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	<title>Arquivo de angustia - Bem Viver Mais</title>
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	<title>Arquivo de angustia - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Amor patológico: como uma pessoa se torna doente de amor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Sep 2021 01:07:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Amor patológico: como uma pessoa se torna doente de amor Dependência de amor pode ser uma patologia, com sintomas típicos da adição química. Amar demais não é só um meme de internet ou uma brincadeira sobre paixões avassaladoras. O amor pode ser uma patologia e provocar reações no corpo que exigem tratamento direcionado e atenção para que&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Amor patológico: como uma pessoa se torna doente de amor</em></p>
<p>Dependência de amor pode ser uma patologia, com sintomas típicos da adição química.</p>
<p>Amar demais não é só um meme de internet ou uma brincadeira sobre paixões avassaladoras. O amor pode ser uma patologia e provocar reações no corpo que exigem tratamento direcionado e atenção para que não cause sofrimento.</p>
<p>O <strong>amor patológico</strong>, ou &#8220;love addiction&#8221; é um transtorno de dependência emocional intensa e pode ser comparado a quadros de dependência de álcool e drogas e neste caso, a pessoa torna-se dependente de seu parceiro.</p>
<p>Entenda melhor sobre dependência do amor, os sintomas e como é possível tratar esse amor patológico.</p>
<h2>Dependência de amor: como acontece</h2>
<p><span id="more-2334"></span></p>
<p>A comparação da sensação do amor com drogas não é rara de ser feita &#8211; ainda que de modo jocoso. Porém, ela não está errada. O estado de euforia despertado pelo amor é muito semelhante ao uso de substâncias viciantes.</p>
<p>Um estudo realizado na década de 1980, por cientistas do New York State Psychiatric Institute, constatou que o amor excessivo pode provocar um estado de euforia no Sistema Nervoso Central similar ao induzido por uma grande quantidade de anfetamina. Segundo os pesquisadores, o amor produziria sua própria substância intoxicante: a feniletilamina, algo que poderia explicar a dependência.</p>
<p>O amor, em seus estágios iniciais, age no corpo de forma similar ao uso experimental da cocaína e outros estimulantes. Uma das substâncias liberadas pelo uso de cocaína é a dopamina que, por sinal, está relacionada à paixão amorosa. Altas doses de dopamina produzem outras sensações associadas à paixão, como aumento de energia, hiperatividade, falta de sono, tremor, respiração acelerada, coração pulsante, além de ser responsável pelo êxtase, que é sentido pelos apaixonados como um êxtase amoroso. Soma-se a isso o efeito de aumentar a persistência: quando a recompensa é postergada, a dopamina aumenta a energia do cérebro para que esse tenha uma maior atenção e leva o amante a lutar mais e mais para conseguir a reciprocidade do amado.</p>
<p>Por outro lado, a dopamina traz efeitos negativos ligados à dependência e esses aspectos podem incluir a &#8216;dependência do amado&#8217;, como num comportamento aditivo. Elevados níveis de dopamina produzem uma atenção concentrada num objeto, bem como uma motivação e comportamento direcionado a um fim. Então, a dependência do amor ocorre, dessa forma, pela mesma lógica que o organismo se torna dependente de outras substâncias químicas. Principalmente quando há algum sintoma psíquico (depressão ou ansiedade, por exemplo) que traz angústia, para se &#8216;livrar&#8217; dele, a pessoa faz uso da substância. Porém, o sintoma volta e ela faz uso novamente e assim vai. Por exemplo: alguém que está deprimido e se sente melhor ao usar cocaína, ao passar o efeito e voltarem os sintomas, acaba precisando usar mais cocaína.</p>
<h2>Amor como transtorno obsessivo-compulsivo</h2>
<p>Pessoas que vivem esse amor problemático experimentam sintomas parecidos com os encontrados em pessoas que sofrem de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Uma alteração de comportamento que faz com que a pessoa tenha pensamentos persistentes de medo e ansiedade. Para aliviar o mal-estar, ela costuma realizar tarefas ou gestos repetitivos, como se desdobrar em cuidados dirigidos à pessoa amada.</p>
<p>Outro ponto é o medo de perder a pessoa amada que torna o amor uma patologia. Em termos psicológicos, a essência dessa patologia parece não ser amor e sim medo de estar só, de não ter valor, de não merecer amor, de ser abandonado. Quem sofre do amor patológico convive com o medo diário de ser rejeitado ou de perder o companheiro. A pessoa se desgasta emocionalmente, perde sua autenticidade, seu próprio jeito de ser e de gostar, até chegar a um momento em que ela própria percebe sua descaracterização e despersonalização como pessoa.</p>
<h2>Sintomas da dependência de amor</h2>
<p>O amor patológico apresenta sintomas que envolvem o comportamento da pessoa com o sujeito amado, seu cotidiano, vida social e quadros de abstinência (emocional).</p>
<ul>
<li>Abstinência (emocional) na ausência do parceiro: a pessoa pode sofrer de insônia, alterações de apetite, irritação e tensão quando o parceiro está fisicamente ou emocionalmente distante;</li>
<li>A pessoa se ocupa do parceiro mais do que gostaria: costuma negligenciar atividades diárias e o trabalho;</li>
<li>Medo intenso e constante de sofrer rejeição ou de perder o companheiro;</li>
<li>Frustração ao controlar o impulso de cuidar do parceiro não funciona: mesmo que a pessoa tenha consciência de seu sofrimento intenso e tente controlar seus comportamentos, sente-se impotente em relação às suas emoções e atos;</li>
<li>Dedicação total ao companheiro, com a sensação de que seus cuidados e gentilezas nunca são suficientes para suprir as necessidades do outro;</li>
<li>Impulso irresistível de agradar o tempo todo, praticamente abrindo mão de si mesmo;</li>
<li>Insistência em manter o relacionamento mesmo que seja insatisfatório ou abusivo;</li>
<li>Dedicação excessiva em controlar as atividades do parceiro, com quadros de desconfiança, ciúmes excessivos, vigilância (telefonemas, e-mails, redes sociais), perseguição</li>
<li>Possibilidade de agressão física;</li>
<li>Abandono de atividades antes valorizadas e afastamento da família e dos amigos.</li>
</ul>
<h2>Amor saudável x amor patológico</h2>
<p>Há maneiras de diferenciar o amor patológico do amor saudável. Enquanto o amor saudável se caracteriza pelo comportamento de cuidar do parceiro com controle e duração limitada, tendo o desenvolvimento e a realização pessoal preservados, no amor patológico há falta de controle e de liberdade de escolha sobre essas condutas.</p>
<p>O componente central do amor patológico é a caracterização do comportamento repetitivo e sem controle de prestar cuidados e atenção ao objeto de amor com a intenção (nem sempre revelada) de receber o seu afeto e evitar sentimentos negativos. Para a avaliação diagnóstica do amor patológico é importante, também, constatarmos que essa atitude excessiva é mantida pelo indivíduo mesmo após concretas evidências de que está sendo prejudicial para a sua vida e/ou para a vida de seus familiares.</p>
<h2>Como é um relacionamento com dependência de amor</h2>
<p>Quando uma pessoa desenvolve um quadro de amor patológico existe a possibilidade de que seus relacionamentos amorosos carreguem esse tipo de padrão estabelecido. Como são questões estruturais, como personalidade, autoestima, história de vida, se a pessoa não buscar tratamento tende a repetir esses mesmos padrões em todos seus relacionamentos.</p>
<h2>Pessoas vulneráveis ao amor patológico</h2>
<p>Normalmente o amor patológico atinge pessoas que são vulneráveis psicologicamente, com baixas autoestima e autoconfiança, crises de raiva, privação de afeto, estresse emocional e baixa tolerância à</p>
<p>rejeição. São pessoas, também, que lidam com medos da solidão, de temas sobre merecimento e abandono.</p>
<p>Da mesma forma, alguns fatores familiares podem estar associados, como abuso de substâncias e histórico de negligência (física e/ou emocional)na infância. Essas pessoas vivenciaram relações conflituosas em seu núcleo familiar desde a infância; lares desajustados, em que conviveram e sofreram com situações de violência doméstica, pais distantes, dependentes químicos ou foram vítimas de abuso sexual infantil.</p>
<p>Em muitos casos, por terem pais que necessitavam de cuidados, essas pessoas assumiram responsabilidades quando crianças temendo o abandono e, na fase adulta, tendem a repetir esse padrão, buscando inconscientemente parceiros instáveis e, muitas vezes, dependentes (para destinar seus cuidados).</p>
<h2>Diagnóstico e tratamento</h2>
<p>Não existe um sintoma chave para o amor patológico que ajude em seu diagnóstico. Como outras dependências, o quadro começa a trazer prejuízos nas áreas da vida da pessoa, como os sintomas descritos acima, sem que ela se dê conta.</p>
<p>O tratamento, dessa forma, costuma ser procurado apenas quando o relacionamento acaba, quando já não é mais possível aceitar ou aguentar a forte angústia pelo rompimento.</p>
<p>Para tratar o amor patológico, a psicoterapia é a forma mais indicada. No início, o tratamento é bem difícil, pois como em casos de dependência a substâncias, a pessoa não tem crítica em relação a sua situação e acha que não precisa de suporte ou acompanhamento. Também indicamos grupos de apoio, como o Mulheres que Amam Demais Anônimas (MADA). Já o tratamento psiquiátrico é necessário apenas em casos de sintomas associados e patologias de base, como depressão, ansiedade, entre outros.</p>
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<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>O que é Neurose?!?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Dec 2020 15:41:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Psicologia: Distúrbios emocionais]]></category>
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					<description><![CDATA[Um dos principais assuntos estudados pela psicanálise é a neurose. Entretanto, até hoje é muito comum a dúvida sobre o que é neurose, principalmente devido à amplitude do termo. Para uma conceituação geral sobre o que é neurose, ela pode ser considerada, a priori, como uma doença psíquica. Neuroses são fenômenos gerados por um conflito&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos principais assuntos estudados pela psicanálise é a neurose. Entretanto, até hoje é muito comum a dúvida sobre <strong>o que é neurose</strong>, principalmente devido à amplitude do termo. Para uma conceituação geral sobre <strong>o que é neurose</strong>, ela pode ser considerada, <em>a priori</em>, como uma doença psíquica.</p>
<p>Neuroses são fenômenos gerados por um conflito psíquico, envolvendo a frustração de um impulso instintivo. Além disso, podemos entender como neurose o resultado de nossas experiências. Sejam elas vivências, traumas ou recalques, conforme pontua a psicanálise. E também é entendida como problemas relacionados à fixação da libido e à fixação problemática.</p>
<h2><strong>Estudos de Freud sobre a neurose</strong></h2>
<p>Freud aprofundou seus estudos sobre a neurose: causas e sintomas. E usou seus estudos para embasar parte de suas teorias psicanalíticas. Assim como as metodologias terapêuticas por ele criadas. Para Freud, o inconsciente alimentava os instintos e os impulsos e ele deveria ser trabalhado para se curar as neuroses.<span id="more-1892"></span></p>
<p>Freud realizou a sua autoanálise que consistia em encarar calmamente os seus próprios fantasmas mentais e, assim, buscou avaliar como estes o afetavam. A sua autoanálise se voltou para as memórias da infância e também a morte de seu pai, em 1896, e conforme ele próprio afirmou, foi determinante para o estudo de si mesmo. A partir dessa análise de si mesmo, ele passou a analisar seus pacientes e a fundamentar as suas teorias, inclusive aquelas a respeito da neurose.</p>
<h2><strong>O que é Neurose na Teoria Freudiana</strong></h2>
<p>A neurose é um dos principais pontos da teoria de Freud, assim como ele relaciona a sexualidade e a sua importância para a vida mental. Ao desenvolver a sua teoria da sexualidade, ele demonstrou diversas origens que levam o homem ao sofrimento.</p>
<p>Freud pontuou, dentre essas questões, alguns fenômenos relacionados a estados corporais específicos que seriam de natureza eminentemente somática. Esses fenômenos ele considerou como característicos do que ficou denominado como “neurose atual”. Termo esse que inclui a neurastenia, a neurose de angústia e hipocondria.</p>
<p>Dentre os principais sintomas encontrados na neurastenia, de acordo com a teoria freudiana, estão a brutalidade do fator sexual e quando ela aparece com um problema para a vida humana. Também há as cefaleias e as prisões de ventre. Além de outros que podem surgir devido a uma atividade sexual não satisfatória, como o excesso de masturbação, segundo Freud.</p>
<p>Já para a neurose de angústia alguns de seus principais sintomas podem ser de natureza diversa, dentre eles: diarreias e congestões, distúrbios respiratórios ou cardíacos, etc.</p>
<p>A hipocondria não apresenta sintomas somáticos concretos. Porém, ela leva à nosofobia, que seria o medo de ficar doente. A qual está ligada aos sintomas da neurose de angustia.</p>
<h2><strong>As Neuroses contemporâneas para Freud</strong></h2>
<p>De acordo com Freud, esses fenômenos seriam as “neuroses atuais”. Dessa forma, Freud confere a eles um caráter contemporâneo dos fatores sexuais envolvidos em sua sintomatologia. Diferente das psiconeuroses, que possuem um caráter de historicidade da sexualidade.</p>
<p>Dessa forma, o termo neurose atual seria o oposto à psiconeurose, no que tange à historicidade subjetiva a esse fenômeno. Assim pode-se entender a amplitude para a psicanálise sobre o que é neurose. E muitos de seus sintomas estariam ligados à sexualidade, segundo Freud e suas teorias.</p>
<h2><strong>As Neuroses e a Sexualidade</strong></h2>
<p>Ao se definir o que é neurose para a psicanálise, vemos que muitos de seus sintomas ou origens estão ligados à sexualidade, ao menos, de acordo com as teorias de Freud.</p>
<p>Freud afirma que há um “desvio” da libido de sua aplicação satisfatória na neurose da angústia, por exemplo. Para Freud a excitação teria uma ordem somática, como se houvesse um acumulo somático da excitação sexual. Além disso, Freud afirma que essa excitação vem acompanhada de um decréscimo nos processos sexuais, por parte da psique. Para Freud, a excitação sexual possui uma grande importância nos processos psíquicos. Os quais, de acordo com a psicanálise, levariam à neurose.</p>
<p>Freud teorizou que diversos sintomas e manifestações, guardadas as suas peculiaridades, teriam a sexualidade como centro da questão da neurose. Dentre essas manifestações estariam as conversões histéricas, as neuroses de angústia e neurastenias, as ideias obsessivas, etc.</p>
<h2><strong>Alguns sintomas para ajudar a entender o que é neurose e o que ela causa</strong></h2>
<p>Os sintomas costumam variar de acordo com cada individuo. Mas existem alguns sintomas que podem indicar um sinal de alerta para a existência do transtorno. Entre eles estão:</p>
<ul>
<li>Medo de situações comuns do cotidiano;</li>
<li>Alterações de humor sem motivo aparente;</li>
<li>Grande preocupação que se mantém mesmo sem uma causa especifica;</li>
<li>Traços de histeria;</li>
<li>Fobia</li>
</ul>
<p>Como dito, os sintomas podem variar de acordo com a pessoa e também o tipo de neurose que a mesma apresenta. Portanto, é importante manter-se alerta não apenas a esses, mas a qualquer outro indicio. Pois, o tratamento realizado mais precocemente será mais efetivo e gerará resultados mais rápidos.</p>
<h2><strong>Alguns tipos de neurose e suas características </strong></h2>
<p>Ao analisarmos o que é neurose para a psicanálise, vemos que há diversos tipos de neurose, como a de angústia, a de abandono e a familiar.</p>
<p>A Neurose de Angústia é um tipo simples de psiconeurose, a qual tem na angustia o seu principal sintoma. Ela evolui em crises, que podem ser mais ou menos próximas. A neurose de angústia se manifesta com maior frequência em portadores de constituição ansiosa.</p>
<p>A Neurose de Abandono caracteriza um quadro no qual predominam a angústia do abandono, além da necessidade de segurança.</p>
<p>A Neurose Familiar ocorre quando, em determinada família, as neuroses individuais se completam. Dessa forma, elas acabam se condicionando reciprocamente. Além disso, ela pode evidenciar a influência exercida sobre as crianças por sua estrutura familiar, Inclusive influência do casal parental.</p>
<h2><strong>Algumas outras neuroses conhecidas pela psicanálise</strong></h2>
<ul>
<li>Neurose de Destino</li>
<li>Neurose do Fracasso</li>
<li>Neurose Narcísica</li>
<li>Neurose Traumática</li>
<li>Neurose Mista</li>
<li>Neurose de Caráter</li>
<li>Neurose de Compensação</li>
<li>Neurose Depressiva</li>
<li>Neurose Histérica Dissociativa e a de Conversão</li>
<li>Neurose Obsessiva Compulsiva</li>
<li>Neurose Fóbica,</li>
</ul>
<p>Além dessas, existem outras neuroses identificadas pelas teorias psicanalíticas, cada uma possuindo seus sintomas e particularidades.</p>
<h2><strong>Tratamentos para a neurose</strong></h2>
<p>Como visto, a neurose é mais um dos transtornos psíquicos estudados pela psicanalise. Assim, como os outros transtornos, seu tratamento é feito a partir de acompanhamento e terapia, podendo também envolver um acompanhamento psiquiátrico, que irá prescrever o método medicamentoso a ser realizado.</p>
<p>Diferente de outros transtornos como a depressão, o tratamento pode dispensar o uso de medicamentos, caso seja seguro para o paciente. O objetivo do tratamento é o combate aos sintomas, para proporcionar ao paciente uma vida tranquila e normal.</p>
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<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>Entendendo a angústia: principais sintomas e tratamentos</title>
		<link>https://bemvivermais.com/entendendo-a-angustia-principais-sintomas-e-tratamentos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2020 02:38:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Distúrbios emocionais]]></category>
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					<description><![CDATA[A angústia é uma sensação psicológica conhecida por seus sentimentos de nó na garganta, aperto no peito, inquietude e nervosismo. Trata-se de uma experiência complexa que pode afetar o nosso comportamento, humor e pensamento, podendo gerar futuros problemas psicossomáticos. É certo que todas as pessoas a possuem, mas não em alto nível. Nesse estado, ela&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A angústia é uma sensação psicológica conhecida por seus sentimentos de nó na garganta, aperto no peito, inquietude e nervosismo. Trata-se de uma experiência complexa que pode afetar o nosso comportamento, humor e pensamento, podendo gerar futuros problemas psicossomáticos.</p>
<p style="text-align: justify;">É certo que todas as pessoas a possuem, mas não em alto nível. Nesse estado, ela se manifesta motivada por um dos Transtornos de Ansiedade (pânico, fobias, obsessões), por reações no corpo e manifestações que envolvem, ou não, uma doença orgânica.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os sintomas mais decorrentes da angústia, temos:<span id="more-1551"></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Ansiedade acompanhada de falta de ar, aperto no peito;</li>
<li>Sentimento de caos interior;</li>
<li>Batimentos cardíacos desacelerados;</li>
<li>Pensamentos negativos e sentimento de preocupação;</li>
<li>Dores de cabeça e enxaquecas frequentes;</li>
<li>Dores musculares;</li>
<li>Insônia;</li>
<li>Alterações do apetite;</li>
<li>Desânimo e abatimento mental;</li>
<li>Dificuldade de concentração em tarefas;</li>
<li>Falta de ar e crises de pânico e medo;</li>
<li>Tremores, calafrios, suor à noite e ataques de diarreia.</li>
</ul>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Quais os motivos de causa da angústia?</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">A maioria dos casos de angústia estão relacionados a um estilo de vida com situações que favorecem o sentimento de culpa, arrependimento, insegurança e frustração. Mesmo assim, existem situações em que a dor surge sem um motivo aparente, variando de acordo com cada pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;">O sentimento de angústia também pode ser um sinal íntimo de um estado de depressão. O que pode intensificar ainda mais a dor sentida. Estudos apontam que ambas essas doenças aumentam em três vezes o risco dos pacientes em desenvolvê-las simultaneamente. Por isso, a primeiro sinal de frequência dos sintomas é recomendada a procura de um psicólogo ou psiquiatra.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Como a angústia atua em nosso cérebro?</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Ela atua nos circuitos nervosos de nosso sistema. O cérebro costuma desviar os sinais físicos desconfortantes para que o corpo possa se concentrar. Essas vias de recepção de dores e emoções utilizam-se de neurotransmissores para regular o humor.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando essa regulamentação é falha, a angústia toma formato e se intensifica, junto à tristeza e desesperança. Com essa alteração do sistema nervoso, as dores passam a ser o centro de atenções, perpetuando-se essa condição psicológica.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Medicamentos e tratamentos para angústia</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">A dor causada pela angústia pode receber tratamento através de praticamente todas drogas utilizadas pela psiquiatria. Estabilizadores de humor, anticonvulsivantes e benzodiazepínicos geralmente são indicados para aliviar a ansiedade, fadiga e insônia. Já, os dois principais antidepressivos, tricíclicos e ISRS, também podem ser utilizados, mas em doses menores.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Pensamentos para auxiliar na luta contra a angústia</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Outra forma de fortalecer o tratamento químico é através de um trabalho que foque no emocional e nos pensamentos ativos do paciente. Assim, o tratamento terapêutico, realizado com psicólogos e psicanalistas, é essencial para melhores resultados.</p>
<p style="text-align: justify;">Nele, o paciente irá trabalhar para que consiga superar a força de seus inquietos pensamentos, a fim de reduzir seus sintomas físicos em diversas situações. E é durante esse tratamento que o paciente precisará encarar seus conflitos mentais internos. Nesse processo, precisará reconhecer os problemas e situações que o perturbam e trabalhá-las. Essa reflexão é mais do que necessária, afinal a não definição de um problema intensifica a angústia, tornando-a perturbadora e infringente em questões sociais cotidianas. Encarar o problema e passar a tratá-lo é um importante processo. Assim como aceitar resoluções que estão fora do seu alcance e a impotência para questões que não dependem de si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, o paciente com angústia precisa realizar determinados exercícios mentais, como:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>A dor da angústia só existe devido há um conflito interno;</li>
<li>Identificar qual é o problema que mais gera esse sentimento dentro de si;</li>
<li>Listar ações que podem alterar a situação e realizá-las sempre que possível;</li>
<li>Parar de adiar questões e realizá-las imediatamente;</li>
<li>Aceitar situações em que não é possível alterá-las independentemente de sua pessoa, principalmente perdas de pessoas, empregos, etc.;</li>
<li>Sempre voltar sua mente para as questões prioritárias em sua vida.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">E o mais importante: a busca por dias melhores, saúde e aceitação deve começar pelo próprio diagnosticado. E ele precisa ter perseverança e esperança de que com ajuda de um especialista, a sua vida irá melhorar.</p>
<p style="text-align: justify;">No texto de hoje, entendemos melhor o queé a ang;ustia e como lidar com ela. É muito importante lembrar que quanto mais cedo for diagnosticada, mais fácil será de ser tratada.</p>
<p style="text-align: justify;">Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço e até breve!</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>TOC – entenda como funciona esse transtorno!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Nov 2019 14:28:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pensamentos que não saem da mente acompanhados de rituais complexos e rígidos comprometem a qualidade de vida de quem tem transtorno obsessivo compulsivo. Jennifer checa a escova de dentes diversas vezes no banheiro para ter certeza de que não engoliu o objeto. Caio passou três horas em idas e voltas pela mesma ponte da Marginal&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">Pensamentos que não saem da mente acompanhados de rituais complexos e rígidos comprometem a qualidade de vida de quem tem transtorno obsessivo compulsivo.</h3>
<p style="text-align: justify;">Jennifer checa a escova de dentes diversas vezes no banheiro para ter certeza de que não engoliu o objeto. Caio passou três horas em idas e voltas pela mesma ponte da Marginal Tietê, em São Paulo, sem conseguir chegar ao seu destino. Gleyce teve um ataque de choro ao ver uma panela suja na pia de sua casa. Esses são exemplos reais de pessoas com <strong>transtorno obsessivo compulsivo</strong>  (TOC), uma condição psiquiátrica que atinge ao redor de 8 milhões de brasileiros.</p>
<p style="text-align: justify;"><u> </u>O ponto que une os relatos dessas pessoas é a frustração e o  preconceito que existe sobre o TOC. Muitos ainda se incomodam com o senso comum, que encara o assunto como piada ou uma coisa fácil de ser superada. Não é, não.</p>
<p style="text-align: justify;"><u> </u>Trata-se de um quadro de difícil manejo, <span id="more-1293"></span>marcado por pensamentos inconvenientes que invadem a cabeça sem aviso prévio. Eles são seguidos por um rito ou um comportamento repetido, que serve de escape para acalmar a mente. É o caso, por exemplo, de um sujeito com um pavor irracional de bactérias que deixa de tocar em maçanetas e lava as mãos compulsivamente para não se contaminar.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de afetar tanta gente, pouco se sabe sobre as origens do problema. Acredita-se que seja o resultado da interação de uma falha genética com fatores ambientais. Situações como traumas no parto, abuso nos primeiros anos de vida e até infecções estão associadas à gênese do transtorno.</p>
<p style="text-align: justify;">A infância e a adolescência, aliás, são os períodos-chave para o aparecimento dos sintomas iniciais em mais da metade das vezes. Outras fases e momentos, como o nascimento de um filho, também contribuem: pais e mães predispostos podem desenvolver uma preocupação doentia com o bebê que acabou de vir ao mundo.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>O TOC no Brasil</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Uma boa notícia é que o Brasil está na vanguarda científica e obteve avanços memoráveis no que se sabe sobre o transtorno. Em 2003, experts de diversas universidades se reuniram para formar um time voltado exclusivamente a pesquisar o TOC. Eles entrevistaram 1 001 portadores espalhados pelos quatro cantos do país.</p>
<p style="text-align: justify;"><u> </u>Um dos principais achados foi a relação do TOC com uma série de distúrbios psiquiátricos: 68% dos respondentes sofriam ao mesmo tempo com depressão, 63% conviviam com quadros de ansiedade generalizada e 35% foram diagnosticados com fobia social. Ou seja: aqui ter mais de um transtorno mental é regra, e não exceção, o que modifica o tratamento receitado. Os levantamentos ainda mostraram que um terço dos pacientes já teve desejos de se suicidar e 10% haviam efetivamente tentado se matar, o que reflete a gravidade desses pensamentos e comportamentos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>É TOC ou não?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><u> </u>Mas como diferenciar uma pessoa com TOC daquela que apenas gosta das coisas devidamente organizadas?  Se os rituais começam a tomar tempo, interferem na qualidade de vida, atrapalham a capacidade de estudar e trabalhar ou geram angústia e solidão, é preciso buscar ajuda. A preocupação se inicia quando eles ocupam mais de uma hora por dia e fazem o indivíduo se atrasar ou até desistir de seus compromissos.</p>
<p style="text-align: justify;">E é aí que deparamos com outro dilema: a demora entre o início do transtorno e o seu diagnóstico. A média é de dez a 14 anos para procurar o médico, o que faz do TOC a doença do segredo. Os gargalos são a falta de conhecimento dos próprios profissionais de saúde sobre a enfermidade e, mais uma vez, o estigma de ser tachado de “louco” numa sociedade que não encara as condições psiquiátricas com muito respeito. O paciente compreende que suas atitudes são absurdas e os ritos desnecessários, mas não consegue deixar de segui-los.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>O tratamento</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><u> </u>A partir do diagnóstico, feito no consultório por meio de uma conversa e uma avaliação, o médico começa a traçar a rota de recuperação. A primeira coisa a se fazer é a psicoeducação para explicar direitinho o que é o TOC, suas características e seus riscos.</p>
<p style="text-align: justify;">Na sequência, vêm a terapia cognitivo-comportamental e os remédios da classe dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina, normalmente prescritos no combate à depressão. A união dessas duas estratégias em um tratamento de longa duração é a que costuma trazer os melhores resultados – cerca de 60% mantêm um bom controle com o esquema.</p>
<p style="text-align: justify;">Não dá pra se esquecer da família nesse processo. Muitas vezes, os parentes participam dos rituais, pois sabem que desobedecer às regras do indivíduo desemboca em atritos. O correto seria não ceder a exigências e manias. Ele até pode ficar ansioso ou agressivo, mas isso vai durar pouco. Se compactuar com as compulsões, todos se tornam reféns do TOC para sempre.  O esforço de negar as vontades e agir com firmeza deve ser orientado pelo profissional de saúde. Ao longo das terapias, o paciente é incentivado a questionar seus pensamentos e modificar os comportamentos.</p>
<p style="text-align: justify;"><u> </u></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Manifestações diferentes do TOC</strong></h3>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Tudo precisa ficar estritamente organizado, alinhado, ordenado… Algo que fuja do padrão gera calafrios e irritação. Eis um dos principais subtipos do transtorno.</li>
<li>Há aqueles que criam um medo gigante de contaminação. Isso os impede de tocar em portas e corrimões. Existe uma dificuldade de visitar lugares como hospitais e cemitérios.</li>
<li>Um terceiro grupo não sai de casa sem olhar várias vezes a fechadura, o gás ou as torneiras. Eles cumprem uma maratona de ritos e cultos que demoram desde minutos até algumas horas.</li>
</ol>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>E os acumuladores?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Por décadas, quem não jogava nada no lixo era classificado de obsessivo compulsivo. Mas o critério mudou, e hoje essa enfermidade é reconhecida como um problema independente. No TOC, esse sintoma até aparece, mas é um fator secundário a outros comportamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Esperamos que tenham gostado do artigo e que possam voltar sempre para acompanhar nossas próximas postagens! Muito obrigada por sua presença por aqui e, aproveite para compartilhar esse conteúdo com quem você acredita que possa se beneficiar dele, em suas redes e deixe seu comentário ou dúvida!</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço e até breve!</p>
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