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	<title>Arquivo de Psicologia: Transtornos Neurológicos - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Demência: quais são os primeiros sinais?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Nov 2024 00:46:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Psicologia: Doenças Degenerativas]]></category>
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					<description><![CDATA[A demência é uma condição neurológica progressiva que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares. Os primeiros indícios podem ser sutis e frequentemente confundidos com os efeitos naturais do envelhecimento. No entanto, reconhecer essas manifestações iniciais pode fazer uma grande diferença no manejo&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A demência é uma condição neurológica progressiva que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares.</p>
<p>Os primeiros indícios podem ser sutis e frequentemente confundidos com os efeitos naturais do envelhecimento. No entanto, reconhecer essas manifestações iniciais pode fazer uma grande diferença no manejo da doença.</p>
<p>Então, continue lendo este artigo para entender o que é a demência, quais são seus sinais iniciais e como prevenir essa condição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que é demência?</strong><span id="more-2872"></span></p>
<p>A demência é um termo geral usado para descrever uma série de condições que envolvem declínio cognitivo e comprometimento das habilidades intelectuais suficientes para interferir nas atividades diárias e no funcionamento independente de uma pessoa.</p>
<p>Não é uma doença específica, mas sim um grupo de sintomas associados a várias doenças e condições que afetam o cérebro.</p>
<p>Embora muitos acreditem se tratar apenas da perda de memória – e esse de fato seja um sintoma central da demência, esta condição envolve muito mais do que apenas lapsos de memória.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são as causas e os fatores de risco da demência?</strong></p>
<p>A demência é uma condição complexa que pode resultar de diversas causas e ser influenciada por múltiplos fatores de risco.</p>
<p>Por isso, destacamos as principais causas associadas ao desenvolvimento da demência:</p>
<p><strong>Doenças neurodegenerativas:</strong></p>
<p>1 &#8211; Alzheimer: Principal causa dessa condição, caracterizada pelo acúmulo de placas beta-amiloides e emaranhados de proteínas tau no cérebro.</p>
<p>2 &#8211; Doença de Parkinson: Em estágios avançados, pode levar à demência devido à degeneração progressiva das células nervosas.</p>
<p>3 &#8211; Corpos de Lewy: Resulta do acúmulo de corpos de Lewy no cérebro, afetando a cognição e o movimento.</p>
<p><strong>Problemas vasculares:</strong></p>
<p>A demência vascular pode ser causada por problemas no fluxo sanguíneo para o cérebro, então frequentemente após derrames que danificam os vasos sanguíneos cerebrais.</p>
<p><strong>Traumatismo craniano:</strong></p>
<p>Lesões na cabeça que causam danos ao cérebro, especialmente múltiplas lesões ao longo do tempo, podem levar ao desenvolvimento do transtorno.</p>
<p><strong>Doenças:</strong></p>
<p>O HIV é uma doença que pode levar à demência devido à infecção direta do cérebro.</p>
<p><strong>Doenças metabólicas:</strong></p>
<p>Deficiências nutricionais, como a deficiência de vitamina B12, pode causar problemas neurológicos.</p>
<p><strong>Exposição a toxinas:</strong></p>
<p>Substâncias tóxicas, como o abuso de álcool, drogas ou exposição a metais pesados, podem causar danos cerebrais, levando à demência.</p>
<p>Existem vários fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de uma pessoa desenvolver demência ao longo da vida. Então, estes fatores podem ser modificáveis, como hábitos de vida, ou não modificáveis, como a genética e a idade.</p>
<p>Dessa forma, alguns fatores de risco podem ser:</p>
<p><strong>&#8211; </strong><strong>Idade</strong>: o risco de demência aumenta significativamente com a idade, especialmente após os 65 anos.</p>
<p>&#8211; <strong>Histórico familiar</strong>: ter um parente próximo com demência aumenta o risco, sugerindo um componente genético.</p>
<p>&#8211; <strong>Genética</strong>: certos genes, como o gene APOE-e4, estão associados a um risco aumentado de doença de Alzheimer.</p>
<p><strong>&#8211; Doenças cardiovasculares</strong>: A hipertensão e a diabetes são doenças que podem danificar os vasos sanguíneos e aumentam o risco de desenvolver essa condição.</p>
<p><strong>&#8211; Estilo de vida</strong>: o sedentarismo, tabagismo e ausência de uma dieta saudável são elementos que podem contribuir para o desenvolvimento da doença.</p>
<p><strong>&#8211; Nível educacional:</strong> baixo nível de educação está associado a um risco maior de demência, possivelmente devido a menos estímulo cognitivo ao longo da vida.</p>
<p><strong>&#8211; Depressão:</strong> a depressão na meia-idade ou na velhice pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de demência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais são os estágios da demência? E seus primeiros sinais?</strong></p>
<p>A demência é uma condição progressiva que se desenvolve ao longo do tempo. Assim, seus estágios variam desde os sintomas iniciais leves até o comprometimento grave das funções cognitivas e físicas.</p>
<p>Abaixo listamos os estágios dessa condição e os sinais típicos de cada um:</p>
<p>1 &#8211; Estágio inicial (leve)</p>
<p>No estágio inicial, os sintomas são geralmente sutis e podem ser facilmente confundidos com os efeitos normais do envelhecimento.</p>
<p>No entanto, reconhecer esses sinais precocemente pode ajudar a buscar um diagnóstico e intervenções adequadas, sendo eles:</p>
<ul>
<li>Perda de memória recente</li>
<li>Dificuldade em encontrar palavras</li>
<li>Desorientação</li>
<li>Perda de iniciativa</li>
<li>Dificuldade em realizar tarefas complexas</li>
</ul>
<p>2 &#8211; Estágio intermediário (moderado)</p>
<p>No estágio intermediário, os sintomas tornam-se mais evidentes e começam a interferir de forma significativa na vida diária.</p>
<p>Os pacientes podem necessitar de mais assistência e supervisão, pois os sintomas podem envolver:</p>
<ul>
<li>Dificuldade em realizar tarefas diárias</li>
<li>Alterações de personalidade</li>
<li>Não reconhecimento de pessoas próximas</li>
<li>Esquecimento de datas importantes</li>
<li>Mudanças comportamentais extremas</li>
</ul>
<p>3 &#8211; Estágio avançado (grave)</p>
<p>No estágio avançado, essa condição afeta gravemente a capacidade de funcionar de maneira independente.</p>
<p>Dessa forma, a necessidade de cuidados constantes aumenta significativamente, com sintomas como:</p>
<ul>
<li>Perda severa de memória</li>
<li>Dificuldade extrema de comunicação</li>
<li>Dependência total com necessidades básicas</li>
<li>Problemas de mobilidade e fisiológicos</li>
<li>Mudanças comportamentais extremas</li>
</ul>
<p><strong>Quais são os principais tipos de demência?</strong></p>
<p>Essa condição pode resultar de diferentes doenças que afetam o cérebro, sendo que os principais tipos de demência, cada um com suas características distintas são:</p>
<ul>
<li>Alzheimer</li>
<li>Demência frontotemporal</li>
<li>Parkinson</li>
<li>Doença de Huntington</li>
<li>Demência mista</li>
</ul>
<p>Vale ressaltar que cada tipo apresenta características e sintomas específicos, o que requer abordagens de tratamento e cuidados individualizados de cada caso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>É possível prevenir a demência?</strong></p>
<p>Embora não haja uma forma garantida de prevenir completamente a demência, algumas estratégias podem reduzir o risco ou retardar sua progressão.</p>
<p>Assim, adotar um estilo de vida saudável é essencial, bem como manter uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais, peixes e com a redução de gorduras saturadas e açúcares.</p>
<p>Além disso, exercícios físicos regulares e atividades mentais, como leitura e jogos de lógica, são importantes para manter a mente ativa.</p>
<p>Cuidados com a saúde, como manter a pressão arterial, os níveis de colesterol e a diabetes sob controle também ajudam a evitar danos vasculares no cérebro.</p>
<p>Por fim, manter-se socialmente ativo e mentalmente estimulado ajuda a preservar a função cognitiva, sendo que a junção dessas práticas pode contribuir significativamente para a redução do risco de demência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como diagnosticar e tratar a demência?”</strong></p>
<p>O diagnóstico da demência envolve uma série de avaliações para identificar a presença e a causa dos sintomas cognitivos.</p>
<p>O processo começa com uma revisão detalhada da história médica pessoal e familiar, buscando identificar fatores de risco e sintomas associados.</p>
<p>Em seguida, um exame físico e neurológico é realizado para detectar sinais de problemas neurológicos e outras condições de saúde. Um bom exemplo são os testes cognitivos e neuropsicológicos para avaliar a memória, a capacidade de resolver problemas, habilidades linguísticas e outras funções cognitivas.</p>
<p>Além disso, exames laboratoriais, como testes de sangue e urina, são feitos para descartar deficiências nutricionais, problemas hormonais ou outras condições médicas que possam causar sintomas semelhantes aos da demência.</p>
<p>Imagens cerebrais, incluindo tomografias computadorizadas, ressonâncias magnéticas e tomografias por emissão de pósitrons, ajudam a identificar alterações no cérebro, como atrofia, tumores ou problemas vasculares.</p>
<p>Paralelamente, a avaliação psiquiátrica também é importante para descartar condições psiquiátricas, como depressão e ansiedade, que podem imitar ou coexistir com a demência.</p>
<p>Em termos de tratamento, existem alguns caminhos mais tradicionais, como:</p>
<p>Uso de medicamentos: inibidores da acetilcolinesterase e antagonistas do receptor NMDA;</p>
<p>Terapias: Terapia que estimule a parte cognitiva e atividades recreativas;</p>
<p>Mudanças no estilo de vida: adoção de uma dieta saudável e prática de exercícios físicos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Portanto, identificar a demência precocemente e iniciar um plano de tratamento adequado pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes e de seus cuidadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gostou desse post? Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles?</p>
<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>Hiperatividade: conheça alguns sinais e fique atento!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Jun 2023 03:04:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[A hiperatividade pode ser difícil de identificar. Então, os sintomas podem ser confundidos com sintomas de condições de saúde mental específicas, o que acaba tornando o diagnóstico mais lento. Além disso, psicólogos afirmam que os sinais de hiperatividade são diferentes em crianças e adultos, embora muitas pessoas acreditem que adultos não possam ser hiperativos. A verdade é que eles podem sim&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A hiperatividade pode ser difícil de identificar. Então, os sintomas podem ser confundidos com sintomas de condições de saúde mental específicas, o que acaba tornando o diagnóstico mais lento.</p>
<p>Além disso, psicólogos afirmam que os sinais de hiperatividade são diferentes em crianças e adultos, embora muitas pessoas acreditem que adultos não possam ser hiperativos. A verdade é que eles podem sim e a hiperatividade na vida adulta traz consequências, sobretudo, para a vida profissional e social. No post de hoje, compartilhamos alguns sinais comuns de hiperatividade em todas as idades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>O que é hiperatividade?</strong></h3>
<p><span id="more-2696"></span></p>
<p>A hiperatividade é um estado de intensa agitação ligado à ansiedade. Ele pode se manifestar por meio de desordem motora ou mental. Por conta disso, a pessoa hiperativa tem dificuldade de ficar quieta, principalmente as crianças.</p>
<p>Crianças hiperativas não são apenas “agitadas”, mas, sim, possuem dificuldade para conter a inquietação crescente, ainda que ela apareça em situações corriqueiras que ‘não deveriam’ causar inquietação.</p>
<p>Por isso, a hiperatividade é, ainda, um sintoma do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), condição do neuro desenvolvimento caracterizada pela falta de atenção e inquietação extrema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>O que pode ser confundido com hiperatividade?</strong></h3>
<p>Normalmente, o TDAH é diagnosticado em crianças consideradas “muito agitadas”, mas é cada vez mais comum que jovens e adultos recebam esse diagnóstico após perceberem certas dificuldades.</p>
<p>Por exemplo, percebem que sempre tiveram problemas para prestar atenção nas aulas e, por isso, iam mal na escola ou na faculdade. Não era uma questão de “má vontade”, “indisciplina” ou “preguiça”, mas de dificuldade de concentração e memorização.</p>
<p>O diagnóstico tardio tende a acontecer porque essa condição é muitas vezes confundida com outras, como o transtorno de bipolaridade, o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e até o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).</p>
<p>Nem todo comportamento que parece hiperativo tem ligação com a hiperatividade. Se alguém já apresentou um ou dois sintomas muitos anos atrás ou recentemente, é provável que eles não tenham ligação com o TDAH ou a hiperatividade. Ainda assim, vale investigar a situação com o médico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Como diagnosticar a hiperatividade?</strong></h3>
<p>Assim que os primeiros sinais de hiperatividade forem notados em crianças, os pais já podem levar os pequenos ao médico ou ao psicólogo para fazer uma avaliação.</p>
<p>Já no caso de adultos, eles mesmos podem procurar um profissional ao analisar quais comportamentos hiperativos estão presentes em suas vidas. Para um adolescente ou adulto receber o diagnóstico de TDAH, os sintomas precisam estar presentes desde antes dos 12 anos.</p>
<p>Na consulta com o médico psiquiatra, é normalmente feito um questionário para identificar quais sintomas estão presentes e a sua severidade. Após a avaliação, o médico monta um plano de tratamento e pode encaminhar o paciente para um psicólogo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Qual a idade para diagnosticar hiperatividade?</strong></h3>
<p>Não existe uma idade certa para o diagnóstico da hiperatividade, mas ele costuma acontecer na infância devido à familiaridade de como os sintomas se manifestam nesta faixa etária. Além da família, professores podem identificar comportamentos hiperativos nos pequenos e apontá-los para os pais.</p>
<p>A hiperatividade se manifesta de modo diferente em jovens e adultos, por isso, entender que os sintomas são, de fato, sinais de hiperatividade tende a levar mais tempo.</p>
<p>Não raro essas pessoas internalizam crenças negativas sobre si mesmas em razão do que é dito por terceiros. Por exemplo, se acham preguiçosas, burras ou incompetentes. Assim, essas pessoas não procuram ajuda profissional para tentar entender o seu próprio comportamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Sinais de hiperatividade</strong></h3>
<p>Como dito, a hiperatividade pode se manifestar de diversas formas, tais como:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1- Impulsividade</strong></p>
<p>A impulsividade é um dos sinais mais comuns de hiperatividade. Pessoas hiperativas tomam decisões precipitadas das quais normalmente se arrependem depois. Na vida adulta, a dificuldade para controlar impulsos pode refletir negativamente na sua vida financeira. O indivíduo pode desenvolver o hábito de adquirir objetos ou serviços desnecessários para satisfazer uma necessidade momentânea, endividando-se no processo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2- Desorganização</strong></p>
<p>A agitação da hiperatividade se manifesta tanto na inquietação corporal quanto de pensamento. Sendo assim, pessoas hiperativas costumam ser desorganizadas. Elas deixam os cômodos desarrumados e objetos fora do lugar e não se lembram onde os colocaram durante o momento de distração. Da mesma forma, perdem objetos importantes, como chaves ou documentos, com frequência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3- Dificuldade de gerir o tempo</strong></p>
<p>A desorganização também se estende para a capacidade de gerenciar o tempo. Pessoas hiperativas podem se esquecer e se atrasar para compromissos com mais frequência. Não quer dizer que elas não os consideram importantes. Há estudos que apontam que a percepção do tempo é diferente para alguns indivíduos diagnósticos com TDAH, especialmente em crianças.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>4- Inquietação</strong></p>
<p>A inquietação é um dos sintomas centrais da hiperatividade. Ela pode ser percebida nos seguintes comportamentos:</p>
<ul>
<li>Movimentar os pés e as mãos;</li>
<li>Falar demais ou rapidamente;</li>
<li>Andar pelos cômodos;</li>
<li>Distrair-se facilmente durante uma aula ou atividade que requer atenção prolongada;</li>
<li>Sempre estar mexendo em objetos;</li>
<li>Ter dificuldade para esperar a sua vez; e</li>
<li>Sensação de inquietude, como se algo precisasse ser feito para contê-la.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>5- Alterações no humor</strong></p>
<p>Outro sinal de hiperatividade é a alteração no humor. Pessoas hiperativas tendem a sentir emoções intensas, como raiva, frustração e decepção. A impressão passada para os demais é que a pessoa muda de humor rapidamente sem razão ou por motivos demasiadamente simples, como não ter o produto que ela gosta no supermercado. O que acontece, na verdade, é que ela tem dificuldade para controlar as suas emoções e impulsos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>6- Dificuldade para lidar com o estresse</strong></p>
<p>A resposta ao estresse também costuma ser elevada. Assim, quem tem hiperatividade sente os efeitos do estresse, como irritabilidade, falta de energia, dificuldade para dormir e alterações nos hábitos alimentares, mais intensamente. Do mesmo modo, têm dificuldade para controlá-los, sofrendo com os efeitos do estresse por mais tempo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>7- Problemas para completar tarefas</strong></p>
<p>A falta de organização e a percepção diferenciada do tempo acaba prejudicando a conclusão de tarefas dentro de determinados prazos. Pessoas hiperativas conseguem executar e concluir tudo o que se sujeitam a fazer, mas podem se atrapalhar durante a atividade.</p>
<p>A ansiedade para terminar no prazo e seguir o ritmo dos outros pode conduzir a erros e elevar os níveis de estresse. Então, é preciso compreender que pessoas hiperativas simplesmente possuem outras maneiras de fazer as coisas, as quais podem exigir mais tempo. E não há nada de errado nisso!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>8- Baixa tolerância à frustração</strong></p>
<p>Outro sinal de hiperatividade é a baixa tolerância à frustração. Como pessoas hiperativas possuem dificuldade de regular as suas emoções, é comum que não respondam bem à frustração. Por isso, desistem mais rapidamente de atividades que consideram frustrantes ou possuem reações mais exageradas à frustração do que quem não tem hiperatividade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Como a terapia pode ajudar com a hiperatividade?</strong></h3>
<p>O tratamento para a hiperatividade ou o TDAH em crianças tende a ser composto por vários profissionais, como o médico, o psicólogo, o fonoaudiólogo, entre outros.</p>
<p>Tanto os pais quanto a escola são agentes ativos durante o tratamento, sobretudo, na terapia. O psicólogo precisa conversar com os pais e com o psicólogo da escola ou professores para compreender o quadro da criança e acompanhar a sua evolução. Desta forma, o profissional consegue fazer uma avaliação completa.</p>
<p>No caso dos adultos, a terapia possui várias funções: ajudar na organização pessoal, profissional ou acadêmica, trabalhar a autoestima, ensinar a gerenciar a ansiedade, promover o controle da impulsividade, entre outros.</p>
<p>Através de um conjunto de hábitos e técnicas, pacientes adultos encontram a sua fórmula ideal para lidar com a hiperatividade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Como lidar com a hiperatividade no dia a dia?</strong></h3>
<p>Além do tratamento com especialistas, pessoas hiperativas podem seguir as seguintes dicas para minimizar o impacto da inquietação no dia a dia:</p>
<ul>
<li>Diminuir o consumo de alimentos estimulantes, como café, chá preto, energéticos, refrigerantes, entre outros;</li>
<li>Praticar meditação para promover um estado mental de tranquilidade;</li>
<li>Simplificar tarefas, quebrando-as em metas pequenas para evitar a sobrecarga;</li>
<li>Praticar técnicas relaxantes, como respiração profunda e visualização, para clarear os pensamentos;</li>
<li>Ter uma agenda, seja física ou digital, para conferir os compromissos do dia e semana;</li>
<li>Praticar exercícios físicos;</li>
<li>Fazer caminhadas; e</li>
<li>Procurar analisar um desejo antes de ceder à impulsividade.</li>
</ul>
<p>A ausência de tratamento da hiperatividade na infância pode fazer com que, na vida adulta, as pessoas tenham dificuldade de regular emoções, gerenciar a frustração, desenvolver habilidades sociais para a convivência profissional e aprender a controlar impulsividade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<item>
		<title>Afeto Pseudobulbar ou Transtorno da expressão emocional involuntária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2019 00:02:18 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Emoções X Doenças]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos Neurológicos]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;O transtorno da expressão emocional involuntária (involuntary emotional expression disorder ou IEED) consiste em um transtorno do afeto, caracterizado por uma dificuldade em controlar a expressão emocional, que se apresenta por episódios breves e estereotipados de riso e/ou choro incontroláveis. Pode estar relacionado a diversas patologias encefálicas, em variadas localizações anatômicas.&#8221; Pois é, o transtorno&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8220;O transtorno da expressão emocional involuntária (<i>involuntary emotional expression disorder ou IEED</i>) consiste em um transtorno do afeto, caracterizado por uma dificuldade em controlar a expressão emocional, que se apresenta por episódios breves e estereotipados de riso e/ou choro incontroláveis. Pode estar relacionado a diversas patologias encefálicas, em variadas localizações anatômicas.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Pois é, o transtorno vivenciado por nosso conhecido Coringa,<span id="more-1287"></span> no mais recente filme lançado no cinema que conta sua história, é bastante complexo de se lidar. No próprio filme o personagem Arthur Fleck (que mais tarde vem a se tornar o vilão Coringa) enfrenta essa realidade e, no seu caso, são as risadas ininterruptas que muitas vezes o colocam em grandes &#8220;saias justas&#8221;, pois as pessoas ao seu redor não entendem sua reação emocional frente a determinadas situações.</p>
<p style="text-align: justify;">Em sua própria defesa, Arthur possui um cartão no bolso que entrega às pessoas que reagem aos seus acessos de riso, explicando sua condição neurológica. Essas são as únicas informações que colocaremos por aqui sobre o filme, pois se expandirmos, será spoiler! E não temos esse objetivo!</p>
<p style="text-align: justify;">Um artigo científico publicado na revista clínica psiquiátrica ScieLo em 2008, explica:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;No transtorno da expressão emocional involuntária, as crises de choro e/ou riso, além de serem incontroláveis, tendem a ser desproporcionais ao estímulo recebido, podendo estar completamente dissociada do estado de humor do paciente ou mesmo ser contraditória ao contexto no qual o estímulo está inserido&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">No filme inclusive é percebido que a reação com as risadas ocorre exatamente nos momentos de maior tristeza vivenciados pelo personagem, Ou seja, a reação esperada é que tivesse tristeza, chorasse, sentisse raiva, mas acaba soltando risadas compulsivamente, tentando até forçar a parada, o que causa acessos de tosse algumas vezes, mas em vão, pois as risadas não cessam. E ao contrário do que se pode pensar, não se trata de um riso agradável e leve, mas sim uma risada patológica, parecendo forçada.</p>
<p style="text-align: justify;">As causas desse transtorno ainda vem sendo estudadas, porém vão desde traumas na cabeça à aspectos sócio-ambientais. Infelizmente não há cura uma vez que o transtorno é diagnosticado com 100% de certeza, mas há tratamento que diminui a incidência das crises, melhora a qualidade de vida do(a) paciente e suas relações no geral, tanto com medicações quanto com a psicoterapia e, eventualmente, exames clínicos e de imagem que possam monitorar a situação da pessoa acometida pelo afeto pseudobulbar.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pesquisadores responsáveis pelo artigo científico citado anteriormente, concluíram o seguinte em seu estudo:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;As crises de riso ou choro involuntários que constituem o paradigma do IEED podem levar a fobias secundárias e, conseqüentemente, a um isolamento e a um importante prejuízo no funcionamento social, ocupacional e familiar do indivíduo. Pacientes acometidos desse transtorno, assim como suas famílias, encontram-se desamparados em virtude do subdiagnóstico, do desconhecimento e, muitas vezes, da falta de abordagem e valorização dessa condição clínica por parte de seu médico-assistente, o que, não raro, potencializa o sofrimento advindo dos episódios de desinibição emocional.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a correta identificação e conduta do transtorno tornam-se imprescindíveis, na medida em que um tratamento adequado e bem indicado pode reduzir os sintomas, minimizar seu acentuado impacto negativo, melhorando a qualidade de vida e, até mesmo, o engajamento do paciente em programas de reabilitação.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudos futuros ainda se fazem necessários para um melhor entendimento acerca da fisiopatologia e fenomenologia do transtorno da expressão emocional involuntária, com metodologias mais adequadas, amostras maiores, instrumentos de avaliação adequados e validados que possibilitem a obtenção de dados mais homogêneos e consistentes.&#8221;</p>
<p>Esperamos que tenham gostado do artigo e que possam voltar sempre para acompanhar nossas próximas postagens! Muito obrigada por sua presença por aqui e, aproveite para compartilhar esse conteúdo com quem você acredita que possa se beneficiar dele, em suas redes e deixe seu comentário ou dúvida!</p>
<p>Grande abraço e até breve!</p>
<p><strong>Referência: </strong>&#8220;Transtorno da expressão emocional involuntária&#8221;. Rev. psiquiatr. clín. vol.35 no.1 São Paulo  2008.</p>
<p>Link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0101-60832008000100004 (colar na barra de endereços do seu navegador).</p>
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		<title>Entendendo o Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Sep 2018 08:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos de Personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos Neurológicos]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[dificuldades familiares e escolares]]></category>
		<category><![CDATA[TOD]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno opositivo-desafiador]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com o site neurosaber: &#8220;Quem de nós nunca se deparou com uma criança extremamente opositiva, desafiadora, que discute por qualquer coisa, que não assume seus erros ou responsabilidades por falhas e que costuma sempre se indispor com os demais de seu grupo ou de sua família de maneira a demonstrar que a cada&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<header class="entry-header">
<p class="entry-title" style="text-align: justify;">De acordo com o site neurosaber: &#8220;Quem de nós nunca se deparou com uma criança extremamente opositiva, desafiadora, que discute por qualquer coisa, que não assume seus erros ou responsabilidades por falhas e que costuma sempre se indispor com os demais de seu grupo ou de sua família de maneira a demonstrar que a cada situação será sempre difícil convencê-lo, mesmo que a lógica mostre que suas opções estão evidentemente equivocadas? Se você conhece uma criança assim, provavelmente ela tem <strong>Transtorno Opositivo-Desafiador&#8221;</strong>.</p>
</header>
<p><span id="more-1055"></span></p>
<div class="entry-content content">
<p style="text-align: justify;">Seguindo o texto publicado na página, tal quadro leva a severas dificuldades de tempo e de avaliação para analisar regras e opiniões alheias e intolerância às frustrações, levando a reações agressivas, intempestivas, sem qualquer diplomacia ou controle emocional. Essas crianças costumam ser discriminadas, perdem oportunidades e desfazem círculos de amizades. Não raro, sofrem bullying e são retiradas de eventos sociais e de programações da escola por causa de seu <em>comportamento difícil</em>. Os pais evitam sair ou passear com elas e muitas vezes as deixam com parentes ou em casa. Entre os irmãos, são preteridos, mal falados e considerados como “ovelhas negras” tratados, assim, diferentes e mais criticados pelos pais.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Os sintomas do TOD podem aparecer em qualquer momento da vida, mas é mais comum entre os 6 e 12 anos</h3>
<p>A associação com TDAH é frequente (50% dos casos), deve ser observada e investigada em todas estas crianças para que sejam tomadas as medidas necessárias, a fim de prevenir problemas de aprendizagem e baixo rendimento escolar. O ambiente doméstico costuma ser conturbado, com pais divergentes quanto ao modo de educar e conduzir o (a) filho (a) e de como estabelecer parâmetros, mas evidências mostram que existem fatores genéticos e neurofisiológicos predispondo o seu desenvolvimento.</p>
</div>
<div class="entry-content content"></div>
<div class="entry-content content">
<p>Conforme artigo publicado na base científica <em>Scielo</em>, em 2004, intitulado, seguem alguns dados curiosos acerca dos aspectos familiares e funcionamento escolar da criança que apresenta TOD:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Em um estudo comparando pacientes com TDAH com e sem TDO, Kadesjo et al encontraram que ter pais divorciados e mãe com baixo nível socioeconômico era mais comum no grupo comórbido. Frick et al demonstraram que as crianças com TDO distinguiram-se dos controles clínicos por seus pais terem uma maior prevalência de transtorno de personalidade anti-social e de transtorno por abuso de substâncias.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Seguindo com o texto do site &#8220;Neurosaber&#8221;, o tratamento desta condição é multidisciplinar e depende de três eixos: medicação, psicoterapia comportamental e suporte escolar. A medicação auxilia em boa parte dos pacientes e melhora a auto-regulação de humor frente às frustrações; a psicoterapia deve centrar em <em>mudanças comportamentais</em> na família com medidas de manejo educacional (dar bons exemplos, dialogar com a criança, ter paciência ao falar, explicar o motivo das ordens dadas, etc.); e, em relação ao suporte escolar, deve-se oferecer apoio, reforço e abertura para um bom diálogo, pois esta abertura melhora o engajamento do aluno opositor às regras escolares e a se distanciar de maus elementos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se gostou desse material, compartilhe com seus familiares e amigos, em suas redes sociais e deixe-nos seu comentário! Obrigada por visitar nosso blog! Apareça sempre! A cada 15 dias temos um novo artigo publicado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências:</strong></p>
<p>1- Texto do site: neurosaber.com.br: &#8220;Entenda o que é o Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD)&#8221;.</p>
</div>
<ul>
<li class="entry-content content">Link de acesso: https://neurosaber.com.br/entenda-o-que-e-o-transtorno-opositivo-desafiador-tod/</li>
</ul>
<div class="entry-content content">
<p style="text-align: justify;">2- Artigo publicado em 2004 na base científica Scielo do Brasil: &#8220;Transtorno desafiador de oposição: uma revisão de correlatos neurobiológicos e ambientais, comorbidades, tratamento e prognóstico&#8221;. Autores: Maria Antonia Serra-Pinheiro, Marcelo Schmitz, Paulo Mattos e Isabella Souza. [Rev Bras Psiquiatr 2004;26(4):273-6]</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Link para PDF:http://www.scielo.br/pdf/rbp/v26n4/a13v26n4.pdf</li>
</ul>
</div>
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		<title>ESQUIZOFRENIA: 1% da população mundial é vítima da doença!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Nov 2016 16:17:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Fundamentais]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos Neurológicos]]></category>
		<category><![CDATA[doença mental]]></category>
		<category><![CDATA[Esquizofrenia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologos]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[Um jovem de classe média abandona a casa dos pais para viver pelas ruas. Depois, troca o jeans de grife por cobertores fedorentos e as aulas de medicina por longas conversas com mendigos. Parece até chantagem emocional, típica de um rebelde sem causa desesperado por atenção. Este caso, no entanto, saiu de uma das gavetas&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Um jovem de classe média abandona a casa dos pais para viver pelas ruas. Depois, troca o jeans de grife por cobertores fedorentos e as aulas de medicina por longas conversas com mendigos. Parece até chantagem emocional, típica de um rebelde sem causa desesperado por atenção. Este caso, no entanto, saiu de uma das gavetas do psiquiatra Rodrigo Bressan, coordenador do programa de esquizofrenia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). &#8220;Há uma tendência em associar a esquizofrenia com demência. Na verdade, tratava-se de um rapaz com muito potencial. Hoje, após tratamento, cursa pós-graduação em economia na PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)&#8221;, relata o médico.</p>
<p style="text-align: justify;">A esquizofrenia é uma doença mental crônica<span id="more-478"></span> que se manifesta na adolescência ou início da idade adulta. Sua frequência na população em geral é da ordem de 1 para cada 100 pessoas, havendo cerca de 40 casos novos para cada 100.000 habitantes por ano. No Brasil estima-se que há cerca de 1,6 milhão de esquizofrênicos; a cada ano cerca de 50.000 pessoas manifestam a doença pela primeira vez. Ela atinge em igual proporção homens e mulheres, em geral inicia-se mais cedo no homem, por volta dos 20-25 anos de idade, e na mulher, por volta dos 25-30 anos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Sintomas:</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">A esquizofrenia apresenta várias manifestações, afetando diversas áreas do funcionamento psíquico.  Os principais sintomas são:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>delírios: são ideias falsas, das quais o paciente tem convicção absoluta. Por exemplo, ele se acha perseguido ou observado por câmeras escondidas, acredita que os vizinhos ou as pessoas que passam na rua querem lhe fazer mal.</li>
<li>alucinações: são percepções falsas dos órgãos dos sentidos. As alucinações mais comuns na esquizofrenia são as auditivas, em forma de vozes. O paciente ouve vozes que falam sobre ele, ou que acompanham suas atividades com comentários. Muitas vezes essas vozes dão ordens de como agir em determinada circunstância. Outras formas de alucinação, como visuais, táteis ou olfativas podem ocorrer também na esquizofrenia.</li>
<li>alterações do pensamento: as ideias podem se tornar confusas, desorganizadas ou desconexas, tornando o discurso do paciente difícil de compreender. Muitas vezes o paciente tem a convicção de que seus pensamentos podem ser lidos por outras pessoas, ou que pensamentos são roubados de sua mente ou inseridos nela.</li>
<li>alterações da afetividade: muitos pacientes tem uma perda da capacidade de reagir emocionalmente às circunstancias, ficando indiferente e sem expressão afetiva. Outras vezes o paciente apresenta reações afetivas que são incongruentes, inadequadas em relação ao contexto em que se encontra. Torna-se pueril e se comporta de modo excêntrico ou indiferente ao ambiente que o cerca.</li>
<li>diminuição da motivação: o paciente perde a vontade, fica desanimado e apático, não sendo mais capaz de enfrentar as tarefas do dia a dia. Quase não conversa, fica isolado e retraído socialmente.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Outros sintomas, como dificuldade de concentração, alterações da motricidade, desconfiança excessiva, indiferença, podem aparecer na esquizofrenia. Dependendo da maneira como os sintomas se agrupam, é possível caracterizar os diferentes subtipos da doença. A esquizofrenia evolui geralmente em episódios agudos onde aparecem os vários sintomas acima descritos, principalmente delírios e alucinações, intercalados por períodos de remissão, com poucos sintomas manifestos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Causas:</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Ainda não se conhecem as causas exatas da esquizofrenia. Sabe-se que a hereditariedade é um fator importante, pois pessoas que têm um familiar com esquizofrenia têm maior chance de desenvolver a doença, mas ainda não se conhecem os genes envolvidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns pesquisadores acreditam que a esquizofrenia é resultado de uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Certas pessoas nascem com essa tendência, mas o problema só aparece se forem expostas a determinados fatores ambientais.</p>
<p style="text-align: justify;">Não existe um consenso sobre quais seriam os fatores ambientais envolvidos, mas estudos sugerem que infecções durante a gravidez e complicações no parto podem contribuir para que uma criança nasça com uma vulnerabilidade para a esquizofrenia e venha a desenvolver a doença em um estágio posterior do desenvolvimento.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Diagnostico:</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Não há exames médicos disponíveis capazes de diagnosticar a esquizofrenia. Para que o paciente seja diagnosticado com esquizofrenia, um psiquiatra deve examinar o paciente para confirmar se é um caso da doença ou não. O diagnóstico é feito com base em uma entrevista minuciosa com a pessoa e seus familiares e após descartar outras doenças que também podem cursar com os mesmos sintomas psicóticos da esquizofrenia, mas que decorrem de outras doenças que atingem o cérebro.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Tratamento:</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O tratamento da esquizofrenia visa ao controle dos sintomas e a reintegração do paciente. O tratamento da esquizofrenia requer duas abordagens: medicamentosa e psicossocial. O tratamento medicamentoso é feito com remédios chamados antipsicóticos ou neurolépticos. Eles são utilizados na fase aguda da doença para aliviar os sintomas psicóticos, e também nos períodos entre as crises, para prevenir novas recaídas. A maioria dos pacientes precisa utilizar a medicação ininterruptamente para não ter novas crises. Assim o paciente deve submeter-se a avaliações médicas periódicas; o médico procura manter a medicação na menor dose possível para evitar recaídas e evitar eventuais efeitos colaterais. As abordagens psicossociais são necessárias para promover a reintegração do paciente à família e à sociedade. Devido ao fato de que alguns sintomas (principalmente apatia, desinteresse, isolamento social e outros) podem persistir mesmo após as crises, é necessário um planejamento individualizado de reabilitação do paciente. Os pacientes necessitam em geral de psicoterapia, terapia ocupacional, e outros procedimentos que visem ajudá-lo a lidar com mais facilidade com as dificuldades do dia a dia.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Como os familiares podem colaborar com o paciente?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Os familiares são aliados importantíssimos no tratamento e na reintegração do paciente. é importante que estejam orientados quanto à doença esquizofrenia para que possam compreender os sintomas e as atitudes do paciente, evitando interpretações errôneas. As atitudes inadequadas dos familiares podem muitas vezes colaborar para a piora clínica do mesmo. O impacto inicial da notícia de que alguém da família tem esquizofrenia é bastante doloroso. Como a esquizofrenia é uma doença pouco conhecida e sujeita a muita desinformação as pessoas se sentem perplexas e confusas. Frequentemente, diante das atitudes excêntricas dos pacientes, os familiares reagem também com atitudes inadequadas, perpetuando um círculo vicioso difícil de ser rompido. Atitudes hostis, críticas e superproteção prejudicam o paciente, apoio e compreensão são necessários para que ele possa ter uma vida independente e conviva satisfatoriamente com a doença.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Excentricidade genial:</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Van Gogh passou por muitos sanatórios durante suas crises de alucinação. Chegou a mutilar a própria orelha para oferecê-la a uma prostituta. O pintor tentou o suicídio várias vezes, até dar um tiro no próprio peito em 1890. Além de esquizofrenia, sofria de epilepsia.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Syd Barrett era mais do que um músico movido por LSD. Era poeta, pintor e performer da banda Pink Floyd. A droga agravou sua esquizofrenia, doença que o afastou do rock. Atormentado por alucinações, tornou-se jardineiro.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; As grandes depressões de Abraham Lincoln, presidente dos EUA no século 19, estão documentadas em seus escritos. Há neles indícios de esquizofrenia, embora não exista diagnóstico preciso sobre seus distúrbios psíquicos.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Dotado de uma técnica primorosa, o bailarino russo Vaclav Nijinsky era chamado de &#8220;o deus da dança&#8221; e &#8220;a oitava maravilha do mundo&#8221;. Após duas décadas de palco, abandou a dança aos 29 anos, por causa de um colapso mental diagnosticado como esquizofrenia. A história está documentada em seu famoso diário.</p>
<p style="text-align: justify;"> Gostaram? Então, compartilhem esse texto! E voltem sempre, pois toda semana temos conteúdos novos! Um grande abraço!</p>
<p style="text-align: justify;">
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			</item>
		<item>
		<title>TDA/TDAH em 5 tópicos: O que você realmente precisa entender!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2016 17:50:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos Neurológicos]]></category>
		<category><![CDATA[Déficit de Atenção]]></category>
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		<category><![CDATA[TDA]]></category>
		<category><![CDATA[TDAH]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno]]></category>
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					<description><![CDATA[Procure ler este texto até o fim&#8230;Há uma mensagem muito importante ao final dele que vale para todos! 1. O que é o TDAH? O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas predominantemente genéticas, que aparece na infância e, frequentemente, acompanha o indivíduo por toda a sua vida.&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Procure ler este texto até o fim&#8230;Há uma mensagem muito importante ao final dele que vale para todos!</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>1. O que é o TDAH?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas predominantemente genéticas, que aparece na infância e, frequentemente, acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de instabilidade de atenção, inquietude e impulsividade, questões que são facilmente notadas, contudo, que precisam de análise médica e psicológica através de exames, avaliações e testes, para comprovar se há realmente disfunção neurológica. É reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como nos Estados Unidos, crianças com TDAH recebem tratamento diferenciado na escola, uma questão apoiada pela legislação do país.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>2. Por que o TDAH gera tanta confusão?</strong></h3>
<p><span id="more-364"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas afirmam que o TDAH não existe ou que é uma invenção médica ou da indústria farmacêutica, pois estes visam lucros com o seu tratamento. Também existem profissionais que nunca pesquisaram de fato algo sobre o tema mas fazem afirmações contraditórias  e pessoais com relação ao transtorno, gerando dúvidas e alarmando pessoas sem necessidade. Além disso, o erro que ocorre com maior frequência, sem a menor sombra de dúvida, são os diagnósticos mal realizados, rotulando muitas pessoas (entre crianças e adolescentes) que, na verdade, podem não ter problema algum no aprendizado, sendo apenas agitadas por sua natureza e personalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O importante é ressaltar que o transtorno <strong>exige um diagnóstico preciso</strong>, realizado por profissionais especializados (como neurologistas e psiquiatras).</p>
<p style="text-align: justify;">Caso o diagnóstico seja confirmado, o tratamento deve ser iniciado combinando-se essas três frentes simultaneamente:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Farmacológica:</strong> medicamentos adequados que serão administrados por tempo determinado, adaptando as dosagens para as necessidades de cada criança/adolescente/adulto);</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Psicopedagógica (no caso das crianças e adolescentes)</strong>: atividades psicopedagógicas para desenvolver funções importantes como memória, raciocínio lógico, tomada de decisão, entre outras, aprimorando o potencial de aprendizado dessas crianças;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Psicoterapêutica:</strong> Tanto na infância como na vida adulta a psicoterapia poderá ajudar bastante no fortalecimento da autoestima, nos relacionamentos diários, ao enfrentar problemas na escola (como o bullying por exemplo), na empresa etc, para que o indivíduo possa lidar melhor e mais facilmente com sua maneira de agir e pensar, agitação mental/física e dificuldades na concentração.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>3. O TDAH é comum?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">É o transtorno mais comum entre crianças e adolescentes encaminhados para serviços especializados. Ele ocorre em 3 a 5% das crianças, em várias regiões diferentes <strong>do mundo</strong> em que já foi pesquisado. Em mais de 50% dos casos o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>4. Quais são os principais sintomas de TDAH?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>Instabilidade na atenção: </strong>Dificuldade de concentrar-se ou de manter-se concentrado por certo período de tempo em uma determinada atividade/tarefa. Dispersa com muita facilidade e o grau de atenção geralmente não é o suficiente, parecendo sempre estar com outros pensamentos que competem com aquela atividade atual. Com exceção de atividades que despertam paixão e muito interesse nesses indivíduos, podendo passar muitas horas focadas numa mesma tarefa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Hiperatividade (mental e física) e impulsividade: </strong>Os pensamentos e o raciocínio são sempre acelerados e mais rápidos do que das outras pessoas (hiperatividade mental).<strong> </strong>Em alguns casos, percebe-se também uma<strong> </strong>dificuldade em ficar parado no mesmo local, por certo tempo, fazendo uma mesma atividade ou aguardando por qualquer coisa ou pessoa (hiperatividade física), o que reflete bastante em sua comunicação e relacionamento interpessoal, pois apresenta uma euforia aumentada e descontextualizada, além de frequentemente “cortar” a fala das pessoas, não dando o espaço necessário para a correta interpretação dos fatos e falas ao seu redor.</p>
<p style="text-align: justify;">Há também uma parcial ou total ausência de planejamento ou análise antes de falar, optar por algo ou tomar uma atitude (impulsividade). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade física e impulsividade que as meninas, contudo, <strong>todos sempre apresentarão os sinais da instabilidade da atenção e a hiperatividade mental</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Em adultos há a dificuldade de concentração ou a instabilidade da atenção, como já explicado acima, bem como alguns problemas de memória recente e no planejamento das atividades bem como na administração do tempo. São pessoas predominantemente inquietas e têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e o quanto este afeta os demais.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>5. O que causa o TDAH?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Estudos científicos mostram que os indivíduos com TDAH têm alterações na região frontal do cérebro e também nas suas conexões. A região frontal  do cérebro é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela regulação do nosso comportamento (isto é, controlar ou frear comportamentos), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.</p>
<p style="text-align: justify;">A alteração que existe nesta região cerebral do indivíduo com TDAH é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores. Nesses casos há rebaixamento na produção de alguns deles, principalmente da dopamina e noradrenalina, que passam informação entre as células nervosas (neurônios), gerando nossos pensamentos, memórias e comportamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros estudos sugerem que o fator genético (hereditariedade) pode ser uma das causas, já que a maioria dos casos estudados apresentavam histórico do transtorno em familiares.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Substâncias ingeridas na gravidez:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tem-se observado que a nicotina e o álcool, quando ingeridos durante a gravidez, podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, incluindo-se a região frontal citada acima. Pesquisas indicam que mães alcoolistas têm mais chance de terem filhos com problemas de hiperatividade e desatenção. É importante lembrar que muitos destes estudos somente nos mostram uma <strong>associação/relação</strong> entre estes fatores, mas não uma relação direta de causa e efeito.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Recado de suma importância:</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Os indivíduos com TDAH precisam ser aceitos e muito amados, pois eles são simplesmente o fruto de um funcionamento diferente de seu cérebro (uma questão orgânica e neurológica), onde seu raciocínio e seus pensamentos não ocorrem com os mesmos filtros e na mesma velocidade que das outras pessoas, mas sim, muito mais acelerados. E eles já nascem assim, não tiveram escolha e não têm consciência de como funcionam, apenas agem e fazem as coisas, esperando a compreensão alheia, o amor e a aceitação, <strong>como qualquer outra pessoa.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Déficit” torna-se até um termo cruel para designá-los, visto que, nos assuntos em que o TDA/TDAH domina e tem paixão, ele poderá ficar focado quase que um dia todo, realizando uma mesma tarefa (chama-se hiper-foco, veja mais no vídeo da nossa <strong><a href="http://bemvivermais.com/videos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">galeria</a>,</strong> intitulado “Entrevista com a psiquiatra Ana Beatriz Silva”). Ou seja, ainda bem que somos todos bem diferentes! Uns especialistas nisso, outros naquilo, uns tem facilidade em estudar, outros em tocar guitarra, porém, todos merecemos respeito e aceitação! Afinal, juntos formamos o quebra-cabeça imenso e complexo chamado humanidade!</p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-366 size-full" src="http://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2016/08/oficina-temas-transversais-e-diversidade.jpg" alt="oficina-temas-transversais-e-diversidade" width="1024" height="768" srcset="https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2016/08/oficina-temas-transversais-e-diversidade.jpg 1024w, https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2016/08/oficina-temas-transversais-e-diversidade-300x225.jpg 300w, https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2016/08/oficina-temas-transversais-e-diversidade-768x576.jpg 768w, https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2016/08/oficina-temas-transversais-e-diversidade-600x450.jpg 600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Espero que tenha gostado do texto e do recado que tentei repassar! Volte sempre, pois temos conteúdo novo toda sexta! Aproveite para compartilhar esse post nas suas redes sociais e com quem desejar! Muito obrigada! Abraço forte!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dados do Transtorno: </strong><a href="http://www.tdah.org.br/sobre-tdah/o-que-e-o-tdah.html">http://www.tdah.org.br/sobre-tdah/o-que-e-o-tdah.html</a> &#8211; Texto adaptado e resumido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autora: Natália Ceará &#8211; Psicóloga, Palestrante &amp; Criadora do curso Autêntica-Mente</strong>, cujo intuito é que você performe com autenticidade na vida e na carreira. Estruturado a partir de mais de 13 anos de experiência (como profissional autônoma e celetista) e que utiliza ferramentas e técnicas de autoconhecimento e  inteligência emocional para garantir resultados sólidos e mensuráveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contatos:</strong> (19) 98456-5566 (Whatsapp disponível de segunda á sexta das 09h às 19h) ou pelo e-mail nataliacceara@gmail.com<br />
<strong>Mídias:</strong><br />
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