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	<title>Arquivo de Psicologia: Transtornos de Personalidade - Bem Viver Mais</title>
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	<description>Psicoterapia Online</description>
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	<title>Arquivo de Psicologia: Transtornos de Personalidade - Bem Viver Mais</title>
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		<title>Conheça comportamentos de pessoas narcisistas￼</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Oct 2022 00:46:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Muito se fala sobre pessoas narcisistas, mas você realmente sabe o que é o narcisismo e quais são as características do comportamento dessas pessoas? Você pode pensar que postar muitas fotos nas redes sociais, gabar-se constantemente sobre seus grandes feitos, ansiar por uma vida com maior status social e ser seletivo em relação aos lugares&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se fala sobre pessoas narcisistas, mas você realmente sabe o que é o narcisismo e quais são as características do comportamento dessas pessoas?</p>
<p>Você pode pensar que postar muitas fotos nas redes sociais, gabar-se constantemente sobre seus grandes feitos, ansiar por uma vida com maior status social e ser seletivo em relação aos lugares frequentados são comportamentos de pessoas narcisistas. Essas concepções, contudo, foram difundidas pela mídia e pelas conversas casuais, que confundem egocentrismo, amor-próprio e autoconfiança com narcisismo. Cada um desses conceitos possui características próprias e são bem distintos uns dos outros.</p>
<p>Segundo a psicanálise, todos nós possuímos um traço narcisista e ele é fundamental para a consolidação do nosso amor-próprio e autoestima. Afinal, se não gostarmos de nós mesmos, como poderemos fazer boas escolhas para as nossas vidas e nos defender de injustiças?</p>
<p>O excesso de narcisismo, assim como qualquer outro excesso em nossas vidas, é prejudicial e está associado a uma condição de saúde mental.</p>
<h4><strong>O que são pessoas narcisistas?</strong><span id="more-2599"></span></h4>
<p>Pessoas narcisistas são aquelas que possuem “mania de superioridade”. Elas cultuam a crença de que são melhores do que as outras pessoas, portanto, merecedoras de atenção e sucesso. Elas se rodeiam de indivíduos que consideram importantes, como quem possui um cargo alto em uma empresa, empresários e socialites, e menosprezam quem consideram ser menos importante.</p>
<p>Dessa maneira, pesam a atmosfera do ambiente de trabalho ou familiar na busca eterna para se sentirem “por cima” dos outros. Por conta dessas características, as pessoas narcisistas costumam ser difíceis de lidar e podem até afetar a saúde mental dos indivíduos com quem convivem.</p>
<p>O narcisismo exacerbado é uma característica do Transtorno de Personalidade Narcisista, segundo o DSM-V e essa condição é marcada pela dificuldade de regular a autoestima. Sendo assim, pessoas com esse diagnóstico precisam da validação alheia para se sentirem apreciadas. Elas associam a sua autoimagem à admiração de terceiros, por isso, podem tomar atitudes questionáveis para chamar atenção.</p>
<p>Esse transtorno de personalidade costuma existir em concomitância com outras condições, como a depressão, ansiedade e outros transtornos de personalidade. É igualmente comum que pessoas narcisistas desenvolvam dependência química em algum momento de suas vidas.</p>
<p>Ainda não se sabe ao certo qual é a causa exata desse transtorno de personalidade. Diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento, como componentes hereditários e experiências traumáticas nos primeiros anos de vida.</p>
<p>A terapia é o principal tratamento para a condição. Entretanto, as pessoas narcisistas não costumam buscar atendimento psicológico por acreditarem não haver nada de errado com elas. Elas não conseguem compreender o porquê de outros indivíduos reagirem mal aos seus comportamentos.</p>
<div class="wp-block-column" style="flex-basis: 100%;">
<h4><strong>Quais são os comportamentos de pessoas narcisistas?</strong></h4>
<p>Os comportamentos narcisistas são variados e normalmente difíceis de lidar. Quem convive com pessoas com transtorno de personalidade narcisista percebe essas atitudes, mas podem não saber o que dizer ou como reagir.</p>
<p>Veja alguns dos principais comportamentos de pessoas narcisistas:</p>
<p><strong>1 – Mania de grandeza:</strong></p>
<p>A mania de grandeza se manifesta de múltiplas formas, como gabar-se de posses e sucessos, tratar os outros com rispidez, dar ordens aos outros constantemente, não dividir créditos de projetos coletivos, tomar decisões visando somente o próprio bem-estar e destratar quem não lhe bajula.</p>
<p>No ambiente de trabalho, chefes com mania de grandeza podem exigir muito dos profissionais, tratá-los com rudez quando não correspondem às suas expectativas e colocá-los em situações difíceis para que eles se sintam bem consigo mesmos.</p>
</div>
<p><strong>2 – Necessidade de chamar atenção:</strong></p>
<p>Pessoas narcisistas precisam se colocar sempre no centro das atenções. Elas comentam com frequência sobre as suas conquistas profissionais, experiências memoráveis e qualidades, bem como o que compraram recentemente e seus respectivos valores. Durante essas conversas, elas demonstram pouco interesse na vida dos outros, a menos que seja alguém importante e que possa ajudá-las de alguma forma. Basicamente, tentam mostrar o quanto são interessantes, inteligentes e bem-sucedidas.</p>
<p><strong>3 – Falta de empatia:</strong></p>
<p>A dificuldade para ter empatia é uma das principais características do transtorno de personalidade narcisista. Por não conseguirem se colocar no lugar do outro, pessoas narcisistas não conseguem entender as críticas feitas ao seu comportamento ou determinadas atitudes ou palavras ditas. Assim, elas magoam os outros sem perceber, tendo dificuldade para formar relacionamentos duradouros.</p>
<p><strong>4 – Insegurança:</strong></p>
<p>O comportamento que esbanja imponência é normalmente uma fachada para a insegurança. Quando a pessoa narcisista não recebe a atenção necessária para se sentir valorizada ou saber se está no caminho certo, ela fica insegura. Assim, precisa fazer algo para ganhar a admiração dos outros, e as suas atitudes podem parecer forçadas ou estranhas. Por exemplo, ela pode se convidar para eventos onde acredita que estará entre pessoas de status social elevado.</p>
<p><strong>5 – Manipulação:</strong></p>
<p>Pessoas narcisistas manipulam quem está ao seu redor para que as situações saiam conforme o planejado por elas. Mas, seus esforços, no entanto, nem sempre dão certo. A manipulação tende a ser mais efetiva quando os outros aceitam a posição de inferioridade e, assim, a pessoa narcisista se aproveita da vulnerabilidade alheia.</p>
<p>Entre as táticas usadas para manipular os outros estão: fazer o outro se sentir especial para que ele abaixe a guarda e depois bombardeá-lo de questionamentos sobre o seu potencial; chantagem emocional para incitar culpa; duvidar da capacidade do outro, levando-o a duvidar de si mesmo; e ser passivo-agressivo, demonstrando afeição e depois hostilidade e e que possa ajudá-las de alguma forma. Basicamente, tentam mostrar o quanto são interessantes, inteligentes e bem-sucedidas.</p>
<p><strong>6 – Se fazer de vítima:</strong></p>
<p>É igualmente comum as pessoas narcisistas se fazerem de vítima para conseguirem o que desejam, ou quando fazem algo errado e recebem críticas por isso. Elas podem fazer teatros emocionais, como forçar o choro, exibir uma postura de derrota para despertar simpatia e reclamar constantemente de como estão sofrendo e de como a vida é injusta.</p>
<p>Quem desconhece os comportamentos narcisistas, acaba ficando com pena e se oferece para ajudar ou para escutar o lado da pessoa narcisista. Como ela discorre sobre os acontecimentos como se os outros estivessem errados e não ela, o indivíduo acredita nela e lhe concede a validação necessária.</p>
<p><strong>7 – Culpar os outros pelo problema:</strong></p>
<p>O narcisista acredita ser incapaz de cometer erros, então os outros são sempre os errados. Mesmo quando outras pessoas apontam a sua responsabilidade nos problemas, ele ignora e encontra um jeito de culpar o outro. Isso pode levá-lo a confrontar os indivíduos que o apontaram como culpado da situação e difamá-los para que a sua narrativa se sobressaia. Quando ele se arrepende de ter tomado uma decisão, a pessoa narcisista também joga a responsabilidade da sua infelicidade no outro.</p>
<p><strong>8 </strong><strong>– Sensibilidade às críticas:</strong></p>
<p>Embora o narcisista pareça ter confiança e autoestima elevada, ele pode estar sempre à espera de repreensões. Não suporta críticas, mas, por temer recebê-las, passa muito tempo pensando na possível reprovação que receberá de terceiros. Deste modo, responde mal a comentários inócuos. Na frente dos críticos, explode de raiva ou entra na defensiva, atacando quem o criticou como se tivesse ouvido uma ofensa. Já no particular, remói as críticas, duvida de si mesmo e pensa no que pode fazer para ser validado.</p>
<p>Familiares e cônjuges de narcisistas aprendem rapidamente a não repreender as pessoas narcisistas por comportamentos inadequados para evitarem serem feridos.</p>
<h4><strong>Como reagir aos comportamentos narcisistas?</strong></h4>
<p>Ao identificar alguns dos comportamentos narcisistas vistos acima em alguém com quem você precisa conviver, você pode tomar as seguintes atitudes:</p>
<ul>
<li>Não leve comentários desagradáveis para o lado pessoal. A pessoa narcisista é assim com todos, então não se sinta menosprezado ou inferior;</li>
<li>Responda com firmeza, mas evite hostilidade. Não levante a voz ou faça xingamentos. Simplesmente seja assertivo, mostrando que suas necessidades também precisam ser respeitadas;</li>
<li>Não tenha medo de dizer quando o narcisista estiver errado;</li>
<li>Se o narcisista colocou uma dúvida em sua cabeça, busque informação para encontrar a resposta certa e confronte-o com suas descobertas;</li>
<li>Ignore atitudes que busquem chamar atenção; e</li>
<li>Evite confrontos. O narcisista raramente admite estar errado e pode tomar atitudes inesperadas para mostrar que você é o vilão da história. Poupe-se desse estresse e viva a sua vida.</li>
</ul>
<p>Gostou desse post? Quer que seus amigos também saibam um pouco mais sobre o assunto? Que tal compartilhar este post com eles ou em suas redes sociais?</p>
<p>Grande abraço e até breve!</p>
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		<title>Vida orgânica X Vida Virtual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Feb 2019 03:29:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos de Personalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Há certo tempo que parecemos ter sido abduzidos e quase que totalmente substituídos por nossos próprios perfis na internet, seja como profissionais no LinkedIn, seja nosso EU mais completo no facebook, ou nossas imagens (fake or not) no Instagram. Postam-se &#8220;TBTs&#8221;, mas a realidade é outra: estamos debaixo dos lençóis ou com cara de cansados,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Há certo tempo que parecemos ter sido abduzidos e quase que totalmente substituídos por nossos próprios perfis na internet, seja como profissionais no LinkedIn, seja nosso EU mais completo no facebook, ou nossas imagens (fake or not) no Instagram.</p>
<p style="text-align: justify;">Postam-se &#8220;TBTs&#8221;, mas a realidade é outra: <span id="more-1129"></span>estamos debaixo dos lençóis ou com cara de cansados, com espinhas ou sem nada pra fazer. E isso é o que mais preocupa a nós psicólogas: quando o vício é tão grande, que o paciente passa a viver a vida virtual mais do que a vida orgânica, levanta-se apenas para ir da cama pro sofá, comer e retorna às atividades na internet.</p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1132" src="http://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2019/02/iphone_addiction_798185.jpg" alt="iphone_addiction_798185" width="500" height="353" srcset="https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2019/02/iphone_addiction_798185.jpg 500w, https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2019/02/iphone_addiction_798185-300x212.jpg 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Se você sente que está passando de ser um hobby e uma maneira de se comunicar, para uma dedicação de tempo e esforço quase que exclusivamente para a internet (seja jogando ou qualquer outra página que você acesse), e esse tempo é muito maior nesse ambiente onde tudo é possível do que na realidade orgânica, comece a se observar mais e a questionar como andam suas habilidade e relacionamentos no geral.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso pode parecer,mas não é brincadeira. Desde os mais jovens e adolescentes até os mais velhos, muitos têm sofrido com os efeitos do excesso de informação, com as expectativas que se colocam para fazer parte de determinados padrões e se impõe metas bizarras e sobre-humanas de quantidade de postagens ou stories para cada dia da semana.</p>
<p style="text-align: justify;">Concordo que a tecnologia veio para agregar, facilitar encontros, reuniões, resolução de vários problemas, como arrumar um carro para ir ali, pedir comida mais rapidamente, etc etc&#8230;Sim, estamos rodeados de serviços muito bem prestados e que empregam vários. O que é excelente!</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo assim, muitas de nossas habilidades intelecto-sócio-físico-relacionais estão definhando, como músculos, ou melhor, membros que não trabalham mais, atrofiam e, futuramente correm o risco de serem amputados. E isto não é um pensamento exagerado. Muitos pacientes apresentam dificuldades e transtornos sociais, como resultado dessa &#8220;vida dupla&#8221;, que, no âmbito artificial parece ser bem mais legal e fácil de lidar.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, ainda temos nossos trabalhos, alguns poucos relacionamentos profundos e muitos bem artificiais e porque não dizer superficiais, rasos, apenas pelo mero acaso de estarem no mesmo cômodo que nós, alguns um pouco mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois é&#8230;Mal nos lembramos do telefone de nossa mãe, aniversários temos muletas nas redes sociais para sermos sempre lembrados e avisados. Cartões em datas especiais? Imagine&#8230;o que um meme ou um emoji/ emoticon não pode fazer por nós,não é verdade?</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, ainda existem os jantares, os sorrisos, os abraços, as risadas, e GRAÇAS A DEUS!&#8230;Mas por quanto tempo será? Não estou conspirando, nem achando que somos substituíveis, muito pelo contrário, quero evitar isso ao máximo, mas a Inteligência Artificial está há alguns passos de criarem robôs que tem empatia e sentem emoções&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Não quero ser pessimista, mas os filmes hollywoodianos que nos fazem pensar em futuros cercados por robôs e pessoas sendo extintas, não é mais uma realidade tãaaao distante, não parece?! Para quem já assistiu &#8220;Black Mirror&#8221; e viu episódios onde as pessoas são vigiadas e avaliadas por seu status nas redes sociais? Perdoe-me por te &#8220;despertar&#8221;, mas&#8230; Já é realidade, infelizmente! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f641.png" alt="🙁" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p style="text-align: justify;">Vamos falar a verdade: você não tem preferido muito mais ficar no Netflix, enquanto olha pro celular, do que ir naquele chá de bebê da sua amiga? Do que ir no aniversário da filha dos seus primos? Quantos eventos importantes e marcantes (para a vida das pessoas que te convidam), você está deixando de participar por um prazer instantâneo e VAZIO de significado?</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que aprendamos muito com a internet, inclusive com os artigos (como este que estou postando num blog, na internet), a vida acontece mesmo lá fora. Só iremos marcar a vida das pessoas verdadeiramente se estivermos lá, COM ELAS, ou utilizando a internet para nos fazermos presentes de alguma forma, até mesmo realizando um atendimento, como eu mesma e minha sócia fazemos pela tela do computador (esse sim é um bom uso e por tempo curto da internet), mas que representa, na vida dos nossos pacientes, um momento único na semana, repleto de significado, acolhimento, suporte, <em>insights</em> e descobertas importantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Minha conclusão e resumo de tudo isso é o que provavelmente você já notou enquanto (e se leu inteiro) este artigo: USE A TECNOLOGIA SABIAMENTE, PARA ALAVANCAR COISAS IMPORTANTES NA SUA VIDA, RESULTADOS QUE NÃO VIRIAM NATURALMENTE APENAS NA VIDA ORGÂNICA. Contudo, não force a barra, não se dedique mais a essas ferramentas do que elas se dedicam à você, ou então sua vida se tornará um eterno <em>loop</em> de &#8220;o que está havendo agora nas redes?&#8221;, ficando-se enfurnado(a) no celular, e perdendo o olhar carinhoso de uma mãe, uma saudade fofa da sua avó, um momento entre o casal que poderia ser íntimo, mas passou, acabou perdendo o clima&#8230;.aquele amigo que poderia estar tomando café contigo, mas infelizmente há anos é só um &#8220;oi&#8221; no whatsapp. Você irá realmente seguir permitindo tudo isso? A DECISÃO É SÓ SUA!</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1133" src="http://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2019/02/SB-debate-vicio-internet.jpg" alt="Vacation couple romance" width="640" height="400" srcset="https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2019/02/SB-debate-vicio-internet.jpg 640w, https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2019/02/SB-debate-vicio-internet-300x188.jpg 300w, https://bemvivermais.com/wp-content/uploads/2019/02/SB-debate-vicio-internet-600x375.jpg 600w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, busque sua medida de equilíbrio, um tempo saudável e, preferencialmente, minoritário de estar no meio tecnológico, aproveitando para presenciar mais tempo o milagre tão raro de cada nuance do dia, dos sorrisos das pessoas, da natureza bela ao seu redor, do aromas divinos que podemos sentir, das pessoas e animais que te rodeiam e tanto merecem seu amor e sua Presença, com &#8220;P&#8221; maiúsculo, CERTO?!</p>
<p style="text-align: justify;">Muito obrigada por sua presença e atenção por aqui! Vc não perde nada por desligar AGORA esse celular ou PC e ir dar um abraço em alguém! #FicaDica <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
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		<title>Entendendo o Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Sep 2018 08:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos de Personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos Neurológicos]]></category>
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		<category><![CDATA[dificuldades familiares e escolares]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com o site neurosaber: &#8220;Quem de nós nunca se deparou com uma criança extremamente opositiva, desafiadora, que discute por qualquer coisa, que não assume seus erros ou responsabilidades por falhas e que costuma sempre se indispor com os demais de seu grupo ou de sua família de maneira a demonstrar que a cada&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<header class="entry-header">
<p class="entry-title" style="text-align: justify;">De acordo com o site neurosaber: &#8220;Quem de nós nunca se deparou com uma criança extremamente opositiva, desafiadora, que discute por qualquer coisa, que não assume seus erros ou responsabilidades por falhas e que costuma sempre se indispor com os demais de seu grupo ou de sua família de maneira a demonstrar que a cada situação será sempre difícil convencê-lo, mesmo que a lógica mostre que suas opções estão evidentemente equivocadas? Se você conhece uma criança assim, provavelmente ela tem <strong>Transtorno Opositivo-Desafiador&#8221;</strong>.</p>
</header>
<p><span id="more-1055"></span></p>
<div class="entry-content content">
<p style="text-align: justify;">Seguindo o texto publicado na página, tal quadro leva a severas dificuldades de tempo e de avaliação para analisar regras e opiniões alheias e intolerância às frustrações, levando a reações agressivas, intempestivas, sem qualquer diplomacia ou controle emocional. Essas crianças costumam ser discriminadas, perdem oportunidades e desfazem círculos de amizades. Não raro, sofrem bullying e são retiradas de eventos sociais e de programações da escola por causa de seu <em>comportamento difícil</em>. Os pais evitam sair ou passear com elas e muitas vezes as deixam com parentes ou em casa. Entre os irmãos, são preteridos, mal falados e considerados como “ovelhas negras” tratados, assim, diferentes e mais criticados pelos pais.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Os sintomas do TOD podem aparecer em qualquer momento da vida, mas é mais comum entre os 6 e 12 anos</h3>
<p>A associação com TDAH é frequente (50% dos casos), deve ser observada e investigada em todas estas crianças para que sejam tomadas as medidas necessárias, a fim de prevenir problemas de aprendizagem e baixo rendimento escolar. O ambiente doméstico costuma ser conturbado, com pais divergentes quanto ao modo de educar e conduzir o (a) filho (a) e de como estabelecer parâmetros, mas evidências mostram que existem fatores genéticos e neurofisiológicos predispondo o seu desenvolvimento.</p>
</div>
<div class="entry-content content"></div>
<div class="entry-content content">
<p>Conforme artigo publicado na base científica <em>Scielo</em>, em 2004, intitulado, seguem alguns dados curiosos acerca dos aspectos familiares e funcionamento escolar da criança que apresenta TOD:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Em um estudo comparando pacientes com TDAH com e sem TDO, Kadesjo et al encontraram que ter pais divorciados e mãe com baixo nível socioeconômico era mais comum no grupo comórbido. Frick et al demonstraram que as crianças com TDO distinguiram-se dos controles clínicos por seus pais terem uma maior prevalência de transtorno de personalidade anti-social e de transtorno por abuso de substâncias.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Seguindo com o texto do site &#8220;Neurosaber&#8221;, o tratamento desta condição é multidisciplinar e depende de três eixos: medicação, psicoterapia comportamental e suporte escolar. A medicação auxilia em boa parte dos pacientes e melhora a auto-regulação de humor frente às frustrações; a psicoterapia deve centrar em <em>mudanças comportamentais</em> na família com medidas de manejo educacional (dar bons exemplos, dialogar com a criança, ter paciência ao falar, explicar o motivo das ordens dadas, etc.); e, em relação ao suporte escolar, deve-se oferecer apoio, reforço e abertura para um bom diálogo, pois esta abertura melhora o engajamento do aluno opositor às regras escolares e a se distanciar de maus elementos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se gostou desse material, compartilhe com seus familiares e amigos, em suas redes sociais e deixe-nos seu comentário! Obrigada por visitar nosso blog! Apareça sempre! A cada 15 dias temos um novo artigo publicado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências:</strong></p>
<p>1- Texto do site: neurosaber.com.br: &#8220;Entenda o que é o Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD)&#8221;.</p>
</div>
<ul>
<li class="entry-content content">Link de acesso: https://neurosaber.com.br/entenda-o-que-e-o-transtorno-opositivo-desafiador-tod/</li>
</ul>
<div class="entry-content content">
<p style="text-align: justify;">2- Artigo publicado em 2004 na base científica Scielo do Brasil: &#8220;Transtorno desafiador de oposição: uma revisão de correlatos neurobiológicos e ambientais, comorbidades, tratamento e prognóstico&#8221;. Autores: Maria Antonia Serra-Pinheiro, Marcelo Schmitz, Paulo Mattos e Isabella Souza. [Rev Bras Psiquiatr 2004;26(4):273-6]</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Link para PDF:http://www.scielo.br/pdf/rbp/v26n4/a13v26n4.pdf</li>
</ul>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Psicopata: Você provavelmente já conheceu algum!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2017 14:55:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito provavelmente a concepção que muitas pessoas fazem do que é um psicopata ainda tem muita relação com o que se vê em filmes: assassinos de todos os tipos, criminosos inescrupulosos e por aí vai&#8230; Essa concepção não está totalmente incorreta, porém com certeza está incompleta! Sim, a maior parte dos criminosos tem traços ou&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Muito provavelmente a concepção que muitas pessoas fazem do que é um psicopata ainda tem muita relação com o que se vê em filmes: assassinos de todos os tipos, criminosos inescrupulosos e por aí vai&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Essa concepção não está totalmente incorreta, porém com certeza está incompleta!</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, a maior parte dos criminosos tem traços ou são realmente psicopatas, mas existem muitos que cometem, por exemplo, crimes passionais (movidos à vingança, à raiva ou ódio), em legítima defesa, enfim&#8230;Existem pessoas que cometem grandes erros através do que sentem. E essa é a grande e principal diferença entre<span id="more-598"></span> quem é psicopata e quem não é.</p>
<p style="text-align: justify;">O psicopata ou as pessoas que têm traços de alguma psicopatia não ligam suas emoções aos outros ou à suas vítimas. Ou seja, eles não são capazes de sentir empatia alguma. Se demonstram alguma espécie de sentimento ou preocupação pelo outro, trata-se sempre de pura manipulação das situações (sempre tentando tirar proveito ou conseguir o que deseja), uma dissimulação para chegar aos seus objetivos, quaisquer que sejam. Por isso muitas vezes nos assustamos com o temperamento e ações consideradas frias e calculistas. Os psicopatas não sentem piedade alguma de suas vítimas, semelhantes etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossa grande surpresa reside em saber que psicopatas nem sempre se tornam criminosos, homicidas, ou até mesmo aparentam ter algum perfil sombrio, maldoso, nem nada disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo artigo de 2008 da renomada revista <em>Scientific American</em> (no Brasil vendida como <strong>Mente cérebro</strong>), encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. Com freqüência adotam comportamentos irresponsáveis sem razão aparente, exceto pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio. Os psicopatas não sentem culpa. Nos relacionamentos amorosos são insensíveis e detestam compromisso. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos.</p>
<div class="conteudo" style="text-align: justify;">
<p>Não é de surpreender, portanto, que haja um grande número de psicopatas nas prisões. Estudos indicam que cerca de 25% dos prisioneiros americanos se enquadram nos critérios diagnósticos para psicopatia. No entanto, as pesquisas sugerem também que uma quantidade considerável dessas pessoas está livre. Alguns pesquisadores acreditam que muitos sejam bem-sucedidos profissionalmente e ocupem posições de destaque na política, nos negócios ou nas artes.</p>
<p>Especialistas garantem que a maioria dos psicopatas é homem, mas os motivos para esta desproporção entre os sexos são desconhecidos. A freqüência na população é aparentemente a mesma no Ocidente e no Oriente, inclusive em culturas menos expostas às mídias modernas.</p>
<p>O instrumento mais usado entre os especialistas para diagnosticar a psicopatia é o teste Psychopathy checklist-revised (PCL-R), desenvolvido pelo psicólogo canadense Robert D. Hare, da Universidade da Colúmbia Britânica. O método inclui uma entrevista padronizada com os pacientes e o levantamento do seu histórico pessoal, inclusive dos antecedentes criminais. O PCL-R revela três grandes grupos de características que geralmente aparecem sobrepostas, mas podem ser analisadas separadamente: deficiências de caráter (como sentimento de superioridade e megalomania), ausência de culpa ou empatia e comportamentos impulsivos ou criminosos (incluindo promiscuidade sexual e prática de furtos).</p>
</div>
<div class="conteudo" style="text-align: justify;">
<h3 class="conteudo"><strong>Três mitos:</strong></h3>
<p class="conteudo">Apesar das pesquisas realizadas nas últimas décadas, três grandes equívocos sobre o conceito de psicopatia persistem entre os leigos. O primeiro é a crença de que todos os psicopatas são violentos.</p>
<p>Estudos coordenados por diversos pesquisadores, entre eles o psicólogo americano Randall T. Salekin, da Universidade do Alabama, indicam que, de fato, é comum que essas pessoas recorram à violência física e sexual. Além disso, alguns serial killers já acompanhados manifestavam muitos traços psicopáticos, como a capacidade de encantar o interlocutor desprevenido e a total ausência de culpa e empatia. No entanto, a maioria dos psicopatas não é violenta e grande parte das pessoas violentas não é psicopata.</p>
<p>Dias depois do incidente da Universidade Virginia Tech, em 16 de abril de 2007, em que o estudante Seung-Hui Cho cometeu vários assassinatos e depois se suicidou, muitos jornalistas descreveram o assassino como “psicopata”. O rapaz, porém, exibia poucos traços de psicopatia. Quem o conheceu descreveu o jovem como extremamente tímido e retraído.</p>
<div class="conteudo">Infelizmente, a quarta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-IV-TR) reforça ainda mais a confusão entre psicopatia e violência. Nele o transtorno de personalidade anti-social (TPAS), caracterizado por longo histórico de comportamento criminoso e muitas vezes agressivo, é considerado sinônimo de psicopatia. Porém, comprovadamente há poucas coincidências entre as duas condições.<br />
O segundo mito diz que todos os psicopatas sofrem de psicose. Ao contrário dos casos de pessoas com transtornos psicóticos, em que é freqüente a perda de contato com a realidade, os psicopatas são quase sempre muito racionais. Eles sabem muito bem que suas ações imprudentes ou ilegais são condenáveis pela sociedade, mas desconsideram tal fato com uma indiferença assustadora. Além disso, os psicóticos raramente são psicopatas.O terceiro equívoco em relação ao conceito de psicopatia está na suposição de que é um problema sem tratamento. No seriado Família Soprano, dra. Melfi, a psiquiatra que acompanha o mafioso Tony Soprano, encerra o tratamento psicoterápico porque um colega a convence de que o paciente era um psicopata clássico e, portanto, intratável. Diversos comportamentos de Tony, entretanto, como a lealdade à família e o apego emocional a um grupo de patos que ocuparam a sua piscina, tornam a decisão da terapeuta injustificável.Embora os psicopatas raramente se sintam motivados para buscar tratamento, uma pesquisa feita pela psicóloga Jennifer Skeem, da Universidade da Califórnia em Irvine, sugere que essas pessoas podem se beneficiar da psicoterapia como qualquer outra. Mesmo que seja muito difícil mudar comportamentos psicopatas, a terapia pode ajudar a pessoa a respeitar regras sociais e prevenir atos criminosos.</div>
</div>
<div class="conteudo"></div>
<div class="conteudo">
<p style="text-align: justify;"><strong>Autora: Natália Ceará &#8211; Psicóloga, Palestrante &amp; Criadora do curso Autêntica-Mente</strong>, cujo intuito é que você performe com autenticidade na vida e na carreira. Estruturado a partir de mais de 13 anos de experiência (como profissional autônoma e celetista) e que utiliza ferramentas e técnicas de autoconhecimento e  inteligência emocional para garantir resultados sólidos e mensuráveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contatos:</strong> (19) 98456-5566 (Whatsapp disponível de segunda á sexta das 09h às 19h) ou pelo e-mail nataliacceara@gmail.com<br />
<strong>Mídias:</strong><br />
Instagram: @natceara<br />
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/nat%C3%A1lia-cear%C3%A1-a3419330/</p>
</div>
<h3 class="conteudo" style="text-align: justify;">Referências:</h3>
<div class="conteudo" style="text-align: left;"><strong>1)</strong> Artigo &#8220;O que é um psicopata?&#8221;. Autores: Scott O. Lilienfeld e Hal Arkowitz. Revista Mente cérebro (Scientific American). 2008. <strong>Link:</strong> http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/o_que_e_um_psicopata_.html</div>
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		<title>Dependência emocional: 5 formas para ser menos dependente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Mar 2017 18:36:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A dependência emocional acontece quando alguém depende de outro para ser feliz, para se sentir bem, para se sentir amada, para tomar suas próprias decisões. Pode ser um sofrimento leve e quase imperceptível ou até um transtorno mental que exige tratamento. O começo da mudança acontece quando a pessoa consegue se valorizar. Como diz Osho:&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A dependência emocional acontece quando alguém depende de outro para ser feliz, para se sentir bem, para se sentir amada, para tomar suas próprias decisões. Pode ser um sofrimento leve e quase imperceptível ou até um transtorno mental que exige tratamento. O começo da mudança acontece quando a pessoa consegue se valorizar. Como diz Osho: “Se você é capaz de ser feliz quando está sozinho, você aprendeu o segredo de ser feliz”.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O que é dependência emocional?</h2>
<p style="text-align: justify;">Segundo a Mental Health America, uma associação americana sem fins lucrativos, “a co-dependência ou a dependência emocional é uma condição emocional ou comportamental que afeta a habilidade do indivíduo<span id="more-591"></span> de ter um relacionamento saudável e mutualmente satisfatório”. Por esta definição, começamos a ver que a dependência emocional terá impactos negativos não só para a pessoa que sofre, mas também para o seu parceiro ou parceira.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma definição mais clara e ligada à psicologia diz que a co-dependência ou a dependência emocional é “uma condição psicológica ou um relacionamento no qual a pessoa é controlada ou manipulada por outra que é afetada por uma condição patológica”. Neste sentido, a dependência emocional já poderia ser considerada uma condição patológica, que exige cuidados e tratamento. Nem sempre é o caso, porém, é importante considerar a possibilidade de se tratar de um transtorno mental. Segundo o DSM-5, os critérios diagnósticos para o Transtorno de Personalidade Dependente são:</p>
<h2 style="text-align: justify;">Transtorno de Personalidade Dependente – DSM-5</h2>
<p style="text-align: justify;">Uma necessidade difusa e excessiva de ser cuidado que leva a comportamentos de submissão e apego que surge no início da vida adulta e esta´presenta em vários contextos, conforme indicado por cinco (ou mais) dos seguintes:</p>
<p style="text-align: justify;">1) Tem dificuldades em tomar decisões cotidianas sem uma quantidade excessiva de conselhos e reasseguramento de outros.</p>
<p style="text-align: justify;">2) Precisa que outros assumam responsabilidade pela maior parte das principais áreas de sua vida</p>
<p style="text-align: justify;">3) Tem dificuldade em manifestar desacordo com outros devido a medo de perder apoio ou aprovação (Nota: não incluir os medos reais de retaliação).</p>
<p style="text-align: justify;">4) Apresenta dificuldade em iniciar projetos ou fazer coisas por conta própria (devido a falta de autoconfiança em seu julgamento ou em suas capacidade do que a falta de motivação ou energia).</p>
<p style="text-align: justify;">5) Vai a extremos para obter carinho e apoio de outros, a ponto de voluntariar-se para fazer coisas desagradáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">6) Sente-se desconfortável ou desamparo quando sozinho devido a temores exagerados de ser incapaz de cuidar de si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">7) Busca com urgência outro relacionamento como fonte de cuidado e amparo logo após término de um relacionamento íntimo.</p>
<p style="text-align: justify;">8) Tem preocupações irreais com medos de ser abandonado à própria sorte.</p>
<h2 style="text-align: justify;">5 formas para se tornar menos dependente</h2>
<p style="text-align: justify;">Sendo ou não um transtorno mental, exigindo ou não um tratamento mais especializado, as dicas a seguir podem ajudar qualquer um a ser menos dependente e <strong>t<strong>ambém</strong></strong> a diminuir o sofrimento causado pela dependência.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1) Consciência da dependência emocional</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A consciência da dependência emocional é o primeiro passo para começar a superar os sentimentos. Sem ter consciência do que está acontecendo, tudo vai continuar como está e o sofrimento tenderá a continuar. Ao passo que se uma mudança for buscada, ela pode ocorrer com o aumento da autoestima, da autovalorização e com a ajuda da psicoterapia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2) Reconheça o seu valor</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Reconheça o seu valor-próprio e trabalhe para aumentar a autoestima, que pode ser melhorada com o foco em pensamentos positivos sobre si mesmo, percebendo suas limitações bem como suas conquistas, estabelecendo metas e objetivos, ajudando outros e fazendo o que te faz sentir bem. Aceite as suas decisões e observe a sua capacidade de fazer o que é melhor para você e busque ajuda se precisar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3) Perceba que você tem o controle de si</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Perceba que você tem o controle de si, incluindo seus sentimentos, emoções e ações. Algumas vezes acontecem eventos na vida que são incontroláveis, mas você precisa perceber o que você pode controlar. Não permita que outra pessoa controle o caminho que você deve seguir.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4) Reconheça as suas necessidades emocionais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Reconheça as suas necessidades emocionais e não dependa de uma única pessoa. Ou seja, trabalhe para construir uma rede de relacionamentos (amizades, colegas, familiares) e também considere a importância de fazer terapia. Afinal, na terapia podemos falar coisas que não falaríamos em outros tipos de relacionamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5) Não programe o seu dia-a-dia dependendo da outra pessoa</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Perceba que você também possui necessidades que são importantes e você precisa ter controle da sua própria vida e fazer as suas coisas independente dos outros. Você pode se comprometer e reconhecer as necessidades do outro, mas você tem que se lembrar igualmente que você tem que viver sua vida além do relacionamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A vida é mais bonita com amor, mas é mais saudável quando estamos bens com nós mesmos. Não podemos manter uma relação sã se não nos desenvolvermos como pessoas. <strong>Quando você ama a si mesmo e não precisa de mais ninguém, é quando está preparado para amar os outros de maneira saudável. </strong>Todos gostariam de ter o par ideal, uma pessoa para amar… Mas <strong>uma coisa é “necessitar”, e outra muito diferente é “desejar”. </strong>Quando você necessita, não dá certo pois você não ama a si mesmo e, assim não poderá amar os demais de maneira madura e saudável. <strong>Devemos aprender a aproveitar a vida sozinhos.</strong> Há inúmeras coisas a se fazer! Desenvolva suas habilidades, cultive seu futuro, dedique tempo aos hobbies, faça amizades, viaje, olhe ao seu redor e aproveite as pequenas coisas. E acima de tudo, <strong>cuide e ame a si mesmo como você merece.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Espero que de alguma forma você tenha percebido questões importantes com esse texto e passe a analisar como se sente e como está agindo com relação à tudo isso. Se gostou, compartilhe nas suas redes! Pode ter mais pessoas interessadas!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Transtorno de Personalidade Narcisista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2016 18:52:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Fundamentais]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos de Personalidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Transtorno de personalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O termo narcisismo provém da Mitologia Grega, que narra a história de Narciso, um jovem muito bonito que desprezou o amor da ninfa Eco e por isso foi condenado a apaixonar-se por sua própria imagem espelhada na água. Este amor impossível levou Narciso à morte, afogado em seu reflexo. O narcisismo, portanto, retrata a tendência do indivíduo&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O termo <strong>narcisismo</strong> provém da Mitologia Grega, que narra a história de Narciso, um jovem muito bonito que desprezou o amor da ninfa Eco e por isso foi condenado a apaixonar-se por sua própria imagem espelhada na água. Este amor impossível levou Narciso à morte, afogado em seu reflexo. O narcisismo, portanto, retrata a tendência do indivíduo de alimentar uma paixão por si mesmo. Segundo Freud, isso acontece com todos até um certo ponto, a partir do qual deixa de ser saudável e se torna doentio, conforme os parâmetros psicológicos e psiquiátricos.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas vezes a palavra “narcisismo” é utilizada <span id="more-461"></span>no senso comum de maneira pejorativa, para designar um excesso de apreço por si mesmo. Para a psicanálise, trata- se de um aspecto fundamental para a constituição do sujeito. Um tanto de amor por si é necessário para confirmar e sustentar a autoestima, mas o exagero é sinal de fixação numa identificação vivida na infância.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1899, Paul Näcke inseriu esta palavra na esfera psiquiátrica para introduzir um novo tipo de perversão – o amor pela própria imagem. Mencionada por Freud pela primeira vez em seus escritos em 1909, o termo é apresentado como uma fase própria do desenvolvimento humano, quando se realiza a passagem do autoerotismo, do prazer centrado no próprio corpo, para o reconhecimento e a busca do amor em outros objetos – diferentes de si. Passagem importante e cheia de inquietações já que implica a saída da gratificação por aquilo que é efeito apenas da própria imagem – “Narciso só reconhece o que é espelho” – para a realização de uma das conquistas mais importantes da cultura: a possibilidade de viver, aceitar e trabalhar com a alteridade e, portanto, com as diferenças.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Freud, os narcisistas incidem sobre si mesmos a escolha do objeto sexual, projetando sobre seus parceiros características que são próprias de sua personalidade, buscando neles pontos que coincidam com sua forma de ser, para que possam amar estas pessoas como foram amados por suas mães.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong> O que é Transtorno de personalidade narcisista?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O transtorno de personalidade narcisista é caracterizado por um padrão invasivo de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia, que começa na idade adulta e está presente em uma variedade de contextos. Indivíduos narcisistas são caracterizados por fantasias irreais de sucesso e senso de serem únicos, hipersensibilidade à avaliação de outros, sentimentos de autoridade e esperam tratamento especial. Frequentemente apresentam sentimento de superioridade, exagero de suas capacidades e talentos, necessidade de atenção, arrogância e comportamentos autorreferentes. Exibem exagerada centralização em si mesmos, geralmente acompanhada de adaptação superficialmente eficaz, adaptam-se às exigências morais do ambiente como preço a pagar pela admiração; porém, tem sérias distorções em suas relações internas com outras pessoas.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Causas:</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Nosso atual conhecimento quanto às causas do transtorno de personalidade narcisista é ainda pequeno e tem muitas incertezas, entretanto está claro que há o envolvimento direto dos componentes da personalidade habitual: constituição corporal, temperamento e caráter. Podemos, de modo mais genérico, entender que a personalidade é composta pela interação de disposições hereditárias e das influências ambientais.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Sintomas:<br />
</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Pacientes com transtorno da personalidade narcisista são muito sensíveis a mágoas por críticas ou derrotas. Muitas vezes não demonstram isso e passam a sentir humilhados, degradados e vazios. Já em alguns casos a reação pode ser de desdém, raiva ou agressivo contra-ataque.</p>
<p style="text-align: justify;">Por vezes essas vivências geram um afastamento social ou esforço enorme para se mostrar humilde a fim de esconder a grandiosidade. As relações interpessoais tipicamente são comprometidas pelos problemas resultantes da presunção, da necessidade de admiração e do relativo desrespeito pela sensibilidade alheia. Embora a ambição e a confiança possam levar a altas realizações, o desempenho pode ser perturbado em virtude da intolerância a críticas ou derrotas.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro aspecto importante é que esses pacientes, mesmo tendo um prejuízo, muitas vezes apresentam condições financeiras elevadas e bons cargos não sendo uma regra a presença de dificuldade laboral.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Diagnóstico:<br />
</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Atualmente utilizamos critérios diagnósticos que devem estar presentes de maneira persistentes desde adolescência, para que o especialista possa dizer realmente que o paciente tem transtorno de personalidade narcisista. Em geral, é preciso que ao menos cinco das características abaixo estejam presentes:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Sentimento grandioso da própria importância. Por exemplo, exagera realizações e talentos, espera ser reconhecido como superior sem realizações comensuráveis</li>
<li>Preocupação com fantasias de ilimitado sucesso, poder, inteligência, beleza ou amor ideal</li>
<li>Crença de ser &#8220;especial&#8221; e único e de que somente pode ser compreendido ou deve associar-se a outras pessoas (ou instituições) especiais ou de condição elevada</li>
<li>Exigência de admiração excessiva</li>
<li>Sentimento de intitulação, ou seja, possui expectativas irracionais de receber um tratamento especialmente favorável ou obediência automática às suas expectativas</li>
<li>Explorador em relacionamentos interpessoais, isto é, tira vantagem de outros para atingir seus próprios objetivos</li>
<li>Ausência de empatia: reluta em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e necessidades alheias</li>
<li>Frequentemente sente inveja de outras pessoas ou acredita ser alvo da inveja alheia</li>
<li>Comportamentos e atitudes arrogantes e insolentes.</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Tratamento:<br />
</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Não existe um tratamento farmacológico especifico para o transtorno da personalidade narcisista e apenas são empregados medicamentos para tratamento dos transtornos comorbidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em geral, é feita psicoterapia em que ocorre: exame do significado do sucesso; consciência de limites e perspectiva dos outros; exame das crenças sobre valor pessoal e emoções e desenvolvimento de alternativas construtivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Gostaram? Então, compartilhem esse texto! E voltem sempre, pois toda semana temos conteúdos novos! Um grande abraço!</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
					
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		<title>Transtorno de Personalidade Borderline: uma tempestade de emoções!</title>
		<link>https://bemvivermais.com/transtorno-de-personalidade-borderline-uma-tempestade-de-emocoes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Merschmann]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Oct 2016 16:23:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Fundamentais]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia: Transtornos de Personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Borderline]]></category>
		<category><![CDATA[Impulsividade]]></category>
		<category><![CDATA[Instabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sensação de abandono]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno de personalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O que é Transtorno de personalidade borderline? O Transtorno de Personalidade Borderline é uma condição mental grave e complexa cujos sintomas instáveis e pungentes podem invadir o indivíduo de modo súbito, caótico, avassalador e desenfreado. Os critérios diagnósticos de Transtorno de Personalidade Borderline segundo o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª Ed.&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>
<h3><strong>O que é Transtorno de personalidade borderline?</strong></h3>
</li>
</ul>
<p>O Transtorno de Personalidade Borderline é uma condição mental grave e complexa cujos sintomas instáveis e pungentes podem invadir o indivíduo de modo súbito, caótico, avassalador e desenfreado. Os critérios diagnósticos de Transtorno de Personalidade Borderline segundo o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª Ed. 2013) compreendem um padrão de instabilidade das relações interpessoais, da autoimagem e dos afetos e de impulsividade acentuada que surge no começo da vida adulta e está presente em vários contextos.</p>
<p>O termo Transtorno de Personalidade Borderline foi usado pela primeira vez em 1884 e desde então passou por diversos conceitos ao longo dos anos. Originalmente designava um grupo de pacientes que vivia no limite da sanidade (daí o termo limítrofe), ou seja, na fronteira (borda, borderline) entre a neurose e a psicose. Alguns autores da época usavam esse diagnóstico quando havia sintomas neuróticos graves. Foi só na década de 1980 que o diagnóstico da doença se tornou mais preciso. Até então, muitos médicos acreditavam, equivocadamente, que a personalidade de uma pessoa era imutável.</p>
<p>A prevalência média do Transtorno de Personalidade Borderline na população é estimada em 1,6%, embora possa chegar a 5,9%. Essa prevalência é de aproximadamente 6% em contextos de atenção primária, de cerca de 10% entre pacientes de consultórios psiquiátricos e de ambulatórios de saúde mental e por volta de 20% em pacientes psiquiátricos internados. A prevalência do Transtorno de Personalidade Borderline pode diminuir nas faixas etárias mais altas (DSM-5). O Transtorno de Personalidade Borderline é diagnosticado principalmente em pessoas do sexo feminino.</p>
<ul>
<li>
<h3><strong>Causas:</strong></h3>
</li>
</ul>
<p><span id="more-446"></span></p>
<p>As causas e ou fatores envolvidos no surgimento de Transtornos de Personalidade, como o Transtorno de Personalidade Borderline, são vários e abrangem desde a predisposição genética até experiências emocionais precoces e fatores ambientais, com destaque para as situações traumáticas e situações de abuso e negligência. Entenda melhor cada uma delas.</p>
<ul>
<li>Fatores genéticos:</li>
</ul>
<p>Fatores genéticos têm um papel importante. O Transtorno de Personalidade Borderline é cinco vezes mais frequente em parentes biológicos de 1º grau de pessoas com o transtorno do que na população em geral. É relevante a presença de pais borderlines (um ou ambos) na história clínica desses pacientes</p>
<ul>
<li>Instabilidade familiar:</li>
</ul>
<p>Impacto do ambiente familiar no desenvolvimento da criança pode ser um fator causal importante. Cerca de 80% dos pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline veem o casamento de seus pais como muito conflituoso. Muitos desses pacientes passaram por negligência e abusos físicos e sexuais dentro da família. Porém, há pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline com familiares absolutamente comuns, sem nada de anormal.</p>
<p>Também há aumento do risco de Transtorno de Personalidade Borderline quando existe na família, o pai e ou mãe com transtorno por uso de substância, Transtorno de personalidade antissocial e transtorno depressivo ou <a href="http://www.minhavida.com.br/saude/temas/transtorno-bipolar">transtorno bipolar</a>.</p>
<p>O Transtorno de Personalidade Borderline seria também a consequência de uma educação muito autoritária, onde pais rígidos sempre imporiam seus desejos. Com o tempo as tentativas   de autoafirmação da criança sucumbiriam aos desejos dos pais e ela se habituaria a se submeter sempre aos pais, desenvolvendo dúvidas sobre a própria capacidade e vergonha pelos seus fracassos. Aos poucos a criança iria parando de tentar expressar as suas vontades podendo levar a falhas na clarificação psíquica de si e do outro.</p>
<ul>
<li>
<h3><strong>Sintomas:</strong></h3>
</li>
</ul>
<p>Indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline se caracterizam especialmente por sofrerem grande instabilidade emocional, desregulação afetiva excessiva, sentimentos intensos e polarizados do tipo “tudo ótimo e tudo péssimo” ou “eu te adoro e eu te odeio”, angústia de abandono, percepção de invasão do self, entre outros, que não raro geram comportamentos impulsivos perigosos sendo comum a presença recorrente de atos autolesivos, tentativas de suicídio e sentimentos profundos de vazio e tédio. O início do transtorno pode ocorrer na adolescência ou na idade adulta e o uso dos recursos de saúde e saúde mental é expressivo nesses pacientes.</p>
<p>Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline são verdadeiros vulcões prontos a explodir a qualquer instante. Elas apresentam alterações súbitas e expressivas de humor e suas relações interpessoais são intensas e instáveis sendo muito difícil o convívio próximo com elas.</p>
<p>Elas temem o abandono real ou temido, com frequência vivenciam sentimento crônico de vazio e reação pungente ao estresse, protagonizando sucessivas ameaças (ou tentativas) de suicídio e automutilação. O modus operandis desses pacientes traz um sofrimento enorme tanto para si próprios como para os que com eles convivem. Uma só palavra mal colocada, uma situação inesperada sem relevância ou uma leve frustração pode levar o borderline a um acesso de raiva e ódio que duram em média poucas horas. Outra característica importante é que o borderline nem sempre sabe lidar com o êxito. É comum que eles abandonem ou destruam seus alvos e metas justo quando a perspectiva de consegui-las é real e próxima.</p>
<p>Veja abaixo os critérios do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais (DSM-V, na sigla inglesa) para que um paciente seja diagnosticado com Transtorno de Personalidade Borderline:</p>
<ul>
<li>Esforços desesperados para evitar abandono real ou imaginário;</li>
<li>Padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização;</li>
<li>Perturbação da identidade: instabilidade acentuada e persistente da autoimagem ou da percepção de si mesmo;</li>
<li>Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente autodestrutivas (gastos, sexo, abuso de substância, direção irresponsável, compulsão alimentar);</li>
<li>Recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automutilante;</li>
<li>Instabilidade afetiva devida a uma acentuada reatividade do humor (disforia episódica, irritabilidade ou ansiedade intensa com duração geralmente de poucas horas e apenas raramente de mais de alguns dias);</li>
<li>Sentimentos crônicos de vazio;</li>
<li>Raiva intensa e inapropriada ou dificuldade em controlá-la (mostras frequentes de irritação, raiva constante, brigas físicas recorrentes);</li>
<li>Ideação paranoide transitória associada a estresse ou sintomas dissociativos intensos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>
<h3><strong>Diagnostico:</strong></h3>
</li>
</ul>
<p>O diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline é baseado através de uma minuciosa avaliação psiquiátrica feita por profissional de saúde mental qualificado. Muitos profissionais envolvem o paciente no seu próprio diagnóstico na medida em que vão mostrando a ele os critérios diagnósticos e perguntando quais deles os definem plenamente. Este método ajuda o paciente a aceitar melhor o diagnóstico.</p>
<p>É importante lembrar que hoje, o diagnóstico de TBP é feito pela presença de uma coleção de traços e não por um critério isolado. Assim, merece ser destacado no diagnóstico o esforço desesperado que o portador do transtorno faz para evitar o abandono real ou imaginário e a gravidade das alterações das relações interpessoais, na família, escola, trabalho e lazer e, posteriormente, também com os profissionais que se aproximam para oferecer tratamentos.</p>
<p>Mas todo o cuidado é pouco. O psiquiatra que se baseia somente nos sintomas do DSM pode errar. É comum a confusão do Transtorno de Personalidade Borderline com o transtorno bipolar, por exemplo. E além do diagnóstico ser às vezes difícil, o psiquiatra precisa saber lidar com o paciente.</p>
<p>Exame físico e testes de laboratório são recomendáveis para eliminar sintomas possíveis, como problemas de tireoide e abuso de substâncias. Exames de imagem são usados para afastar outras causas.</p>
<ul>
<li>
<h3><strong>Tratamento:</strong></h3>
</li>
</ul>
<p>O tratamento inicial do Transtorno de Personalidade Borderline é a psicoterapia. Ela ajudará o paciente a controlar melhor seus impulsos e entender seu comportamento. Nesse caso, o tratamento foca principalmente as questões do suicídio e da automutilação, além do aprendizado de novas habilidades, como consciência, eficácia interpessoal, cooperação adaptativa nas decepções e crises e na correta identificação e regulação de reações emocionais.</p>
<p>Pode ser feita terapia familiar também, pois em geral a família tende ou a abandonar o paciente ou a se tornar superprotetora. Na maioria dos casos, familiares, amigos e leigos não compreendem como o sofrimento pode levar um indivíduo com Transtorno de Personalidade Borderline a querer se matar. Já os pacientes relatam que a automutilação e o suicídio são maneiras que eles encontraram de extravasar um sofrimento insuportável. Os pais se dizem impotentes e relatam sofrer tanto quanto o paciente.</p>
<p>Os medicamentos têm um papel menor no tratamento de TPB. Mas, em alguns casos, eles podem melhorar a alterações de humor e tratar a depressão ou outros distúrbios que podem ocorrer juntos a esta condição. Deve haver um cuidado especial para que não haja uma confusão entre o borderline e o transtorno bipolar, pois os tratamentos são completamente diferentes.</p>
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<p>Uma ótima semana e um grande abraço!</p>
<p><strong> </strong></p>
<h3><strong>Referências e Fontes:</strong></h3>
<p>1- Site Minha Vida &#8211; http://www.minhavida.com.br/saude/temas/transtorno-de-personalidade-borderline</p>
<p>2- Site Tua Saúde &#8211; https://www.tuasaude.com/sindrome-de-borderline</p>
<p>3- Site Unidade Intermediária de Crise e Apoio à Vida &#8211; http://www.uniica.com.br/artigo/borderline/</p>
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