<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Agressividade &#8211; Bem Viver Mais</title>
	<atom:link href="https://bemvivermais.com/tag/agressividade/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://bemvivermais.com</link>
	<description>Psicoterapia Online</description>
	<lastBuildDate>Fri, 15 May 2020 23:58:12 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.3</generator>

<image>
	<url>https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2021/01/cropped-logo-com-contorno-150x150.png</url>
	<title>Agressividade &#8211; Bem Viver Mais</title>
	<link>https://bemvivermais.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Suicídio: oito sinais indicativos</title>
		<link>https://bemvivermais.com/suicidio-oito-sinais-indicativos/</link>
					<comments>https://bemvivermais.com/suicidio-oito-sinais-indicativos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2020 23:58:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Suicídio e relacionados]]></category>
		<category><![CDATA[Agressividade]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento suicida]]></category>
		<category><![CDATA[despedidas]]></category>
		<category><![CDATA[falta de perspectiva]]></category>
		<category><![CDATA[ideias suicidas]]></category>
		<category><![CDATA[Instabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[procure ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[suicidio]]></category>
		<category><![CDATA[tristeza profunda]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://bemvivermais.com/?p=1423</guid>

					<description><![CDATA[Ações de prevenção ao suicídio são importantes para enfrentar a escalada de registros dos casos no mundo todo e exigem conhecimento prévio dos oito sinais indicativos para a psicanálise. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que o número de suicídio cresceu 12% em quatro anos, entre 2014 e 2018, no país. Mas é possível&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ações de prevenção ao suicídio são importantes para enfrentar a escalada de registros dos casos no mundo todo e exigem conhecimento prévio dos<strong> </strong>oito sinais indicativos para a psicanálise. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que o número de suicídio cresceu 12% em quatro anos, entre 2014 e 2018, no país. Mas é possível diminuir esse índice alarmante e você vai saber como.</p>
<p style="text-align: justify;">É muito importante identificar os sinais indicativos do suicídio, pois isso poderá refletir na queda do número de casos e salvar vidas. Para ter uma ideia, em 2011, no Brasil, 10.490 ocorrências de suicídio foram registradas pelo Ministério da Saúde. Em 2015, o número saltou para mais de 11 mil, conforme os dados oficiais. A quantidade exata deve ser bem maior, já que existem casos subnotificados.</p>
<p style="text-align: justify;">A existência desses sinais isolados não é, via de regra, um sinal de comportamento tendente ao suicídio. Agora, a constância, o volume e a combinação de sinais devem servir de alerta a familiares próximos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Conheça os grandes sinais indicativos do suicídio</strong></h3>
<p><span id="more-1423"></span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>1. Tristeza excessiva, alegria camuflada</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">São reflexos da depressão, considerada a principal causa de suicídio. Depressão e suicídio, no entanto, não são irmãos siameses, felizmente. Se a pessoa com a doença for tratada, também haverá grandes chances de a tragédia ser evitada. Por outro lado, nem todo mundo com tendência ao suicídio se afunda em uma tristeza excessiva e contínua. Alguns até carregam um sorriso no rosto e outros não demonstram muita alteração de humor. Suicídio e depressão podem ter várias faces.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>2. Isolamento, a vida perde o sentido</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">É uma consequência da tristeza excessiva e contínua. O principal alerta é em relação às pessoas que rompem contatos e se trancam dentro do seu mundo, sozinhas, sem querer ninguém por perto. É o desapego de tudo e de todos. Para elas, a vida não tem mais razão. Quem não vê sentido em algo não alimenta qualquer tipo de sentimento por ele. Isso sufoca as <strong>e</strong>moções e expectativas humanas, essenciais para a vida em sociedade.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em>3. Comentários agressivos despropositados</em></h4>
<p style="text-align: justify;">A pessoa pode aproveitar qualquer oportunidade para demonstrar um ódio cada vez mais crescente, contra si, contra familiares ou contra outras pessoas da sociedade.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>4. Roupas diferentes</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">Como a vida perde o sentido para as pessoas com ideias suicidas, elas acabam refletindo isso na forma de se vestir e de se cuidar. Não se preocupam como as outras pessoas vão enxergá-la também pela roupa que vestem, hábito que, infelizmente, é característica da sociedade.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>5. Resolver pendências</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas com tendência ao suicídio têm o hábito de concluir várias tarefas e compromissos antes de praticá-lo. Evitam que seus familiares assumam dívidas deixadas por elas e, para isso, organizam melhor a contabilidade.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>6. Sem perspectivas</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">A falta de expectativas e de planos para a vida talvez seja um dos sinais que possam ser identificados mais facilmente em pessoas com tendência ao suicídio. Elas se entregam a uma nostalgia profunda, que apaga todas as perspectivas.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>7. Atitudes de despedida</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">É comum, também, a busca por despedidas de pessoas que elas consideram importantes. Parte delas faz questão de dar o adeus a amigos de infância, da escola ou da faculdade. Algumas delas também visitam lugares marcantes, que signifiquem algo para elas.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>8. Mudança de comportamento, a instabilidade ganha força</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">Não é regra, mas pessoas com ideias suicidas têm uma tendência a mudarem o comportamento habitual. Às vezes, elas mudam até o tom da própria voz, ficando mais furiosas diante das atitudes dos outros, as quais até há pouco tempo viam como normal. Com isso, elas perdem o senso de humor. Não é só a agressividade que é um sinal: por vezes o silêncio e a clausura também indicam uma situação de angústia que pode se agravar até o suicídio.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Saiba agir diante de alguém com ideias suicidas</strong></h3>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Não julgue, nunca! Os julgamentos de condutas alheias não fazem bem a ninguém, nem a você mesmo. Cada pessoa tem a sua própria subjetividade, que precisa ser respeitada.</li>
<li>Converse de forma direta e objetiva! Esteja pronto para ouvir e estimule a pessoa a conversar, naturalmente, sem pressão, sobre o que se passa na consciência dela em relação ao suicídio.</li>
<li>Não interrompa a conversa! Esteja com disposição para ouvir a pessoa que tem ideias suicidas. O diálogo pode salvar a vida dela, já que, de fato, perceberá que existe alguém se importando com o que está acontecendo.</li>
<li>Evite demonstrar emoções! Não deixe transparecer, no seu comportamento, atitudes e expressões que demonstrem negação e recriminação, enquanto conversa com uma pessoa com ideias suicidas.</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Procure ajuda de profissional especializado</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Não há uma receita pronta para evitar o suicídio. Existem, sim, ações contínuas e que devem ser tomadas, conjuntamente, com profissionais habilitados. O psicanalista/psicólogo exerce um papel fundamental, já que estimulam a pessoa a compreender os seus próprios processos psíquicos.</p>
<p style="text-align: justify;">No texto de hoje, vimos quais são alguns dos sinais indicativos do suicídio. Além disso, como agir diante de alguém com ideias suicidas. É muito importante lembrar que quanto mais cedo for diagnosticada, mais fácil será de ser tratada.</p>
<p style="text-align: justify;">Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço e até breve!</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://bemvivermais.com/suicidio-oito-sinais-indicativos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sinais que seu filho possa estar precisando de um Psicólogo!</title>
		<link>https://bemvivermais.com/sinais-que-seu-filho-possa-estar-precisando-de-um-psicologo/</link>
					<comments>https://bemvivermais.com/sinais-que-seu-filho-possa-estar-precisando-de-um-psicologo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Aug 2019 01:38:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Nossos Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[agitação]]></category>
		<category><![CDATA[Agressividade]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[inquietude]]></category>
		<category><![CDATA[problemas escolares]]></category>
		<category><![CDATA[Psicólogo infantil]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[TDAH]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://bemvivermais.com/?p=1232</guid>

					<description><![CDATA[Mudanças na vida da criança, como a separação dos pais, a chegada de um irmão mais novo e a mudança de escola podem desencadear alterações de comportamento. Caso apenas o suporte da família não seja suficiente para que o pequeno enfrente este momento, é hora de procurar a ajuda de um profissional. O acompanhamento de&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Mudanças na vida da criança, como a separação dos pais, a chegada de um irmão mais novo e a mudança de escola podem desencadear alterações de comportamento. <strong>Caso apenas o suporte da família não seja suficiente para que o pequeno enfrente este momento, é hora de procurar a ajuda de um profissional</strong>. O acompanhamento de um <strong>psicólogo infantil</strong> colabora para que as crianças consigam lidar melhor com seus sentimentos, seja raiva, medo, ciúme, insegurança ou ansiedade.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>6 sinais de que é hora de procurar um psicólogo</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">É importante que os pais estejam atentos a comportamentos dos filhos que indiquem que é necessário a ajuda de um psicólogo, <strong>tristeza, apatia, perda de interesse, agressividade ou choro excessivo… podem ser sinais de que algo não vai bem com seu pequeno.</strong> Para ajudar você a perceber se é preciso procurar um acompanhamento profissional, elencamos os principais <strong>sinais de que o seu filho possa precisa de um psicólogo</strong>. Confira: <span id="more-1232"></span></p>
<h3 style="text-align: justify;">1. Alteração brusca ou exagerada de comportamento</h3>
<p style="text-align: justify;">Pode acontecer de a criança mudar exageradamente seu modo de se comportar, sem que isso necessariamente signifique um problema. No entanto, por vezes, essas mudanças podem prejudicar a saúde ou os relacionamentos do pequeno, gerando sofrimento a ele. Essas alterações no comportamento, normalmente, ocorrem no sono (quando faz xixi ou se recusa a dormir sozinho, quando antes o fazia); na alimentação (comendo exageradamente ou deixando de ter apetite) ou na escola (por problemas comportamentais ou de aprendizagem), que se torna uma grande aliada dos pais por ter a oportunidade de observar a criança ao longo do dia, quando os pais não estão presentes.</p>
<h3 style="text-align: justify;">2. Comportamentos agressivos</h3>
<p style="text-align: justify;">A agressividade exagerada, quando não resolvida por conversas em família, pode ser um sinal de que o pequeno não está lidando bem com algum sentimento ou situação, sendo indicado procurar ajuda profissional.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>3. Muita agitação, inquietude ou dificuldade em manter a atenção</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, muitas crianças são diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e acabam sendo medicadas, por vezes sem real necessidade. Em casos de agitação, inquietude e falta de atenção, a terapia pode ser uma grande aliada, ajudando não só a criança, como também os pais e familiares a lidar com a situação. Na maioria das vezes, uma mudança de comportamento e atitude dos pais pode até mesmo resolver o problema da criança, uma vez que eles exercem grande influência sobre o que os filhos sentem, pensam e como se comportam.</p>
<h3 style="text-align: justify;">4. Problemas escolares</h3>
<p style="text-align: justify;">Seja por problemas comportamentais, seja por alguma dificuldade de aprendizagem, a psicoterapia infantil tem muito a contribuir nestes casos, orientando os pais e a escola.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>5. Regressão de alguma fase do desenvolvimento</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Isso é comum quando há a chegada de um irmãozinho, por exemplo, ou em situações em que a criança se sente insegura por algum outro motivo. Nesse caso, é importante ficar atento e observar a criança. O acompanhamento de um profissional pode ajudar bastante.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>6. Saúde prejudicada, principalmente quando não há uma causa biológica</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Às vezes, as crianças ficam doentes sem que os pais encontrem uma causa biológica ou física. É preciso estar sempre atento aos sintomas, pois, muitas vezes, o que as crianças não conseguem verbalizar, aparece como sintoma, seja comportamental ou físico.<strong> É o corpo falando pela criança.</strong></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Como é o trabalho do psicólogo infantil?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Outra dúvida que muitos pais podem ter é: o que meu filho vai fazer na consulta com um psicólogo infantil? Afinal, a sessão de terapia de crianças e adultos possui dinâmicas e abordagens diferentes. Se você está em dúvida se deve ou não consultar um profissional para seu filho, resolvemos esclarecer alguns pontos sobre como funciona o trabalho do psicólogo infantil, que podem ajudar:</p>
<p style="text-align: justify;">O psicólogo infantil trabalha basicamente a partir do lúdico. Assim, a criança vai às sessões e brinca, com o terapeuta ou sozinha e, enquanto isso, <strong>suas questões são abordadas de forma indireta</strong>. Dessa forma, os conteúdos são mais facilmente acessados pelo psicólogo, pois <strong>a criança os expressa por meio do brincar</strong>. A participação dos pais nesse processo é fundamental, pois o trabalho realizado pelo profissional (seja pediatra, psiquiatra, neuro ou psicólogo) depende muito do envolvimento ativo da família no tratamento da criança. É importante que os pais conheçam os filhos minuciosamente, os observando em casa, para que possam contribuir com o trabalho do terapeuta. Além disso, em alguns casos, os próprios pais são instruídos a frequentar a terapia, pois seu comportamento e modo de pensar precisam ser trabalhados para que os comportamentos/situação da criança melhorem.</p>
<p style="text-align: justify;">Obrigada pela leitura e por nos acompanhar! Aproveite para compartilhar esse conhecimento com outras pessoas!</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço a todos!</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://bemvivermais.com/sinais-que-seu-filho-possa-estar-precisando-de-um-psicologo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Por quê as pessoas são descontroladas e agressivas na internet?</title>
		<link>https://bemvivermais.com/por-que-as-pessoas-sao-descontroladas-e-agressivas-na-internet/</link>
					<comments>https://bemvivermais.com/por-que-as-pessoas-sao-descontroladas-e-agressivas-na-internet/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2019 20:21:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Agressividade]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
		<category><![CDATA[descontrole]]></category>
		<category><![CDATA[Impulsividade]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[mundo virtual]]></category>
		<category><![CDATA[realidade]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://bemvivermais.com/?p=1156</guid>

					<description><![CDATA[As redes sociais e as diversas formas de comunicação virtual se tornaram formas de comunicação comuns no mundo. E, ao mesmo tempo que são colaboradoras ágeis, instantâneas e muitas vezes excelentes auxiliadoras em tantas tarefas da vida, podem e são igualmente muito prejudiciais, por diversas vezes. Os mesmos adjetivos que usei para reconhecer seus benefícios&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">As redes sociais e as diversas formas de comunicação virtual se tornaram formas de comunicação comuns no mundo. E, ao mesmo tempo que são colaboradoras ágeis, instantâneas e muitas vezes excelentes auxiliadoras em tantas tarefas da vida, podem e são igualmente muito prejudiciais, por diversas vezes. Os mesmos adjetivos que usei para reconhecer seus benefícios podem também, ser analisados como um alerta negativo para os usuários das redes. Afinal, ser instantâneo e ágil, não necessariamente só contém benefícios. Pelo contrário, <span id="more-1156"></span>o excesso ou uso equivocado desses pontos, pode propor superficialidade, dificuldade em construir e analisar conteúdos, dificuldades de expressão, compreensão e interpretação, conflitos nos relacionamentos, ausência de dedicação, de esforço, de limite, de envolvimento e de responsabilidade&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">As redes sociais não se tratam somente de uma ferramenta, mas sim de discursos de pessoas, de um meio, de uma sociedade e do mundo e suas relações. As pessoas usam as redes para expor suas imagens e falas, para expressar pensamentos e sentimentos, para fazer movimentos e manifestos, inventar histórias e dividir momentos. E, fazer isso tudo não é novidade. Se exibir, se apresentar e trocar idéias sobre diversos assuntos faz parte da sociedade desde sempre. A novidade aqui está na agilidade, na forma de exposição, dimensão de alcance e superficialidade na relação.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes, o comum era compartilhar com o grupo próximo ou com um diário. Era preciso tomar certo cuidado com a fala, estruturar seu pensamento e atitudes com certa cautela, pois a relação, quando muito direta, traz consigo a consequência direta também. Logo, a comunicação parecia ter uma estrutura de limite mais declarada e uma preocupação com seu lugar e imagem nesse meio restrito. Atualmente, nas redes sociais, os pensamentos e conteúdos estão expostos ao mundo todo. Ao mesmo tempo, vem acompanhado muitas vezes da fantasia de anonimato ou de proteção por de trás da tela. Assim, o filtro e a cautela parecem enfraquecidos.</p>
<p style="text-align: justify;">É muito importante perceber que a linguagem virtual é uma linguagem plural, isto é, significa sempre muito mais que aquela imagem vista ou palavra escrita no literal. Logo, nem sempre aquilo visto ou escrito quer dizer exatamente o que parece ser. Ao mesmo tempo, assistir e ler a vida do outro provoca em tantas outras pessoas uma diversidade de sentimentos e sensação de acesso às suas frustrações e desejos. Dessa quantidade e intensidade de sensações, informações e superficialidade de relação com o outro surgem desentendimentos, mentiras, ataques, disseminação de ódio, irresponsabilidades, demonstração de imaturidades, agressões, preconceitos diversos, desrespeito e exibicionismos.</p>
<p style="text-align: justify;">Um olhar psicanalítico para este tema nos lembra que o ser humano desde sempre possui uma relação conflituosa com seu ser/seu Eu/seu existir e com o meio que nasce e vive, pois seus desejos construtivos e amorosos se misturam frequentemente aos desejos invejosos e destrutivos. Todos nós passamos por todos esses sentimentos e conflitos e diversas vezes, desde nascer até morrer. Mas é durante nossa primeira etapa do desenvolvimento (primeira infância) que aprendemos nossas bases e referências sociais e emocionais e é delas que usaremos o conteúdo aprendido (ou não) para nossas estruturas psíquicas, durante toda nossa vida e em todas nossas relações e situações vivenciadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Passamos a vida lidando com o que sentimos, pensamos e desejamos. Também controlamos ou tentamos controlar impulsos e desejos diversos. Isso porque nós vivemos em uma sociedade e há regras para esse convívio. Elas são diversas, tanto no quesito da lei, como também nos valores morais e também nas posturas e etiquetas sociais. Desde muito cedo ouvimos e aprendemos sobre nosso controle e descontrole no existir. Há coisas que são permitidas e outras que devem ser contidas.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Impulso x controle</h3>
<p style="text-align: justify;">O ser humano é por &#8220;natureza&#8221; repleto de impulsos, o que por vezes pode ser entendido como algo bom ou algo ruim. Conter impulsos, não faz parte do ser humano, na verdade faz parte do existir dele na sociedade, é algo a ser aprendido, mesmo que pareça tão óbvio. Reprimimos, educamos e contemos tantos desejos e hábitos (construtivos ou destrutivos) porque isso é uma regra para estar no meio, no mundo, desde sempre na história da humanidade e também na história de cada pessoa desde seu nascer.</p>
<p style="text-align: justify;">Regras como horário para mamar e dormir, já são uma demonstração de que moldamos o ser humano a um formato cultural. Ensinamos e aprendemos desde sempre que tem hora, jeito e formato para fazer as coisas. Desde muito pequenos somos sinalizados com o que é certo ou errado, o que é permitido ou não, quando há exagero ou falta.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma fase muito significativa, para falar da estrutura emocional é, por exemplo, a do desfralde, em que ainda somos tão pequenos, mas já preparados para aprender conter nossas &#8220;necessidades&#8221; de ir ao banheiro. Um bebê ou criança pequena, até ontem, por usar fraldas, fazia suas &#8220;necessidades&#8221; como e onde bem quisesse, conforme sua vontade, que aliás nem era percebida como vontade em si, apenas sentia, fazia, se aliviava e ponto. Alguém vinha e limpava depois. Mas, ao aprender o desfralde, a criança, começa a precisar vivenciar novas sensações que geram conflitos e frustrações. Ela precisa perceber que tem vontade, mas não pode mais fazer como e onde ela quiser, agora é preciso segurar (se controlar) e ir até o banheiro para então ali se aliviar e um dia aprenderá também a se limpar, ou seja, limpar/se responsabilizar pelo que produz e faz.</p>
<p style="text-align: justify;">Prestem atenção como essa relação com controlar ou não, segurar ou não, aprender e perceber ou não o formato para se aliviar fala na verdade muito mais do que um controle fisiológico. Essa etapa servirá como base na vida para tantas questões adiante. Na vida da pessoa, essa vivência aparece adiante para mostrar sobre nosso controle e descontrole emocional.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Descontrole e redes sociais</h3>
<p style="text-align: justify;">Hoje, as redes sociais são uma grande demonstração de descontrole emocional, falta de limites, falta de noção com espaço do outro, falta de responsabilidade, excesso de imaturidade e imenso desejo de ser admirado e ganhar destaque. É nítido como o ser humano, nesse ambiente, regride emocionalmente, acessa e se expõe de forma psíquica primitiva. Isso traz à tona o bebê que deseja ser amado pelo mundo e ser o centro das atenções e também a criança que reluta em seguir regras básicas de controle e descontrole emocionais.</p>
<p style="text-align: justify;">As agressões nas redes são cenas de crianças birrentas que ainda não controlam seus pensamentos e desejos. São pessoas que agem como crianças descontroladas porque querem ganhar pelo ganhar, porque apenas quer e faz, sem se preocupar com o outro, e tão pouco em conter seus impulsos ou estrutura-los de forma adequada.</p>
<p style="text-align: justify;">Os ataques de ódio, de desrespeito e de preconceito mostram claramente o descontrole emocional e a capacidade da pessoa de discernir sobre respeito, empatia, limites de espaço. A pessoa acredita que possui uma verdade absoluta e um lugar especial no mundo de salvador, herói, um lugar majestoso que deve ser acatado pelos outros e por isso se permite a sair falando sem qualquer preocupação com o lugar do outro, com o jeito e com a consequência disso, apenas quer atender seu impulso imediato, sentir prazer e se satisfazer, não há olhar e consideração com o meio e nem mesmo ideia ou preocupação em se responsabilizar e arcar com o que faz ou deixa de fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembram-se da criança no desfralde, que citei acima?</p>
<p style="text-align: justify;">Então, uma grande parte da sociedade que usa a rede social expõe claramente sua falta de estrutura emocional e falhas de seu psiquismo no seu desenvolvimento. São pessoas com desordem emocional que, quando se encontram e se juntam, podem disseminar o pior lado do ser humano e produzir conteúdos agressivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Algo muito importante para analisarmos, também, é que a internet ou as redes sociais ainda não possuem um limite muito claro de regras e posturas, apesar dos limites básicos da sociedade. A falta de ou dificuldade em impor lei e valores ou punição declarada, deixa a linguagem, por conta de cada um. Há a regra geral da sociedade sobre o que é certo ou errado, bom ou mau, devido ou indevido e que no dia a dia usamos nas ruas e em relações pessoais ao vivo. Reparem que as pessoas quando ao vivo, para fazer algo errado, tentam fazer escondido, para não ser pego e punido.</p>
<p style="text-align: justify;">Já nas redes sociais a sensação é de uma fantasia de estar escondido, mesmo que exposto ao mundo, de estar protegido pela tela e distância, logo, que não será pontuado e nem pego. Assim, as pessoas sentem que podem se descontrolar e nada irá acontecer com elas. Muitos fantasiam inclusive que se brigaram na rede social, isso não deveria influenciar na vida real, pois o que ele falou ali, não falaria pessoalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">É como se ali, nas redes, algumas pessoas se permitissem não mais usar o banheiro para suas necessidades, apenas se aliviam como e onde bem querem. Sem dúvida, alguma lentidão ou falta de punição colabora para o ser humano mostrar esse seu lado perigoso, imensamente imaturo e desestruturado.</p>
<p style="text-align: justify;">O que vemos frequentemente é como a intolerância se manifesta em uma magnitude relevante. As pessoas deixam de usar seus filtros básicos e apenas agem e reagem. As pessoas falam suas verdades independente se alguém vai ouvir e tão pouco se vai ofender o outro. Falam porque fantasiam que seus conteúdos internos são tão relevantes que precisam exibir para o mundo e sentem muito prazer em não ter limite ou filtro em suas falas.</p>
<p style="text-align: justify;">Gestos e falas agressivas costumam ganhar imenso público. A sociedade sempre adorou e sentiu prazer em assistir um outro sofrer (praças com pessoas enforcadas, mulheres acusadas de bruxaria sendo queimadas, apedrejamento em praças públicas, escravos sendo chicoteados). Sempre houve muita plateia que delira e sente muita satisfação com o outro sendo atacado. Logo, quem ataca nas redes sociais, não faz isso sozinho, faz porque se identifica com outros perversos pelo mundo que sentem muito prazer em menosprezar, agredir e humilhar outras pessoas. A perversidade humana está escancarada nas redes sociais.A falta de filtro, de limite, de controle emocional e empatia é um grande sintoma da imensa imaturidade do ego e incapacidade ou adoecimento emocional dessas pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, parece que ainda teremos um longo caminho pela frente, pois identificamos aqui que a sociedade está arcando drasticamente com uma grande falta de controle e limites, falta de valor e empatia, falta de estrutura e aprendizado básico de educação afetiva emocional, para existir em sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">A internet tem sido um grande termômetro para nos mostrar as consequências assustadoras que a falta de manejo e cuidado, a falta de afeto, a falta de limite, a falta de preocupação com o emocional nas formações das pessoas podem causar aos outros. Tudo isso causa sérios adoecimentos psíquicos e atinge toda sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Obrigada pela leitura e por nos acompanhar! Aproveite pra compartilhar esse conhecimento com outras pessoas!</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço a todos!</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://bemvivermais.com/por-que-as-pessoas-sao-descontroladas-e-agressivas-na-internet/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
