>Então, separamos a seguir algumas estratégias para superar traumas infantis:</p>
<p><strong>1 &#8211; Autoconhecimento e aceitação</strong></p>
<p>Superar traumas infantis começa com o autoconhecimento e a aceitação da experiência vivida. Assim, reconhecer e aceitar os eventos traumáticos como parte da própria história é fundamental para iniciar o processo de cura.</p>
<p>Isso envolve reconhecer e validar as emoções associadas ao trauma, como raiva, tristeza e medo, e compreender que esses sentimentos são legítimos e compreensíveis dadas as circunstâncias.</p>
<p>Dessa forma, ao se permitir sentir e processar essas emoções, é possível começar a liberar o peso emocional do trauma e avançar em direção à cura.</p>
<p><strong>2 &#8211; Desenvolver estratégias de enfrentamento saudáveis</strong></p>
<p>Desenvolver estratégias de enfrentamento saudáveis é essencial para lidar com os efeitos dos traumas infantis. Isso pode incluir a prática regular de técnicas de relaxamento, meditação ou ioga, que ajudam a acalmar o sistema nervoso e reduzir a ansiedade.</p>
<p>Além disso, engajar-se em atividades criativas, como arte, música ou escrita, pode oferecer uma saída positiva.</p>
<p>Também é importante identificar e desafiar padrões de pensamento negativos que surgem como resultado do trauma, substituindo-os por pensamentos mais realistas e compassivos.</p>
<p><strong>3 &#8211; Cultivar relacionamentos de apoio</strong></p>
<p>Buscar apoio em relacionamentos significativos é uma parte crucial do processo de cura dos traumas infantis. Isso pode envolver compartilhar sua história com amigos de confiança, familiares ou participar de grupos de apoio.</p>
<p>Ter pessoas em quem você confia e que oferecem apoio emocional pode ajudar a diminuir o isolamento e a solidão que muitas vezes acompanham os traumas.</p>
<p><strong>4 &#8211; Fazer terapia</strong></p>
<p>Buscar ajuda profissional por meio da terapia é uma etapa fundamental no caminho para superar os traumas infantis.</p>
<p>Um psicólogo qualificado pode oferecer um ambiente seguro e confidencial onde você pode explorar suas experiências, processar emoções difíceis e desenvolver estratégias eficazes para lidar com os efeitos duradouros do trauma.</p>
<p>A terapia pode ajudar a identificar padrões de pensamento e comportamento que estão contribuindo para o sofrimento emocional e fornecer ferramentas e técnicas específicas para promover a cura e o crescimento pessoal.</p>
<p>Portanto, ao trabalhar com um psicólogo, você não estará apenas recebendo apoio emocional, mas também dando a si mesmo a oportunidade de construir uma vida mais saudável, significativa e gratificante.</p>
<p>Superar traumas infantis é um processo transformador que exige coragem, persistência e suporte.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>Grande abraço e até o próximo artigo! E muitíssimo obrigada por sua companhia e leitura!</p>
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		<title>Desafios de brasileiros que vivem no exterior</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 May 2024 21:38:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muitos são os brasileiros que decidem se mudar e viver em outro país, seja para uma jornada pessoal, seja para adquirir novas experiências profissionais. Nesse processo de imigração, é comum experimentar uma ampla gama de sentimentos, como medo, ansiedade, tristeza e insegurança. Essas emoções intensas são esperadas e fazem parte do processo de adaptação a&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos são os brasileiros que decidem se mudar e viver em outro país, seja para uma jornada pessoal, seja para adquirir novas experiências profissionais.</p>
<p>Nesse processo de imigração, é comum experimentar uma ampla gama de sentimentos, como medo, ansiedade, tristeza e insegurança. Essas emoções intensas são esperadas e fazem parte do processo de adaptação a uma nova cultura e a um novo ambiente. Abordaremos aqui alguns dos desafios dos brasileiros no exterior, e daremos algumas estratégias sobre como passar por tudo isso de uma forma mais equilibrada.</p>
<p>Abaixo listamos os desafios psicológicos mais comuns dos brasileiros que vivem no exterior:<span id="more-2822"></span></p>
<p>1 &#8211; Saudade e Nostalgia:</p>
<p>A saudade da família, amigos, cultura e do ambiente familiar é um dos maiores desafios. Esse sentimento pode ser intenso e impactar o bem-estar emocional.</p>
<p>2 &#8211; Adaptação Cultural:</p>
<p>A adaptação a uma nova cultura pode ser difícil. Diferenças nos valores, costumes, língua e modo de vida podem causar um choque cultural, levando a sentimentos de alienação e frustração.</p>
<p>3 &#8211; Barreira Linguística:</p>
<p>Mesmo para aqueles que dominam o idioma do país de destino, a comunicação em um segundo idioma pode ser exaustiva e gerar ansiedade, especialmente em situações sociais ou profissionais.</p>
<p>4 &#8211; Solidão e Isolamento Social:</p>
<p>A falta de uma rede de apoio pode levar à solidão. Fazer novas amizades e construir uma nova rede de apoio pode ser desafiador, especialmente em culturas diferentes.</p>
<p>5 &#8211; Questões de Identidade:</p>
<p>A experiência de viver em um país estrangeiro pode afetar a identidade pessoal e cultural. Sentimentos de &#8220;não pertencer&#8221; a nenhum dos dois lugares (Brasil e o país de residência) são comuns.</p>
<p>6 &#8211; Estresse e Ansiedade:</p>
<p>A adaptação a um novo ambiente, lidar com a burocracia local, encontrar trabalho, e estabelecer uma vida estável no exterior são fontes significativas de estresse e ansiedade.</p>
<p>7 &#8211; Preconceito e Discriminação:</p>
<p>Muitos brasileiros podem enfrentar preconceito ou discriminação com base na nacionalidade, aparência, ou sotaque, o que pode impactar a autoestima e o bem-estar psicológico.</p>
<p>8 &#8211; Pressão para o Sucesso:</p>
<p>Há uma pressão adicional para ter sucesso e justificar a decisão de emigrar, tanto para si mesmo quanto para a família e amigos no Brasil. Esse sentimento pode gerar estresse adicional e autocrítica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Estratégias para Lidar com Esses Desafios:</strong></h4>
<p>1 &#8211; Manter Contato com a Família e Amigos:</p>
<p>Utilize a tecnologia para manter contato regular com seus entes queridos no Brasil, o que pode ajudar a reduzir a saudade e o isolamento.</p>
<p>2 &#8211; Participar de Comunidades Locais:</p>
<p>Procure grupos de brasileiros ou comunidades locais que possam oferecer suporte emocional e prático.</p>
<p>3 &#8211; Aprender a Língua e a Cultura Local:</p>
<p>Esforçar-se para aprender e entender a língua e a cultura do país de acolhimento pode facilitar a adaptação e reduzir o choque cultural.</p>
<p>4 &#8211; Cuidar da Saúde Mental:</p>
<p>Não hesite em procurar apoio psicológico se sentir que está enfrentando dificuldades. Profissionais especializados podem ajudar a lidar com questões de adaptação e saúde mental.</p>
<p>5 &#8211; Manter uma Atitude Positiva e Flexível:</p>
<p>Ser aberto a novas experiências e ter uma atitude positiva pode ajudar a enfrentar os desafios de viver no exterior de maneira mais eficaz. Reconhecer e entender esses desafios é o primeiro passo para lidar com eles de forma saudável e construtiva.</p>
<p><strong> </strong></p>
<h4><strong>A importância de estar com a saúde mental em dia:</strong></h4>
<p>Segundo o relatório &#8220;Brasileiros no Exterior&#8221;, divulgado em agosto de 2023 pelo Ministério de Relações Exteriores do Brasil, destaca que cerca de 4,5 milhões de cidadãos brasileiros atualmente residem em outros países, como Estados Unidos, Portugal, Paraguai, Reino Unido, Japão entre outros.</p>
<p>Muitas vezes, quando tomamos a decisão de emigrar, o preparo psicológico é colocado em segundo plano. Normalmente, no topo da lista de prioridades está o planejamento financeiro e as incontáveis questões burocráticas que a mudança exige. No entanto, a atenção à saúde mental é importante até mesmo para que essas etapas do planejamento sejam concluídas de forma saudável. Embora os problemas e as frustrações se apresentem, aquele que tem um bom nível de autoconhecimento e uma rede de apoio irá vivenciar cada etapa com mais leveza, conseguindo tirar proveito do que de melhor a experiência internacional poderá oferecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Como a terapia pode ajudar nesse processo?</strong></h4>
<p>A terapia é uma grande aliada nesse processo de mudança para outro país. Inicialmente, ela ajudará a compreender as razões que fazem o brasileiro querer sair de seu próprio país, e depois, trazer clareza sobre os objetivos que se deseja alcançar com esta experiência internacional. Quando estas questões estão identificadas, a terapia continua oportunizando suporte emocional e orientação para que a adaptação à nova realidade ocorra da melhor maneira possível.<br />
Para suprir essa necessidade de brasileiros que muitas vezes preferem ser atendidos por profissionais de sua terra natal, que falem sua língua materna nos utilizamos da terapia online que se mostrado muito eficaz, com a vantagem de ser realizada em ambiente seguro, horários flexíveis, redução de custos de locomoção e realizada na língua do paciente.</p>
<p>Precisamos nos lembrar que a saúde mental influencia nossas vidas de várias formas, por ser parte inerente e vital do nosso bem-estar geral. Ela nos permite funcionar e prosperar como indivíduos, além de nos ajudar a lidar com o estresse e as adaptações da mudança. Uma saúde mental de qualidade é essencial para a construção de relacionamentos saudáveis, novos aprendizados e trabalhar de forma produtiva.</p>
<p>As psicólogas e psicanalistas da Bem Viver Mais – Terapias Integradas, são profissionais altamente experientes no atendimento de brasileiros que vivem no exterior. Com um compromisso sério e responsável, nossa equipe garante total sigilo sobre tudo o que é tratado durante as sessões. Estamos aqui para apoiá-lo na sua jornada de mudança. Conte conosco para te acompanhar em seus desafios!</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Transtorno de Acumulação: o que é, causas e tratamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jan 2024 17:55:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Você sabia que o hábito de acumular objetos com pouco ou nenhum valor pode indicar um transtorno? Sim, o Transtorno de Acumulação existe e pode trazer diversos prejuízos significativos para o indivíduo que o tem. Isso porque essa condição, além de poder expor a pessoa a situações insalubres – dependendo do item acumulado, contribui para&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabia que o hábito de acumular objetos com pouco ou nenhum valor pode indicar um transtorno? Sim, o Transtorno de Acumulação existe e pode trazer diversos prejuízos significativos para o indivíduo que o tem.</p>
<p>Isso porque essa condição, além de poder expor a pessoa a situações insalubres – dependendo do item acumulado, contribui para o desencadeamento de outras questões emocionais, como o sofrimento, a angústia e os conflitos (internos e externos).</p>
<p>Neste artigo, vamos falar tudo sobre o Transtorno de Acumulação para que você o conheça e possa perceber se há chances de alguém ao seu redor tê-lo. Boa leitura!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que é o Transtorno de Acumulação?</strong><span id="more-2754"></span></p>
<p>O Transtorno de Acumulação consiste no acúmulo de objetos de pouco ou nenhum valor. O portador dessa condição possui muita dificuldade, e até mesmo uma angústia profunda, para se desapegar de tais itens, o que faz com que ele os acumule.</p>
<p>É muito importante diferenciar esse transtorno das coleções. Isso porque o colecionador acumula itens de uma mesma categoria e de forma ordenada.</p>
<p>Enquanto isso, a pessoa acumuladora não tem organização para guardar os objetos e acumula itens que não apresentam valor sentimental ou material.</p>
<p>Além disso, a ansiedade costuma ser uma condição muito forte e presente no Transtorno de Acumulação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são as causas desse transtorno?</strong></p>
<p>As causas do Transtorno de Acumulação são variadas, mas geralmente estão associadas a fatores emocionais.</p>
<p>Assim, a pessoa acometida por esse transtorno pode já apresentar algum outro problema de saúde mental, como: Depressão, Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), entre outros.</p>
<p>Além disso, muitos indivíduos desenvolvem essa condição para suprir uma necessidade e carência emocional. Outros, acumulam itens por acreditarem que esses podem fazer com que eles se tornem mais importantes para a sociedade.</p>
<p>Cabe mencionar que, além da pré-existência de outras condições mentais e emocionais, existem ainda outros fatores de risco para o Transtorno de Acumulação, como: histórico familiar de acumulação, traumas mal resolvidos,</p>
<p>personalidade indecisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> </strong><strong>Principais sintomas do Transtorno de Acumulação</strong></p>
<p>Os sintomas do Transtorno de Acumulação podem surgir ainda na adolescência, por volta dos 11 e 15 anos de idade, mas tem uma piora gradativa e significativa à medida que a pessoa envelhece.</p>
<p>Assim, entre os principais sinais dessa condição, estão:</p>
<ul>
<li>Necessidade incontrolável de acumular objetos com pouco ou nenhum valor;</li>
<li>Angústia quando precisa se desfazer desses itens;</li>
<li>As áreas de convívio da casa ficam desorganizadas e cheias com os objetos, impossibilitando o uso delas;</li>
<li>Quando confrontado por pessoas próximas, o acumulador nega ou se constrange, mas não cogita mudar seus hábitos;</li>
<li>Isolamento social, uma vez que a pessoa se sente constrangida;</li>
<li>Pode haver acumulação compulsiva de animais de estimação, mas o indivíduo não consegue suprir as necessidades deles;</li>
<li>Dificuldade para tomar decisões;</li>
<li>Dificuldade para executar tarefas diárias;</li>
<li>Ansiedade, principalmente quando pensa que precisa se desfazer dos objetos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como é realizado o diagnóstico dessa condição?</strong></p>
<p>O diagnóstico do Transtorno de Acumulação é realizado a partir de uma avaliação médica e/ou psicológica. Para isso, o especialista leva em consideração alguns critérios bastante específicos, como:</p>
<ul>
<li>paciente sente muita dificuldade para se desfazer de bens;</li>
<li>Ele realmente acredita que precisa guardar determinados objetos, independente do seu valor;</li>
<li>Os itens acumulados causam desorganização nas áreas de convívio da casa e interferem na forma como elas são utilizadas;</li>
<li>O indivíduo se sente angustiado diante da possibilidade de ter que se desfazer de algum dos seus bens.</li>
<li>Há uma redução da sua capacidade funcional por causa do acúmulo compulsivo, isto é, a pessoa não consegue realizar tarefas simples.</li>
</ul>
<p>Vale dizer que dificilmente a pessoa que sofre com esse problema o reconhece. Por isso, muitas vezes, a sinalização da possível condição é realizada por alguém próximo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Existe tratamento para o Transtorno de Acumulação?</strong></p>
<p>Sim, existe tratamento para o Transtorno de Acumulação, sendo que o principal meio é a psicoterapia.</p>
<p>Ao encorajar o paciente a refletir, as sessões de terapia conseguem auxiliá-lo a modificar a forma como pensa e age. Assim, gradativamente, ele conseguirá reduzir essa carência emocional e, consequentemente, o apego pelos itens acumulados.</p>
<p>Além disso, para que não haja recaídas, o acompanhamento psicológico trabalha a tomada de decisões – considerando que o indivíduo costuma ser indeciso – e a ansiedade – que é uma das molas propulsoras para o acúmulo compulsivo.</p>
<p>No entanto, convém mencionar que a implementação do tratamento costuma ser difícil, uma vez que o acumulador compulsivo não costuma enxergar a sua situação como um problema. Por isso, é tão importante que familiares e amigos auxiliem-no nessa jornada, mostrando a importância de ele se cuidar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como ajudar um acumulador compulsivo?</strong></p>
<p>Como mencionado anteriormente, é indispensável o apoio de pessoas próximas, uma vez que a pessoa acumuladora pode resistir ao tratamento.</p>
<p>Por isso, se você tem alguém do seu convívio que passa por esse problema, aqui vão algumas dicas para ajudá-lo e orientá-lo:</p>
<p><strong>1- Não julgue</strong></p>
<p>A sua ajuda começa em não julgar a pessoa acumuladora. Isso significa que é muito importante ser empático, mostrando a ela que você entende o seu lado.</p>
<p>O julgamento, além de constranger o indivíduo, pode fazer com que ele se feche ainda mais para receber qualquer tipo de ajuda. Portanto, é muito importante ter essa leveza e cordialidade.</p>
<p><strong> 2- </strong><strong>Tenha paciência</strong></p>
<p>Também é importante ter muita paciência, principalmente se você convive na mesma casa que essa pessoa. Afinal, pode ser bastante desafiador estar em um ambiente cheio de itens acumulados, que podem até mesmo impedir o fluxo de pessoas.</p>
<p>Acontece que a falta de paciência com o acumulador pode desencadear nele ainda mais ansiedade e estresse, o que não contribui em nada para a melhora do seu estado.</p>
<p><strong> 3- </strong><strong>Pontue os riscos da prática de acumulação</strong></p>
<p>De forma objetiva, clara e educada, pontue os riscos aos quais a pessoa está exposta ao acumular itens, como:</p>
<ul>
<li>Isolamento social;</li>
<li>Condições insalubres;</li>
<li>Risco de incêndio;</li>
<li>Conflitos familiares;</li>
<li>Desempenho precário no trabalho;</li>
<li>Aparecimento de outras condições mentais, etc.</li>
</ul>
<p><strong>4- Proponha a busca de uma ajuda especializada:</strong></p>
<p>Incentive a pessoa a buscar a ajuda especializada de um psicólogo, caso ela ainda não tenha procurado um. Aponte todos os benefícios que ela terá ao investir na psicoterapia. Você também pode se propor a ajudá-la a procurar um bom profissional e até mesmo acompanhá-la ao consultório, caso as sessões sejam presenciais. Dessa forma, você contribuirá para que ela se sinta mais segura para modificar a sua realidade, que é tão dolorosa e causa tanto sofrimento.</p>
<p>Persista e não a desampare, pois assim como outros transtornos, esse também demanda acompanhamento para o resgate da saúde mental do paciente!</p>
<p><strong> </strong></p>
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<p>Grande abraço e até o próximo artigo! E muitíssimo obrigada por sua companhia e sua leitura!</p>
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		<title>Como deixar de se importar com o que os outros pensam</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Jul 2023 17:12:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Deixar de se importar com o que os outros pensam não costuma ser fácil para a maioria das pessoas. Muitos crescem apegados à necessidade de validação alheia, seja dos pais, familiares, amigos, professores ou desconhecidos. Em algumas ocasiões é interessante analisar como pensam ao nosso respeito. Por exemplo, o seu chefe pode estar buscando um profissional com atributos específicos&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Deixar de se importar com o que os outros pensam não costuma ser fácil para a maioria das pessoas. Muitos crescem apegados à necessidade de validação alheia, seja dos pais, familiares, amigos, professores ou desconhecidos.</p>
<p>Em algumas ocasiões é interessante analisar como pensam ao nosso respeito. Por exemplo, o seu chefe pode estar buscando um profissional com atributos específicos e, ao modificar a sua conduta para se encaixar nos requisitos, a sua carreira pode avançar consideravelmente. Essa mudança de comportamento, no entanto, não é permanente. Ela serve para ajudá-lo a aproveitar uma oportunidade ou alcançar objetivos. Segundo psicólogos, o problema nasce quando modificamos nosso comportamento e fazemos coisas, ou deixamos de fazer, devido à opinião dos outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Por que nos importamos tanto com opiniões alheias?</strong></h4>
<p>Você já sentiu que deveria tomar determinada atitude para agradar terceiros? Ou teve medo de fazer algo para você (mudar o visual, trocar de emprego, começar ou terminar um relacionamento) por causa do que os outros vão pensar?</p>
<p>A sensação de estar sendo vigiado é mais forte na adolescência. É nessa fase que começamos a nos importar com as opiniões de amigos e pretendentes, pois é quando compreendermos o significado de “viver em sociedade”. O adolescente tem horror em ser visto de forma negativa e geralmente tem um desejo ardente de provar a sua capacidade para os outros.</p>
<p>Adolescentes tímidos ou pouco autoconfiantes, em especial, tendem a ligar excessivamente para o que terceiros pensam a seu respeito. Em sua busca para agradar os colegas e pertencer a um grupo, podem fazer coisas contra sua vontade. Quando não conseguem impressionar, passam a temer o julgamento alheio.</p>
<p>Algumas pessoas entram na vida adulta com esse medo. Assim, sofrem com uma série de preocupações: são ansiosas, temem o que os demais vão falar sobre as suas escolhas, não conseguem expressar a sua verdadeira identidade, têm dificuldades para fazerem escolhas sozinhas, temem o fracasso acima de tudo e sentem-se frustradas consigo mesmas. Essa repressão auto imposta é a fórmula certeira para a depressão, a ansiedade e o estresse.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4></h4>
<h4><strong>Como deixar de se importar com o que os outros pensam?</strong></h4>
<p>Parar de se importar com as opiniões alheias requer esforço e prática diária.</p>
<p>Toda vez que decidimos modificar um comportamento, precisamos levar em consideração que ele já está profundamente acomodado dentro de nós. Passamos anos e anos reforçando-o através de nossas escolhas, pensamentos, emoções e experiências de vida.</p>
<p>Por isso, costuma-se se dizer que é preciso “desconstruir” um comportamento, retirando as crenças que utilizamos para construí-lo em primeiro lugar.</p>
<p>Por exemplo, a preocupação excessiva com o que os outros pensam costuma se originar do medo de julgamentos. Este, por sua vez, pode ter raízes em um pensamento (“se acharem que eu sou uma pessoa X ou Y, algo ruim vai acontecer”) ou uma emoção (vergonha, ansiedade, hesitação, falta de confiança).</p>
<p>Em vez de confrontar esse medo ou ressignificá-lo, você o alimentou inconscientemente, reforçando sentimentos e pensamentos negativos. Como encontra-se consolidado em seu interior, você basicamente precisa “destruir” as crenças ruins que o fortalecem e construir crenças boas.</p>
<p>Pode parecer complicado, mas não é!</p>
<p>Esse processo ocorre naturalmente. A princípio, ele não é muito agradável tampouco fácil. Você vai sentir vontade de desistir e ignorar incômodos emocionais significativos. É uma reação totalmente normal, a qual deve ser combatida. Abaixo, separamos alguns passos para ajudá-lo a chegar lá.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1)     Identifique o porquê:</strong></p>
<p>Por que você se importa tanto com o que os outros vão dizer sobre você? Quais são as suas preocupações? Você tem medo de ser julgado, ser ridicularizado, ser rejeitado, ser visto como um fracasso? Questione-se sobre a sua necessidade da validação alheia para encontrar a origem dela.</p>
<p>Ela pode ter nascido de uma experiência ruim na infância ou na adolescência, ou ser consequência da sua criação (pais muito rígidos, por exemplo). Como você não tinha muito conhecimento sobre os seus próprios sentimentos, passou a alimentar essa necessidade, fugindo de si mesmo para não ser desaprovado pelos demais.</p>
<p>Você pode vasculhar as suas memórias em busca de uma resposta e responder perguntas de autoconhecimento diariamente para compreender como se sente. Fazer terapia também pode ajudá-lo a obter insights sobre por que você se importa com o que os outros pensam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2)     Modifique a sua forma de pensar:</strong></p>
<p>Quando o medo da opinião alheia aparecer, confronte-o. Em vez de pensar “O que será que vão pensar de mim?” ou “Todo mundo vai olhar para mim e ficar comentando”, pense “Eu quero fazer isso porque…” e “Se alguém tiver algo para dizer, não importa. A minha felicidade é mais importante”. Se precisar, repreenda-se usando o seu nome da mesma forma que faria para chamar a atenção de uma criança.</p>
<p>Mesmo que pareça estranho conversar com si mesmo, faça-o. Esse diálogo interno vai facilitar a modificação das crenças construídas e fortalecidas ao longo dos anos. Com a prática, você conseguirá pensar mais positivo sobre se expor para o mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3)     Compreenda algumas coisas:</strong></p>
<p>É muito provável que ninguém esteja prestando atenção em você. As pessoas vivem saturadas por seus próprios problemas e preocupações. Elas não têm tempo de se preocupar com terceiros. Quando a sensação de que múltiplos olhares estão acompanhando os seus movimentos aparecer, 99.9% das vezes é apenas isso: uma sensação.</p>
<p>Se você não fala a sua opinião ou expressa suas necessidades em voz alta por medo de desagradar alguém, saiba que é impossível agradar todo mundo. Milhares de pessoas já tentaram, inclusive personalidades célebres conhecidas mundialmente, e todas falharam.</p>
<p>Cada um possui o seu jeito de pensar e ver a vida, portanto, raramente você encontrará alguém com opiniões praticamente idênticas às suas. Caso alguém reaja com agressividade verbal ou grosseria ao ouvir o que você tem a dizer, lembre-se disso. A vivência daquela pessoa é completamente diferente da sua e isso gera divergência de pensamentos.</p>
<p>Responda à atitude rude com cordialidade e siga em frente. Afinal, por que é tão importante que todos concordem com você ou aprovem as suas considerações? A única pessoa que deve fazê-lo é você mesmo, pois o único a sofrer as consequências de seus atos é você.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>4)     Valorize-se!</strong></p>
<p>Pessoas que se preocupam demais com o que os outros têm a dizer não costumam ter uma visão concreta de seus atributos positivos. Se este for o seu caso, faça uma lista de qualidades, conquistas e elogios já recebidos. Assim, você terá uma noção de quais características merecem atenção.</p>
<p>Não tenha medo de mostrar o que há de melhor em você para o mundo! Neste momento, você pode pensar que não faz sentido compartilhar os seus talentos. É a sua insegurança falando. Ela costuma manter os dons adormecidos.</p>
<p>Quando alguém decide partilhar o que há de melhor em si, o mundo fica um pouco melhor, sabia? Além de ajudar outras pessoas com os seus talentos, você se sente bem por estar sendo útil. Essa postura de doação também fortalece o seu amor-próprio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>5)     Cultive boas amizades:</strong></p>
<p>Pessoas negativas, tóxicas, aproveitadoras ou invejosas são como um veneno para a sua autoestima. Não raro indivíduos ligam excessivamente para a opinião de pessoas com quem mantém uma relação nada saudável. Esse tipo de relacionamento é capaz de levá-los a uma depressão profunda e impedir que aproveitem a vida.</p>
<p>Dê ouvidos somente às pessoas que lhe querem bem. Aceite elogios, conselhos e recomendações de quem demonstrar amá-lo, e não de quem quer vê-lo sofrer. Mantenha-se afastado de pessoas tóxicas. É comum demorar um pouco para perceber o quão abusivo alguém está sendo com você. Assim que tomar essa consciência, distancie-se do indivíduo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>6)     Saia da zona de conforto:</strong></p>
<p>O melhor remédio para livrar-se de um medo é enfrentá-lo! Se você teme julgamentos e não sabe como lidar com opiniões alheias, coloque-se em ocasiões em que deverá fazer exatamente isso.</p>
<p>Você pode fazer as seguintes atividades apenas em sua própria companhia para sair da zona de conforto:</p>
<ul>
<li>Viajar;</li>
<li>Ir a um show;</li>
<li>Fazer uma refeição em um restaurante;</li>
<li>Desfrutar de uma bebida em um bar;</li>
<li>Passear em um parque;</li>
<li>Fazer compras;</li>
<li>Ir à academia; e</li>
<li>Comparecer aos eventos locais da sua cidade.</li>
</ul>
<p>Assim que sentir o medo de ser julgado chegando, diga a si mesmo que está tudo bem e eduque a sua mente para pensar positivo. O incômodo de fazer algo novo é passageiro e, se você ceder a ele e desistir, poderá se arrepender mais tarde.</p>
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		<title>Conheça gatilhos emocionais do pânico e como lidar com eles</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 01:52:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Fundamentais]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Distúrbios emocionais]]></category>
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		<category><![CDATA[Síndrome do Pânico]]></category>
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					<description><![CDATA[O ataque de pânico, assim como muitas emoções de alta intensidade, pode ser desencadeado após o encontro com certos gatilhos emocionais. Por isso, embora não seja uma regra, o mesmo acontece com a ansiedade, raiva, tristeza e medo, conforme psicólogos explicam. Nos sentimos de um determinado modo ao passarmos por uma situação específica ou interagirmos com certos indivíduos.&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ataque de pânico, assim como muitas emoções de alta intensidade, pode ser desencadeado após o encontro com certos gatilhos emocionais. Por isso, embora não seja uma regra, o mesmo acontece com a ansiedade, raiva, tristeza e medo, conforme psicólogos explicam. Nos sentimos de um determinado modo ao passarmos por uma situação específica ou interagirmos com certos indivíduos.</p>
<p>Quando temos consciência dos fatores que possuem capacidade de perturbar o nosso bem-estar emocional, conseguimos desenvolver estratégias para lidar com eles e, assim, evitar desconfortos físicos e psicológicos. Muitos gatilhos podem desencadear o pânico no nosso dia a dia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>O que é ataque de pânico?</strong><span id="more-2659"></span></h4>
<p>O ataque de pânico pode ser descrito como uma reação do corpo à ansiedade incontrolável. Então, quando uma pessoa se depara com uma situação que desencadeia medo, estresse ou preocupação e não sabe como reagir, ela pode ter uma reação física.</p>
<p>Nem sempre essa situação representa uma ameaça real à sua vida ou saúde mental, mas, por ter dificuldade de gerenciar essas emoções, a pessoa acaba tendo um ataque de pânico.</p>
<p>Apesar de qualquer pessoa poder ter um ataque de pânico, episódios frequentes e em situações que não apresentam perigo são motivos de preocupação. Eles podem evidenciar a existência de uma condição de saúde mental, como a síndrome do pânico e a ansiedade generalizada.</p>
<p>Tipicamente, o ataque de pânico acontece subitamente. Quando já passamos por essa experiência, às vezes é possível prevê-lo ao identificar os primeiros sintomas e tomar atitudes para suavizar a sua intensidade. Embora os sintomas possam variar de pessoa para pessoa, eles tipicamente incluem:</p>
<ul>
<li>Crescente sensação de ameaça;</li>
<li>Medo irracional de morrer ou de perder o controle;</li>
<li>Náusea ou vômito;</li>
<li>Dor de cabeça;</li>
<li>Aperto no peito;</li>
<li>Taquicardia;</li>
<li>Sensação de desmaio;</li>
<li>Dormência nos membros;</li>
<li>Dificuldade para respirar;</li>
<li>Sensação de não pertencimento ao corpo; e</li>
<li>Suor excessivo.</li>
</ul>
<p>Algumas pessoas são mais sensíveis aos sintomas físicos enquanto outras sentem mais sintomas emocionais e psicológicos. Em alguns casos, os sintomas são semelhantes ao de um ataque cardíaco, o que leva as pessoas a visitarem um médico de imediato. Mas, na verdade, o mal-estar foi resultado do pânico crescente.</p>
<h4></h4>
<h4><strong>Gatilhos emocionais comuns do pânico</strong></h4>
<p>Existem vários gatilhos emocionais que desencadeiam um ataque de pânico. Grande parte das pessoas não têm ciência deles, então se colocam em contato com eles repetidamente sem ter a intenção.</p>
<p>Como os sintomas do ataque de pânico são intensos, eles podem levar ao medo de continuar tendo crises, especialmente em lugares públicos. O próprio medo de passar pela experiência novamente se transforma em um gatilho de novos episódios. Por conseguinte, indivíduos escolhem se isolar.</p>
<p>Em seguida, veja alguns dos gatilhos emocionais mais comuns do pânico e como lidar com eles.</p>
<p><strong>1.  Estresse</strong></p>
<p>O estresse é um dos principais gatilhos do pânico, além de ser um agravante para muitas condições de saúde mental. Diversas situações do dia a dia podem desencadear o estresse, como engarrafamentos, longas esperas em filas, interações sociais e múltiplos compromissos profissionais. Sendo assim, é muito fácil encontrar fatores estressores que resultam em desconforto emocional e físico.</p>
<p>Como lidar? É imprescindível praticar o autocuidado para conservar o bem-estar emocional e desenvolver métodos para responder bem ao estresse, como respirar profundamente ou deixar o ambiente por alguns instantes para colocar os pensamentos em ordem.</p>
<p><strong>2. Abuso de substâncias</strong></p>
<p>Quem sofre de ataques de pânico recorrentes costuma apresentar um desequilíbrio da química cerebral. Então, a produção irregular de neurotransmissores, responsáveis pela comunicação das células no sistema nervoso, resulta em uma comunicação ineficiente, a qual, por sua vez, traz uma série de consequências para o organismo. Substâncias como drogas e álcool interferem ainda mais nessa comunicação. A longo prazo, o seu uso pode causar problemas irreversíveis para a saúde mental e física.</p>
<p>Como lidar? Cortar o uso dessas substâncias e seguir o tratamento psiquiátrico e psicológico para a síndrome do pânico. Pode ser necessário buscar a ajuda de instituições especializadas em abuso de substâncias para cessar a ingestão, desenvolver bons hábitos e evitar recaídas.</p>
<p><strong>3. Situações sociais</strong></p>
<p>Situações sociais estressantes podem gerar ansiedade e preocupação. Enquanto algumas pessoas se sentem ligeiramente desconfortáveis em certas ocasiões, outras sofrem de fobia social e transtornos ansiosos que tornam se socializar em um grande desafio. Frequentar lugares movimentados, como shoppings e supermercados, pode se tornar insustentável ao depender da gravidade dos sintomas. Para evitar o desencadeamento de um ataque de pânico, indivíduos podem passar a evitar sair de casa.</p>
<p>Como lidar? Embora o auto isolamento pareça uma boa solução a princípio por cessar a ansiedade e o pânico, ele não ajuda na recuperação da síndrome do pânico. Indivíduos deixam de aprender a lidar com o estresse provocado por situações sociais quando escolhem se afastar do convívio social, o que acaba trazendo problemas para os seus relacionamentos interpessoais. Para reverter essa situação, você pode procurar a ajuda de um psicólogo e convidar pessoas de confiança para participar de ocasiões sociais com você.</p>
<p><strong>4. Estimulantes</strong></p>
<p>Cafeína, bebidas açucaradas, chá preto e farinha branca são alguns alimentos estimulantes da ansiedade que, quando ocupam espaço significativo em uma dieta, ajudam a estimular ataques de pânico. A ingestão excessiva de álcool e o cigarro também intensificam os sintomas da ansiedade.</p>
<p>Como lidar? Modificar os hábitos alimentares para ter uma alimentação mais saudável e balanceada. Por exemplo, a inclusão de fibras, ômega-3 e vitaminas C e B pode ajudar a combater a ansiedade. Para saber exatamente quais alimentos evitar e quais ingerir, visite um nutricionista.</p>
<p><strong>5. Memórias de traumas</strong></p>
<p><strong> </strong>A súbita lembrança de memórias de eventos traumáticos é outro gatilho emocional extremamente comum. Na tentativa de preservar a saúde mental e emocional do indivíduo, o cérebro reprime as memórias do trauma, mas, com o tempo, elas podem começar a vir à tona. Flashbacks de experiências traumáticas são um sintoma comum do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), que também é caracterizado pela frequência de ataques de pânico.</p>
<p>Como lidar? Pessoas que sofrem de ansiedade generalizada, síndrome do pânico, depressão e estresse pós-traumático podem se beneficiar de tratamento para essas condições. Por isso, na grande maioria dos casos, ele consiste em terapia e ingestão de medicamentos prescritos pelo psiquiatra. Além de diminuir a intensidade dos sintomas, pacientes podem digerir as emoções negativas atreladas ao trauma e seguir em frente com as suas vidas.</p>
<p><strong>6. Relacionamentos tóxicos</strong></p>
<p>Relacionamentos tóxicos podem ser especialmente estressantes para quem tem ataques de pânicos recorrentes. Eles não se limitam a relações afetivas. Amigos, colegas de trabalho, chefes e familiares também podem ser tóxicos e interagir com eles no dia a dia agrava a ansiedade e o estresse. Brigas, chantagem emocional, cobranças, manipulação e insultos são alguns aspectos comuns de relacionamentos tóxicos.</p>
<p>Como lidar? Muitas vezes, não podemos simplesmente cortar o contato com essas pessoas. No trabalho, por exemplo, precisamos conviver com todo o tipo de personalidade para concluir o nosso trabalho. Então, precisamos aprender a não sucumbir as influências negativas de indivíduos tóxicos. Já quando podemos limitar o contato, como é o caso de relacionamentos amorosos e amizades, é preferível manter a distância e buscar laços afetivos mais saudáveis.</p>
<p><strong>7. Uso de certos medicamentos</strong></p>
<p>Alguns medicamentos possuem efeitos colaterais que despertam a ansiedade e, consequentemente, geram ataques de pânico. Cada organismo reage a ingestão de medicamentos, especialmente os contínuos, de modo diferente. Enquanto algumas pessoas não sentem nenhum efeito colateral, outras não conseguem continuar tomando o medicamento.</p>
<p>Como lidar? Se você percebeu um aumento da ansiedade após começar a tomar um medicamento, converse com o seu médico.</p>
<p><strong>8. Condições de saúde</strong></p>
<p>Receber o diagnóstico de uma condição de saúde pode ser estressante. Dependendo da gravidade da patologia, preocupações sobre o funcionamento da vida diária e o que o futuro reserva podem começar a atormentá-lo. Você pode sentir uma necessidade quase incontrolável de fazer o que sempre quis, mas não fez por falta de tempo ou medo, e de prover para a sua família para deixá-los confortáveis no futuro. Essa afobação, aliada aos pensamentos negativos, pode facilmente causar ansiedade e ataques de pânico.</p>
<p>Como lidar? Converse com o seu médico para esclarecer todas as dúvidas acerca da doença e como ela afeta o seu corpo. Do mesmo modo, visite um psicólogo para ajudá-lo a lidar com as emoções e o estresse de maneira saudável. Evite, ainda, alimentar pensamentos de cenários trágicos e mantenha o foco no que você pode fazer hoje.</p>
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<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>Frustração: 5 maneiras de lidar com ela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Feb 2023 14:32:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Entre os muitos elementos que compõem a nossa vivência, está o equilíbrio entre as realizações e as frustrações. Essas emoções costumam andar juntas dado que o caminho para a autorrealização raramente é livre de obstáculos, decepções e mudanças de planos. Em algum momento ficamos frustrados com a forma que as situações ao nosso redor se desenrolam,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os muitos elementos que compõem a nossa vivência, está o equilíbrio entre as realizações e as frustrações. Essas emoções costumam andar juntas dado que o caminho para a autorrealização raramente é livre de obstáculos, decepções e mudanças de planos.</p>
<p>Em algum momento ficamos frustrados com a forma que as situações ao nosso redor se desenrolam, com os inevitáveis contratempos, com as nossas próprias limitações e com a necessidade de modificar os nossos planos para poder seguir adiante.</p>
<p>Além disso, uma das maiores fontes de frustração na atualidade é a percepção da perda de tempo. As pessoas ficam irritadas quando se encontram presas em uma fila ou no trânsito por alguns minutos, ou quando não conseguem concluir as suas tarefas profissionais até o fim do expediente. Elas se frustram mesmo sabendo que não podem fazer nada para mudar a situação.</p>
<p>Você já parou para pensar nas consequências dessa maneira de pensar para a saúde mental? Segundo psicólogos, é imprescindível aprender a lidar com a frustração da melhor maneira possível e evitar sofrimentos desnecessários dado que é impossível fugir dela.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Por que sentimos frustração?</strong></h3>
<p><span id="more-2643"></span></p>
<p>Ficamos frustrados quando algo não acontece conforme o planejado, quebrando as nossas expectativas, ou quando nossos esforços não são recompensados da maneira desejada, então desgostamos do resultado.</p>
<p>Por exemplo, você se esforça para concluir um projeto impecável (ao seu ver) no trabalho, mas ele não é recebido da maneira esperada. Ou, ainda, descobre que as suas habilidades não estão desenvolvidas o suficiente para chegar ao resultado idealizado em sua mente.</p>
<p>A frustração também resulta da interferência de causas externas, como obstáculos incapazes de serem controlados. Por exemplo, você planeja um evento para o fim de semana e, durante o processo de preparação, diversos contratempos forçam você a prestar atenção em outros fatores ou recalcular a sua rota. A empresa contratada para fornecer os aperitivos atrasa, alguém esquece de fazer o pedido da decoração ou os objetos decorativos apresentam erros, uma forte chuva alaga o a salão alugado para o evento, entre outros imprevistos…é normal reagir com frustração a todos esses inconvenientes.</p>
<p>Essa emoção não é necessariamente ruim, pois pode ser um indicador útil dos problemas presentes em nossa vida e, consequentemente, um motivador para mudanças. Por outro lado, a frustração pode desencadear muitos sentimentos negativos. Se essa emoção não for administrada de modo adequado, pode até mesmo estimular o aparecimento de condições de saúde mental, como a depressão, e elevar o nível de estresse até causar esgotamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Respostas negativas à frustração</strong></h3>
<p>As pessoas respondem de formas diferentes à frustração e dependendo da personalidade, experiências de vida e inteligência emocional de cada um, as reações podem causar muito sofrimento emocional.</p>
<p>Algumas condições de saúde mental, como transtornos de personalidade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e ansiedade generalizada (TAG), amplificam as consequências negativas provenientes dessa emoção. Dessa maneira, a sua gestão é consideravelmente mais difícil.</p>
<p>Entre as reações mais comuns à frustração estão:</p>
<h4><strong>1- Raiva</strong></h4>
<p>A frustração é considerada uma emoção derivada da raiva, ou seja, ela pode sair fora de controle e motivar ações e palavras equivocadas. A emoção pode ser forte a ponto de provocar reações violentas.</p>
<p>Por exemplo, você provavelmente já bateu ou chutou uma máquina por ela não funcionar apropriadamente, não é mesmo? Essa reação costuma ocorrer quando a frustração atinge o seu ápice e você deixa de pensar racionalmente por alguns instantes.</p>
<h4><strong>2- Perda de autoconfiança</strong></h4>
<p>A frustração também pode causar perda de autoconfiança.</p>
<p>Quando você percebe que não consegue atingir os resultados esperados de um projeto com as suas habilidades ou conhecimento, a sensação de não ser bom o suficiente pode facilmente desmotivá-lo.</p>
<p>Também é comum acreditar que você não saberá como contornar situações complexas futuras por não ter a competência necessária.</p>
<h4><strong>3- Estresse</strong></h4>
<p>Sentir-se frustrado é estressante, principalmente quando ocorre mais de uma vez. Como você precisa modificar os seus planos e tentar novamente até conseguir o que quer (às vezes repetidamente), os níveis de estresse crescem e podem estimular sintomas emocionais e físicos.</p>
<h4><strong>4- Vontade de desistir</strong></h4>
<p>A vontade de desistir é um resultado muito comum do estresse e da perda de autoconfiança. O indivíduo frustrado, desacreditado em suas competências e estressado com tantos imprevistos, sente que não vale a pena continuar. Assim, opta por desistir, mesmo que essa decisão atrase o seu encontro com a tão almejada autorrealização.</p>
<h4><strong>5- Busca por alívios imediatos</strong></h4>
<p>A dificuldade de lidar com a frustração pode fazer com que indivíduos busquem maneiras inadequadas de aliviar essa emoção, como ingerir grandes quantidades de álcool, apostar dinheiro em jogos e comer desenfreadamente.</p>
<p>Assim que a sensação de prazer imediato desaparece, os indivíduos precisam engajar nos mesmos comportamentos para sentirem o alívio novamente. Desse modo, se viciam em substâncias ou desenvolvem compulsões prejudiciais à saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Como lidar com a frustração?</strong></h3>
<p>A incapacidade de lidar com a frustração de maneira saudável pode nos deixar cegos, impedindo-nos de enxergar soluções simples para os nossos problemas.</p>
<p>Como cada pessoa sente a frustração de maneira diferente, é importante observar como essa emoção se manifesta e quais reações você costuma ter para descobrir maneiras efetivas de controlá-la.</p>
<p>Separamos algumas dicas as quais você pode implementar em seu dia a dia para ajudá-lo a fazer isso</p>
<h4><strong>1- Meditar</strong></h4>
<p>A meditação traz muitos benefícios para a saúde da mente e do corpo. Ela acalma a ansiedade, reduz o estresse, melhora o foco e a concentração nas tarefas, promove boas noites de sono e estimula um estado emocional de tranquilidade, propício para o controle das emoções.</p>
<p>Conseguimos manter a mente clara por um longo período e ter reações alinhadas com a nossa verdadeira essência em vez de deixar que os acontecimentos e as pessoas influenciem as nossas atitudes.</p>
<p>Você pode começar a meditar por apenas cinco minutos para sentir os benefícios da prática. Escolha um momento do dia que você não precisará atender a compromissos logo em seguida, como após o expediente, durante o intervalo de almoço ou antes de dormir. Feche os olhos e preste atenção no padrão da sua respiração por alguns minutos ou escute um áudio de meditação guiada.</p>
<h4><strong>2- Caminhar</strong></h4>
<p>Fazer uma caminhada também é uma ótima maneira de administrar a frustração, principalmente quando feita em um ambiente que você gosta.</p>
<p>Você pode tornar a caminhada um hábito para cuidar da saúde física quanto fazer uma breve caminhada sempre que se sentir frustrado, independente do lugar. Além de estimular a produção de hormônios do bem-estar e da felicidade, a caminhada ajuda a clarear a mente de pensamentos negativos. Você se sentirá renovado para enfrentar os próximos desafios.</p>
<h4><strong>3- Buscar uma distração</strong></h4>
<p>Buscar distrações não significa fugir da frustração e ignorar os seus problemas. Encontrar algo para distraí-lo o ajuda a se desprender de emoções e pensamentos negativos que o impedem de encontrar soluções efetivas para o problema.</p>
<p>Às vezes, a única coisa que podemos fazer em uma situação é esperar. Preencher esse tempo de ócio, o qual é normalmente dedicado à preocupação exaustiva com o que não se pode controlar, é uma forma de cuidar da sua saúde mental.</p>
<h4><strong>4- Procurar soluções</strong></h4>
<p>Quando a frustração toma conta, pode ser difícil retornar o pensamento para o que é realmente importante: encontrar soluções para os nossos problemas.</p>
<p>A tendência é se fixar em devaneios como ‘isso é tão injusto’ ou ‘por que isso tem que acontecer comigo?’ Além de não o ajudarem a deixar a posição desagradável na qual você se encontra, esses pensamentos estimulam sentimentos de autopiedade. Em vez disso, pense no que você pode fazer para transformar o desagradável em agradável.</p>
<p>Mantenha os pés no chão enquanto reflete para não elevar as suas expectativas e se decepcionar outra vez. Pense em soluções que tenham como base as suas habilidades e os recursos disponíveis no momento.</p>
<h4><strong> 5- </strong><strong>Gerenciar as suas expectativas</strong></h4>
<p>Quando as coisas não saem conforme o planejado, não significa que o mundo está prestes a acabar, não é mesmo?</p>
<p>A explicação mais provável para isso é a falta de expectativas realistas. Sempre que a frustração bater à sua porta, se questione se você não criou expectativas irreais sobre a situação em primeiro lugar. Costumamos fazer isso sem perceber, tomados pelo desejo de satisfazer nossas necessidades e de sempre viver boas experiências.</p>
<p>Para aprender a gerenciar as suas expectativas, você pode perguntar a si mesmo: “o que posso realisticamente esperar dessa situação?” e incluir as variáveis que podem interferir no alcance dos resultados desejados.</p>
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<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>Procrastinação: saiba as causas e como vencer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jun 2022 15:13:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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					<description><![CDATA[A procrastinação é um problema recorrente para muitas pessoas. Profissionais, estudantes e demais indivíduos sofrem com a sua própria tendência a deixar o que é importante para depois – e o “depois” nunca chega. Como consequência dessa conduta evasiva, ficam estressados e ansiosos com frequência enquanto tentam concluir tarefas atrasadas. Este post procura responder perguntas comuns sobre procrastinação e oferecer soluções&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A procrastinação é um problema recorrente para muitas pessoas.</p>
<p>Profissionais, estudantes e demais indivíduos sofrem com a sua própria tendência a deixar o que é importante para depois – e o “depois” nunca chega. Como consequência dessa conduta evasiva, ficam estressados e ansiosos com frequência enquanto tentam concluir tarefas atrasadas.</p>
<p>Este post procura responder perguntas comuns sobre procrastinação e oferecer soluções para quem tem o hábito de deixar tudo para a última hora.<span id="more-2473"></span></p>
<p><strong>1. O que é procrastinação?</strong></p>
<p>A procrastinação é o ato de adiar a realização de tarefas até o último minuto ou de buscar distrações durante a execução delas. Alguns pesquisadores a definem como uma forma irracional de ‘autorregulação do fracasso’, apesar das potenciais consequências negativas.</p>
<p>Todas as pessoas procrastinam de vez em quando. Esse comportamento é especialmente comum quando se faz uma tarefa maçante ou indesejada. Para tentar buscar um pouco de prazer durante a execução ou evitar mergulhar no tédio, procuramos pequenas pitadas de entretenimento em outros lugares.</p>
<p>Engajar nesse comportamento ocasionalmente não causa grandes problemas, embora possa trazer consequências desagradáveis dependendo da urgência da tarefa. A procrastinação se torna um problema quando vira um hábito e passa a interferir na qualidade do nosso trabalho, estudos, organização pessoal e vida como um todo.</p>
<p><strong>2. Por que as pessoas procrastinam?</strong></p>
<p>Se a procrastinação é tão ruim, por que as pessoas evitam iniciar ou concluir as obrigações?</p>
<p>Ao contrário do que se pensa, esse comportamento não tem a ver com a preguiça. As suas raízes tendem a ser mais complexas do que a má vontade.</p>
<p>Nos casos leves, a procrastinação pode ser originada do julgamento equivocado de uma tarefa. Por exemplo, um estudante universitário pode acreditar que um trabalho não é tão complexo assim e deixar para iniciá-lo nos dias mais próximos do prazo de entrega. Quando percebe que a tarefa é sim complicada, é tarde demais.</p>
<p>Já em casos graves, o comportamento procrastinador pode ter raízes em condições de saúde mental, crenças limitantes ou incômodos emocionais. O indivíduo acredita que não merece as ‘recompensas’ que acompanham a finalização da tarefa, como reconhecimento, sucesso ou elogios. Ele procrastina para se distanciar dessa realidade ou para se autossabotar e entregar um trabalho de baixa qualidade. A crença de desmerecimento pode estar tão enraizada que ele procura se punir com o estresse provocado pelo prazo apertado.</p>
<p>A procrastinação também pode ser o resultado da insatisfação com a carreira profissional ou acadêmica e como o individuo não sabe administrar esse sentimento de maneira saudável, procrastina e espera que os seus problemas se resolvam magicamente.</p>
<p><strong>3. A procrastinação tem a ver com a saúde mental?</strong></p>
<p>A procrastinação, como já dito, pode ser um sintoma de condições de saúde mental. A depressão, a ansiedade generalizada, o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) têm a procrastinação como sintoma em comum.</p>
<ul>
<li>Depressão: o depressivo perde o interesse pelo trabalho, relacionamentos, hobbies e afazeres domésticos. Ele não se importa em manter a sua casa arrumada, cuidar da higiene pessoal ou entregar trabalhos no prazo. As consequências negativas, para ele, são indiferentes.</li>
<li>Ansiedade generalizada: a ansiedade pode tanto levar a pessoa a atender os seus compromissos com afobação quanto evitá-los por temer o pior. Ela se preocupa com a reação das pessoas antes mesmo de começar e procrastina para não sofrer com isso.</li>
<li>TOC: muitas pessoas com TOC têm uma relação negativa com o perfeccionismo. Elas temem cometer erros, nutrem dúvidas sobre o que estão fazendo com as suas vidas, e se preocupam com as expectativas criados pelos outros.</li>
<li>TDAH: da mesma forma, muitos adultos com TDAH têm hábitos procrastinadores. Eles se distraem com pensamentos acelerados e estímulos do ambiente, além de também sofrerem com sintomas ansiosos.</li>
</ul>
<p><strong>4. Quais são as consequências negativas da procrastinação?</strong></p>
<p>A procrastinação pode causar muitos problemas para quem perpetua esse hábito. A produtividade no dia a dia profissional diminui consideravelmente. Chefes e colegas de trabalho podem se incomodar com a falta de organização do profissional, desencadeando conflitos e até uma demissão.</p>
<p>No meio acadêmico, as consequências são semelhantes. O estudante vive com prazos apertados, disciplinas e trabalhos atrasados, notas abaixo da média e problemas com professores que exigem o cumprimento de deadlines. Em outras palavras, ele sabota a sua própria experiência acadêmica.</p>
<p>Os hábitos procrastinadores também podem incomodar cônjuges e familiares que convivem com o procrastinador. Afazeres domésticos, embora possam ser maçantes, são fundamentais para deixar a residência limpa e organizada. Quem atrapalha o fluxo de trabalho doméstico acaba irritando quem se dedica a criar um ambiente doméstico agradável.</p>
<p>Quem procrastina normalmente compreende que o seu comportamento não é apropriado e, de fato, causa problemas para sua vida, mas tem dificuldade para mudá-lo.</p>
<p><strong>5. Como combater os hábitos procrastinadores?</strong></p>
<p>É possível minimizar hábitos procrastinadores para que eles deixem de interferir na sua produtividade. Compreenda, sobretudo, que não é possível acabar com eles totalmente uma vez que são parte do comportamento humano.</p>
<p>Tem dias que você simplesmente não está com vontade de fazer as coisas, não é mesmo? E, essa vontade pode ser maior durante vivências estressantes, como problemas familiares, conjugais ou profissionais.</p>
<p>Não há problema em se permitir desfrutar de momentos procrastinadores de vez em quando. Você só não pode deixar que eles se tornem frequentes. Com isso em mente, confira algumas atitudes que você pode adotar para combater a procrastinação na sua vida.</p>
<ul>
<li><strong>Faça uma lista de tarefas:</strong></li>
</ul>
<p>Uma dica simples é fazer uma lista de tarefas a serem concluídas no dia. Você também pode fazer listas maiores voltadas para os afazeres semanais e mensais e revisitá-los quando chegar o dia de concluí-los. À medida que você risca itens da lista, se sente um pouco mais realizado. Esse é um ótimo estímulo para prosseguir com a produção ao longo do dia.</p>
<ul>
<li><strong>Comece devagar:</strong></li>
</ul>
<p>Em vez de se jogar de cabeça em uma tarefa longa ou complexa, comece devagar. Crie metas para quebrar o longo processo em pequenas fases. Dessa maneira, a tarefa não vai parecer tão duradoura, complicada ou assustadora. Muitas vezes, nos assustamos com a quantidade de trabalho necessário para chegar ao resultado, mas nos esquecemos de que não precisamos fazer tudo de uma vez só.</p>
<ul>
<li><strong>Elimine distrações:</strong></li>
</ul>
<p>Pergunte a si mesmo o que chama a sua atenção quando você está prestes a iniciar um afazer importante. São as redes sociais? As conversas incompletas no WhatsApp? As notícias locais? Um jogo instalado no computador? Ou o ato de pensar em outras obrigações obsessivamente?</p>
<p>Desenvolva estratégias para lidar com essas distrações, como seguir um timer para produzir sem checar as redes sociais ou outros sites, deixar o celular no modo avião, organizar os seus horários para dar tempo de fazer tudo o que deseja no dia ou durante a semana, ou simplesmente mover o objeto da distração do seu campo de visão.</p>
<ul>
<li><strong>Identifique pensamentos procrastinadores:</strong></li>
</ul>
<p>Que tipo de pensamento passa por sua mente quando a vontade de procrastinar surge? Por exemplo, “você pode fazer isso depois”, “ainda tem muito tempo para terminar essa tarefa”, “você precisa se preparar mais”, entre outros. Esses devaneios buscam mudar a sua atenção das obrigações para coisas menos importantes.</p>
<p>As pessoas tendem a valorizar mais as recompensas imediatas do que as conquistas a longo prazo. Sendo assim, elas tentam dizer a si mesmas que precisam terminar algo mais importante antes de iniciar aquela tarefa maçante e demorada. Então, procure combater pensamentos que tentam mudar o foco para afazeres menos urgentes.</p>
<ul>
<li><strong>Se parabenize:</strong></li>
</ul>
<p>Lembre-se de celebrar as suas conquistas! Dê parabéns a si mesmo quando completar etapas de um longo processo e finalizar tarefas, independente do seu grau de complexidade. Gratifique comportamentos positivos, como proatividade e responsabilidade, para diminuir a vontade de procrastinar.</p>
<p><strong>6. A terapia pode ajudar a combater a procrastinação?</strong></p>
<p>Sim, a terapia pode ajudar indivíduos a modificar hábitos procrastinadores e crenças limitantes, substituindo-os por alternativas saudáveis.</p>
<p>O acompanhamento psicoterapêutico também auxilia no controle dos sintomas de condições de saúde mental, principalmente as que não têm cura, como o TOC e o TDAH.</p>
<p>Se você luta consigo mesmo há muito tempo para parar de procrastinar e não obteve sucesso até o momento, considere consultar um psicólogo. Você pode estar sofrendo com sintomas de uma condição sem saber.</p>
<p>Muitos adultos recebem diagnósticos errôneos na juventude, por isso, acreditam ser preguiçosos ou incompetentes. Na verdade, o seu comportamento ‘atípico’ é o resultado de uma condição não diagnosticada, a qual pode ser tratada visando melhorar a sua qualidade de vida.</p>
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<p>Gostou desse post? Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles ou em suas redes sociais?</p>
<p>Grande abraço e até breve!</p>
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