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	<title>Arquivo de Suicídio e relacionados - Bem Viver Mais</title>
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	<description>Psicoterapia Online</description>
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	<title>Arquivo de Suicídio e relacionados - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Suicídio na adolescência: principais sinais e como lidar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Oct 2022 21:08:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A adolescência é uma fase de transição da infância para a vida adulta, e é neste período que acontecem as maiores transformações físicas, emocionais e comportamentais do ser humano. Mediante isso, as famílias não sabem lidar com esse novo momento do seu filho, que exige uma adaptação para ambos. Por esse motivo, ocorrem muitos conflitos&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A adolescência é uma fase de transição da infância para a vida adulta, e é neste período que acontecem as maiores transformações físicas, emocionais e comportamentais do ser humano. Mediante isso, as famílias não sabem lidar com esse novo momento do seu filho, que exige uma adaptação para ambos. Por esse motivo, ocorrem muitos conflitos e desavenças entre pais e filhos.</p>
<p>É importante que os pais e a família reflitam e internalizem que seus filhos estão crescendo e ganhando autonomia, e esse momento não é fácil nem para os pais e nem para os filhos.</p>
<p>Infelizmente o que vem acontecendo atualmente é que a incidência de adolescentes cometendo suicídio está aumentando cada vez mais. O Brasil é o oitavo país em número de suicídios. Em 2019, foram registradas 11.821 mortes, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres, de acordo com o novo relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde, a OMS, chama a atenção de governos para o suicídio, considerado &#8220;um grande problema de saúde pública&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Sinais de alerta</strong></h3>
<p>Existem alguns comportamentos que podem ser sinais de alerta para familiares:<span id="more-2583"></span></p>
<ul>
<li>Isolamento social</li>
<li>Mudanças bruscas de comportamento</li>
<li>Falta de interesse em atividades antes prazerosas para o adolescente</li>
<li>Baixo rendimento escolar</li>
<li>Uso abusivo de álcool e outras drogas</li>
<li>Insônia ou sono excessivo</li>
<li>Discurso negativo e pessimista</li>
<li>Desesperança e desespero.</li>
</ul>
<p>Os pais e familiares ao notarem esses sinais, precisam ficar atentos. O suporte familiar é importantíssimo nesse momento, conversar e interagir com o adolescente para entender os motivos pelo qual estão ocorrendo essas mudanças em seu comportamento, entretanto esses sinais não significam que o adolescente está com ideação suicida, pois podem ocorrer alguns outros diagnósticos que são semelhantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O que fazer ao notar os sinais?</h3>
<p>Ter a escola como aliada para obter informações de como está se comportando nesse contexto, é crucial para que os pais saibam como os filhos estão nesse círculo social.</p>
<p>A família ao identificar esses sintomas deve conversar com o adolescente, a fim de entender o que está acontecendo, e tentar participar mais de sua vida social e claro, buscar ajuda profissional para que uma avaliação por um psiquiatra ou psicólogo possa ser feita.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Como conversar sobre o tema com os filhos?</h3>
<p>A conversa sobre a temática do suicídio é algo que deve ocorrer de forma mais natural possível, geralmente o adolescente dá indícios de que algo na sua vida não está bem através de frases como:</p>
<ul>
<li>Eu não agüente mais essa vida</li>
<li>É melhor morrer do que viver assim</li>
<li>Não sei mais o que fazer</li>
<li>Acho que não vou suporta isso.</li>
</ul>
<p>Esses sinais são sinais de alerta, mas geralmente o que ocorre é que as pessoas da família não os valorizam e sempre dizem &#8220;isso vai passar&#8221;, mas para o jovem que está sofrendo, escutar essa frase não irá ajudá-lo em nada. É muito comum as ideações suicidas ocorrerem quando o jovem está sofrendo bullying na escola, ou teve uma decepção amorosa ou abuso sexual e psicológico.</p>
<p>Na adolescência, os sentimentos e a emoções estão muito latentes e os adolescentes não tem maturidade emocional para lidar com tantas mudanças que estão ocorrendo em suas vidas, pois isso o apoio familiar é crucial para que o adolescente lide com essas mudanças da forma mais saudável possível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Quando procurar um profissional?</h3>
<p>Os fatores que fazem o adolescente buscar a própria morte são diversos, entre famílias desestruturadas, transtornos psicológicos, traumas e falta de apoio familiar.</p>
<p>O melhor caminho para os pais, é a sua presença na vida de seus filhos, fazendo atividades com seus eles, entrando no mundo deles, pois se isso for acontecer, talvez o suicídio não seja uma opção. O adolescente precisa entender que os pais são pessoas que eles podem contar, pois o apoio familiar é crucial para a decisão de o adolescente cometer ou não o suicídio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">No texto de hoje, vimos quais são alguns dos sinais indicativos do suicídio. Além disso, como agir diante de alguém com ideias suicidas. É muito importante lembrar que quanto mais cedo for diagnosticado, mais fácil será de ser tratado.</p>
<p style="text-align: justify;">Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço e até breve!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Luto e o Morrer: Reflexões do Luto deixado pelo COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2020 03:55:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Quarentena - Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Suicídio e relacionados]]></category>
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					<description><![CDATA[O Morrer: Desde pequenos aprendemos que a vida é um ciclo e tem fim. Experienciamos desde cedo o luto de estar longe dos pais nos primeiros dias de escola, o luto de acabar uma atividade que estávamos gostando muito, de um amigo que muda de cidade, da morte de um animal de estimação, até claro,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">O Morrer:</h3>
<p style="text-align: justify;">Desde pequenos aprendemos que a vida é um ciclo e tem fim. Experienciamos desde cedo o luto de estar longe dos pais nos primeiros dias de escola, o luto de acabar uma atividade que estávamos gostando muito, de um amigo que muda de cidade, da morte de um animal de estimação, até claro, o falecimento de alguém seja uma pessoa distante de nós ou próxima.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada dor dói de um jeito, tem um diferente grau de sofrimento e nos consome de uma diferente forma. Temos a plena certeza de que <span id="more-1532"></span>esse momento vai chegar, mas ficamos otimistas e sempre afastando esse pensamento ruim de nossas mentes, que teimam em permanecer num cenário, num contexto onde todas as peças do quebra cabeça de nossas vidas estejam sempre encaixadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, se alguém deixar e fazer parte disso, deixará um vazio insubstituível. Só de pensar nessa ideia o medo já nos assola e geralmente vem acompanhado de desespero ou preocupação.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que os anos passem, e saibamos que essa possibilidade aumenta para algumas pessoas (independente delas serem próximas ou não de nós), tentamos obviamente afastar sempre esse fantasma que nos assombra, e, a forma de afastá-lo varia de pessoa para pessoa. Algumas oram, outras ficam em negação, entram em pânico só de imaginar aquela possibilidade e por ai vai&#8230;&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O morrer deixa marcas profundas, rompimentos bruscos e eternos em nossa alma. Sabemos que não temos controle absoluto sobre isso mas gostamos de acreditar que temos, que não acontecerá conosco, com nossa mãe, nosso pai, um irmão, um amigo, um avô&#8230;até a hora que ocorre de fato, sem um aviso ou, mesmo tendo essa previsão, até o ultimo fragmento de segundo, insistimos em acreditar que não vai ocorrer. Mecanismo e evitamento de uma dor inevitável.</p>
<h3 style="text-align: justify;">O Luto:</h3>
<p style="text-align: justify;">O Luto entra como preço a ser pago para cada história de perda, de término de ciclo, de desenlace, seja essa finalização de algo envolvendo uma morte ou não. Contudo aqui, nesse artigo, focarei no luto relacionado ao falecimento, morte, desencarne, chame como achar melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que nos preparemos para esse momento, como no caso de um parente que enfrenta há tempos uma doença grave, o fim só é sim, quando ele realmente chega, e aí não há mais aquela pessoa que existia até aquele momento. Há apenas um corpo, membros.</p>
<p style="text-align: justify;">Como entender e aceitar que aquele corpo que nos abraçou tantas vezes, nos beijos, sorriu conosco, nos ensinou tanto e esteve em tantos momentos, agora não possui mais vida? Que aquele corpo que nos abrigou em momentos ruins, e comemorou conosco em momentos bons, será cremado ou ficará num caixão enterrado a metros abaixo do chão num local tão triste como um cemitério?</p>
<p style="text-align: justify;">Isso é de rasgar o peito, destrói a alma, e nunca entendemos ou aceitamos ao certo, embora, em alguns casos, claro que temos compreensão que a pessoa estava sofrendo demais e precisava ter alivio da dor.</p>
<p style="text-align: justify;">Elizabeth Kübler Ross, escritora e psiquiatra suíço-americana, presenciou e viveu de perto as perdas e o luto dos horrores trazidos pela 2ª Guerra Mundial. Tantas coisas nas quais ela foi obrigada a conviver, fizeram com que escrevesse uma das mais importantes obras sobre esse assunto: &#8220;Sobre a Morte e o Morrer&#8221;, ou, em seu nome original: &#8221; <em>On death and dying</em>&#8221; de 1969.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa famosa obra, traduzida para diversos idiomas e estudada no mundo todo, ela colocou o que estudou uma vida toda e também presenciou muito: as fases do Luto:<strong> negação, raiva, barganha, depressão e aceitação</strong>, estágios pelos quais passam os pacientes diante de uma doença fatal ou que potencialmente ameace a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos tempos em que vivemos, com números tão agressivos de mortes pela COVID-19, que já nos assolam a cada dia, o que aumenta, também a cada hora, é o número, ainda mais assombroso de pessoas que entram em luto. Para cada pessoa que morre dessa doença, há uma legião que convivia e a amava que entra em Luto.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, se o número de mortos pelo Coronavirus já é muito alarmante, o número de pessoas em Luto por essas perdas, é no mínimo 3 vezes maior. Todos estão focando nas mortes, mas poucos falam de quem fica. Da dor que se forma ao tentar superar, enfrentar, entender e aceitar que alguém muito amado se foi.</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine toda essa energia de perda, de dor, multiplicada por números estrondosos&#8230;.Que atmsofera é essa que estamos vivendo? E esse ar &#8216;pesado&#8217; que estamos respirando? Que sentimentos formam o Luto? Tristeza? Raiva? Frustração? Medo? Arrependimento? Alívio pela dor que acabou?</p>
<p style="text-align: justify;">Pois é&#8230;pergunta difícil, cuja resposta variará de caso a caso. Luto é uma dor, um pesar, uma saudade, um sofrimento, um vazio que vai e vem. Que pode ficar anos sem nos visitar e, de repente, volta com tudo, nos fazendo reviver muitas sensações. Assim como, para algumas pessoas, quando ele retorna, já não está mais travestido de dor, mas apenas de uma saudade fraterna, que traz sorriso nos lábios, das lembranças vividas, dos momentos, mesmo que ruins, atravessados e superados.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando não falamos, não lidamos com o Luto e não trabalhamos com tudo que ele significa dentro de nós, na intenção apenas de superar a qualquer custo a dor, de vencer aquela etapa e de que aquilo fique pra trás o quanto antes, nos esquecemos que, na realidade, estamos apenas empurrando aquela dor e aquele peso todo para cada vez mais fundo em nosso inconsciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando esse peso submerge, a partir de gatilhos, lembranças, as vezes estamos fortes e conseguimos engoli-lo novamente jogando para um canto escuro e fundo dentro de nós. Mas quando não estamos tão preparados e fortes assim, submerge como uma bola inflável que se tenta manter no fundo de uma piscina&#8230;ou seja, impraticável e impossível.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso para algumas pessoas é tão insuportável a ideia de lidar com aquela dor, pois ela foi apenas, as vezes por anos, suprimida, reprimida, e disfarçada com uma série de outras atividades e formas de preencher o vazio que deixou, contudo, sim, a ferida continua ali, aberta, latejando e ardendo&#8230;E um simples band-aid não servirá mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Lidar com o Luto é entender o que o ciclo de vida daquela pessoa amada representou para você e, mais do que isso, refletir no que representou para ela mesma, com a ótica dela, tendo empatia, mas ao mesmo tempo, entendendo que você não podia nem devia intervir, interferir, nunca! Nós temos a liberdade de ir até certo ponto apenas, ensinando, inspirando, dando exemplo, explicando, demonstrando etc, porém, JAMAIS podemos fazer pela pessoa, escolher por ela, interferir em seu livre arbítrio! Mesmo sabendo que seria melhor pra ela se você o fizesse. Mesmo assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada pessoa enfrenta uma realidade só dela, com sua ótica, através de suas histórias e experiências! Sente as coisas de um modo muito peculiar, que podemos achar fácil de decifrar, mesmo assim, ainda é a própria pessoa que terá de vivenciar cada pedacinho daquelas experiências que surgem e que ela desenvolve na vida dela. Podemos dar suporte, ser apoiadores e incentivadores, mas a decisão final de tudo, será sempre dela, isso representa respeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Respeito pelos limites saudáveis que temos que ter entre nós, para não invasões e desrespeito desnecessários. Para não haver infrações e simbioses que descaracterizam e tiram a essência e a autenticidade das pessoas, tão importantes para sua existência!</p>
<p style="text-align: justify;">Pensar dessa forma nos ajuda a compreender, cada vez que pensamos mais na pessoa e na perda, o que ela realmente representava em nossas vidas. E também, de fato, o que representávamos na dela. O que muitas vezes está coberto por uma cortina espessa de expectativas, de carências, de frustrações, pois, queríamos ser mais para aquela pessoa, ou menos do que fomos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se dê essa possibilidade de DESCORTINAR seus sentimentos e expectativas com relação às pessoas pra olhar com mais clareza e racionalmente para o que essa relação representou em suas vidas. Independente se foi uma mãe, um amigo, um cônjuge, enfim, pra que a dor dê espaço e tempo para os fatos se apresentarem mais &#8220;limpos&#8221;, tais quais eram, e não sob um amontoado de sentimentos e emoções colocados ali pra facilitar ou pra culpar alguém ou algo sobre essa perda.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que, de alguma forma, este artigo possa lhe ter sido útil. Que tenha feito você &#8220;viajar&#8221; por ai e entender-se melhor, nem que tenha sido 1 milimetro a mais do que compreendia antes. Trabalhar a <strong>aceitação</strong>, último estágio que Kübler Ross descreveu em seu livro, é um caminho árduo para a maioria, mas não impossível. Busque fazer esses exercícios propostos acima e, se precisar, peça ajuda profissional! A psicoterapia online está aí para possibilitar e tornar mais leve todo esse processo duro do Luto.</p>
<p style="text-align: justify;">Um grande abraço, com carinho e os votos sinceros de que logo essa pandemia possa terminar e que o Luto que ela está deixando, seja, a cada dia mais, lidado e trabalhado pelos que o sentem, de forma sadia e inteligente emocionalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">E que os que se foram, estejam em planos iluminados e protegidos por Deus, sendo acolhidos com muito amor e cuidado, para que consigam ser transferidos para um plano muito melhor do que este. Que assim seja!</p>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><strong>Maiores informações:</strong> <a href="https://www.scielo.br/pdf/csc/v18n9/v18n9a28.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.scielo.br/pdf/csc/v18n9/v18n9a28.pdf</a> | &#8220;Uma releitura da obra de Elisabeth Kubler-Ross&#8221;. Selene Beviláqua Chaves Afonso &amp; Maria Cecília de Souza Minayo.</p>
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		<title>Suicídio: oito sinais indicativos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2020 23:58:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ações de prevenção ao suicídio são importantes para enfrentar a escalada de registros dos casos no mundo todo e exigem conhecimento prévio dos oito sinais indicativos para a psicanálise. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que o número de suicídio cresceu 12% em quatro anos, entre 2014 e 2018, no país. Mas é possível&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ações de prevenção ao suicídio são importantes para enfrentar a escalada de registros dos casos no mundo todo e exigem conhecimento prévio dos<strong> </strong>oito sinais indicativos para a psicanálise. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que o número de suicídio cresceu 12% em quatro anos, entre 2014 e 2018, no país. Mas é possível diminuir esse índice alarmante e você vai saber como.</p>
<p style="text-align: justify;">É muito importante identificar os sinais indicativos do suicídio, pois isso poderá refletir na queda do número de casos e salvar vidas. Para ter uma ideia, em 2011, no Brasil, 10.490 ocorrências de suicídio foram registradas pelo Ministério da Saúde. Em 2015, o número saltou para mais de 11 mil, conforme os dados oficiais. A quantidade exata deve ser bem maior, já que existem casos subnotificados.</p>
<p style="text-align: justify;">A existência desses sinais isolados não é, via de regra, um sinal de comportamento tendente ao suicídio. Agora, a constância, o volume e a combinação de sinais devem servir de alerta a familiares próximos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Conheça os grandes sinais indicativos do suicídio</strong></h3>
<p><span id="more-1423"></span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>1. Tristeza excessiva, alegria camuflada</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">São reflexos da depressão, considerada a principal causa de suicídio. Depressão e suicídio, no entanto, não são irmãos siameses, felizmente. Se a pessoa com a doença for tratada, também haverá grandes chances de a tragédia ser evitada. Por outro lado, nem todo mundo com tendência ao suicídio se afunda em uma tristeza excessiva e contínua. Alguns até carregam um sorriso no rosto e outros não demonstram muita alteração de humor. Suicídio e depressão podem ter várias faces.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>2. Isolamento, a vida perde o sentido</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">É uma consequência da tristeza excessiva e contínua. O principal alerta é em relação às pessoas que rompem contatos e se trancam dentro do seu mundo, sozinhas, sem querer ninguém por perto. É o desapego de tudo e de todos. Para elas, a vida não tem mais razão. Quem não vê sentido em algo não alimenta qualquer tipo de sentimento por ele. Isso sufoca as <strong>e</strong>moções e expectativas humanas, essenciais para a vida em sociedade.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em>3. Comentários agressivos despropositados</em></h4>
<p style="text-align: justify;">A pessoa pode aproveitar qualquer oportunidade para demonstrar um ódio cada vez mais crescente, contra si, contra familiares ou contra outras pessoas da sociedade.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>4. Roupas diferentes</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">Como a vida perde o sentido para as pessoas com ideias suicidas, elas acabam refletindo isso na forma de se vestir e de se cuidar. Não se preocupam como as outras pessoas vão enxergá-la também pela roupa que vestem, hábito que, infelizmente, é característica da sociedade.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>5. Resolver pendências</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas com tendência ao suicídio têm o hábito de concluir várias tarefas e compromissos antes de praticá-lo. Evitam que seus familiares assumam dívidas deixadas por elas e, para isso, organizam melhor a contabilidade.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>6. Sem perspectivas</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">A falta de expectativas e de planos para a vida talvez seja um dos sinais que possam ser identificados mais facilmente em pessoas com tendência ao suicídio. Elas se entregam a uma nostalgia profunda, que apaga todas as perspectivas.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>7. Atitudes de despedida</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">É comum, também, a busca por despedidas de pessoas que elas consideram importantes. Parte delas faz questão de dar o adeus a amigos de infância, da escola ou da faculdade. Algumas delas também visitam lugares marcantes, que signifiquem algo para elas.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><em><strong>8. Mudança de comportamento, a instabilidade ganha força</strong></em></h4>
<p style="text-align: justify;">Não é regra, mas pessoas com ideias suicidas têm uma tendência a mudarem o comportamento habitual. Às vezes, elas mudam até o tom da própria voz, ficando mais furiosas diante das atitudes dos outros, as quais até há pouco tempo viam como normal. Com isso, elas perdem o senso de humor. Não é só a agressividade que é um sinal: por vezes o silêncio e a clausura também indicam uma situação de angústia que pode se agravar até o suicídio.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Saiba agir diante de alguém com ideias suicidas</strong></h3>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Não julgue, nunca! Os julgamentos de condutas alheias não fazem bem a ninguém, nem a você mesmo. Cada pessoa tem a sua própria subjetividade, que precisa ser respeitada.</li>
<li>Converse de forma direta e objetiva! Esteja pronto para ouvir e estimule a pessoa a conversar, naturalmente, sem pressão, sobre o que se passa na consciência dela em relação ao suicídio.</li>
<li>Não interrompa a conversa! Esteja com disposição para ouvir a pessoa que tem ideias suicidas. O diálogo pode salvar a vida dela, já que, de fato, perceberá que existe alguém se importando com o que está acontecendo.</li>
<li>Evite demonstrar emoções! Não deixe transparecer, no seu comportamento, atitudes e expressões que demonstrem negação e recriminação, enquanto conversa com uma pessoa com ideias suicidas.</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Procure ajuda de profissional especializado</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Não há uma receita pronta para evitar o suicídio. Existem, sim, ações contínuas e que devem ser tomadas, conjuntamente, com profissionais habilitados. O psicanalista/psicólogo exerce um papel fundamental, já que estimulam a pessoa a compreender os seus próprios processos psíquicos.</p>
<p style="text-align: justify;">No texto de hoje, vimos quais são alguns dos sinais indicativos do suicídio. Além disso, como agir diante de alguém com ideias suicidas. É muito importante lembrar que quanto mais cedo for diagnosticada, mais fácil será de ser tratada.</p>
<p style="text-align: justify;">Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles em suas redes sociais?</p>
<p style="text-align: justify;">Grande abraço e até breve!</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
					
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		<title>Suicídio: Precisamos falar disso!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Aug 2017 08:00:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não raro temos ouvido notícias de pessoas, principalmente adolescentes, que cometem suicídio. A palavra ‘suicídio’ está tornando-se, infelizmente, frequente e clichê. Muito mais triste que o sofrimento em si, é a interrupção de uma vida, que poderia com certeza beneficiar a tantos enquanto presente, incluindo o seu próprio crescimento e amadurecimento. Ainda mais triste e&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Não raro temos ouvido notícias de pessoas, principalmente adolescentes, que cometem suicídio. A palavra ‘suicídio’ está tornando-se, infelizmente, frequente e clichê.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito mais triste que o sofrimento em si, é a interrupção de uma vida, que poderia com certeza beneficiar a tantos enquanto presente, incluindo o seu próprio crescimento e amadurecimento. Ainda mais triste e doloroso é constatar que <span id="more-781"></span>essa interrupção foi uma escolha do próprio indivíduo.</p>
<p style="text-align: justify;">O que leva alguém a optar pela morte? Se isso fosse uma proposta de exercício, o que você, leitor(a) acredita que seja motivo o suficiente para cometer tal ato contra si mesmo(a)? O que o (a) faria fazer isso? Forma obscura de olhar para essa questão não é mesmo? Chega a assustar só de pensar&#8230; Ou nem tanto assim?!</p>
<p style="text-align: justify;">Se o sofrimento é subjetivo, ou seja, cada um sofre de uma forma diferente e por motivos particulares, o que levaria alguém a sentir um sofrimento tão grande a ponto de achar que a única saída é deixar de existir? Alguns responderiam que seria após ter vivido um episódio violento, outros diriam que poderia ser por solidão, ou baixa autoestima, ou por cometer um erro tão grande que o arrependimento fosse insuportável&#8230; E por aí vai&#8230; Mas, na realidade, há outra maneira totalmente reversa de refletir sobre o suicídio e que, provavelmente pode ser uma novidade para você!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Suicídio como consequência:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Primeiramente há um fator que muitos confundem: que é a vontade de morrer versus a vontade de querer que o sofrimento ou o problema cesse. Alguns suicidas se deparam na vida com situações e problemas tão complexos e sem resposta, que se sentem minúsculos e incapazes de reverter sua realidade, e isso por si só já os faz acreditar que aquele contexto não mais se resolverá, e que por isso, e por ele (a) ser “incapaz” de solucionar esse cenário atual, é melhor desistir da vida. Nesse caso o suicídio foi provocado primeiramente por situações externas que se configuraram na vida da pessoa e, ao internalizar toda a problemática ao seu redor, o sofrimento e a desistência de si mesmo foi o resultado da equação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Suicídio como fuga ou uma maneira de parar a dor:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Outra forma de buscar compreender o suicídio é quando não importa o contexto, o cenário em que se vive, nem as pessoas com quem se relaciona, a pessoa está internamente deprimida, sentindo-se vítima e algoz ao mesmo tempo. Mesmo que seu mundo seja (de fato) ‘cor de rosa’ e repleto de motivos aparentemente suficientes para fazê-la viver ‘satisfeita’, é como se ela vestisse óculos cujas lentes a faz enxergar tudo cinza e desfavorável, repleto de negatividade, insatisfação. Essa pessoa está deprimida, seu sistema nervoso central está inclusive colaborando para que se sinta assim e suas percepções, sensações, emoções, ações etc.. passam a seguir esse comando, um comando doente. Se for alguém que faz uso de drogas então, a situação se potencializa perigosamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que o suicida pensa na verdade:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Voltando ao que foi colocado anteriormente, e que para alguns pode ser novidade, o suicídio, em seus diversos contextos, é enxergado como solução, como alívio, como uma forma de fazer as dores e o sofrimento pararem. Essa é a ótica do suicida. De que tudo vai se resolver, basta ele não estar mais presente.</p>
<p style="text-align: justify;">O que não é levado em consideração por nenhum deles, haja visto que o sofrimento ocupa todo seu campo de visão, é de que a morte encerrará tudo: o que é ruim e o que é ou pode ser bom. Os problemas e as soluções, afinal suicídio não soluciona nada, apenas agrava (E MUITO) qualquer situação. Quem conhece a situação de perto saberá dizer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como as pessoas tem enxergado o suicídio:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tem pessoas que enxergam o suicídio inclusive como um ato egoísta, de alguém que só pensou em si mesmo e na sua dor, não levando o sofrimento dos outros em consideração ao tomar essa decisão de ‘ir embora’. Enquanto que o suicida alegaria que está enxergando o oposto: sua ausência irá cessar o sofrimento de outras pessoas. Será?</p>
<p style="text-align: justify;">Outros acreditam que suicidar-se é um ato de fraqueza, de fragilidade, de alguém que não foi ‘forte o suficiente’ para aguentar os ‘trancos’ da vida e que sentia-se vítima de tudo. Essa é, na nossa opinião, a pior ótica de todas, pois assim como o sofrimento, ‘fragilidade’ e fraqueza’ são termos extremamente subjetivos e que para cada pessoa pode significar algo diferente. E esse nem é o ponto que nos chama mais atenção&#8230; Para ser capaz de se matar, é porque na realidade, a pessoa esgotou suas forças, e não porque não foi forte! Ela esgotou as possibilidades, foi forte, enquanto pôde. Ela pode ter optado por sua própria morte, mas não deixou de ser forte por conta disso. E cá entre nós, para conseguir tirar a própria vida, exige-se muita coragem e motivação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Visão das autoras:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não somos sempre vítimas de nossa realidade, pois quem as causa na maior parte das vezes somos nós mesmos. Contudo, somos imperfeitos, somos problemáticos, não temos força e inteligência para fazermos tudo sozinhos, e existem pessoas que se sentem e de fato, estão completamente (e infinitamente) sós nesse mundo, precisando ser enxergadas, amadas e cuidadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, preferimos infinitamente buscar compreender, ler nas entrelinhas, ouvir o que não é dito, perceber o que não é feito e tentar, com todas nossas forças, exercer a compaixão e o amor pelas pessoas, ao invés de colocar uma venda nos olhos negando a oportunidade que temos a todo instante, de mudar essa estatística do suicídio. Nossa realidade tem muito de nós e muito dos outros, mas também é feita de todos nós juntos. Se um adoece, todos estamos adoecendo junto, afinal somos um sistema, funcionamos em rede.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale a pena sempre nos lembrarmos da máxima: “Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você”. Não esqueça, não ignore sinais, não diminua, não culpe ou julgue o sofrimento alheio. Tente ter o máximo de empatia e compaixão. Comece com um sorriso, com um suspiro, com um passo e no seu ritmo, a construir um mundo melhor para se viver.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autora: Natália Ceará &#8211; Psicóloga, Palestrante &amp; Criadora do curso Autêntica-Mente</strong>, cujo intuito é que você performe com autenticidade na vida e na carreira. Estruturado a partir de mais de 13 anos de experiência (como profissional autônoma e celetista) e que utiliza ferramentas e técnicas de autoconhecimento e  inteligência emocional para garantir resultados sólidos e mensuráveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contatos:</strong> (19) 98456-5566 (Whatsapp disponível de segunda á sexta das 09h às 19h) ou pelo e-mail nataliacceara@gmail.com<br />
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