A adolescência é uma fase de transição da infância para a vida adulta, e é neste período que acontecem as maiores transformações físicas, emocionais e comportamentais do ser humano. Mediante isso, as famílias geralmente não sabem lidar com esse novo momento de seus filhos, que exige uma adaptação para ambos. Por esse motivo, ocorrem muitos conflitos e desavenças entre pais e filhos. É importante que os pais e a família reflitam e internalizem que seus filhos estão crescendo e ganhando autonomia, e esse momento não é fácil nem para nenhum dos lados.

Infelizmente o que vem acontecendo atualmente é que a incidência de adolescentes cometendo suicídio está aumentando cada vez mais. O Brasil é o oitavo país em número de suicídios. Em 2019, foram registradas 11.821 mortes, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres, de acordo com o novo relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde, a OMS, chama a atenção de governos para o suicídio, considerado “um grande problema de saúde pública”.

Sinais de alerta

Existem alguns comportamentos que podem ser sinais de alerta para familiares:

  • Isolamento social
  • Mudanças bruscas de comportamento
  • Falta de interesse em atividades antes prazerosas para o adolescente
  • Baixo rendimento escolar
  • Uso abusivo de álcool e outras drogas
  • Insônia ou sono excessivo
  • Discurso negativo e pessimista
  • Desesperança e desespero

Os pais e familiares ao notarem esses sinais, precisam ficar atentos. O suporte familiar é importantíssimo nesse momento: conversar e interagir com o adolescente para entender os motivos pelos quais estão ocorrendo essas mudanças em seu comportamento. Entretanto, esses sinais não significam que o adolescente está com ideação suicida, pois podem ocorrer alguns outros diagnósticos que são semelhantes.

O que fazer ao notar os sinais?

Ter a escola como aliada para obter informações de como está se comportando nesse contexto, é crucial para que os pais saibam como os filhos estão nesse círculo social.

A família ao identificar esses sintomas deve conversar com o adolescente, a fim de entender o que está acontecendo, e tentar participar mais de sua vida social e claro, buscar ajuda profissional para que uma avaliação por um psiquiatra ou psicólogo possa ser feita.

Como conversar sobre o tema com os filhos?

A conversa sobre a temática do suicídio é algo que deve ocorrer da forma mais natural possível, geralmente o adolescente dá indícios de que algo na sua vida não está bem através de frases como:

  • Eu não agüente mais essa vida
  • É melhor morrer do que viver assim
  • Não sei mais o que fazer
  • Acho que não vou suporta isso

Esses sinais são sinais de alerta, mas geralmente o que ocorre é que as pessoas da família não os valorizam e sempre dizem “isso vai passar”, mas para o jovem que está sofrendo, escutar essa frase não irá ajudá-lo em nada. É muito comum as ideações suicidas ocorrerem quando o jovem está sofrendo bullying na escola, ou teve uma decepção amorosa ou até sofreu um abuso sexual e/ou psicológico.

Na adolescência, os sentimentos e a emoções estão muito latentes e os adolescentes não tem maturidade emocional para lidar com tantas mudanças que estão ocorrendo em suas vidas, por isso o apoio familiar é crucial para que eles lidem com essas mudanças da forma mais saudável possível

Quando procurar um profissional?

Os fatores que fazem o adolescente buscar a própria morte são diversos: famílias desestruturadas, transtornos psicológicos, traumas ou até falta de apoio familiar.

O melhor caminho para os pais, é sua presença na vida de seus filhos, fazendo atividades com seus eles, entrando no mundo deles, pois se isso acontecer, talvez o suicídio não seja uma opção. O adolescente precisa entender que os pais são pessoas com as quais eles podem contar, pois o apoio familiar é crucial para a decisão de o adolescente cometer ou não o suicídio.

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Grande abraço e até breve!